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TV Cultura destaca, em editorial, que Douglas Garcia foi ao debate como convidado de Tarcísio Freitas

A TV Cultura, que tem o programa Roda Viva, apresentado por Vera Magalhães, publicou um editorial informando sobre um convite feito pelo candidato ao governo do estado de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos) para que o parlamentar fosse ao debate entre os postulantes ao executivo paulista, na noite dessa terça-feira (13). Garcia intimidou a jornalista. A emissora também disse que o bolsonarista fez um “ataque covarde” contra a apresentadora.

“Convidado do candidato Tarcísio de Freitas, o político Douglas Garcia se aproximou agressivamente da jornalista que trabalhava no debate e repetiu literalmente as palavras do presidente Jair Bolsonaro em sua reação desmesurada no debate presidencial, duas semanas atrás”, afirmou a TV Cultura. “É triste que tenhamos testemunhado mais uma agressão à liberdade de imprensa representada pelo ataque covarde de um deputado estadual bolsonarista à jornalista Vera Magalhães”.

O candidato Tarcísio de Freitas havia dito que “mal conhecia” o deputado estadual e foi questionado pelo atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), candidato à reeleição.

O debate entre candidatos a governador de São Paulo, ontem (13/9), foi um espetáculo democrático, marcado pelo bom comportamento dos políticos, intensa troca de ideias e contraste de programas. Está de parabéns a política paulista.

É triste, no entanto, que tenhamos testemunhado mais uma agressão à liberdade de imprensa representada pelo ataque covarde de um deputado estadual bolsonarista à jornalista Vera Magalhães.

Convidado do candidato Tarcísio de Freitas, o político Douglas Garcia se aproximou agressivamente da jornalista que trabalhava no debate e repetiu literalmente as palavras do presidente Jair Bolsonaro em sua reação desmesurada no debate presidencial, duas semanas atrás.

É por demais extensa a lista de ataques às liberdades democráticas pelo presidente da República e seus apoiadores, muito especialmente na forma de violência contra mulheres jornalistas. E um levantamento recente mostra que a mais atacada é exatamente a apresentadora do Roda Viva.

Essa perversão vai muito além da covardia e terá que ser julgada e punida pela Justiça. Políticos pagos com dinheiro público não podem se beneficiar de seu cargo para atacar jornalistas e a imprensa, como fazem Bolsonaro, o deputado Douglas Garcia e tantos outros.

A TV Cultura se solidariza com Vera Magalhães e espera que o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa paulista puna o deputado, mostrando-se diferente da inércia dos órgãos de controle da Presidência da República, cooptados pela administração Bolsonaro.

*Com 247

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Vídeo: Leonel Brizola Neto conclama todos os brizolistas a votar em Lula no primeiro turno

Em vídeo, o candidato a deputado federal lembra que “o que estamos enfrentando agora é o fascismo e a extrema direita”

Candidato a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, Leonel Brizola Neto publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira (14) convocando os brizolistas a votarem no ex-presidente Lula no primeiro turno. Segundo ele, esta é uma “tarefa histórica”.

“Nós, brizolistas, no ano de seu centenário, temos a obrigação de não deixar o legado do ex-governador cair em esquecimento. Somos seus herdeiros políticos e o momento que estamos vivendo nos convoca a uma tarefa histórica, que é eleger Lula presidente”, diz.

O neto do fundador do PDT pede ainda aos brizolistas que se lembrem do “gesto de grandeza” de seu avô que, em 2022, “percebendo a simbologia daquela eleição e a conjuntura política, deixou de apoiar Ciro Gomes, que era seu candidato, para apoiar Lula no primeiro turno”.

“Bolsonaro não pode sequer chegar ao segundo turno. Não é mais uma questão de voto útil, mas de sobrevivência da civilização. A barbárie foi longe demais em nosso país”, pede ainda o ex-vereador.

Leonel Brizola Neto deixou o PDT, onde se dizia “perseguido” e seria “impossível” defender o legado de seu avô, para se filiar ao PSOL. Desde novembro de 2021, está no PT.

*Com 247

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Bolsonaro declara gasto de só R$ 30 mil com atos de campanha do 7 de Setembro

Eventual omissão de custos caracteriza infração grave, que pode levar à rejeição da prestação de contas.

Segundo a Folha, campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou às 23h30 desta terça-feira (13) a prestação de contas parcial do candidato e declarou ter gasto apenas R$ 30 mil com os atos eleitorais do dia 7 de Setembro em Brasília e no Rio de Janeiro.

Pelo documento, os custos da campanha do presidente se resumiram a R$ 22 mil para captação de imagens dos eventos e R$ 7,9 mil para locação de 300 grades no Rio.

Os desfiles militares oficiais do Dia da Independência, para os quais Bolsonaro por meses convocou a população a comparecer, foram sucedidos por comícios de campanha em que o presidente foi a estrela principal, tendo discursado com ataques a adversários e pedidos de voto, sem menção ao Bicentenário da Independência.

Ao usar as comemorações oficiais para encorpar comícios de campanha, Bolsonaro pode ter cometido uma série de crimes eleitorais, na visão de especialistas, entre eles abuso do poder econômico ou o abuso do exercício de função. A oposição ingressou com Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

A resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que disciplina a prestação de contas dos candidatos estabelece que “a não apresentação tempestiva da prestação de contas parcial ou a sua entrega de forma que não corresponda à efetiva movimentação de recursos caracteriza infração grave, salvo justificativa acolhida pela Justiça Eleitoral, a ser apurada na oportunidade do julgamento da prestação de contas final”.

Pela lei, os candidatos tem que apresentar a prestação de contas parcial até o dia 13 de setembro, com a discriminação de todas as suas receitas e despesas realizadas até 8 de setembro.

Para efeito de comparação, Bolsonaro fez uma declaração de gastos detalhada do evento inaugural de campanha, que realizou em Juiz de Fora, em 16 de agosto.

Sobre esse evento, há um detalhamento de valores estimáveis de gastos com captação de imagens, tradutor de libras, detector de metais, aluguel de gradis, wi-fi, banheiros químicos e custos genericamente descritos como “comício presidente”, entre outros.

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Lula a agricultores: “Bolsonaro foi como uma praga de gafanhotos”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse hoje que o governo Jair Bolsonaro (PL) é como “uma praga de gafanhotos” que “destruiu tudo”. Em encontro com agricultores e cooperativistas em São Paulo, o petista recebeu propostas sobre economia criativa e voltou a criticar a gestão econômica atual, sem citar nominalmente o adversário.

O evento, realizado em um galpão ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em São Paulo, faz parte de uma série de encontros que a campanha tem feito com diferentes setores sociais e econômicos. Lula ouviu relatos de pequenos produtores e recebeu um documento com demandas dos agricultores e cooperativistas.

“Pela pauta apresentada aqui, aquilo que fizemos 12 anos atrás é fichinha perto do que vocês estão reivindicando”, disse Lula. O PT tratou economia criativa no programa de governo e Lula tem prometido diversas iniciativas voltadas aos pequenos e médios empreendedores, embora ainda faltem propostas concretas.

Castigo bíblico? Lula citou uma referência da Bíblia para criticar Bolsonaro, seu principal concorrente ao Planalto ao falar sobre o que chama retrocessos do governo.

Esse país hoje está pior do que estava em 2003. Vocês sabem o que aconteceu. É como se tivesse passado uma praga de gafanhoto e destruído tudo que a gente tinha construído na área social.”

“Significa que a gente vai ter que reconstruir tudo, inclusive estabelecer uma nova relação entre as instituições brasileiras, recuperar uma relação entre os estados, municípios e o governo federal, porque foi tudo desmontado”, completou Lula. “Não é possível que esse país tenha retrocedido tanto.”

Tecnologia e emprego. Em eventos como esse, Lula costuma focar os discursos diretamente para a classe com a qual está falando. Com cooperativistas, ele abordou como avanços tecnológicos podem ajudar na produção de emprego —sem, no entanto, apresentar propostas diretas.

Como a gente não pode brigar contra os avanços tecnológicos — porque, se ele diminuiu emprego, ele gera facilidades muitas outras coisas— precisamos, então, discutir como é que a gente vai gerar trabalho para o povo brasileiro. Como é que nós vamos criar trabalho para os homens e mulheres que querem estudar, que querem trabalhar querem ter certeza que não tem casa para morar e viver uma vida digna. Como é que a gente vai responder isso?”

“Eu não sei como fazer a única coisa que eu sei é que eu estou voltando a concorrer uma eleição presidencial, porque eu acho que nós temos que fazer esse país voltar a ser feliz”, completou o ex-presidente.

Entre as propostas de estímulo de emprego no plano de governo estão uma nova legislação trabalhista, com diminuição da flexibilidade do trabalho intermitente, estímulo à CLT e aumento na variedade de crédito a pequenos e médios empreendedores.

Meio ambiente x agro: Lula tratou muito sobre meio ambiente e desenvolvimento nesta semana, em especial após o apoio dado pela ex-ministra Marina Silva. Na última segunda (12), em sabatina na CNN Brasil, ele foi questionado se essa aliança não poderia atrapalhar ainda mais a relação já delicada da campanha com o setor do agronegócio —área majoritariamente bolsonarista.

Em um morde e assopra, Lula defendeu a demarcação de terras indígenas e quilombolas, mas afirmou, como em outras vezes, que seu governo fez mais pelo setor do que Bolsonaro.

“Tenho consciência que foi no nosso governo que nós fizemos a maior quantidade de reservas de proteção ambiental, que foi a maior quantidade de legalização, de demarcação de terras indígenas, e foi a maior quantidade de terras quilombolas. Vamos ter que fazer, gente”, declarou à CNN.

Como exemplo de tentar equilibrar as duas vertentes, ele citou a demarcação de terra Raposa Serra do Sol, em Roraima, feita pelo seu governo em 2005. “Quando eu resolvi brigar para que agente legalizasse, eu sabia que ia perder apoio. Lá no estado de Roraima. Eu sabia. Mas, veja, você tem que fazer a opção. Os quilombolas têm direito a ter suas terras demarcadas.”

Mulher humilhada por bolsonarista: Lula voltou a comentar sobre o caso do empresário Cassio Cenali, apoiador do presidente Jair Bolsonaro no interior de São Paulo, que gravou um vídeo dizendo a uma mulher pobre que ela não receberia mais marmita por ser eleitora do petista.

Queria que esse encontro prestasse uma homenagem a uma mulher de Itapeva, chamada dona Ilza, que foi humilhada da forma mais cruel e um tipo de humilhação daquele só pode ser feita por alguém que não tenha caráter, que tenha respeito, que tenha humanismo.”

Lula lembrou ainda que Cenali recebeu indevidamente R$ 5.250 de auxílio emergencial. “Só podia ser uma pessoa dessa que pudesse ofender uma mulher que precisava de uma cesta básica”, criticou o ex-presidente, que disse ter ligado para a mulher após o ocorrido, mas não conseguiu falar com ela.

*Com Uol

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Vídeo: Ex de Bolsonaro sobre compra de mansão, diz que “não deve satisfações a ninguém”

Ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL), Ana Cristina Valle usou as redes sociais, nesta quarta-feira (14/9), para rebater as críticas que têm recebido por não esclarecer a compra de mansão avaliada em R$ 2,9 milhões localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília.

Em gravação, a candidata a deputada distrital pelo PP afirmou que “não deve satisfações” e alega ter “fonte de renda” compatível com o padrão de vida.

“Eu tenho 30 anos de trabalho na política, sou advogada, tenho meu meio, minha fonte de renda, que eu não devo satisfação a ninguém… Eu não tenho que dar satisfação pra ninguém do que eu faço”, disse Cristina, que tem anunciado sua candidatura como Cristina Bolsonaro.

Ainda no vídeo, ela defende que é vítima de perseguição da imprensa.

“Hoje, eu estou aqui para falar para vocês por que eu não dou entrevista porque eu não falo nada sobre a casa, sobre os bens, sobre os imóveis. É porque eu não tenho o que falar. Se eu falar pra mídia, ela vai escrever exatamente o que ela quer, não a verdade. Eles só querem nos prejudicar, me prejudicar, prejudicar o governo Bolsonaro, a família. A perseguição vem desde 2018”, prosseguiu, criticando a imprensa.

Veja o vídeo no Instagram:

https://www.instagram.com/reel/CidyTyOtPAd/?utm_source=ig_web_copy_link

*Com Metrópoles

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Vídeo: Deputado Douglas Garcia ofende jornalista Vera Magalhães em debate dos candidatos ao governo de SP

A colunista do Globo precisou sair escoltada do debate após ser agredida verbalmente por deputado do Republicanos.

Segundo O Globo, a comentarista da TV Cultura, apresentadora do Roda Viva e colunista do Globo Vera Magalhães foi hostilizada e agredida verbalmente pelo deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia (Republicanos) após debate dos candidatos ao governo de São Paulo na noite desta terça-feira.

 

Vera estava sentada em uma área reservada a jornalistas quando foi abordada por Douglas Garcia, que se referiu a ela como “vergonha para o jornalismo brasileiro”. A mesma frase foi utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para responder a uma pergunta da jornalista no debate presidencial da TV Bandeirantes, no dia 28 de agosto.

O parlamentar, que estava no debate a convite da equipe do candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), se dirigiu em direção à jornalista com um celular na mão, filmando as ofensas e provocações contra a profissional. O mediador do debate, o jornalista Leão Serva, interveio e tirou o celular da mão do deputado, arremessando o aparelho para longe.

Vera precisou sair escoltada do Memorial da América Latina por seguranças do debate. Em sua conta no Twitter, ela afirmou que irá registrar um boletim de ocorrência de ameaça contra o deputado. Depois do episódio, o candidato Tarcísio de Freitas ligou para Vera Magalhães para prestar solidariedade e repudiar a atitude do deputado. Ele publicou uma mensagem em seu perfil no Twitter:

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Rodrigo Garcia, também repudiou o episódio:

O candidato do PT, Fernando Haddad, também foi às redes sociais para condenar o ataque sofrido por Vera Magalhães:

Jornalista narra a agressão

A jornalista recorreu às suas redes sociais para detalhar a agressão sofrida:

“Eu estava sentada na primeira fileira do debate, local destinado aos jornalistas que iriam fazer perguntas aos candidatos, quando esse senhor se ajoelhou na minha frente, começou a me filmar sem que eu percebesse, me xingar (…) e dizendo que eu ganho R$ 500 mil por ano, quando isso não é verdade. Eu ganho R$ 22 mil por mês da TV Cultura, desde o ano de 2020, num contrato que é público, que ele como deputado já requereu e ao qual ele tem acesso, e que eu já publiquei nas minhas redes sociais. Ele veio mentir novamente, me intimidar, achar que com isso vai me calar. Isso não é aceitável. O Brasil é uma democracia. Uma democracia pressupõe imprensa livre”, declarou a jornalista em um vídeo em seu perfil no Instagram.

Vera Magalhães relembrou o ocorrido com Jair Bolsonaro e afirmou que desde o episódio da agressão naquele debate vem sofrendo “ataques violentos e virulentos de uma base bolsonarista autorizada pelo presidente, porque ele me atacou, e essa base se sente autorizada a repetir os ataques”.

Leão Serva, diretor de Jornalismo na TV Cultura, precisou intervir durante a discussão entre o deputado e a jornalista, tomando o celular das mãos do parlamentar e atirando-o no chão. Num vídeo no Twitter, Serva explicou sua atitude:

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Bolsonaro é um péssimo ator fazendo papel de arrependido

Vendo o derretimento de Bolsonaro, sua campanha resolveu adicionar um temperinho humano na imagem do monstro e apresentá-lo ao público para dar a ele uma imagem mais palatável, ou seja, para isso precisou não só editar seu perfil, mas adicionar uma história de arrependimento em que ele destaca seu comportamento tentando colorir sua biografia borrada para se vender como alguém que reagiu de forma “humana” a uma onda de críticas que lhe pesavam os ombros por conta da sua péssima gestão carregada de desumanidade durante a pandemia da covid.

Lógico, Bolsonaro não está explicando isso para a sociedade, muito menos para seus amigos ou eleitores. Quando ele compartilha com o todo da sociedade, o falso sentimento de arrependimento, na verdade, busca construir um clima um pouco mais dócil de sua imagem para testar eleitores que estão indecisos e, portanto, ainda podem sem transformar em presas de suas artimanhas.

Aquele sujeito titubeante, até meio frouxo e com a aparência de abatido, mostrando um sentimento indeciso, não quis exatamente vender amor ou compaixão pelas vítimas da covid que ele não só desprezou, como tripudiou durante a pandemia.

Sua fala dá a entender que ele fica em dúvida sobre seu comportamento compulsivo, claro, um tipo de argumento vago se desmancha sozinho, não fosse ele um péssimo ator que constrói um diálogo para que se apresente com outra compreensão dos fatos e, com isso, trazer o eleitor indeciso para pensar com ele sobre os motivos que o levaram a essa indecisão comportamental.

A hesitação demonstrada por Bolsonaro é absolutamente falsa, é daquelas opiniões formadas sob medida para atingir algum objetivo e, neste caso, é fisgar o eleitor indeciso.

Quando se comporta dessa maneira dúbia, ele se oferece para ser solidário a quem permanece indeciso. E o que ele faz? Revela uma ausência de nitidez sobre o certo e o errado, o bem e o mal, para que ele saia do status de monstro desumano para uma espécie de malvado inseguro, duvidoso, determinando assim a garantia de uma outra imagem que ao menos confunda a cabeça do eleitor, dando a ele uma casca de banana como dilema.

Seu pronunciamento é rigorosamente falso, pois segue desconsiderando as vítimas e trata o caso apenas como um embate entre ele e a mídia.

Em nenhum momento, com seu jogo vago, ele mostrou qualquer arrependimento na essência de sua opinião formada sobre um alicerce de crueldade absolutamente decidido, independente do bombardeio de críticas que sofreu por sua índole macabra.

Aquilo que Bolsonaro apresentou hoje, com um falso arrependimento do seu comportamento, nada mais é do que parte da sua campanha eleitoral.

Ele jamais teve um comportamento indeciso na hora de criminalizar as vítimas da covid, por isso suas ações ou inações levaram a óbito quase 700 mil brasileiros que eram tratados de maneira promíscua por um covarde absolutamente insensível que aparecia descontente com o número, para ele, pequeno de vítimas e seguiu buscando mais e mais pessoas contaminadas e mortas pela covid.

Ou seja, Bolsonaro suou a camisa para empurrar quase 700 mil brasileiros para a morte. E não será um quadro mal-ajambrado com um péssimo ator em cena que lhe reservará um outro resultado que não seja uma acachapante derrota.

é bom não esquecer que Bolsonaro, antes de qualquer coisa, é um psicopata e a dissimulação faz parte do seu rosário de maldades.

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Após críticas a Bolsonaro, Tico Santa Cruz sofre ameaça de morte

Cantor do Detonautas Roque Clube denunciou intimidação nesta segunda-feira (21/6) após receber ligação: “Disse que iria nos matar”.

Conhecido pelos posicionamentos políticos firmes e contrários à gestão do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o cantor Tico Santa Cruz, do Detonautas Roque Clube, denunciou nesta segunda-feira (21/6) ter recebido ameaça de morte. Segundo o artista, a intimidação ocorreu por meio de uma ligação telefônica.

A partir da chamada, o cantor que reside na cidade do Rio de Janeiro afirmou à coluna Janela Indiscreta que tomará “as medidas de segurança devidas”.

“Recebemos uma chamada por telefone com uma pessoa se dizendo ser autoridade de Justiça, citando o nome de uma pessoa da minha família e pedindo um endereço. Entendemos que servidores do Judiciário não procuram pessoas por telefone e o questionamos, então o indivíduo disse que iria nos matar”, afirmou ao Metrópoles.

Desde que a pandemia da Covid-19 foi oficialmente reconhecida pelo governo brasileiro, Tico Santa Cruz passou a elevar o tom contra o presidente Bolsonaro para cobrar ações enérgicas para proteger a população do país.

Antes, porém, já havia usado a visibilidade artística para disparar críticas contra o atual titular do Palácio do Planalto, quando gravou uma música “Micheque”, que viralizou nas redes sociais após investigações apontarem depósitos suspeitos na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Pelo Twitter, o cantor se manifestou sobre o mais recente episódio. “Deixar público aqui o fato de que estão ameaçando minha família de morte. Não é a primeira vez que isso acontece. Mas a forma como estão fazendo é bastante grave! Então quero deixar registrado para que todos saibam dessa informação!”, registrou.

O artista também afirmou que “os olhos e o conhecimento de vocês serão sempre a nossa melhor blindagem! Não vão nos intimidar!! A democracia prevalecerá!”, continuou ao agradece o apoio de seguidores na rede social.

Em entrevista ao Metrópoles, o cantor afirmou que o impeachment, naquele momento, não era o melhor caminho numa democracia. “Mas se for necessário para impedir as barbaridades que estão acontecendo, se o Congresso entender que consegue fazer esse movimento de forma a não prejudicar a pandemia, eu compreendo que o presidente não tem competência para ser um gestor dentro de uma crise como a que estamos vivendo”.

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“Falta dinheiro”?: Bolsonaro já gastou 6 vezes mais que em 2018 em campanha

Os gastos da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro à reeleição já sextuplicaram tudo o que foi gasto em sua campanha em 2018.

Os gastos da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro à reeleição já sextuplicaram tudo o que foi gasto em sua campanha em 2018. Mas, tanto ele quanto seus aliados consideram que é pouco e que “falta dinheiro”.

A declaração foi dada pelo próprio filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ao O Globo. Flávio disse que “o dinheiro que aguardávamos” está chegando “de forma muito lenta” e que “isso atrapalha muito”.

Pelos dados oficiais declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro já juntou R$ 21,9 milhões. Isso significa que ele é o 4º presidenciável que mais arrecadou recursos até agora, sendo o 1º que mais obteve dinheiro de pessoas físicas.

E, segundo o TSE, o mandatário já gastou R$ 14,66 milhões até ontem (12). Em 2018, o total de despesas de Bolsonaro na campanha somaram R$ 2,45 milhões. Faltando 19 dias para o pleito, os gastos totais de Bolsonaro, que tenta a reeleição, superarão 6 vezes mais o que foi gasto em 2018.

*Com GGN

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Agora é tarde, Bolsonaro, Inês é morta

Depois dos showmícios militarizados e do coração de Dom Pedro que não bateu por ele, o presidente irá ao funeral da rainha atrás de votos.

Do alto da sua vasta experiência como presidente do Ibope, hoje Ipec, Carlos Augusto Montenegro, 68 anos de idade, vaticinou na semana passada:

“A campanha demorou quase dois anos. Mas acabou. Falta o eleitor pôr o voto na urna”.

Referia-se à campanha para presidente da República travada por Lula e Bolsonaro que oficialmente começou apenas em meados de agosto último, mas extraoficialmente desde que o Supremo Tribunal Federal, em março do ano passado, tornou Lula elegível.

Embora não tenha dito na ocasião, a amigos Montenegro confidencia que Lula sucederá a Bolsonaro. Quanto às eleições para os governos estaduais, só agora elas começarão a esquentar, e as para o Senado só serão decididas nos últimos 10 dias.

Faltam menos de três semanas para a abertura das urnas eletrônicas, que se dependesse de Bolsonaro teriam sido trocadas pelo voto impresso. Na prática, duas semanas, de vez que na última, a levar-se em conta a história, nada acontece de relevante.

Bolsonaro jogou seu último ruidoso trunfo na mesa ao trazer de Portugal o coração de Dom Pedro a pretexto de celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil. Ao contrário do que imaginava, o coração não voltou a bater por ele.

Seus showmícios militarizados atraíram 64 mil pessoas no Rio, menos de 40 mil em São Paulo, e longe de 100 mil em Brasília. De toda forma, serviram para turbinar sua propaganda eleitoral no rádio e, especialmente, na televisão. E renderam mais o quê?

A justiça eleitoral proibiu o uso das imagens. E duas pesquisas consecutivas do Ipec, uma da semana passada e outra desta, atestaram que a onda de entusiasmo bolsonarista morreu antes de chegar à praia. Não foi um tsunami, mas uma marolinha.

Tanto barulho por tão pouco. Para se eleger no primeiro turno, sem disputar o segundo, um candidato precisa ter 50% dos votos válidos (excluídos nulos, brancos e indecisos) mais um voto. Lula tinha 50% na semana passada. Agora, 51%.

Oscilar para cima é sempre melhor do que oscilar para baixo. Bolsonaro prepara-se para pôr em cena um novo plano: comparecer aos funerais da rainha Elizabeth II em Londres, e à abertura em Nova Iorque de mais uma Assembleia Geral da ONU.

Quem sabe, os brasileiros não o socorrem depois de vê-lo em Londres entre os maiores líderes mundiais, e de ouvi-lo falar em Nova Iorque… Dizem que seu isolamento internacional é brutal. Bolsonaro quer provar que isso é mentira dos adversários.

*Noblat/Metrópoles