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IBGE confirma boom agrícola! Safra de 2025 impressiona

Com crescimento de 11,1% em relação a 2024, a produção de grãos no Brasil deve atingir 325,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo avanço da soja e do milho Em janeiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 325,3 milhões de toneladas, 11,1% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões […]

Com crescimento de 11,1% em relação a 2024, a produção de grãos no Brasil deve atingir 325,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo avanço da soja e do milho

Em janeiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 325,3 milhões de toneladas, 11,1% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas com aumento de 32,6 milhões de toneladas; e 0,8% acima da informada em dezembro, com acréscimo de 2,7 milhões de toneladas. A área a ser colhida foi de 80,9 milhões de hectares, acréscimo de 2,4% frente à área colhida em 2024, com aumento de 1,8 milhão de hectares, e acréscimo de 0,6% (472.102 hectares) em relação a dezembro.

Segundo o IBGE, o arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 2,9% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,7% na do arroz em casca; de 0,6% na do feijão; de 2,8% na da soja, de 2,1% na do milho (declínio de 1,4% no milho 1ª safra e crescimento de 3,0% no milho 2ª safra) e de 2,7% na do sorgo, ocorrendo declínio de 2,6% na do trigo.

Em relação à produção, houve acréscimos de 1,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 8,3% para o arroz; de 10,9% para o feijão, de 14,9% para a soja, de 8,2% para o milho (crescimento de 10,0% para o milho 1ª safra e de 7,8% para o milho 2ª safra), de 5,4% para o sorgo, bem como decréscimo de 3,3% para o trigo.

A estimativa de janeiro para a soja foi de 166,5 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 124,1 milhões de toneladas (25,2 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 98,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 11,5 milhões de toneladas; a do trigo em 7,3 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,0 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 4,2 milhões de toneladas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (10,1%), Sul (15,4%), Sudeste (10,8%), Nordeste (9,8%) e Norte (3,6%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (0,1%), a Nordeste (0,1%) e a Centro-Oeste (2,7%). A Região Sudeste apresentou estabilidade, enquanto a Sul apresentou declínio (-1,6%), de acordo com o Cafezinho.

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,7%, seguido pelo Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (12,4%), Goiás (11,1%), Mato Grosso do Sul (7,8%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (48.9%), Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,8%).

Destaques na estimativa de janeiro de 2025 em relação ao mês anterior

Em relação a dezembro, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (8,9% ou 341 793 t), da batata 3ª safra (5,0% ou 42 246 t), do feijão 1ª safra (4,7% ou 54 579 t), do milho 2ª safra (3,6% ou 3 395 514 t), do feijão 3ª safra (3,4% ou 26 722 t), do tomate (2,1% ou 91 134 t), da cevada (2,0% ou 8 300 t), do algodão herbáceo – em caroço (1,6% ou 137 530 t), da batata 1ª safra (1,5% ou 30 400 t), do milho 1ª safra (0,7% ou 173 667 t), da batata 2ª safra (0,2% ou 2 520 t), do café canephora (0,0% ou 329 t), e declínios nas estimativas da produção do trigo (-7,7% ou -609 361 t), do feijão 2ª safra (-2,2% ou -31 335 t), da mandioca (-2,0% ou -417 807 t), do café arábica (-1,7% ou -36 855 t), da cana-de-açúcar (-1,3% ou -9 347 810 t) e da soja (-0,4% ou -750 197 t).

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Política

Extrema direita e mídia hegemônica usam ‘terrorismo econômico’ para justificar cortes sociais, diz economista

A extrema direita e a mídia hegemônica pregam um “terrorismo econômico na população”, enfatizando o aumento dos gastos públicos e reforçando a ideia de que a economia do Brasil caminha mal. Um cenário “mentiroso para que as pessoas promovam a redução de gastos sociais”. Essa é a avaliação de Fábio Sobral, professor de economia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Furno salienta como “cortar gastos não nos leva ao equilíbrio fiscal” e que eventuais reduções, fruto de medidas de austeridade fiscal, interferem diretamente na vida e bem-estar da população, principalmente nas camadas mais pobres, o que se reflete nos resultados no Produto Interno Bruto (PIB).

“Quando o Brasil entra nessa lógica mais ‘austericida’ e neoliberal a partir do ano de 2016, culpando a crise econômica pelos excessos, sobretudo de gastos públicos e ativismo estatal, é instituída a lei de Teto de Gastos, que inclusive estava na Constituição e propunha resolver o problema do desequilíbrio fiscal cortando gastos. O resultado foi que o desequilíbrio fiscal aumentou no país”, relembra.

Nesse sentido, Sobral explica que o aumento dos gastos públicos, principalmente os voltados a saúde e educação, só reforça como “o governo só ganha se gastar”, visto que o investimento na população aquece a economia e reflete no bem-estar social e econômico em todo território nacional. “Na medida em que o governo gasta, ele promove uma espécie de reação em cadeia, onde outros setores começam a produzir e arrecadar tributos”, ilustra o professor.

Para Furno, a tentativa de associar despesas sociais a um descontrole financeiro ignora o impacto positivo que esses investimentos geram na economia. “Na verdade, quando se cortam gastos sociais, a arrecadação também cai, porque menos dinheiro circula na economia, afetando diretamente o consumo e a produção”, aponta.

Sobral destaca ainda as contradições do governo brasileiro, que aplica parte de seus recursos em títulos da dívida emitidos pelos Estados Unidos. “Nós somos responsáveis por sustentar os gastos do governo americano. Mas eles querem reduzir os gastos com educação na escola pública, no hospital público, entende? O Banco Central comprou títulos da dívida pública americana e esses recursos ajudam a financiar as bombas que caem em Gaza e no sul do Líbano”, expõe.

O economista sugere ainda que enquanto o país contribui indiretamente para o financiamento do orçamento dos EUA, que inclui despesas militares, o “Brasil segue com dificuldades para investir em infraestrutura, educação e saúde para a sua própria população”.

O impacto da exportação no preço dos alimentos

Além do impacto direto dos investimentos sociais, o preço dos alimentos se tornou um dos principais desafios do governo. A alta constante de itens essenciais, como o café e o arroz, tem sido explicada não apenas por fatores climáticos, mas também por decisões estratégicas do agronegócio. “Há uma opção do agronegócio de exportar mercadorias ao invés de priorizar o mercado interno”, analisa Juliane Furno.

Segundo a comentarista, essa decisão resulta em preços elevados para os consumidores brasileiros, pois a produção nacional segue atrelada às cotações internacionais e à valorização do dólar. “A prioridade tem que ser o mercado interno e matar a fome da nossa sociedade”, defende a economista.

Com forte presença no Congresso, a bancada do Agro representa muita força na política nacional. Por consequência, influenciam nas tomadas de decisão que surtem efeitos do macro – nas transações internacionais de comercialização de insumos produzidos no Brasil – ao micro, principalmente na garantia, ou falta de, alimento na despensa e pratos dos brasileiros.

Segundo ele, a reconstrução de uma política de abastecimento é essencial para evitar que o mercado externo continue ditando os preços dos alimentos no Brasil. “É preciso reconstruir esse sistema de armazenamento de alimentos, dar suporte financeiro à pequena produção, que garante emprego, renda e estabilidade. O agronegócio recebe bilhões em subsídios, mas a agricultura familiar, que realmente alimenta a população, fica desamparada”, argumenta Sobral.

Este “caos alimentar”, como ilustra o professor, acaba sendo endossado pela postura dos macroprodutores do agro, que priorizam a exportação de seus produtos e comercializam alimentos como café e soja de maneira desenfreada para fora do país, sem garantia de abastecimento interno mínimo.

Furno complementa que uma das maneiras de assegurar o fornecimento de alimentação básica às camadas mais carentes da população “poderia ser a implementação de um ‘sistema de cotas’, do quanto se pode exportar levando em consideração as necessidades internas brasileiras”.

O peso da economia nas eleições de 2026

Diante desse cenário econômico, o debate sobre as eleições presidenciais de 2026 já começa a se intensificar. A alta no preço dos alimentos tem sido apontada como um fator determinante para a popularidade do presidente Lula, que registrou sua primeira queda de aprovação desde o início do mandato. “O governo Lula precisa ter cuidado com isso”, alerta Sobral. Para ele, o impacto da economia na decisão do eleitorado será decisivo no próximo pleito.

O professor traça ainda um paralelo com o cenário norte-americano, citando a perda de apoio do presidente Joe Biden mesmo em meio a um contexto econômico relativamente estável. “A juventude americana se sentiu traída e não compareceu às urnas. No Brasil, a questão econômica tem um peso ainda maior”, observa.

Para ele, enfrentar o domínio do setor especulativo e adotar políticas que protejam o mercado interno será fundamental para evitar um desgaste eleitoral ainda maior. Com BdF.

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Política

Lula diz que governo reagirá caso Trump taxe o aço

Presidente disse que vai apresentar denúncia à Organização Mundial do Comércio caso o aço brasileiro seja tributado

O presidente Lula (PT) afirmou que caso Donald Trump siga em frente com suas ameaças e taxe a importação sobre o aço brasileiro nos Estados Unidos, o governo fará uma denúncia à OMC (Organização Mundial do Comércio). Lula ainda fez menção a uma recriprocidade de aplicação de tarifas.

O petista diz não desejar desavença com o governo americano, mas caso a taxação seja aplicada, o Brasil tomará uma medida. “Se fizer, nós vamos reagir comercialmente ou vamos denunciar à OMC ou taxar os produtos que a gente exporta aqui”, disse Lula. Em seguida, completou: “O Brasil não tem contencioso internacional. Se o Trump tiver esse comportamento com o Brasil, eu vou ter com os EUA. Haverá reciprocidade”.

Sobre seu relacionamento com Trump, Lula havia dito à Rádio Clube do Pará que “não há relacionamento”. “Existe relação entre governos.”

“O que estou preocupado é que os Estados Unidos, depois da Segunda Guerra, virou uma espécie de patrono da democracia, eles se colocaram nessa posição. Agora, os discursos não são mais esses, e me parece que a democracia não está valendo tanto”, afirmou.

“Agora, estão defendendo o protecionismo, vou taxar os países, vou tomar o Canadá, o golfo do México, vou expulsar milhões de pessoas. É um discurso que não tem nada a ver com o que os EUA fizeram após a Segunda Guerra.”

Desde que tomou posse como presidente em janeiro deste ano, Trump vem anunciando a implantação de tarifas a produtos importados de outros países, incluindo o Brasil, segundo o ICL.

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Política

A direita brasileira desistiu da vida?

A direita sorumbática, sem nomes, vive hoje nesse zigue-zague meia bomba, meio tonta, dando como certa a vitória de Lula em 2026.

Ela não busca e nem entrega nada no Congresso. Só paspalhice lacradora de rede que já deu no saco até de bosonarista bobo alegre.

Isso expõe uma falta de rumo inacreditável.

Essa gente nunca construiu nada, mas sabe muito bem destruir, hoje, nem isso.

É só bestice asnada que, de tão tola, vive só de gorjetas miúdas nas redes.

Gente desse naipe, que sempre viveu de punho alheio, vê Bolsonaro cada dia mais condenado e preso, o que reduz a sua cotação a quase zero nesse umbral de espertíssimos idiotas.

Pode ser que a prisão de Bolsonaro dê algum gás para a direita tentar cavar um nome que ao menos tenha condição de enfrentar Lula em 2026.

Até então, nada de novo. A direita, hoje, em termos de liderança política, está a pão e água

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Política

28 anos de cadeia para Bolsonaro, é pouco

Sem escrúpulos, sem empatia, sem motivo, as asneiras básicas de Bolsonaro sempre foram suas marcas como “político”, mas também como “militar”

Delinquente compulsivo, Bolsonaro é um reacionário em último grau de psicopatia.

Por isso, ganhou prestígio nas classes média e alta e também nas mídias de esgoto e corporativa.

Foi assim que esculpiu sua imagem na sociedade brasileira.

Não vamos aqui explorar os caminhos que esse monstro percorreu e muito menos a série de asneiras que falou durante sua vida “política”

Para Bolsonaro, política é um negócio extremamente rentável. O que diz isso, aos berros, é o patrimônio milionário que ergueu com seu clã familiar.

A catedral do Vivendas da Barra, com um volumoso histórico de crimes de toda a ordem, fala por si.

Agora, é falar da pena de 28 anos que a PGR quer para ele.

Grosso modo, isso é ninharia perto do inumeros crimes que cometeu.

Ainda assim, se cumprir 20, submetido a uma solitária automática, os formuladores de sua pena acertarão.

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Política

Lula: ‘Distribuição de riqueza é o que está fazendo a economia brasileira surpreender’

mia e do dinheiro circulando entre a população para impulsionar o crescimento econômico do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (14), em entrevista à Rádio Clube do Pará, que a chave para o crescimento da economia brasileira nos últimos anos está atrelada à distribuição de riqueza, um modelo que, segundo ele, tem desafiado as previsões dos analistas econômicos e das grandes instituições financeiras internacionais. O chefe do Executivo ressaltou que, ao contrário do que sugeriam projeções pessimistas, a economia brasileira registrou um crescimento de 3,2% em 2023, superando as expectativas iniciais de 0,8%. Para o presidente, o Brasil está em um ciclo de recuperação que deve continuar a surpreender, com previsões de crescimento de 3,7% para 2024 e mais de 3% nos anos seguintes.

Lula compartilhou, um episódio que exemplifica sua visão sobre a recuperação econômica do país. “Quando tomei posse, logo em janeiro fui a Hiroshima, no Japão, no encontro do G7. Lá encontrei a diretora-geral do FMI que veio me cumprimentar e dizer que lamentava profundamente que o Brasil ia crescer somente 0,8%. E eu disse para ela: ‘você não conhece o Brasil e o meu governo. Nós vamos crescer mais do que isso’. E o que aconteceu? Nós crescemos 3,2%, quase quatro vezes aquilo que ela previa”, declarou. Ele ressaltou que, apesar das previsões do mercado e dos analistas, o Brasil está apresentando resultados econômicos muito mais robustos.

Ao comentar sobre o resultado em 2024, Lula foi enfático: “O pessoal começou a dizer que em 2024 iríamos crescer 1,5% no máximo. Vamos crescer 3,7%. E começa agora outra vez ‘o Brasil vai diminuir’. Vai crescer mais.” Para o presidente, essas análises falham em entender o que realmente está impulsionando o crescimento no Brasil, que, segundo ele, não pode ser explicado apenas pela macroeconomia, como é comum entre os economistas tradicionais e os formuladores de políticas monetárias.

Em sua análise, Lula deu destaque à microeconomia, afirmando que o principal motor da economia brasileira é o dinheiro que circula nas mãos da população mais pobre. “O que vale para mim na economia é a quantidade de dinheiro que está circulando no bolso do povo pobre, trabalhador, pequeno proprietário rural. E esse dinheiro está crescendo. Quando o dinheiro está na mão do povo, circulando, o cara que pega R$ 200, R$ 300, R$ 500, ele não vai comprar dólar, não vai aplicar em títulos do governo. Ele vai comprar o que comer, vestir, material escolar, um chinelo, um sapato. Ou seja, esse dinheiro volta imediatamente para o mercado”, explicou.

Para o presidente, essa dinâmica faz com que o dinheiro que circula entre a população seja reinvestido no mercado, gerando novos empregos e ampliando o consumo. “Ele [o dinheiro] voltando, alguém vai ter que contratar mais um emprego. Aí o mercado contrata da fábrica e a fábrica vai ter que contratar mais um emprego, pagar mais um salário, e vai ter mais um consumidor. É isto que está fazendo a economia brasileira surpreender”, afirmou. Lula criticou também a visão dos analistas econômicos que, segundo ele, se concentram apenas nas previsões negativas e raramente reconhecem o impacto positivo das políticas de distribuição de renda.

Lula também destacou as iniciativas do seu governo para promover a recuperação e o crescimento contínuo da economia, como o programa Nova Indústria Brasil, que visa investir mais de R$ 1 trilhão em seis áreas estratégicas da economia nos próximos anos, e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que envolve R$ 1,8 trilhão em investimentos públicos e privados.

“Temos um programa de recuperação da indústria, o Nova Indústria Brasil, que ataca seis áreas da economia, que está crescendo com mais de R$ 1 trilhão de investimentos para os próximos anos. Temos o PAC, que envolve R$ 1,8 trilhão que está sendo investido entre poder público, financiamentos dos bancos públicos e privados e iniciativa privada”, afirmou. Com 247.

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Mundo

Filho de Musk manda Trump se calar: ‘Você não é o presidente, você precisa ir embora’

O menino de 4 anos foi batizado com o nome exótico de X Æ A-Xii, e é conhecido apenas como X.

Viralizou nas redes sociais o vídeo em que um dos filhos de Elon Musk, que acompanhava o pai em uma reunião no Salão Oval da Casa Branca, manda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, calar a boca.

O menino de 4 anos, chamado X Æ A-Xii, e conhecido apenas como X, foi junto com o pai para o evento em que o dono da Tesla discursava ao lado do presidente. Na gravação, é possível ouvir o menino mandar Donald Trump se calar.

A criança fala: “Você não é o presidente, você precisa ir embora”, momento em que presidente vira o rosto para o outro lado. O menino continua falando e dispara: “Eu quero que você se cale.” E depois emite sons indicando silêncio como “Shhh”.

Vestindo um boné preto com o lema “Make America Great Again”, o magnata da SpaceX e da Tesla conversou com os jornalistas enquanto Trump sentava-se atrás da mesa presidencial.

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Nomeado pelo presidente americano para liderar o Departamento de Eficiência Governamental (Doge), Musk alertou que, sem os cortes, os Estados Unidos iriam à falência. Ele admitiu que cometeria “erros”, mas disse que estaria enfrentando o que chamou de poder de uma burocracia “não eleita”.

Trump assinou um decreto que concede ao Doge mais poderes para ordenar que os chefes dos departamentos governamentais se preparem para novos cortes. Os críticos consideram os cortes liderados por Musk uma concentração inconstitucional de poder na Presidência.

Mas Musk teve algo a mais com o que se preocupar no Salão Oval. De vez em quando, ele interrompia sua fala para tentar distrair “X”, seu filho com a cantora Grimes, que Donald Trump descreveu como uma criança com “um QI elevado”.

Nos ombros do pai ou sentado no chão, o menino não se deixou impressionar pelas câmeras. Ele ainda brincou com as orelhas do pai, antes de ser entregue a uma mulher, que o levou para fora da sala.

Musk ironiza detratores
Foi uma aparição pouco ortodoxa de Musk, cujo estilo iconoclasta atraiu Trump quando ele buscava um líder para a sua reforma governamental.

Questionado sobre o que achava de seus “detratores”, Musk brincou: “Eu tenho detratores? Acho que não.” Depois, disse que, graças à vitória eleitoral de Trump, não poderia haver “um mandato mais forte”. “As pessoas votaram por uma reforma governamental importante, e é isso que elas terão.”

Musk também foi perguntado sobre possíveis conflitos de interesses, uma vez que a SpaceX possui bilhões de dólares em contratos com o mesmo governo que ele audita. O empresário afirmou que estava sendo “transparente”. “Vou ser escrutinado sem parar.”

Depois de Musk, Trump tomou a palavra. Ele elogiou o trabalho do empresário e criticou os juízes que bloqueiam alguns dos seus planos.

Durante o ato de meia hora, Musk deixou claro quem era o chefe: “Converso com frequência com o presidente, para garantir que é isso que ele quer que aconteça, então conversamos quase todos os dias.”

*Com AFP

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Política

Com denúncia finalizada por Gonet, Bolsonaro pode pegar até 28 anos de prisão

Procurador-geral da República deve apresentar denúncia por tentativa de golpe de estado antes do Carnaval.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar nos próximos dias a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informações publicadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. De acordo com a colunista, Gonet sinalizou a interlocutores nesta semana que o documento está praticamente finalizado e pronto para ser oficializado.

A denúncia terá como foco inicial a acusação de que Bolsonaro comandou uma organização criminosa para tentar dar um golpe de Estado no Brasil. Outros inquéritos que envolvem o ex-presidente, como o desvio de joias e a fraude nos cartões de vacina, devem ser tratados separadamente e em um segundo momento.

Crimes e penas
O relatório da Polícia Federal (PF), que embasa a denúncia de Gonet, aponta que Bolsonaro não apenas integrou, mas também liderou um grupo organizado para atentar contra a democracia. Com base nesse documento, o ex-presidente foi indiciado por três crimes distintos.

O primeiro é o artigo 2º da Lei 12.850, que prevê de três a oito anos de prisão para quem “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”. Já o segundo enquadramento é no artigo 359-L do Código Penal, que estipula penas de quatro a oito anos para quem “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

O terceiro e mais grave crime atribuído a Bolsonaro está no artigo 359-M do Código Penal, que prevê penas de quatro a 12 anos para quem “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Somadas, as penas máximas podem chegar a 28 anos de prisão.

Expectativa de punição
A gravidade da denúncia levanta discussões sobre o tamanho da pena que Gonet pedirá contra Bolsonaro. Mesmo o círculo mais próximo do ex-presidente acredita que a punição não será branda, especialmente considerando que envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro já foram condenados a até 17 anos de prisão. O entendimento nos bastidores é que uma pena inferior a essa para Bolsonaro seria difícil de justificar.

A expectativa agora gira em torno da oficialização da denúncia, que pode marcar um dos momentos mais decisivos da trajetória política e jurídica do ex-presidente. Caso a denúncia seja aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro passará à condição de réu e poderá enfrentar um dos processos mais emblemáticos da história recente do Brasil.

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Brasil

Brasil divulga prioridades do BRICS para 2025; desdolarização segue na pauta, pesem ameaças dos EUA

As prioridades que guiarão os debates do BRICS e os objetivos a serem alcançados em 2025 foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo governo brasileiro, que está na presidência rotativa do agrupamento, que é anual.

Chamadas de notas temáticas (ou Issue Notes, em inglês), as diretrizes apresentam temas como cooperação política, de segurança, econômico-financeira, cultural e pessoal.

De acordo com o documento, estão entre as prioridades os países do Sul Global; a mudança do clima; a governança de inteligência artificial; e a reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança.

Pesem as recentes e insistentes ameaças do presidente americano, Donald Trump, de prejudicar o BRICS caso o grupo tente desdolarizar transações comerciais, o documento assegura que os países-membros seguirão trabalhando a favor do uso de moedas locais em transações comerciais internas.

“A presidência do Brasil dará continuidade aos esforços de cooperação para desenvolver instrumentos de pagamento locais que facilitem o comércio e o investimento, aproveitando sistemas de pagamento mais acessíveis, transparentes, seguros e inclusivos entre os membros do BRICS. Além disso, medidas de facilitação de comércio, entre elas a cooperação regulatória, poderão contribuir para o aumento do intercâmbio comercial e de investimentos.”

Ao citar os conflitos internacionais que assolam o planeta e a baixa efetividade das instâncias multilaterais de paz e segurança internacionais, o texto defende que o BRICS pode contribuir para uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo seu Conselho de Segurança, “com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente”:

“A presidência brasileira pretende discutir o seguimento do “Chamado à Ação sobre a Reforma da Governança Global”, emanado da reunião aberta de ministros das Relações Exteriores do G20 realizada em Nova York, à margem da 79ª Assembleia Geral da ONU”, reafirma a nota.
Inteligência artificial (IA) (imagem de referência) – Sputnik Brasil, 1920, 13.02.2025

Panorama internacional
BRICS planeja criar políticas conjuntas para regular inteligência artificial

Além disso, segundo o documento, o Brasil proporá a formação de uma Força-Tarefa sobre Desenvolvimento Institucional para manter a coesão, harmonização e eficiência dentro do grupo, além de facilitar a transferência da presidência, melhorar as metodologias de trabalho e integrar melhor os novos membros à estrutura do BRICS.

Esses e outros tópicos serão discutidos e transformados em compromissos coletivos pelo grupo na cúpula de chefes de Estado, programada para ocorrer no segundo semestre deste ano, no Rio de Janeiro.

Criado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a articulação vem crescendo e já ganhou seis membros nos últimos dois anos: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão se tornaram países parceiros na 16ª Cúpula do BRICS, realizada em Kazan, em agosto de 2024.

A primeira cúpula de chefes de Estado ocorreu em 2009, na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia, e desde então ocorre anualmente com sedes rotativas.

*Sputnik

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Ministério da Saúde anuncia 100% de gratuidade no programa Farmácia Popular

Além dos medicamentos gratuitos, também foi anunciada a ampliação do credenciamento para farmácias privadas de regiões não atendidas.

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (13/2), a total gratuidade do programa Farmácia Popular. Agora, os 41 itens do programa passam a ser distribuídos de graça nas farmácias credenciadas.

Veja como funcionará a gratuidade
A medida deve beneficiar diretamente – e de forma imediata – mais de 1 milhão de pessoas por ano.
Os principais beneficiados serão as pessoas na terceira idade, que antes pagavam uma parcela do valor no remédio, mas que a partir de agora vão retirar os medicamentos gratuitamente.
Com a ampliação da gratuidade, as fraldas geriátricas passam a ser fornecidas de graça para o público elegível, como pessoas com 60 anos ou mais.
A Dapagliflozina, medicamento utilizado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular, também será ofertada sem custo para o público.

O anúncio foi feito pela ministra Nísia Trindade durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília. A chefe da pasta lembrou que em 2024, 24 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo Farmácia Popular, em que o objetivo é aumentar este número para 2025. “Estamos acrescentando na gratuidade as fraldas geriátricas, ou seja, estamos falando também de envelhecimento da população. Eu sei a real importância dessa ação. , declarou a ministra da Saúde.

De acordo com a pasta, entre 2022 e 2024, o governo federal ampliou o número de pessoas atendidas pelo Farmácia Popular em quase 20%,aumentando em aproximadamente 4 milhões de pessoas beneficiadas.

Também será realizada a ampliação de credenciamento para farmácias privadas localizadas em municípios que ainda não são atendidos pelo programa Farmácia Popular.