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Política

Andreia Sadi, uma gringa evangélica na Sapucaí

O colunismo de política no Brasil erra tanto quando quer catequizar os telespectadores e leitores, que o cipó aroeira acaba acertando a própria bunda.

Eles, os jornalistas, num só evento nas suas linhas gerais, confundem samba com rumba, porque essa é a grande verdade que norteia os modernos comentaristas da GloboNews, por exemplo, onde a sonoridade da bateria de uma escola que prima por um ideal antifascista, é transformada em pedra que atrapalhará a candidatura de Lula à reeleição.

Essa alma maquinizada pela central de jornalismo da Globo é uma das principais correntes de navegação num mar de bosta, porque como essa gente gosta de falar merda!

Mas Andreia Sadi conseguiu ser pior que Andreia sadi. Vestida de pudica evangélica tentou emplacar as latinhas da Acadêmicos de Niterói numa ponte com o Palácio do Planalto, mesmo à distância.

Então, tome besteira multiplicada por mil, dominada pela natureza bruta da ignorância sobre aquilo que comentará.

A moça, coitada, que tem uma cultura sofrível, conseguiu em torno de si todos os adjetivos de uma pessoa idiota, intelectualmente atrofiada, republicadora de asneiras dentro do estrito espaço da mediocridade nacional.

Quando ela tenta sugerir uma interferência do governo Lula no desfile da escola que o homenagiou, Sadi não resiste e sapeca, ao vivo e a cores, as maiores sandices colossais, mas sobretudo coloniais de uma gringa evangélica na Sapucaí, ganhando o troféu mundial de comigo ninguém pode, quando o assunto é ignorância sistematizada por ouvir o galo cantar sem saber aonde.

Seu relatório não trouxe um esboço de realidade, ao contrário, só mostrou que, para falar da cultura brasileira, do desfile de escolas de samba, ela é um poço de estupidez.


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Política

Sem o patrocínio de Vorcaro, camarotes da Sapucaí sofrerão uma dieta rigorosa de celebridqades de ocasião

Pode-se dizer tudo de Daniel Vorcaro, mas há que se admitir que ele jogava nas onze quando o assunto era manipulação e cooptação, a ponto de condicionar apoio a sua rede de estradas rumo à riqueza fácil com auxiliares de peso e até celebridades forjadas pelos afluentes por onde corriam os rios que desaguavam no seu mar de dinheiro fácil.

Nesse jogo, é indispensável a compra de figuras que se venderam por um lugar de destaque social na área vip do carnaval carioca.

Tudo isso, em termos de equação, foi pensado e executado por Vorcaro na busca por prosperidade. Afinal, estamos falando do Midas do Banco Master, o rei  dos escândalos financeiros do reino europeu dento do Brasil tão desigual.

Quem conhece os luxuosos aposentos de um camarote da Sapucaí, sabe que essa gente não dispensava as graças e os favores de Vorcaro para coroá-lo, de alguma forma, de ganhos e mais ganhos fáceis.

Na verdade, Vorcaro sempre jogou na base da tabelinha com alguém do seu quintal, inclusive Bolsonaro e Tarcísio de Freitas que, juntos, receberam a majestosa quantia de R$ 5 milhões em suas campanhas eleitorais de 2022.

Vorcaro sempre se mostrou uma dama na hora de oferfecer os braços e mãos para expandir seu território de ação em relações condicionadas à sua pátria particular, mesmo para aqueles que viviam um momentozinho de estrelato numa perturbação pândega, como os frequentadores de seu camarote comprado a peso de ouro.

Hoje, essas classes opulentas de fachada, se quiserem posar como tal, terão que reservar uma grana preta do próprio bolso para ingressar no lugar de mais destaque entre o público da Sapucaí.


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Opinião

Beija-flor, historicamente perfeita, avermelha as terras do Brasil na sapucaí. (Assista)

Com o único enredo de protesto do ano de 2023, a Beija-flor subverte a sua própria tradição de enredo sem engajamento, ou crítica. Nos últimos anos, a busca por uma retórica de maior protesto, fez a escola se perder em histórias contadas com críticas vazias e com pouca autenticidade em seus conteúdos. Fato que mudou esse ano.

Com um carro abre alas encenando o quadro de Pedro Américo, o povo faz, o que o samba enredo inicia dizendo, uma revolução do povo, removendo Dom Pedro do cavalo e colocando uma mulher negra no lugar, interpretada por Isabel Filardes.

Em todo o desfile, a mesma beleza poética da letra do samba (no final), diz que o sangue retinto avermelhava essas terras, fica impresso em alas muito críticas, como a ideia de resistência entre os escravizados, como um elo que atravessa a todos os que sofreram para construir o Brasil profundo.

A crítica não ficou apenas na história, há grande ênfase na associação entre o passada e o presente, contida nos trechos: “Eu vim cobrar igualdade, Quero liberdade de expressão” e “O mito do descaso.”. Ainda, no desfile em si, alegorias falam de um império que se fundamentava na escravidão e na exploração de seu próprio povo, é derrubado por uma república que já nascia velha, dentro dos quartéis, por um golpe militar.

A hipocrisia, a autocracia e o racismo estrutural, fazem com que haja o incentivo à imigração branca, após a abolição da escravidão, em um esforço de embranquecimento do homem brasileiro.

Na sequência, a escola mostra o medo do comunismo, antes de um carro que mostra que o poder, no Brasil, existe para controlar e povo, para manutenção da desigualdade e a opressão do rico pelo pobre.

Na última sessão, a ala dos movimentos sociais, traz faixas contra a fome, contra a discriminação racial, social e LGBTQIA+. Os movimentos campesinos, trabalhistas e das periferias estão representados.

O penúltimo carro mostra a reconstrução da bandeira do Brasil e mostra uma matriarca negra costurando a nova bandeira, como quem reconstrói um país.

Por fim, após o carro dos índios e das revoltas indígenas, a escola dá a resposta, para a pergunta de como recriar o Brasil, basta seguir a própria cultura popular.

Perfeito e emocionante. (Assista à íntegra do desfile)

Oh, oh, oh
Oh, oh, oh

A revolução começa agora
Onde o povo fez história
E a escola não contou
Marco dos heróis e heroínas
Das batalhas genuínas
Do desquite do invasor

Naquele 2 de julho, o Sol do triunfar
E os filhos desse chão a guerrear
O sangue do orgulho retinto e servil
Avermelhava as terras do Brasil

Eu vim cobrar igualdade
Quero liberdade de expressão
É a rua pela vida, é a vida do irmão
Baixada em ato de rebelião
Eu vim cobrar igualdade
Quero liberdade de expressão
É a rua pela vida, é a vida do irmão
Baixada em ato de rebelião

Desfila o chumbo da autocracia
A demagogia em setembro a marchar
Aos renegados, barriga vazia
Progresso agracia quem tem pra bancar

Ordem é o mito do descaso
Que desconheço desde os tempos de Cabral
A lida, um canto, o direito
Por aqui o preconceito tem conceito estrutural

Pela mátria soberana, eis povo no poder
São Marias e Joanas, os Brasis que eu quero ver
Deixa Nilópolis cantar
Pela nossa independência, por cultura popular
Deixa Nilópolis cantar
Pela nossa independência, por cultura popular

Ô, abram alas ao cordão dos excluídos
Que vão à luta e matam seus dragões
Além dos carnavais, o samba é que me faz
Subversivo, Beija-Flor das multidões

Ô, abram alas ao cordão dos excluídos
Que vão à luta e matam seus dragões
Além dos carnavais, o samba é que me faz
Subversivo, Beija-Flor das multidões

A revolução começa agora
Onde o povo fez história
E a escola não contou
Marco dos heróis e heroínas
Das batalhas genuínas
Do desquite do invasor

Naquele 2 de julho, o Sol do triunfar
E os filhos desse chão a guerrear
O sangue do orgulho retinto e servil
Avermelhava as terras do Brasil

Eu vim cobrar igualdade
Quero liberdade de expressão
É a rua pela vida, é a vida do irmão
Baixada em ato de rebelião
Eu vim cobrar igualdade
Quero liberdade de expressão
É a rua pela vida, é a vida do irmão
Baixada em ato de rebelião

Desfila o chumbo da autocracia
A demagogia em setembro a marchar
Aos renegados, barriga vazia
Progresso agracia quem tem pra bancar

Ordem é o mito do descaso
Que desconheço desde os tempos de Cabral
A lida, um canto, o direito
Por aqui o preconceito tem conceito estrutural

Pela mátria soberana, eis povo no poder
São Marias e Joanas, os Brasis que eu quero ver
Deixa Nilópolis cantar
Pela nossa independência, por cultura popular
Deixa Nilópolis cantar
Pela nossa independência, por cultura popular

Ô, abram alas ao cordão dos excluídos
Que vão à luta e matam seus dragões
Além dos carnavais, o samba é que me faz
Subversivo, Beija-Flor das multidões

Ô, abram alas ao cordão dos excluídos
Que vão à luta e matam seus dragões
Além dos carnavais, o samba é que me faz
Subversivo, Beija-Flor das multidões

Oh, oh, oh
Oh, oh, oh

*Fabio Rios

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Cotidiano

Vídeo: E a Sapucaí explode com “olê, olê, olá, Lula” e “fora Bolsonaro”

Pouco antes do desfile da Mangueira, público cantou o lema “Olê, olê olê olá, Lula, Lula”.

Uma multidão de pessoas na avenida Marquês de Sapucaí na noite desta sexta-feira (22) a volta do ex-presidente Lula à Presidência. “Lulaço” ocorreu antes do desfile da Mangueira.

*Com 247