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O misterioso culto aos supostos poderes sobrenaturais de Bolsonaro

“Bolsonaro não é burro, sabe o que faz. ”

“A especialidade de Bolsonaro é iludir a esquerda com suas paspalhices.”

“É conversa que Bolsonaro não tem planos. Tem e é estratégico.”

Grosso modo, esses são alguns mantras de que Bolsonaro seria um ser de inteligência muito acima da média com poderes sobrenaturais que afrontam a realidade.

Ou seja, Bolsonaro é um Curupira que toma formas múltiplas de acordo com seu método de promoção pessoal.

É difícil entender essa linha de raciocínio, já que Bolsonaro ainda goza de certa popularidade por conta do Auxílio Emergencial.

Esse é um apelo fatal diante de um país cada dia mais empobrecido. Mas isso não saiu da caixola do demente, ao contrário, se dependesse de Bolsonaro, mesmo sob pressão, ele daria, no máximo, R$ 200 durante três meses.

O Congresso é que o colocou de joelhos e ele teve que se comportar como pai do milagre da multiplicação da grana que pingou na conta dos pobres.

Tudo isso agora acabou. A integração casual de seu governo com o povo se encerra aqui.

Não há outra forma de Bolsonaro encarar esse problema já que seu patrão, o mercado, já cortou suas asinhas quando solfejou o fim ou a flexibilização do teto de gastos.

Por outro lado, o mesmo está emparedado pelo fracasso econômico de seu governo.

O posto Ipiranga vendeu água barrenta no lugar de combustível e a economia brasileira emperrou no meio do barro esperando recursos internacionais que nunca vêm.

No Brasil, a carência só fez crescer desde o golpe em Dilma. A vida coletiva no Brasil não tem vez diante dos interesses e cálculos econômicos de um modelo que está a serviço das grandes corporações, sobretudo as financeiras.

Daí que, acreditar que essa tragédia que assola grande parte da sociedade é coisa pensada para dar popularidade a Bolsonaro, é um discurso muito além do especulativo, é irracional.

Bolsonaro não é nenhum Mister M.

Se ele prega para os convertidos bolsonaristas, está na conta.

O bolsonarismo é um não sei o que de coisa nenhuma. Do ponto de vista científico, é apenas um vácuo mental.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Maia pauta MP do auxílio emergencial e coloca arreio no jumento do Planalto

Nada melhor do que ver um boquirroto levar uma calça arriada num bate e volta instantâneo.

Bolsonaro acusou Maia de deixar caducar o 13º salário do Bolsa Família e Maia, imediatamente, pautou para esta sexta-feira (18) a medida provisória que prorrogou o Auxílio Emergencial até dezembro, incluindo nela o pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020.

Segundo o deputado Marcelo Freixo (Psol):

*Da redação

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Exclusivo: Lista do TCU tem políticos milionários que receberam auxílio emergencial; veja a lista

Tribunal cruzou dados do TSE com lista dos que receberam ajuda para a Covid-19 em todo o país.

O TCU (Tribunal de Contas da União) divulgará nesta sexta-feira (6), em seu site, as listas de candidatos a cargos eletivos que receberam bolsa-família ou o auxílio emergencial da Covid-19 e que declararam patrimônio acima de R$ 300 mil.

A coluna teve acesso exclusivo à lista do auxílio emergencial [ver abaixo].

Os nomes serão publicados no site do TCU em duas listas separadas: uma delas terá 10 mil candidatos que têm patrimônio entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão. A outra trará 1.300 que declararam mais de R$ 1 milhão.

A decisão de divulgar os nomes foi do ministro do TCU Bruno Dantas.

Há casos, por exemplo, como o de Elias João Neto, candidato a vereador em Cândido Mota (SP), que declarou patrimônio de R$ 11 milhões _R$ 10 milhões em três fazendas e R$ 950 mil em “dinheiro em espécie”.

Ele está na lista de beneficiários do auxílio emergencial, segundo o TCU, tendo recebido já R$ 1.200.

Um outro exemplo é o de Leandro Adilson Romero, candidato a vice-prefeito de Álvares Florence (SP) pelo DEM. Ele declarou patrimônio de R$ 10,2 milhões –entre eles estão 50% de cotas de uma empresa, terrenos e R$ 80 mil em “dinheiro em espécie”.

Segundo o TCU, Leandro recebeu R$ 600 de auxílio emergencial.

No cidade de Machado, também em Minas Gerais, o candidato Lúcio do Café (PSDB-MG) declarou R$ 3.100.000,00 em bens, sendo o quinhão de R$ 2,5 mi correspondente a um imóvel rural. Ele recebeu, segundo o TCU, R$ 600 em auxílio emergencial.​

Na lista há também casos que indicam erros formais dos candidatos na hora de declarar o patrimônio. Em seu despacho, Bruno Dantas chama a atenção para a possível ocorrência desses erros, lembrando que as declarações de bens à Justiça Eleitoral são feitas pelos próprios concorrentes.

O candidato a vereador Elizeu Candido Garcia (PSL-MG), que se apresenta em Ipatinga como Elizeu do Uber (PSL-MG), declarou R$ 314.103.990,00 em bens e recebeu R$ 1.800 em auxílio emergencial.

Em um dos ítens de sua prestação de contas, porém, ele lista um prédio residencial de R$ 314 mil, valor mais próximo do mercado da cidade –o que indica que se equivocou na hora de declarar o total de seus bens. Elizeu, no entanto, também faria parte da lista, que inclui políticos com bens acima de R$ 300 mil.

O candidato a vereador Haidan de Araújo, que concorre em Espírito Santo do Pinhal (SP) pelo Republicanos, declarou que tem uma Parati, e atribuiu ao carro o valor de R$ 13 milhões, num evidente equívoco.

A maior parte dos nomes, no entanto, tem bens declarados entre R$ 300 mil e R$ 10 milhões, em valores compatíveis com os de mercado.

Veja, no link abaixo, a íntegra da lista de candidatos com patrimônio superior a R$ 300 mil que receberam o auxílio emergencial da Covid-19:​

https://drive.google.com/file/d/1cEG_I7AQRikWIqOfdYs039YrMTTkicaW/view

*Monica Bergamo/Folha

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Assim como a Folha, editorial do Estadão detona Bolsonaro

Estadão – O governo de Jair Bolsonaro atingiu o maior patamar de aprovação desde sua posse, mostra pesquisa do Ibope recentemente divulgada. No levantamento, 40% dos entrevistados disseram considerar o governo “ótimo” ou “bom”, 11 pontos porcentuais acima do verificado em dezembro do ano passado – antes, portanto, da pandemia de covid-19. A avaliação negativa caiu de 38% para 29% no mesmo período.

Bolsonaro obviamente não atingiu esse nível de aprovação em razão do modo destrambelhado como está lidando com a pandemia. Sua gestão da crise é um desastre em todos os aspectos – e os quase 140 mil mortos falam por si. O mais provável é que, ao contrário, o presidente, ao isentar-se sistematicamente de qualquer responsabilidade no que diz respeito à doença e a seus efeitos sociais e econômicos, terceirizou a impopularidade, sentida muito mais pelo Congresso e, principalmente, por governadores e prefeitos – obrigados, estes sim, a enfrentar o desafio da pandemia, contando com escassa ajuda federal e em muitos momentos sendo hostilizados pelo próprio presidente.

Pode-se especular que, para parte significativa dos entrevistados, a covid-19 não passava mesmo de uma “gripezinha”, como a ela jocosamente se referiu Bolsonaro, que a todo momento estimulou aglomerações e a “volta à normalidade”, como se isso fosse possível. As imagens de praias lotadas mesmo diante das evidências de que o pior ainda não passou são mais eloquentes do que qualquer pesquisa.

Assim, o crescimento da popularidade de Bolsonaro, a despeito de tudo, é uma espécie de elogio à irresponsabilidade, traduzida não somente em sua infame campanha a favor do uso da cloroquina, espécie de elixir bolsonarista, mas principalmente na conclusão do presidente segundo a qual quem ficou em isolamento na pandemia é “fraco” e se “acovardou”.

Ao mesmo tempo, Bolsonaro segue colhendo os frutos eleitorais do auxílio emergencial para os mais necessitados. Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, a popularidade presidencial saltou de 19% para 35% desde dezembro. Entre os que estudaram até a 8.ª série, a aprovação de Bolsonaro passou de 25% para 44%. Nada semelhante a isso se verificou nas faixas socioeconômicas intermediárias e superiores da população.

O governo provavelmente vai explorar a pesquisa como prova de que o presidente sempre esteve certo e o resto do mundo, errado. É preciso deixar claro, contudo, que popularidade nem sempre é sinônimo de bom governo – que o diga Dilma Rousseff, que na metade de seu primeiro mandato tinha aprovação superior a 60% e que conseguiu se reeleger em 2014 a despeito de seu desempenho calamitoso na Presidência.

Como mostra o caso de Dilma Rousseff, a propósito, nenhum governo se sustenta somente com base na mistificação e na embromação. A popularidade da presidente petista, que era de 63% em março de 2013, caiu para 31% em julho daquele ano, em meio a grandes protestos, e estava em 10% um mês antes da admissão de seu processo de impeachment pela Câmara, em abril de 2016.

Por enquanto, Bolsonaro se sustenta graças a uma combinação de populismo barato com uma assombrosa capacidade de fingir que é presidente sem exercer o cargo. Mais cedo ou mais tarde, contudo, a ausência de um plano claro de governo, fruto da patente inaptidão de Bolsonaro para desempenhar a função para a qual foi eleito, será percebida pela população.

Até lá, a única pesquisa de opinião que realmente importa, e que projeta um futuro nada glorioso, é a que se dá entre investidores, especialmente os estrangeiros. E a opinião destes parece clara: neste ano, até agosto, US$ 15,2 bilhões deixaram o País, o maior montante no período desde 1982, quando o Banco Central começou a fazer esse levantamento.

A irresponsabilidade de Bolsonaro pode até lhe render algum apoio entre os brasileiros incapazes, por diversas razões, de enxergar além de seus estreitos horizontes pessoais. Já para aqueles que dependem de confiança e racionalidade para investir, o presidente não engana mais ninguém.

 

*Do Estadão

 

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Dona de casa vai à justiça para receber auxílio emergencial de US$ 1 mil, citado na ONU por Bolsonaro

Valor deveria ser de mais de R$ 5,4 mil se considerada a cotação do dólar atual, de acordo com as advogadas; juíza pediu para que a União preste informações. #FATO ou #FAKE mostrou que a informação dada por Bolsonaro não é completamente verdadeira.

Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), dizer em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) que pagou cerca de US$ 1 mil de auxílio emergencial por pessoa, uma dona de casa do Rio foi à Justiça para receber a diferença — ela só ganhou R$ 2,4 mil, em quatro parcelas de R$ 600, como os outros beneficiados.

Como mostrou o G1, o valor citado por Bolsonaro não corresponde à verdade. O trabalhador aprovado no programa recebeu, no máximo e somando as parcelas, R$ 4,2 mil — o que equivale a US$ 766.

As advogadas Leila Loureiro e Noemy Titan escrevem na petição que, na atual cotação do dólar, o valor total do auxílio que deveria ter sido recebido pela cliente é de R$ 5.540 — se considerados os mil dólares.

“Dados os fatos acima, busca a presente pretensão o pagamento da diferença entre o valor recebido e o valor declarado pelo Presidente, de modo a materializar fielmente o benefício financeiro que foi destinado aos brasileiros, segundo expressamente proclamado pelo Chefe maior do estado”, argumentam.

Na ação, as advogadas sustentam que o valor recebido teve “importantíssima relevância”, mas que não foi o suficiente para gastos como saúde, educação e moradia. Elas pedem ainda dano moral, totalizando a causa em R$ 9.420.

No processo, a juíza federal substituta Angelina de Siqueira Costa intimou a União Federal a prestar informações em 10 dias e, caso não reconheça o pedido, apresente contestação em até 30 dias.

O discurso de Bolsonaro foi feito na terça-feira (22) na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU, em que defendeu a gestão ambiental do país e a resposta brasileira à pandemia.

 

*Com informações do G1

 

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Bolsonaro, que devolveu o Brasil ao mapa da fome, tem 40% de aprovação; incoerência? Não

Se Bolsonaro tem hoje apoio da parcela mais pobre da população, justo a que ele devolveu ao mapa da fome, qual o sentido dessa camada dizer que aprova o seu governo se o desemprego também é recorde, se o preço da sexta básica também disparou e se são justo os pobres a grande maioria das vítimas fatais do negacionismo criminoso de Bolsonaro na pandemia?

Quando se olha esse quadro dramático e o resultado da última pesquisa Ibope, não se vê incoerência, ao contrário, o resultado é extremamente coerente. Primeiro, porque o auxílio emergencial de R$ 600, em muitos casos, de R$ 1.200, não só alimentou uma população faminta, como também serviu de colchão para que a economia não desabasse ainda mais e que o tombo do PIB fosse de 10%, que, sem dúvida, é enorme, mas seria muito maior não fosse a circulação desse dinheiro.

Não foi Bolsonaro que criou o auxílio emergencial de R$ 600, sua proposta era de pagar R$ 200, mas o Congresso puxou o valor para o triplo. Mas a imensa maior parte da população não sabe ou não está interessada em saber, pelo tipo de vida miserável que leva e pela luta incessante pela sobrevivência diária.

Num país com o nível de desigualdade que tem promovido pela voracidade e mesquinhez da elite brasileira, toda a análise precisa partir daí, das condições de opressão construídas milimetricamente pela classe dominante para subjugar o povo.

A consequência não poderia ser outra. Possivelmente, quando as próximas parcelas do auxílio chegarem pela metade, Bolsonaro terá uma queda na sua aprovação, porque a economia brasileira não dá o menor sinal de vida e os investimentos internacionais, por sua política predatória, desabaram 85%.

Isso, para qualquer economia do mundo, é um desastre. No caso do Brasil é uma hecatombe ao quadrado. Sem falar que nunca foi tão desvantajosa para o país a relação comercial com os EUA.

Junta-se a isso o fato de que, com Bolsonaro, o real foi a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar no mundo. A exportação de alimentos provocou uma alta assustadora nos preços no que é mais caro e, agora, raro à mesa do brasileiro.

Por último e não menos importante, a realidade entre um governo que quer impor o Estado mínimo para agradar o mercado e, por outro lado, só ficará de pé se tiver um programa que apresente de fato uma solução para milhões de brasileiros do nível do auxílio emergencial, o que certamente fará o mercado berrar e tirar a mão da cabeça de Bolsonaro.

Seja como for, a pesquisa Ibope também mostra que Bolsonaro perdeu muito de sua base eleitoral, a classe média. Muito desse derretimento já vinha sendo observado e, ao que tudo indica, é uma perda sem volta, ao contrário do apoio que ele tem dos pobres, muito mais pelo auxílio emergencial, do que pelo resultado de outras políticas de seu governo.

O Ibope disse muito sobre o momento atual, e nada sobre o futuro próximo do governo Bolsonaro.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Bolsonaro, que teve quase 70% dos votos em S. Paulo, hoje tem 27% de aprovação

Para quem teve quase 70% de votos na eleição de 2018 em São Paulo, amargar 27% de aprovação e 47% de reprovação, é um indicador e tanto para se afirmar que Bolsonaro caminha a passos largos para o precipício.

Não se pode esquecer que esse trágico resultado só não é pior por conta do auxílio emergencial, aprovado pelo Congresso, e que Bolsonaro acabou surfando.

Com o desemprego batendo recorde, a volta do Brasil ao mapa da fome, a inflação galopante dos alimentos, a redução do salário mínimo e a perda do poder de compra dos trabalhadores, mais a redução do valor em 50% do auxílio emergencial, a tendência de Bolsonaro é perder muito mais gordura, vendo sua aprovação desabar.

Quando findar o auxílio emergencial em dezembro e com um número ainda mais acentuado de vítimas da Covid-19, pouco sobrará de aprovação de Bolsonaro na maior capital do país aonde ele teve uma das maiores votações.

Soma-se a isso os escândalos de corrupção do clã, o aumento galopante da informalidade e se verá um futuro próximo trágico para Bolsonaro.

A conferir.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Bolsonaro manipula com Centrão para evitar o aumento do auxílio emergencial

Irritado com Maia, Bolsonaro quer evitar que Congresso eleve de novo o valor proposto pelo Executivo.

Irritado com Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) iniciou ofensiva para evitar o risco de uma alteração na medida provisória que reduziu o auxilio emergencial de R$ 600 para R$ 300.

Em entrevista na quinta-feira (10), o presidente da Câmara dos Deputados disse que 82% das suas redes sociais são favoráveis à manutenção dos R$ 600, afirmação que teve o apoio de deputados da base aliada.

Para evitar que o valor seja alterado pelo Poder Legislativo, o Palácio do Planalto realizará monitoramento nas redes sociais de parlamentares governistas, em especial os do centrão, para identificar aqueles que defendem um valor maior que R$ 300.​

A ideia é que, a partir do mapeamento, os líderes do governo procurem pessoalmente os deputados indecisos para reafirmar a necessidade de manter o valor de R$ 300. O presidente quer, assim, evitar que se repita o cenário da primeira votação do benefício social.

Em março, no início da pandemia de Covid-19, Bolsonaro havia proposto ao Congresso um valor de R$ 200, mas a Câmara ameaçou mais do que dobrar a iniciativa, passando para R$ 500. Pressionado, o presidente decidiu elevar o valor para R$ 600 para não sofrer uma derrota política.

O benefício de R$ 600 foi fundamental para levar Bolsonaro ao seu auge de popularidade desde o início do governo.

Durante vários dias, ele discutiu com o ministro Paulo Guedes (Economia) para chegar a um valor que não o prejudicasse politicamente. Nas redes sociais, ele já vinha sendo cobrado a não reduzir o valor da ajuda.

Na quinta-feira (10), Bolsonaro deu um recado indireto a Maia. Em sua live semanal, ele disse que não gostaria de reduzir o valor do benefício, mas ressaltou que se ele fosse mantido em R$ 600, aumentaria o endividamento do país.

“Não é porque eu quero pagar menos, não. É porque o Brasil não tem como se endividar mais. Então, não vai ter uma nova prorrogação [do auxílio emergencial], porque o endividamento cresce muito. O Brasil perde confiança, os juros podem crescer e pode voltar inflação”, ressaltou.

Para municiar a base aliada a defender o valor de R$ 300, o Planalto também prepara material impresso e audiovisual sobre os impactos que um auxilio emergencial de R$ 600 teria nas contas públicas.

Bolsonaro elencou o pagamento do auxílio de R$ 600 como um dos fatores que pressionou a alta no preço do arroz. O produto já acumula alta de 19% neste ano e a tendência é de que ele aumente ainda mais.

Segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados), o produto deve ter novos aumentos nos próximos dois meses se o consumo se mantiver no ritmo atual.

O preço médio em supermercados paulistas é de R$ 20, podendo aumentar para cerca de R$ 30.

 

*Gustavo Uribe eDaniel Carvalho/Folha

 

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Bolsonaro coloca Paulo Guedes na marca do pênalti e manda Roberto Campos Neto para o aquecimento

Bolsonaro, nesta quarta-feira, rejeitou mais do que a proposta apresentada por Guedes para a criação do tal programa Renda Brasil, rejeitou Guedes por não concordar com o texto que seria enviado ao Congresso.

De olho já na reeleição em 2022 e na prescrição dos crimes cometidos pelos filhos e por ele próprio, estando com o poder nas mãos, Bolsonaro, ironicamente, em Ipiranga, MG, implodiu o seu Posto Ipiranga dizendo que não pode tirar recursos dos pobres para dar aos paupérrimos e, muito menos tirar o abono salarial para um Bolsa Família ou um Renda Brasil, (seja lá o que isso for).

Esta era a proposta do pacote de medidas de aceleração da economia, segundo Guedes, que ampliaria o Bolsa Família e decapitaria uma série de programas sociais criados por Lula e Dilma, o que custaria muito caro politicamente a Bolsonaro num momento em que viu seu apoio popular crescer única e exclusivamente por conta do auxílio emergencial que a oposição aprovou no Congresso, aumentando substancialmente o valor, a contragosto de Bolsonaro que acabou por lhe servir de bote salva-vidas.

O mercado reagiu mal à zombaria que Bolsonaro promoveu contra Guedes em seu passa carão público. Muitos já apostam que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, pode substituí-lo na pasta da economia para acalmar o mercado.

Aquilo que já se sabia pelos bastidores, agora ficou escancarado. Bolsonaro quer a fritura de Guedes, suspendendo o programa escrito por ele e, com isso, admitindo que a situação do seu Posto Ipiranga no governo é cada dia mais difícil.

A dificuldade de Bolsonaro será conseguir alguém com agenda diferente da de Guedes para substituí-lo e agradar o mercado.

Roberto Campos Neto é um homem que agrada em cheio o mercado por ser mais antipovo, mais ultraliberal e, consequentemente pró-sistema financeiro.

Mas nisso há também uma questão política, Guedes não admite sair por baixo, não quer ser visto como alguém enxovalhado por Bolsonaro, por questão de vaidade intelectual e por ser colocado na banca de liquidação, o que lhe renderia uma grande queda de prestígio perante o mercado, aonde Guedes se criou e se fartou.

 

*Da redação

 

 

 

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PROJETO DA ESQUERDA: 70% dos brasileiros querem a continuidade do auxílio emergência.

Não adianta, o rio corre para o mar e os fascistas espernearam. E se aqueles mesmos fascistoides que chamavam o Bolsa Família de Bolsa Esmola e os podres de vagabundos, porque recebiam um valor bem menor a partir do governo Lula, seguido por Dilma, agora, eles têm que, com a boca torta, comemorar os 37% de aprovação de Bolsonaro por conta do auxílio emergencial, mas amargar a realidade de que 70% da população é a favor da continuidade do auxílio de R$ 600.

Isso, por si só, já implode o discurso dos hiper liberais, porque o que nasceu dentro do Congresso como projeto de três partidos da esquerda, PT, Psol e PCdoB, ganhou corpo e a aprovação, dobrando os joelhos de Bolsonaro, que queria que o auxílio fosse no máximo de R$ 200, mas que deu um gás de aprovação na imagem do “mito”, agora, transforma-se num cavalo de troia que já deixou o governo rachado e o mercado com o fígado azedo.

Pior ainda para os fascistas é que isso revela uma sociedade de maioria com pensamento à esquerda sublinhando o quanto tem força nos dias que correm, o legado deixado pelos 13 anos de governo do PT com Lula e Dilma.

Podem fazer a retórica que quiserem para tentar achar um denominador comum que mostre uma vantagem política de Bolsonaro nessa questão, mas a semente dessa linha de política social nasce no PT e ganha impulso para uma dimensão muito maior em pleno governo Bolsonaro, que sempre odiou o Bolsa Família porque sempre odiou pobre.

Em outras palavras, isso é uma tragédia para Bolsonaro, porque revela que sua política econômica é totalmente desprezada pela sociedade e que só viu nesse programa, que é originalmente da esquerda, alguma coisa que preste num governo absolutamente inútil, quando não nefasto, para a imensa maior parte da população.

Esta é a real fotografia que a XP Investimentos mostra para o próprio Bolsonaro e deve estar perguntando, como você vai acender vela para os dois santos, idiota?

Não dá para acender uma vela para o mercado e, outra, para os pobres. A riqueza de tão poucos é inerente da pobreza de muitos.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas