Categorias
Mundo

Ataque ao Irã segue lógica de mentiras usadas na guerra do Iraque, segundo especialista

Ofensiva de Israel pode ter envolvimento direto dos EUA e mira mudança de regime, segundo Arturo Hartmann

A ofensiva aérea de Israel contra o Irã, ocorrida na noite de quinta-feira (12), pode marcar o início de um novo ciclo de desinformação, semelhante ao que justificou a invasão do Iraque em 2003, segundo Arturo Hartmann, doutor em Relações Internacionais e membro do Centro Internacional de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Ele argumenta que a operação foi planejada em conjunto com os Estados Unidos e tem como objetivos não apenas atacar instalações militares iranianas, mas também potencialmente buscar uma mudança de regime no Irã.Hartmann acredita que a ação é mais coerente se vista como um esforço conjunto de Washington e Tel Aviv.

Ele destaca que os EUA não foram arrastados para a guerra por Israel, mas que a ofensiva serve a interesses estratégicos do presidente Donald Trump, que já manifestou a intenção de reconfigurar a presença americana na região.

Uma das possíveis razões para a operação é repetir a lógica que sustentou a guerra do Iraque, que envolve o uso de força militar para eliminar lideranças que resistem a um acordo, possibilitando assim a imposição de termos mais favoráveis aos EUA.

Um dos objetivos pode ser pressionar o Irã a desistir ou limitar seu programa nuclear, mesmo que a finalidade seja civil. Hartmann observa que, após inicialmente se mostrar aberto ao diálogo, o governo Trump reverteu essa posição, exigindo uma “produção zero de urânio”, o que gerou um impasse nas negociações.

Nesse contexto, a crise militar atual poderia ser vista como uma ferramenta de barganha.Contudo, Hartmann se interroga sobre a viabilidade da estratégia de “decapitação da liderança”, já utilizada contra o Hamas e em operações no Líbano, quando aplicada ao Irã. Ele destaca que o Irã é um Estado, onde, apesar de haver oposição interna e insatisfação com o governo, existe também uma ampla resistência à intervenção externa.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

Este é um dilema que envolve não apenas o governo, mas também a população.A escalada atual, segundo Hartmann, está inserida em um movimento mais amplo de reconfiguração geopolítica no Oriente Médio, que tem sido impulsionado por Israel desde o final de 2023.

Ele afirma que Netanyahu reconheceu uma janela de oportunidade entre os governos dos EUA, observando que a administração de Joe Biden facilitou ações que resultaram em genocídio em Gaza. Com Trump, segundo Hartmann, surge uma nova janela para reconfigurar toda a ordem regional.

Os eventos recentes lembram a necessidade de um exame cuidadoso das dinâmicas que envolvem os conflitos no Oriente Médio, onde interesses estratégicos e alianças entre países desempenham papéis cruciais. Hartmann sugere que o potencial para mudanças de regime ou intervenções não deve ser subestimado, embora a natureza do Estado iraniano e a dinâmica interna apresentem obstáculos significativos a tais esforços.

A análise destaca a complexidade de lidar com uma nação com uma população que resiste à interferência externa, independentemente de suas lideranças.

Assim, a ofensiva israelense pode ser vista não apenas como um ato militar isolado, mas como parte de um jogo geopolítico mais amplo, onde as decisões tomadas hoje podem ter repercussões importantes para o futuro da região e suas relações internacionais. Hartmann enfatiza a necessidade de um entendimento mais profundo sobre as consequências de tais ações, que podem perpetuar ciclos de violência e instabilidade.

Hartmann afirma que o Irã está atento às repercussões das intervenções ocidentais em países vizinhos, apontando que a situação no Oriente Médio sugere que o que ocorreu no Líbano e na Síria poderia se repetir no Irã.

O governo iraniano está ciente dos riscos que uma intervenção externa pode trazer, utilizando os exemplos do Afeganistão, Iraque e Líbano como alertas sobre as consequências desse tipo de ação.Recentemente, o Irã sofreu um ataque que resultou na morte de líderes militares importantes, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hassan Salami, e o comandante das Forças Armadas, Mohammed Bagheri, além de cientistas nucleares.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém. O governo de Israel contra-atacou, alegando que o Irã estava atacando civis e ameaçando impor um “preço alto” ao país persa.

Para Hartmann, a retórica israelense faz parte de uma estratégia diplomática para justificar a continuidade da escalada militar. Ele observa que os ataques de Israel são frequentemente respondidos pelo Irã, e essa dinâmica não é nova, com o governo Netanyahu promovendo a ideia de atacar o Irã há mais de dez anos.

Além disso, Hartmann menciona a possibilidade de que o ataque ao Irã possa unir forças da resistência palestina, embora isso dependa da superação da fragmentação interna existente. Ele destaca que, apesar de o Hamas ainda existir, ele está enfraquecido, enquanto o Fatah continua a colaborar com forças ocidentais.

Para que haja uma reunião de forças, seria necessário encontrar uma agenda comum, mesmo que de curto ou médio prazo, o que se mostra desafiador devido às discórdias internas e às forças colonizadoras que buscam fragmentar essas alianças.O especialista argumenta que a devastação em Gaza e a situação de cerco na Cisjordânia dificultam qualquer tentativa de organização política ou militar. Ele observa que Gaza se tornou um lugar devastado, com cenas de fome que comprometem a possibilidade de qualquer articulação política.

A Cisjordânia, por sua vez, está sob um bloqueio total, e a violência interna em sua periferia também aumentou.Hartmann criticou a postura do Ocidente em relação a esses conflitos, evidenciando uma falta de sensibilidade nas ações que perpetuam a instabilidade na região. A visão ocidental muitas vezes ignora as consequências humanitárias decorrentes das intervenções e políticas adotadas, exacerbando os problemas em vez de resolvê-los.

Além disso, ele faz uma crítica ao Brasil, ponderando sobre a necessidade de uma postura mais ativa e crítica em relação às dinâmicas do Oriente Médio. Hartmann sugere que a diplomacia brasileira deveria agir com mais contundência, posicionando-se de maneira a defender os direitos das populações afetadas e buscando facilitar diálogos e negociações que possam mitigar os conflitos.

Em síntese, Hartmann delineia um panorama tenso no Oriente Médio, permeado por intervenções externas, reações militares e a complexidade da fragmentação política interna, e propõe uma reflexão sobre a responsabilidade coletiva de atores internacionais e regionais na busca por soluções pacíficas e justas. O futuro da resistência palestina e a estabilidade do Irã e de suas fronteiras permanecem em jogo, influenciados por essas dinâmicas.

O governo brasileiro condenou a ofensiva israelense, considerando-a uma violação da soberania iraniana e do direito internacional. O especialista Hartmann observa contradições na postura do Brasil, que apoia a criação de um Estado palestino e classifica a situação em Gaza como genocídio, mas mantém relações comerciais com Israel. Ele argumenta que, para impactar verdadeiramente Israel, seria necessário atingir sua capacidade militar, algo que somente os Estados Unidos podem fazer.

Segundo Hartmann, embora a condenação do Brasil tenha importância, não resolve a questão principal, que é a aliança de Israel com os EUA; romper essa relação seria uma mudança significativa.Em relação ao Conselho de Segurança da ONU, Hartmann se mostra cético. Ele acredita que os países ocidentais tendem a apoiar Israel, pelo menos em termos diplomáticos, enquanto imagina um cenário diferente para a Palestina.

Hartmann critica também o debate sobre a criação de um ou dois Estados para a Palestina, enfatizando que essa decisão deve ser tomada pelos palestinos. Para ele, o foco imediato deve ser a sobrevivência do povo palestino, destacando que a urgência atual é impedir a exterminação do povo.

Hartmann defende que, diante da gravidade da situação, o papel de um governo ou de uma diplomacia não deve ser o de atuar como mediador, mas sim de interromper o genocídio em curso. A escalada do conflito exige uma mudança de abordagem para garantir a proteção da população palestina, em vez de meramente promover discussões teóricas sobre a estrutura do Estado.

Ele observa que a situação atual transcende debates políticos convencionais, sendo uma questão de sobrevivência e dignidade humana. Esse chamado à ação é central na análise que faz sobre o momento político e diplomático atual.

*Com BdF

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Irã lança mísseis contra Israel: ‘resposta precisa e esmagadora’

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou a realização de ataques aéreos contra Israel, incluindo centros militares e bases aéreas, em retaliação a ataques israelenses que atingiram usinas nucleares e eliminaram lideranças militares no Irã.

Os mísseis foram lançados na manhã de 13 de junho, provocando alarme em Tel Aviv e Jerusalém, com muitos relatos de explosões e tremores em edifícios.

A agência estatal Irna informou que as Forças Armadas iranianas conduziram uma “resposta precisa e esmagadora”, destacando que o ataque começou inesperadamente após a ofensiva israelense. Israel ainda não confirmou o número exato de mísseis lançados, com estimativas variando entre 100 e 150.

O guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma ação contundente contra “o regime sionista”. As Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram que “todo o território de Israel está sob fogo” e pediram à população para se abrigar até nova ordem.

Há informações de que forças dos Estados Unidos auxiliaram Israel na interceptação dos mísseis iranianos, embora detalhes sobre a operação não tenham sido revelados.

Relatos indicam feridos em Israel, com 15 pessoas atingidas, enquanto a contagem de vítimas no Irã é de 78 mortos e 329 feridos.

O Irã também alegou ter derrubado dois caças israelenses e capturado uma piloto, enquanto Israel refutou essas alegações, classificando-as como falsas. Com Opera Mundi.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Perigo nuclear: Irã classifica ataque de Israel como ‘declaração de guerra’ e diz que Teerã ‘não terá limites’ em resposta

Após ofensiva israelense que matou líderes militares e cientistas nucleares, Irã promete retaliação e cobra ONU.

Em carta enviada ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (13), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou os ataques israelenses ao país como uma “declaração de guerra” e solicitou ação imediata do órgão internacional.

Após os bombardeios de Israel, iniciados na madrugada desta sexta contra alvos militares e nucleares, o Exército iraniano declarou, em comunicado, que Teerã “não terá limites” na sua resposta ao ataque, afirmando que “o regime terrorista que ocupa Al Quds (Jerusalém) cruzou todas as linhas vermelhas”.

Durante a ofensiva, Israel atingiu mais de 100 alvos com cerca de 200 caças — em operação chamada “Rising Lion” — e matou figuras-chave do Irã.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

Entre os mortos estão o general Hossein Salami, comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária desde 2019, e o general Mohammad Bagheri, chefe do Estado‑Maior das Forças Armadas.

A ofensiva também vitimou seis cientistas nucleares e outros altos comandantes, incluindo Ali Shamkhani, assessor próximo do líder supremo, e Gholam Ali Rashid, comandante do Quartel-General Central do Khatam al-Anbia do Irã, e atingiu instalações nucleares, como a usina de Natanz.

Em resposta, o Irã lançou mais de cem drones contra o território israelense — a maioria interceptada — e anunciou que continuará revidando com uma retaliação “amarga e dolorosa”.

O Irã acusa Israel de violar a Carta da ONU e exige que o Conselho de Segurança oponha-se ao que chama de “agressão”. O diretor-geral do organismo de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), Rafael Grossi, afirmou nesta sexta-feira (13) que as instalações nucleares “nunca devem ser atacadas”. Ele pediu às partes “moderação máxima para evitar um agravamento maior”.

De acordo com o governo israelense, o ataque foi direcionado contra alvos relacionados à indústria nuclear iraniana, sob o argumento de que o país estaria próximo de conseguir uma arma nuclear. O país nega as acusações de Israel e afirma que o urânio enriquecido é utilizado para abastecer usinas nucleares que fornecem energia elétrica à população.

*BdF

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Israel ataca o Irã em meio às negociações entre Washington e Teerã

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram em 13 de junho ter efetuado um “ataque preventivo” contra o território iraniano, enquanto Washington e Teerã mantêm negociações sobre o programa nuclear do Irã, ao qual Tel Aviv se opõe categoricamente.

“Após o ataque preventivo do Estado de Israel contra o Irã, espera-se um ataque de mísseis e UAVs contra o Estado de Israel e sua população civil no futuro imediato”, disse Israel Katz, ministro da Defesa de Israel.

Força Aérea de Israel lança mais ataques no Irã contra dezenas de lançadores de foguetes e locais de armazenamento de mísseis, informam FDI

Donald Trump diz apoiar ataques israelenses contra alvos em território iraniano e os considera um sucesso, relata CNN.

Pelo menos 78 pessoas morreram e outras 329 ficaram feridas nos ataques israelenses a áreas residenciais de Teerã, relata mídia.

Instalações nucleares do Irã foram atacadas.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

Trump diz ‘ter dado uma chance ao Irã’ de fazer um acordo, mas Teerã não foi capaz de alcançá-lo

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje (13) que, agora, as consequências da rejeição de um acordo seriam “muito piores do que qualquer de suas expectativas”.

“Os EUA fabricam definitivamente o melhor e mais letal equipamento militar em qualquer parte do mundo e Israel tem muito dele, com muito mais por vir, e eles sabem como usá-lo”, expressou.

Segundo o líder estadunidense, o Irã deve fechar um acordo, antes que nada reste e seja tarde demais, e salvar o que “antes era conhecido como Império Iraniano”.

*Sputnik

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Vídeo mostra único sobrevivente da queda do avião na Índia caminhando após acidente

Ele estava na poltrona 11A, próxima à saída de emergência; o homem foi levado a um hospital da região.

O sobrevivente da queda do avião na Índia, Vishwash Kumar, de 40 anos, aparece caminhando logo após o acidente. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o homem em meio às equipes de resgate, e sem ferimentos graves aparentes, mas tinha lesões no rosto e manchas de sangue pelo corpo e na roupa. Ele estava na poltrona 11A., próxima à saída de emergência. O homem foi levado a um hospital da região.

Ele é o único sobrevivente confirmado pela Polícia de Ahmedabad até o momento. Vishwash Kumar é um britânico-indiano, que mora em Londres e estava em Ahmedabad visitando a família. Ao todo, 242 pessoas estavam a bordo do avião.

Vídeos nas redes sociais mostraram o momento da queda. “Sim, confirmamos que houve um sobrevivente”, que está sendo tratado em um hospital, declarou Dhananjay Dwivedi, secretário-chefe do Departamento de Saúde do Estado de Guyarat, no noroeste da Índia.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

O sobrevivente disse que morou em Londres pelos últimos 20 anos e viajou para a Índia com seu irmão, que também estava no avião. “Trinta segundos após a decolagem, houve um barulho alto e então o avião caiu. Tudo aconteceu tão rapidamente,” disse Ramesh, falando ao Hindustan Times.

Ele disse que sofreu “lesões por impacto”, incluindo contusões no peito, olhos e pés, mas estava de certa forma lúcido e consciente. Ramesh, que ainda tinha seu cartão de embarque, contou ao Hindustan Times: “Quando me levantei, havia corpos ao meu redor. Eu estava assustado. Levantei-me e corri. Havia pedaços do avião ao meu redor. Alguém me segurou e me colocou em uma ambulância e me trouxe para o hospital”.

Mais cedo, o comissário de polícia de Ahmedabad, Gyanendra Singh Malik, havia dito à Associated Press que parecia não haver sobreviventes do acidente aéreo.

Quando e onde o avião caiu?
O avião da companhia Air India decolou do aeroporto Ahmedabad, na Índia, por volta das 13h39, horário local (5h09 no horário de Brasília). O voo AI 171 partia com destino ao aeroporto de Gatwick, em Londres e caiu em uma área residencial minutos após a decolagem. Um vídeo mostra o momento em que ele tenta arremeter, porém cai e ocorre uma explosão.

*Com O Tempo

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Avião da Air India cai em Ahmedabad com 244 passageiros a bordo

Queda aconteceu minutos após a decolagem; não há indícios de sobreviventes.

Uma aeronave Boeing 787-8 da Air India, com destino ao Reino Unido, caiu na cidade de Ahmedabad, no oeste da Índia, às 13h38 desta quinta-feira (horário local). A aeronave se acidentou logo após deixar o Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, com 242 passageiros a bordo. Não há indícios de sobreviventes.

Segundo comunicado da Air India, entre eles, 169 são cidadãos indianos, 53 são cidadãos britânicos, um cidadão canadense e sete cidadãos portugueses. “Os feridos estão sendo levados aos hospitais mais próximos. Também criamos uma linha direta para passageiros, pelo número 1800 5691 444, para fornecer mais informações. A Air India está cooperando totalmente com as autoridades que investigam este incidente”, afirma a companhia aérea.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

O avião caiu na região de Meghani, provocando uma intensa mobilização dos serviços de emergência. Segundo a Direção Geral de Aviação Civil da Índia, o piloto chegou a emitir um pedido de socorro. A queda ocorreu fora dos limites do aeroporto.

“Com profundo pesar, confirmo que o voo 171 da Air India, operando em Ahmedabad e Londres Gatwick, se envolveu em um trágico acidente hoje. Nossos pensamentos e mais profundas condolências estão com as famílias e entes queridos de todos os afetados por este evento devastador”, declarou o presidente da empresa, Natarajan Chandrasekaran.

*Opera Mundi

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Los Angeles tem toque de recolher, e protestos se espalham pelos EUA

Manifestações contra governo Trump após prisões de imigrantes na cidade escalaram após final de semana. Trump mobilizou 4 mil soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais, o que escalou tensões com o governo da Califórnia.

Uma onda de protestos se espalha pelos Estados Unidos, impulsionada pelas operações anti-imigração do presidente Donald Trump. Na quarta-feira (11/6), Los Angeles viu suas ruas mais centrais sob um toque de recolher, uma tentativa de conter a violência que emergiu após semanas de agitação social.

Cidades como Nova York, Atlanta e Chicago foram palco de manifestações intensas, onde os manifestantes se uniram em clamor contra a deportação em massa promovida pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e enfrentaram a polícia em confrontos diretos. Em uma cena emblemática, alguns escalavam a famosa escultura de Picasso na Daley Plaza, simbolizando a resistência cultural à opressão.

O governador do Texas, Greg Abbott, anunciou o envio da Guarda Nacional para a região antes dos protestos, prometendo que utilizaria todos os recursos para manter a ordem. Em Austin, a situação se deteriorou, com a polícia empregando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tomaram as ruas na segunda-feira.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

No sul do Texas, organizações planejam manifestações contra as operações do ICE em resposta a uma série de batidas que resultaram na detenção de 300 imigrantes nos últimos dias. As vozes contra as políticas de Trump apenas aumentam, com muitos clamando por justiça e igualdade.

Gavin Newsom, governador da Califórnia, criticou Trump por “inflamar” as tensões em Los Angeles ao deslocar tropas militares para a cidade, onde a polícia já conseguia controlar os protestos. Ele argumenta que a presença militar não só era desnecessária, mas também arriscava um novo ciclo de violência. O toque de recolher foi imposto após saques em mais de vinte estabelecimentos no centro da cidade, levando à detenção de mais de 220 pessoas em uma noite tumultuada.

“Se você incitar a violência ou destruir nossas comunidades, será responsabilizado. Esse tipo de comportamento criminoso não será tolerado. Ponto final”, afirmou Newsom, enfatizando a urgência de manter a paz e o respeito pela lei.

Newsom também desferiu críticas severas à política de imigração de Trump, rotulando-a como uma forma de traumatizar comunidades e defender deportações indiscriminadas. As manifestações em Los Angeles, impulsionadas por ações recentes do ICE, refletem um descontentamento generalizado que não parece dar sinais de desaceleração.

Em meio a este clima de instabilidade, Newsom fez um apelo para que os cidadãos exerçam seu direito de protestar pacificamente, advertindo que a divisão alimentada por Trump serve aos interesses de uma agenda autoritária. Ele destacou que o que acontece em Los Angeles pode ser apenas o começo, com outras cidades e estados enfrentando a mesma luta pela justiça.

As decisões de Trump, incluindo o envio de tropas federais, reabrem um debate nacional sobre a militarização da resposta a protestos civis. Um possível candidato à presidência em 2028, Newsom se vê agora em um confronto direto com Trump, que não hesita em provocar conflitos, usando slogans de ordem e segurança enquanto apela a seus apoiadores em unidades militares.

“A Califórnia pode ser a primeira, mas claramente não será a única. A democracia está sob ataque,” advertiu Newsom, deixando claro que a luta por direitos e dignidade continuará a ressoar nas ruas.

*Primeiro Jornal

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Brasileiro vai para solitária após ordem de deportação, diz família

Thiago Ávila foi ameaçado de passar sete dias em cela escura e isolada. Defesa considera medida ilegal e avalia acionar Corte Suprema de Israel.

O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel durante uma tentativa de entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, foi levado para a solitária na prisão de Givon, na cidade de Ramla. A informação foi repassada por sua advogada à família na manhã desta quarta-feira (11). De acordo com a defesa, ele foi ameaçado de permanecer por sete dias em uma cela escura, pequena e sem contato com outras pessoas inclusive com seus advogados.

A defesa classificou a punição como ilegal e informou aos familiares que, caso a ameaça se concretize, o caso será levado à Corte Suprema de Israel. A medida, segundo a advogada da organização não-governametnal Adalah, uma retaliação ao fato de Thiago se recusar a assinar os termos de deportação impostos pelas autoridades israelenses e por ter iniciado uma greve de fome e sede em protesto.

Coordenador da chamada Coalizão Flotilha da Liberdade, Thiago Ávila está entre os oito ativistas pró-palestinos que rejeitaram assinar o documento de autodeportação, o que significaria admitir a entrada ilegal em território israelense. Segundo sua defesa, não há crime a ser imputado, pois a embarcação Madleen navegava em águas internacionais, era civil, desarmada e tinha autorização para operar.

Nesta manhã, como mostrou o Congresso em Foco, a advogada informou ainda à família que, após revisão de posicionamento, o governo de Israel decidiu deportar o grupo, mesmo sem a assinatura dos ativistas. De acordo com o Congresso em Foco, os quatro outros passageiros que aceitaram a deportação já retornaram aos seus países, entre eles a ativista climática sueca Greta Thunberg.

“Fotos encenadas”

O ativista francês Andre Baptiste, deportado na segunda-feira (9), enviou um relato aos advogados detalhando as condições enfrentadas pelos detidos.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

“Nenhum de nós comeu ou bebeu a comida dada pelos soldados israelenses. Fomos obrigados a aceitá-la porque havia armas apontadas para nós”, escreveu. “As fotos foram encenadas, nenhum de nós realmente riu. Rima [Hassen, deputada francesa] escolheu sorrir para os soldados como forma de rebeldia e protesto”, afirmou. “As condições de detenção são duras, tivemos privação de sono e grande dificuldade para falar com nossos advogados, mas tenho certeza de que todos nós estamos seguros. Mulheres e homens foram separados. Mas eles puderam caminhar no ‘jardim da prisão’ esta manhã”, escreveu o francês.

A ação da marinha israelense interceptou a embarcação Madleen enquanto se dirigia à Faixa de Gaza carregando ajuda humanitária. A defesa e organizações de direitos humanos, como a Adalah, que acompanha o caso, seguem atuando pela libertação do grupo e pela responsabilização de autoridades por possíveis abusos.

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Israel começa a deportar ativistas da Flotilha; Thiago Ávila segue detido

Ativista brasileiro se recusou a assinar documentos de extradição e deve passar por audiência judicial; Greta Thunberg deixou o país.

O governo de Israel começou a deportar nesta terça-feira (10/06) os ativistas da Flotilha da Liberdade detidos em águas internacionais ao tentar levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Segundo o portal Uol, o brasileiro Thiago Ávila, que faz parte da embarcação junto com outros 11 ativistas, segue preso após se recusar a assinar papéis de extradição impostos pelo governo israelense. O Itamaraty havia confirmado, na noite de segunda-feira (09/06), que Ávila chegou ao aeroporto de Tel Aviv e que funcionários da Embaixada do Brasil acompanham o caso de perto para assegurar o respeito aos direitos do ativista durante o processo de repatriação.

Além de Thiago, outros setes ativistas não assinaram os papéis, incluindo a eurodeputada Rima Hassan, francesa de descendência palestina. Os demais prisioneiros são, em sua maioria, franceses: Pascal Maurieras, Reva Viard e Yanis Mhamdi; a alemã Yasemin Acar, o neerlandês Mark van Rennes e o turco Suayb Ordu.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

De acordo com Tel Aviv, os que recusaram a extradição serão ouvidos por um juiz. “Aqueles que se recusarem a assinar os documentos de expulsão e a abandonar Israel serão apresentados a uma autoridade judicial, de acordo com a legislação israelense, para que autorize sua expulsão”, disse a chancelaria israelense.

Outros detidos já foram deportados, como a ativista sueca Greta Thunberg, que já deixou o país, os franceses Baptiste Andre e Omar Faiad, e Sergio Toribio, da Espanha.

O Madleen faz parte da Coalizão Flotilha da Liberdade e sua missão era levar alimentos, água potável, medicamentos e outros itens básicos para a população palestina que enfrenta os ataques do Exército israelense desde outubro de 2023, quando teve início o genocídio no enclave. A embarcação havia partido da Itália em 1º de junho com os 12 ativistas de diferentes países.

No entanto, a flotilha foi sequestrada pela Marinha israelense na noite de domingo (08/06) a aproximadamente 185 km da costa do enclave. Os 12 membros da tripulação do navio foram presos e mantidos em celas isoladas, em um centro de detenção na cidade israelense de Ramla, após a Marinha israelense rebocar o navio de ajuda humanitária até o porto de Ashdod, onde ele atracou na noite desta segunda-feira, segundo informações do canal Al Jazeera.

Aa autoridades israelenses afirmaram que os 12 detidos poderiam ser soltos na madrugada, se concordassem em sair imediatamente do país e desistirem de chegar a Gaza.

*Opera Mundi

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Mundo

Califórnia processará Trump por mobilização da Guarda Nacional

O governador Gavin Newsom e outros exigiram que Trump retirasse as tropas de Los Angeles depois que a polícia entrou em conflito com manifestantes devido à repressão à imigração.

Lógico que estava no radar de Trump esse confronto.
Alguns acham que é estratégico.

É possível. Trump é suficientemente idiota para buscar esse tipo de ação para catapultar sua popularidade que, a essa altura dos fatos, anda aos saltos para trás.

A situação tem todos os elementos que Trump busca: um confronto com um grande rival político em um estado profundamente democrata sobre uma questão central para sua agenda.

Na guerra comercial com a China, que começou com Trump, a coisa está cada dia pior para os EUA.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

Há um sentimento generalizadode que Trump trabalha com gambiarras políticas de estalão. Faz o que dá na telha sem o devido planejamento estratégico.

As narrativas conflitantes surgem no momento em que o governo pede a um tribunal de apelações que preserve um conjunto de tarifas recentemente consideradas ilegais.

O casamento político entre Trump e suas promessas faraônicas é a janela que ele buscou para o suicídio político.

Falta a Trump combinar com os russos.

A américa de Trump não é segura nem para o próprio.. Não é um país supostamente estável. Seu governo só fez água até agora e essa água está escapando pelo ladrão.

É assim que alguns dos maiores apoiadores de Trump o veem agora.

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==