Flavio Bolsonaro

Marqueteiro de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 650 mil por campanha do Master de ataques ao BC

O publicitário Marcello Lopes (conhecido como Marcelão), escolhido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para coordenar a comunicação da sua pré-campanha presidencial, aparece citado como um dos estrategistas do chamado “Projeto DV” (referência a Daniel Vorcaro, do Banco Master).

Esse projeto envolvia uma campanha coordenada de ataques ao Banco Central (BC) e a servidores da instituição, investigada pela Polícia Federal no contexto das operações sobre o Banco Master.

A PF obteve documentos do plano que listam Marcelão entre os nomes da equipe.

Houve um Pix de R$ 650 mil feito em 13 de dezembro de 2025 (período de elaboração do projeto) por um dono de agência (citado como Miranda na reportagem) para a conta de Marcello Lopes.
jornaldebrasilia.com.br

Resposta de Marcelão: Ele nega participação no projeto de ataques ao BC. Afirma que o valor recebido refere-se a pagamentos atrasados por serviços e consultorias prestados anteriormente, sem relação com o “Projeto DV”.

Isso ocorre em meio ao escândalo do Banco Master (Operação Compliance Zero), que investiga Daniel Vorcaro, supostas fraudes, influência sobre o BC e doações/políticos. Flávio Bolsonaro não é investigado diretamente nesse caso específico do marqueteiro, mas o episódio gera desconforto para sua campanha, especialmente com o histórico de ligações do entorno bolsonarista com o banco (doações de aliados de Vorcaro em 2022, etc.).

A matéria da Folha traz comprovantes e documentos obtidos pela PF, tornando a informação consistente. É mais um capítulo que a oposição (principalmente PT) usa para tentar associar Flávio ao caso Master, enquanto o lado bolsonarista minimiza e cobra investigação ampla (incluindo CPI).

Segundo ele, não houve autorização para utilização de sua imagem no material. “O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, afirmou.


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Vídeo: Flávio Bolsonaro e a máfia do Rio de Janeiro

Falar de Flavio Bolsonaro não é uma tarefa qualquer dada à  interminável lista de envolvimento dele com todo tipo de crime e de criminoso.

É em torno dos esquemas, montados por Flavio, que a milícia e tráfico se somam para alçar mais poder na política carioca e fluminense. Mas a coisa não para aí, e uma gama de todos tipos e gostos de contraventores que, via clã Bolsonaro, sobretudo Flavio, está junto e misturado dentro do esquema político comandado por Flavio, que levou o Rio de Janeiro ao cume do caos.

Agora, Flavio, pretende se tornar presidente da República e transformar esses esquemas em caráter nacional, do Oiapoque ao Chuí.

Náo acredito que Flavio tenha deixado seu pai no chinelo nos esquemas do Rio, na verdade, ele deu continuidade, com outros membros do clã, ao que Jair Bolsonaro começou,

O vídeo abaixo, de Pedro Dória, que está longe de ter qualquer simpatia pelo PT, Lula e afins, ligados à esquerda, ganha uma dimensão inapelavelmente gigantesca, porque traça um panorama cirúrgico de um esquema que hoje comove o Brasil, tal a degradação política carioca e fluminense.

Sim, como disse o ionistro do STF, Flavio Dino, não há nada na história do Brasil que se compare a esse vulcão de banditismo produzido por uma escória gerenciada por Flavio Bolsonaro.

É muito importante assistir a esse vídeo e compartilhá-lo ao menos até o fim da fala de Pedro Dória sobre Flavio Bolsonaro e seu projeto de poder para o Palácio do Planalto, arrastando um bonde de criminosos para comandar o país. Isso é trágico só pelo fato de um sujeito como esse ser candidato à Presidêncoa da República debaixo das barbas da justiça, sem qualquer impedimento, mesmo com tudo o que se sabe desse marginal.

Assista:


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O mensalão do bolsonistão

Ao contrário da farsa do mensalão, quando o tribunal da mídia condenava petistas por manchetes e o STF, acovardado, ratificava as sentenças dadas pelas redações e blogs de direita, nada ficou provado contra Zé Dirceu, Genoíno, entre outros acusados por Roberto Jefferson de pagarem propina mensalmente a mais de 260 deputados, quando jamais apareceu um único nome de deputado.

A coisa foi tão grotesca que nem a Polícia Federal foi chamada para investigar. No final da história, o ministro do STF, Joaquim Barbosa, teve que carnavalizar a “teoria do domínio do fato” por pura falta de provas.

Nesse caso do mensalão do bolsonistão, tudo se dá através de investigações sérias da Polícia Federal. Ou seja, a mesada que o senador Ciro Nogueira recebia de Vorcaro do Banco Master foi criteriosqamente investigqada pela PF para, depois, virar notícia, não o oposto.

Por isso, já de olho nos próprios fundilhos, Tarcísio de Freitas, que recebeu diretamente em sua conta, R$ 2 milhões do mesmo Vorcaro, assim como Bolsonaro, pai de Flavio, que recebeu R$ 3 milhões direto na corrente sanguínea, resolveram dar declarações que, mesmo carregadas de platitudes, não contestaram a gravidade da suspeita.

Claro que a PF não colocaria na mesa tal cartada contra Ciro Nogueira e, muito menos Valdemar da Costa Neto entregaria a rapadura de Tarcísio e Bolsonaro, se não conhecesse os caminhos nada republicanos que os presentes foram entregues pessoalmente aos beneficiados.

Dito isso, é preciso afirmar que o nome de Ciro Nogueira, Flavio e Jair Bolsonaro aparecem em diferentes níveis de envolvimento e suspeita.

Ciro Nogueira, até agora, é o nome mais comprometido. O momento, segundo a PF, é péssimo para ele, porque era o destinatário central das vantagens indevidas.

Documentos indicam que Ciro recebia pagamentos mensais do banqueiro Danial Vorcaro no valor de R$ 300 a R$ 500 mil.

Além disso, as viagens de luxo não deixam dúvidas do amor verdadeiro entre Vorcaro e Ciro Nogueira. Vorcaro teria pago ao menos três viagens internacionais para o senador, ex-todo poderoso chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro (Paris, Nova York e Alpes franceses), além de despesas em restaurantes e hotéis de alto luxo e roupas de frio das mais caras grifes.

Como se sabe, uma mão lava a outra e a contrapartida era obrigação, em troca, Ciro Nogueira usou seu mandato para apresentar e articular projetos no Congresso nas chamadas emendas Master, regidas, adivinha por quem, pelos próprios assessores do banco Master para fortalecer o império fraudulento de Vorcaro.

Flavio, senador, é apontado como um elo políico importante, diria mais, determinante. Embora sua defesa nevgue tal envolvimento nos crimes. Difícil de acreditar, porque, segundo Flavio, o vice dos seus sonhos, Ciro Nogueira, está com a cartola do banqueiro Vorcaro atochada até o pescoço.

Agora, Ciro foi escanteado, por Flavio, da chapa de 2026, destacando que sua lealdade é feita do mesmo material mau-caráter que herdou do DNA do pai.

Genética é genética.

O pânico no entorno de Flavio que, agora, como um bom rato, busca frestas para se desvincular do escândaço carimbado na própria testa, prejudicando assim suas pretensões eleitorais, bradando de frente para as câmeras que quer a CPI do Master, mas nos bastidores, opera às avessas do que diz publicamente.


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Flavio Bolsonaro apunhala Ciro Nogueira

Flávio Bolsonaro  reagiu de forma covarde e traiçoeira, classificou as acusações da PF contra Ciro Nogueira como “graves”, pediu apuração com rigor, mas evitou defender Ciro diretamente.

Recentemente, Flávio havia elogiado Ciro como possível vice, mas agora aliados admitem desgaste e Flávio tenta se distanciar, falando em escolher vice mulher.

É uma crise política no campo da direita. Ciro virou um “aliado tóxico” para a pré-candidatura de Flávio, especialmente por envolver o Centrão (PP) e o caso Master.

Ou seja, ainda tem muitos paninhos nessa relação enferrujada, mas a história mudou de figurino e, certamente, quando puxa o carro de Ciro Nogueira, junto, está dando uma cama de gato no centrão, aliado fundamental de Flavio.

Como ficará o enfeite do Flavio Rachadinha daqui por diante, depois de envenenar a imagem de Ciro Nogueira, é que são elas.

Sem chance de oxigenar sua candidatura com outros ares menos tóxicos, Flavio se encontra numa zona carregada de minas e, qualquer passo que der em falso, poderá explodir de vez sua candidatura à Presidência da República.

A conferir.


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Amoêdo goza com a cara do cínico Flavio Bolsonaro sobre o Banco Master: “só falta ser verdade”

O empresário e ex-presidente do partido Novo reagiu a um vídeo em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra investigações sobre o caso Banco Master envolvendo supostas irregularidades financeiras, com menções a aliados bolsonaristas, governadores e outros. Amoêdo publicou nas redes:

“Muito bom saber que Flávio Bolsonaro, que conseguiu se livrar das acusações de rachadinha por um acordão de seu pai com o STF, agora quer que a Justiça investigue todos os suspeitos envolvidos no caso Master. […] Só falta agora ser verdade.”

Ele ainda citou nomes como ex-ministros de Bolsonaro, governadores Cláudio Castro (RJ), Ibaneis Rocha (DF) e Wilson Lima (AM), ex-membros do Banco Central e outros.

Amoêdo ainda lembrou que Flávio Bolsonaro foi investigado por suposto esquema de devolução de salários de assessores (rachadinhas) quando era deputado estadual no Rio. O caso foi arquivado no STF, o que Amoêdo chama de “acordão”.

Banco Master: Tema mais recente, com Flávio defendendo CPI ou investigações, alegando atuação contrária do PT. Amoêdo usa isso para questionar a coerência do senador.

Amoêdo tem criticado o bolsonarismo com frequência nos últimos anos, especialmente após romper com o apoio inicial a Jair Bolsonaro em 2018. Ele se posiciona como liberal mais “puro” e costuma atacar o que vê como incoerências ou problemas éticos no campo da direita.

É uma típica cutucada política em ano eleitoral (2026 se aproximando), explorando rivalidades dentro da oposição ao governo Lula. Flávio tem se colocado como possível pré-candidato à Presidência em alguns cenários.


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Flavio Bolsonaro ronca grosso contra o Master, mas não dá pio sobre Vorcaro e Ciro Nogueira

Flavio, que está até o talo nesse imbróglio envolvendo Ciro Nogueira, o homem forte do governo do seu pai como chefe da Casa Civil, agora, vice de Flavio na candidatura à presidência, ficou leproso em 24 horas e mandou aquela do caviar do samba de Zeca Pagodinho, “nunca vi, nem convivi, eu só ouço falar”.

Vorcaro, idem. Flavio roncou grosso contra a catedral da bandidagem sem tocar no nome do papa da corrupção, Daniel Vorcaro.

Não demora, veremos vídeo dele falando mal de rachadinha, da compra de mansão com dinheiro vivo, da loja de chocolate e de um número sem fim de imóveis comprados com dinheiro de corrupção, sem tocar no nome de Fabrício Queiroz, seu gerente de negócios escusos.

O cínico já fez dancinha, fingiu jogar bola, já já aparecerá em IA cantando louvores do evangelhistão, fazendo segunda voz com Malafaia.

O fato é que Vorcaro e Ciro Nogueira estão como carrapicho grudado  no corpo de Flavio, e somente agora, após a Polícia Federal realizar operação contra Vorcaro, seu banco e Ciro Nogueira, é que aparece Flavio defendendo investigação rigorosa sobre o caso Master, mas não sobre Ciro Nogueira e Vorcaro, por motivos óbvios.

Há pouco tempo circulou um vídeo do 01 do clã Bolsonaro, mostrando sua ligação com o Banco Master, sem saída, tentando afastar sua imagem do escândalo, deu faniquito nas redes sem contrapor de manera objetiva ao que estava sendo acusado, ficando só no palavrório, como agora, um dia após a PF descobrir o esquema de Ciro Nogueira com Vorcaro, ele a´parece fazendo pose de justiceiro contra o banco que doou R$ 5 milhões direto nas contas de Bolsonaro e Tarcísio, como denunciou o insuspeito presidente do seu partido, o PL, Valdemar da Costa Neto.

Flavio está naquela zona de explosão, comprimido entre a realidade e suas mentiras onde tudo mostra o ambiente infestado de corrupção em que ele é parte e a pressão da própria sociedade, revelando a diferença entre o que ele faz e o que fala.

A operação Compliance Zero está sendo péssima para Flavio que, agora, o obriga a se separar, sem sucesso, de Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro, companheiros nos negócios e na política.


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O encontro de Lula e Trump foi tão exitoso que o bolsonarismo ressuscitou o gabinete do ódio

Lula, hoje, está no Olimpo mundial, enquanto o bolsonarismo está com as orelhas murchas, sobretudo Flavio, Carluxo e Eduardo Bolsonaro com seus farisaísmos de mil caras, representados pelos próprios ou por um exército de robôs nas redes, antecipando a tática que a direita utilizará na campanha eleitoral com a reedição das práticas do gabinete do ódio.

A coisa foi automática, de estalão. Os robôs de Carluxo estão saracoteando na web, tentando ressuscitar o esqueleto político de Bolsonaro.

O problema é que, além do sucesso de Lula no encontro com Trump, comentado pelos maiores jornais do mundo, piorou ainda mais para a direita com a revelação de que o vice de Flavio Bolsonaro, Ciro Nogueira, está até o talo no imbróglio do Banco Master de Vorcaro, principalmente pelo contrato de mesada com Ciro, que chega a R$ 500 mil.

As cortinas da história se abriram inteiramente contra o bolsonarismo, contra a direita como um todo.

O fato é que o sucesso de Lula no encontro com Trump mostra a diferença abissal entre um sabujo pangaré, como Bolsonaro e filhos, com a imagem internacional de Lula como um grande estadista.


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Parceria de Ciro Nogueira com Vorcaro vira problemão para campanha de Flavio Bolsonaro

Investigado na Operação Compliance Zero, ex-ministro de Bolsonaro e presidente do PP era tratado como peça importante para aproximar Centrão e bolsonarismo em 2026.

Em julho de 2021, Jair Bolsonaro entregou a Ciro Nogueira o que chamou de “alma do governo”. A nomeação do senador do PP para a Casa Civil simbolizou a rendição do então presidente ao Centrão, bloco que Bolsonaro havia atacado na campanha de 2018, mas ao qual recorreu para se blindar de pedidos de impeachment, conter os danos políticos da CPI da Covid e reorganizar sua base para a eleição de 2022.

Quase cinco anos depois, o mesmo Ciro Nogueira surge no centro de uma nova crise política. Alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador passou de potencial aliado estratégico a fator de desgaste para o projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

Nos bastidores de Brasília, Ciro vinha sendo tratado como uma das principais pontes entre o bolsonarismo e o Centrão para a disputa de 2026. Presidente nacional do Progressistas e um dos articuladores da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, o senador controla uma estrutura considerada essencial para qualquer candidatura competitiva: bancada numerosa, fundo eleitoral bilionário, tempo de televisão, prefeitos e governadores.

A própria federação se tornou um ativo cobiçado pelo entorno de Flávio Bolsonaro. Nos últimos meses, aliados do senador discutiam a possibilidade de aproximar o bolsonarismo da União Progressista ainda no primeiro turno da eleição presidencial.

O nome de Ciro chegou a ser citado como possível vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. A avaliação de aliados era que o senador do PP poderia ajudar o bolsonarismo a ampliar seu trânsito no Congresso e reduzir resistências no empresariado e em setores mais moderados do Centrão. A operação desta quinta-feira (07), porém, alterou o cenário.

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta indícios de que Ciro Nogueira teria utilizado o mandato parlamentar em benefício dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master. A PF afirma que o senador teria recebido vantagens indevidas e cita suspeitas envolvendo pagamentos mensais, aquisição societária com deságio, uso de bens de alto valor e custeio de despesas pessoais.

A investigação também aponta que uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão foi elaborada com participação de integrantes ligados ao Banco Master.

A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, incluiu mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores.

A ofensiva da PF produziu efeito imediato nos bastidores políticos. Aliados de Flávio Bolsonaro passaram a defender distância pública do caso, diante do receio de que o escândalo contamine uma eventual construção de candidatura presidencial. Integrantes do PL avaliam que a aproximação com Ciro e com a União Progressista pode se transformar em munição eleitoral para adversários, especialmente pelo peso que o caso Master ganhou nas últimas semanas.

O problema para o bolsonarismo é que Ciro não é apenas mais um aliado eventual. O senador se tornou, ao longo dos últimos anos, um dos principais operadores políticos da direita no Congresso. Foi ele quem comandou a entrada definitiva do Centrão no coração do governo Bolsonaro. Também foi um dos principais articuladores da sobrevivência política do governo durante a pandemia e nas sucessivas crises entre Planalto, Congresso e Supremo.

Mesmo após a derrota de Bolsonaro em 2022, Ciro manteve influência em Brasília. Continuou controlando o PP, ampliou o peso político da federação União Progressista e preservou trânsito entre setores do empresariado, lideranças do Centrão e integrantes da direita.

A leitura de aliados de Ciro era que ele poderia funcionar como fiador político de uma candidatura mais palatável ao Congresso e ao mercado. Agora, a própria presença do senador passou a representar um risco político.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira afirmou repudiar a operação e negou qualquer irregularidade. Os advogados alegam que o senador jamais praticou atos ilícitos e afirmam que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O caso reacendeu em Brasília uma discussão antiga sobre o modelo de relação entre bancos, Congresso e emendas parlamentares.

Ao longo da última década, Ciro construiu a imagem de operador pragmático, capaz de transitar entre governos distintos sem perder influência. A investigação da PF ameaça justamente esse capital político: a capacidade de atuar como articulador confiável entre o poder econômico, o Congresso e projetos presidenciais.

Para Flávio Bolsonaro, o desgaste ocorre em um momento delicado. Sem Jair Bolsonaro elegível, setores da direita passaram a discutir alternativas para 2026, e a construção de alianças com partidos do Centrão era vista como etapa fundamental para viabilizar uma candidatura competitiva. A operação contra Ciro embaralha esse desenho e cria um novo problema para o entorno bolsonarista: como manter a aproximação com um dos homens mais poderosos do Centrão sem carregar junto o peso político do caso Master?

*Cleber Lourenço/ICL


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A farsa por trás da briga contra a escala 5 x 2

Por trás dos discursos inflamados contra a escala 5×2 esconde-se uma motivação muito mais clara: o ódio ao governo Lula e o temor de uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata de defesa do trabalhador, mas de cálculo eleitoral puro.

Flávio Bolsonaro, o “Bolsonarinho”, repete o manual da família. Usa os mesmos métodos que levaram o pai à prisão, sabe que a Justiça Eleitoral dificilmente tornará alguém inelegível em ano de eleição e, ao mesmo tempo, posa de vítima perseguida pela “ditadura do STF”. Curiosamente, evita falar STE — afinal, tem aliados no tribunal. Se for eleito, a expectativa é que os processos esfriem novamente.

O cinismo fica ainda mais evidente quando se lembra do que aconteceu com o horário de verão. Durante a vigência da medida, as tardes alongadas transformavam as cidades: a partir das 16h ou 17h, ruas cheias, comércio aquecido, bares lotados, praias movimentadas mesmo nos estados que não mudavam o relógio. O efeito positivo se espalhava. Entidades do comércio chegaram a defender que o horário de verão virasse permanente.

Era o povo nas ruas, aproveitando a luz do dia, consumindo, vivendo. Mas isso incomodava. Em 25 de abril de 2019, Jair Bolsonaro assinou o Decreto nº 9.772 e extinguiu de vez o horário de verão no Brasil. Sul, Sudeste e Centro-Oeste perderam a folga extra de luz natural. O homem que não suportava ver o povo sorrindo nas ruas simplesmente apagou a medida com um traço de caneta.

Agora, quando se discute dar mais tempo livre aos trabalhadores — sábados e domingos inteiros —, o mesmo grupo reaparece com o discurso de sempre. A lição é clara: o que está em jogo não é o calendário de trabalho. É impedir que o povo ganhe mais vida, mais luz e mais liberdade. O resto é teatro, narrativas.


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Pesquisa mostra Lula com sinais de recuperação em estados-chave

Conforme a Quaest, houve leve evolução de Lula em alguns recortes de segundo turno, além de melhora em indicadores de imagem

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indica um cenário aberto para a eleição presidencial de 2026, com divisão regional entre os dois principais candidatos – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgado nesta quarta-feira (6), o levantamento foi feito em dez estados que concentram 75% do eleitorado nacional.

Segundo a Quaest, cada um dos concorrentes lidera em cinco unidades da federação. Lula tem boa vantagem em quatro estados (Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco), além de estar numericamente à frente em Minas Gerais (mas aqui em empate técnico, dentro da margem de erro). Apesar do equilíbrio territorial, os dados revelam trunfos importantes para Lula na largada da disputa.

Redutos e o caso Minas

Nas sondagens de segundo turno, o presidente mantém desempenho consistente no Nordeste, liderando com margem mais confortável na Bahia (55% a 22%), no Ceará (56% a 28%) e em Pernambuco (57% a 23%). A região segue como principal ativo eleitoral lulista.

Além disso, a pesquisa expõe competitividade em estados de peso eleitoral, como Minas Gerais, onde Lula oscilou dois pontos para cima e segue à frente nos números (39% a 36%). Minas surpreende pela elevada taxa (a maior entre os dez estados) do chamado “não voto”: 20% dos mineiros dizem que vão votar em branco, anular o voto ou se abster – um contingente que amplia a margem de oscilação e pode redefinir o resultado no estado. Historicamente decisivo, Minas pode funcionar como fiel da balança.

Houve leve evolução de Lula em alguns recortes de segundo turno, além de melhora em indicadores de imagem. A redução de resistência em segmentos do eleitorado é fator decisivo em contextos de forte polarização.

Se por um lado Lula mantém força em regiões-chave, por outro ainda enfrenta dificuldades em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, onde Flávio Bolsonaro lidera. A reversão – ou ao menos redução dessas desvantagens – será decisiva nas urnas. Em contrapartida, Flávio demonstra dificuldade de expansão nesses estados, num problema clássico de candidaturas ancoradas mais na rejeição ao adversário do que na própria capacidade de projeção.

Aprovação e avaliação

A pesquisa traz ainda indicadores do governo que ajudam a explicar a resiliência eleitoral de Lula, mesmo com a clivagem regional. Enquanto o presidente sofre com índices de desaprovação mais elevados no Sul e Centro-Oeste, ele mantém saldo positivo em quatro estados: Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará.

Nacionalmente, o levantamento consolida 43% de aprovação contra 52% de desaprovação. A avaliação qualitativa do governo também reflete essa divisão: 31% consideram a gestão positiva, 26% regular e 42% negativa. Os números mais expressivos de aprovação são justamente nos estados onde Lula lidera a corrida presidencial.

Mesmo com níveis de crítica, o presidente mantém uma base relevante de avaliação positiva (ótimo/bom), o que sustenta seu potencial competitivo. Em eleições presidenciais, a aprovação do governo costuma se refletir diretamente na intenção de voto.

A corrida começa com Lula na posição de incumbente, o que historicamente amplia a capacidade de produzir fato político, pautar o debate e mobilizar a máquina de governo. Se conseguir converter os êxitos da gestão em percepção mais ampla entre o eleitorado – e percepção em voto –, Lula ganhará ainda mais competitividade.

A cinco meses das eleições, os números da Quaest apresentam um quadro em movimento que não garante favoritismo, mas indica algo mais importante neste momento: Lula entra na disputa com base preservada, sinais de recuperação e condições reais de construir maioria.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 11.646 pessoas, em dez estados, de 21 a 28 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados.


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