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CNT/DMA: Lula está a menos de 1%, de vencer no primeiro turno

Nova pesquisa CNT/MDA mostra o presidente à beira de uma marca histórica e inédita nas urnas

Lula está a menos de 1% para ganhar a eleição presidencial logo no primeiro turno. A afirmação pode soar surpreendente à primeira vista, mas é exatamente o que aponta o mais recente levantamento da CNT/MDA, um dos institutos com maior tradição em pesquisas eleitorais no país.

Os números da pesquisa mostram Lula com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Todos os outros candidatos somam juntos 14,7%, enquanto os brancos e nulos registram 6,8% e os indecisos somam 7,2%.

Quando excluímos os brancos, nulos e indecisos para calcular os votos válidos, o cenário se estreita de forma impressionante. Lula chega a 49,4%. Faltam apenas 0,6% para atingir a marca de 50% mais um voto, o índice necessário para liquidar a fatura logo na primeira etapa do pleito.

Se isso se confirmar, será uma vitória inédita na trajetória política do atual presidente. Nas três ocasiões em que venceu a corrida presidencial ao longo de sua história, Lula precisou disputar o segundo turno — assim como ocorreu na eleição que elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff.

O levantamento da MDA também testou um eventual segundo turno, apontando uma vitória relativamente tranquila de Lula, com nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Embora haja variações entre institutos — com algumas pesquisas projetando margens menores —, a tendência central parece evidente.

O fator decisivo para essa consolidação no primeiro turno será o desempenho de candidaturas como as de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros nomes que tentam se viabilizar. Se esses palanques não vingarem e os votos se polarizarem ainda mais, o caminho de Lula rumo a uma vitória histórica no primeiro turno deixa de ser apenas uma hipótese de laboratório e passa a ser uma realidade política palpável. Forum.


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Consultoria Eurasia diz que Lula tem 65% de chance de vencer a eleição presidencial

Lula precisa conquistar menos votos do que Jair Bolsonaro.

De acordo com o Valor Econômico, diante do retrato apresentado pelas urnas no domingo (2), o Eurasia Group reduziu as apostas na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, de 70% para 65%. É que a distância entre o petista e o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, foi menor que o esperado na disputa do primeiro turno das eleições.

Lula teve 48,4% dos votos e Bolsonaro, 43,2%, uma distância de cinco pontos em comparação à média dos levantamentos de intenção de votos, que mostravam o petista com média de 8 a 10 pontos à frente. Apesar disso, a consultoria reafirma Lula como favorito numa corrida eleitoral mais “apertada” no segundo turno.

Ademais, em caso de vitória, o petista terá menos “margem de manobra” no Congresso Nacional após os resultados das urnas para senadores e deputados.

“[Lula é favorito] Não apenas porque ele superou Bolsonaro em cinco pontos e estava perto da maioria absoluta, mas porque sua liderança no segundo turno provavelmente crescerá em 1 a 2 pontos, dada a divisão dos candidatos restantes”, diz a análise assinada por Christopher Garman, diretor para as Américas do Eurasia Group, e outros executivos da empresa.

Lula continua como favorito na avaliação da Eurasia, porque, embora as pesquisas subestimassem o apoio a Bolsonaro, elas não estavam tão erradas quanto à parcela de votos do candidato da esquerda. O percentual obtido pelo PT dos votos válidos está próximo do que a maioria das pesquisas previam (a média foi de 47% – 48%).

Segundo a análise, a campanha de Lula terá de buscar apenas 1,6% dos 8% de eleitores que apoiam candidatos da chamada terceira via para empurrá-lo para mais de 50%. Na leitura do Eurasia Group, 8% do eleitorado que votou em outros candidatos vão “rachar” um pouco a favor de Lula.

Herança de votos

“Simone Tebet, que recebeu pouco mais de 4% dos votos, por exemplo, deve ser favorável a Lula”, diz o texto, sobre a candidata do MDB. Já os apoiadores de Ciro Gomes (PDT), que encerrou a noite com 3% dos votos, podem se dividir uniformemente, e os 1% restantes de Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe D’Avila (Novo) tendem a migrar para Bolsonaro, avaliam os especialistas.

Assumindo uma divisão de 60/40 desta votação a favor de Lula, reitera a análise, o quadro pode indicar que as pesquisas de segundo turno publicadas no início desta semana mostrem Lula com 53% dos votos contra 47% para Bolsonaro, projeta o Eurasia. “Mesmo que Bolsonaro consiga 70% dos votos restantes dos outros candidatos — uma suposição otimista — ele ainda ficaria aquém de uma vitória no segundo turno, pois chegaria a 49%”.

O cenário sugere, dizem os analistas, que, para vencer, Bolsonaro terá que convencer os eleitores que apoiaram Lula no primeiro turno a mudar seus votos. “Lula parece mais forte na questão principal desta eleição, uma mistura de preocupações sociais e econômicas”, diz ainda a análise.

Uma das razões pelas quais o Eurasia Group nunca reduziu as chances de Bolsonaro vencer para muito abaixo de 30% vem da aprovação do governo. De acordo com dados de mais de 300 eleições coletadas pela Ipsos Public Affairs, governantes com 40% de aprovação antes da campanha — foi caso de Bolsonaro — tendem a ganhar pouco mais da metade das eleições.

Ademais, é positivo para o atual presidente que a economia esteja melhorando, e ele terá mais quatro semanas para tornar mais eficaz sua mensagem na campanha, apresentando um conjunto mais robusto de propostas para combater a desigualdade social e o alto custo de vida. Lula também teria que cometer alguns erros, o que é “improvável, mas possível”, diz a análise.

Um desempenho melhor do que era esperado dos partidos de direita que apoiam Bolsonaro nos Estados e no Congresso terá repercussões políticas a um eventual governo Lula. Segundo a consultoria, é fator que trará mais dificuldades para a aprovação de medidas que aumentem impostos — o que já seria difícil —, o que, por sua vez, acaba por moderar algumas das ambições políticas de eventual governo petista.

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