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Vergonha: Liberada a compra de votos?

O Congresso Nacional se prepara para derrubar um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e liberar doações de bens, dinheiro e benefícios durante a campanha eleitoral de 2026 A votação está prevista para esta quinta-feira (21), enquanto a Marcha dos Prefeitos acontece em Brasília e reúne diversos prefeitos do país.

A proposta, defendida pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), está incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que define as regras do Orçamento da União e abre caminho para a transferência de recursos, cestas básicas, tratores, ambulâncias e outros bens mesmo nos três meses anteriores à eleição, período em que a legislação eleitoral restringe esse tipo de repasse, conhecido como “defeso eleitoral”.

Na prática, a proposta flexibiliza as regras e permite que governos mantenham transferências a municípios e entidades durante a campanha eleitoral, desde que exista alguma contrapartida, como cessão de terreno, participação financeira ou compromisso de uso público dos recursos. A mudança alcança até mesmo o pagamento de projetos bancados com emendas parlamentares.

O trecho da proposta estabelece que a distribuição de recursos e bens públicos não será considerada violação das restrições impostas pelo período eleitoral, quando a legislação normalmente impede esse tipo de repasse nos três meses que antecedem a votação. Um mecanismo semelhante já havia sido utilizado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de 2022.

Embora o governo Lula tenha apoiado a aprovação do texto no Congresso, o presidente vetou o trecho sob argumento de inconstitucionalidade e por tratar de tema eleitoral fora do escopo da LDO. Ainda assim, o Palácio do Planalto liberou parlamentares da base para apoiar a derrubada do veto.

A articulação acontece paralela à liberação de emendas parlamentares em ano eleitoral. Segundo dados do governo, R$ 25,9 bilhões já foram autorizados em 2026, dos quais R$ 11,4 bilhões foram efetivamente pagos.

Parlamentares também articulam derrubar outro veto que permite a municípios com até 65 mil habitantes e em situação de inadimplência continuarem recebendo transferências e emendas federais.

As medidas autorizam o envio de recursos federais para obras e manutenção de estradas estaduais e municipais, além de investimentos em hidrovias locais, flexibilizando limitações para que a União financie ações fora de sua responsabilidade direta.

*ICL


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O que vai diluir os efeitos eleitorais da PEC da compra de votos de Bolsonaro é a situação caótica da economia em outubro

Da última sexta-feira pra cá, as frutas, verduras, legumes, carnes e cereais deram um salto.

O sistema financeiro, que manda e desmanda no governo Bolsonaro, provocou um verdadeiro banzé na economia brasileira que estará de cabeça pra baixo, assim como Bolsonaro.

O aumento do Auxílio Brasil que dará a Bolsonaro gás na hora do vamos ver. Esse benefício de R$ 200 a mais, dado pela mão interesseira de Bolsonaro, será retirado em dobro por duas mãos grandes do sistema financeiro, as dos banqueiros e as dos rentistas. Rentistas em que muitos são parte do grande empresariado brasileiro, que hoje tem mais interesse em lucrar com ações do que com produção ou venda.

Isso significa que o dinheiro da última sexta-feira valia 20% mais do que hoje e, certamente, em uma semana valerá o mesmo percentual a menos.

Na verdade, quando esse dinheiro chegar nas mãos dos pobres, chegará manco, sem qualquer poder de compra, além do que se pode comprar hoje com os atuais R$ 400.

Só mesmo um grande otimista pode sonhar que uma economia em acelerada corrosão não vai afetar violentamente o valor desse benefício.

O máximo que Bolsonaro vai conseguir, talvez seja estacionar o seu índice de rejeição nessa parcela da sociedade. Até porque, para piorar, essas pessoas estão sendo avisadas que, depois das eleições, a carruagem vai voltar a ser abóbora.

A conferir.

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Vaza áudio da deputada Carla Zambelli sobre compra de votos na reforma da Previdência

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acaba de divulgar em suas redes sociais, um suposto áudio de uma deputada bolsonarista, que confessa que só teria recebido emendas do governo federal, por ter “votado a favor da reforma da previdência”.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acaba de tornar público um áudio-bomba que mostraria a suposta compra de votos para a aprovação da reforma da previdência no governo de Jair Bolsonaro. No áudio a deputada Carla Zambelli (PSLS-SP) teria confessado ao secretário de saúde da cidade de São Carlos, que só conseguiu verbas para suas emendas, porque votou a favor da reforma da Previdência.

Sâmia disse em seu twitter: “Somado a diversas manifestações públicas de parlamentares e também do governo, o áudio de Carla Zambelli revela que a reforma da previdência só foi aprovada a partir da liberação de dinheiro público para compra de votos. Um verdadeiro esquema sujo de “toma lá, dá cá”.

 

*Com informações do Falando Verdades