Taí uma unanimidade, não da votação, mas dos eleitores. Carla Zambelli não é benquista nem entre os bolsonaristas.
Essa gente tosca apenas atura essa deputada de forma estatutária por ser também mais uma bolsonarista tosca.
Abuso de poder. Foi esse motivo que levou o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo cassar, na tarde desta quinta-feira (30), o mandato da deputada federal Carla Zambelli
Votação: Decisão teve 5 votos a favor e 2 contra.
Não para aí.
Além da cassação de mandato, a parlamentar deve ficar inelegível por oito anos.
Zambelli é acusada de abusar de meios de comunicação nas eleições de 2022.
No TRE-SP, prevaleceu o entendimento de que a deputada divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022 e montou uma “teia de desinformação”, utilizando as redes sociais e sites para abusar dos meios de comunicação.
Em sessão realziada nesta quinta (30/1), a Justiça Eleitoral de São Paulo cassou o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL).
São Paulo — Em sessão realizada nesta quinta-feira (30), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) concluiu o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra Carla Zambelli (PL) e cassou seu diploma de deputada federal, por maioria de votos (5×2).
A decisão, que também a tornou inelegível por oito anos a partir do pleito de 2022, reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político. A ação foi proposta pela também deputada federal Sâmia Bomfim (Psol), alegando que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022.
Ideia existe há algum tempo, mas ganhou mais atenção depois que Donald Trump foi eleito presidente em 2016.
A Califórnia planeja se tornar um país independente e já iniciou consultas públicas sobre o assunto. Sob o nome de Calexit, um grupo de cidadãos da Califórnia iniciou uma mobilização para conseguir a secessão do estado dos Estados Unidos, alegando que a região está sendo prejudicada cultural e financeiramente, por isso buscam sua independência completa.
A ideia existe há algum tempo, mas ganhou mais atenção depois que Donald Trump foi eleito presidente em 2016.
A medida foi anunciada na última quinta-feira pela secretária de Estado da Califórnia, Shirley N. Weber, que liberou o início de consultas com a população do estado.
Desta vez, as pessoas ainda estavam no processo de apuração no dia da eleição quando Marcus Ruiz Evans, o fundador do movimento, entrou com a papelada para iniciar o processo de sucessão.
Ações de Trump incomodam eleitores da Califórnia “O rosto de Trump torna isso real de uma forma que não conseguimos explicar ao californiano médio… sua reeleição tem algo a ver com isso”, disse Ruiz Evans.
Chris Micheli, professor da Faculdade de Direito McGeorge e membro do Capitólio da Califórnia, sugere que as ações recentes do presidente Trump podem ajudar os proponentes a reunir assinaturas suficientes.
“Acredito que uma proposta como essa se torna mais popular e ganha mais força à medida que os californianos se sentem marginalizados ou em desacordo com o que está acontecendo no nível federal”, disse Micheli.
Micheli ressalta que, em vez de se concentrar em como deixar os Estados Unidos, seria melhor gastar tempo e esforço desafiando o governo federal na justiça, assim como o estado fez no primeiro mandato de Trump.
“O estado da Califórnia processou o governo federal 123 vezes — eles foram bem-sucedidos em dois terços desses casos”, disse Micheli. “…Então, acho que essa é uma abordagem mais realisticamente viável.”
Ruiz Evans admitiu que “provavelmente não” teria iniciado o processo de votação se um democrata tivesse sido eleito.
Segundo o governo californiano, a proposta precisa receber 546.651 assinaturas de eleitores do estado até julho deste ano para que a questão sobre a independência do estado seja colocada em votação nas eleições de 2028.
Se receber apoio suficiente, uma cédula de votação deve ser inserida no pleito com a pergunta: “A Califórnia deve deixar os Estados Unidos e se tornar um país livre e independente?”.
De acordo com a secretária, a questão precisaria ter coro eleitoral de 50% dos eleitores, e 55% de votos favoráveis, para se tornar realidade.
Entretanto, parece impossível para a Califórnia alcançar a independência dos Estados Unidos. Mesmo com a autorização de mais da metade dos eleitores, a medida terá que ser discutida por meio de um comitê oficial organizado pelas autoridades, algo improvável.
Embora a Califórnia possua uma das maiores economias do mundo, comparável a países como Alemanha e Japão, a independência tem seus desafios. Os críticos do movimento argumentam que a constituição dos EUA não contempla a secessão de um estado, o que exigiria uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso e pelos outros estados.
Além disso, o processo pode levar à instabilidade econômica e afetar setores-chave que dependem do comércio interestadual. No entanto, os apoiadores do Calexit acreditam que a Califórnia tem recursos, população e economia para prosperar por conta própria, diz o ICL.
“O ódio de Trump nas ações contra os latinos, lembra, guardadas as proporções, a perseguição da SS nazista contra o povo judeu, na era Hitler”.
Mal começou o seu segundo mandato, Trump se apresenta como imperador, como soberano todo poderoso de um império que todos sabemos estar em franco e progressivo declínio. Em apenas uma semana, o bufão da cabeça alaranjada disparou seus arroubos tirânicos contra Canadá, México, Panamá, Dinamarca, Índia, Brasil e tantos outros países. Para isto, lança mão de bullying e chantagem, tendo como vítimas preferenciais os imigrantes irregulares, de origem latinoamericana. Uma comunidade que, segundo levantamento feito pela Pew Research Center, gira em torno de 11 milhões de pessoas. Na deportação dos primeiros imigrantes, Trump não poupou mulheres, nem crianças. O ódio nas ações de sua polícia contra os latinos, lembra, guardadas as proporções, a perseguição da SS nazista contra o povo judeu, no início da era Hitler.
O ódio destilado por Trump contra os imigrantes alimenta o preconceito, o racismo e a xenofobia. Prova disto são as milícias que têm, desde a posse de Trump, perseguido, constrangido e atacado imigrantes em todo o território estadunidense, disseminando o horror.
E esse clima de ódio tem se alastrado para além daquelas fronteiras, encontrando terreno fértil na extrema-direita brasileira e de sua vizinhança. Assim que começaram a deportação nos EUA, o senador Flávio Bolsonaro postou nas suas redes sociais, inflamando os que se consideram “arianos” tupiniquins, que nossos conterrâneos deportados são um bando de “criminosos, terroristas, pedófilos e integrantes de gangues”. E que, portanto, merecem ser tratados como cidadãos inferiores.
Imitando o ídolo, Javier Milei anunciou, através de sua ministra da Segurança, Patricia Bullrich, a construção de uma cerca na fronteira da Argentina com a Bolívia, além da adoção de medidas que dificultem a travessia da fronteira à pé por brasileiros e paraguaios, nas diversas cidades fronteiriças. Ou seja, Milei está no caminho oposto ao da integração econômica do cone sul, levado a cabo pelos presidentes Raul Alfonsin e José Sarney, há quarenta anos atrás. Pior, está trazendo de volta o velho preconceito de parte da elite reacionária da Argentina, de que são brancos europeus vivendo em um continente cercado por etnias inferiores, composto por negros, índios e mestiços.
A cizânia espalhada pelos discursos de ódio e das mentiras da direita fascista vem minando a integração da América Latina. Tanto que a reunião emergencial da Comunidade de Estados Latino-Americanos foi suspensa por falta de consenso.
Tudo isso que está acontecendo é preocupante e coloca os governos progressistas e de esquerda em alerta. Os presidentes democráticos estão mantendo conversas entre si. Nesta quarta-feira, (29/01) Lula e Boric conversaram por telefone para tratar dos caminhos a serem seguidos para preservar e fortalecer a integração da América Latina e do Caribe, diante do avanço das ideias fascistas no mundo.
Em um trecho do livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, José Saramago diz que “a alegria e a tristeza podem andar unidas, não são como água e o azeite”. Uma não exclui a outra porque a nossa existência é permeada por ambas, indistintamente. Caminhamos nesta vida entre sorrisos e lágrimas, angústia e gozo, tristeza e felicidade. Essa é a beleza da vida.
Estávamos muito pra baixo, e tristes. Na realidade, não estamos tristes, mas preocupados com o momento extremo que vivemos.
Patinadores artísticos e treinadores que retornavam dos campeonatos nacionais estavam a bordo do voo.
O avião da American Airlines que colidiu com um helicóptero militar, na noite de quarta-feira (29/1), estava com 64 pessoas a bordo, sendo 60 passageiros e quatro tripulantes. As aeronaves caíram no rio Potomac após a colisão perto de Washington (EUA). A imprensa americana informou que vários corpos foram retirados das águas geladas do rio. Ainda não há informação sobre o número de vítimas nem de sobreviventes.
Patinadores artísticos e treinadores que retornavam dos campeonatos nacionais estavam a bordo do voo. A organização de patinação artística dos Estados Unidos disse que está “devastada pela tragédia”. “Esses atletas, treinadores e familiares estavam voltando para casa do National Development Camp, realizado em conjunto com o US Figure Skating Championships em Wichita, Kansas”, disse a organização.
Além disso, segundo agências de notícias russas, o casal de patinadores artísticos russos Evgenia Shishkova e Vadim Naumov, campeões mundiais em 1994, estavam no avião. A informação foi confirmada pelo governo russo. “Infelizmente, vemos que os tristes relatos foram confirmados. Nossos compatriotas estavam no avião”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
É hora de Lula expor o apoio do bolsonarismo e da grande mídia ao imperialismo, o principal responsável pela pressão econômica que asfixia e atrasa o Brasil.
O presidente Lula foi eleito graças a uma grande mobilização popular, ainda que se tenha tentado convertê-la em uma frente ampla institucional e declarado que foi isto que o levou à vitória. As massas que o elegeram esperavam um enfrentamento com a direita a partir do novo governo. A burguesia, contudo, temerosa dessa radicalização, tratou de cortar as asinhas desse movimento nos primeiros dias.
Uma ala mais à direita forjou e a outra ala, mais ao centro, manejou o destino do 8 de janeiro para colocar em Lula uma camisa de força da qual ele ainda não conseguiu se livrar. O 8 de janeiro serviu como a grande chantagem para que Lula cedesse praticamente todo o seu poder ao centrão e foi capturado pelos seus diversos mecanismos de coação (Congresso, “mercado”, Judiciário, frente ampla, ONGs, imprensa, etc).
Muitos pensaram que a eleição de Lula foi a derrota definitiva do regime golpista instalado em 2016. Ledo engano. O golpe significou um rompimento pela burguesia do pacto firmado com a esquerda ao final da ditadura militar. Todas as conquistas alcançadas até então foram arruinadas por Temer e Bolsonaro. Sem anular as reformas trabalhista, previdenciária, o teto de gastos e as privatizações, será impossível implementar uma política que beneficie os trabalhadores e o povo. O regime neoliberal que deu um salto qualitativo na destruição do país em 2016 fez com que aquilo que Lula e Dilma aplicaram anteriormente já não funcione mais.
O PT tentava governar dando dois passos para a frente e um para trás. Mas a burguesia jogou o Brasil 100 passos para trás. E ela já nem aceita mais dois passos para frente: o máximo que permite a Lula é dar um passo para a frente em troca de outro para trás, em um cenário em que já estamos 100 passos atrasados. Isso fica nítido em uma nota da Folha de S.Paulo, que informa que, na metade de seu mandato, Lula cumpriu apenas 28% de suas promessas, sem erradicar a pobreza, fazer a reforma agrária, reestatizar a Eletrobrás e reerguer o SUS.
Oportunidade de ouro para Lula As lideranças dos movimentos sociais e partidos da esquerda que devolveram Lula ao governo negam-se a enxergar essa realidade. Elas são as maiores culpadas por Lula não ter conseguido se livrar da camisa de força imposta pela burguesia. Quando o time está perdendo o jogo, é dever da torcida empurrá-lo. Mas a torcida nem está no estádio, e sim sentada no sofá e comendo pipoca em frente à TV – e assistindo ao jogo errado, ainda por cima.
Os prognósticos para a segunda metade do governo Lula não são alentadores. Porém, contraditoriamente, a eleição de Trump nos EUA se tornou uma oportunidade de ouro para Lula mudar essa situação. Apoiado por parcelas crescentes da burguesia americana e internacional, o republicano está acirrando exponencialmente a polarização com os países da América Latina e o próprio Brasil.
Os instrumentos de dominação do imperialismo no Brasil não conseguem esconder as atrocidades e as sérias ameaças feitas pelo presidente americano contra os brasileiros e os nossos vizinhos. À medida que Trump estica a corda, ele desnuda para o mundo todo o que é o imperialismo americano. Mesmo invadindo Iraque e Afeganistão, George Bush demorou oito anos para rebaixar o índice de aprovação dos EUA na opinião pública mundial ao nível mais baixo.
Trump demorou apenas três meses para fazer o mesmo em seu primeiro mandato. Na América Latina, com as ameaças de invasão e as deportações desumanas, o sentimento antiamericano (e, como consequência, anti-imperialista), tende a aumentar rapidamente.
Décadas de pressão Esse sentimento tradicionalmente é maior entre a esquerda. Mas qualquer cidadão fica indignado quando vê um poderoso governo estrangeiro com um líder prepotente e arrogante maltratar seus compatriotas, seus conhecidos, seus amigos e familiares. Até mesmo setores da base bolsonarista certamente começam a se revoltar com a forma como os brasileiros e latino-americanos estão sendo tratados.
Ainda que o imperialismo tente individualizar as medidas de Trump, como se o intervencionismo e o supremacismo fossem exclusividade do novo governo, muitas pessoas começam a perceber que trata-se de uma política sistemática, tradicional e generalizada do imperialismo americano.
E é esse mesmo imperialismo que subjuga o Brasil há décadas. Ainda são as companhias americanas de indústria, tecnologia, informação, comércio e cultura que controlam grande parte da economia brasileira. A destruição da indústria nacional nos anos 90 e de novo a partir de 2016 beneficiou majoritariamente as empresas americanas.
A doutrina do neoliberalismo foi concebida e disseminada pelos EUA e é de lá que o FMI, o Banco Mundial e o tão endeusado “mercado” (o capital financeiro, isto é, o imperialismo em si) impõem o desmonte do Estado e as privatizações. É para eles que pagamos os juros criminosos da dívida externa criminosa, e que para isso temos de cortar gastos com o povo brasileiro. São as instituições do Estado norte-americano, como o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça e os seus apêndices na “sociedade civil”, como os canais de TV e ONGs, que comandam a Polícia Federal, o Poder Judiciário, os partidos e a imprensa brasileiros. Temos quinze anos consecutivos de déficit comercial com os EUA, exportando matérias-primas e importando bens industrializados.
Fechados com o imperialismo Finalmente, a pressão econômica e política às quais o povo brasileiro e o governo estão sendo submetidos vem precisamente do imperialismo americano, através de seu preposto, a burguesia brasileira – e seus órgãos institucionais, de imprensa e da quinta-coluna dentro do governo e na oposição.
Nós temos, por um lado, uma oposição aberta dos políticos bolsonaristas que defendem e justificam as agressões que o Brasil sofre dos EUA, e, por outro, um centro que, por meio dos editoriais da imprensa, prega um pretenso pragmatismo que não é nada senão permitir que tais agressões se perpetuem.
Hugo Motta é o atual favorito para comandar a Câmara dos Deputados.
Episódios descritos em investigações da Polícia Federal reforçaram os indícios de atuação combinada no Congresso entre o atual favorito para comandar a Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o antigo presidente da Casa Eduardo Cunha.
Diálogos analisados pela polícia indicam que Hugo Motta (atualmente no Republicanos-PB) agia no Congresso a favor de seu antigo aliado de modo que omitia quem era o verdadeiro interessado nas demandas.
As mensagens foram anexadas em inquéritos nos anos da Operação Lava Jato, que prendeu e condenou Cunha por corrupção. As sentenças foram anuladas posteriormente, e o ex-parlamentar sempre negou ter cometido irregularidades. Naquela época, os dois congressistas eram filiados ao PMDB, hoje chamado MDB.
Uma dessas mensagens foi reproduzida em denúncia de 2017 contra o então presidente Michel Temer, Cunha e outros emedebistas, em caso de grande repercussão à época.
Procurado por meio da assessoria, Hugo Motta afirmou que não iria comentar sobre as menções nas investigações.
“Vou por uma emenda para você assinar que e do veto da 561”, dizia mensagem de Cunha a Hugo Motta, em referência a uma medida provisória.
O diálogo ocorreu em agosto de 2012, quando o paraibano ainda estava em seu primeiro mandato na Câmara, e Cunha era uma das principais lideranças do PMDB.
O então procurador-geral Rodrigo Janot citou essa mensagem em trecho da acusação que fala sobre o modo de operação do grupo político de Cunha na Câmara naquela época. O ex-presidente da Câmara perdeu o mandato em 2016 e ficou mais de três anos preso.
A MP citada tratava de vários temas, como financiamentos do BNDES e parcelamento de dívidas de estados e municípios. A então presidente Dilma Rousseff vetou dois trechos em julho de 2012, quando isso ocorre, o Congresso pode derrubar o veto. Hugo Motta foi relator dessa medida provisória.
As conversas constam em um relatório da PF feito após o ex-presidente da Câmara ser alvo de busca e apreensão em 2015, na chamada Operação Catilinárias, um desdobramento da Lava Jato.
Mais adiante, esse mesmo relatório cita uma outra ocasião em que “a utilização do deputado Hugo Motta como ferramenta legislativa por Eduardo Cunha foi identificada”.
O documento narra episódio em que uma assessora de Cunha, também em 2012, envia a ele um email com uma minuta de requerimento afirmando: “Posso mandar para o Hugo Motta assinar???”
Segundo o policial responsável pela análise, o requerimento solicitava ao Ministério de Minas e Energia informações sobre contratos entre um braço da Petrobras e uma empresa de biocombustíveis. O pedido seria protocolado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
“Hugo Motta recebe email com minuta de requerimento, contendo seu nome como autor, enviado por assessora de Eduardo Cunha”, diz o relatório policial.
Na época da Lava Jato, uma ex-colega de Cunha chegou a ser processada por supostamente apresentar requerimentos a pedido de Cunha contra uma empresa. Solange Almeida (então no PMDB-RJ) virou ré junto com o aliado em ação penal, mas acabou absolvida.
No relatório policial da Operação Catilinárias, houve ainda uma citação dos investigadores ao que seria uma mensagem de Hugo Motta a Cunha sobre repasses financeiros para o partido.
“Uma mensagem do contato ‘Hugo mota’ afirma a Eduardo Cunha que havia conseguido 100 para o PMDB e que no mês subsequente conseguiria igual montante. Acredita-se que ‘Hugo mota’ esteja expressando os valores em milhares”, diz o documento.
Atualmente em seu quarto mandato, Hugo Motta foi retirado do chamado baixo clero da Câmara (o grupo sem expressão política nacional) quando Cunha assumiu a liderança do PMDB, em 2013.
Hugo Motta e Eduardo Cunha A proximidade com Cunha sempre foi pública. O próprio ex-deputado, em seu livro de memórias “Tchau, Querida”, descreve o então correligionário como “um bom quadro, cumpridor de compromissos”.
Ainda hoje, o ex-presidente ainda participa de eventos com o seu antigo afilhado político. Na noite de terça-feira (28), Cunha esteve em um jantar da bancada do Rio de Janeiro para Hugo Motta, acompanhado da filha, a deputada federal Dani Cunha (União Brasil-RJ).
Em 2015, quando tinha 25 anos, Motta foi alçado por Cunha à presidência da CPI da Petrobras, constituída naquele ano para apurar no Congresso as revelações surgidas na Lava Jato.
À época, a Lava Jato, ainda em um período anterior aos inquéritos sobre o hoje presidente Lula, mirava nomes de vários grandes partidos e provocava contínua tensão em Brasília.
Em sua fracassada tentativa de fechar um acordo de delação premiada, em meados de 2017, Cunha também afirmou ter comprado votos para tentar eleger Hugo Motta à liderança do PMDB na Câmara em 2016.
Segundo o ex-presidente da Câmara, a disputa entre Leonardo Picciani e Hugo Motta em 2016 foi a mais cara devido a negociações relacionadas à composição da Comissão de Impeachment de Dilma. O parlamentar da Paraíba acabou perdendo a disputa.
Cunha disse que não reconhece a delação como verdadeira e que os fatos que estão na proposta da colaboração não existiram.
A tentativa de delação foi compartilhada entre procuradores em um chat do aplicativo Telegram, em julho de 2017, no material obtido pelo site The Intercept Brasil e também analisado pela Folha de S.Paulo.
No entanto, o próprio Cunha já havia falado publicamente sobre a negociação de delação, em mais de uma ocasião. Com ICL.
Alta de 1 ponto percentual foi a quarta elevação consecutiva pelo Copom.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou mais uma vez a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. A alta foi mais uma vez de 1 ponto percentual, levando os juros para 13,25% ao ano.
A quarta elevação consecutiva acontece na primeira reunião comandada por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência do BC. Ele substituiu Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi um dos principais alvos de críticas de Lula nos dois primeiros anos de governo.
A alta já havia sido indicada por Galípolo, que conduz sua primeira reunião sob forte pressão do mercado financeiro. De acordo com Boletim Focus, organizado pelo BC, os bancos elevaram duas vezes sua previsão para a inflação anual em 2025: de 4,96% no final do ano passado, para 5,5% nesta semana. Isso aumenta a pressão para que o Copom aumente os juros, mesmo que essas previsões muitas vezes não se confirmem.
Para Pedro Faria, economista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o problema da nova gestão do Banco Central é desenvolver novas ferramentas para lidar com um problema real, que é a alta, ainda que moderada, da inflação.
“A política monetária brasileira continua utilizando a excessivamente um único instrumento para tentar conter a inflação, e um instrumento que tem sido extremamente ineficiente, que são juros”, afirma.
“A gente tem uma doença que não é grave, a inflação brasileira não é grave. Ela tem questão de popularidade de governo, do preço dos alimentos, mas ela é pequena, ela não está descontrolada. E está dando muito remédio, juros muito altos para tratar a doença, que pode ser tratada com um coquetel de medicamentos”, exemplifica.
Entre os tratamentos alternativos, ele inclui ações específicas para reduzir o preço dos alimentos – um dos grupos que mais aumentou no ano passado, com grande custo para a população – e uma postura mais ativa do BC no mercado de dólares, intervindo para reduzir a cotação da moeda, que tem impactos na inflação.
Faria elogia a mudança de postura do órgão sob Galípolo, que tem agido de forma mais assertiva para conter a alta do dólar. “Que isso continue enquanto for necessário”, defende.
No caso dos alimentos, pouco impactados pela alta dos juros, Faria propõe o uso de “fundos estabilizadores”. “Você taxar exportações, porque estão tendo uma alta, e o café é o caso mais emblemático. Os produtores estão ganhando rios de dinheiro que não têm nada a ver com a eficiência deles”, explica. “Você pode pegar um pouco disso, taxar um pouco e usar isso para amenizar os efeitos dessa alta para as pessoas. Dando ali algum crédito tributário, por exemplo, para o varejista de café, para o atacadista de café nacional, desde que ele mantenha um certo nível de preço.”
Sem essas mudanças, o espaço para queda nos juros é pequeno, prejudicando o crescimento econômico, a criação de postos de trabalho e aumentando o peso da dívida pública.
“Não adianta ser o Galípolo, que é melhor do que o Campos Neto, como a gente já tem visto com as intervenções no mercado de câmbio, como a gente tem visto na mudança da comunicação, o Banco Central não fica mais espalhando pânico. Ele fica em silêncio, o que impõe muito custo para os especuladores de mercado de câmbio”, avalia. “Enquanto a gente não tiver um pacote, uma caixa de ferramentas com várias ferramentas para lidar com a inflação, nós vamos continuar tendo juros excessivos.”
O que é Selic?
A taxa Selic é referência para a economia nacional. É também o principal instrumento disponível para o BC controlar a inflação no país.
Quando ela sobe, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Isso desincentiva compras e investimentos, o que contém a inflação. Em compensação, o crescimento econômico tende a ser prejudicado.
Já quando a Selic cai, os juros cobrados de consumidores e empresas ficam menores. Há mais gente comprando e investindo. A economia cresce, criando empregos e favorecendo aumentos de salários. Os preços, por sua vez, tendem a aumentar por conta da demanda.
Bolsonaristas pediram e conseguiram reembolso através da cota parlamentar; Kicis ficou sete dias sem agenda na Flórida, denuncia o DCM.
Os deputados bolsonaristas Bia Kicis (PL-DF), Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União-SE) — utilizaram R$ 47.241,25 de recursos públicos para participar de um evento da campanha de Donald Trump nos EUA em novembro de 2024, revela uma reportagem do Diário do Centro do Mundo.
A matéria do DCM revela que as despesas, incluindo hospedagem em hotéis e spa, foram registradas como “missão oficial” na Câmara dos Deputados, sem agendas comprovadas.
Segundo uma reportagem da Gazeta do Povo, eles participaram do evento “Election Night Livestream Watch Party”, uma festa realizada na Flórida pela campanha de Trump para acompanhar os resultados eleitorais que deram vitória ao republicano.
Bia Kicis declarou que seu objetivo era “acompanhar as eleições norte-americanas”. Ela chegou a Miami no dia 4 de novembro, mas só teve compromissos oficiais a partir do dia 11. Foram sete dias na Flórida sem custos justificados.
Entre os eventos justificados estão a comemoração do Dia do Veterano, com a presença da Banda Oficial da Casa Branca, um encontro com o embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) e com a embaixadora do Brasil em Washington, além de uma reunião com um apoiador do grupo parlamentar de amizade Brasil-Texas.
A justificativa final — uma reunião da Comissão Interamericana de Direitos Humanos — foi ignorada pela deputada, que alegou “comemoração do aniversário de sua mãe”. O custo total: R$ 19.789,23.
Os deputados Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União-SE) utilizaram, respectivamente, R$ 9.202 e R$ 18.249 de recursos públicos em viagens aos EUA para o evento da campanha de Trump em novembro de 2024.
Bilynskyj passou cinco dias em um hotel da rede Marriott na Flórida, com voos e alimentação custeados pela Câmara, sem apresentar agendas oficiais.
Valadares ficou oito dias no Ette Luxury Hotel & Spa, em Orlando, também sem justificativas. Ambos omitiram o uso do dinheiro público ao divulgar a participação no evento.
Os documentos obtidos pelo DCM mostram que os parlamentares ocultaram o uso de dinheiro público ao divulgar a viagem nas redes sociais. Todos os valores foram reembolsados pela Casa Legislativa.
Entre os eventos justificados estão a comemoração do Dia do Veterano, com a presença da Banda Oficial da Casa Branca, um encontro com o embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) e com a embaixadora do Brasil em Washington, além de uma reunião com um apoiador do grupo parlamentar de amizade Brasil-Texas.
A justificativa final — uma reunião da Comissão Interamericana de Direitos Humanos — foi ignorada pela deputada, que alegou “comemoração do aniversário de sua mãe”. O custo total: R$ 19.789,23.