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Economia

Ibovespa bate novo recorde e fecha acima dos 191 mil pontos pela 1ª vez

O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista também fez o dólar recuar para R$ 5,1556, o menor valor desde 28 de maio de 2024

Reuters – O Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira, renovando recordes e encerrando acima dos 191 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado mais uma vez pelas blue chips, que têm sido embaladas neste começo de ano pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,4%, a 191.490,40 pontos, novo topo de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 191.780,77 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 188.854,45 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$32,98 bilhões.

Estrategistas do JPMorgan destacaram que o primeiro mês do ano costuma ser um período de forte entrada de capital externo, mas nada comparável ao que se observou no mês passado e ao que continua entrando. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo de estrangeiros na bolsa em 2026 alcançava cerca de R$35,6 bilhões.

No curto prazo, citou o analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o que se imagina é que o mercado deve seguir nessa tendência de alta, principalmente pela entrada de investimento estrangeiro.

Operadores também têm citado alguns movimentos de zeragem de posições vendidas, na esteira do rali recente. No ano, o Ibovespa já acumula uma valorização de 18,85%.

A retomada do fôlego na B3 também teve como pano de fundo um clima mais tranquilo em praças acionárias no exterior, embora incertezas sobre a política comercial do presidente Donald Trump permaneçam, assim como agentes seguem avaliando os potenciais efeitos econômicos da inteligência artificial (IA).

O europeu STOXX 600 fechou com um acréscimo de 0,23%, enquanto o norte-americano S&P 500 avançou 0,77%.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN subiu 2,54%, renovando máximas históricas e ampliando a alta no ano para mais de 28%. Nem a piora dos preços do petróleo na sessão minou o apetite. O barril sob o contrato Brent encerrou em queda de 1%. PETROBRAS ON avançou 2,28%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,52%, após forte correção negativa na véspera e alguma titubeada nesta terça-feira, com bancos de modo geral firmando-se no azul à tarde. BRADESCO PN subiu 0,8%, BANCO DO BRASIL ON avançou 1,77% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou em alta de 3,41%, tendo no radar Investor Day do controlador, o espanhol Santander, na quarta-feira.

– VALE ON subiu 0,39%, no quarto pregão seguido de alta, mesmo com uma retomada negativa do mercado na China. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian recuou 1,79% na volta de feriado prolongado, mas o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura sustentou sinal positivo.

– GERDAU PN recuou 2,22%, após resultado do quarto trimestre, que mostrou fraqueza na operação brasileira e um desempenho mais robusto na América do Norte. O grupo siderúrgico vê manutenção das margens no primeiro trimestre na operação no Brasil, mas avanço nessa linha na América do Norte. Também afirmou que está sempre avaliando ativos.

– MINERVA ON caiu 4,43%, tendo no radar relatório de analistas da XP, que cortaram a recomendação das ações para neutra e o preço-alvo de R$8,40 para R$7,20, avaliando que a relação risco versus retorno já não é tão atrativa. Analistas do JPMorgan também reiteraram recomendação neutra para os papéis, citando um cenário doméstico desafiador para a companhia.

– IRB(RE) ON saltou 7,26%, para uma máxima desde agosto de 2022. Neste ano, os papéis do ressegurador já acumulam uma alta de quase 20%.

– TECNISA ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 12,75%, após a construtora divulgar oferta do Grupo BTG Pactual por uma participação na Windsor, que desenvolve o empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes, na cidade de São Paulo. A proposta vinculante do BTG envolve a compra de 26,09% da Windsor por R$260,9 milhões, a serem pagos à vista.


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Economia

Na contramão dos catastrofistas, Mercado reduz previsão da inflação para 3,91% este ano

A turma do deixa que eu chuto, que erra previsão até mesmo do passado, certamente desaparecerá da mídia para se omitir de explicar a infâmia absolutamente equivocada de seus contos econômicos.

Esse mesmo departamento de balão da mídia não cochila para contas auspiciosas de fatos criados pela própria cachola para vender a ideia de que o Brasil está aos cacos ou num poço.

O problema é que, numa hora dessas, a grande alegria dos tais conservadores não tem como impedir que o parteiro revele um Brasil voando baixo, perfurando a língua dos falastrões e seus galões de gasolina que deveriam ser usados para incendiar o Brasil.

A notícia verdadeira corre e a turma de pés inchados tem que correr atrás para inventar outro sofisma em substituição ao atual.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,95% para 3,91% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5% para os dois anos.

Pela sétima semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e se mantém dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

É estabilidade econômica que chama.

Luz e gasolina
Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi reduzida nesta edição do Boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,13% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Juros
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

*Com informações da Agência Brasil


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Economia

Dólar cai para o menor valor em 21 meses, e bolsa bate recorde

Moeda recuou após alerta de governo chinês sobre títulos dos EUA

Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para o menor nível em 21 meses e fechou abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve forte alta e bateu recorde, superando os 186 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032 (-0,62%). A cotação caiu durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A partir daí, investidores aproveitaram para comprar moeda barata, mas a moeda não deixou de operar em baixa.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,47% em 2026.

O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O indicador foi puxado por ações de bancos, de petroleiras e de mineradoras, setores com maior peso no índice.

A última vez em que o Ibovespa tinha batido recorde foi no último dia 3. A bolsa brasileira sobe 15,69% em 2026.

Recomendação da China
O dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento no mercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para a queda.

Os números do mercado de trabalho americano, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado. Isso aumentou as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) volte a reduzir os juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene.

O principal fator, no entanto, que pesou no mercado foi a recomendação do governo da China de que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O país asiático é o maior detentor de papéis estadunidenses e pretende diversificar as reservas internacionais.

Essa combinação de fatores fez o dólar cair e a bolsa subir. A moeda estadunidense também cedeu diante de divisas de outros países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a persistir e pode continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nos próximos meses.


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Economia

E a direita, hein! Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

Ministério do Desenvolvimento lançou painel com estatísticas do setor

As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país.

Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números.

Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,

“A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.

De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil.

*Agência Brasil


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Brasil Economia

Indústria de máquinas agrícolas do Brasil aumenta vendas em 7,4% para R$ 66,75 bilhões

Segundo a Abimaq, o faturamento com as vendas no mercado interno também aumentou

(Reuters) – A receita líquida total do setor de máquinas e implementos agrícolas no Brasil alcançou R$66,75 bilhões em 2025, alta de 7,4% sobre 2024, com produtores embalados por safras recordes de soja e milho, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados nesta quarta-feira (28).

O faturamento com as vendas no mercado interno, que responde pela maior parte da receita, somou R$ 57,6 bilhões em 2025, aumento de 6,7% sobre 2024.

“Depois de dois anos de queda, teve crescimento interessante… Viemos de um quadro climático e preços ruins, o que impactou negativamente os investimentos… (mas) o ano de 2025 foi de clima bastante favorável, com crescimento de safra, e viabilizou ganhos de investimentos”, afirmou a diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Cristina Zanella, a jornalistas.

Para 2026, ela prevê que o setor seguirá crescendo, mas em menor intensidade, com expectativa de avanço de mais de 3% na receita.

Em 2025, as exportações da indústria de máquinas agrícolas avançaram 12,2% no ano, totalizando US$1,63 bilhão.

As vendas totais de tratores e colheitadeiras pelo setor no país no ano passado somaram 61.064 unidades, crescimento de 14,1% ante 2024, mesmo com a desaceleração observada em dezembro, quando as vendas caíram 15,6% em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando 4.098 máquinas.

Tratores responderam pela maior parte do volume. As vendas no mercado interno atingiram 52.124 unidades em 2025, expansão de 16,5% ante 2024, apesar da queda de 18,1% na comparação de dezembro contra o mesmo mês do ano anterior.

No caso das colheitadeiras, as vendas internas cresceram 5,2% no ano, para 3.410 unidades, embora dezembro tenha registrado queda de 13,7% sobre o mesmo mês de 2024.


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Economia

Ibovespa renova recorde e supera 175 mil pontos com capital externo

O alívio nas tensões globais provocados por recuos do presidente Donald Trump voltaram a beneficiar o mercado financeiro. A bolsa de valores acumulou o terceiro recorde consecutivo e superou a marca de 175 mil pontos. O dólar fechou abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde novembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (22) aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. No melhor momento do pregão, às 12h39, chegou a subir 3,27% e a aproximar-se dos 178 mil pontos.

O avanço foi sustentado principalmente por ações de bancos, com grande peso no índice, em um movimento que reflete a realocação global de recursos em direção a mercados emergentes. O volume de negociações voltou a ser expressivo, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões em 2026.

Dados da B3 reforçam o papel do investidor estrangeiro na alta recente. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em quase R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.

Câmbio
No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a quinta vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A cotação operou em estabilidade durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima das mínimas do dia.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 11 de novembro, quando estava a R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,73%.

O cenário internacional sustentou o mercado financeiro nesta quinta. As bolsas globais reagiram positivamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 0,55%

*Agência Brasil


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Economia

Mercado reduz para 4,05% expectativas da inflação para 2026

Demais índices do Boletim Focus permanecem estáveis

O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%.

Na semana passada, este índice, que serve de referência para a inflação oficial do país, estava em 4,06%. E há quatro semanas em 4,10%.

Para os anos subsequentes (2027 e 2028) as projeções são as mesmas há dez semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Meta de inflação
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a inflação medida em dezembro teve alta de 0,33%, ante ao 0,18% registrado no mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta do governo.

Segundo o IBGE, com exceção do grupo habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.

A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos transportes, seguido, em termos de impacto, por saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.

PIB
Os demais índices do Boletim Focus divulgado hoje se mantiveram estáveis em relação às semanas anteriores.

No caso do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil), o mercado projeta que a economia do país crescerá 1,80% em 2026 – percentual que vem sendo projetado há cinco semanas consecutivas, e o mesmo projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que o PIB feche o ano com um crescimento de 2%.

Câmbio
Com relação ao câmbio, as projeções do mercado permanecem estáveis há 13 semanas consecutivos, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50 – o mesmo valor projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que a moeda estadunidense termine o ano cotada a R$ 5,52.

Selic
A taxa básica de juros (Selic) deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro; e para 10,50% em 2027. Para o ano subsequente (2028), as expectativas são de que ela caia ainda mais, para 9,88%.

A Selic, atualmente, está em seu maior nível desde julho de 2006, quando registrou 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024.

A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Variações da Selic
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

*Agência Brasil


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Economia Política

2025 tem menor inflação acumulada dos últimos sete anos

Considerado a inflação oficial do Brasil, o IPCA ficou em 4,26% no ano passado, índice abaixo da meta, que é de 4,5%. Maior desaceleração ocorreu no grupo alimentos e bebidas

O ano de 2025 teve a menor inflação acumulada desde 2018 e fechou abaixo da meta (4,5%), ficando em 4,26%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE. Em dezembro, foi de 0,33%, igualmente o menor índice obtido para o mesmo mês desde 2018. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9).

Considerado a inflação oficial do Brasil, o IPCA também é menor em relação a 2024, quando ficou em 4,83%. Em 2018, registrou 3,75% e no mês de dezembro daquele ano, 0,15%.

O patamar alcançado em 2025 “é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”, destaca Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa.

Alimentação e bebidas desaceleram

Grupo de maior peso no IPCA, alimentação e bebidas desacelerou, ficando em 2,95% — em 2024, foi de 7,69%. A principal influência para esse resultado se deu no subgrupo “alimentação no domicílio”, que teve uma queda bastante acentuada, passando de 8,23% para 1,43%.

Segundo o IBGE, por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. “Os alimentos para consumo no domicílio apresentaram queda ao longo do ano, em razão de maior oferta”, explica Gonçalves.

O setor que mais influenciou a inflação no ano passado foi o de habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79% em 2025, registrando o maior impacto (1,02 ponto percentual) no acumulado do ano. A principal razão foi a tarifa de energia elétrica, cujos reajustes variaram de -2,16% a 21,95%.

Na sequência, as maiores variações vieram de educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

Leia também: Governo projeta superávit na balança comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Artigos de residência ficou com -0,28% de variação e -0,01p.p. de impacto; Vestuário, com 4,99% e 0,23 p.p.; Transportes, com 3,07% e 0,63 p.p.; e Comunicação, com 0,77% e 0,03 p.p.

No caso do agregado especial de serviços, o IPCA foi de 4,78% em 2024 para 6% em 2025, e o de preços monitorados (administrados pelo governo) saiu de 4,66% para 5,28%.

INPC

Focado na inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 ficou em 3,9%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%.

Considerando o mês de dezembro, o índice teve alta de 0,21% e ficou 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%), mas menor do que o aferido em dezembro de 2024, quando ficou em 0,48%.


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Com o anúncio da candidatura de Flavio Bolsonaro à presidência, Ibovespa despenca 4,31%

Queda é a maior em 4 anos

Uma hecatombe tomou conta do mercado financeiro nesta sexta-feira (5). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 4,31%, aos 157.369,36 pontos, com a notícia de que o senador Flávio Bolsonaro, o filho zero um do ex-presidente e agora presidiário, Jair Bolsonaro (PL), será o candidato do PL à Presidência da República nas eleições de 2026. Foi uma perda de 7.086,25 pontos em um só pregão.

A última vez que o Ibovespa registrou uma perda acima de 4% foi em 22 de fevereiro de 2021, quando o índice caiu 4,87%, após o mesmo Jair Bolsonaro ter anunciado a indicação de um novo presidente-executivo para a Petrobras, o que levou os agentes financeiros a enxergarem risco de ingerência governamental na estatal.

Publicada em primeira mão pelo portal Metrópoles, a escolha de Flávio foi comunicada a interlocutores próximos à família nesta semana. Horas depois, a informação foi confirmada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. “Confirmado. Flávio me disse que o nosso Capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”, disse Costa Neto, ao jornal O Globo.

Por que a reação extrema do mercado financeiro? A notícia expõe aquilo que vem sendo escancarado pela imprensa: a direita está rachada. A escolha do filho zero um pulveriza ainda mais a disputa e coloca de lado o candidato queridinho da Faria Lima — o governador bolsonarista de São Paulo, o carioca Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A percepção de uma direita enfraquecida provocou também a disparada do dólar à vista, que encerrou as negociações a R$ 5,4318, com alta de 2,29%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 1,82% ante o real.

Se confirmada mesmo a candidatura do senador, a decisão deve levar Tarcísio a disputar a reeleição ao governo de São Paulo e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a concorrer a uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.

Entre as companhias listadas no IBOV, apenas quatro ações encerraram a sessão em alta: WEG (WEGE3), Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) com apoio da forte valorização do dólar ante real. Entre os pesos-pesados do indicador, os bancos perderam mais de R$ 50 bilhões em valor de mercado, com a deterioração da percepção de risco doméstico.

Mercado externo
Os agentes de Wall Street repercutiram hoje o índice de preços de consumo pessoal de setembro (PCE, na sigla em inglês), indicador favorito do Federal Reserve, o banco central estadunidense. A inflação veio dentro do esperado. Agora, o investidores se preparam para a decisão do Fed sobre os juros na próxima semana. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

O Dow Jones subiu 0,22%, aos 47.954,99 pontos; o S&P 500, +0,19%, aos 6.870,40 pontos; e o Nasdaq, +0,31%, aos 23.578,12 pontos. Com ICL.


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Economia Política

Inflação sob controle, pleno emprego e crescimento: A exuberância da exonomia de Lula

A situação é de crescimento, melhoria da renda e do emprego, num clima de crescente confiança e sensação de segurança monetária

– Menor inflação em 3 anos desde o Plano Real (há 30 anos): caindo em direção à meta anual de 3%.

– Menor desemprego desde o Plano Real: 5,6%

– Maior crescimento acumulado em 4 anos: 10,8% (est.)

– Maior renda média da história: R$ 3.477

– Maior valorização da Bolsa num ano: 28,8%, aos 154 mil pontos, após 25 quebras de recordes no ano, sendo 13 seguidos até esta sexta-feira.

Diante desses dados só resta parabenizar o presidente Lula e seus auxiliares do Ministério da Fazenda e do Banco Central, pela maneira brilhante com que vêm conduzindo o país a uma virada de ambiente e humor.

A situação é de crescimento, melhoria da renda e do emprego, num clima de crescente confiança e sensação de segurança monetária.

Para além da retórica e das boas intenções, uma gestão deve ser avaliada por métricas que possam ser conferidas por todos e comparadas com outros momentos históricos. Isso evita que avaliações sejam falseadas, que sejam mera para expressão de torcidas ou sentimentos subjetivos.

Vale registrar que o presidente Lula herdou uma situação catastrófica do governo de Jair Bolsonaro. Contas públicas descontroladas, dívidas não pagas, repasses adiados, inflação em rota explosiva, desconfiança generalizada caracterizando bomba relógio prestes a explodir.

Foram necessários dois anos para começar a curar as sequelas daquele período.

Em seu esforço, Lula, mesmo em aparente minoria, teve que negociar com um Congresso por vezes hostil, mas na verdade colaborativo na maioria das votações mais importantes. Colheu, por saber usar o momento, até unanimidades.

Segue tendo que lidar com incompreensões vindas da direita e até mesmo de dentro de seu próprio campo.

Nada está garantido quanto ao futuro. As certezas podem sofrer súbitas mudanças num tempo de imensa fluidez e reviravoltas.

Um dos maiores obstáculos foi o pessimismo, que prevalece em todos os momentos. De todas as conquistas, o avanço na luta contra a inflação foi o mais decisivo para a melhora do humor da população. Refletiu-se diretamente no aumento da aprovação do governo, o que é em geral subestimado por implicar atribuir responsabilidade ao BC e sua gestão da taxa de juros na melhora da aprovação do governo.

Mas a vitória não é propriedade de uma pessoa, nem de um órgão. Ela tem muitos pais e mães, a começar por Lula.

Que ela seja reconhecida como tal, entretanto, constitui uma batalha à parte. Prevalece o negacionismo em relação aos feitos do governo, mesmo entre seus apoiadores. Estes chegam a sorrir ao primeiro contato com as boas novas, para logo retornar ao estado de melancolia, que anda junto da pânico da queda iminente, um catastrofismo.

Que os inimigos no bolsonarismo e na mídia da “terceira via” neguem as conquistas do governo é natural. Fazer o quê?

Que os amigos também neguem, ou que só reconheçam por cumprir uma formalidade, é injusto e errado.

São os números que mostram. A gestão da economia e dos preços no governo Lula vem conquistando resultados que no conjunto enfeixam apenas um qualificativo (é preciso afimar com coragem para ser fiel aos fatos): espetacular.

*Mario Victor Santos/247


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