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Mercado errou 95% das previsões desde 2021, mostra levantamento

Um levantamento feito pelo UOL mostra que o mercado financeiro errou cerca de 95% de suas previsões sobre a economia brasileira nos últimos quatro anos. Todos os anos, economistas e especialistas de mercado fazem previsões sobre indicadores econômicos fundamentais, como a taxa de juros, o câmbio, o PIB e o comportamento da Bolsa de Valores.

No entanto, ao longo dos últimos anos, as previsões apresentadas no início do ano têm mostrado um elevado índice de erro. O levantamento analisou as estimativas feitas para os anos de 2021, 2022, 2023 e 2024, revelando que, em muitos casos, as expectativas não se concretizaram, mesmo com base em pesquisas detalhadas como o Boletim Focus, do Banco Central, e a pesquisa “LatAm Fund Manager Survey”, do Bank of America.

Para 2025, o cenário é um tanto cauteloso, com previsões de crescimento moderado. O Ibovespa deve se manter entre 110 mil e 140 mil pontos, enquanto a Selic deve alcançar 15%. O PIB deve crescer 2,02%, e a inflação, medida pelo IPCA, ficará em 4,99%. O dólar deve ser cotado a R$6,00. Contudo, como mostra o histórico, os especialistas costumam errar o rumo da economia.

Erros e acertos nas previsões anteriores:

2024

  • Ibovespa: A principal previsão era que o índice superaria os 140 mil pontos, mas ele caiu 10,36%, fechando a 120.283,40 pontos. (Errou)
  • Selic: A expectativa era que a taxa de juros ficasse em 9%, mas ela subiu para 12,25% ao ano. (Errou)
  • PIB: A previsão era de um crescimento de 1,59%, mas a alta acumulada até setembro de 2024 foi de 3,1%. (Provavelmente errou)
  • Dólar: A estimativa era que o dólar terminasse o ano em R$5,00, mas ele subiu para R$6,18, uma alta de 27,3%. (Errou)
  • Inflação/IPCA: A previsão era de uma inflação de 3,90%, mas o índice foi de 4,83%. (Errou)

2023

  • Ibovespa: Esperava-se que o índice ficasse entre 110 mil e 120 mil pontos, mas ele fechou em 134.185 pontos, com uma alta de 22,28%. (Errou)
  • Selic: A estimativa era que a Selic ficasse em 11,75%, mas ela terminou o ano em 12,25%. (Errou)
  • PIB: A previsão era de crescimento de 0,78%, mas o PIB cresceu 2,9%. (Errou)
  • Dólar: Esperava-se que o dólar ficasse em R$ 5,28, mas ele terminou o ano em R$4,85, uma queda de 8,06%. (Errou)
  • Inflação/IPCA: A previsão era de 5,36%, mas a inflação de 2023 ficou em 4,62%. (Errou)

2022

  • Ibovespa: A maioria previu que o índice ficaria abaixo dos 120 mil pontos, mas ele terminou o ano com uma alta de 4,69%, a 109.735 pontos. (Acertou)
  • Selic: Esperava-se que a Selic ficasse em 11,75%, mas a taxa subiu para 13,75%. (Errou)
  • PIB: A previsão era de 0,28% de crescimento, mas o PIB cresceu 2,9%. (Errou)
  • Dólar: A estimativa era que o dólar ficasse em R$ 5,60, mas a moeda terminou o ano em R$ 5,27, com uma queda de 5,32%. (Errou)
  • Inflação/IPCA: A previsão era de 5,03%, mas a inflação foi de 5,79%. (Errou)

2021

  • Ibovespa: A maioria previu que o índice ficaria acima de 120 mil pontos, mas ele teve uma queda de 11,93%, fechando a 104.822,44 pontos. (Errou)
  • Selic: Esperava-se uma Selic de 3,25%, mas ela terminou o ano em 9,25%. (Errou)
  • PIB: A previsão era de 3,41% de crescimento, mas o PIB cresceu 4,8%. (Errou)
  • Dólar: A previsão era que o dólar ficasse em R$ 5,00, mas ele subiu para R$ 5,57, uma alta de 7,47%. (Errou)
  • Inflação/IPCA: Esperava-se uma inflação de 3,34%, mas ela ficou em 10,06%. (Errou)

Taxa de acerto – Em um levantamento geral, a taxa de acerto foi de apenas 5%, o que significa que, de cada 20 previsões feitas, apenas uma se confirmou. A única projeção bem-sucedida foi a previsão do desempenho da Bolsa em 2022, quando a alta do Ibovespa foi de 4,69%.

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Governo quer reduzir impostos de importação para baratear alimentos

Segundo o ministro Rui Costa, ao facilitar a importação desses alimentos, o governo contribuiria para aumentar a oferta do produto e, por consequência, a queda do preço.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo estuda a possibilidade de reduzir o imposto de importação de alimentos que, por algum motivo, estiverem mais baratos no exterior que no Brasil.

Segundo o ministro Rui Costa, ao facilitar a importação desses alimentos, o governo contribuiria para aumentar a oferta do produto e, por consequência, a queda do preço.

“Não tem explicação para [o preço interno] estar acima. Todo produto que o preço externo estiver menor que o interno, vamos atuar. O preço se forma no mercado. Se tornarmos mais barata a importação, vamos ter atores do mercado importando. E vão ajudar a abaixar o preço do produto interno”, disse.

Rui Costa disse ainda que o governo não pretende adotar nenhuma medida “heterodoxa” (fora do padrão) para abaixar o preço dos alimentos nos supermercados. “Não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização”, afirmou o ministro.

A fala do ministro aconteceu após reunião nesta sexta entre o presidente Lula e ministros sobre propostas para baratear o preço dos alimentos, tema que se tornou prioridade para o governo federal neste início de ano.

Rui estava acompanhado dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). Também participaram da reunião Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão) e o diretor-presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O encontro durou cerca de três horas.

Redução de taxas do vale-alimentação também deve diminuir preços dos alimentos
O governo Lula diz que vai trabalhar para intensificar iniciativas de estímulo à produção agrícola já existentes, em particular aquelas destinadas aos produtos que compõem a cesta básica.

“Eu diria que o carro-chefe, para resumir, é que o presidente pediu para que deem uma lente de aumento, foco maior, na hora da definição de políticas públicas já existentes”, afirmou Rui Costa.

O ministro disse que a ênfase será dada aos produtos que fazem parte da cesta básica.

Entre as iniciativas a curto prazo, Rui Costa apenas mencionou mudanças nas regras de vale-alimentação e vale-refeição, como haviam sido divulgadas por Fernando Haddad. O chefe da equipe econômica vai apresentar nos próximos dias uma análise ao Palácio do Planalto.

Segundo Haddad, o governo deve avançar com a portabilidade dos tíquetes refeição e alimentação, o que poderia baratear a taxa de 1,5% a 3% cobrada pelas administradoras dos cartões. O ministro informou que o governo federal estuda a regulamentação da Lei 14.422, sancionada há três anos, que mudou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e cria a portabilidade, por meio da qual o trabalhador poderá escolher a empresa gestora dos tíquetes, atualmente definida pelos recursos humanos de cada empresa.

“Penso que tem um espaço ali, regulatório, que caberia ao Banco Central, já pela lei, mas que não foi feito até o término da gestão anterior. Eu penso que há um espaço regulatório que nós pretendemos explorar no curto prazo”, afirmou Haddad, ao retornar de encontro de cerca de nove horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.

Para Haddad, a maior concorrência entre as bandeiras de vale-alimentação e refeição poderá resultar na redução das taxas de cartões. De acordo com o ministro, isso, em tese, barateará o preço dos alimentos, tanto nos restaurantes quanto nos supermercados. A lei também prevê que as máquinas serão obrigadas a aceitar todas as bandeiras de cartões, em vez de serem atreladas apenas aos estabelecimentos credenciados.

“Regulando melhor a portabilidade, nós entendemos que há espaço para queda do preço da alimentação. Tanto do vale-alimentação quanto do vale-refeição. Porque a alimentação fora de casa é tão importante quanto a compra de gêneros alimentícios no supermercado. Entendendo que, regulando bem a portabilidade, dando mais poder ao trabalhador, ele vai encontrar um caminho de fazer valer o seu recurso, daquele benefício [a] que ele tem direito”, declarou o ministro.

A regulamentação do tema depende do Banco Central, que seguirá diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nesta quinta-feira, haveria a reunião de janeiro do órgão, mas o encontro foi cancelado por falta de temas a serem votados.

*Com informações da Folha de S. Paulo, do G1 e da Agência Brasil

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Dólar abre o dia a 5,90 e mata o terrorismo econômico da mídia

Quem consegue ser mais urubuzento na mídia antipetista?

A disputa é dura.

Não pela qualidade dos argumentos que nem existem, mas pela gesticulação dos braços e a pressa em dar notícias ruins para a sociedade brasileira em tom solene-tosco.

O importante é fechar os olhos da audiência fretando opiniões de “economistas” de salão da Faria Lima.

Aqui na terra das lendas urbanas, há um estranho caso de uma “economia aos cacos” que só apresenta números reais opostos ao que está na língua de trapo dos neoliberais via lixo achista.

Convence mas não vence.

Esse é o dilema de quem fala ao próprio fígado.

No final da peleja discursiva, o governo Lula tem levado todas de braçada.

O arco de alianças contra o governo na mídia, consegue convencer as pessoas, mas não consegue vencer a realidade.

Não sei se isso é um fenômeno exclusivo do Brasil, mas criar fantasmas contra o país, é tradição da Casa Grande.

Aí, é asneira de pedra, todo santo dia no universo corporativo, a começar pela mídia.

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Bastou a vaca sagrada da Faria Lima sair da presidência do BC que o dólar despencou

Dólar cai forte e vai R$ 5,94 nessa quarta feira.

Atônita a equipe do Infomoney, que [e a mesma da XP, está no olho de um barata voa, pra tentar justificar a queda de fora pra dentro por dois motivos.

1) fazer de conta que o sabotador Campos Neto não é sabotador.
2) anular todo o esforço do governo para se chegar a essa queda.

Mas os fatos não mentem.

O dólar começou a cair assim que sabotador bolsonarista Campos Neto saiu da presidência do Banco Central “independente”

O dólar à vista fechou em queda de 1,41%, aos 5,9463 reais — a menor cotação desde 27 de novembro de 2024, quando encerrou em 5,9141 reais.

Não tem lero lero “técnico”. O Brasil estava sendo sabotado por Campos Neto, como muitos cansaram de denunciar.

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BTG Pactual é acusado por investidores de ter responsabilidade em caso de pirâmide

Banco foi incluído em 57 processos; em 29 teve decisões favoráveis e perdeu em quatro.

O BTG Pactual está enfrentando uma batalha na Justiça contra investidores que querem responsabilizá-lo solidariamente por um caso envolvendo pirâmide financeira. Segundo fontes próximas do banco, a companhia de André Esteves já foi incluída como parte em 57 processos movidos por clientes que argumentam terem sido lesados após comprar cotas do fundo GR Ultimate, gerido pela Florida e administrado pela Intrader.

A empresa Canis Majoris também aparece no polo passivo dos processos sob a alegação de captar clientes e, segundo advogados dos autores, teria sido a responsável pela mobilização do esquema. Já a inclusão do BTG se deu porque a Necton, que distribuiu as cotas do fundo, foi comprada pelo banco em 2020.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu em maio de 2024 um processo administrativo sancionador sobre o caso, mas não incluiu o BTG. O processo é para apurar a realização de oferta pública de valores mobiliários sem o devido registro na CVM.

Não é a primeira manifestação da autarquia sobre o esquema. Em 2017, o colegiado deliberou que o grupo GR Investimentos e o sócio Mateus Davi Pinto Lúcio não estavam autorizados a exercer “quaisquer atividades no mercado de valores mobiliários”, sob pena de multa.

Na época, Daniel Maeda, diretor da CVM, escreveu nos autos que o grupo vinha ofertando investimentos com retorno fixo de 2% a 4% ao mês e entendeu que havia “oferta irregular de serviços de administração de carteira e de distribuição de valores mobiliários”, além da “captação de poupança popular de forma indevida”.

Ações ainda pendentes de julgamento são 24
Dos 57 processos judiciais que têm o BTG como parte, 29 tiveram resultados favoráveis ao banco. Quatro tiveram decisões contrárias. E 24 ainda estão pendentes de julgamento, de acordo com fontes ligadas ao BTG.

A Coluna do Broadcast, do Estadão, teve acesso às quatro decisões condenando solidariamente o BTG e que, pelo menos até agora, não foram revertidas. Juntas, as ordens judiciais determinavam o bloqueio de quase R$ 3 milhões. Em um dos casos, porém, a autora conseguiu resgatar o valor investido e desistiu do processo. Em outro, cuja penhora deveria ser dividida entre o BTG e mais duas empresas envolvidas, o banco conseguiu suspender provisoriamente o bloqueio até julgamento do recurso.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou duas condenações de primeira instância, porém, o BTG ainda pretende recorrer aos tribunais superiores.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já se manifestou sobre uma ação, e foi para acolher recurso do banco. O relator, ministro Marco Buzzi, cassou acórdão do TJ-SP e determinou que o Tribunal julgasse as omissões apontadas pelo BTG, que incluíam controvérsias sobre a iliquidez do fundo e sobre o fato de o BTG Pactual figurar como terceiro, e não integrante da ação originária.

Com a palavra
Em nota, o BTG Pactual disse que não é “nem administrador nem gestor do fundo em questão” e que “o fundo foi fechado, o que inviabiliza os resgates, medida sobre a qual o banco não tem ingerência, já que atuou apenas como distribuidor”.

Vitor Gomes Rodrigues de Mello, pelos autores das ações, disse que “a tentativa de blindagem patrimonial do grupo econômico da Canis Majoris por meio da liquidez restrita dos fundos é uma manobra preocupante” e que continuará “atuando firmemente para assegurar a responsabilização integral dos envolvidos e a reparação dos danos causados”.

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Que PIX que nada. Ibovespa dispara 2,81%; dólar cai e se aproxima dos R$ 6

Justo no dia que a gangue bolsonarista espalhou mentiras sobre o PIX, na vida real, tivemos a maior alta do IBOVESPA em um só dia desde 5 de maio de 2023 (+2,91%)

A federação de mentirosos deve ter ficado de estomago virado.

O Ibovespa acabou fechando o pregão desta quarta-feira com alta parrudaça de 2,81%, aos 122.650,20 pontos, ganho de 3.351,53 pontos.

Detalhe fundamental: É a maior alta em um só dia desde 5 de maio de 2023 (+2,91%).

Terroristas econômicos da Faria Lima, deram com os burros n’água.

Dólar cai ainda mais. Teve nessa quarta, baixa de 0,35%, encerrando as negociações a R$ 6,0252.

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Pix: governo revoga norma da Receita Federal sobre movimentações financeiras

Ministro da Fazenda disse que o governo irá editar uma medida provisória (MP) para garantir que o Pix não será taxado.

O governo federal decidiu recuar em relação à norma da Receita Federal sobre monitoramento das movimentações financeiras, incluindo o Pix, após uma onda de fake news e de repercussão negativa em torno do assunto. A nova decisão foi confirmada pelo secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, na tarde desta quarta-feira (15).

“Nos últimos dias pessoas inescrupulosas distorceram um ato da Receita, causando pânico. Apesar de todo o nosso trabalho, esse dano é continuado. Por isso, decidi revogar esse ato”, disse ele.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo irá editar uma medida provisória (MP) para garantir que o Pix não será taxado e reforçar a gratuidade e o sigilo. “A MP equipara pagamento com PIX a pagamento em dinheiro”, disse o ministro.

Além disso, a MP vedará cobrança de valor diferente entre dinheiro vivo e Pix. “Não queremos contaminação de fake news para discutir o que está na lei. Quer discutir o texto de lei, vamos discutir. Mas inventar pretexto para querer mais uma vez manipular a opinião pública e deixar dúvida no ar enquanto tramita a medida provisória”, disse o ministro da Fazenda. “O estrago está feito por esses inescrupulosos, inclusive senador e deputado federal agindo contra o estado brasileiro”.

O assunto cresceu e ficou polêmico após a Receita Federal decidir ampliar a fiscalização sobre as movimentações financeiras de consumidores e empresas. O órgão passou a exigir que as chamadas fintechs notifiquem movimentações globais a partir de um determinado valor — algo que já era cobrado dos bancos tradicionais. A Receita passou a receber dados das operadoras de cartão de crédito (carteiras digitais) e das fintechs para movimentações acumuladas acima de R$ 5 mil por mês para pessoas físicas. Isso vale tanto para o Pix como para outras formas de transferência de recursos.

No caso dos clientes dos bancos tradicionais, que já tinham movimentações informadas, o limite foi alterado de R$ 2 mil para R$ 5 mil, que será o valor uniforme para todas as instituições financeiras. No caso de pessoa jurídica, o patamar foi elevado de R$ 5 mil para R$ 15 mil.

‘Pix: revogação da norma é para evitar distorção’
Sobre a repercussão negativa, o ministro da Fazenda disse que “essas pessoas vão ter que responder pelo que fizeram, mas não queremos contaminar a tramitação da MP, até que de fato se esclareça no Congresso o que aconteceu nos últimos dias sobre uma coisa séria que a Receita está fazendo”.

Haddad também afirmou que uma lei de 2001 garante à Receita Federal e às receitas estaduais uma série de informações. “Vamos dialogar com os governos estaduais para ter um regramento que atenda o país, não a esse ou aquele governo”, disse.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, acrescentou que o objetivo da MP é “blindar o Pix de mentiras”. “Em razão desses crimes e golpes, determinamos que a AGU ainda hoje notifique a PF para a abertura de inquérito. Para investigar os autores da desordem da informação. É crime contra a economia popular. Estamos notificando também a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor”.

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Empresas estatais registram maior lucro da história desde 2008

Dados são do 13º Balanço das Empresas Estatais Federais, divulgado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério da Economia.

Com menos três companhias, que foram privatizadas, queda de 13,4% no número de funcionários, entre 2015 e 2019 e redução de despesas com empregados, corrigidas pela inflação, de 1,2%, o equivalente R$ 2,1 bilhões na folha de pagamento, somente com demissões voluntas empresas estatais tiveram o maior lucro da história, desde 2008, de acordo com os dados do 13º Balanço das Empresas Estatais Federais, divulgado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério da Economia.

“O resultado foi impulsionado principalmente pelo Grupo Petrobras, cujo lucro líquido passou de R$ 26,7 bilhões, em 2018, para R$ 41 bilhões”, ressaltou Amaro Gomes, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Importante lembrar, segundo o secretário, que a petroleira em 2016 e 2017 teve rombos de R$ 13 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente.

Outro destaque foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que evoluiu de R$ 6,7 bilhões, para R$ 17,7 bilhões no resultado líquido. O Grupo Caixa também subiu de R$ 10,4 bilhoes para R$ 21,1 bilhões. O Banco do Brasil elevou o resultado de R$ 12,9 bilhões para R$ 18,2 bilhões. Já o Grupo Eletrobras teve resultado positivo menor: dos R$ 13,3 bilhões, para R$ 10,7 bilhões, em 2019.

Elas tiveram lucros maiores, mas pagaram também mais dividendos aos acionistas, no total de R$ 27,7 bilhões, o maior montante desde 2013 (R$ 27,8 bilhões), embora inferior ao pico, que foi em 2012, quando o montante pago de dividendos chegou a R$ 30,4 bilhões. A política de pessoal, segundo o secretário-Adjunto de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Ricardo Faria, foi um dos fatores relevantes para os resultados.

Pessoal
O quadro de contratados e efetivos teve redução de 13,4% entre 2015 e 2019, de 550.112 funcionários, para 476.644 (menos 73.468 profissionais), motivado pelos planos de demissão voluntária (PDVs), além dos óbitos e aposentadorias. Entre 2018 e 2019, a queda foi de 3.5% no total. Saíram do guarda-chuva da União 18.275 empregados (eram 494.919, em 2019). Grande parte dos Correios, que teve redução de 5,6% no número de funcionários (5,9 mil pessoas), seguido do Banco do Brasil (-4,2%), que desligou 4,2 mil empregados.

“Da redução total do quantitativo de pessoal das estatais, cerca de 3.500 posições decorreram das desestatizações do período, e o restante foi, em grande parte, resultado da implementação de programas de desligamento voluntário de empregados (PDVs), cuja estimativa de economia na folha de pagamentos é da ordem de R$ 2,10 bilhões”, informou.

O documento aponta, ainda que, quanto às despesas de pessoal – que incluem outros custos/despesas além da folha de pagamento – em relação ao ano de 2018, houve um acréscimo de R$ 2,8 bilhões (3%), em valores nominais, considerando apenas as empresas não dependentes. “Em valores reais, ajustados pelo IPCA, houve redução da ordem de 1,2%”.

Números totais
No conjunto, as estatais registraram lucro de R$ 109,1 bilhões, em 2019, com alta de 53%, em relação a 2018 (R$ 71,3 bilhões). No período, o destaque no desempenho financeiro foi incentivado, principalmente, pelas companhias do setor financeiro (R$ 59 bilhões, contra R$ 31 bilhões em 2018) e do setor produtivo (R$ 51,9 bilhões e R$ 39,2 bilhões no ano anterior). As dependentes do governo – com controle acionário direto da União –, ao contrário, após um resultado positivo de R$ 1,1 bilhão em 2018, despencaram para um prejuízo de R$ 1,8 bilhão, no ano passado.

O Brasil tem 200 empresas estatais federais ativa, entre elas 46 com controle acionário direto da União, sendo 18 dependentes do caixa do Tesouro Nacional. Eram 203, em 2018. “Nessa edição, contabiliza-se a redução de três estatais: Amapari Energia S.A. (reclassificada), Conecta – Conecta S.A. (transferida), Distribuidora de Gás Montevideo S/A (transferida)”, informa o balanço do Ministério da Economia.

Até dezembro de 2019, o executado do Programa de Dispêndios Globais (PDG – conjunto de informações econômico-financeiras das não dependentes) das empresas estatais federais totalizou R$ 2,33 trilhões. Até dezembro de 2019, as empresas estatais federais executaram 45,7% do Orçamento de Investimentos aprovado para o ano. Os grupos Petrobras e Eletrobras representaram 92% do investimento das estatais federais, até dezembro de 2019. O Grupo Setor Financeiro teve o maior nível de execução até dezembro de 2019 com 56,5%, seguido pelo Grupo Eletrobras com 50,5%. O setor financeiro investiu R$ 3,2 bilhões, no ano de 2019.

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Ao contrário da Faria Lima, Consultoria internacional faz previsão otimista para risco fiscal do Brasil

Para Gavekal Research, Brasil poderá ser uma economia que dará a volta por cima em 2025.

Enquanto agentes da Faria Lima pressionam o governo por mais corte de gastos, alegando que o país corre um sério “risco fiscal”, a Gavekal Research, uma das consultorias mais respeitadas por grandes investidores, divulgou uma análise com viés otimista sobre o Brasil.

Autor do texto, o analista Udith Simand reconhece que a relação entre dívida líquida e PIB de 85% realmente é alta para um país emergente e se assemelha mais a economias desenvolvidas como Reino Unido e Japão.

Cita ainda os embates entre o presidente Lula e Roberto Campos Neto, que dirigia o Banco Central, como um dos complicadores, além do alto custo do serviço da dívida.

Mas desse ponto em diante, a Gavekall vê boas perspectivas para o país. “A boa notícia é que o atrito com o Banco Central deverá diminuir. Gabriel Galipolo — nomeado por Lula como novo dirigente — é bem-visto pelos mercados e já votou a favor de novas altas de juros”.

De acordo com a análise, “se Lula cumprir sua promessa de conceder autonomia a Galipolo e permanecer ‘vigilante’ à necessidade de reformas fiscais, a moeda subvalorizada e sobrevendida do Brasil poderá facilmente provar ser uma ‘comeback kid’ (em tradução livre, uma economia que dará a volta por cima) em 2025.”

Edu Moreira: “Situação fiscal é menos preocupante do que fazem parecer”
O economista Eduardo Moreira, criador do Instituto Conhecimento Liberta, ressalta o contraste entre a análise da consultoria internacional e os porta-vozes do mercado financeiro instalados na Faria Lima.

“Como eu e vários outros economistas do campo progressista vimos falando há anos, a situação fiscal do Brasil é muito menos preocupante do que querem fazer parecer os especuladores de mercado, que só se beneficiam dessas grandes oscilações que conseguem gerar, impondo medo aos investidores”, comenta Edu.

A economista e historiadora Deborah Magagna, apresentadora do ICL Mercado e Investimentos, concorda. “Eu também não vejo esse risco fiscal que o mercado está apontando”, diz ela. “A análise fala que a dívida bruta do Brasil está aumentando, mas pelo custo da dívida, não porque o endividamento está crescendo. Mas o mercado usa a abordagem que lhe convém para sustentar essa história de que há risco fiscal. Eles precisam desses elementos para pressionar os juros e para pressionar o governo”.

Deborah lembra que a Faria Lima errou muitas projeções e provavelmente vai errar a projeção do déficit e da inflação do ano.

“O relatório também fala que o real está mais desvalorizado que a média das outras moedas por fatores domésticos e é possível que haja a retomada, já que o relatório fala do Gabriel Galípolo à frente do BC, que vai diminuir os atritos com o governo e pode reduzir essa percepção de risco”, afirma a economista. Com ICL.

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Bancos repetem pessimismo sobre economia em 2025; previsões erraram em 2023 e 2024

Instituições financeiras estimam inflação e juros em alta, e crescimento do PIB em baixa.

Após errarem em 2023 e 2024, os bancos insistem em previsões pessimistas para a economia nacional, desta vez para 2025. Estimativas de economistas ligados a instituições financeiras coletadas pelo Banco Central (BC) apontam que o novo ano deve ser de crescimento menor e inflação maior, juros em alta e dólar a R$ 6.

Nos dois anos anteriores, os bancos previram taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que acabaram sendo superadas, com folga, pela realidade da economia nacional. Mesmo assim, voltaram a apontar um crescimento tímido para 2025, menor do que o verificado em 2023 e 2024. Reforçam, assim, o que já é tradicional no mercado.

“O mercado é mais pessimista do que a própria realidade”, resumiu Miguel de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “Ele esperava o fim do mundo em 2023. Depois, em 2024. Aí se viu que os indicadores são bons”, disse.

Para 2025, os bancos estimam que a economia cresça 2,02% – em 2023, ela cresceu 3,2% e, nos últimos 12 meses, 4%. Também estimam uma inflação de 4,99% ao final do ano, ou seja, acima da meta de até 4,5% estabelecida para o índice; e ainda uma taxa básica de juros de 15% ao ano em dezembro – hoje, ela está em 12,25%.

Todas as previsões estão registradas no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo BC justamente para dar uma ideia do ânimo do mercado sobre o país.

Para Oliveira, as previsões registradas na primeira edição do Focus de 2025 são exageradas. “Vai ser um ano desafiador, naturalmente, por conta do dólar alto e juros altos, mas eu particularmente não acho que a gente vai ter um ano tão difícil assim”.

Projeções para 2025:

Inflação (IPCA) – 4,99%
Crescimento do PIB – 2,02%
Dólar – R$ 6,00
Selic – 15% ao ano

Fonte: Boletim Focus (3 de janeiro de 2025)

Erros sucessivos

O economista Pedro Faria, economista e doutor em história pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, diz que bancos e outras instituições do mercado financeiro precisam fazer previsões sobre a economia para tomar decisões. Segundo ele, no entanto, os bancos têm adotado modelos matemáticos defasados para a elaboração de estimativas.

“Os modelos têm premissas erradas. Trata o governo como um inibidor do investimento privado, quando a gente vê que a realidade é outra”, disse Faria. “O gasto do governo cresce, gera demanda, o empresário investe porque ele está vendendo”.

Mauricio Weiss, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ratifica esse erro. “O mercado sempre subdimensiona o impacto da ampliação dos gastos na economia. Por isso, previu um crescimento muito mais baixo do que ocorreu em 2022, 2023 e 2024. Por outro lado, o mercado subdimensiona o impacto na redução dos custos trabalhistas, e previu muito para cima o PIB em 2017, 2018 e 2019”.

Projeções x realidade em 2024:

Inflação (IPCA)
. Projetado – 3,90%
. Apurado – 4,87% (12 meses acumulados até novembro)

Crescimento do PIB
. Projetado – 1,59%
. Apurado – 4% (12 meses acumulados até setembro)

Dólar
. Projetado – R$ 5
. Apurado – R$ 6,18

Selic
. Projetado – 9% ao ano
. Apurado – 11,25% ao ano

Fontes: Boletim Focus (5 de janeiro de 2024) e indicadores

Projeções x realidade em 2023:

Inflação (IPCA)
. Projetado – 5,36%
. Apurado – 4,62%

Crescimento do PIB
. Projetado – 0,78%
. Apurado – 3,2%

Dólar
. Projetado – R$ 5,28
. Apurado – R$ 4,85

Selic
. Projetado – 12,25% ao ano
. Apurado – 11,75% ao ano

Fontes: Boletim Focus (6 de janeiro de 2023) e indicadores

Influência na realidade

Weiss ressalta que, apesar de quase sempre equivocadas, as previsões dos bancos têm forte impacto sobre a realidade da economia nacional. Ele lembrou que nas discussões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa básica de juros, a Selic, as previsões registradas no Focus são balizadoras.

“E o BC as leva em consideração na condução da política econômica”, afirma. “Elas importam porque os detentores do dinheiro acreditam nelas. Então, por pior que sejam, impactam na vida concreta do país”.

“As instituições financeiras são quem definem o custo de endividamento das empresas, para onde vai a poupança, muita coisa real”, acrescenta Faria. “Mesmo que estejam erradas, as previsões são importantes e vão continuar sendo”.

Revisões sistemáticas

Oliveira, da Anefac, afirmou que as previsões dos bancos são revisadas frequentemente. Ele mesmo acredita que, por serem muito pessimistas sobre a economia em 2025, eles terão de ser corrigidas durante o ano.

Weiss, no entanto, diz que, por conta principalmente dos juros, a economia nacional tende a ter resultados piores em 2025 do que em anos anteriores. “Neste ano eu também estou mais pessimista por conta da elevação na taxa de juros”, reconheceu. “Talvez os bancos acertem suas previsões, mas pelo motivo errado”.

Andrew Storfer, diretor do Núcleo de Economia da Anefac, diz que o quadro para 2025 não é bom, e critica o governo. “As perspectivas são de um ano difícil principalmente porque o governo não está fazendo sua parte. Isso implica que a política monetária tem que ser mais restritiva, com juros mais altos, para conter a inflação”.

Ele ressaltou que apesar do pessimismo em 2024, os bancos estimavam uma inflação menor e um dólar mais baixo que o atual. “Segundo os bancos, a inflação ia ficar em torno de 3,8% e ficou em torno de 4,9%. O câmbio que era previsto R$ 4,9 terminou em quase R$ 6,2. Então, acho até que o mercado foi otimista no começo de 2024”.

*BdF