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Política

Deputados do PL mergulhados em corrupção; o que diz a PF

Relatório da PF usado pela PGR para denunciar parlamentares aponta o que cada um fez no esquema de corrupção.

Relatório da Polícia Federal sobre a investigação que levou à denúncia de três deputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) detalha a atuação de cada um dos parlamentares no que foi descrito pela corporação como uma “organização criminosa”.

Os envolvidos no esquema são Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE). Segundo a Procuradoria, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares, com o apoio de outras pessoas, solicitaram ao prefeito Eudes Sampaio Nunes, de São José do Ribamar (MA), propina para liberação de recursos federais.

Josimar é apontado pela corporação como o líder da organização, que utilizaria de seu “know how” de captação, destinação e desvio de emendas parlamentares para exigir a devolução de parte dos recursos federais (oriundos dessas emendas).

Já Pastor Gil e Bosco Costa seriam um braço político do grupo. Enquanto Gil tinha papel ativo acerca da devolução de parte das verbas, Costa negociaria diretamente com lobistas a captação e o desvio de dinheiro.

Além dos três deputados, foram citados pela PF outros atores no esquema, como o agiota Pacovan, que atuaria na parte operacional e financeira da organização.

“Empresta dinheiro para a organização e cobra dos Prefeitos a devolução de parte dos recursos federais oriundos de emendas parlamentares, utilizando, inclusive, subordinados armados para tal fim”, afirma o relatório da PF.

JOSIMAR MARANHÃOZINHO

A partir da análise de elementos obtidos pela PF, a corporação diz ter sido possível concluir que o parlamentar seria o líder da organização não apenas porque “destina emendas de sua autoria para exigir o retorno de 25% dos recursos”, mas também comanda o direcionamento de emendas por outros parlamentares.

Dessa forma, ao comandar a verba, Josimar também garantiria o desvio e o retorno por meio da estrutura que lhe seria subordinada.

Os investigadores detalham que foi obtido, durante as apurações do caso, um documento com anotações que indicariam a divisão percentual de emendas parlamentares. Em um dos documentos, constava o nome de Josimar com os respectivos valores.

A PF também lista uma série de mensagens com Josimar que apontam para a proximidade dele com Pacovan, indicado como agiota.

“Diante da quantidade, da robustez e da coesão dos elementos de prova colhidos, inclusive por meio de fontes independentes, não restam quaisquer dúvidas no que concerne à participação do deputado federal Josimar Maranhãozinho nas condutas criminosas”, diz o relatório.

PASTOR GIL

A PF diz que a atuação do deputado gira em torno da destinação de R$ 1.048.000, fruto de emenda parlamentar para o município de São José de Ribamar.

O nome de Gil também aparece em documentos obtidos pela corporação durante a investigação.

“Em uma dessas anotações, consta o nome do Deputado Federal Pastor Gil, e, em seguida, os valores de R$ 1.048.000,00 e R$ 262.000,00 (o que equivale a 25% do montante anterior), o qual deveria retornar para a Orcrim (organização criminosa)”, diz a PF.

Dentre as mensagens às quais os investigadores tiveram acesso, há um áudio de Pacovan para Josimar que indica o envolvimento de Gil com as tratativas com o prefeito de São José de Ribamar.

“Eu falei com o Pastor, ontem à noite, pessoalmente. Ele disse que conversou com ele ontem, com o prefeito. Conversou com o prefeito ontem. E o prefeito disse para ele que hoje diria o horário que iria sentar. Entendeu? Esperar né? Se Deus quiser, vai dar certo. Entendeu? Só depende do Pastor dar uma pressãozinha lá, que ele é meio descansado”, diz Pacovan.

Em outra troca de mensagens usada como evidência de sua participação ativa na organização, Gil manda uma mensagem para Josimar solicitando orientação quanto à destinação de emendas parlamentares. Ao que Josimar orienta a “só deixar 1.048.000,00 de São José de Ribamar/MA”.

BOSCO COSTA

No caso de Costa, a PF aponta para uma situação peculiar. Apesar de ter sido eleito por Sergipe, ele estaria encaminhando emendas de alto valor para o Maranhão, “indicando que esse estado pode ter se tornado um ‘paraíso’ para o desvio de emendas parlamentar”.

Segundo o relatório, “não é corriqueiro que parlamentares destinem emendas para municípios situados fora de seus redutos eleitorais. Ao que tudo indica, a destinação da emenda para São José de Ribamar se deu pelo recebimento adiantado de dinheiro por meio do operador financeiro Pacovan e pela facilidade […] de que 25% dos recursos federais conseguiriam ser desviados”.

Segundo a corporação, a atuação de Bosco Costa foi na destinação de R$ 4,1 mil em emenda parlamentar para o município de São José de Ribamar.

Da mesma forma como os outros dois denunciados, o nome de Costa aparece em uma das anotações obtidas seguido dos valores de R$ 4.123.000 e R$ 1.030.750 (o que equivale a 25% do montante anterior), que deveriam retornar para o esquema criminoso.

Além disso, elementos de prova obtidos pela Operação Descalabro demonstrariam a participação de Costa na organização, “constatando-se que o congressista tinha ciência de toda a estrutura utilizada para o desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares”.

*Fabio SerapiaoLetícia Pille/Metrópoles

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Economia

Dólar não subiu por conta de crise fiscal, admite Miriam Leitão

Para a jornalista, a queda da moeda americana desmente a tese de que a preocupação com as contas públicas foi o principal fator de desvalorização do real.

A jornalista Míriam Leitão reconheceu em sua coluna no jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira (5), que o movimento de alta do dólar no final de 2024 não estava diretamente ligado a uma suposta crise fiscal no Brasil, como amplamente propagado no mercado financeiro. Segundo ela, a recente queda da moeda americana desmente a tese de que a preocupação com as contas públicas foi o principal fator para a desvalorização do real.

No texto, Míriam Leitão destaca que o câmbio é um mercado complexo, influenciado por vários fatores globais e locais. A moeda americana teve 12 sessões consecutivas de queda, resultando em uma valorização de 6,6% do real, e operava em alta nesta quarta-feira. Ela aponta que a volatilidade do dólar continua alta, mas o patamar de R$ 5,80 registrado no início do ano está distante dos R$ 6,28 atingidos em dezembro.

Para ela, a subida do dólar no final do ano passado esteve atrelada a um movimento global de fortalecimento da moeda americana, impulsionado pela perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos. A expectativa de uma política econômica mais protecionista sob a liderança de Donald Trump também influenciou esse cenário. Paralelamente, houve uma retirada expressiva de dólares do Brasil, mas isso não foi um fenômeno exclusivo do país.

A jornalista observa que, embora a questão fiscal brasileira seja relevante, a situação foi exagerada no debate econômico. A dívida do país representa 80,1% do PIB e os desafios fiscais são reais, mas as previsões catastróficas feitas no final de 2024 não se confirmaram. O governo cumpriu a meta de déficit.

A mudança na tendência do dólar também tem impactos na inflação, reduzindo pressões sobre preços, especialmente dos alimentos. A previsão de uma boa safra pode ajudar nesse cenário, ainda que a desaceleração dos preços não seja tão significativa quanto em 2023. Por outro lado, a política monetária do Banco Central continua afetando o crescimento econômico. Dados recentes do IBGE apontam uma queda de 0,3% na produção industrial em dezembro, após retração de 0,7% no mês anterior, indicando um ritmo menor de expansão da economia.

 

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Mundo

Enlouquecido, Trump exclui mulheres trangêneros dos esportes femininos

Governo também quer pressionar COI para impedir atletas trans nos Jogos Olímpicos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta quarta-feira (5) proibindo a participação de meninas e mulheres transgêneros em eventos esportivos femininos em escolas e faculdades. A Casa Branca informou que o país usará “toda a autoridade e capacidade” para aplicar a ordem em relação a eventos do Comitê Olímpico Internacional em solo americano.

O decreto, intitulado “Mantendo os homens fora dos esportes femininos”, cumpre uma promessa feita por Trump durante a campanha presidencial de 2024. A ordem é vista pelos republicanos como uma forma de restaurar a equidade, mas criticada por opositores como uma violação de direitos de uma parcela de atletas.

Perseguição aos transgêneros
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem mirado nos direitos de pessoas transgênero. O presidente já emitiu uma ordem executiva ordenando que funcionários do governo se refiram apenas ao “sexo” e não “gênero”.

O decreto desta quarta segue uma interpretação de Trump de uma lei contra discriminação de gênero em programas educacionais financiados pelo governo federal. A questão se tornou uma bandeira dos republicanos nos Estados Unidos, embora atletas trans representem uma fração muito dos esportistas nos níveis universitário e escolar.

O debate sobre a inclusão de pessoas trans no esporte frequentemente gira em torno da questão da equidade. Opositores argumentam que pessoas que passaram pela puberdade masculina têm vantagens físicas. Por outro lado, ativistas trans afirmam que não há evidências que comprovem que mulheres trans têm uma vantagem injusta.

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Política

Impeachment de Lula é rejeitado por Hugo Motta: ‘deixa traumas’

“Se pudermos evitar todo e qualquer tipo de instabilidade, eu penso que é o melhor caminho para a nossa nação”, afirmou o presidente da Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que não pretende apoiar iniciativas que possam estremecer a relação entre os Poderes. O parlamentar comentou, na terça-feira (4), em entrevista ao SBT, sobre a defesa do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por parte da oposição.

“Toda construção que leva ao processo de impedimento deixa traumas”, afirmou. “Então, se pudermos evitar todo e qualquer tipo de instabilidade, eu penso que é o melhor caminho para a nossa nação, para que, com isso, ajustemos aquilo que precisa ser feito e, de fato, os problemas possam ser atacados.”

Motta também ressaltou que a Câmara buscará atuar em favor de matérias que não amplifiquem as tensões entre os Poderes.

“Quando trazemos mais fatores que geram instabilidade, esses problemas acabam crescendo, se avolumando, e isso não é bom para o País. Pode ter certeza que vamos atuar sempre em favor da estabilidade, de matérias que não venham a trazer algum tipo de estremecimento nas relações entre os Poderes”, afirmou.

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Mundo

Trump virou unanimidade negativa no mundo e teve que recuar sobre Gaza

Assim como Brasil e China, Oriente Médio e Europa condenam planos de Trump de assumir o controle de Gaza.

Países que vão da Alemanha à Arábia Saudita passando pela América Latina e Ásia, rejeitam deslocamento de palestinos.,

A limpeza étnica que Israel sempre praticou na Palestina, foi anunciada com rojões pelo bufão que assina o cheque para o Estado terrorista de Israel seguir massacrando palestinos, em especial as crianças, alvos preferenciais dos sionistas assassinos.

Nada de surpresas.

A reação do planeta contra essa carnificina genocida de Israel em Gaza, deu-se pela crueza que Trump confessou.

Isso, em certa medida foi uma bofetada na cara dos hipócritas que não assumiam posição contrária a tentativa de Israel de apagar do mapa a Palestina, mas sobretudo os palestinos.

Até a imprensa dos EUA foi obrigada a repudiar tal declaração de Trump que a Palestina não deveria mais existir e que os palestinos deveriam buscar outras nações para sobreviverem.

‘Riviera’ em Gaza e ataque à agência de ajuda capturam a visão de Trump sobre o poder dos EUA

A visão do presidente Trump sobre a América do Norte em primeiro lugar é uma via de mão única que ergue muros para manter os imigrantes afastados, mas exige que outros territórios sejam cedidos aos EUA. (NYT)

O fato é que, imediatamente, o alarme acendeu e Trump desistiu de seu plano pra Gaza.

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Política

Lula faz críticas às “bravatas” de Trump e defende “direito” do BRICS à desdolarização

“Os BRICS significam praticamente metade da população mundial, quase metade do comércio exterior. Os Estados Unidos também precisam do mundo”, pontuou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à política externa e ao comércio internacional, com destaque aos BRICS. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (5) a rádios de Minas Gerais, Lula condenou declarações recentes de Trump sobre a Faixa de Gaza e destacou a necessidade de os palestinos administrarem seu próprio território.

Além da questão do Oriente Médio, o presidente brasileiro reprovou a forma como Trump conduz sua política internacional, classificando suas ações como “bravatas”. Para Lula, o republicano adota uma postura provocativa que prejudica as relações diplomáticas globais. “Tem um tipo de político que vive de bravata. O presidente Trump fez a campanha dele assim, ele agora tomou posse e já anunciou ocupar a Groenlândia, já anunciou anexar o Canadá, já anunciou mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América, já anunciou reocupar o Canal do Panamá. Ou seja, sinceramente, nenhum país, por mais importante que seja, pode brigar com todo mundo a todo tempo”, afirmou.

Defesa do BRICS e da desdolarização
Durante a entrevista, Lula também enfatizou a importância do bloco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na economia global e defendeu a possibilidade de adoção de uma moeda alternativa ao dólar nas transações comerciais. “Os BRICS significam praticamente metade da população mundial, significam quase metade do comércio exterior desse mundo e nós temos o direito de discutir a criação de uma forma de comercialização que a gente não dependa só do dólar. Não foi o mundo que decidiu que o dólar seria a moeda, foram os Estados Unidos”, ressaltou.

O presidente reforçou a necessidade de um debate mais amplo sobre a autonomia financeira dos países e criticou a dependência global da moeda norte-americana. Para ele, o mundo deve buscar maior equilíbrio no comércio internacional e evitar imposições unilaterais por parte dos Estados Unidos. “Não é o mundo que precisa dos Estados Unidos. Os Estados Unidos também precisam do mundo, precisam conviver harmonicamente com o Brasil, com o México, com a China. Ninguém pode viver de bravata a vida inteira. Ninguém pode viver ameaçando todo mundo a vida inteira”, completou.

Relações comerciais e possíveis taxações
Lula também abordou a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, enfatizando que ambos os países mantêm um fluxo significativo de comércio. Segundo ele, o Brasil não aceitará medidas protecionistas unilaterais sem resposta. Questionado sobre a possibilidade de taxar produtos norte-americanos em caso de retaliação econômica, Lula foi direto: “É lógico. O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade. Você tem na Organização Mundial do Comércio uma permissão para que você possa taxar qualquer produto até 35%. Para nós, seria importante os Estados Unidos baixarem a taxação e nós baixarmos a taxação, mas se eles ou qualquer país aumentarem a taxação do Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade e taxá-los também”.

O presidente também fez um apelo para que os EUA abandonem uma postura isolacionista e retomem o diálogo internacional. “Os Estados Unidos estão se isolando do mundo, e isso não é importante, nem para eles e nem para o mundo. É importante que a diplomacia volte a funcionar e que a gente restabeleça a harmonia. Como é que a gente vai prescindir de um país do tamanho da China, da Índia, de uma força como a Rússia, do México, dos países africanos?”, questionou.

A fala de Lula reforça a postura do Brasil em defesa do multilateralismo e da cooperação internacional, contrapondo-se ao discurso protecionista e beligerante de Trump. O debate sobre a desdolarização no BRICS ganha cada vez mais força, sinalizando uma possível mudança nos rumos do comércio global nos próximos anos. Com 247.

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Política

Lula na jugular de Bolsonaro: “Quem tentou golpe não merece absolvição”

Lula mandou a letra sem rodeios, como deve ser.

Até porque o próprio presidente seria o primeiro alvo a ser abatido pelos capatazes de Bolsonaro se o golpe não talhasse.

Seria um suicídio político Lula aliviar para um animal fascista.

Lula ainda foi didático. “Se ele não fosse um homem que tivesse preparado toda essa podridão de comportamento, ele teria ficado, teria dado posse, como qualquer ser humano civilizado faria”, disse o presidente.

Lula disse ainda que, caso Bolsonaro seja inocentado e possa concorrer à Presidência em 2026 contra o petista, “vai perder outra vez”.

“Eu acho que quem tentou dar um golpe, quem articulou inclusive a morte do presidente, do vice-presidente e do presidente do tribunal eleitoral, não merece absolvição”, respondeu Lula durante entrevista a rádios mineiras.

“A verdade, só o Bolsonaro sabe. Se ele quis dar golpe, ele sabe que quis dar. Por isso que ele fugiu para Miami. Se ele não fosse um homem que tivesse preparado toda essa podridão de comportamento, ele teria ficado, teria dado posse, como qualquer ser humano civilizado faria. Mas ele, não”, acrescentou ainda o presidente.

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Economia

Produção industrial no governo Lula, cresce 3,1%

A realidade vive desmentindo a especulação, seja da agiotagem rentista, seja da oligarquia da comunicação.

Projeto Neofascista de Bolsonaro tinha aniquilado a produção industrial.

Com Lula, a coisa se inverteu e ganhou musculatura e impulso

Segundo levantamento do IBGE, eletrodomésticos (23,8%) e automóveis (5,3%) impulsionaram avanço da indústria no ano

Detalhe fundamental: Com os números apresentados pelo IBGE, a indústria nacional encontra-se 1,3% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, de fevereiro de 2020

Os quatro grandes grupos analisados na pesquisa tiveram um resultado positivo durante o período, além de 20 dos 25 ramos, 60 dos 80 grupos e 63,1% dos 789 produtos pesquisados.

Os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, além dos veículos automotores, reboques e carrocerias foram os segmentos que mais impulsionaram a produção ao longo do ano, com crescimentos de 14,7% e 12,5%, respectivamente. Também vale destaque para máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,2%), produtos alimentícios (1,5%) e produtos químicos (3,3%).

No total, os bens de consumo duráveis foram os destaques da pesquisa.

Na parte dos bens de consumo, os melhores resultados vieram dos eletrodomésticos (23,8%) e dos automóveis (5,3%). Já entre os bens de capital, os segmentos que mais impulsionaram o cenário positivo foram os produtos para equipamentos de transporte (18,2%), para fins industriais (8,2%) e de uso misto (19,4%).

Completando a lista dos quatro grandes grupos econômicos analisados pelo IBGE, os setores produtores de bens intermediários (2,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (2,4%) também se destacaram no acumulado de 2024, apesar de registrarem avanços menos acentuados do que a média da indústria, em geral (3,1%).

Com isso, o setor industrial avançou 3,1%.

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Mundo

ONU e líderes mundiais rejeitam plano de Trump para expulsar palestinos de Gaza: ‘Estritamente proibido’

Presidente palestino Mahmud Abbas rejeitou a proposta: ‘Direitos palestinos não são negociáveis’.

Após o anúncio de Donald Trump de assumir o controle de Gaza e deslocar sua população, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, ressaltou nesta quarta-feira (5) que obrigar populações a sair de um território ocupado é “estritamente proibido”.

“Qualquer transferência ou deportação forçada de pessoas de um território ocupado é estritamente proibida”, disse Türk em um comunicado, lembrando que “o direito à autodeterminação é um princípio fundamental do direito internacional e deve ser protegido por todos os Estados”.

Embora a visita de Netanyahu à Casa Branca tenha sido planejada para se concentrar em uma segunda fase da trégua, ela rapidamente se transformou na revelação de uma proposta que, se implementada, transformará completamente o Oriente Médio. Trump, que também sugeriu viajar para Gaza, afirmou que ela não seria reconstruída para os palestinos.

“Ela não deveria passar por um processo de reconstrução e ocupação pelas mesmas pessoas que… viveram lá, morreram lá e tiveram uma existência miserável lá”, disse ele.

Em Washington, Netanyahu não descartou o retorno das hostilidades com o Hamas ou com seus outros inimigos na região, incluindo o Hezbollah do Líbano e o Irã. “Terminaremos a guerra vencendo a guerra”, disse Netanyahu, prometendo garantir o retorno de todos os reféns mantidos em Gaza.

O primeiro-ministro israelense expressou confiança de que um acordo com a rival regional Arábia Saudita para normalizar as relações “vai acontecer”, mas lideranças sauditas descartaram o acordo sem um Estado palestino, rejeitando quaisquer “tentativas de deslocar o povo palestino de suas terras”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta (5) o plano do governo estadunidense em assumir o controle da Faixa de Gaza.

“Os EUA participaram do incentivo a tudo que Israel fez na Faixa de Gaza. Então, não faz sentido se reunir com o presidente de Israel e dizer: ‘Nós vamos ocupar Gaza, vamos recuperar Gaza, vamos morar em Gaza’. E os palestinos vão para onde?”, questionou Lula na manhã desta quarta-feira (5) em entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, de Minas Gerais.

“É uma coisa praticamente incompreensível para qualquer ser humano. As pessoas precisam parar de falar aquilo que lhe vem na cabeça. Cada um governa o seu país e vamos deixar os outros países em paz”, disse Lula.

O presidente também voltou a classificar o massacre palestino como “genocídio”. “O que aconteceu em Gaza foi um genocídio, e eu sinceramente não sei se os Estados Unidos, que fazem parte de tudo isso, seriam o país para tentar cuidar de Gaza. Quem tem que cuidar de Gaza são os palestinos. O que eles precisam é ter uma reparação de tudo aquilo que foi destruído, para quem possam reconstruir suas casas, hospitais, escolas, e viver dignamente com respeito”, continuou o presidente brasileiro.

Não é a primeira vez que Trump sugere que os palestinos devem sair de Gaza. Nos últimos dias, ele citou o Egito e a Jordânia como possíveis destinos, mas as pessoas do território disseram que querem ficar.

“Criamos dignidade porque somos a dignidade aqui, e dizemos em poucas palavras a Trump e Netanyahu que a Palestina não está à venda”, disse à AFP Ahmed al-Minawi, de 24 anos, morador de Gaza.

O Egito e a Jordânia rejeitaram qualquer reassentamento de Gaza, com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, pedindo na quarta-feira uma rápida reconstrução “sem que os palestinos saiam”.

O Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, também atacou, dizendo que deslocar os palestinos era algo que “nem nós nem a região podemos aceitar”. Para os palestinos, qualquer tentativa de forçá-los a sair de Gaza evocaria lembranças sombrias do que o mundo árabe chama de “Nakba”, ou catástrofe – o deslocamento em massa dos palestinos durante a criação de Israel em 1948.

O presidente palestino Mahmud Abbas rejeitou a proposta, dizendo que “os direitos palestinos legítimos não são negociáveis” e que isso constituiria uma “grave violação” da lei internacional.

“Eles devem ter permissão para voltar para casa”, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. “O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que Gaza “pertence aos palestinos”, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou: “Nós nos opomos à transferência forçada dos residentes de Gaza”.

Trump foi vago quanto aos detalhes, mas sugeriu que isso poderia exigir o uso de militares estadunidenses “se necessário”.

*BdF

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Política

Manda o Bolsonaro se foder!

Não tem “bons modos” possíveis como bandido louco e fascista.
E Bolsonaro é um.

Não só isso

Não há nesse país bandido, por mais covarde e frio que seja, que tenha cometido 10% dos incontáveis crimes que esse sujeito cometeu.

Bolsonaro não é criminoso político. Bolsonaro é criminoso comum e ponto.

Foi expulso das forças armadas por atos terroristas contra a instituição e contra a população, colocando bombas nos quarteis e arquitetando explodir a estação de água do Guandu no Rio de Janeiro.

Comandou a tentativa de golpe do 8 de Janeiro que pretendia tomar o poder e de cara matar Lula, Alckmin e Moraes.

Esse traste não tem a menor condição de viver em sociedade.

Seria um suicídio aliviar para esse delinquente, como tentam os parlamentares bolsonaristas regidos pelo próprio.

Manda o Bolsonaro se foder!