3 de março de 2021
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De tanto andar em círculos para justificar o injustificável, Barroso acabou mordendo o próprio rabo. Abre seu discurso político que ele classifica como doutrina jurídica, sublinhando que opinião pública não pode valer para a justiça porque ela volátil, emocional, sujeita a intempéries, bla, bla, bla. No final, contradiz o que disse, afirmando que a posição da opinião pública é tão importante quanto a do STF, não há diferença.

Basta que quem avalie isso na sociedade, seja o “cidadão de bem”. Só faltou ele dizer “grande dia!” em homenagem aos bolsonaristas.

Mas não para aí o palavrório convulsivo de Barroso, ele fala com “indignação” dos grileiros bolsonaristas que tocaram fogo na Amazônia, mas vota de acordo com a vontade de Bolsonaro contra Lula.

Repete a mesma receita sobre o assassinato da menina Ágatha, morta por um tiro de fuzil da polícia de Witzel, mas vota contra Lula e a favor da posição do assassino Witzel e do PSL, partido dele e de Bolsonaro.

Não existe outra palavra para usar. Barroso mentiu descaradamente. A “interpretação” dos falsos dados estatísticos que ele faz, traduz a grande mentira que ele é.

Cínico, Barroso trata como fofoca os vazamentos do Intercept sobre os crimes da Lava Jato, mas arrota combate à impunidade, defendendo com unhas e dentes a tortura imposta pela república de Curitiba aos presos para se transformarem em delatores contra os adversários do político Moro, Dallagnol e cia.

Sem biombos, Barroso estava nitidamente defendendo o bando de criminosos da Lava Jato para manter Lula, um inocente, preso.

O pior do Barroso é esse papo de doutrina quando todos sabem que está decidindo a favor de seu pupilo Dallagnol contra Lula.

O ministro, com esse populismo jurídico para agradar as classes dominantes, acha que engana a quem? Ele fala em defesa dos pobres, mas decide em defesa da posição dos ricos contra Lula.

Barroso é um mistificador barato, muito mais venal do que se supunha. Vulgar, muitas vezes tosco em sua ética enviesada, conseguiu sair pior do que entrou hoje no STF.

Mas duas perguntas tem que ser feitas: se o julgamento é sobre a prisão após condenação em segunda instância, por que o discurso em prol da Lava Jato? Por que pegar um caso específico, pior, um caso já condenado pela sociedade pela forma criminosa com que agiam os procuradores e o juiz do caso?

O ministro só conseguiu provar com todas as letras o quanto ele é parcial se comportando como um lobista de Dallagnol e cia., como defende a impunidade de juízes e procuradores corruptos e ladrões.

Trocando em miúdos, Barroso tem um caráter minúsculo.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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3 COMMENTS

  1. José Cesar Pereira Posted on 23 de outubro de 2019 at 19:14

    A #VazaJato” mostrou que Barroso é um consultor medíocre de Moro e Dallagnol. Suas ações vergonhosas no STF são orientadas e baseadas em fake news da “mídia dos golpes. Uma vergonha. Os votos do “A-ha, U-hu o Fachin é nosso” já era previsto” e Moraes se enrolou em seu voto prolixo. #LulaLivre

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  2. rita de cássia cruz Posted on 23 de outubro de 2019 at 23:53

    VERME de toga!

    moraes, barroso, fux, fachin são coniventes com prisões SEM PROVAS, arbitrárias e políticas! São o oposto do que um juiz deve ser!
    Amanhã, saberemos quantos mais…

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  3. Marron MARRON Posted on 24 de outubro de 2019 at 16:39

    E na comparação feita pelo Ministro de que foram presos menos pobres e mais ricos com as prisões em 2a. Instância – essa foi demais. Ricos tem dinheiro para não serem presos e vão adiando as ações. Os pobres nem tem dinheiro para se defender e nem podem adiar as ações condenatórias, São de imediato logo na 2a. instância presos.

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