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E não é que Flavio, na Globo, correu da pauta da corrupção depois do contra-ataque de Lula na Band

Flávio Bolsonaro passou dias prometendo esfregar na cara de Lula suas acusações de corrupção. Mas bastou o presidente propor o desafio e abrir seus sigilos bancário e telefônico para a conversa mudar de rumo.

Agora, quando a cobrança se volta para ele, Flávio recua e evita o terreno que ele próprio escolheu como campo de batalha. A pergunta que fica é inevitável: se cobra transparência de Lula, por que não aceita submeter a si mesmo ao mesmo escrutínio?

O discurso de valentia tem prazo de validade quando a transparência deixa de ser uma arma contra o adversário e passa a ser uma exigência sobre o próprio candidato.

Corrupção não se combate com bravatas, mas com transparência, e esta não pode valer apenas para os outros.


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Flavio Bolsonaro não é direita, é banditismo em estado puro

A forma missrável e arrogante com que Flavio Bolsonaro tratou a mãe da menina Ana Clara, assassinada por um PM com um tiro de fuzil, caso em que Flavio usa sua influência como senador para impedir que o assassino sequer seja julgado, é seu projeto de futuro para a Segurança Pública do Brasil.

Ou seja, é a milicianilização e, logicamente, com efeito geral contra a sociedade brasileira de barrar o judiciário e generalizar a força contra o povo.

A maneira com que tratou, de forma superficial, o assassinato da criança de 5 anos, dizendo que se dirigia à mãe da menina quando, na verdade, olhava para a câmera, de maneira proposital, foi um paralelismo com as práticas mais comuns da milícia.

Ou seja, haverá sim um intercâmbio direto entre o Palácio do Planalto e as milícias, caso Flavio ocupe a cadeira da Presidência.

Não há nada da direita tradicional na candidatura de Flavio Bolsonaro, mas sim, aquilo que se viu ontem, no debate presidencial na Globo, inclusive utilizando contra Lula a perda de um dedo, coloca sob luz plena que tipo de caráter um bandido, apoiado por um rebanho de idiotas, pretende impor ao Brasil.

Flavio não respondeu nada sobre economia, porque nada sabe. Nada sobre Saúde, porque trata o SUS como seu pai tratava de forma escandalosa. Nada sobre a soberania nacional. Nada sobre desenvolvimento industrial, tecnológico, científico, nada de nada sobre o país.

Seu serelepismo vem do quintal das casas da morte, comuns na ditadura, sendo a mais famosa, a de Petrópoles, comandada pelo torturador e pedófilo, Brilhante Ustra, ídolo da família Bolsonaro.

Em síntese, é esse lamaçal de barro e sangue que Flavio sonha operar no Brasil no momento seguinte em que assumir o poder.

Isso nada tem de direita, é pura bandidagem, é pura milícia. é puro submundo do crime organizado e suas ramificações no tráfico de drogas e armas, porque é isso que Flavio tem a oferecer à sociedade brasileira.


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São dois projetos antagônicos, o de Flavio Bolsonaro, colocou 34 milhões de brasileiros na fila do osso e no mapa da fome. O de Lula, acabou com a fila do osso e tirou por duas vezes o Brasil do mapa da fome

Dois projetos opostos: a fome como herança de Bolsonaro, a dignidade como prioridade de Lula.

São dois projetos de país que se chocam frontalmente. O projeto bolsonarista, que Flávio Bolsonaro representa, deixou milhões de brasileiros entregues à fome, à miséria e à humilhação de enfrentar a fila do osso para conseguir o que comer. Sob Jair Bolsonaro, o Brasil voltou ao mapa da fome, enquanto 33,1 milhões de pessoas enfrentavam a insegurança alimentar grave, segundo dados divulgados em 2022.

O projeto de Lula segue na direção oposta: combater a fome, recuperar o poder de compra dos trabalhadores e devolver dignidade a quem foi abandonado pelo Estado. Foi assim que o Brasil saiu do mapa da fome em 2014, voltou a esse cenário sob Bolsonaro e, com Lula novamente na Presidência, conseguiu sair outra vez em 2025, segundo os critérios da ONU.

A diferença não é apenas econômica: é política, social e, acima de tudo, humana. De um lado, um projeto que produziu retrocesso social e tratou a miséria como se fosse uma fatalidade. Do outro, um governo que fez do combate à fome uma prioridade nacional.

Flávio Bolsonaro precisa explicar por que defende um modelo que levou o Brasil de volta à fome. Lula, por sua vez, tem resultados concretos a apresentar. Porque a fome não é uma abstração estatística: é o prato vazio de uma criança, a angústia de uma mãe e a dignidade roubada de milhões de brasileiros.

No fim, a escolha é entre dois Brasis: o da fila do osso e o da comida na mesa; o da exclusão e o da inclusão; o da indiferença diante da miséria e o da luta para vencê-la.


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Flávio Bolsonaro tomou um mata-piolho de Lula e ficou de calça arriada diante do Brasil

Flávio Bolsonaro passou a semana inteira prometendo esfregar na cara de Lula sua suposta corrupção. Falastrão, cheio de bravatas e pose de valentão, entrou no debate achando que encurralaria o presidente. Mas bastou Lula virar o jogo e propor um desafio direto — que ambos abrissem os sigilos telefônico e bancário — para o candidato bolsonarista sentir o chão desaparecer sob seus pés.

Lula aceitou o próprio desafio e abriu seus sigilos. Flávio, por sua vez, recuou, alegando motivos que, de tão convenientes, só aumentaram a desconfiança. O sujeito que prometia escancarar a vida alheia mostrou-se incapaz de sustentar o mesmo escrutínio sobre a própria vida.

Foi um mata-piolho político, daqueles que deixam o valentão de calças arriadas diante de milhões de espectadores. O contra-ataque de Lula desmontou a encenação, expôs o desconforto de Flávio e transformou sua bravata em constrangimento público.

Se Flávio queria dar um truco, Lula respondeu com um royal flush: uma jogada devastadora que deixou o adversário sem saber como blefar. Seus trejeitos, a hesitação e o evidente desconforto diante do desafio falaram mais alto do que qualquer discurso ensaiado.

A máscara do valentão começou a cair. Quem passa a semana prometendo revelar a corrupção dos outros e, na hora de enfrentar o mesmo teste, procura uma saída de emergência perde a autoridade para posar de paladino da moralidade.

Flávio queria colocar Lula contra a parede. Acabou encurralado pelo próprio desafio. E, depois desse episódio, sua pose de justiceiro anticorrupção ficou insustentável.


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Vídeos: Flávio Bolsonaro e a defesa de quem matou com um fuzil uma menina de 5 anos

Há algo de profundamente perturbador na atuação de Flávio Bolsonaro na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, que matou a pequena Ana Clara Gomes Machado, de apenas cinco anos, com um tiro de fuzil em Niterói, em 2021. Em 2024, Flávio integrou a equipe de advogados que recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para tentar impedir que o policial fosse submetido a júri popular. O recurso foi rejeitado, mas a menina continua sem ter seu caso julgado, enquanto sua família espera por justiça.

No debate da Band, quando Lula trouxe o caso à tona, Flávio refugiou-se no argumento de que não se pode criminalizar o exercício da advocacia. É verdade que todo acusado tem direito à defesa. Mas essa resposta jurídica não elimina a questão política e moral, insensível e desumana que seu comportamento levanta: por que Flávio Bolsonaro, um político que pretende governar o Brasil sob a bandeira da segurança pública, escolheu atuar justamente na defesa de um policial acusado de tirar a vida de uma criança de cinco anos?

A pergunta não é se o acusado tem direito a um advogado. Tem, como qualquer cidadão. A pergunta é por que Flávio assumiu esse caso e por que, diante da dimensão da tragédia, não consegue oferecer uma explicação convincente à opinião pública sobre sua decisão.

Ana Clara brincava na porta de casa com o irmão de dois anos quando foi atingida. Para sua mãe, Cristiane Gomes da Silva, a dor não terminou com a morte da filha: transformou-se numa espera interminável por justiça. O julgamento, inicialmente previsto para abril de 2026, foi adiado para maio de 2027, segundo a Agência Pública.

É essa mãe que deveria estar no centro de qualquer debate sobre o caso, e não as conveniências eleitorais de um candidato à Presidência.

Flávio pode invocar o direito de defesa quantas vezes quiser. O que não pode exigir é que os brasileiros suspendam seu julgamento político sobre suas escolhas. Quem pretende comandar as forças de segurança do país precisa explicar suas decisões, sobretudo quando elas envolvem uma tragédia dessa dimensão, a morte de uma menina de 5 anos.

A vida de uma criança não pode ser reduzida a um argumento de campanha, e a dor de uma mãe não pode ser tratada como inconveniência eleitoral. Antes de pedir aos brasileiros um voto de confiança, Flávio Bolsonaro deve responder à pergunta que continua sem resposta: por que decidiu entrar nessa defesa?

Ana Clara tinha apenas cinco anos. Sua família não pede privilégios. Pede justiça. E o mínimo que a sociedade pode exigir de quem quer governar o Brasil é respeito à memória dessa menina e à espera angustiante de sua mãe.


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Vídeo – Flávio Bolsonaro: um miliciano na Presidência

Flávio Bolsonaro quer chegar à Presidência da República carregando nas costas o peso político de um clã marcado por acusações, denúncias e relações que exigem explicações públicas. Seu projeto de poder não pode ser analisado sem levar em conta a trajetória da família Bolsonaro, as suspeitas envolvendo rachadinhas, as conexões políticas com personagens ligados às milícias do Rio de Janeiro e a tentativa permanente de transformar adversários em inimigos para escapar do escrutínio sobre si mesmos.

O Brasil não pode tratar como uma candidatura qualquer a de um herdeiro político que pretende converter o sobrenome Bolsonaro em passaporte para o Palácio do Planalto. A Presidência não é patrimônio de família, muito menos escudo contra investigações, questionamentos ou responsabilidades políticas.

Flávio aposta na velha receita bolsonarista: gritar contra a corrupção alheia, posar de perseguido e apontar o dedo para Lula, como se a repetição de acusações fosse capaz de apagar as contradições do próprio campo político. É a moral seletiva elevada à condição de programa eleitoral.

E há algo ainda mais grave: quando um candidato pretende governar um país marcado pela violência das milícias, precisa esclarecer suas próprias relações políticas e responder, sem subterfúgios, às perguntas sobre esse universo. Não basta vestir a fantasia de defensor da lei enquanto as sombras de seu entorno continuam exigindo sérias investigações.

O Brasil não precisa de um presidente que transforme o Estado em instrumento de uma guerra política permanente. Precisa de alguém comprometido com a democracia, a transparência e a igualdade perante a lei.

Flávio Bolsonaro quer a faixa presidencial. Mas o país tem o direito de perguntar se, por trás da candidatura, existe um projeto para governar o Brasil ou apenas a ambição de perpetuar o poder de um clã.

Porque o Palácio do Planalto não pode se transformar em extensão de uma dinastia política cercada de crimes diversos. A democracia brasileira merece muito mais do que a simples transferência de um sobrenome de pai para filho. A coisa é muito mais séria.

Assista ao excelente vídeo de Anelize Moreira de Camargo, do Meio.


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Hoje, no debate da Band, tudo indica que Lula liquidará a fatura

Não foram poucas as vezes que, diante de uma pergunta de Renata Lo Prete, Flavio perdeu a fala e se agarrou ao nome de Lula como boia salva-vidas.

Desde então, Flavio se transformou em alvo de piada, inclusive, em veículos tradicionalmente de direita, por sua total incapacidade de dizer ao menos uma frase que não fosse uma mentira como slogan de campanha, parecendo pedir para que elas o libertassem daquele sulício de momento.

A ciência política não é matéria simples, não vive de amarras incapazes de impedir corrupios numa disputa eleitoral. Isso ocorre como um rodamoínho de maneira mais frequente do que se imagina.

Mas na atual conjuntura, uma campanha bem manejad nas redes sociais e nas ruas, pode sim, mesmo diante de muitas variantes, traçar rumos das candidaturas.

Hoje, especialmente, em que tudo indica que o Exército de Lula, criado por Janones, com cada vez mais milhões de brasileiros progressistas aderindo ao movimento, a vantagem digital de Lula, se não é o núcleo central nas redes é, no mínimo, uma ferramenta de uso igual à da direita.

Se tirar o que os bolsonaristas utilizaram de cortes da sabatina de Lo Prete com Flavio, comparado aos memes produzidos pela campanha do PT o filho do golpista, pode-se cravar que se transformou numa humilhação tal a disparidade de compartilhamentos e novos conteúdos críticos a um candidato sem qualquer cintura para sair de uma pergunta incômoda.

Sim, Flavio conseguiu um feito e tanto, ser pior falando do que dançando.

Algumas respostas do candidato são verdadeiras pérolas de desconexão com o que o tema exige. Certamente, a mais galhofada nas ruas é a sua fala contrária ao fim da escala 6×1 a qual o próprio votou a favor, pela pressão dos trabalhadores, justificando que, com mais um dia de descanso, o trabalhador pegaria um ônibus e seria assaltado.

Isso serviu de carvão para Flavio ser fritado nas redes, com  muita gente chamando o candidato de chulé dos bolsonaristas.

As bicadas de Flavio em Lula, no famoso “mas o Lula”, produziram uma enorme romaria de piadas digitais que lhe renderam uma desmoralização sem prececdentes na história da disputa presidencial.

A avaliação que se faz é a de que Lula teve uma participação impecável com Renata Lo Prete e, que Flavio, ao contrário de Lula, teve uma avaliação desastrosa sem uma resposta que prestasse de apito de cachorro para o seu gado mais tradicional.

Tenho que concordar com o artigo de Elio Gaspari, em O Globo de hoje, intitulado “Os debates decidirão a parada”, mas vou um pouco mais longe, acredito que hoje, no debate da Band, Lula liquida a fatura.


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Flavio Bolsonaro e sua defesa sombria ao golpe e à ditadura

A história que não pode ser apagada

Com base na coluna de Bernardo Mello Franco, publicada em O Globo.

O passado autoritário de Flávio Bolsonaro não é um detalhe incômodo que possa ser escondido debaixo do tapete eleitoral. Como resgata Bernardo Mello Franco, o senador deixou registros públicos de sua defesa do regime militar, de sua rejeição à caracterização de 1964 como golpe e de seu elogio a agentes da repressão.

Em seu livro Mito ou verdade, lançado em 2017, Flávio também exaltou o coronel Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como torturador, e atacou a Comissão Nacional da Verdade.

Eis o problema central: quem faz apologia da ditadura precisa explicar o que pensa sobre a democracia de hoje.

Não adianta vestir a fantasia de moderado durante a campanha, ensaiar discursos para conquistar o eleitor de centro e tentar apagar as próprias declarações. A história política de um candidato não desaparece porque seus marqueteiros decidiram mudar o figurino.

O Brasil não precisa de herdeiros políticos de uma tradição autoritária que trata torturadores como heróis e tenta reescrever um dos períodos mais sombrios de sua história. Precisa de compromisso com a liberdade, com o voto popular e com o direito de discordar sem ser perseguido.

A democracia não pode ser defendida apenas quando convém. E a ditadura não pode ser reabilitada como se seus crimes fossem uma nota de rodapé da história brasileira.


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O rodamoinho de Flávio Bolsonaro no JN: encenação para esconder o desprezo pelos trabalhadores

Se Flávio Bolsonaro chegar à Presidência, não será por falta de promessas, mas por excesso de contradições. E, quando o assunto é a escala 6×1, o trabalhador tem motivos de sobra para desconfiar de quem muda o discurso conforme a conveniência eleitoral. Afinal, estamos falando de um político cuja trajetória pública está cercada de denúncias e controvérsias que exigem explicações, não de um candidato cuja palavra possa ser aceita como cheque em branco.

A moral de Flávio parece ter a elasticidade de uma borracha velha. Antes mesmo de a chamada rachadinha se transformar em um dos maiores escândalos associados à sua trajetória política, já pesavam sobre ele questionamentos relacionados ao período em que trabalhou como assessor parlamentar ligado ao partido de Roberto Jefferson, enquanto seu pai também integrava aquela legenda. As suspeitas e acusações que marcaram sua vida pública não desaparecem simplesmente porque chegou a hora de disputar o Palácio do Planalto.

Por isso, aquele rodamoinho que Flávio exibiu diante de Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, tentando negar ou contornar declarações anteriores sobre os direitos dos pobres, dos trabalhadores e dos aposentados, teve muito mais cara de encenação eleitoral do que de uma mudança genuína de convicções. Foi o velho truque da política oportunista: perceber que a própria brutalidade pode custar votos e tentar vestir, às pressas, uma fantasia de moderado.

O problema é que o trabalhador brasileiro não vive de malabarismo verbal. Quem enfrenta uma jornada exaustiva, perde o convívio com a família, chega em casa sem forças e ainda precisa fazer as contas para sobreviver não pode se dar ao luxo de acreditar em qualquer promessa de candidato com o nível moral nenhum de Flavio Bolsonaro. A escala 6×1 não é uma abstração de campanha: é uma realidade que rouba tempo, saúde e dignidade de milhões de pessoas.

E os aposentados tampouco podem se deixar seduzir por discursos fabricados para a televisão. Quando a eleição se aproxima, aparecem os sorrisos, as frases ensaiadas e as tentativas de esconder posições impopulares. Passada a votação, quem paga a conta é justamente quem vive do próprio trabalho e depende da proteção social.

A palavra de Flávio Bolsonaro não pode valer mais do que seu histórico de declarações e posições públicas. Se pretende convencer o país de que mudou, precisa demonstrar isso com compromissos claros, propostas concretas e coerência — não com gestos teatrais diante das câmeras.

No fim das contas, o rodamoinho do Jornal Nacional pode até ter produzido efeito cênico. Mas não apaga o passado, não resolve as contradições e não transforma oportunismo em compromisso social. Para quem vive do salário ou da aposentadoria, promessa de político de extrema direite sem garantia vale menos do que nada.

E, quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores, o Brasil não precisa de um ator tentando interpretar o papel de defensor dos pobres. Precisa de compromisso real com quem trabalha, produz e sustenta este país.


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Tudo junto e misturado

Grupo Globo, de porta-voz do bolsonarismo a suspeito de conexões que vão muito além de Luciano Huck e Fred Kachar

Escancaradamente bolsonarista, O Globo já nem faz questão de disfarçar seu engajamento político. O jornal da família Marinho parece ter abandonado de vez qualquer pretensão de imparcialidade para vestir a camisa de uma candidatura que interessa à velha direita e aos setores mais poderosos do mercado.

Mas há uma pergunta incômoda que não pode ser ignorada: até onde vão as conexões de Daniel Vorcaro com o Grupo Globo? Se as relações envolvendo Luciano Huck e Fred Kachar já levantam questionamentos sobre a proximidade entre o mundo financeiro e o poder midiático, é legítimo cobrar esclarecimentos sobre a extensão dessas relações e sobre os interesses que podem estar em jogo.

O que não se pode fazer é transformar suspeitas em conclusões sem provas. Mas tampouco se pode exigir que a sociedade feche os olhos diante de relações que merecem escrutínio público.

Quando um dos maiores grupos de comunicação do país assume uma linha editorial cada vez mais alinhada ao bolsonarismo, a pergunta deixa de ser apenas sobre jornalismo e passa a ser também sobre poder, interesses econômicos e influência política.

Quem financia, quem se associa, quem ganha e quem pauta a opinião pública? Essas são as perguntas que precisam de respostas transparentes.

A credibilidade de um veículo de comunicação não se sustenta na força de sua marca, mas na independência de sua cobertura. E, quando essa independência é colocada em dúvida, não basta posar de fiscal da República: é preciso aceitar ser fiscalizado também.

Basta um clique no jornal dos Marinho, para entender que seu conceito de democracia é de uma perna só. Isso deixa claro que o jornalão utiliza uma peneira moral em favor de quem, há anos, furta até o piruá de pipoca das vasilhas do povo, deixando vastos roletes de fumo.

Ou seja, já são dois figurões de cabeça coroada da Globo envolvidos até o talo  jo esquema de Daniel Vorcaro, o todo poderoso diretor, Fred Kachar, e o apresentador, Luciano Huck.

Então fica a pergunta: E os irmãos Marinho, não sabiam de nada? E só se manifestam jogando para a torcida quando aparece uma denúncia comprovando que o Grupo Globo, Vorcaro e, consequentemente, o próprio Flavio Bolsonaro formam um combo de interesses nada repubicanos.


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