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Sem qualquer proposta para o país, o cada vez mais empepinado, Flavio Bolsonaro, usa o cinismo como arma de defesa

Flavio está naquela situação típica de um político pangaré, se fala, cai; se não fala, cai também.

O que se sabe até então de Flavio Bolsonaro, é que ele gosta muito de  dinheiro, não é exatamente apegado a poder, mas ao que o poder pode lhe render de maneira nua e crua.

Esse é o ponto, esse é o legado do primogênito de Jair Bolsonaro. Claro que hoje ele vive um pesadelo sem intervalo diante do que havia sonhado, enriquecer às custas do que podia brotar de dinheiro quando esteve, junto com o pai, com o poder nas mãos.

Seu paladar é aguçado para grandes fortunas, sem qualquer sentimento que beire algo minimamente moral. Foi nesse ponto que Flavio também forjou seu cinismo despudorado. Isso nada tem a ver com o jeito rude do não menos corrupto de Jair Bolsonaro. E é justamente nesse ponto que Bolsonaro se transformou numa lenda para os piores reacionários do país, gente rancorosa que simplesmente não sorri, não debate, briga, ofende, calunia, utiliza as formas mais vis de relação com outras pessoas.

E não se engane, há uma legião desses zumbis vagando por aí prontos para vomitar fel contra quem eles julgam ser inimigo pessoal do seu universo mental microscópico.

Pois bem, Flavio não empolga essa gente ao bancar um conservador sabor Bolsonaro. Seu objetivo é direto e reto em busca de fortunas fáceis, de acumulação, tudo à vista pago com dinheiro vivo para não deixar rastro.

Não importa se, para isso, tenha que colocar medalha no peito de assassino, como fez com Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes, a maior honraria fluminense.

Só que ele não empolga nada, ninguém, Não tem carisma. Suas falas são puro improviso de quem não tem intresse em outra coisa que não seja dinheiro, mesmo nessa luta da família para reconquistar o poder, Flavio é insosso, se comparado, por exemplo, ao cachorro louco, Eduardo, tão ou mais corrupto que o irmão, mas com ódio visceral contra a esquerda.

Flavio prefere ser um corrupto boa praça que não bate de frente e que aceitta, sem constrangimento, a sugestão de Paulo Figueiro, neto de um ditador, para criar um teatrinho em defesa das mulheres “desautorizando” o gnomo de jardim.

Por isso tudo caminha para o fracasso eleitoral, até porque, de forma objetiva, o néctar do poder, mesmo que seja na liderança do poder de direita, é mais ambicionado pelo clã do que a própria cadeira presidencial.

O que essa gente, incluindo Flavio, não aceita sob qualquer hipótese, é dividir um quinhão qualquer de espaço para candidatos de direita, mesmo que essa falta de fusão realmente concatenada signifique a vitória de Lula, contanto que os Bolsonaro sigam sendo a voz dos piores, mais rudes e odiosos reacionários do Brasil.

Isso não ganha jogo.

Junte tudo isso ao escândalo do Master em que nenhum outro corrupto se mostrou tão afeito, integrado e complementado pelas pilantragens de Vorcaro como o próprio Flavio.

Para piorar, agora ainda tem que enfrentar o esculacho da madrasta que sugere que, além de outros bacanais, o sujeito foi useiro e vezeiro das orgias promovidas a peso de ouro por Daniel Vorcaro com modelos europais, importadas para alegrar os marmanjos que comeram na mão do banqueiro pilantra, com capacete, com tudo.


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Política

Com a campanha cada vez mais esvaziada, o catálogo de absurdos em torno de Flavio Bolsonaro, só aumenta

Para quem sabe ler, pingo é letra.

Não foi por acaso que Michelle, nesta segunda-feira, compartilhou e com uma larga difusão, um vídeo de Antony Garotinho denunciando a tal Festa das Astronautas, de Vorcaro, com mulheres nuas, usando capacetes, em que várias figuras públicas como senadores, governadores, secretários de direita participaram da esbórnia.

Esse acervo, que entrou para a lista de Michelle em suas redes sociais, tem o objetivo claro de atingir Flavio Bolsonaro.

Para piorar ainda mais, a ex-primeira-dama do clã Bolsonaro abdicou da presidência do PL Mulher.

Essa notícia, que veio hoje a público, foi facilitada pela variedade de lambanças que os assessores mais próximos de Flavio, como Paulo Figueiredo, tiraram da cartola para atacar justamente Michelle, sugerindo que mulher brasileira não sabe votar, sobretudo as mulheres solteiras, porque as casadas aceitam ser subjugadas pelos maridos bolsonaristas. Ele ainda mandou uma frase impublicável, tamanho o nível de baixaria.

Na verdade, era para a campanha de Flavio ter sido extinta há muito tempo, mas o bolsonarismo se impõe não pelo antipetismo, isso é mais que uma vertigem, é uma balela. O que motiva essa gente é ódio ao Brasil real, principalmente o rancor racista das cotas e do Bolsa Família que atende às camadas mais pobres da população.

O bolsonarismo é isso, justificado como antipetismo, mas é uma gente que está cada dia mais despudoramente fascista, reacionária, intelectualmente nula e socialmente distante da sociedade brasileira.

Os argumentos centrais não são unificados, porque não há debate sobre absolutamente nada no bolsonarismo, é ira contra o resto do país, raiva de ser brasileiro, porque eles sempre sonharam se transformar em norte-americanos e, claro, apoiam as tarifas de Trump contra eles próprios, além da submissão total aos EUA.

Se fosse somente uma disputa eleitoral sem o arco de aliança do inferno, Flavio nem voltaria mais ao Brasil, mas mesmo o feitiço virando contra o feiticeiro, essa horda de sabujos americanizados exige que o bolsonarismo inimigo da população tenha um representante na disputa presidencial.

Essa gente pratica o ódio em quarto grau. E a tendência é produzir a própria pobreza eleitoral da campanha de Flavio até 4 de outubro, quando Lula tem possibilidade de liquidar o pleito logo no primeiro turno. É isso que mostram as pesquisas com votos válidos.


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Política

Michelle posta VÍDEO sobre “festa das astronautas” de Vorcaro e manda recado a Flávio

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou nesta segunda-feira (29) um vídeo com relato do ex-governador do RJ Anthony Garotinho sobre a chamada “noite das astronautas”, suposta festa sexual que teria sido organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A publicação ocorre em meio à crise envolvendo Michelle e seu enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

A proximidade de Flávio com Vorcaro, que está preso, é uma das fragilidades da campanha do senador. O vídeo divulgado por Michelle mostra a influenciadora Juliana Moreira Leite reagindo a um trecho do podcast “Pode, Garotinho?”, no qual o ex-governador afirma ter recebido um material ainda não divulgado.

No relato, Garotinho afirma que a suposta festa organizada por Vorcaro ficou conhecida como “noite das astronautas”. Segundo ele, mulheres estrangeiras ficavam nuas usando capacetes espaciais, enquanto deputados, governadores, secretários e senadores escolhiam as acompanhantes levantando a viseira do equipamento. “Homens que defendem a família” estariam entre os participantes, segundo o carioca.

O ex-governador também declarou que as mulheres seriam estrangeiras, descritas por ele como “muito altas e muito brancas, parecem ucranianas ou russas”. Segundo Garotinho, elas teriam sido contratadas justamente por não entenderem português. “As mulheres não sabiam o que os homens estavam falando e nem podiam saber”, disse.

A postagem de Michelle ocorre em um momento de acirramento da disputa interna no campo bolsonarista. A ex-primeira-dama costuma usar trechos bíblicos para enviar recados em suas redes sociais. Na semana passada, em meio ao conflito com Flávio, ela publicou uma passagem do Livro de Salmos: “A falsa testemunha não ficará impune, e o que profere mentiras perecerá.”

De acordo com o DCM, nesta segunda, pouco antes de divulgar o vídeo com o relato de Garotinho, Michelle compartilhou outro trecho do Antigo Testamento: “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação”.

A citação responde ao questionamento “quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo”, retirado do livro de Salmos.

Autor das declarações sobre a suposta festa, Anthony Garotinho é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. Em março, ele teve uma condenação anulada pelo STF. A Segunda Turma do tribunal manteve decisão do ministro Cristiano Zanin, que apontou falha na cadeia de custódia das provas centrais da Operação Chequinho.

A investigação tratava do suposto uso do programa social Cheque Cidadão para obtenção de apoio eleitoral. Garotinho havia sido condenado a 13 anos e nove meses de prisão. Com a anulação da condenação, recuperou os direitos políticos e voltou ao cenário eleitoral.

A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro se deteriorou na semana passada. A ex-primeira-dama acusou o senador de tê-la humilhado, maltratado e desrespeitado. As declarações abriram uma crise na campanha do pré-candidato e ampliaram a exposição de vínculos políticos ligados a Daniel Vorcaro.


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Política

Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sobre mansão: Não sei o que vou fazer

Santini informou que tem atuado na coordenação de agenda de Flávio Bolsonaro e falado por ele nas negociações de formação de palanques pelo interior do Brasil

Em entrevista à coluna, o advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), disse que “ainda não sabe” o que fará com uma mansão comprada por ele no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 14,5 milhões, em setembro de 2025. Ao todo, o patrimônio de Santini é de pelo menos R$ 23 milhões, em nove imóveis adquiridos desde de 2022, conforme levantamento inédito do ICL Notícias.

A aquisição mais recente tem uma área total de 1.312,50 metros quadrados e 635,8 metros quadrados de área construída. De acordo com as certidões de matrícula e escritura do imóvel, ele pagou R$ 4 milhões de entrada e financiou R$ 10,5 milhões no Banco Regional de Brasília (BRB). Confira a entrevista:

Coluna: Como está o trabalho na campanha?

Santini: Pra gente, a gente começou em fevereiro, né? Fevereiro, março, abril, maio… com todas as complicações que foram, né? Junho, já estamos entrando em julho. Mas ok, tá caminhando para o momento da eleição mesmo, que é o melhor, né? Essa pré-campanha é muito cansativa. A campanha é mais encaixada.

Coluna: E você está como coordenador da agenda?

Santini: É uma coordenação informal. Assim, é uma pré-campanha, né? Então, o que eu fiz foi tentar organizar, naquele momento que eu entrei ali, a agenda. Mas formalmente mesmo, eu sou do jurídico da campanha, né?

Coluna: Formalmente você está como advogado, mas tem uma função extraoficial, por enquanto, de coordenação de agenda. Vai formalizar isso depois?

Santini: Nem sei. Vai ser tão cansativo esse negócio, né? Vai ser tão grande. Tanta coisa. A gente ainda não pensou. Mas quando eu entrei, ali atrás, para ajudar na agenda, foi para ajudar pela minha experiência ali, né? Conheço quase todos os deputados, senadores e governadores. Conheço quase todo mundo. Aí, assim, precisava de alguém que conhecesse as pessoas para falar em nome dele (Flávio), né? Não dava pra ser qualquer pessoa, né? Pra ficar tratando assim com os candidatos, organizando os palanques, fazendo as estruturas ali das agendas dos estados, que são muito complicadas, muita gente.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Brasil Política

Vai ser submisso assim lá na casa do…: Flavio quer Brasil alinhado com Israel

Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro.

Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete entregar o Brasil Para os EUA/Israel
O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então.

A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz.

“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento.

O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina.

Contexto das declarações e alinhamento internacional
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília.

Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas.

Submissão aos EUA
O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil.

O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA.


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Política

Flávio Bolsonaro faltou 43% das votações nominais do Senado este ano

Presidenciável faltou a mais do que o dobro da média dos demais senadores nas 49 deliberações nominais de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho.

Votações nominais ocorrem quando os senadores precisam registrar seu voto sobre uma proposta. Foram descartadas as votações simbólicas, em que não é possível checar o voto de cada senador ou mesmo se ele efetivamente estava no plenário ou online (em sessões semipresenciais) durante a sessão.

O levantamento considera as votações nas quais os senadores marcaram presença, mas não votaram, ou nas quais não compareceram. Não entram nesse cálculo ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou por outros dispositivos.

Seguindo esse critério, a média de ausência de registro de voto dos 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões do Senado entre os dias 24 de fevereiro e 16 de junho.

Flávio Bolsonaro estava presente, mas não registrou voto, por exemplo, na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.

O senador também registrou presença na sessão, mas não votou o projeto que autoriza ao governo usar verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a formação e capacitação continuada dos servidores do sistema penitenciário nacional e dos policiais penais.

O pré-candidato faltou a sessão em que foram votadas indicações de diversas autoridades, como de embaixadores e do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo. Ele também não compareceu à sessão em que foi aprovada lei que isenta entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.

Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato a presidente pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador do PL-RJ tem tido uma agenda intensa de compromissos relacionado à pré-campanha. Já fez viagens aos Estados Unidos e tem percorrido o Brasil para atos com apoiadores e aliados, além de reuniões para definir palanques regionais. Ele também planeja encontro com o presidente Javier Milei na Argentina.

Flávio foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa na sexta (26) por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

O senador Romário (PL-RJ) foi quem mais deixou de registrar sua posição em votações nominais em 2026. Ele se ausentou em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Seu suplente, Bruno Bonetti (PL), assumiu a titularidade de dezembro passado a abril deste ano.

O ex-jogador de futebol continua como titular do mandato, apesar de estar na América do Norte para comentar a Copa do Mundo pela CazéTV. O evento acontece no Canadá, Estados Unidos e México e vai até o dia 19 de julho. A previsão é que as votações do Senado durante esse período, se ocorrerem, aconteçam de maneira semipresencial, pelo celular.

Flávio Bolsonaro é um dos cinco senadores com maiores percentuais de faltas

Depois de Romário, o senador Wilder Moraes (PL-GO) aparece com o maior registro de ausências. Pré-candidato ao Governo de Goiás, ele deixou de votar em 24 deliberações nominais, 49% do total. Em seguida, há um empate no terceiro lugar: tanto Angelo Coronel (Republicanos-BA) quanto Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) não votaram em 47% das nominais.

Dessa forma, Flávio Bolsonaro está num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências em votações. Ele não participou em 43% dessas deliberações, assim como Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O ranking dos dez mais ausentes em votações nominais é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele faltou a 20 das 49 votações deste ano (41%). O Senado possui 81 parlamentares.

Flávio não responde sobre faltas
O gabinete de Romário afirmou, diferentemente do que mostram os dados, que ele levou falta em apenas duas sessões. “Em uma ele registrou e não votou, pois voltou pro estado (15/04), e em outra ele estava fora do país (20/05)”, disse em nota.

A equipe de Dorinha Seabra afirmou que “as votações mencionadas ocorreram em dias nos quais a senadora cumpria agenda institucional previamente agendada, tanto em Brasília quanto no Tocantins”.

“A atuação parlamentar vai muito além das votações em plenário. O mandato também é exercido por meio da articulação de políticas públicas, atendimento aos municípios, reuniões institucionais, atividades que a senadora desempenha diariamente”, diz a nota.

Já Angelo Coronel disse que não registrou faltas e que as ausências foram “formalmente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa, geralmente em dias em que esteve atendendo autoridades municipais em Salvador”.

A equipe do parlamentar baiano afirmou que ele votou todas as PECs e projetos de lei, se ausentando somente em indicações de autoridades. “Essas votações, portanto, não se referiam a projetos de leis, medidas provisórias ou vetos, por exemplo”, respondeu em nota.

Wellington Fagundes afirmou, por meio de sua assessoria, que “mantém uma atuação parlamentar intensa, com apresentação e relatoria de projetos, participação em comissões, audiências públicas e agendas institucionais”. Ele destacou que, como presidente da Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) e líder do bloco formado por PL e Novo, tem “funções que frequentemente envolvem compromissos institucionais em Brasília e fora da capital federal”.

Já o gabinete de Cleitinho afirma que o senador estava presente nos 177 projetos votados até maio, contando as votações simbólicas, destacando que estava no Senado mesmo quando deixou de votar.

Ele diz que, nos dias em que esteva presente, mas não votou, aconteceram as marchas dos vereadores e dos prefeitos em Brasília. Dessa forma, ele avaliou que, como Minas Gerais tem 853 municípios, deveria atender os políticos locais que estavam em seu gabinete.

Além de Flávio, as equipes dos senadores Renan Calheiros, Wilder Moraes e Eduardo Gomes foram procuradas por telefone, mas não responderam até a publicação desta reportagem. Oriovisto Guimarães afirmou que não iria comentar.

*ICL


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PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula nas redes

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em postagem nas redes sociais.

A conclusão da PF consta no relatório final do inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar o caso.

A ação se trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

Na publicação, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Na avaliação da PF, o senador imputou falsamente ao presidente os crimes citados.

“Fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, disse a PF.

Após encerrar a investigação, a PF enviou o caso para providências do Supremo. O próximo passo será a remessa para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

*Agência Brasil

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Política

Onde há fumaça: Entorno de Flávio Bolsonaro reage a rumores de desistência, ‘Zero chance’

Aliados negam categoricamente qualquer possibilidade de recuo e dizem que essa hipótese é estimulada por grupo ligado a Michelle e adversários da direita

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem enfrentado um burburinho em Brasília de que o filho do ex-presidente pode desistir da disputa pelo Planalto.

O entorno do senador atribui a disseminação dessa hipótese a outras candidaturas do campo da direita e ao grupo político de Michelle Bolsonaro. A possibilidade, porém, é tratada como inexistente pelos aliados.

“Zero chance”, disse à coluna um senador do PL próximo de Flávio.

“Não faz o menor sentido. Flávio já superou momentos muito mais delicados”, afirmou outro parlamentar da legenda, citando a repercussão do áudio em que o senador cobra dinheiro de Daniel Vorcaro.

“Jamais desistiria. Nunca sequer cogitou”, emendou uma terceira fonte da campanha.

De acordo com Diego Amorim, PlatôBR, a avaliação na pré-campanha é que Flávio já respondeu ao vídeo divulgado por Michelle nesta semana e que, a partir de agora, a estratégia é voltar o foco para os ataques ao PT e reforçar a mensagem de que o pré-candidato “está empatado com Lula”.


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Política

Fogo no parquinho: Michelle critica Flávio Bolsonaro e diz que foi maltratada e desrespeitada

Ex-primeira-dama, Michelle diz que Flávio a criticou nas redes sociais e não atendeu o telefone

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (24) que seu enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a desrespeitou, maltratou e deixou subentendido que não queria o apoio dela para sua pré-candidatura a presidente da República.

Michelle publicou dois vídeos nas redes sociais. A ex-primeira-dama critica a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, e fala dos ataques feitos pelos enteados após o apoio dela ao senador Eduardo Girão (Novo-CE).

A ex-primeira-dama diz que Flávio a criticou nas redes sociais antes de falar com ela e não atendeu o telefone. Depois, retornou a ligação de forma ríspida, dizendo que ela deveria ficar de fora das decisões do partido e não entendia nada de política.

“Voltando ao Flávio, telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou à ligação. Mas sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou.

Ela continuou: “Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha -e assim permaneço”.

A briga entre Michelle e os filhos de Bolsonaro pelo palanque do Ceará ocorreu em dezembro, depois que ela criticou o apoio costurado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE) a Ciro. Flávio e os irmãos Eduardo, Carlos Bolsonaro e Jair Renan criticaram a madrasta nas redes sociais e defenderam Fernandes.

Nos vídeos divulgados nesta quarta, a ex-primeira-dama critica Ciro, defende o apoio do PL a Girão (a quem chamou de único candidato verdadeiramente de direita) e reivindica que uma das candidaturas do partido no Senado seja da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), de quem é aliada.

“Ele [Ciro] chamou o meu marido de ladrão de galinhas, de corrupto, de burro, de jumento. Disse que Bolsonaro roubava gasolina. Disse que as esposas de Bolsonaro seriam todas ladras. Disse que os filhos do meu marido -os meus enteados- eram corruptos, que eram ladrões. E deu a eles um apelido: ovos de serpentes nazistóides”, disse Michelle.

“Tenho o direito de achar errado uma aliança com quem sempre se declarou inimigo do pai deles. Tenho o direito de ser coerente com os valores que eu acredito. Eu não vou trocar valores por pragmatismo político oportunista. Também não estou impedindo ninguém de fazê-lo, mas acho errado fazê-lo no primeiro turno”.

*ICL


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Flávio Bolsonaro teve um segundo encontro com Vorcaro

Revela O Globo

Até então, apenas a reunião realizada no fim de novembro de 2025 entre o presidenciável do PL e o banqueiro era conhecida.

Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro não se reuniram presencialmente apenas uma vez, como relatou o presidenciável do PL. Os dois tiveram ao menos mais um encontro, no primeiro semestre de 2025 em uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília. A revelação foi feita pelo colunista Lauro Jardim, em O Globo.

Até então, apenas a reunião realizada no fim de novembro de 2025 era conhecida. Nesta ocasião, Flávio foi à residência de Vorcaro, em São Paulo. Segundo a explicação dada pelo senador, ele teria ido à casa de Vorcaro para “dar um ponto final” nos contatos entre os dois. O filho 01 pediu R$ 134 milhões para viabilizar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Vorcaro chegou a repassar R$ 61 milhões.

A conversa conversa ocorrida no primeiro semestre de 2025 não teve testemunhas, diz o colunista do Globo.

O imóvel citado na reportagem era usado para receber diferentes convidados ligados ao meio político e institucional — inclusive o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, informa Lauro Jardim.

Inicialmente, Flávio negou que Vorcaro tivesse injetado dinheiro na produção de “Dark Horse”, mas após reportagem do site Intercept com áudios em que ele conversava com o dono do Banco Master sobre o assunto, teve que admitir o fato. O deputado Mario Frias, produtor do filme, também negou a princípio e depois teve que reconhecer a injeção de dinheiro de Vorcaro. Até agora, Frias não apresentou a prestação de contas de “Dark Horse”, ao contrário do que havia prometido.

O filme tem enfrentado dificuldades para avançar na etapa de distribuição e exibição, segundo informações publicadas recentemente por veículos da imprensa.

*ICL


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