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Brasil tem menor desemprego desde 2012 e recorde nos rendimentos dos trabalhadores

Taxa de desocupação foi de 6%; remuneração média chegou a R$ 3.722, com alta de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano

O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,1%, a menor para esse período de toda a série histórica iniciada em 2012. O desempenho foi obtido mesmo com leve crescimento, de um ponto percentual, frente aos três meses anteriores. Além disso, foi verificado recorde no rendimento dos trabalhadores.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento, seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Considerando esse movimento, a Pnad apontou que o total de trabalhadores do país ficou em 102 milhões, recuo de 1% (1 milhão de trabalhadores) no trimestre, mas permanecendo 1,5% (1,5 milhão) acima do contingente registrado no mesmo trimestre móvel de 2025.

Dessa forma, a população desempregada ficou em 6,6 milhões no período analisado, com alta de 19,6% (1,1 milhão de pessoas) no trimestre. No entanto, na comparação anual, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13% (menos 987 mil pessoas).

Recorde nos rendimentos

Os salários da classe trabalhadora tiveram trajetória positiva, segundo a Pnad. A massa de rendimento médio real (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) bateu recorde no primeiro trimestre, com R$ 374,8 bilhões. O valor indica estabilidade nesses três meses e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.

Observando rendimento médio real habitual dos trabalhadores, houve novo valor recorde, atingindo R$ 3.722. O valor indica crescimento nas duas comparações: 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.

Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento no rendimento médio de dois dos dez grupamentos de atividade estudados: comércio (3%, ou mais R$ 86) e administração pública (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Conforme analisa a pesquisadora, “o rendimento cresceu em atividades que reduziram a participação em seus contingentes de trabalhadores informais ou de formais com menores rendimentos. Dessa forma, relativamente à base de comparação trimestral com maior participação de ocupação informal, a média de rendimento do trabalho atual registrou alta”.

Menor informalidade

O IBGE também verificou redução, ainda que leve, na taxa de informalidade, que passou de 37,6% (38,7 milhões de pessoas) para 37,3% (38,1 milhões). Frente ao primeiro trimestre de 2025, o recuo foi maior, já que naquele momento a taxa era de 38% (38,2 milhões).

O número de trabalhadores sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa, segundo o Vermelho.

Já os trabalhadores com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os domésticos) somaram 39,2 milhões, “indicando não ter havido variações significativas no trimestre, mas com elevação de 1,3% (ou 504 mil pessoas a mais com carteiras assinadas) no ano”, segundo o IBGE.

Quanto aos trabalhadores por conta própria, o contingente manteve-se estável em 26 milhões de pessoas, com alta de 2,4% (607 mil).

Recorte por segmento

Analisando os segmentos econômicos, a pesquisa apontou que dois grupamentos tiveram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado: informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e administração pública (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Nessa comparação anual, houve redução apenas no grupamento de serviços domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).

Refletindo as características típicas do período, conforme apontado pela coordenadora do IBGE, as reduções de emprego ocorreram em três frentes: comércio (1,5%), administração pública (2,3%) e serviços domésticos (2,6%). Na comparação trimestral, esses grupos tiveram 870 mil postos a menos.


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Economia

Ibovespa bate novo recorde e fecha acima dos 191 mil pontos pela 1ª vez

O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista também fez o dólar recuar para R$ 5,1556, o menor valor desde 28 de maio de 2024

Reuters – O Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira, renovando recordes e encerrando acima dos 191 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado mais uma vez pelas blue chips, que têm sido embaladas neste começo de ano pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,4%, a 191.490,40 pontos, novo topo de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 191.780,77 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 188.854,45 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$32,98 bilhões.

Estrategistas do JPMorgan destacaram que o primeiro mês do ano costuma ser um período de forte entrada de capital externo, mas nada comparável ao que se observou no mês passado e ao que continua entrando. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo de estrangeiros na bolsa em 2026 alcançava cerca de R$35,6 bilhões.

No curto prazo, citou o analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o que se imagina é que o mercado deve seguir nessa tendência de alta, principalmente pela entrada de investimento estrangeiro.

Operadores também têm citado alguns movimentos de zeragem de posições vendidas, na esteira do rali recente. No ano, o Ibovespa já acumula uma valorização de 18,85%.

A retomada do fôlego na B3 também teve como pano de fundo um clima mais tranquilo em praças acionárias no exterior, embora incertezas sobre a política comercial do presidente Donald Trump permaneçam, assim como agentes seguem avaliando os potenciais efeitos econômicos da inteligência artificial (IA).

O europeu STOXX 600 fechou com um acréscimo de 0,23%, enquanto o norte-americano S&P 500 avançou 0,77%.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN subiu 2,54%, renovando máximas históricas e ampliando a alta no ano para mais de 28%. Nem a piora dos preços do petróleo na sessão minou o apetite. O barril sob o contrato Brent encerrou em queda de 1%. PETROBRAS ON avançou 2,28%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,52%, após forte correção negativa na véspera e alguma titubeada nesta terça-feira, com bancos de modo geral firmando-se no azul à tarde. BRADESCO PN subiu 0,8%, BANCO DO BRASIL ON avançou 1,77% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou em alta de 3,41%, tendo no radar Investor Day do controlador, o espanhol Santander, na quarta-feira.

– VALE ON subiu 0,39%, no quarto pregão seguido de alta, mesmo com uma retomada negativa do mercado na China. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian recuou 1,79% na volta de feriado prolongado, mas o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura sustentou sinal positivo.

– GERDAU PN recuou 2,22%, após resultado do quarto trimestre, que mostrou fraqueza na operação brasileira e um desempenho mais robusto na América do Norte. O grupo siderúrgico vê manutenção das margens no primeiro trimestre na operação no Brasil, mas avanço nessa linha na América do Norte. Também afirmou que está sempre avaliando ativos.

– MINERVA ON caiu 4,43%, tendo no radar relatório de analistas da XP, que cortaram a recomendação das ações para neutra e o preço-alvo de R$8,40 para R$7,20, avaliando que a relação risco versus retorno já não é tão atrativa. Analistas do JPMorgan também reiteraram recomendação neutra para os papéis, citando um cenário doméstico desafiador para a companhia.

– IRB(RE) ON saltou 7,26%, para uma máxima desde agosto de 2022. Neste ano, os papéis do ressegurador já acumulam uma alta de quase 20%.

– TECNISA ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 12,75%, após a construtora divulgar oferta do Grupo BTG Pactual por uma participação na Windsor, que desenvolve o empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes, na cidade de São Paulo. A proposta vinculante do BTG envolve a compra de 26,09% da Windsor por R$260,9 milhões, a serem pagos à vista.


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Política

Mortes pela polícia disparam em SP sob Tarcísio e batem recorde em 2025

Estado registrou 834 mortes por agentes no ano passado; femicídios também bateram recorde, com 270 casos

O número de mortes pela polícia militar cresceu pelo terceiro ano seguido no estado de São Paulo durante a gestão de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ano de 2025 marcou o ápice dos casos, com 834 mortes por policiais civis e militares. Desses, 700 foram realizados por agentes de segurança em serviço.

Os dados levantados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o número de mortes por policiais cresceu desde que o atual governador assumiu. Em 2022, antes de Tarcísio tomar posse, o estado registrou 421 mortes por policiais, sendo 256 por agentes em atividade. De lá para cá esse número quase dobrou.

Logo no primeiro ano da gestão do chefe do Executivo paulista, foram 504 mortes. Esse dado saltou em 2024 para 813, até chegar aos 834 do ano passado.

Esse período ficou marcado por operações como a Escudo e Verão, realizada entre 28 de julho e 5 de setembro de 2023 na baixada santista, como resposta ao assassinato do soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o batalhão mais letal da PM paulista, Patrick Bastos Reis, na noite de 27 de julho, no Guarujá.

Nesse período, 28 pessoas foram mortas. A ação foi retomada meses depois, sob o nome de Operação Verão, entre 18 de dezembro de 2023 e 1º de abril de 2024. Na segunda fase, a PM matou 56 pessoas. No total, 84 pessoas foram mortas nas duas operações. Essa foi a operação mais letal da história da Polícia Militar de São Paulo desde o Massacre do Carandiru, realizado em 1992 e que deixou 111 mortos.

O aumento das mortes também se deu em meio a uma disputa promovida pelo governador com o uso de câmeras corporais para os policiais em atividade. Depois de assumir, Tarcísio determinou a retirada do equipamento, mas após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), o aparelho voltou a ser usado em novas condições.

O aumento das mortes revertem uma tendência de baixa registrada até 2022. Em 2017, os policiais paulistas mataram 941. Cinco anos depois, esse número havia caído 55%.

Feminicídios também em alta
Os principais dados de violência contra a mulher também tiveram alta nos últimos três anos. Se em 2022 foram 195 mortes de mulheres no estado, em 2025 esse número cresceu para 270. Esse é um recorde na série histórica iniciada em 2018. O feminicídio passou a ser tipificado como crime no Brasil em março de 2015. A então presidenta Dilma Rousseff assinou a lei nº 13.104, alterando o Código Penal para incluir o assassinato de mulheres por razões de gênero como uma qualificação de homicídio.

A capital também seguiu a tendência de alta. Com 63 mortes, o ano passado registrou recorde de mortes de mulheres classificadas como feminicídio. Esse é mais que o dobro do que foi notificado em 2018, quando 29 mulheres morreram.

BdF


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Economia

E a direita, hein! Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

Ministério do Desenvolvimento lançou painel com estatísticas do setor

As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país.

Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números.

Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,

“A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.

De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil.

*Agência Brasil


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Política

Estado de São Paulo registra recorde de feminicídios em 2025

O estado de São Paulo registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Já o número de homicídios dolosos lteve pequena queda em 2025 pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com a SSP. Foram 2.438 casos notificados, uma queda de 3,1% em relação a 2024, quando houve 2.517 registros.

Os latrocínios seguiram a mesma tendência e alcançaram o menor índice desde 2001, início da série histórica. No estado, o número de casos caiu de 166, em 2024, para 129, em 2025, uma redução de 22,2%.

No entanto, na comparação mensal, houve aumento em ambos os crimes. Em dezembro, foram contabilizados 244 casos de homicídios dolosos no estado, seis eventos a mais do que no mesmo mês de 2024.

Nove casos de latrocínio foram registrados em dezembro de 2025, o que representa aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registrados seis casos.

Os furtos em geral e os furtos de veículos também tiveram leve queda em 2025. O primeiro passou de 555.821 para 549.973 boletins.


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Economia

Ibovespa renova recorde e supera 175 mil pontos com capital externo

O alívio nas tensões globais provocados por recuos do presidente Donald Trump voltaram a beneficiar o mercado financeiro. A bolsa de valores acumulou o terceiro recorde consecutivo e superou a marca de 175 mil pontos. O dólar fechou abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde novembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (22) aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. No melhor momento do pregão, às 12h39, chegou a subir 3,27% e a aproximar-se dos 178 mil pontos.

O avanço foi sustentado principalmente por ações de bancos, com grande peso no índice, em um movimento que reflete a realocação global de recursos em direção a mercados emergentes. O volume de negociações voltou a ser expressivo, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões em 2026.

Dados da B3 reforçam o papel do investidor estrangeiro na alta recente. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em quase R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.

Câmbio
No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a quinta vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A cotação operou em estabilidade durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima das mínimas do dia.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 11 de novembro, quando estava a R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,73%.

O cenário internacional sustentou o mercado financeiro nesta quinta. As bolsas globais reagiram positivamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 0,55%

*Agência Brasil


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Mundo

Desaprovação de Trump bate recorde e economia é apontada como o maior problema

A taxa de aprovação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, atingiu uma nova mínima histórica em seu segundo mandato, a 37%, aponta uma pesquisa da CNN, publicada nesta segunda-feira. O valor é o menor de sua segunda administração e é próximo das piores taxas de aprovação de seu primeiro mandato, quando chegou a registrar apenas 34% de aprovação.

No mesmo sentido, a taxa de desaprovação atingiu 63%, sendo a maior já registrada de ambos os seus governos e um ponto porcentual acima do recorde anterior, de 62%, quando ele deixou a Casa Branca em janeiro de 2021.

A pesquisa da CNN também mostra que 32% dos entrevistados avaliam que o andamento da situação do país está “Muito bem/Razoavelmente bem”, enquanto 68% acreditam que o cenário está “bastante ruim/muito mal”.

Ainda, foi avaliado que o problema mais importante que os EUA enfrentam atualmente são: a economia e o custo de vida (47%); o estado da democracia americana (26%); imigração (10%); crime e segurança (7%); saúde (5%); e política externa (1%).

*Broadcast


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Economia

Brasil bate recorde de exportações aos EUA apesar do cenário de tarifas

Amchan aponta aumento de 4,2% nas vendas do primeiro semestre com estratégia de antecipação de embarques antes da sobretaxa de 50%

Tudo anda muito incerto no cenário do comércio exterior com os Estados Unidos após o presidente Donald Trump implementar oficialmente, na semana passada, uma sobretaxa de 50% a uma longa lista de produtos brasileiros. Dados da Amcham, a Câmara de Comércio americana, porém, revelaram que no período que antecipou o “tarifaço”, as exportações do Brasil para território americano entre janeiro e julho registraram crescimento de 4,2% sobre o mesmo período de 2024, somando US$ 23,7 bilhões (R$ 128,27 bilhões, na cotação atual), o maior valor já registrado para o período.

Segundo edição especial do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham, as importações também avançaram, com alta de 12,6%, alcançando US$ 26,0 bilhões. Isso ampliou o superávit americano no comércio com o Brasil para US$ 2,3 bilhões no acumulado do ano, uma expressiva alta de 607,9% frente ao mesmo período de 2024.

O resultado sustenta a tendência de vantagem americana nos negócios com o Brasil, que há 15 anos têm déficit na balança comercial com os Estados Unidos. Apesar disso, mercadorias brasileiras tornaram-se alvo da maior alíquota do tarifaço, de 50%, enquanto outras nações que mantém superávit com Washington são alvo de taxas que variam entre 10% e 30%. Para aplicar tarifas aos produtos tupiniquins, outra justificativa, infundada, foi usada pelo governo Trump: a de que há uma “ditadura judicial” no Brasil, e que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no caso da trama golpista, seria uma “caça às bruxas”.

Embora uma lista de quase 700 produtos brasileiros tenha sido poupada da tarifa de 50%, exportações importantes como açúcar e café ficaram expostas. Ainda não há sinal de negociação entre os governos Trump e Lula, que afirmou recentemente que não vai se “humilhar” para abrir um canal com o presidente dos Estados Unidos, e estados estudam criar programas para proteger a indústria nacional. A maior esperança, por ora, é que os setores privados americano e brasileiro possam conversar e fazer o meio de campo num eventual processo de tratativas.

“As exportações brasileiras para os Estados Unidos seguem resilientes e em trajetória de crescimento até julho. Nosso compromisso é seguir trabalhando de forma coordenada com os dois governos para preservar esse comércio, que impulsiona empregos e oportunidades em ambos os países, sobretudo diante dos desafios adicionais que o aumento das tarifas trará daqui para frente”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil à Veja.


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Economia

Vendas de veículos crescem em maio e batem recorde de 2025

Foram licenciadas 225,7 mil unidades de veículos no mês, um crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período de 2024.

Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData, foram licenciadas 225,7 mil unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mês, um crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período de 2024 e de 8,2% sobre abril.

O mês de maio contou com 21 dias úteis, um a mais que abril, e teve média diária de 10,7 mil unidades vendidas, superando a média de 10,4 mil registrada no mês anterior. O volume comercializado superou a marca de 213,5 mil automóveis e comerciais leves, o que representa alta de 8,6% em relação a abril e de 16,5% na comparação com maio de 2024.

A principal força por trás desse crescimento foi o avanço das vendas diretas, modalidade responsável por 50,1% dos licenciamentos de veículos leves no mês, superando os 47,5% de abril e os 42,5% registrados em maio de 2024. Essas vendas, que envolvem principalmente frotistas, locadoras e empresas, totalizaram 106,6 mil unidades em maio.

Mercado de veículos aquecido
A Fiat liderou o ranking das marcas mais vendidas no mês, com 21,6% de participação, seguida por Volkswagen (17,4%), Chevrolet (10,1%), Hyundai (8,7%) e Toyota (7,3%). A Volkswagen foi a montadora com maior avanço na participação de mercado (+1 ponto percentual), enquanto a Toyota teve o maior recuo (-1 ponto percentual).

No ranking dos modelos, o Volkswagen Polo liderou as vendas de maio com 12.911 unidades emplacadas, ultrapassando a tradicional líder Fiat Strada, que registrou 11.854. O Volkswagen T-Cross apareceu pela primeira vez entre os três primeiros, com 9.410 unidades vendidas. Com isso, o Polo se consolida como destaque de 2025, embora a Strada ainda seja líder no acumulado do ano.

Resultado na Toyota
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Soares, participou de uma celebração de um marco histórico na indústria automotiva ontem (2). A Toyota atingiu a marca de 3 milhões de veículos produzidos no país. A conquista, celebrada amplamente pela empresa, também é motivo de celebração para a categoria.

“Essa vitória não é só da empresa, é também da classe trabalhadora. Cada veículo produzido leva junto a dedicação, a técnica e a resistência dos metalúrgicos e metalúrgicas. Essa é uma conquista coletiva, que reforça a importância da valorização da indústria brasileira e de quem faz a roda da economia girar: o trabalhador e a trabalhadora”, destaca Leandro Soares.

*TVTNews

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Economia

Para desespero das línguas de trapo, Mirian Leitão e Armínio Fraga, Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 140 mil pontos pela primeira vez

É ouro!
Após os recordes desta segunda (19), máxima de fechamento e máxima histórica, o Ibovespa, oscilou durante o dia, mas na reta final deu um sprinter e voltou a subir forte batendo novos recordes, claro, para desespero dos “Nostradamus do desastre econômico brasileiro”

Para a infelicidade da Miriam, do Armínio e congêneres, a alta foi de 0,34%, aos 140.109,63 pontos, um ganho de 473,22 pontos.

É o maior patamar de fechamento da história, superando o fechamento de ontem.

Além disso, bateu a máxima histórica também, com 140.243,86 pontos, 40 pontos a mais do que a máxima anterior.

Tem que aturar!

Detalhe importante:
O Ibovespa, mais uma vez, não encontrou apoio em Wall Street.

Embora, ontem, os principais índices em Nova York tenham terminado no positivo, com leves altas, a Bolsa brasileira conseguiu outros suportes. Hoje, novamente não teve ajuda de lá.

Por lá, nos EUA, teve quedas robustas, com o S&P 500 encerrando uma sequência de seis vitórias seguidas.

“Eu diria que a maior consideração é o fato de que tivemos o tombo relacionado à introdução de tarifas, a recuperação furiosa associada à redução dessas implementações de tarifas e, agora, estamos aguardando esclarecimentos, pois muitas dessas negociações estão em andamento”, disse à CNBC Bill Northey, diretor de investimentos do U.S. Bank Wealth Management.

A economia norte-americana está em xeque e até o dólar, quem diria, enfrenta agora questionamentos sobre sua posição global.