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Política

Caiado já entendeu que quem apoia traidor da pátria, traidor da pátria é

Ronaldo Caiado finalmente parece ter percebido aquilo que o bom senso já gritava há muito tempo: patriotismo não se proclama em discursos, demonstra-se nas escolhas. E não há como vestir a bandeira nacional durante o dia e, à noite, sentar-se à mesa com quem age contra os interesses do próprio país.

Quem apoia um traidor da pátria não é espectador inocente dos fatos. É parte do problema. É fiador político, avalista moral e cúmplice das consequências. A tentativa de posar como defensor da nação enquanto se oferece sustentação a quem conspira contra as instituições, sabota a economia ou trabalha contra os interesses brasileiros não passa de hipocrisia travestida de estratégia eleitoral.

Durante anos, muitos preferiram fechar os olhos, relativizar abusos e justificar o injustificável em nome da conveniência política. Agora, diante dos fatos, alguns tentam desembarcar do navio antes do naufrágio, como se fosse possível apagar o próprio histórico. Não é. A sociedade sabe quem esteve ao lado de quem, quem aplaudiu, quem silenciou e quem deu sustentação quando era mais confortável permanecer calado.

Caiado parece ter compreendido que existe uma linha que não pode ser cruzada sem consequências. Quem escolhe caminhar ao lado de um traidor da pátria acaba carregando a mesma mancha. Porque a traição não contamina apenas quem a pratica; alcança também aqueles que a toleram, a encobrem ou dela se beneficiam.

A história raramente absolve os cúmplices. E, no julgamento da opinião pública, quem apoia um traidor da pátria dificilmente consegue convencer alguém de que é um verdadeiro patriota.

Não adianta tentar separar o aliado de suas escolhas. Na política, o apoio não é um gesto inocente; é uma declaração de valores, interesses e compromissos. Quem decide permanecer ao lado de alguém que conspira contra os interesses nacionais, agride as instituições democráticas ou coloca projetos pessoais acima do Brasil faz uma escolha consciente e deve responder por ela.

A sociedade já não aceita o discurso conveniente de quem condena os atos, mas continua abraçado aos seus autores. A coerência exige mais do que palavras: exige romper com aqueles que atentam contra o país. Porque a história costuma ser implacável com os cúmplices. E quem apoia um traidor da pátria não pode esperar ser lembrado como patriota.


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‘Bolsonaro não terá segurança para ser candidato à reeleição’, diz vice-presidente do Patriota

Rompido com Adilson Barroso, presidente da sigla, Ovasco Resende afirma que houve ‘golpe’ para filiar Bolsonaro e cita racha no partido como empecilho

O Globo – Vice-presidente do Patriota, Ovasco Resende é o principal entrave à filiação do presidente Jair Bolsonaro à legenda e, apesar de ter perdido espaço na Executiva do partido na semana passada, mantém o controle de diretórios considerados estratégicos, como Rio e São Paulo. O dirigente contesta judicialmente mudanças no comando feitas pelo presidente da sigla, Adilson Barroso, que na segunda-feira passada filiou o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e direcionou o apoio da legenda à campanha de reeleição de Bolsonaro.

Resende disse ao GLOBO que Barroso “usou Bolsonaro” para dar um “golpe”. E que, se o presidente migrar para o partido, “não terá segurança” de que disputará o pleito do ano que vem.

— Não acredito que Bolsonaro vá entrar em um partido dividido e no qual o próprio presidente da legenda age de forma sorrateira. Bolsonaro não tem segurança nenhuma de que Adilson vai manter sua candidatura à reeleição em 2022. Se aparecer um candidato mais forte nas pesquisas, Adilson pode tirar a legenda e apoiar outro nome — disse Ovasco, alegando que Barroso não mantém palavra sobre acordos.

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Video: Alguém imaginaria brasileiros tendo que gravar vídeo apelando a Lula ou a Dilma para serem resgatados na China?

Pois é isso que está ocorrendo agora com Bolsonaro e ele simplesmente não dá uma declaração sobre esse absurdo.

A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) informa no seu site, em 29/01/2020, 06h15min: “Autoridades chinesas informam que até o momento, 132 pessoas morreram em decorrência do surto de coronavírus. O número de infecções confirmadas já chega a 5.974, com mais de mil pessoas em estado grave. A situação parece estar piorando cada vez mais no epicentro do surto, a cidade de Wuhan, que foi isolada. Autoridades da região dizem que hospitais estão lotados, com milhares de pacientes.

Ou seja, há 5 dias Bolsonaro tinha ciência da gravidade do caso.

Hoje, a questão ganhou uma dimensão ainda maior e os brasileiros resolveram gravar um vídeo onde imploram para que Bolsonaro, como Presidente da República, se disponha a protegê-los na situação de calamidade em que se encontram, apelando para que Bolsonaro resgate cidadãos brasileiros em terras chinesas.

Bolsonaro preferiu ficar mudo e não fazer qualquer comentário sobre o vídeo que viralizou nas redes sociais, blogs e grande mídia.

Temos que lembrar que isso ocorre poucos dias após Bolsonaro aplaudir Trump por ter deportado brasileiros algemados nas mãos e nos pés, num gesto típico dos piores sabujos da história desse país.

Este é Bolsonaro que se vende como patriota. Quem tem um patriota desse como presidente, não precisa de inimigo dos brasileiros e do próprio Brasil.

Alguém, em sã consciência, imagina Lula ou Dilma, enquanto presidentes, se comportando de forma tão desumana e sórdida com os brasileiros na China e tão servil a Trump? Esta é a grande diferença entre a esquerda brasileira e essa direita fascista que, na prática, apenas mostra uma esquerda humana e uma direita perversa.

Assista ao vídeo:

 

*Carlos Henrique Machado Freitas