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Atacada por Moro, Mônica Bergamo fala sobre o depoimento hoje de Tacla Duran ao novo delegado da Lava Jato

É curiosa a declaração de Mônica Bergamo, na rádio Band News, que não está em consonância com as hienas da grande mídia que cerraram fileira com Moro para atacar Lula.

Mais interessante ainda é sua lembrança de que foi em pleno reinado de Moro, quando ninguém questionava sua lisura moral, que Mônica Bergamo teve, primeiro a preocupação de buscar informação inédita sobre Tacla Duran, até então, totalmente desconhecido do público, fazendo uma matéria exclusiva na Folha, com grande repercussão na época.

A matéria de Bergamo revelava que o ex-advogado da Odebrecht, Tacla Duran, havia denunciado que, por meio de extorsão do amigo de Moro, Carlos Zucolotto. Ocorre que, enfurecido e de forma brusca, Moro atacou a jornalista chamando-a de irresponsável e exaltou isso várias vezes em sentença.

O interessante é, mais uma vez, assistir de camarote ao corporativismo seletivo dos jornalistas da grande mídia, já que, na época dos ataques de Moro à Mônica Bergamo, não se viu críticas da mídia ao então juiz.

Já a jornalista da CNN, Raquel Landim, que é nitidamente, ao lado de Felipe Moura Brasil, antipetista, dá como verdade, com timbrações eloquentes, a farsa criada por Moro.

Lógico, Landim usou a entrevista com Paulo Pimenta para se vitimizar, dizendo que foi agredida por Pimenta, quando não teve qualquer agressão.

É bom lembrar da fala de Pedro Cardoso sobre a mesma CNN e seu padrão de jornalismo em que ele denuncia a entoação linear apresentada pelos articulistas da emissora para impedir qualquer debate sério sobre qualquer tema político, sobretudo no que diz respeito a Lula.

Ou seja, essa declaração de Mônica Bergamo, de que foi atacada por Moro, por ter revelado a denúncia de Tacla Duran, tem uma grande riqueza, do ponto de vista histórico, de como age o jornalismo industrial brasileiro, o que acaba por traduzir com perfeição a fala de Pedro Cardoso.

Assista:

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Veja ponto a ponto do decreto para que negros ocupem pelo menos 30% dos cargos de confiança do governo

Medida assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana prevê que o percentual precisa ser atingido nos órgãos da administração pública federal até 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, nesta semana, um decreto que determina que no mínimo 30% dos cargos e funções de confiança do governo federal sejam ocupados por pessoas negras.

▶️ A medida estabelece o prazo de até o fim de 2025 para que a administração pública alcance esse percentual mínimo de reserva de vagas.

A assinatura do decreto que formalizou a nova regra foi realizada em uma cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira (21) – Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Segundo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o governo está levantando o número atualizado de cargos comissionados ocupados atualmente por negros, e o dado consolidado deverá sair até junho. Ela estima que o número deve ficar abaixo de 5%.

No evento, o Ministério da Igualdade Racial anunciou também um pacote de medidas interministeriais voltado para a promoção da igualdade racial. O encontro também marcou a comemoração dos 20 anos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

“Em parceria com o Ministério da Gestão e Inovação, comandado por minha querida Esther Dweck, daremos esse passo inédito que entrará para a história. Negros e negras na ponta e no topo da implementação de políticas públicas no governo federal”, disse a ministra.

Durante a cerimônia, o governo anunciou a criação de três grupos de trabalho que devem elaborar estudos sobre a promoção da igualdade racial. Um dos GTs será voltado para enfrentar o racismo religioso.

De acordo com a ministra Anielle Fanco, o governo também vai criar o programa “Juventude Negra Viva”. O objetivo é articular políticas públicas para crianças negras.

Emocionada, a ministra afirmou que, de forma transversal, o governo federal vai trabalhar para que mais nenhuma pessoa negra “passe por fome, por tiro, por falta de oportunidade e pelo racismo sistêmico”.

Comunidades quilombolas

Também foi anunciado o programa “Aquilomba Brasil”, para a promoção dos direitos da população quilombola. A iniciativa será três eixos:

  • acesso à terra e território quilombola;
  • infraestrutura e qualidade de vida quilombola;
  • inclusão produtiva e etnodesenvolvimento local, de diretos e cidadania.

No evento, Anielle Franco informou que, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), iniciará uma agenda de titulação de terras para os quilombolas, de forma a garantir o primeiro eixo do programa.

*Com G1

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Michelle Bolsonaro convida ex-Jovem Pan a se filiar ao PL

Michelle Bolsonaro fez convite a ex-comentarista da Jovem Pan, em cerimônia do PL, para se filiar ao partido.

Michelle Bolsonaro convidou a ex-comentarista da Jovem Pan News Zoe Martinez para se filiar ao PL. O convite foi feito na terça-feira (21/3), quando a ex-primeira-dama assumiu a presidência do PL Mulher, segundo o Metrópoles.

Zoe Martinez prendeu o choro ao vivo ao comentar a derrota de Bolsonaro para Lula um dia depois das eleições.

Ela voltava de um afastamento imposto pela Justiça Eleitoral e participava do programa Morning Show. Martinez acabou demitida da emissora em janeiro deste ano.

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Dino perde a paciência e chama Moro de canalha por inventar ligação do PT com o PCC

“Não há imunidade parlamentar para canalhice”, disse o ministro Flávio Dino, referindo-se ao ex-juiz suspeito Sergio Moro.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, chamou as ações recentes do ex-juiz suspeito e agora senador, Sergio Moro, de “canalhice”, após o parlamentar associar, sem provas, um suposto juramento de morte que teria recebido do PCC com o Partido dos Trabalhadores, segundo o 247.

Moro investe em uma acusação sem fundamento algum, reverberando a narrativa que já foi até mesmo considerada ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral no ano passado.

“Não há indício, prova, nada; só canalhice mesmo. Lembro que não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”, escreveu o ministro em seu Twitter.

O comparsa de Moro nos crimes da Lava Jato, o ex-procurador e agora deputado, Deltan Dallagnol, também fez a mesma associação, em uma articulação coordenada de difamação contra o PT.

Mais cedo, Moro fez em suas redes sociais uma associação entre Lula e o PT à facção criminosa, questionando a ligação de um dos criminosos envolvidos no esquema com o uso do e-mail “[email protected]”, apontado durante a investigação da PF.

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Pedro Cardoso sobre “debate” na CNN, a “versão amena da Jovem Pan”: o que se queria era falar mal do LulaPedro Cardoso sobre “debate” na CNN, a “versão amena da Jovem Pan”: o que se queria era falar mal do Lula

Após repercussão estrondosa nas redes de sua participação no programa “CNN Arena”, da CNN Brasil, nesta sexta-feira (24), Pedro Cardoso foi ao Instagram e se mostrou indignado com o que classificou “show de entretenimento noticioso” que, segundo ele, tinha por objetivo apenas atacar o presidente Lula por meio de um falso debate, informa a Forum.

“Ontem, na CNN, o q mais se queria era falar contra Luiz Inácio. De que serve um debate no qual ninguém muda de opinião? Serve apenas para que nada mude. Ontem foi TRISTE”, escreveu em uma longa reflexão na rede.

O ator diz ainda que a emissora de propriedade do megaempresário Rubens Menin, apoiador declarado de Jair Bolsonaro (PL), se comporta como uma “versão amena da Jovem Pan” e ressalta que a participação no programa foi “dos momentos mais nebulosos da minha atividade pública”.

“Logo no começo do espetáculo, quando o tema era um interminável insistente questionamento sobre os talento de Dilma [Roussef] para assumir comando de um banco, eu me percebi confinado na linguagem dos meus anfitriões. O show se organiza como um debate mas é falso”, afirma.

“O que eu experienciei ontem foi estar numa peça publicitária que, oferecida com aparência de debate, promove, em verdade, a imobilidade do pensamento. E esse é o interesse de todos os autoritarismos”, emendou.

O ator ainda afirma que “se o comércio de notícias fosse mais honesto no BR, o fascismo teria tido maior dificuldade de chegar ao poder” e ressalta o caráter racista e aporofóbico do pseudo debate.

“E mais: éramos todos brancos; o q evidencia o silenciamento sistemático dos brasis africanos; q dizer dos tupis, caetés e tantos. Dirão eles q me ter lá confirma-lhes a democracia. Mas nunca. Não há democracia alguma em quem monologa. Minha presença serve-lhes para atenuar a evidência de que, menos q jornalismo, o q fazem é propaganda ideológica monolítica dissimulada. Democratizar os meios de comunicação terá q ser um fato econômico. Qdo pobres forem DONOS de empresas de TV, ai sim a democracia terá uma chance”.

Leia abaixo a íntegra do texto de Cardoso e assista à participação do ator na CNN aqui.

Bom dia. Ontem eu participei de um show de entretenimento noticioso na CNN-BR. Foi dos momentos mais nebulosos da minha atividade pública. Logo no começo do espetáculo, quando o tema era um interminável insistente questionamento sobre os talento de Dilma para assumir comando de um banco, eu me percebi confinado na linguagem dos meus anfitriões. O show se organiza como um debate mas é falso. Para pessoas debaterem é preciso q antes se debatam consigo mesmas. Quando o público se vê diante de uma conversa na qual ninguém é honestamente penetrável pela fala do outro, ele tb fica imobilizado pois a imobilidade do pensamento é a INFORMAÇÃO dominante; e ele aceita a opinião que já for a que tinha. No entretenimento de ontem, ninguém se ouvia, todos apenas falavam. Monólogos não produzem um diálogo. O que eu experienciei ontem foi estar numa peça publicitária que, oferecida com aparência de debate, promove, em verdade, a imobilidade do pensamento. E esse é o interesse de todos os autoritarismos. Eu me senti numa versão amena da jovem pan. Grande mentira mto bem fantasiada de excelso jornalismo. É grave. Se o comércio de notícias fosse mais honesto no BR, o fascismo teria tido maior dificuldade de chegar ao poder. E mais: éramos todos brancos; o q evidencia o silenciamento sistemático dos brasis africanos; q dizer dos tupis, caetés e tantos. Dirão eles q me ter lá confirma-lhes a democracia. Mas nunca. Não há democracia alguma em quem monologa. Minha presença serve-lhes para atenuar a evidência de que, menos q jornalismo, o que fazem é propaganda ideológica monolítica dissimulada. Democratizar os meios de comunicação terá q ser um fato econômico. Quando pobres forem DONOS de empresas de TV, ai sim a democracia terá uma chance. Ressalvo a boa educação com q me trataram. Mas tb ela pode ser oportunista. A JP tb teve seus tempos de bem educada. A ameaça de golpe de estado pesa ainda sobre o Brasil. E eles são assassinos. Para defender a democracia é preciso promover um diálogo dialético honesto e sincero. Ontem, na CNN, o q mais se queria era falar contra Luiz Inácio. De que serve um debate no qual ninguém muda de opinião? Serve apenas para que nada mude. Ontem foi TRISTE.

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Vídeo: Pedro Cardoso escracha Sergio Moro ao vivo na CNN: “moralmente desqualificado”

De acordo com o artista, o ex-juiz da Lava Jato e atual senador “está sendo tratado como se fosse uma pessoa digna, correta”.

O ator Pedro Cardoso fez duras críticas ao senador Sergio Moro (União Brasil-PR) após a Operação Sequaz, da Polícia Federal (PF), prender na última quarta-feira (22) suspeitos de planejar o assassinato do parlamentar e outras autoridades públicas. De acordo com o artista, Moro “está sendo tratado como se fosse uma pessoa digna, correta”.

“Esse homem (Sergio Moro), moralmente desqualificado, recebe toda essa atenção porque foi vítima de uma ameaça. Estou muito mais preocupado com milhões de outras pessoas permanentemente ameaçadas e que não serão noticiadas. Ameaça à vida dele (Moro) é lamentável. Agora milhões de brasileiros são ameaçados todos os dias pela pobreza em que vivem, pela proximidade com o crime organizado”, complementou Cardoso em entrevista à CNN Brasil.

“É uma pessoa que tramou junto a um procurador para colocar uma pessoa na cadeia”, disse o ator em referência à condenação e à prisão política do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando o senador era juiz da Lava Jato.

A Vaza Jato (diálogos entre membros do Judiciário paranaense no contexto da operação e com divulgação a partir de 2019) começou a ser divulgada em 2019 e deixou mais evidente a parcialidade de Moro. Segundo as conversas, o parlamentar agia como uma espécie de assistente de acusação ao interferir na elaboração das denúncias, que devem ser feitas por promotores do Ministério Público Federal (MPF-PR).

Após tirar Lula da campanha de 2018 ao determinar a prisão dele, Moro aceitou ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), mas saiu do governo alegando tentativa de interferência na Polícia Federal, subordinada à pasta.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão anteriormente proferida pela Segunda Turma da Corte no sentido de declarar a suspeição dele nos processos contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após tirar Lula da campanha de 2018 ao determinar a prisão dele, Moro aceitou ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), mas saiu do governo alegando tentativa de interferência na Polícia Federal, subordinada à pasta.

*247

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Juristas endossam suspeita de armação lançada por Lula sobre Moro: ‘sabemos o que ele fez no verão passado’

Prerrogativas amplia críticas à juíza Gabriela Hardt, que autorizou ação contra o PCC.

De acordo com Mônica Bergamo, Folha, o grupo Prerrogativas , que é composto por advogados, juristas e defensores públicos, elaborou uma nota em que endossa a ilação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o plano do PCC descrito pela Polícia Federal para atacar o senador Sergio Moro ( União Brasil-PR) poderia ser “uma armação” do ex-juiz.

A declaração foi feita pelo mandatário na quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, mesmo após integrantes do próprio governo terem exaltado uma operação feita pela PF, que é vinculada ao Ministério da Justiça.

O presidente expôs suspeita sobre a atuação da juíza Gabriela Hardt, que foi substituta de Moro na condução da Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba e cumpriu os mandados de prisão. “Vou pesquisar o porquê da sentença. Fiquei sabendo que a juíza não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele”, afirmou Lula, durante visita ao Complexo Naval de Itaguaí (RJ).

O grupo Prerrogativas, que é composto por membros simpáticos ou próximos do petista, manifestou apoio à lação por meio de uma nota. “Nós sabemos o que o Moro fez no verão passado. Natural, pois, que haja suspeitas sobre o seu comportamento neste episódio”, afirma.

“Não vou ficar atacando ninguém sem ter provas. Acho que é mais uma armação. E se for mais uma armação, ele vai ficar mais desmascarado ainda. Não sei o que ele vai fazer da vida se continuar mentindo do jeito que ele está mentindo” , afirmou Lula sobre Moro.

Os ataques de facção criminosa contra o ex-juiz e outras autoridades, segundo a apuração da PF, ocorreram de forma simultânea, e os principais alvos estavam em São Paulo e no Paraná.

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O estranhíssimo caso Moro-PCC

1) Quando Lula aponta armação no episódio envolvendo Sérgio Moro e o PCC, certamente está se referindo, como disse o ministro da Secom, Paulo Pimenta, às coincidências ocorridas e à cronologia dos acontecimentos. Como ser político por excelência, Lula sabe como poucos que nada acontece por acaso.

2) Antes de qualquer consideração, é preciso assinalar que o ex-juiz Sérgio Moro firmou-se como um dos maiores canalhas surgidos na esfera pública do país ao longo da história. Sua total falta de escrúpulos dispensa comentários.

3) Vivendo merecido ostracismo, Moro se arrastava pelos cantos no Senado, onde a maioria dos senadores sequer o cumprimentava. Aí Lula tem um trecho de uma entrevista sua ao Portal 247 descontextualizado pela extrema direita nas redes sociais. Em desabafo sobre o sofrimento na prisão, Lula disse que na cadeia pensava em “foder” Sérgio Moro. Leia-se fazer justiça e desmascará-lo.

4) A imprensa nativa providencia, então, um jeito de pegar carona na campanha caluniosa dos fascistas, abraçando a tese de que o presidente usa o cargo para se vingar de adversários políticos, no caso o ex-juiz declarado suspeito e corrupto.

5) No dia seguinte, a juíza Gabriela Hardt, morista de carteirinha e conhecida como “corte-cola” por ter condenado Lula no caso do sítio de Atibaia copiando a sentença de Moro no processo do triplex, resolve entrar em campo para dar uma força ao amigo e autoriza a operação da PF sobre a ameaça do PCC a autoridades. Detalhe importante: a investigação já durava meses e Moro tinha pleno conhecimento de seu andamento. No dia seguinte, retira o sigilo do processo e a vitimização do parceiro anda mais algumas casas.

6) Bastou para Moro voltar à ribalta. De herói da Lava Jato é alçado à condição de mártir pelas Organizações Globo. Eureca: enfim, o cavalo passava encilhado, afinal defender Moro e tentar isentá-lo de seus crimes significa a autodefesa da própria Globo, atolada até o pescoço na cumplicidade às atrocidades cometidas pela Lava Jato.

7) Viciado em mentira, Moro, durante suas sessões públicas de vitimização, diz que é perseguido pelo PCC porque transferiu seu chefe Marcola para um presídio federal. Mas o promotor do Gaeco, Lincoln Gakiya, antigo alvo das ameaças do PCC, o desmente. O promotor afirma que Moro tirou o corpo fora e o deixou sozinho e exposto no processo de transferência de Marcola. Gakiya garante ainda que atacar Moro está longe de ser prioridade do PCC.

8) Logo vem à tona, através de matéria publicada no Estadão, que ameaçar autoridades é uma velha estratégia do PCC, tanto que Alckmin, quando governava São Paulo e vários secretários seus também estiveram entre os alvos da organização criminosa.

9) A Polícia Federal comandada por Flávio Dino resolveu agir de forma preventiva e republicana. Não sei exatamente qual é o grau de independência da PF para deflagrar operações sem precisar da anuência do ministro da Justiça, chefe hierárquico da corporação. Contudo, lembro que José Eduardo Cardoso, ministro de Dilma, dizia não ter conhecimento prévio da maioria delas. Caso isso tenha mudado no governo Lula, Dino pode ter autorizado a desarticulação do suposto plano também para prevenir o governo de armações, pois qualquer escaramuça contra Moro seria de imediato associada à fala de Lula.

10) Por fim, a maior esquisitice de todas: por que uma organização criminosa forte e enraizada como o PCC, cujo principal negócio é a venda de drogas, optaria deliberadamente por fazer o cerco se fechar contra si depois de um atentado contra um senador da República?

*Pepe Damasco/247

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Dilma é eleita para a presidência do banco dos BRICS

A ex-presidenta Dilma Rousseff foi eleita nesta sexta-feira (16) a nova presidente do New Development Bank, o ‘Banco dos Brics’, com sede em Xangai, na China. Ela foi escolhida por unanimidade pela Assembleia de Governadores do NDB.

Em um comunicado, a instituição financeira confirmou a eleição de Dilma e apresentou em linhas gerais o que seu cargo compreende.

“O presidente do NDB é o chefe da equipe operacional do banco, conduzindo, sob a direção dos diretores, os negócios ordinários do NDB”.

O braço financeiro do bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul era presidido até então pelo também brasileiro Marcos Troyjo. Ele assumiu o cargo em julho de 2020, indicado por Jair Bolsonaro.

*Com Agenda do Poder

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Bolsonaro decide voltar ao Brasil na próxima quinta-feira

Após um suspense que se arrastou por quase três meses, o ex-presidente Jair Bolsonaro finalmente bateu o martelo e decidiu a data da sua chegada ao Brasil: a quinta-feira da próxima semana, dia 30 de março, pela manhã.

Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, a data não foi escolhida por acaso, e sim segundo um cálculo político feito por integrantes do PL, o partido de Bolsonaro. Na próxima semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará fora do país, em uma visita oficial a China com uma delegação com dezenas de empresários, governadores e parlamentares.

O objetivo do PL é fazer da chegada de Bolsonaro ao Brasil um grande evento político, para demonstrar o grande apoio ao ex-presidente já no desembarque, com uma multidão à sua espera no aeroporto, como nos tempos de sua primeira campanha à Presidência, em 2018.

O partido também emitiu os bilhetes aéreos: a previsão é a de que o ex-ocupante do Palácio do Planalto pegue um voo comercial, às 21h55, direto, de Orlando para Brasília, na noite do dia 29 com previsão de chegar a Brasília às 7h10 da manhã do dia 30. A viagem tem duração de oito horas e quinze minutos.

A data do retorno de Bolsonaro ao Brasil dividiu aliados. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a anunciar em suas redes sociais o retorno de Bolsonaro ao Brasil para o dia 15 de março, acompanhado de uma imagem do pai com a faixa presidencial e a frase “Bolsonaro vem aí”. Depois, apagou a mensagem, alegando que a data “não confirmada ainda”.

*Com Agenda do Poder

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