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Governo Trump prendeu acadêmica por publicar artigo contra Israel; leia o que ela escreveu

Documentos da Justiça revelam que administração não encontrou indícios que justificavam revogação de visto de estudante turca.

A publicação de um artigo em um jornal universitário foi motivo para que o governo de Donald Trump tenha colocado uma acadêmica na prisão e revogado seu visto. Isso é o que revelam documentos de um processo que está em curso nos tribunais dos EUA e que foram consultados pelo ICL Notícias.

No primeiro ano do governo de Donald Trump, a Casa Branca anunciou que revogou mais de 100 mil vistos e colocou critérios vagos como “antiamericanismo” como base para impedir a concessão de autorizações para a entrada de estrangeiros, mesmo como turistas. O governo dos EUA ainda passou a exigir que as redes sociais das pessoas que solicitem os vistos sejam abertas para que as autoridades possam avaliar se as mensagens são críticas ou não aos EUA.

Um dos casos se refere à estudante de doutorado da Universidade Tufts, Rümeysa Öztürk. O episódio envolvendo sua prisão causou um profundo mal-estar. No dia 25 de março de 2025, ela foi parada em Massachussets no meio da rua por um grupo de seis policiais mascarados e levada para uma prisão num carro sem identificação. Horas depois, ela seria transportada do nordeste dos EUA para uma prisão no Sul do país.

Os documentos revelam que o secretário de Estado Marco Rubio sustentava a tese de que ela mantinha relações com grupos terroristas islâmicos. Ela teria adotado uma postura que ia na mesma direção de grupos estudantis pró-Palestina, incluindo o Tufts Students for Justice in Palestine, que pediam que “membros da comunidade Tufts a se juntarem à intifada estudantil”.

Documento pede a revogação de visto de estudante turca

Mas num memorando interno, datado de 21 de março de 2025, a administração afirma que o Departamento de Segurança Interna “não forneceu nenhuma evidência que mostre que Ozturk se envolveu em qualquer atividade antissemita ou fez qualquer declaração pública indicando apoio a uma organização terrorista”.

Tampouco existiam provas de que ela fazia parte dos grupos estudantis que, de fato, foram provisoriamente suspensos da universidade.

Documento do governo dos EUA confirma que não havia indícios de antissemitismo

O único elemento de “prova”, portanto, seria um artigo de opinião num jornal estudantil escrito por ela e que continha denúncias contra Israel pela situação em Gaza. Juntamente com outros três estudantes, ela criticava no texto a resposta da universidade aos estudantes que exigiam que a Tufts “reconhecesse o genocídio palestino”, divulgasse seus investimentos e se desvinculasse de empresas com ligações com Israel.

Apesar da ausência de informações relacionadas à suposta vinculação da estudante com o terrorismo, o memorando recomendava a revogação do visto de Ozturk, citando “a totalidade das circunstâncias”.

O Departamento de Segurança Interna concluía que “essas atividades e associações com esses grupos podem prejudicar a política externa dos EUA, criando um ambiente hostil para estudantes judeus e indicando apoio a uma organização terrorista designada”.

O documento ainda sugeria que a revogação deveria ser realizada discretamente, sem notificar Ozturk. Quatro dias depois, a operação policial foi realizada para prender a estudante.

Dois meses depois, a turca de 30 anos foi finalmente liberada sob fiança.

 

O juiz distrital dos EUA, William K. Sessions, confirmou que nenhuma prova havia sido apresentada para sustentar sua detenção e que tal ato mandava um recado “assustador para aqueles que defendem a liberdade de expressão”.

No último dia 9 de dezembro, a Justiça dos EUA decidiu que ela poderia retomar suas atividades de pesquisa e ensino em Tufts.

A universidade emitiu uma declaração afirmando que estava ansiosa para recebê-la de volta. A declaração também reafirmou que o artigo de opinião escrito pela estudante não violou nenhuma política da universidade.

Leia o artigo que resultou em sua prisão, publicado no Tufts Daily:

Em 4 de março, o Senado da União Comunitária de Tufts aprovou 3 das 4 resoluções exigindo que a Universidade reconheça o genocídio palestino, peça desculpas pelas declarações do presidente da Universidade, Sunil Kumar, divulgue seus investimentos e desinvista de empresas com laços diretos ou indiretos com Israel. Essas resoluções foram fruto de um debate significativo no Senado e representam um esforço sincero para responsabilizar Israel por claras violações do direito internacional. Acusações críveis contra Israel incluem relatos de fome deliberada e massacre indiscriminado de civis palestinos e genocídio plausível.

Infelizmente, a resposta da Universidade às resoluções do Senado foi totalmente inadequada e desdenhosa em relação ao Senado, a voz coletiva do corpo discente. O grupo Estudantes de Pós-Graduação pela Palestina se une ao grupo Estudantes de Tufts pela Justiça na Palestina, à Coalizão de Professores e Funcionários de Tufts pelo Cessar-Fogo e ao grupo Estudantes de Fletcher pela Palestina para rejeitar a resposta da Universidade. Embora a Universidade não tenha permitido que os alunos de pós-graduação participassem da reunião do Senado, que durou quase oito horas, nossa presença no campus e o vínculo financeiro com a Universidade por meio do pagamento de mensalidades e do trabalho de pós-graduação que realizamos com bolsas e pesquisas nos tornam partes interessadas diretas na posição da Universidade.

Embora se possa argumentar que a Universidade não deveria tomar posições políticas e deveria se concentrar em pesquisa e intercâmbio intelectual, a rejeição automática, a natureza desdenhosa e o tom condescendente na declaração da Universidade nos levaram a questionar se a Universidade está de fato se posicionando contra seus próprios compromissos declarados com a liberdade de expressão, reunião e expressão democrática. De acordo com o Código de Conduta Estudantil, “[a] cidadania ativa, incluindo o exercício da liberdade de expressão e o envolvimento em protestos, reuniões e manifestações, é uma parte vital da comunidade Tufts.” Além disso, o Gabinete do Decano de Estudantes escreveu: “[e]mbora, por vezes, a troca de ideias e opiniões controversas possa causar desconforto ou mesmo angústia, nossa missão como universidade é promover o pensamento crítico, o exame rigoroso e a discussão de fatos e teorias, bem como ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Por que, então, a Universidade está desacreditando e desconsiderando seus alunos que praticam os próprios ideais de pensamento crítico, intercâmbio intelectual e engajamento cívico que Tufts afirma representar?

O papel das resoluções do Senado da TCU é abundantemente claro. As resoluções do Senado servem como uma “forte ferramenta de lobby que expressa à administração de Tufts os desejos e necessidades do corpo discente. Elas falam como uma voz coletiva e são instrumentais na implementação de mudanças sistêmicas”. Neste caso, as “mudanças sistêmicas” que a voz coletiva do corpo discente está exigindo são que a Universidade cesse sua cumplicidade com Israel, na medida em que este oprime o povo palestino e nega seu direito à autodeterminação — um direito garantido pelo direito internacional. Essas fortes ferramentas de lobby são ainda mais urgentes agora, dada a ordem da Corte Internacional de Justiça confirmando que os direitos do povo palestino de Gaza, sob a Convenção sobre o Genocídio, correm um risco “plausível” de serem violados.

Essa voz coletiva dos estudantes não é inédita. Hoje, a Universidade pode se lembrar com orgulho de sua decisão, em fevereiro de 1989, de desinvestir na África do Sul sob o apartheid e encerrar sua cumplicidade com o então regime racista. No entanto, devemos lembrar que a Universidade desinvestiu até 11 anos depois de algumas de suas congêneres. Por exemplo, o Conselho de Regentes da Universidade Estadual de Michigan aprovou resoluções para encerrar sua cumplicidade com a África do Sul do apartheid já em 1978. Se Tufts tivesse atendido ao chamado do movimento estudantil no final da década de 1970, a Universidade poderia ter estado do lado certo da história mais cedo.

Rejeitamos qualquer tentativa da Universidade ou do Gabinete da Reitoria de descartar sumariamente o papel do Senado e de caracterizar erroneamente sua resolução como divisiva. O debate aberto e livre demonstrado pelo processo do Senado (exemplificado pela duração, aviso prévio e troca substancial nos procedimentos e pela não aprovação de uma das resoluções propostas), juntamente com os sérios esforços de organização dos estudantes, justificam uma autorreflexão crível por parte do Gabinete da Reitoria e da Universidade. Nós, como estudantes de pós-graduação, afirmamos a igual dignidade e humanidade de todas as pessoas e rejeitamos a caracterização errônea dos esforços do Senado feita pela Universidade.

O grande autor e defensor dos direitos civis, James Baldwin, escreveu certa vez: “O paradoxo da educação é precisamente este: que, à medida que se começa a tomar consciência, começa-se a examinar a sociedade na qual se está sendo educado”. Como educador, o Reitor Kumar deveria acolher os esforços dos estudantes para avaliar “ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Além disso, o reitor deveria confiar no processo rigoroso e democrático do Senado e nas resoluções que este alcançou.

Instamos o Presidente Kumar e a administração da Tufts a se envolverem de forma significativa e a implementarem as resoluções aprovadas pelo Senado.

Este artigo de opinião foi escrito por Nick Ambeliotis (CEE, ‘25), Fatima Rahman (STEM Education, ‘27), Genesis Perez (English, ‘27) e Rumeysa Ozturk (CSHD, ‘25) e é endossado por outros 32 alunos de pós-graduação da Escola de Engenharia e Artes e Ciências da Tufts.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil

Governo Trump condena prisão domiciliar de Bolsonaro, ataca Moraes e faz ameaças

A pergunta que não quer calar: o que o governo Trump tem a ver com a justiça brasileira?

Os interesses por trás dessa interferência, gritam.

Em comunicado, Departamento de Estado ameaça responsabilizar ‘todos aqueles que auxiliam e incentivam a conduta sancionada’ pela Suprema Corte do Brasil.

Em flagrante ingerência contra a Justiça brasileira, os Estados Unidos criticaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (04/08).

Em nota divulgada pelo escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental na plataforma X, o Departamento de Estado afirma que o ministro Alexandre de Moraes (STF) “continua a usar as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.

O texto classifica o ministro como um “violador dos direitos humanos sancionado pelos EUA”, e diz que o Governo Trump “responsabilizará todos aqueles que auxiliam e incentivam a conduta sancionada”.

“Colocar ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixe Bolsonaro falar!”, afirma o Departamento de Estado.

Bolsonaro foi mantido em prisão domiciliar por descumprir medidas preventivas impostas anteriormente pela Corte brasileira. O ministro Moraes apontou que o ex-presidente violou a proibição de usar redes sociais ao se comunicar com apoiadores por meio das contas de aliados, incitando ataques ao STF e defendendo intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro.

A violação ocorreu durante um ato pró-Bolsonaro na Praia de Copacabana neste domingo (03/08). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma ligação para o pai durante a manifestação e a transmitiu para o público presente. Na sequência, o vídeo foi apagado das rede sociais, o que, segundo Moraes, caracteriza uma tentativa “flagrante” de ocultar a infração.

A decisão
A decisão do STF determina que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar em uma mansão alugada no sul de Brasília. A Polícia Federal foi instruída a apreender todos os celulares disponíveis na propriedade, e os visitantes estão proibidos de portar aparelhos eletrônicos, tirar fotos ou gravar vídeos.

Pela decisão da Corte Suprema, Bolsonaro deverá permanecer com tornozeleira eletrônica e está proibido de receber visitas sem autorização prévia do STF e a utilizar o celular. Apenas seus advogados e as pessoas que residem com ele, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, estão autorizadas a manter contato direto.

Continuam válidas as medidas cautelares impostas no mês passado: Bolsonaro segue proibido de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras, utilizar redes sociais — seja de forma direta ou por intermédio de terceiros —, receber visitas de investigados nas ações penais relacionadas à tentativa de golpe, e se aproximar ou acessar embaixadas e consulados de países estrangeiros.

A defesa do ex-presidente informou que irá recorrer da decisão. Apesar do telefonema durante o ato no domingo, os advogados sustentam que Bolsonaro não desrespeitou nenhuma ordem judicial.

Nas redes sociais, Flávio afirmou que o Brasil está “oficialmente em uma ditadura” e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), que se encontra nos Estados Unidos, disse em entrevista a CNN que o “Brasil não é mais uma democracia”, de acordo com o Opera Mundi.


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Política

Flatulou, engasgou e rateou

Bolsonaro declina, detona as bravatas de Eduardo, nega elo com tarifas e diz que ele não poderia negociar com Trump

Bolsonaro, agora, está fazendo mimica do “fala mansa” no sentido literal do termo.

O giro de 180 graus no discurso, certamente, tem ligação com a coceira que a tornozeleira está provocando na canela do genocida.

Após ter dito que negociaria com Trump, Bolsonaro afirma que não tem contatos nos EUA e que Eduardo “não pode falar em nome do governo brasileiro”

“Isso é lá do governo Trump”.

Não tem nada a ver com a gente. Querem colar na gente os 50%.
Mentira”, disse o Zé gangorra Bolsonaro à Andréia Sadi, na GloboNews.

Questionado se tomaria alguma iniciativa, afirmou: “Eu não tenho contato com autoridades americanas.”

A mudança de tom ocorre após Alexandre de Moraes, do STF, impor medidas cautelares contra Bolsonaro, incluindo a apreensão do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica.

Mais que isso, acabou a paciência: Moraes diz que Bolsonaro pode ser preso se usar redes sociais de terceiros.

Bolsonaro também afirmou que Eduardo não tem autoridade para atuar em nome do governo brasileiro. “Ele não pode falar em nome do governo do Brasil”, afirmou.

A fala contrasta e contradiz declaração anterior do próprio Bolsonaro que, dias antes, afirmou que “quem está à frente dessa negociação chama-se Eduardo Nantes Bolsonaro”.

Seja como for, Bolsonaro, como smpre, desdisse o dito.


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Política

O comédia, Eduardo Bolsonaro, foi desmentido e desmoralizado pelo governo Trump

O governo de Donald Trump desmentiu as denúncias de Eduardo Bolsonaro de que um funcionário americano, David Gamble, chefe interino da Coordenação de Sanções do Departamento de Estado, viajou ao Brasil para discutir avaliações contra autoridades brasileiras, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Segundo o colunista Jamil Chade, do UOL, a viagem de Gamble, anunciada por Eduardo, já havia sido organizada pelo governo brasileiro com o objetivo de fortalecer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado, especialmente contra organizações criminosas transnacionais, e não para tratar de sanções.

Essa cooperação foi reforçada por um acordo recente entre a Polícia Federal brasileira e os EUA, anunciado pelo próprio governo Trump.

Eduardo Bolsonaro, que está morando nos EUA, tem tentado ações articuladas do governo Trump contra as autoridades brasileiras, durante as eleições de 2026.

Ele sugeriu que a Casa Branca poderia adotar medidas semelhantes às avaliações impostas ao procurador-geral do Tribunal Penal Internacional.

No entanto, o Departamento de Estado americano esclareceu que a visita de Gamble não tem relação com tais interesses.

O governo brasileiro, desconfiado das declarações de Eduardo, consultou o Departamento de Estado para confirmar a agenda da visita, que se mantém focada na cooperação policial.

Eduardo, acompanhado de Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, continua a se reunir com parlamentares trumpistas, promovendo uma narrativa de que o Brasil vive uma “ditadura”.

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Governo Trump chega ao Brasil para tratar de sanções a Moraes

Integrante do governo Trump responsável por sanções internacionais, David Gamble chega ao Brasil segunda-feira para discutir punições.

Integrante do governo Trump à frente da área de sanções internacionais, David Gamble virá ao Brasil discutir punições ao ministro Alexandre de Moraes (STF). O desembarque do norte-americano, coordenador de sanções do Departamento de Estado dos Estados Unidos, está previsto para a próxima segunda-feira 5/5.

A visita de membros do governo Trump a solo brasileiro foi costurada por Eduardo Bolsonaro (PL), que se licenciou de suas funções na Câmara para permanecer nos EUA. Em Brasília, David Gamble se reunirá com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que deverá levá-lo também para se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como mostrou a coluna, a Casa Branca estuda aplicar sanções não apenas a Alexandre de Moraes, mas também a outras autoridades brasileiras, como juízes auxiliares do ministro e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Além das punições, também estarão na pauta questões voltadas à Segurança Pública.

David Gamble está à frente da chamada Office of Sanctions Coordination e lidera estratégias para os Estados Unidos no âmbito de questões diplomáticas. Ele é servidor de carreira do Senior Foreign Service, segundo Paulo Cappelli, Metrópoles.

Donald Trump avalia que Alexandre de Moraes promove censura ao ordenar o bloqueio de perfis de redes sociais e persegue opositores políticos do campo conservador.

Entre as punições previstas, está a proibição de ingresso nos Estados Unidos. Também é discutido o bloqueio financeiro a Moraes, que não poderia negociar com cidadãos e empresas nos EUA nem com instituições financeiras que tenham negócios com os EUA. Por ora, não são discutidas sanções ao governo Lula.

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Política

Sob o governo Trump, ídolo dos Bolsonaro, liberdade de expressão está em xeque

Quem imaginaria isso, não é?

Os democratas tupiniquins de ocasião têm em Trump a imagem de um Deus supremo.

Agora, diante da chuva de críticas estampadas nos jornais sobre a censura à liberdade de expressão nos EUA, o espetáculo de Eduardo e Jair Bolsonaro cai ainda mais no ridículo.

O peso pesado da extrema direita mundial dando exemplo de tirania, cala a boca dos bocas abertas do clã Bolsonaro.

Em outras palavras, nada está tão ruim para Bolsonaro que não possa piorar.

O STF deve estar inteiro gargalhando dos extremistas gaiatos brasileiros, os lambe-botas de um governo norte-americano que já nasceu morto.

É um complexo de inferioridade que envergonha o Brasil.

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Política

Celac convoca reunião urgente para enfrentar as agressões de Trump

A reunião foi um pedido do presidente colombiano Gustavo Petro em resposta às medidas de Trump na deportação de imigrantes.

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, atual líder da presidência rotativa da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), atendeu ao pedido do presidente colombiano Gustavo Petro e convocou uma reunião de emergência para o próximo dia 30 de janeiro.

A reunião é uma resposta às medidas do governo Donald Trump na deportação de imigrantes realizadas nos últimos dias em condições degradantes.

Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, a pauta do encontro incluirá temas como imigração, meio ambiente e a unidade latino-americana e caribenha.

As relações bilaterais entre EUA e Colômbia se deterioraram rapidamente após Gustavo Petro recusar a entrada de dois aviões militares americanos com imigrantes deportados. Petro argumentou que os deportados não podem ser tratados como “criminosos”.

Em resposta, Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos colombianos, com possibilidade de aumento para 50% em uma semana, além da suspensão de vistos para cidadãos colombianos. Petro reagiu de forma contundente, impondo tarifas equivalentes aos produtos americanos e declarando que seu governo incentivará a substituição de mercadorias americanas no mercado colombiano por alternativas nacionais.

O México também se posicionou na crise. Após afirmar estar disposto a colaborar com os EUA, o governo mexicano negou a entrada de uma aeronave militar com deportados. A razão para a recusa não foi esclarecida, mas, segundo informações da rede NBC News, a aeronave sequer decolou, possivelmente devido à falta de aprovação do plano de voo.

Autoridades de países como Colômbia e México têm declarado que só aceitarão imigrantes deportados pelos EUA se protocolos forem estabelecidos para garantir sua transferência em condições dignas.

Na noite de sábado (25), o primeiro avião com deportados dos EUA chegou ao Brasil, e os passageiros estavam com pés e mãos algemados. Os brasileiros também denunciaram agressões por parte de agentes americanos e limitações no acesso à água e ao banheiro durante o voo.

A reunião convocada pela Celac ganha centralidade na busca por uma resposta unificada da América Latina e Caribe frente às políticas e atitudes consideradas agressivas por parte do governo Trump. Com 247.