Flavio Bolsonaro

Telhado, queixo e canela de vidro

Que Flavio Bolsonaro tem telhado de vidro e já está todo rachado, todos sabem, mas como enfrenta um quebra-queixo, sua mandíbula parece mesmo de cristal, que até então estava protegido por algodão.

No entanto, não há caneleira possível capaz de blindar a vulnerabilidade de seus caniços morais. Resultado, não estamos falando de sarrafo, encostou no sujeito, é aquele cai cai tipo Neymar.

Flavio é totalmente desprovido de panturrilha ou qualquer musculatura que aguente o tranco.

O problema é que Flavio tem um passado que não lhe permite muitas manobras retóricas, por isso, é uma “pessoa sensível” a críticas e cobranças por conta da sua vulnerabilidade moral.

Casos como rachadinhas, peculato, formação de quadrilha, chocolate, mansões e Abin Pararalela, são assuntos considerados algo muito duro até por sua assessoria, mesmo quando é questionado por aliados com palavras mimosas, como aconteceu com Andreia Sadi, na GloboNews, que deixou Flavio visivelmente descompensado e descompassado, reagindo mal e nervosamente contra a aliada do powerpoint.

Nada se transforma mais em pedregulho na sua botina do que o nome de Adriano da Nóbrega, não só por Flavio, a mando do pai, ter ido na cadeia para entregar-lhe a medalha de Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio de Janeiro, mas Adriano, que tinha mãe e irmã lotadas no trem fantasma de seu gabinete, já forma um arco de alianças que dificulta qualquer manobra linguística, porém, a coisa é mais séria. O sujeito era matador de aluguel dos maiores gangsters do Rio. Ele chefiava o famoso escritório do crime, além de ser o patrão da milícia de Rio das Pedras e Muzema.

Soma-se a isso que os ex-capitão do BOPE tinha parceria com o vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa, que assassinou Marielle.

Tudo isso e mais um pouco são fatos documentados. As nomeações ligadas ao Adriano e à medalha estão publicadas no Diário Oficial da ALERJ.

Queiroz, famoso gestor das rachadinhas do clã, e homem forte do gabinete de Flavio, é quem fez a ponte entre Flavio e Adriano por também ser parceiro dele desde a época do BOPE.

O que Flavio diz disso, não tem graça comentar, mete sempre o samba do caviar, não conheço, nunca vi e só ouço falar.

Ou seja, o caso de Flavio é sério, não demora, sua assessoria vai levá-lo a algum hospital daqueles mutretados pelo próprio, quando seu pai era presidente, e mandar engessar a múmia dos pés à cabeça.


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Operação cerca frango

Flavio Bolsonaro, quem diria, defensor da liberdade ampla, geral e irrestrita nas redes, contra censura, quer censurar quem publica sobre seu famigerado esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha).

O foiceiro de Rio das Pedras e Muzema não quer ser enforcado com a corda que retrançou, não quer nem ouvir falar em ser picado pela víbora que alimentou, o que ele quer é uma vara de condão judicial que desapareça com seu passado, digamos, feiticeiro, que fazia com que todos que trabalhavam em seu gabinete, inclusive irmã e mãe do chefe do escritório do crime, Adriano da Nóbrega, entregassem nas mãos do famoso Fabrício Queiroz 90% da festa com dinheiro público.

Sua primeira tacada foi no fígado de quem faz post contra ele no X para que a plataforma fornecesse dados pessoais de quem o denunciasse, como (CPF, telefone, email e registro de acesso de usuários).

O problema é que muitos associam Flavio a facções criminosas, miílicas ou o chamam de ladrão, ou seja, é gente bem informada. Já Flavio vem com aquela baba de quiabo, dizendo que se trata de uma campanha caluniosa, feita por perfis anônimos.

Administradores do X refutaram o pedido de Flavio, dizendo que não fornecerão as informações em nome da liberdade de expressão, coisa que, até dias atrás, bolsonaristas como Flavio defendiam com unhas e dentes e que seria absurdo censurar as redes sociais.

Quando é no cool dos outros, é refresco.

Resumindo, sim, o liberalzinho de meia pataca que defendia aos quatro cantos liberdade de expressão para atacar, sobretudo Lula com calúnias baixas, agora, não tendo como segurar o repuxo que apenas começou com as denúncias de seu passado imundo, quer resistir na base da carteirada, exigindo que o X se transforme na Abin paralela 2.0, o que foi totalmente repudiado pelos administradores do X.

A verdade é que os detalhes não só das rachadinhas e de outros tantos esquemas de corrupção ainda nem foram colocados na mesa e o Flavio Caganeira já está com andaço.


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O real motivo da guerra virtual entre os pavões fascistas

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Nao é pela entrega das terras raras do Brasil, muito menos pela entrega do Pix na bandeja para Trump se lambuzar, como querem Flavio Bolsonaro, Eduardo e Nikolas Ferreira, a guerra no ninho dos ratos e camundongos é por outro motivo.

O que fez Eduardo atacar a beata de camisola da igreja de Lagoinha  com uma saraivada de insultos nas redes e ser rebatido pelos dois moleques fascistas, foi uma espécie de x-tudo que explodiu publicamente entre 3 e 4 de abril de 2026, numa mistura de gatilhos imediatos nas redes, somados às rusgas não confessadas, mas acumuladas em nome de uma suposta lealdade que, na verdade, não passa de disputa de poder dentro do inferno bolsonarista.

Isso não tem nada de ideologia, todos são entreguistas da extrema direita do PL A briga, textualmente é por influência digital, ego e cobrança de apoio total à candidatura de Flavio à Presidência da República.

É o famoso, quem manda em quem. e, como sabemos, manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Eduardo criticou publicamente o perfil, space liberdade, que é uma sucursal do capeta, porque o administrador do coliseu do coisa ruim, afirmou, com todas as letras, que não votaria em Flavio Bolsonaro.

Eduardo entreguista, que operou contra o Brasil nos EUA no caso das tarifas de Trump, disse que o sujeito é um entreguista, que nesse submundo do umbral é considerado até elogio, um cafuné no ego do sacripanta da casa.

Já Nikole do batom não se fez de rogada e compartilhou um post do mesmo perfil sem atacar Eduardo e Flavio, usando ataques a Lula como prova de amor à família miliciana.

O problema é que Eduardo, o grande anão moral, já tinha sapecado esse perfil como traidor maldito do clã. Não bastasse, o “influenciador” do bigodinho escrotinho, com um nomezinho ainda mais fuleirinho,  Kim Paim, criticou Nikolas por ter compartilhado o perfil alemão. Em seguida, a coisa ganhou dimensão de guerra de piolhos dentro do próprio ninho.

Nikolas mandou aquele kkk da Ku Klux Klan brejeira e aquela espécie de risinho dos imbecis, deixou Eduardo possesso com o comparsa André Valadão.

Ou seja, o cheiro de enxofre das fezes arremessadas por ambas as partes, tomou o ambiente digital insuportável e, além de dizer que o pouca sombra de BH tinha desrespeitado a família real, acusou o office boy do capeta de usar os algoritmos das próprias redes para dar visibilidade a quem deseja a morte fulminante do papai Jair com um raio na testa, dizendo que o sujeito comemorou a prisão do genocida golpista e que, por isso, ele odeia a família.

Flavio, no entanto, enfiou a viola no saco e ficou mudo, assim como o zero apoio público de Nikolas à sua candidatura, e aí está o buraco negro do furdunço neonazista.

O kkk de Nikolas soou como provocação e falta de lealdade ao beija-mão do condenado a 27 anos de cadeia e atual porta-voz dos presos da Papuda.

Na verdade, toda essa meleca nada tem a ver com catimbas de rachas antigos. A omissão de Nikolas, que causou ressentimentos, é bem outra e, sobretudo muito objetiva, o duendezinho não quer exaltar a candidatura de Flavio para não ser centrifugado para o esgoto que a lama de sua ficha corrida, que será exposta, de casos escabrosos de Flavio, vai jorrar.

O problema não é o que Nikolas quer, mas sim o que ele não quer, que é virar ingrediente de uma massa fétida, que será apresentada à população,  sobre o gerente da família em Rio das Pedras e Muzema, mas não só isso, as suas armações criminosas em hospitais federais cariocas que estavam sob seu controle na era em que seu papai detinha a caneta da presidência da República.

Ou seja, meus caros, o diabo ensinou a Nikolas essa maneira subjetiva de desistir dos Bolsonaro, mas principalmente de Flavio, e o custo político e eleitoral da exposição em foto oficial ao lado do queima-filme. Certamente pensou, entre pilantrão e pilantrões, fico com a igreja Lagoinha de Daniel Vorcaro e André Valadão.

A boa notícia é que essa guerra entre Nikolas e o clã continua rolando no X e deve render muito mais capítulos e exposição de vísceras. Enão, preparem a pipoca.

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Flavio quer o TrumPix para o Brasil

É pura charada, Flavio não quer simplesmente acabar com o Pix no Brasil, quer mais, muito mais, quer criar aqui o TrumPix com as bandeiras americanas de cartão crédito, como o próprio Trump já revelou.

No Brasil, alguém em sã consciência, acha que Flavio Bolsonaro que, desesperadamente, busca a anistia para seu pai, vai se preocupar com o Pix que atende, de graça, um brasileiro pobre numa cidadezinha perdida nos recessos da Paraiba?

Essa gente do clã Bolsonaro é perversa com o povo brasileiro em tudo o que puderam produzir de mal, de fazer inveja nos piores crápulas da humanidade. Exemplos não faltam, Flavio apenas quer reproduzir a mesma lógica da Petrobrax, ideia que surgiu com o genro de FHC para entregar a Petrobras aos EUA.

Essa sempre foi a areia que encheram de dinheiro e ouro em pó os caminhões da direita.

Em um vídeo, Flavio diz que foi o pai quem criou o Pix, o que é uma mentira deslavada, na verdade, Bolsonaro não tinha a menor ideia do que seria o Pix, que vinha sendo estudado pelo Banco Central antes mesmo do sabotador Temer vampirizar por dentro o governo Dilma.

Aqui já falamos do inacreditável absurdo do sujeito oferecer a Trump, em troca de apoio eleitoral, nada menos que as cobiçadas terras raras brasileiras e os minerais críticos nos quais os gringos estão com o olho pra lá de gordo.

Para Flavio, entregar o Pix é apenas entregar um palito para Trump palitar os dentes depois do banquete.

Os caras são inescrupulosos e não economizam maldade contra o povo brasileiro, como a entrega da BR Distribuidora e da refinaria Landulpho Alve, da Bahia, em troca das famosas joias árabes que a família surrupiou,

Não adianta Flavio pintar a cara de branco, quando, na verdade, por baixo tem uma criatura que é capaz de entregar a cabeça da mãe por dinheiro, pintar-se para a guerra e vocalizar seus gatafunhos virtuais, como fez o pai para conduzir 34 milhões de brasileiros para a miséria, tirados por Lula nos últimos três anos.

Flavio usará o Pix para seu interesse e de sua família, não terá o menor escrúpulo em entregar para Trump, tratorando mais de 80% da população para dar boas hospitalidades à ambição daquele governo e de seus emprsários. E dane-se os milhares de lugarejos Brasil afora que nem bancos têm.

Por isso, em alto e bom som, diga NÃO a Flavio Bolsonaro e seu TrumPix.


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Caso Master: ex-chefe do BRB deu aval para financiar mansão de Flávio Bolsonaro

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco, investigado por rombo bilionário no caso Master, aprovou contrato milionário do imóvel onde mora o senador

A queda de Paulo Henrique Costa da presidência do Banco de Brasília (BRB), em novembro de 2025, encerrou um dos ciclos mais controversos da instituição. Indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em 2019, Costa atravessou o governo de Jair Bolsonaro como um aliado estratégico, mas sucumbiu à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, o ex-executivo deixa um rastro de prejuízos ao erário e a digital no financiamento que permitiu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, adquirir uma mansão cinematográfica na capital federal.

O aval para o “herdeiro” e as taxas de ocasião

Em 2021, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para que Flávio Bolsonaro comprasse um imóvel de R$ 5,97 milhões no luxuoso Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul. A mansão, de 2.400 m², foi financiada com taxas nominais entre 3,65% e 3,71% ao ano (mais IPCA) — valores que, na época, eram impraticáveis para o cidadão comum sem conexões políticas.

Embora o banco tenha classificado a operação como “taxa de mercado”, o financiamento exigiu o aval direto da diretoria colegiada presidida por Costa. Apadrinhado por Ibaneis Rocha, Costa chegou a ser cogitado para a vice-presidência do Banco do Brasil — ideia abortada para evitar que o escândalo da mansão respingasse na vitrine do governo federal.

O “operador” e a sombra das rachadinhas

A origem dos recursos para a manutenção desse patrimônio remete ao papel de Fabrício Queiroz. Policial militar reformado e amigo de Jair Bolsonaro desde a década de 1980, quando serviram juntos na Vila Militar, Queiroz tornou-se o braço direito da família. O ex-assessor é apontado pelo Ministério Público como o “operador financeiro” de um esquema de peculato (a rachadinha) no antigo gabinete de Flávio na Alerj. Queiroz coordenava a coleta de salários de assessores e gerava um fluxo de dinheiro vivo que, segundo os promotores, servia para pagar despesas pessoais da família e irrigar transações imobiliárias.

Segundo as investigações do Ministério Público, o esquema funcionava através de um ciclo de valorização artificial: Flávio adquiria imóveis por valores subfaturados na escritura, pagando a “diferença” por fora com o dinheiro vivo arrecadado por Queiroz, para depois revendê-los pelo preço real de mercado. De acordo com o Vermelho, os investigadores acreditam que essa manobra permitiu que, entre 2010 e 2017, o senador registrasse um lucro oficial de cerca de R$ 3 milhões em 19 salas e apartamentos, “limpando” o dinheiro da rachadinha dos funcionários da Alerj sob a aparência de ganho imobiliário. Atualmente, Queiroz ocupa o cargo de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema (RJ), nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL), mantendo-se abrigado em uma prefeitura controlada pelo partido do clã.

Quitação antecipada: seis parcelas atípicas

Em julho de 2024, após o STF consolidar as decisões que anularam as provas do caso das rachadinhas por questões processuais (o que não significa inocência, mas incapacidade técnica de usar os dados bancários), Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor da mansão de forma fulminante. A quitação de R$ 3,4 milhões foi realizada através de seis pagamentos extras atípicos. Os valores individuais das parcelas espantam pela magnitude: R$ 198.150; R$ 355.000; R$ 420.000; R$ 680.000; R$ 750.000 e um último aporte de R$ 997.000. O senador alega que os valores vieram de sua antiga franquia de chocolates e de seu salário, mas a robustez desses depósitos em um curto intervalo de tempo ainda carece de esclarecimento.

Candidato a delator premiado

A demissão de Costa em 2025 decorre da descoberta de que o BRB adquiriu carteiras de crédito consignado do Banco Master sem lastro real, gerando um rombo bilionário. O cenário se agrava com a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis. Os investigadores analisam se fundos ligados ao Master e à Reag Investimentos foram usados para escoar capital ilícito através do banco gerido por Costa.

Paulo Henrique Costa vive hoje o isolamento dos investigados. O BRB, sob nova gestão, cobra dele R$ 978 mil em empréstimos pessoais. Assim como Daniel Vorcaro, do Banco Master, Costa agora busca fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O temor nos bastidores do PL e do centrão é que, para salvar a própria pele, o ex-presidente do BRB detalhe como a máquina do banco público foi moldada para servir aos interesses privados de aliados do clã bolsonarista.


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O calcanhar de Aquiles que vai ajudar a engessar a campanha de Flavio Bolsonaro

A imagem de Flavio Bolsonaro não é a de um político obreiro que tenha qualquer projeto aprovado em favor da população ou do país.

Qualquer brasileiro que olhe para Flavio, de forma instantânea, lembra do Coaf, Queiroz, Michelle, a família de Adriano da Nóbrega e do próprio miliciano, chefe do escritório do crime e da rachadinha, que é o sobrenome que o 01 carrega mais forte que o do seu pai.

A coisa é antiga, é de 2018/2019, com as movimentações na conta justamente de Fabrício Queiroz, seu gerente no esquema de peculato e formação de quadrilha.

No entanto, além de Flavio de não conseguir desgrudar esse chiclete da sola do seu sapato durante anos, recentes lambanças discursivas, ditas de boca própria sobre as terras raras e sua servidão espontânea a Trump, ele mereceu pesadas críticas até de gente da mídia conservadora, como o Estadão, que não economizou críticas ao sujeito e o espinafrou sem dó em um editorial demolidor por Flavio oferecer, de maneira pornográfica, as terras raras do Brasil como anteparo de Trump para enfrentar a China, que tem jogado duro com os EUA para que os norte-americanos obtenham um espaço qualquer reduzido das terras chinesas para tocar sua indústria de eletrônicos, entre outros modelos de atividade industrial que dependem delas.

Para piorar, Caiado lançou nesta semana sua pré-candidatura, anunciando que, se eleito, seu primeiro ato será dar a anistia a Bolsonaro, tirando o pão da boca de Flavio que só tem essa proposta como candidato à presidência da República.

Ou seja, não seria tentativa verborrágica de anistiar o pai uma mola propulsora capaz de catapultar a campanha de Flavio de forma exclusiva. Caiado, espertamente, para irritação de Flavio, pegou carona no mesmo ramerrão vitimista.

Isso praticamente neutraliza o principal slogan de campanha de Flavio. Como o histórico entreguista do clã Bolsonaro, em que o próprio Jair já ofereceu a Amazônia para ser explorada pelo Tio Sam, somado à campanha de Eduardo, mas também de Flavio, para Trump tarifar pesadamente o Brasil, e ainda pediu para Trump bombardear a Baia de Guanabara, surge no horizonte, com cores vivas, a possibilidade concreta de, numa suposta vitória de Flavio, em troca do apoio eleitoral de Trump, ele acabar com o Pix, que é o sonho do presidente americano contra o Brasil.

Falamos de algo com um potencial arrasador, já que mais de 80% dos brasileiros incorporaram o Pix em seu cotidiano e certamente essa interpretação entreguista do Pix por uma escandalosa submissão ao pedófilo mor dos EUA, ja correu o país inteiro e logicamente com potencial de implodir a campanha de Flavio junto com uma folha corrida do vigarista que vai atingi-lo em cheio.

E nem adianta Flavio dizer, na mídia, que não vai acabar com o Pix, pois nem os bolsonaristas mais ferrenhos acreditam nisso.


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Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar menina de 5 anos

Senador também atuou na defesa de policiais militares do RJ acusados de matar quatro pessoas

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), atuou como advogado de defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar Ana Clara Machado, de 5 anos, durante patrulhamento de rotina na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A menina brincava com o irmão de 2 anos na porta de casa quando foi atingida pelo disparo de fuzil efetuado pelo PM, segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O assassinato, ocorrido na manhã de 2 de fevereiro de 2021, teve ampla repercussão nos principais jornais do país à época.

Ana Clara Machado, 5 anos – Foto: Reprodução

Delaroli, que era cabo no 12º BPM de Niterói, chegou a ser preso preventivamente, mas a medida foi revogada em novembro de 2021, quando a Justiça determinou sua substituição por medidas cautelares.

O senador Flávio Bolsonaro integrou a banca de defesa do militar. O parlamentar assina o recurso apresentado em 2024 ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que submeteu o caso a júri popular. O recurso foi negado pela Corte. O caso não cabe mais recurso e Delaroli aguarda julgamento.

A peça também é assinada por advogados dos escritórios Paulo Klein Advogados e Giusto e Klein Advocacia, entre eles, Paulo Márcio Ennes Klein, que já atuou na defesa de Fabrício Queiroz — ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado no esquema das chamadas “rachadinhas” no período em que trabalhou no gabinete do político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Procurado, o escritório Paulo Klein Advogados informou que não vai se pronunciar. O escritório Giusto e Klein Advocacia e o senador Flávio Bolsonaro não retornaram aos contatos do ICL Notícias.

O que diz a denúncia contra o PM
De acordo com a denúncia da promotoria, Delaroli atirou em direção à área residencial e de lazer onde Ana Clara brincava, “com vontade livre e consciente, assumindo o risco de matar”.

Ao escutarem os disparos de arma de fogo, pessoas que passavam pelo local gritaram “é morador, é morador”, em tentativa de fazer com que os disparos cessassem. “Mesmo após a advertência, o policial militar seguiu com os disparos, não se importando com o risco assumido de produzir o resultado morte”, ressaltou a acusação.

Ainda de acordo com os autos, após a criança ser baleada, um colega de farda de Delaroli, “muito nervoso” repetia para o cabo: “olha a merda que você fez”. Testemunhas relataram que os policiais demoraram para prestar socorro à Ana Clara, “apenas o fazendo diante da clemência dos moradores e parentes da vítima fatal”.

Local onde a menina foi assassinada – Imagem: Reprodução/Autos do processo

Em sua defesa, o policial militar afirmou ter reagido a uma suposta agressão de traficantes armados. O MPRJ, no entanto, sustentou que não havia indícios de confronto prévio, com base em depoimentos de testemunhas que negaram a ocorrência de troca de tiros e afirmaram que não havia atividade de tráfico de drogas no local.

A promotoria destacou ainda que a viatura dos policiais não tinha “qualquer sinal de confronto” e que a perícia arrecadou na cena do crime estojos de munição iguais aos usados por Delaroli.

Senador defendeu PMs acusados de emboscada
O senador Flávio Bolsonaro também assinou, ao lado da banca do escritório Paulo Klein Advogados, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em defesa de quatro policiais militares acusados de matar quatro homens durante uma emboscada no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, em 16 de janeiro de 2020.

Nesse caso, a defesa também tentou reverter, no ano passado, a decisão que determinou que os réus fossem julgados pelo tribunal do júri. Os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista e Rafael Nascimento Rosa e o sargento Ricardo de Moraes Mattos eram lotados à época no Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

De acordo com o MPRJ, os assassinatos “foram cometidos mediante emboscada, tendo em vista que os denunciados [os PMs] ficaram escondidos no interior de um imóvel posicionando-se em um plano superior ao que se encontravam as vítimas, para subitamente atacá-las, com disparos de cima para baixo”.

A investigação apontou que os policiais teriam invadido uma residência pela manhã e aguardado até a tarde para realizar os disparos, feitos de cima para baixo, surpreendendo as vítimas sem chance de defesa.

Os policiais alegaram em sua defesa que foram para a comunidade pela manhã, para uma operação de combate ao tráfico. Após a prisão de um traficante e um policial ser baleado, os agentes afirmaram que deixaram o local.

O escritório de Flávio Bolsonaro em Brasília
Flávio Bolsonaro atuou nos dois casos com inscrição suplementar da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF). Seu registro de origem é no Rio de Janeiro. O senador tirou o registro no DF em abril de 2021, mesmo mês em que abriu um escritório de advocacia na capital federal, com endereço na mansão onde mora no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Ele não é impedido de trabalhar como advogado por ocupar o cargo de senador. Pelo Estatuto da Advocacia, parlamentares não podem advogar contra ou a favor de órgãos e entidades ligados à administração pública.

Conforme mostrou reportagem da Agência Pública publicada em junho de 2022, Flávio Bolsonaro registrou como administradora do seu escritório de advocacia Letícia Caetano dos Reis. Ela contou em entrevista à Pública ter sido indicada à vaga pelo advogado Willer Tomaz, amigo do senador – que negou conhecê-la. “Eu fui convidada por um conhecido [do Flávio Bolsonaro] que também me conhecia. Eles me ofereceram para entrar em sociedade para administrar a empresa dele e aí eu aceitei para fazer essa administração”, contou Letícia Reis.

Foto: Reprodução – Agência Pública

Mais recentemente, investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS revelou que Letícia Reis é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS.

Relatório alternativo da CPMI apresentado na última sexta-feira por parlamentares governistas pede o indiciamento de Flávio Bolsonaro pela ligação com Reis.

Flávio Bolsonaro e a milícia
A relação de Flávio Bolsonaro com policiais militares associados ao crime no Rio de Janeiro é antiga. Quando era deputado estadual, o político empregou em seu gabinete na Alerj a mãe e a mulher do miliciano Adriano da Nóbrega. Morto em 2020, Adriano foi acusado pelo MPRJ de liderar o grupo de matadores de aluguel conhecido como Escritório do Crime.

O podcast do Uol Investiga, “Polícia Bandida e o clã Bolsonaro”, sobre a relação da família Bolsonaro com agentes de segurança, mostrou que Flávio Bolsonaro e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro, condecoraram pelo menos 16 PMs denunciados em organizações criminosas.

*Alice Maciel /ICL


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“importantes serviços prestados ao RJ”, diz Flavio ao homenagear ex-PM condenado por assassinato de Marielle

Envolvido com grilagem de terras, construção, venda e locação de imóveis na região, o major Ronald também é acusado de fazer parte do Escritório do Crime, braço armado de milícia que era comandada por Adriano da Nóbrega.

Condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 56 anos de prisão por duplo homicídio e homicídio tentado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, conhecido como Major Ronald, foi homenageado por Flávio Bolsonaro (PL) em 2004 quando o agora pré-candidato à Presidência era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Na moção de louvor apresentada pelo filho “01” de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o ex-PM é homenageado pelos “importantes serviços prestados ao Rio de Janeiro”.

À época, o gabinete de Flávio Bolsonaro tinha como funcionário Fabrício Queiroz, pivô do esquema de corrupção das “rachadinhas”, que incluía ex-esposa e mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, que comandava o braço de extermínio da milícia que atuava em Rio das Pedras, conhecido como Escritório do Crime, segundo Plínio Teodoro, Forum.

Em 2019, em prisão preventiva, Ronald e o subtenente reformado Mauricio Silva da Costa, o Maurição, tiveram que ser transferidos para um presídio federal de segurança máxima fora do estado.

Segundo informações do Ministério Público do Rio, os milicianos estariam ameaçando moradores da comunidade de Rio das Pedras que estão colaborando com as investigações.

Envolvido com grilagem de terras, construção, venda e locação de imóveis na região, o major Ronald também é acusado de fazer parte do Escritório do Crime, organização criminosa especializada em praticar assassinatos por encomenda.


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Eles roubaram galinha juntos, por isso se filiaram ao PL dos Bolsonaro

Como todos sabem, o PL de Valdemar/Bolsonaro é como coração de mãe.

Quando um vigarista acredita que o crime compensa, é o que não falta nesse partido, femicida, pedófilo, estuprador, ladrão de joias, chefe de quadrilha, de peculato e rachadinha. Essa gente, que fez patrimônio milionário na base de chocolate, que não tem o menor constrangimento em ser feliz.

Daí o significado grandiloquente da filiação de Sergio Moro e Deltan Dallagnol ao partido dos larápios.

Em encontro com Gilmar Mendes em 2024, Moro que, além da parceria bandida na Lava Jato, ao lado de Dallagnol, tentou surrupiar a bagatela de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, teve que ouvir, calado, que ele e seu comparsa roubaram galinha juntos, expressão do meio rural de Mato Grosso, que define bem essa gente que vive de conluio para roubar alguma coisa junto.

Por isso mesmo, os dois foram tão festejados por Flavio Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto ao se incorporarem ao exército de vigaristas que, juntos, tentarão salvar o legado criminoso do Seu Jair da casa 58 do Vivendas da Barra, o mesmo que morava a 50 passos do criminoso Ronnie Lessa, que assassinou Marielle Franco.

É bom sempre revisitar a história recente desse país para relembrar que esse pelotão de ladrões de galinhas se uniu para, a todo custo, tentar retomar o poder  e saquear o Brasil, inclusive, como fez Flavio nesse final de semana, oferecer a Trump o produto do roubo, as terras raras brasileiras, em evento oficial da extrema direita nos EUA. Isso deixa claro que, quem se alinha, quem defende essa gigantesca curriola, é tão vigarista quanto.


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Brasil teme ‘nova aventura’ de Trump na região para desviar atenção de Irã

Flávio e Eduardo Bolsonaro fazem pressão nos EUA por ação sobre terrorismo

Membros do governo brasileiro temem que a baixa popularidade de Donald Trump nos EUA e o impasse na guerra no Irã possam levar o republicano a fazer “novas aventuras” na América Latina.

A avaliação de Brasília é de que, diante do conflito, a “grande perdedora” por enquanto tem sido a credibilidade do presidente dos EUA como parceiro internacional e mesmo de imagem perante seu próprio eleitorado.

A preocupação, portanto, é de que a região seja usada para “salvar” a reputação de Trump como líder de um esforço para retomar uma postura de hegemonia no mundo. Atos “diversionistas” poderiam ser usados para tirar o foco da opinião pública dos EUA da crise no Irã.

Nesta semana, pesquisas apontaram que 59% dos americanos desaprovam o governo Trump, o pior índice do republicano em seus dois mandatos. Se não bastasse, cresce a resistência da opinião pública dos EUA diante de uma guerra no Irã que começa a se prolongar, sem uma solução em vista.

A avaliação do governo é que pode existir algum tipo de ingerência dos EUA nas eleições na Colômbia, ainda que de forma sutil. Nos últimos meses, a realidade é que o presidente colombiano Gustavo Petro se beneficiou na opinião pública do embate com Trump. Mas, nas eleições de maio, não se descarta alguma ação por parte da Casa Branca, ainda que não seja no uso de militares.

Uma situação ainda mais crítica vive Cuba. O Brasil notou que, diante do impasse no Irã, o governo americano voltou a falar publicamente sobre a ilha no Caribe.

Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA
Outro fator que está sendo acompanhado de perto pelo governo Lula é a ação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. Neste fim de semana, os dois estarão na reunião da ultradireita norte-americana, no Texas, e Brasília acredita que vão fazer campanha para que os EUA declarem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas.

Brasília acredita que, enquanto houver uma negociação entre Brasil e EUA nesse aspecto, a Casa Branca irá evitar seguir o caminho proposto pelos filhos do ex-presidente brasileiro. A estratégia que o Brasil usa é a de tentar talhar o lobby bolsonarista, ocupando o espaço político na relação bilateral.

Caso haja uma ofensiva de Trump nesse aspecto, a preocupação mais imediata do Brasil é de que sanções financeiras sejam estabelecidas contra empresas nacionais.

Existe ainda, num médio prazo, o risco de que isso seja transformado em instrumento para justificar uma ação militar contra focos específicos no país.

*Jamil Chade/ICL


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