22 de outubro de 2020
  • 10:18 Editorial da Folha: É preciso conter Bolsonaro
  • 08:41 Quem saiu mais humilhado da história da vacina chinesa, Pazuello ou Bolsonaro?
  • 23:59 Depois de humilhar publicamente Pazuello, Bolsonaro diz que ele não sairá do governo
  • 18:52 Desde o fim de semana, Bolsonaro sabia da compra da vacina chinesa, mas cedeu à pressão de apoiadores
  • 17:33 Vídeo: Bolsonaro humilha Forças Armadas na guerra contra a vacina chinesa

No auge do golpe, Dilma foi certeira quando disse que o país atravessava uma crise cultural, o que proporcionou a sua queda.

Ali, perdeu-se qualquer traço civilizatório que fizesse lembrar que o Brasil tinha instituições.

O insistente bordão dos comentaristas da Globo de que “as instituições estavam funcionando” era um aviso claro de que, para derrubar os mais de 54 milhões de votos que Dilma obteve nas urnas, as instituições não poderiam ficar de pé, como não ficaram.

O resultado está aí e se chama Bolsonaro, que não há mais classificação que dê conta de suas atrocidades cotidianas.

Mas como, hoje, não se tem qualquer resquício de base institucional que foi moída para se chegar à condenação, prisão e suspensão dos direitos políticos de Lula e, assim, eleger Bolsonaro, via Lava Jato de Moro, o Brasil não tem caminho de volta, tudo o que acontecer daqui por diante, será uma reconstrução, um novo pacto civilizatório, uma outra coisa rigorosamente inversa a isso que não tem classificação.

Chamam Bolsonaro de conservador, extrema direita ou coisa que o valha, mas o que está claro é que ele representa a chegada pura e simples da contravenção ao poder. Por isso ele joga nessa falsa guerra ideológica a maior quantidade de fumaça para que o ponto nevrálgico de sua biografia ligada à milícia não esteja na capa da imprensa. Imprensa, diga-se de passagem, que foi sócia de sua candidatura por não conseguir controlar o próprio ódio pelas derrotas consecutivas para o PT, mostrando mais uma vez que Dilma tinha razão, pois este é outro sinal da falência cultural da burguesia brasileira.

Hoje, não se sabe mais aonde começa o Mamãe Falei e termina FHC, fora da cronologia que abre o noticiário do dia com o mau-caratismo despudorado de um deputado do MBL, Arthur do Val, (o Mamãe Falei) e termina-se o dia com a inacreditável Vera Magalhães, do Estadão, tentando ressuscitar a múmia de FHC no programa Roda Viva que a deslumbrada tardia comanda.

Tudo isso, junto e misturado, deu no que deu.

A Folha de São Paulo estampa uma manchete lapidar que mostra aonde tudo isso levou o Brasil: “Em 1 ano na PGR, Aras move uma ação contra Bolsonaro e se alinha ao governo mais de 30 vezes”.

Fim.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES

1 COMMENTS

  1. Pingback: Com manchetes sobre Mandetta, Bia Kicis, Mamãe Falei e FHC, burguesia brasileira mostra o preço de sua falência cultural – Antropofagista | THE DARK SIDE OF THE MOON...
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: