5 de dezembro de 2020
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É preciso dizer ao mundo que o futuro da Amazônia depende da democracia, melhor, depende do fim desse circo democrático montado pela oligarquia com o judiciário e as Forças Armadas, sublinhado pela mídia.

A patética frase que surgiu nas redações da Globo e congêneres, durante e depois do golpe em Dilma, de que as instituições estavam funcionando, transcreve o tipo de justificativa que deveria tomar o espírito dos nucleozinhos civilizatórios do Brasil.

Essa casta escravocrata, que até hoje não aceitou abolição da escravidão e que os brasileiros conhecem bem, tem uma cultura doentia de manter o país nas mãos de ditadores em pleno século XXI, tem que ser banida do poder pela força da democracia. E se as instituições hoje no Brasil são a própria treva, que a luz se faça de fora para dentro e que se denuncie ao mundo que jamais um incêndio nas proporções em que aconteceu na Amazônia, agora, aconteceria se de fato o Brasil vivesse uma democracia.

O discurso uniformizado que ganhou molde no país para desabrochar uma ditadura com o golpe em Dilma e a prisão de Lula, tem que ser desmascarado.

O Brasil vive hoje subordinado à lei geral dessa casta do dinheiro, das Forças Armadas, do judiciário e da mídia. Se até aqui quem pagou o preço por esse inferno ditatorial foram os brasileiros, o mundo precisa saber que o grande espetáculo do fogo, promovido por Bolsonaro na Amazônia, só foi possível porque, junto com Dilma, golpearam a democracia e a aprisionaram junto com Lula. Não hã como descolar uma coisa da outra.

É inútil enxugar gelo, acreditando que uma legião de golpistas, num determinado tempo apagará as luzes e sairá do poder. Isso não ocorrerá sem uma gigantesca mobilização popular dentro do Brasil e uma pressão econômica internacional, como já está ocorrendo por conta do crime incendiário promovido pelo governo na Amazônia, porque a essa altura do campeonato, não há ingênuo que acredite que o governo Bolsonaro não é o grande protagonista desse incêndio criminoso.

Bolsonaro sempre trouxe fogo nos olhos contra a floresta, os povos que lá habitam, índios, quilombolas para que, com o poder nas mãos, colocasse em prática seu diabólico plano de extinguir ao menos a metade da floresta, como cansou de afirmar.

E não há como, diante desse cheiro de enxofre que exala do Planalto, os militares que compõem esse governo fazerem cara de paisagem. A nata dos militares, como mostrou o general Augusto Heleno, num discurso explosivo, trouxe a noção clara do que fez o estouro da boiada para incendiar a Amazônia e provocar uma fumaceira que chamou a atenção do mundo.

O general, exaltado, afirmou, em nome de uma soberania enviesada, que o Brasil tem direito de tacar fogo em sua floresta e que ninguém tem nada com isso, bem ao estilo dos ditadores mais chulés ao redor do mundo.

É hora de encarar a realidade, porque, nesse processo, diante da enorme quantidade de provas, revelada pelo Intercept e denunciada por grandes juristas internacionais, da criminosa manipulação da Lava Jato para prender Lula e mudar os resultados das eleições no Brasil, como mudou, sem que Lula fosse imediatamente solto e a Lava Jato imediatamente anulada, acreditar que o Brasil vive uma democracia, é acreditar numa descarada e já desmoralizada mentira.

A palavra de ordem é mobilização, dentro e fora o país, para fazer desabar essa ditadura institucional, cordial como é do feitio das classes economicamente dominantes.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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3 COMMENTS

  1. afonso Schroeder Posted on 31 de agosto de 2019 at 16:07

    Continuadamente vemos o (STF) diplomando os descumpridores da Constituição/88, irresponsáveis e mentirosos (juízes e promotores) e pior punindo inocentes? Digo continuidade do “golpe de estado da “direita” de abril/2016″ praticando injustiças enganando uma parcela de brasileiros vemos os conluios com alguns “justiceiros da justiça” que devem ser afastados pelo descumprimento da Constituição/88 e cadeia já. Sorte dos brasileiros a “INTERCEPT” de Glenn Greenwald comprovou as falcatruas dos justiceiros da justiça (que devem pagar por seus atos ilícitos) contra (Lula) que a “justiça STF” deve corrigir libertando (Lula) e anulando os processos indevidos.

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    1. Antonio Dias Posted on 31 de agosto de 2019 at 17:59

      Excelente comentário deste artigo escrito por Carlos H. M. Freitas. Expôs o problema do Brasil com muita lucidez. Lucidez essa que muitos da Esquerda e da Centro-Esquerda não conseguem ter. Vivemos, sim, uma ditadura Jurídico-militar EXPLÍCITA. As Forças Democráticas têm que humildemente aceitarem que são frágeis diante do poderio do sistema e, por isso, o socorro internacional é fundamental. O primeiro passo seria uma intervenção militar da ONU na Amazônia, a fim de proteger a Floresta e as populações indígenas, assim como a NÃO exploração das riquezas do subsolo. A maior riqueza da Amazônia está no sobressolo, que são suas árvores. Após essa Intervenção, as Forças Democráticas negociariam com a ONU a melhor condição de como implantar a DEMOCRACIA de fato no Brasil. A ONU pode nos ajudar com Investigadores internacionais a investigar e punir aqueles criminosos que dentro das nossas INSTITUIÇÕES estão impondo esta famigerada ditadura.

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  2. Pingback: O Brasil vive uma ditadura cordial e precisa denunciar ao mundo – Antropofagista | O LADO ESCURO DA LUA
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