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Tornozeleira e vigília de Flávio jogaram bolsonarismo no extremo ridículo

Aliados veem vídeo da tornozeleira queimada como golpe fatal para Bolsonaro e um desgaste eleitoral irreversível para toda a extrema direita

A divulgação do vídeo em que Jair Bolsonaro (PL) explica as queimaduras provocadas ao tentar abrir sua tornozeleira eletrônica provocou forte reação entre aliados e dirigentes de partidos de direita. Em conversas reservadas ao Painel, da Folha, lideranças admitem que o material é considerado “desmoralizante” e potencialmente devastador para o campo bolsonarista nas eleições de 2026.

O receio é unânime: a gravação será explorada politicamente pelo PT e por adversários do ex-presidente, enfraquecendo candidaturas associadas a ele e abrindo espaço para nomes mais independentes dentro da direita.

Vídeo reforça decisão que levou à prisão
As imagens foram registradas por uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. No registro, Bolsonaro afirma ter usado um ferro de solda — o “ferro quente” — para tentar romper o dispo

Impacto eleitoral e danos a aliados
A repercussão atinge diretamente figuras próximas de Bolsonaro, especialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Cotado como possível nome presidencial da direita, ele sai politicamente atingido por ter convocado uma vigília que, segundo avaliação da Polícia Federal, poderia fazer parte de uma estratégia para dificultar uma eventual prisão.

Outro nome que pode sofrer desgaste é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Bolsonaro, que teria de lidar com a cobrança pública sobre a conduta do padrinho político.

Em contrapartida, líderes de direita avaliam que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), surge fortalecido. Apesar de ser aliado de Bolsonaro, ele não integrou o governo federal e mantém maior distância do núcleo bolsonarista, o que pode beneficiá-lo no cenário eleitoral, segundo Forum.

A tentativa de dano na tornozeleira foi citada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Ao ser perguntado sobre o que ocorreu, Bolsonaro respondeu: “Meti ferro quente, meti ferro quente aí… curiosidade”.


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Video: Pastor diz na cara de Flávio Bolsonaro. “Seu pai abriu 700 mil covas na pandemia”

Religioso criticou duramente Jair Bolsonaro em vigília convocada por Flávio e acabou hostilizado, perseguido e agredido por apoiadores bolsonaristas

A vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro terminou em violência após um pastor denunciar, diante do próprio senador, a responsabilidade do ex-mandatário pelas mortes na Covid-19. A cena foi registrada em vídeo e revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo, que noticiou que o religioso foi hostilizado e agredido por bolsonaristas logo após discursar.

Ismael Lopes, integrante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, tomou o microfone logo depois de dois pastores bolsonaristas se manifestarem. Em sua fala, criticou o ex-presidente e afirmou que Bolsonaro “havia aberto 700 mil covas na pandemia”. Ele também defendeu a condenação de Bolsonaro no processo da trama golpista.

Pastor criticou a instrumentalização da fé e foi atacado por bolsonaristas
Assim que suas críticas se tornaram evidentes, apoiadores passaram a vaiá-lo e cercá-lo. Lopes se retirou da aglomeração, mas foi perseguido, derrubado e agredido. Flávio Bolsonaro e aliados tentaram conter os mais exaltados, sem sucesso. A polícia precisou intervir com spray de pimenta para interromper as agressões.

Após o tumulto, Ismael Lopes reafirmou sua posição diante dos jornalistas. “Vim aqui na iniciativa de tentar fazer uma fala baseada na palavra de Deus, para acabar com essa instrumentalização da fé cristã que eles fazem”, declarou. Ele deixou o local em uma viatura para registrar boletim de ocorrência na delegacia.

Vigília contrariou decisão do STF e reuniu aliados bolsonaristas
A vigília ocorreu em um estacionamento próximo ao condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar, após ter sido detido preventivamente por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado citou a organização da própria vigília como um dos motivos da prisão, alegando risco à ordem pública.

Flávio Bolsonaro classificou a decisão como “esdrúxula” e defendeu um projeto de anistia que beneficie seu pai e outros envolvidos na trama golpista. De acordo com o 247, o ato reuniu políticos como Carlos Bolsonaro, Rogério Marinho, Helio Lopes e Bia Kicis, além de algumas centenas de apoiadores.


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Renan Calheiros pede vigília em aeroportos para Bolsonaro não fugir

Depois de tudo o que todos sabem que Bolsonaro cometeu de insanidades, é difícil acreditar que vá passar apenas 2 ou 3 meses nos EUA, como afirma.

Sua encrenca com a justiça é muito maior do que se possa imaginar. Bolsonaro sabe perfeitamente bem que, se ficar no Brasil, inevitavelmente será preso.

Como ainda não há nada que o impeça de sair do país, Bolsonaro aproveita a sua condição de presidente da República até a meia-noite de sábado, e prepara sua viagem para esta quarta-feira.

Com certeza, com tudo o que deve à justiça brasileira, Bolsonaro não porá mais os pés em solo brasileiro.

O senador Renan Calheiros, que foi relator da CPI da covid, conhece bem os crimes cometidos por Bolsonaro e, por isso, pede que brasileiros façam vigília em aeroportos para impedir que o ainda presidente, ponha em prática sua fuga.

A conferir

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O encontro de Lula com sua grande amiga

ANO NOVO COM A RESISTÊNCIA | Chovia e fazia menos de 15 graus quando uma pequena vira-lata preta cruzou a tumultuada Via Rápida do bairro Santa Cândida, um dos mais altos e mais gelados de Curitiba. Desviando entre os carros e assustada pelo barulho das buzinas, a pequena filhote tremia e se encolhia quando dois homens que passavam pelo local finalmente a acolheram.

Era abril de 2018 e os dois não eram dali. Marquinho e Cabelo, metalúrgicos de São Bernardo do Campo, não pensaram duas vezes e, assim, a cachorrinha batizada de Resistência tornou-se a primeira mascote do então Acampamento Lula Livre.

As ruas que cercavam a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba estavam tomadas por barracas de lona preta colocadas, sem sucesso, para tentar conter o frio que cortava e deixava ainda mais difícil a missão de resistir. E a pequena Resistência, com pouco mais de dois meses de vida, passou a emprestar calor e alegria aos novos moradores da capital do Paraná.

De residência fixa na barraca dos Metalúrgicos do ABC, Resistência foi caindo nas graças de toda a Vigília. Sem saber quanto dias permaneceriam ali, decidiram o futuro da pequena mascote. Ela voltaria com Lula livre para São Bernardo do Campo.

Abrigada por uma bandeirinha do PT, a cachorrinha comunitária passeava por todo acampamento. Latia e rosnava para quem ameaçava hostilizar o local, tirava foto com artistas e lideranças que se somavam à Vigília, até o dia em que adoeceu e precisou ser internada.

Na Vigília, diziam que a vira-lata refletia o humor das coisas, o estado de humor da resistência como um todo, e àquela altura o inverno tornava quase insalubre a permanência das centenas de pessoas que insistiam em denunciar a prisão política de Lula ao mundo.

Resistência foi então acolhida pela namorada do presidente, Janja, e adotada pelo casal. Sem saber quando finalmente conheceria seu ilustre dono, a cachorrinha seguiu emprestando energia aos companheiros.

Hoje, 1 ano e quase dez meses depois de quase morrer em uma avenida qualquer do Santa Cândida, Resistência finalmente conheceu seu dono. E vai passar o Ano Novo com Lula livre, em São Bernardo.

 

*Facebook Heba Ayyad