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Política

Lideranças do PT temem que mercado tente derrubar Lula para colocar Alckmin no lugar

Tucano seria um nome palatável para a ‘direita’ e para o mercado financeiro, segundo petistas.

A possibilidade de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ser vice de Lula numa chapa para concorrer à sucessão de Jair Bolsonaro em 2022 gera temor em algumas lideranças do PT: elas veem a possibilidade de a presença do ex-governador estimular tentativas de derrubada de um eventual futuro governo.

De acordo com esse raciocínio, Alckmin é confiável e não faria movimentos para derrubar Lula. Mas o tucano seria um nome palatável para a “direita” e o mercado financeiro, o que facilitaria a movimentação pela queda de Lula caso o governo enfrente uma grave crise, é o que diz Mônica Bergamo, da Folha.

Setores do partido acreditam que o impeachment de Jair Bolsonaro não prosperou, em parte, porque o vice-presidente Hamilton Mourão poderia assumir a Presidência. Seria pior ter o general no comando do país do que suportar Bolsonaro.

Já lideranças que apoiam a chapa Lula/Alckmin afirmam que, para cair, é preciso estar em pé. Ou seja, para enfrentar ameaça de impeachment, o petista primeiro precisa se eleger, e a aliança ajudaria a liquidar a fatura até mesmo no primeiro turno.

No dia 3 de novembro, a coluna revelou que lideranças do PT e do PSB tentam viabilizar uma chapa que una Lula e Alckmin para disputar a Presidência da República.

Segundo interlocutores, Lula já afirmou que, com o tucano de vice, poderia dormir tranquilo: Alckmin, que foi quatro vezes governador, teria experiência e estatura política. Ajudaria a governabilidade. E não transformaria a vice em um centro de conspiração e sabotagem para desestabilizar o governo.

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Vice de Witzel, Cláudio Castro, encontrou-se com o clã Bolsonaro em Brasília na véspera de operação

Vice-governador do Rio de Janeiro estava em Brasília quando Wilson Witzel foi afastado.

Na véspera do afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), o vice-governador Cláudio Castro esteve em Brasília. Castro, que foi alvo de busca e apreensão, chegou à capital federal na quinta-feira 27. Nos bastidores, a informação é que ele se encontrou com o clã Bolsonaro.

Após a briga com Witzel, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) buscou se aproximar de Castro, como revelou VEJA com exclusividade em 26 de junho. A ponte para a aliança passou pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Os laços de amizade de Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro, ex-deputado estadual, se formaram na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O vice-governador começou a carreira como chefe de gabinete do deputado Márcio Pacheco, em 2004. A convivência se intensificou na campanha de 2018 quando o senador foi às ruas pedir votos para Witzel.

Eleito vereador pelo PSC dois anos antes, o vice-governador também caiu nas graças de outro filho de Jair Bolsonaro, Carlos, com quem dividiu o plenário da Câmara Municipal. Bolsonaro, Flávio e Carlos foram filiados ao PSC, legenda de Castro desde 2002.

A guerra entre Witzel e Bolsonaro, ex-aliados, começou no ano passado quando o governador fluminense anunciou que disputaria a Presidência da República, em 2022. De lá para cá, os dois trocaram acusações em público e nunca mais se falaram. Em meio a denúncias de corrupção na área da Saúde, Witzel também caiu em desgraça na Alerj. Dos 70 deputados, 69 votaram a favor do início do processo de afastamento.

Cláudio Castro é músico, compositor e ex-coordenador do Ministério de Fé e Política da Arquidiocese do Rio. Ele e sua equipe acreditavam, internamente, ser inevitável a queda Witzel. Nas redes sociais, Castro evita publicar mensagens de apoio a Witzel.

 

*Com informações da Veja

 

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Mourão já arma cama de gato em Bolsonaro para assumir seu lugar

Pra quem sabe ler, pingo é letra.

Não é o caso do sonambulismo de cabresto dos bolsonaristas.

Até porque o bolsonarismo não existe. Ele hoje é o aecismo de ontem. Nem a camisa verde a amarela o gado trocou.

Mourão não é burro e tem consciência disso.

Sabe que esse gado pasta em qualquer tipo de capim seco, basta que lhe seja oferecido o melaço do “anticomunismo” até porque não sabe o que é comunismo.

Não é por acaso que, agora, comandado pelo gabinete do ódio, leia-se, Eduardo e Carlos Bolsonaro, o gado chama de comunistas Maia, Alcolumbre, Janaína, Dória, Witzel, a Globo e até a ministra da Agricultura, Tereza Cristina por incrementar as relações comerciais com a China.

Ou seja, o nonsense é a palavra de ordem desse submundo do gabinete do ódio.

Sabendo disso e vendo Bolsonaro na beira do barranco, Mourão solta a pérola venenosa no Twitter: “Aos aventureiros de muitos costados que nesta hora de dificuldades pretendem inviabilizar o governo Bolsonaro lembro que sou o Vice do Presidente de Jair Bolsonaro e que os paraquedistas andam sempre no mesmo passo.”

Foi um recado claro ao gado. Se Bolsonaro tombar no combate contra os “comunistas, eu sigo carregando seu bacamarte espalha chumbo.

Mourão, por motivos óbvios, só não disse que está pronto para ver a escrita se confirmar, já que o então tenente Bolsonaro foi expulso do exército por ganância e terrorismo, enquanto Mourão seguiu a carreira e se tornou general.

O caboclo não é mole não.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas