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Quando o Planalto aposta que a PGR denunciará Bolsonaro

Ministros do Palácio do Planalto têm uma nova aposta sobre quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá denunciar Jair Bolsonaro.

Ministros do Palácio do Planalto passaram a apostar que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, só oferecerá em 2025 as primeiras denúncias contra Jair Bolsonaro nos inquéritos em que o ex-presidente é investigado.

Até então, a expectativa no governo Lula e na própria PGR era de que Gonet denunciaria Bolsonaro logo após as eleições municipais de outubro de 2024. A expectativa, porém, mudou e passou a ser o ano de 2025.

Auxiliares de Lula dizem ter recebido sinalizações de que o procurador-geral da República quer aguardar a conclusão do inquérito do golpe pela PF para decidir sobre as demais denúncias.

O discurso vai ao encontro do que dizem os interlocutores de Gonet. Segundo essas fontes, o chefe da PGR quer aguardar a conclusão do inquérito do golpe para ter uma visão mais ampla das acusações contra Bolsonaro.

 

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INDICIADO POR GOLPE

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi indiciado pela PF (Polícia Federal) por integrar uma organização criminosa que liderou uma tentativa de Golpe de Estado no Brasil após a sua derrota nas eleições de 2022. Com isso, Bolsonaro se torna o primeiro presidente da História do Brasil a ser alvo de um processo para ser responsabilizado por tentativa de golpe contra a democracia brasileira.

Após o relatório final da PF com os indiciamentos, a Procuradoria-Geral da República irá formular denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) que deve abrir um processo criminal contra os acusados.

Além de Bolsonaro, 36 personagens entre ex-ministros, militares e alguns de seus principais auxiliares estão na lista dos indiciados. Só entre militares há mais de uma dezena. Como a coluna adiantou, além de Bolsonaro, o general Walter Braga Netto também foi indiciado. Junto a ele o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. A coluna também apurou que o nome do ex-ministro Anderson Torres está na lista de indiciados.

A PF arrecadou ao longo de quase dois anos de investigações milhares de dados obtidos em celulares e computadores e diversos depoimentos mostrando como foi forjado um plano para impedir que o presidente Lula tomasse posse em janeiro de 2023.

Histórico
O historiador e professor Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, observa o momento inédito de todo esse processo. A produção de um inquérito desse tipo e a acusação criminal feita pela PF tanto do ex-presidente como dos generais nunca ocorreu em processos golpistas anteriores a partir do momento em que o país criou instituições para assegurar a construção de um estado democrático.

“De todas as tentativas de golpe, sempre houve anistia para os golpistas. Militares golpistas sempre foram anistiados. Pode até ter iniciado um processo de punição, mas sempre teve anistia. Bolsonaro indiciado e, se depois for condenado, vai ser o primeiro presidente da República”, aponta Fico.

“Desde a Proclamação da República, em 1889, e até 1930, não dá para falar em democracia no Brasil. Aí vem a Revolução de 1930 e um governo provisório, um processo irregular até à Constituição de 1934 que estabelecia eleições para 1938. Mas Getúlio dá um golpe em 1937 e inaugura a ditadura do Estado Novo. Só dá para a gente fazer comparação em termos de institucionalidade depois de 1945. Só a partir disso temos alguns períodos democráticos”, explica Fico.

Quatro ex-ministros indiciados
Na relação dos indiciados há quatro ex-ministros do governo Bolsonaro. A lista é encabeçada pelo general Walter Braga Netto, que foi ministro da Defesa e da Casa Civil. Também foi arrolado o general Augusto Heleno, que comandou o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência durante toda a gestão de Jair Bolsonaro.

Outro general com papel central no governo passado que consta na relação é Paulo Sergio Nogueira. Além de ter sido ministro da Defesa, ele foi comandante do Exército. Completa a relação de ministros o delegado Anderson Torres, que comandou a pasta da Justiça e Segurança Pública.

Além dos ministros, também foi indiciado o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier. Segundo as investigações, ele foi o único dos chefes militares a concordar com o golpe proposto por Bolsonaro.

Os crimes
Bolsonaro e seus principais auxiliares vão responder pelos seguintes crimes:

Golpe de Estado, com penas de 4 a 12 anos de prisão.
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas de 4 a 8 anos.
Organização criminosa, com penas de 3 a 8 anos.
Depoimentos de comandantes militares
Desde janeiro do ano passado, os investigadores encontraram pelo menos dois documentos que configuram minutas com uma série de medidas contra o Poder Judiciário, incluindo a prisão de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Um deles na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e um outro documento semelhante nos arquivos de Mauro Cid.

Além disso, como se viu nesta semana na Operação Contragolpe, os investigadores encontraram documentos mostrando que um grupo de militares conhecido como “Kids Pretos” chegou a planejar na casa do general Walter Braga Netto, um plano para matar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e ainda o ministro Alexandre de Moraes.

A PF ainda coletou depoimentos dos comandantes militares durante o governo de Bolsonaro e tanto o general Gomes Freire como o brigadeiro Carlos Baptista Júnior confessaram que foram abordados por Bolsonaro com planos golpistas.

“Em uma das reuniões dos comandantes das Forças com o então presidente após o segundo turno das eleições, depois de o presidente da República, Jair Bolsonaro, aventar a hipótese de atentar contra o regime democrático, por meio de institutos previstos na Constituição (GLO [Garantia da Lei e da Ordem], ou estado de defesa, ou estado de sítio), o então comandante do Exército, general Freire Gomes, afirmou que caso tentasse tal ato teria que prender o presidente da República”, disse Baptista Júnior para a PF.

Os núcleos do golpe
De acordo com o relatório final da PF, os 37 indiciados se dividiram em seis núcleos diferentes para atacar a credibilidade do sistema eleitoral, conduzir ações clandestinas de inteligência (a chamada Abin Paralela) e articular o golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder.

Os núcleos listados pelos investigadores são os seguintes:

Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral.
Núcleo Responsável por Incitar Militares à Aderirem ao Golpe de Estado.
Núcleo Jurídico.
Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas.
Núcleo de Inteligência Paralela.
Núcleo Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas.
Operação Contragolpe
A conclusão do inquérito do golpe ocorre dois dias depois da PF deflagrar a Operação Contragolpe, que revelou um plano de assassinato elaborado por militares para matar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Todo o planejamento foi feito por militares com formação em operações especiais, conhecidos como Kids Pretos.

Como o ICL Notícias mostrou ontem (20), o planejamento para as execuções durou ao menos 36 dias. Em 15 de dezembro, um grupo de ao menos seis militares foi a diferentes pontos de Brasília para interceptar o ministro Alexandre de Moraes. O plano golpista só foi abortado por volta das 21h.

Com a derrota para Lula no segundo turno de 2022, o núcleo duro de Bolsonaro passou a discutir formas de dar um golpe de Estado para mantê-lo no poder.

36 dias de planejamento para o golpe
Dados do inquérito da Polícia Federal analisados pela coluna mostram que os preparativos para o plano de execução do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin duraram ao menos 36 dias.

As informações indicam que o ex-presidente Jair Bolsonaro participou das articulações, tentando obter o apoio dos chefes militares. Os preparativos do plano “Punhal Verde e Amarelo” tiveram a participação direta do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice na chapa derrotada de Jair Bolsonaro em 2022.

Veja abaixo a cronologia do plano de golpe:

9/11: o general Mario Fernandes cria documento com o detalhamento das ações golpistas, envolvendo o monitoramento e a execução de Alexandre de Moraes.
12/11: Braga Netto abriga em sua casa reunião com os Kids pretos envolvidos na trama de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes
14/11: Mauro Cid oferece R$ 100 mil para bancar gastos dos Kids Pretos com plano.
18/11: Braga Netto fala com manifestantes golpistas e pede paciência: “Tem que aguardar alguns dias”.

6/12: Bolsonaro, Cid e um dos Kids Pretos estiveram no Palácio do Planalto ao mesmo tempo, durante meia hora. A PF obteve essa informação ao cruzar dados das torres de telefonia com informações da agenda do então presidente. O general Mário Fernandes imprimiu o plano “Punhal Verde e Amarelo” no mesmo dia no Palácio do Planalto.
7/12: Bolsonaro se reúne com chefes do Exército, Marinha e

Aeronáutica para apresentar a minuta do golpe.
9/12: Bolsonaro se reúne com o general Estevam Theofilo, comandante do Coter (Comando de Operações Terrestres), que concorda em dar sequência ao golpe caso Bolsonaro assinasse a minuta que era discutida no Planalto.

10/12: o coronel Marcelo Câmara, assessor pessoal de Jair Bolsonaro, passa a Mauro Cid informações detalhadas sobre o acesso de Moraes, Lula e Alckmin ao TSE, no dia da diplomação.

15/12: Kids Pretos botam em ação plano para matar Alexandre de Moraes. Ao menos seis pessoas são distribuídas em diferentes locais de Brasília para interceptar Moraes. Plano só é abortado ao fim da noite.

*Juliana Dal Piva e Ivvar Mello/ICL

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Ataques não são isolados, são ameaças contra a democracia

Utilizando um equipamento israelense, a PF conseguiu restaurar dados apagados.

A recuperação de arquivos deletados nos computadores de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, permitiu à Polícia Federal (PF) cruzar novas informações com dados de outros investigados, reforçando as investigações sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, conduzida por apoiadores radicais de Bolsonaro. A informação é da jornalista Daniela Lima, no G1.

Utilizando um equipamento israelense, a PF conseguiu restaurar dados apagados, revelando mensagens que detalham os planos para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente em 2022.

PF - Polícia Federal

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“Não é aceitável que se proponha anistia”, diz chefe da PF após atentado bolsonarista no STF

“Não estamos falando de um grupo de pessoas que quebrou um quadro ou uma cadeira. Estamos falando de tentativa de homicídio”, disse Andrei Rodrigues.

Por Fábio Matos, InfoMoney – Na entrevista coletiva na qual detalhou o andamento das investigações sobre a tentativa de atentado contra o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da última quarta-feira (13), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que não é aceitável que seja aprovada qualquer anistia aos condenados por ataques ao Estado Democrático de Direito.

No momento, as duas hipóteses investigadas pela PF são de terrorismo e de ataque ao Estado Democrático de Direito. O inquérito instaurado pela corporação foi encaminhado ao Supremo, pela suposta conexão com outras apurações semelhantes em andamento – como os atos violentos de 8 de janeiro de 2023.

Questionado sobre a possibilidade de anistia – defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional –, Rodrigues fez coro às declarações do ministro Alexandre de Moraes, do STF, mais cedo, e rechaçou qualquer condescendência com os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

“Hoje, o ministro Alexandre de Moraes já comentou esse assunto. Eu, aqui, faço coro às suas palavras. Vejam a gravidade e a extensão desse processo. Não é razoável pessoas cometerem atos terroristas, tentarem assassinar outras pessoas, tentar vitimar policiais… De fato, não estamos falando de um grupo de pessoas que quebrou um quadro ou uma cadeira. Estamos falando de ações violentas ao Estado Democrático de Direito, de ações gravíssimas e tentativa de homicídio”, disse o chefe da PF.

“Eu também entendo que não é aceitável que se proponha anistia para esse tipo de pessoa”, completou Rodrigues.

NOVAS AMEAÇAS AO SUPREMO – Na entrevista, Andrei Rodrigues confirmou que recebeu a informação de que o STF teria sido alvo de novas ameaças, desta vez por e-mail, nesta quinta-feira.

“Eu recebi hoje a informação de que há novas ameaças. Não sei se foi encaminhado hoje ou se chegou hoje”, disse o diretor-geral da PF, sem dar maiores detalhes.

Rodrigues também confirmou que esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na última noite, logo depois do atentado em frente ao STF.

“De fato, estive com o presidente, reportando a ele os episódios, dada a gravidade da situação, para que ele pudesse ter ciência de tudo o que estava acontecendo”, afirmou.

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STF recebeu também ameaças por e-mail, diz PF

Assessoria não informou se ameaças foram recebidas antes ou após as explosões na praça dos Três Poderes.

O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu outras ameaças, segundo relatou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (14). Estas ameaças teriam sido recebidas por e-mail.

A assessoria do tribunal, no entanto, não quis informar se elas foram recebidas antes ou após as explosões na praça dos Três Poderes na noite desta quarta-feira. Uma fonte do tribunal afirmou que as ameaças que a corte recebe são constantes.

A sessão plenária do tribunal está mantida nesta quinta a partir das 14h, com participação restrita aos advogados das partes e imprensa previamente credenciada. De acordo com a corte, todos serão submetidos a rigorosos procedimentos de segurança.

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Quem planta vento, colhe tempestade

O refluxo contra o STF veio. A farsa do mensalão criada pela mídia e amplamente aceita pelo STF, tornou ainda mais nublada a justiça desse país.

Adicionar ódio, foi papel de Barbosão. O torquemada tornou-se, através das poses angulosas pra mídia a imagem do fanatismo e crueldade a serviço da Faria Lima.

A situação política do judiciário piorou muito com a farsa de Lava Jato que tinha como objetivo 1º entregar a cabeça de Lula na bandeja pra plutocracia. Assim foi feito e dane-se a falta de provas. Lula ficou fora da eleição e Bolsonaro e Moro venceram com o plano de fraudar as eleições de 2018.
O STF passou a ser alvo dos ataques Bolsonaristas quando foi obrigado a fazer justiça, detonando Moro e devolvendo a liberdade e os direitos políticos a Lula. De lá pra ca, a coisa só piora. Bolsonaro atiça seus cachorros loucos contra o supremo, mas principalmente contra Alexandre de Moraes. Se não for imediatamente preso, fará coisa muito pior. Isso é parte da biografia do genocida desde que foi expulso do exército por atos terroristas.

Aristoteles Azevedo Albuquerque Albuquerque Azevedo
Digo, malfadado…·

Quem atiçou o sujeito a se explodir para atingir o STF, foi o Clã Bolsonaro. Se o clã não for pra cadeia, outras bombas virão.

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Após homem se explodir perto do STF, Esplanada é isolada por risco de mais bombas

Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já deu início às primeiras providências investigativas e a perícia foi acionada ao local;

Após um homem se explodir nas proximidades do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quarta-feira (13/11), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deu início a uma varredura no local, por “risco de explosões”. As vias N2 e S2 da Esplanada foram interditadas.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já deu início às primeiras providências investigativas e a perícia foi acionada ao local.

Relatos de pessoas que estavam no local dão conta de que foram ouvidas fortes explosões em diferentes pontos da Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios. A situação ocorreu por volta das 19h30.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atua, neste momento, no atendimento a um carro carregado de fogos de artifício que explodiu no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados.

Já em frente ao prédio do STF, polciais isolaram o local em que está um corpo. Ainda não há confirmações se há relação entre as duas ocorrências.

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Hezbollah lança enxurrada de drones contra Ministério da Guerra de Israel

Movimento libanês amplia ataques em meio à guerra de Israel contra o Líbano.

O movimento xiita libanês Hezbollah afirmou nesta quarta-feira (13) que seus combatentes, pela primeira vez, atacaram com drones o território do Estado-Maior Geral do Ministério da Defesa de Israel, em Tel Aviv. As informações são da Sputnik.

“Pela primeira vez, combatentes da resistência islâmica atacaram com um grupo de drones kamikaze a base HaKirya em Tel Aviv, que abriga o Ministério da Guerra de Israel e o Estado-Maior Geral, além do quartel-general de comando da diretoria da força aérea”, disse o comunicado.

O movimento também realizou um ataque com drones na base logística Amos, na cidade israelense de Afula, a 55 quilômetros da fronteira com o Líbano.

Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram nesta quarta-feira que atacaram depósitos de armas e quartéis-generais do movimento xiita libanês Hezbollah, localizados em áreas residenciais de Beirute.

O movimento xiita libanês Hezbollah afirmou nesta quarta-feira (13) que seus combatentes, pela primeira vez, atacaram com drones o território do Estado-Maior Geral do Ministério da Defesa de Israel, em Tel Aviv. As informações são da Sputnik.

“Pela primeira vez, combatentes da resistência islâmica atacaram com um grupo de drones kamikaze a base HaKirya em Tel Aviv, que abriga o Ministério da Guerra de Israel e o Estado-Maior Geral, além do quartel-general de comando da diretoria da força aérea”, disse o comunicado.

O movimento também realizou um ataque com drones na base logística Amos, na cidade israelense de Afula, a 55 quilômetros da fronteira com o Líbano.

Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram nesta quarta-feira que atacaram depósitos de armas e quartéis-generais do movimento xiita libanês Hezbollah, localizados em áreas residenciais de Beirute.

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Níger expõe hipocrisia do Ocidente e reforça laços com a Rússia no setor de mineração

Durante a primeira conferência ministerial do Fórum de Parceria Rússia-África, realizada em Sochi, na Rússia, o ministro das Minas do Níger, Ousmane Abarchi, revelou as contradições do Ocidente em relação às vendas de uranato e discutiu a ampliação da cooperação com a Rússia no setor de mineração. As informações são da Sputnik Africa, publicadas nesta quarta-feira (13).

Abarchi criticou a hipocrisia ocidental ao citar a acusação de o Níger supostamente ter assinado um contrato de venda de uranato ao Irã. “Eles realmente nos acusaram de ter assinado um contrato para vender uranato ao Irã, […] e alguns meses depois eles próprios retiraram a acusação, novamente por meio da empresa deles, a Orano (empresa francesa), que reclamou que não podia mais exportar e vender a produção da Somaïr. E eles mesmos admitiram isso recentemente, e é por isso que disseram que a produção deveria ser suspensa porque […] eles não estão mais vendendo o produto deles,” declarou Abarchi.

Ele enfatizou que, caso o Níger tivesse tal contrato com o Irã, “isso seria conhecido. A empresa, Somaïr, não deveria estar enfrentando problemas por não vender ou não exportar seu produto.”

Além das críticas, o ministro abordou a cooperação crescente com a Rússia. A delegação nigerina se reuniu com o Ministério dos Recursos Naturais da Rússia e vários parceiros russos, tanto públicos quanto privados. “Na verdade, tivemos que analisar toda a cooperação no setor de mineração, seja em exploração, extração ou até mesmo no desenvolvimento ou comercialização de produtos minerais,” afirmou Abarchi. O ministro ressaltou a necessidade de olhar para o futuro, destacando que os delegados “consideraram o futuro dessa cooperação para fortalecê-la e diversificá-la.”

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Governo Lula é aprovado por 67,6% dos brasileiros, mostra pesquisa CNT/MDA

Percentual leva em conta os brasileiros que consideram a gestão federal “ótima”, “boa” ou “regular”. Os que desaprovam somam 30,8%

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o instituto MDA, aponta que 67,6% dos brasileiros aprovam o governo Lula (PT), considerando sua gestão “ótima”, “boa” ou “regular”. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (12), revela que 30,8% dos entrevistados classificam o governo de forma negativa, seja como “ruim” ou “péssimo”, o maior percentual desde o início do atual mandato.

Conforme os dados da pesquisa, o índice de aprovação se distribui entre 12,2% que consideram a gestão “ótima” e 23,3% que a avaliam como “boa”. Outros 32,1% dos brasileiros avaliam o governo como “regular”, reforçando uma base de aprovação ampla, mas com diferenciações no nível de entusiasmo com as políticas atuais. Esses números indicam que, apesar dos desafios enfrentados pela administração federal, ainda há um nível significativo de apoio, especialmente em setores que mantêm uma visão moderada e esperançosa sobre a gestão.

Metodologia – O instituto MDA entrevistou 2.002 pessoas presencialmente em diversas regiões do Brasil, entre os dias 6 e 9 de novembro, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%.