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Vídeo: Lula, no Panamá, critica ações neocoloniais na América Latina

Presidednte discursou na abertura do Fórum Econômico América Latina-Caribe

O presidente Lula discursou na abertura de fórum econômico América Latina-Caribe, no Panamá. Lula propôs “regionalismo possível”, acima de divergências, condenou ações intervencionistas e lembrou do ex-presidente Franklin Roosevelt como exemplo de política de integração dos Estados Unidos com a América Latina.

Lula condena ações neocoloniais e defende união da América Latina acima de divergências

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, nesta quarta-feira (28/1), na cidade do Panamá. Em seu discurso, Lula afirmou que a região precisa se unir, superando divergências políticas, para formar um bloco capaz de fazer frente aos desafios do quadro internacional contemporâneo, em que ameaças intervencionistas e o uso da força bélica são ameaças reais.

A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, afirmou Lula, sob aplausos.

O presidente Lula condenou ações de intervenção na América Latina e no Caribe, sem citar diretamente os episódios de invasão da Venezuela pelos Estados Unidos ou o desejo já manifestado pelo governo estadunidense de controlar o Canal do Panamá.

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“A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos”, disse o presidente.

Em seguida, Lula elogiou o retrospecto dos mandatos de Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), ex-presidente dos Estados Unidos. Em seu discurso, pareceu sugerir aos Estados Unidos uma nova forma de condução da política externa e nas relações com a América Latina e Caribe. Há previsão de encontro entre Lula e Donald Trump no início de março.

“O presidente Franklin Roosevelt implementou uma política de boa vizinhança que tinha como objetivo substituir a intervenção militar pela diplomacia em sua política externa para a América Latina e Caribe. Roosevelt também defendia que deveríamos erigir um mundo com base no que chamou de quatro liberdades fundamentais para a defesa da democracia e dos direitos humanos”.

Em discurso, Lula destaca quatro liberdades fundamentais
“Primeiro: liberdade de expressão, em que todos possam expressar suas opiniões livremente, sem manipulação de dados e informações, como vemos hoje nas redes digitais. Liberdade de culto: em que cada um possa professar a sua fé sem ser perseguido. Liberdade contra as privações: em que todos tenham direito a uma vida digna, incluindo acesso a alimentação, moradia e trabalho. E liberdade contra o medo: em que o desarmamento limitaria o recurso ao uso da força e agressões entre as nações.”

Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado”, afirmou, sob aplausos.

Veja o discurso do presidente Lula no Panamá

https://youtu.be/KbqawfrnhIs

TVTNews


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Política

Aparece outra empresa da família de Aécio Neves em paraíso fiscal que a Lava Jato não viu

Em matéria da revista Piauí, documentos inéditos revelam outra empresa da família de Aécio Neves em paraíso fiscal.

A beneficiária é a própria mãe de Aécio, numa holding em Luxemburgo, desde 2018.

Além do elo com duas offshores já conhecidas da Lava Jato, sua mãe é beneficiária, no exterior, de uma terceira empresa, cujos ativos chegam perto de R$ 4 milhões, em Luxemburgo, paraíso fiscal europeu.

Ao contrário das outras duas offshores, sediadas em Liechtenstein e no Panamá, a empresa em Luxemburgo nunca apareceu nas apurações do Ministério Público Federal sobre Aécio, que vem sendo investigado por corrupção em um inquérito e responde a uma ação penal, também por corrupção.

Detalhe, não foi a Lava Jato de Moro, mesmo com seus braços fora do país, que descobriu isso. Os dados foram obtidos pelo jornal francês Le Monde e pelo do Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), consórcio internacional de jornalismo investigativo.

O motivo da Lava Jato não descobrir nada de Aécio fora do país, a foto em destaque explica.

*Da redação

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Brasil cai em ranking mundial de ciências, matemática e leitura e fica entre 20 piores colocados

Num país em que a burrice passou a ser sinônimo de status , essa notícia não poderia ser mais coerente.

Isso seria fatal.

A educação, a ciência e o pensamento foram as áreas prioritárias do desmonte ideológico dos golpistas.

O país perdeu posições na principal avaliação da educação básica no mundo, o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), com possibilidade concreta de piora acentuada nos próximos três anos se Bolsonaro seguir à frente do governo Brasileiro.

Alguma dúvida? Nenhuma!

Os resultados, divulgados hoje pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), são da edição de 2018 do exame e nem dizem respeito à gestão de Bolsonaro que assumiu a Presidência em 2019.

Quando o resultado de 2019 chegar, veremos a tragédia intelectual que o país foi jogado pela escória neoliberal.

Em comparação com os dados de 2015, a última versão antes desta, quando foram avaliados 70 países e territórios, o Brasil caiu da 63ª para a 67ª colocação em ciências.

Nessa disciplina, o país supera apenas países como Cazaquistão e Bósnia e Herzegovina, ficando para trás de Uruguai, Chile e Tailândia, por exemplo.

Já em matemática, o país desceu do 66º para o 71º posto, ficando à frente apenas de Argentina, Indonésia, Arábia Saudita, Marrocos, Kosovo, Panamá, Filipinas e República Dominicana.

Em leitura, o país passou da 59ª para a 58ª posição, ficando atrás de países como México e Romênia.

Em um país em que a classe dominante inculta como é, assumiu a ignorância como estratégia de poder, uma nação em que a suposta classe média tradicional que, por um ódio doentio, elegeu o conhecimento como seu pior inimigo, a tendência é o Brasil se transformar no campeão mundial do analfabetismo real e funcional.

Mas a Bolsa seguirá dando lucros estratosféricos aos rentistas e aos bancos, batendo recorde sobre recorde de ganhos com a agiotagem corrente no país, enquanto a polícia brasileira mata cada vez mais estudantes, jovens e adolescentes em favelas, por serem favelados, com o aplauso do presidente da república, Bolsonaro, e do ministro da justiça, Sergio Moro.

Tudo isso é o resultado de um golpe dado em Dilma por homens velhos, brancos e ricos de uma oligarquia quatrocentona, decadente e escravocrata que sempre sonhou devolver o país à velha república.

 

 

*Carlos Henrique Machado Freitas