Categorias
Política

Se o time escala Pablo Marçal como craque da estratégia, não precisa nem esperar o apito final: a derrota já entrou em campo!

É difícil imaginar uma escolha mais desastrosa para quem pretende levar uma disputa política a sério. Pablo Marçal, apresentado como o grande estrategista da campanha de Flavio Bolsonaro, parece ter a capacidade extraordinária de transformar qualquer movimento em um tropeço e qualquer tentativa de articulação em um espetáculo de improviso.

É o tipo de reforço que dispensa a ação dos adversários. Não é preciso marcar, pressionar ou montar uma grande operação para desestabilizar o time. Basta deixar Marçal trabalhar, vide sua candidatura à prefeitura de São Paulo, sequer chegou ao segundo turno.

Quando a estratégia vira um festival de exibicionismo, bravatas e decisões atravessadas, o resultado é uma campanha que passa mais tempo tentando administrar os próprios estragos do que apresentando propostas.

No fim das contas, colocar Pablo Marçal no comando da estratégia é como entregar o mapa a alguém que faz questão de conduzir o time na direção contrária. A oposição agradece, os adversários comemoram e a derrota ganha ares de planejamento.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com qualquer valor. Curta e compartilhe. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Os barões da mídia seguem tratando o Brasil como uma colônia

Os barões da mídia seguem tratando o Brasil como uma colônia, com seus vales e chapadões reduzidos a territórios de exploração e sua população a um imenso amontoado de subalternos, sem voz, sem autonomia e sem direito de decidir os próprios destinos.

É a velha mentalidade colonial que ainda atravessa os salões da grande imprensa: a convicção de que o país deve obedecer aos interesses de uma pequena elite econômica e midiática, enquanto o povo permanece confinado à condição de plateia. Para esses barões, a soberania popular só merece respeito quando confirma os interesses de quem sempre se julgou dono do Brasil, alimentando a ideia dos velhos processos de explorar a terra com plantações de feijão, milho, arroz, café e soja.

Mas o Brasil não é propriedade privada dos barões da mídia, nem o povo nasceu para ser vassalo de seus interesses. O tempo em que meia dúzia de senhores se arrogava o direito de falar em nome de uma nação inteira precisa ficar definitivamente para trás. O Brasil pertence ao seu povo, não aos donos da narrativa!

O Brasil que reelegeu Lula num espetáculo de soberania, que encantou o mundo e que segue sendo ignorado pela mídia nativa, deixou claro que não quer ser ferramenta dos chavões midiáticos, apesar dos berreiros de uma extrema direita forjada pelas próprias redações para desnaturalizar os brasileiros como povo, o mesmo que disse ao mundo como proteger a soberania de um império fascista comandado por Trump.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com qualquer valor. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

No próximo domingo será celebrada a missa de 7º dia do bolsonarismo

Vida que segue!

Muita gente, ainda apegada aos votos que o bolsonarismo conseguiu na eleição presidencial, tenta fazer uma espécie de vaquinha política com os esqueletos do movimento, na esperança de herdar alguma coisa de um cadáver que já não tem mais o que oferecer.

O resultado é patético.

O culto ao bolsonarismo, a essa altura, não tem qualquer importância. Sobretudo para aqueles que se apresentam como aliados, mas que, na realidade, estão apenas esperando a oportunidade de ocupar o espaço deixado pelo clã. Tarcísio de Freitas é um exemplo emblemático. Todos sabem que, enquanto mantinha o discurso de lealdade, trabalhava politicamente para o próprio futuro e, no mínimo, não tinha interesse algum em socorrer Flávio Bolsonaro em São Paulo.

O restante é o espetáculo deprimente de uma extrema direita que começa a devorar a si mesma. Malafaia, percebendo que não herdará o espólio político do bolsonarismo, já resolveu chamar os filhos do antigo chefe de jumentos, imprestáveis, despreparados e tudo aquilo que antes parecia inconveniente dizer em público.

É a família política se desmanchando diante dos próprios olhos, enquanto os supostos aliados disputam os pedaços do que sobrou.

O fato é que o último ato da candidatura de Flávio Bolsonaro, que já não consegue mobilizar sequer a própria extrema direita como antes, está marcado para domingo. Será o momento de colocar a última pá de cal sobre o projeto político do clã Bolsonaro.

A partir de segunda-feira, muda o jogo. Os oportunistas deixam de olhar para o passado e começam a disputar o futuro. Tarcísio, governadores, caciques do Centrão e os antigos devotos do bolsonarismo já estão de olho em 2030.

Afinal, para essa gente, nunca foi uma questão de fidelidade, princípios ou projeto de país. Foi sempre uma questão de poder.

Domingo, a missa de sétimo dia. Na segunda, começa a disputa pelo espólio. E 2030 é logo ali!


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com qualquer valor. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Trump recua diante da dimensão internacional da vitória de Lula e abandona o golpismo bolsonarista

Percebendo que, no cenário internacional, ficou pequeno diante da dimensão política alcançada por Lula, Trump parece ter entendido que alimentar o golpismo de Flávio Bolsonaro seria apostar em uma aventura de alto custo e retorno incerto. Diante de uma força política que ultrapassou as fronteiras brasileiras, o presidente norte-americano teria preferido não atiçar as pulgas magras do bolsonarismo, cada vez mais confrontadas com a dimensão internacional que a vitória de Lula representa.

O que está em jogo vai muito além de uma disputa eleitoral brasileira. É o significado político de uma vitória conquistada em meio à pressão de adversários nacionais e internacionais, de setores da extrema direita e de poderosos interesses econômicos e midiáticos. Uma vitória que, na interpretação de seus apoiadores, reafirma a capacidade de Lula de ocupar um lugar central no debate mundial, contrariando aqueles que apostaram no isolamento de seu governo e na força de seus adversários.

No futuro, a documentação histórica permitirá dimensionar melhor o impacto desse confronto sobre a imagem internacional de Lula. Será possível investigar como se articularam os interesses, as pressões e as estratégias de seus adversários e até que ponto o resultado eleitoral alterou o cálculo político de lideranças estrangeiras que apostaram no fortalecimento da direita brasileira.

Para compreender a dimensão desse embate, é preciso colocar no mesmo balaio político, ainda que com responsabilidades e atuações distintas, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Jair Bolsonaro, Javier Milei, Marco Rubio, a Meta, as grandes empresas de tecnologia, as bets e os setores econômicos e midiáticos que se opõem ao projeto político de Lula.

Não se trata de afirmar que todos atuaram de maneira coordenada, mas de reconhecer que a disputa brasileira está inserida em um cenário internacional marcado pelo avanço de movimentos de extrema direita, pela influência das plataformas digitais e pelo poder dos grandes interesses econômicos sobre o debate público.

É justamente nesse contexto que a vitória de Lula ganha significado para seus apoiadores: ela representa a sobrevivência de um projeto político que enfrentou adversários poderosos e manteve capacidade de mobilização dentro e fora do Brasil.

A euforia internacional em torno desse resultado, onde efetivamente se manifestou, merece ser compreendida para além da celebração imediata. O tempo, os documentos e os fatos revelarão o alcance dessa disputa e o lugar que ela ocupará na história política contemporânea.

Porque uma eleição não termina na apuração das urnas. Seus efeitos continuam nas relações internacionais, nos cálculos dos governos, nas estratégias dos grupos econômicos e na disputa pela interpretação da história.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Rato comendo rato: Clã Bolsonaro foi miseravelmente traído por Tarcísio em entrevista ao Estadão como novo líder da extrema direita e candidato à Presidência em 2030

A política da extrema direita virou um banquete de traições, no qual os aliados de ontem já disputam o espólio de amanhã. Tarcísio de Freitas, que construiu sua trajetória política sob a sombra do bolsonarismo, agora se movimenta para ocupar o espaço de liderança da extrema direita, mirando a Presidência da República em 2030.

Ao se apresentar, segundo essa leitura, como uma alternativa para liderar o campo bolsonarista, Tarcísio expõe a contradição de um grupo que sempre exigiu fidelidade absoluta, mas que, diante da perspectiva de poder, vê seus próprios integrantes calcularem os próximos passos sem esperar a autorização do clã.

É o velho espetáculo da direita devorando a própria direita. Bolsonaro ajudou a construir uma força política baseada na lealdade pessoal, no culto à família e na pretensão de monopolizar a representação conservadora. Agora, o projeto enfrenta uma questão incômoda: quem ficará com os votos, os aliados e a herança política do bolsonarismo quando seus próprios quadros começarem a disputar o comando?

Tarcísio parece olhar para além do clã. E, nessa disputa, a fidelidade de ontem pode se transformar na rivalidade de amanhã.

No fim, fica a velha metáfora, fruto de uma moral elástica: rato comendo rato, enquanto cada um tenta garantir seu lugar no banquete do poder.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Uncategorized

Flavio não fugiu de uma ditadura, mas de uma democracia

Há uma diferença fundamental entre fugir de uma ditadura, onde os direitos são esmagados, e deixar um país governado por instituições democráticas, onde a lei e a Justiça devem valer para todos. A democracia não é uma ameaça a quem respeita suas regras; é justamente o sistema que garante direitos, liberdades e o devido processo legal. Ambos fugiram da justiça, já que cometeram diversos crimes.

A pergunta que fica é inevitável: se alguém se apresenta como defensor da liberdade, por que trataria a democracia como um lugar do qual é preciso escapar?

Democracia não é salvo-conduto para ninguém, tampouco instrumento de perseguição. É o compromisso de que ninguém está acima da lei e de que divergências políticas devem ser resolvidas dentro das instituições, não pela intimidação, pela ruptura ou pela fuga das responsabilidades.

Quem defende a democracia precisa demonstrar isso na prática — sobretudo quando as regras deixam de lhe ser convenientes.

Que fique claro, nem Eduardo, muito menos Flavio Bolsonaro fugiram de uma ditadura, mas de uma democracia plena, tanto que os dois mantiveram seus mandatos como deputado e senador.

Flavio disputou com Lula a Presidência da República, vernceu no primeiro turno e perdeu no segundo, democraticamente. Portanto, são dois fugitivos da justiça brasileira e traidores da pátria.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Lula e o mutirão do amor contra o fascismo

É assim que a vitória de Lula está sendo celebrada por um planeta encantado com a mobilização do povo brasileiro, que mais uma vez mostrou ao mundo que o amor, a esperança e a solidariedade são forças capazes de enfrentar o ódio e derrotar o fascismo pela raiz.

O Brasil que abraça a democracia, que estende a mão aos mais pobres, que não aceita a naturalização da intolerância e que acredita na convivência entre diferentes voltou a mostrar sua força. A mobilização popular que cerca essa vitória é também um recado para o mundo: não há projeto autoritário que seja invencível quando a sociedade se levanta para defender a liberdade, a dignidade humana e o direito de sonhar com um futuro melhor.

O fascismo se alimenta do medo, da violência, da mentira e da divisão. O amor, ao contrário, constrói pontes, aproxima pessoas, desperta consciências e transforma a indignação em força coletiva. É justamente por isso que cada gesto de solidariedade, cada voz que se ergue contra a intolerância e cada pessoa que se mobiliza em defesa da democracia fazem parte de uma luta muito maior do que qualquer disputa eleitoral.

A vitória de Lula, celebrada por tantos brasileiros como uma vitória da esperança, reafirma a importância de um país que não abandona os seus, que não aceita a fome como destino e que não se curva àqueles que tentam transformar o ódio em instrumento permanente de poder.

Que essa onda de amor atravesse fronteiras, inspire outros povos e alimente a resistência democrática em todos os lugares onde a intolerância tenta sufocar a liberdade. Porque derrotar o fascismo não é apenas impedir que ele conquiste o poder: é arrancar suas raízes da sociedade, combater o preconceito, enfrentar as desigualdades e construir, todos os dias, uma cultura de paz, justiça e solidariedade.

Que o amor seja nossa bandeira, a democracia seja nosso compromisso e o povo seja sempre o protagonista da própria história!

Que nunca faltem palavras para celebrar a esperança, a democracia e a força do povo brasileiro!

VIVA LULA! VIVA O POVO BRASILEIRO! VIVA A DEMOCRACIA!


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

Por que Flávio Bolsonaro, mesmo 1,87 ponto à frente de Lula, perdeu o primeiro turno — e perderá o segundo

Matéria publicada originalmente aqui no Blog Antropofagista no dia 05 de outubro, um dia depois de Lula perder para Flavio Bolsonaro o primeiro turno, mas dada a grande virada de Lula, vale para o momento.

Flávio Bolsonaro pode até ter terminado o primeiro turno com 1,87 ponto percentual de vantagem sobre Lula, mas há uma verdade política que esse número não consegue esconder: ele ganhou a apuração, mas não ganhou a eleição.

E essa diferença é fundamental.

Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram cerca de 2,2 milhões de votos de diferença. Só que, para vencer no primeiro turno, era necessário ultrapassar a barreira de 50%. Não ultrapassou. Portanto, a suposta “vitória histórica” que seus aliados tentam vender terminou exatamente onde começa a verdadeira disputa: no segundo turno.

Flávio Bolsonaro não derrotou Lula. Flávio apenas chegou à frente de Lula na primeira etapa de uma eleição que continua aberta.

E há algo ainda mais importante: o segundo turno não será disputado entre Flávio e Lula contra os outros candidatos. Será disputado entre Flávio e Lula diante de todo o eleitorado brasileiro.

É aí que começa o problema para o candidato do PL.

Os votos de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e dos demais candidatos agora entram em uma disputa completamente diferente. Somados, os candidatos que ficaram fora do segundo turno receberam milhões de votos. Esses eleitores não pertencem a Flávio — e tampouco pertencem automaticamente a Lula. Serão disputados.

Mas existe uma diferença brutal entre os dois projetos.

Lula tem uma trajetória política própria. Flávio carrega o peso inteiro do sobrenome Bolsonaro.

E o sobrenome que o levou a 47% também pode ser exatamente o que o impede de chegar aos 50% mais um.

Flávio não está disputando apenas contra Lula. Está disputando contra a memória política do bolsonarismo, contra a rejeição acumulada pela família Bolsonaro e contra a necessidade de convencer uma parcela do eleitorado que votou em outros candidatos de que ele seria capaz de governar o país para além da guerra permanente contra o PT.

No primeiro turno, o voto antipetista funcionou como uma gigantesca âncora eleitoral. No segundo turno, porém, o eleitor precisa escolher quem quer colocar no Palácio do Planalto.

E aí aparece a fragilidade de Flávio.

Porque uma coisa é votar em Flávio para impedir Lula de vencer no primeiro turno. Outra, muito diferente, é entregar a ele quatro anos de Presidência da República.

É exatamente por isso que o resultado do primeiro turno pode ser enganoso.

Flávio conseguiu ampliar o desempenho do bolsonarismo em relação a Jair Bolsonaro em 2022. Mas Lula também continua com uma base eleitoral gigantesca: mais de 53,8 milhões de votos no primeiro turno.

E existe outro dado politicamente devastador para a narrativa de uma suposta “onda Flávio”: a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto — a menor distância entre primeiro e segundo colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

Isso não é uma avalanche.

É uma eleição absolutamente aberta.

E, quando a eleição chega ao segundo turno, a lógica muda.

Flávio terá de ampliar sua votação. Lula também. Só que Flávio precisa transformar um voto essencialmente bolsonarista e antipetista em uma maioria nacional. Precisa conquistar eleitores que não votaram nele. Precisa reduzir sua rejeição. Precisa convencer o centro. Precisa falar com quem não quer mais viver em permanente estado de guerra política.

E é justamente aí que o candidato Bolsonaro encontra seu maior obstáculo: para vencer, ele precisa deixar de ser apenas Bolsonaro.

Mas como fazer isso carregando Bolsonaro no sobrenome, Bolsonaro na campanha, Bolsonaro na identidade política e Bolsonaro como principal referência eleitoral?

É a contradição central da candidatura.

Lula, por outro lado, entra no segundo turno podendo apresentar uma narrativa muito mais simples: governar versus radicalizar; reconstrução versus conflito; experiência versus aventura.

Não se trata de dizer que a vitória de Lula está matematicamente garantida — não está. O resultado do primeiro turno prova justamente que a disputa será dura.

Mas há uma diferença fundamental entre estar na frente por 1,87 ponto e ter uma maioria consolidada capaz de vencer o segundo turno.

Flávio não tem essa maioria.

E é por isso que sua “vitória” no primeiro turno pode acabar sendo lembrada como aquilo que realmente foi: uma vitória de etapa, não uma vitória de projeto.

O primeiro turno mostrou que o bolsonarismo continua forte.

O segundo turno terá de mostrar se ele é forte o suficiente para governar o Brasil.

E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.

Flávio pode ter chegado em primeiro.

Mas, politicamente, a eleição começou de verdade agora.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

Com a segunda derrota consecutiva de Bolsonaro, que enterra de vez sua vida política, o ódio deixou de ser cabo eleitoral da direita

Com a segunda derrota consecutiva de Bolsonaro, o projeto político do bolsonarismo enfrenta mais um abalo. A aposta no ódio, na intolerância e na permanente fabricação de inimigos, que por tanto tempo mobilizou eleitores e alimentou a extrema direita, já não garante os resultados de antes.

A política do ressentimento tem limites. O medo pode mobilizar, a mentira pode confundir e o ódio pode incendiar multidões, mas nenhum desses ingredientes substitui indefinidamente um projeto de país. Quando a realidade cobra a conta, o discurso de guerra permanente começa a perder força.

Bolsonaro pode estar chegando ao fim de seu ciclo político, e o bolsonarismo terá de enfrentar uma questão decisiva: o que sobra de um movimento que fez do ódio sua principal bandeira?

Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

E não é que Flavio, na Globo, correu da pauta da corrupção depois do contra-ataque de Lula na Band

Flávio Bolsonaro passou dias prometendo esfregar na cara de Lula suas acusações de corrupção. Mas bastou o presidente propor o desafio e abrir seus sigilos bancário e telefônico para a conversa mudar de rumo.

Agora, quando a cobrança se volta para ele, Flávio recua e evita o terreno que ele próprio escolheu como campo de batalha. A pergunta que fica é inevitável: se cobra transparência de Lula, por que não aceita submeter a si mesmo ao mesmo escrutínio?

O discurso de valentia tem prazo de validade quando a transparência deixa de ser uma arma contra o adversário e passa a ser uma exigência sobre o próprio candidato.

Corrupção não se combate com bravatas, mas com transparência, e esta não pode valer apenas para os outros.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?