Categorias
Política

Fala de general abre as portas da prisão para Bolsonaro e sua gangue

Ex-comandante do Exército surpreende a Polícia Federal.

Ainda há juízes em Brasília. (Até aí, nenhuma novidade.) Quero dizer: ainda há generais no Exército brasileiro. No caso, generais que honram a farda e que dizem o que foi e por que foi, quando chega a hora da verdade. A hora da verdade deveria ser toda hora, mas…

A Polícia Federal tem provas de que o general Freire Gomes, comandante do Exército no fim do governo passado, foi chamado de “cagão” pelo colega Braga Netto, ex-candidato a vice de Bolsonaro, por não ter aderido ao golpe de dezembro de 2022.

Sim, de dezembro de 2022. Porque naquele ano houve outros ensaios de golpes, um deles a ser dado em setembro, a um mês das eleições. Derrotado, Bolsonaro quis dar um golpe para impedir a posse de Lula. E em 8 de janeiro de 2023, seus seguidores tentaram dar outro.

O general “cagão”, na última sexta-feira, depôs à Polícia Federal durante quase oito horas na condição de testemunha, e como tal não poderia mentir. Mas poderia calar-se, porque a lei garante que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

Freire Gomes respondeu às 80 perguntas feitas por agentes federais e a mais 200 provocadas por suas revelações. Outros generais já ouvidos, suspeitos de planejar com Bolsonaro o golpe de dezembro de 2022, se calaram, bem como Bolsonaro. Os cagões são eles, ou culpados.

Há 16 meses, o país aguardava respostas a duas perguntas:

Quem mandou o Exército acolher em portas de quartéis bolsonaristas que pediam um golpe?

E por que o Exército os acolheu?

Pelo pouco que se sabe do depoimento de Freire Gomes, ele disse: foi Bolsonaro que ordenou ao Exército que acolhesse os bolsonaristas golpistas. E Bolsonaro não retirou a ordem nem mesmo antes de fugir para os Estados Unidos em 30 de dezembro.

Uma nota conjunta dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em novembro de 2022, defendeu o direito de manifestação dos acampados. Freire Gomes disse que a nota foi ideia do então ministro da defesa, general Paulo Sérgio Nogueira.

*Blog do Noblat

Categorias
Política

Depoimento de Freire Gomes confirma que teve reuniões com Bolsonaro sobre a minuta

Demora na oitiva do ex-comandante à PF gera apreensão entre aliados do ex-presidente.

O depoimento do ex-comandante do Exército Marco Antonio Freire Gomes provocou reação no bolsonarismo.

Mais cedo, a CNN noticiou com exclusividade que o general depôs à Polícia Federal por quase oito horas na sexta-feira (1) e teria confirmado a ocorrência de reuniões para a elaboração da chamada “minuta do golpe”.

À CNN, Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Jair Bolsonaro (PL), se queixou de vazamentos seletivos e voltou a reclamar da falta de acesso da defesa do ex-presidente aos autos.

De acordo com o relatório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ordenou a deflagração da Operação Tempus Veritatis em 8 de fevereiro, aliados de Bolsonaro tentaram convencer o general Freire Gomes a colocar as tropas do Exército na rua e aderir a um possível golpe de Estado.

Em uma conversa interceptada pela PF no celular do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Freire Gomes conversa com o então auxiliar de Bolsonaro sobre uma minuta golpista que teria sido redigida e ajustada pelo ex-presidente.

Wajngarten também comentou o assunto nas redes sociais e criticou o que chamou de “constrangimento via imprensa”.

“Vazamentos seletivos, fontes seletivas em pleno sábado de sol. A defesa técnica e formalmente constituída nos autos totalmente no escuro”, escreveu o ex-chefe da Secom, reforçando a tese de que a defesa de Bolsonaro não teve até agora acesso integral aos autos.

Mencionado em diálogos da Operação Tempus Veritatis, o general da reserva prestou depoimento por quase oito horas à PF na sexta-feira (1º), aceitando falar na condição de testemunha. Nessa circunstância, o militar se comprometeu a falar a verdade. Caso tivesse sido ouvido na condição de investigado, ele ficaria protegido pela prerrogativa de não produzir provas contra si próprio.

A CNN procurou o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, mas não teve retorno até a publicação deste texto

Categorias
Política

Depoimento de ex-comandante do Exército à PF nesta sexta é chave para esclarecer papel de Bolsonaro em trama golpista

A Polícia Federal colhe hoje um depoimento considerado “chave” para as investigações que buscam identificar como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atuou dentro do Palácio da Alvorada nas discussões sobre a minuta do golpe, informa o colunista Valdo Cruz, do portal g1. E, também, em relação aos acampamentos em frente aos quartéis, principalmente em Brasília.

Trata-se do depoimento do ex-comandante do Exército Freire Gomes, o último general a chefiar a instituição na gestão Bolsonaro.

Segundo a delação de Mauro Cid, o general Freire Gomes participou das conversas sobre a minuta do golpe com o então presidente Jair Bolsonaro, mas se recusou a aderir a qualquer intentona golpista, irritando os militares aliados de Bolsonaro, como o general Braga Netto.

O candidato a vice na chapa de Bolsonaro ofendeu, com palavrões, Freire Gomes por ele não se juntar a uma tentativa de intervenção militar segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal.

Além disso, Freire Gomes terá de responder sobre o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília. Foi ele quem deu a ordem para que o acampamento não fosse desmobilizado.

A PF quer saber se a ordem partiu dele ou se ele recebeu uma ordem superior para interromper o trabalho da PF e da Polícia Militar do DF, que estava, no final de 2022, desmontando o acampamento.

O depoimento do ex-comandante do Exército será complementar ao do general Estevam Theophilo, classificado pelos investigadores como muito produtivo.

Segundo investigadores, o general Theophilo relatou que não tinha poder para dar ordens para tropas, apenas coordenar as suas ações depois de acionadas. Segundo ele, era necessária uma ordem para que as tropas entrassem em ação. Aí, ele faria o trabalho de coordená-las.

Freire Gomes será ouvido na condição de testemunha. Ele não é investigado. Na avaliação dos investigadores, ele teve papel importante para evitar o uso das tropas do Exército em qualquer aventura golpistas, mas precisa explicar por que não denunciou o que estava sendo tramado dentro do governo.

Dentro do Exército, ele conta com o apoio da cúpula da instituição, que, por outro lado, avalia que o general precisa dar as explicações sobre o que aconteceu principalmente nos últimos meses do governo Bolsonaro.

Categorias
Política

General investigado diz à PF que se reuniu com Bolsonaro a mando de ex-comandante do Exército

Estevam Theophilo é investigado por ter se reunido com ex-presidente e prometido tropas na rua para sustentar golpe.

O general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira disse, em depoimento à Polícia Federal, que participou da reunião com Jair Bolsonaro, em dezembro de 2022, por ordem do comandante do Exército à época, Freire Gomes. A PF aponta que, no encontro, discutiu-se a possibilidade de um golpe de Estado.

Oliveira é um dos investigado pela trama golpista arquitetada para manter o ex-presidente no poder e foi interrogado na sexta-feira passada, no Ceará. As investigações apontam que o general se encontrou com Bolsonaro em 9 de dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada, e “teria consentido com a adesão ao golpe de Estado”.

A informação sobre a reunião foi revelada pelo ex-ajudante de ordens da Presidência, o tenente-coronel Mauro Cid, na sua delação premiada, e confirmada por Oliveira, que disse ter ido ao encontro de Bolsonaro por ordem de Freire Gomes. Como informou a coluna, militares bolsonaristas passaram a atuar para colocar o ex-comandante na mira da PF, segundo Bela Megale, O Globo.

O relatório policial aponta que, segundo diálogos encontrados no celular de Cid, o general teria concordado com o golpe de Estado, desde o que presidente assinasse a medida que abrisse caminho para uma intervenção militar.

Oliveira era comandante de Operações Terrestres (Coter). Os investigadores afirmam que cabia ao general o “emprego do Comando de Operações Especiais (COpESP)”, os chamados ‘kids pretos”. Esse grupo é treinado em operações de contra-inteligência e guerrilha e seria acionado para prender autoridades durante a tentativa de golpe, conforme diz a PF.

Categorias
Política

Congresso não prioriza matérias essenciais à população, diz senador Omar Aziz

Senador ilustra desordem ao citar a matéria sobre o tratamento de doenças raras pelo SUS, que está há sete anos sem votação.

O Congresso Nacional tem deixado de priorizar matérias que atendem às necessidades da população. Há aquelas, inclusive, que estão paralisadas há muito tempo, em educação, segurança e saúde, como o tratamento de doenças raras pelo SUS.

A opinião é do senador Omar Aziz (PSD-AM), entrevistado pelo jornalista Luis Nassif no programa TVGGN 20 Horas [assista abaixo]. Omar exemplifica a desordem ao citar a matéria sobre o tratamento de doenças raras pelo SUS, que está há sete anos sem votação.

“O Senado tem uma matéria que voltou à Comissão de Assuntos Econômicos na terça-feira, que está há 7 anos no Congresso Nacional e não foi votada, mas em 24 horas se votou a saidinha [de presos]. É uma loucura, tem que fazer um levantamento”, defende. 

Para impedir que assuntos cruciais se arrastem por tanto tempo, de acordo com o senador, deve-se evitar que possibilidades sobre decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal ou outras pautas menos urgentes, mas midiáticas, ocupem o espaço que deveria ser dedicado a resolver problemas essenciais para o país, e que não podem esperar.

“O presidente Arthur Lira [Câmara] e o presidente Rodrigo Pacheco [Senado] deveriam pegar essas matérias que estão há muitos anos [paradas] e definir o que é prioridade para a população brasileira. Matérias que diariamente a população está precisando que seja aprovada, algo que a beneficia, e que são engavetadas no Congresso. Por ser bicameral, não adianta aprovar no Senado e quando chega na Câmara, ela não anda, ou vice-versa”, explica o senador.

 

Categorias
Política

Boulos recebe ameaças de morte em campanha e decide andar de carro blindado; PF investiga

Advogados não acionaram polícia de SP pois agressões envolvem integrante da força de segurança estadual.

A Polícia Federal decidiu abrir inquérito para investigar ameaças de morte recebidas pelo deputado federal e pré-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL-SP).

Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o inquérito foi aberto depois que Boulos encaminhou uma representação ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.

A intensificação das ameaças levou o parlamentar a tomar outra decisão: ele não vai mais se locomover pela cidade com o já célebre Celta que costuma usar. Durante a campanha, Boulos só usará um carro blindado.

Ele fez a opção depois de dialogar com pessoas de sua confiança na área da segurança, que veem nas ameaças um potencial risco à sua integridade física.

No documento que encaminharam à PF, os advogados de Boulos explicam que decidiram acionar a instituição, e não a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP) porque “um dos potenciais autores dos delitos é integrante das forças de segurança pública estadual”.

Além disso, dizem, o atual secretário de Segurança, Guilherme Derrite, “é um conhecido opositor do campo político do peticionário e do próprio Guilherme [Boulos]”.

A defesa de Boulos afirma que ele já estava até “acostumado” a ser xingado e ofendido nas redes sociais, mas que as atuais mensagens que ele tem recebido “ganharam contornos mais preocupantes”.

Eles elencam algumas das que têm “cunhos ameaçadores como ‘tu vai morrer miserável’, ‘faça um favor para o Brasil: MORRA!’, ‘que vontade de dar na tua cara seu filho da puta’, ‘filho da puta sai na rua seu arrombado você vai sofrer muito desgraça alheia’, ‘ta fudido’, ‘vai morrer’, ‘se falar mais merda vou ter que te levar pro inferno’, ‘meu sonho é te pegar na porrada’ e ‘vou fazer de tudo para acabar com esse vagabundo invasor’”.

Questionado, o advogado de Boulos, Alexandre Pacheco Martins, confirmou a informação e enviou a seguinte mensagem à reportagem:

“Desde que o Guilherme se colocou publicamente como pré-candidato, aumentou-se consideravelmente a quantidade e também a violência no teor das ameaças que ele tem recebido, em especial de segmentos identificados como bolsonaristas. Por isso, além de medidas preventivas, apresentamos um pedido de instauração de inquérito policial perante o diretor-geral da Polícia Federal, para que os autores dos crimes seja identificados e responsabilizados.”

Categorias
Política

Lula afirma que evento em São Paulo foi ‘grande’ e que ‘não se pode negar um fato’; mas ressalta que não se sabe como chegaram lá

Comentários evidenciam sua visão crítica em relação ao evento e à postura de Bolsonaro, enfatizando a importância de proteger a democracia e manter a ordem institucional.

O presidente Lula (PT) classificou o ato promovido por Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo (25), de “grande” e destacou que “não se pode negar um fato”.

Lula ressaltou em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, na Rede TV, que as imagens da manifestação evidenciam a dimensão do evento:

– Eles realizaram uma manifestação de grande porte em São Paulo. Mesmo que alguém não queira acreditar, basta ver as imagens. Quanto à forma como as pessoas chegaram lá, são outros quinhentos – disse Lula.

O ex-presidente também mencionou que o ato foi realizado “em defesa do golpe” e expressou preocupação com o comportamento daqueles que participaram, destacando que “todos eles estão muito apreensivos, muito cuidadosos”. Ele enfatizou a importância de permanecer vigilante, pois “esse pessoal está demonstrando que não está para brincadeira”.

Lula criticou o pedido de anistia feito por Bolsonaro para os presos durante os protestos do dia 8 de janeiro, interpretando-o como uma tentativa de “perdoar os golpistas” e considerando-o uma confissão do crime.

Ele ressaltou que esses manifestantes ainda não foram julgados e estão detidos como medida para garantir a paz e a ordem no país, ressaltando que ainda não se descobriu quem os instigou ou financiou, pois houve uma tentativa de golpe.

Esses comentários do presidente evidenciam sua visão crítica em relação ao evento e à postura de Bolsonaro, enfatizando a importância de proteger a democracia e manter a ordem institucional.

Categorias
Política

Lady Gada, Malafaia e a evangelização da política

Lelê Teles

Eu não gosto muito de falar sobre o que todos estão falando, é chover no molhado.

Decidi fazer um breve comentário sobre a cow parade deste domingo porque imagino ter enxergado o que ninguém quis ver.

Aquilo não era sobre malafaia e nem sobre jair, era sobre michele.

O carnagado, na verdade, foi um rito de transição.

Aquele negócio de passar uma borracha no passado e anistiar pobres coitados, faz parte da tal “fotografia para o mundo”, mas é apenas o retrato do desespero de quem se vê em um beco sem saída.

Jair já era.

Por isso que aquela rave cívica era, em verdade, um rito de transição.

Ali, jair, o nosso estranho minotauro – metade homem, metade gado -, passou o berrante para as mãos da esposa.

Daqui pra frente, o bisonho rebanho será liderado pela lady gada.

Minotauro sabe que o seu destino está traçado.

Ele sabe que os militares estão a dar os últimos retoques no labirinto no qual ele será confinado.

Mitotauro tem consciência de que a gadaiada estava ali por sua causa, ele vai manter esse enorme capital político nas mãos da família.

Foi por isso que lady gada discursou.

“Ela fez uma oração”, dirão os mais ingênuos.

Nana nina não.

Lady gada está encarregada de instaurar o estado teocrático de direita.

Aquilo era uma mistura de culto e comício.

Em muitas igrejas já é assim: culto e comício.

Agora a coisa ganhará as ruas, as praças e a ágora digital.

Ao discursar para o que chamou de “exército de deus nas ruas”, ela foi enfática, encenando um manjado choro sem lágrimas:

“Fomos negligentes a ponto de dizer que não se poderia misturar política com religião, e o mal ocupou o espaço.”

Lá embaixo, o gado bípede sacudia bandeiras de israel, beijava crucifixos, dobrava os joelhos no chão e chorava.

Comício e culto.

Malafaia, virado no satanás, depois de uma fala odiosa e iracunda, que mais parecia uma sessão de desenencapetamento, pediu que a multidão gritasse amém.

Amuuuu, gritaram os boibumbás.

O mote será esse: o bem contra o mal, o fasto contra o nefasto, o puro contra o impuro.

É guerra santa.

Quando damares, com suas fantasias parafílicas, recorreu novamente à terra do gado pesado, a ilha dos búfalos, ela tava marcando território.

Não nos esqueçamos da chocante imagem que outrora ela construíra e projetara dentro de uma igreja:

“Arrancam os dentinhos das crianças para fazer sexo oral.”

O recado é o seguinte, nossos adversários são a favor da pedofilia, nós protegemos os anjinhos marajoaras.

É a monstrificação e a demonização do outro.

É a outrificação do adversário.

Em silvio almeida já pegou a pecha de quem ouve o disco da xuxa ao contrário.

Silvio é exu, damares é zelomi, é a parteira da menina-deusa.

Aliás, a fala de lady gada, com aquele choro canastrão e falso, é da escola de damares.

É o apelo emocional barato, o gatilho cognitivo que evoca uma sofrência de araque.

Malafaia disse que alexandre de moraes mandou prender uma senhora com uma bíblia e um crucifixo na mão, só porque a pobre beata se sentou na cadeira do capa preta.

Veja que satânica crueldade.

Malafaia está a buscar uma aliança entre evangélicos e católicos, a imagem dessa carola foi evocada com esse propósito.

É guerra santa.

E tem mais, quando jair for preso, ele será beatificado como um bezerro de ouro.

Caravanas de aposentados se deslocarão de todo o país para o setor militar em brasília, para orar pela liberdade do monstro encarcerado.

O homem fauno.

A palavra liberdade deixará de ser apenas uma retórica vazia na boca de quem sempre mandou e desmandou, matou e desmatou.

Ela ganhará uma horrenda forma humana, meio homem e meio gado.

Vai ter um “bom dia, presidente” versão bovina, não tenham dúvidas.

Como vamos nos blindar contra isso é uma tremenda incógnita.

A gente foi pego de surpresa, acabamos de sair de um carnaval.

E a nossa ressaca carnavalesca veio com a macetação de conde vlad, que anunciou, veja você, que a esquerda está morta.

Safatle, apocalipticamente, parece ter previsto a ascensão de lady gada e o consequente duelo entre jesus e exu.

Eles, o exército de lady gada, já estão nas ruas, nas redes, nas igrejas.

Estão nas cadeias, convertendo presidiários, e nas delegacias, pervertendo policiais.

Estão nas favelas, a arrebanhar traficantes, desempregados e trabalhadores.

Estão nos conselhos tutelares, nos tribunais, no parlamento, no carnaval de salvador…

E em cada gol marcado e comemorado de joelhos diante da multidão em êxtase.

E nós, onde estamos?

Essa é a pergunta fundamental de conde vlad.

O filósofo vampiro foi direto na nossa jugular.

Palavra da salvação.

Lelê Teles é jornalista, roteirista e mestre em Cinema e Narrativas Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).

*Viomundo

Categorias
Política

Após ato pró-Bolsonaro, Moraes frisa que é preciso “fortalecer a democracia”: “não podemos baixar a guarda, dar uma de Bambam contra Popó”

Defensor da regulamentação das redes sociais, para coibir as fake news (uma das táticas da extrema direita), Moraes afirmou que a sociedade brasileira não pode “cair no discurso fácil” de que isso representa um ataque à liberdade de expressão.

Em sua palestra de inauguração do ano letivo na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP, o ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou um panorama sobre os ataques que a democracia vem sofrendo em várias partes do mundo, promovidos por grupos extremistas. Por isso, frisou, não é hora de “baixar a guarda” porque é necessário defender a democracia.

Defensor da regulamentação das redes sociais, para coibir as fake news (uma das táticas da extrema direita), Moraes afirmou que a sociedade brasileira não pode “cair no discurso fácil” de que isso representa um ataque à liberdade de expressão.

Segundo Moraes, os extremistas em todo o mundo tem a mesma estratégia de atacar o Poder Judiciário e a imprensa, o que, na suas palavras, faz parte do “manual do ditador”.

“Em alguns países, os extremistas quando chegam ao poder atacam os pilares da democracia. (…) A imprensa livre – emparelhando as notícias verdadeiras com as fraudulentas, colocam em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral e, agora, não podem deixar aqueles que tem o papel de garantir o Estado Democrático de Direito, não podem deixar que eles tenham independência. Isso foi feito em todos os países onde esse mecanismo de extremismo surgiu”, disse Moraes.

“E foi o que foi feito no Brasil: um ataque frontal. E em outros países onde o Judiciário também resistiu. Por que no Brasil isso foi mais sentido? (…) Porque no Brasil existe a Justiça Eleitoral. Então, ao mesmo tempo o ataque ao segundo pilar da Democracia, os instrumentos que levam à Democracia – o voto – e o terceiro pilar – a independência do Judiciário, no Brasil, isso se misturou. Porque é o Poder Judiciário, por meio da Justiça Eleitoral, que organiza, realiza, administra e julga as eleições. Então, o inimigo do segundo e do terceiro pilares que levam à Democracia para o populismo extremista, no Brasil, eram o mesmo. E os canhões foram direcionados para isso”, declarou.

“Nós não podemos nos enganar. Nós não podemos baixar a guarda… Não podemos dar um de [Kleber] Bambam contra o Popó – que durou 36 segundos. Nós temos que ficar alertas e fortalecer a democracia. Fortalecer as instituições e regulamentar o que precisa ser regulamentado”, completou.

No ato da Avenida Paulista, nesse domingo (25), o pastor Silas Malafaia contrariou a promessa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não queria ataque a instituições e pessoas, e criticou Moraes e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

Malafaia fez as declarações do carro de som em que Bolsonaro estava.

O pastor iniciou seu discurso dizendo que não iria atacar o STF, mas citou 16 vezes Moraes e 1 vez Barroso.

“O pastor afirmou ainda que Moraes disse que a extrema-direita tem que ser combatida na América Latina. E completou: “Como ministro do STF tem lado? Ele não tem que combater nem extrema-direita nem extrema esquerda. Ele é guardião da Constituição”.

Também disse que “o presidente do STF, ministro Barroso disse “nós derrotamos o bolsonarismo. Isso é uma vergonha, é uma afronta ao povo. Eu quero dizer: sabe quem é o supremo poder dessa nação? O povo. Todos nós temos que nos submeter ao povo”.

Categorias
Política

PF vê “admissão de culpa” de Bolsonaro em discurso na Avenida Paulista

A Polícia Federal (PF) vai incorporar o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às investigações sobre a suposta tentativa de golpe.

A Polícia Federal (PF) vai incorporar o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o ato com apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (25/2), às investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.

Fontes confirmaram ao Metrópoles que há indícios de “admissão de culpa” nas falas de Bolsonaro. O discurso do ex-presidente será transcrito e inserido nos autos da “narrativa golpista”.

Para milhares de apoiadores, Bolsonaro se defendeu das acusações de suposta tentativa de golpe de Estado e adotou postura mais amena ao criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e os seus ministros, diz o Metrópoles.

Na Paulista, o ex-presidente afirmou que busca a pacificação do país e pediu a anistia dos criminosos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

“Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração. Nada disso foi feito no Brasil. Por que continuam me acusando de golpe? Porque tem uma minuta de decreto de estado de defesa”, disse. “Golpe usando a Constituição? Deixo claro que estado de sítio começa com presidente convocando conselho da República. Isso foi feito? Não”, completou Bolsonaro.