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O investimento bilionário em Drones, blindados e mísseis para garantir soberania de Defesa ao Brasil

A nova proposta, que inclui mais R$ 5 bilhões ao orçamento fora do teto de gastos, vai modernizar as Forças Armadas e busca corrigir o problema de descontinuidade orçamentária dos programas de autonomia tecnológica

No final de 2025, o Senado brasileiro aprovou um novo aporte orçamentário de R$ 30 bilhões, a ser distribuído ao longo de seis anos, para financiar projetos estratégicos de Defesa do país, em exceção ao arcabouço fiscal.

Com um orçamento anual que costuma variar em torno de R$ 120 a R$ 130 bilhões (ou entre 1,1% 1,3% do PIB), o Brasil tem mais de 70% de seu dispêndio com Defesa concentrado em gastos obrigatórios com pessoal e previdência militar, enquanto menos de 10% recebe aplicação em equipamentos e programas de modernização.

A nova proposta, que inclui mais R$ 5 bilhões ao orçamento fora do teto de gastos, vai modernizar as Forças Armadas e busca corrigir o problema de descontinuidade orçamentária dos programas de autonomia tecnológica.

Segundo o Ministério da Defesa, um dos principais destinos da nova rodada de recursos vai ser o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), programa de monitoramento de mais de 16 mil quilômetros das fronteiras terrestres brasileiras que conta com radares, sensores eletro ópticos, drones de monitoramento e centros de comando e controle para comunicações criptografadas.

O programa também auxilia na fiscalização de atividades ilegais, como o garimpo, o tráfico e crimes ambientais nas regiões florestais mais remotas da Amazônia.

O Sisfron deve receber novos drones operados pela Força Aérea Brasileira, os modelos Hermes 450 e 900, fabricados pela israelense Elbit Systems e projetados para atividades de reconhecimento e inteligência em fronteiras, em missões táticas de longa duração.

A Elbit Systems, com sede em Haifa, mantém licitações com o governo brasileiro e é uma das principais fornecedoras de armamentos e equipamentos avançados do país.

Uma das subsidiárias da companhia, a AEL Sistemas, que fornece eletrônicos e aeronaves à Força Aérea (FAB), tem atuação física em Porto Alegre, enquanto a ARES Aeroespacial e Defesa, subsidiária da Elbit no Rio de Janeiro, é especializada na produção de estações de armas remotas e outros equipamentos terrestres com os quais abastece o Exército.

No caso das forças terrestres, o foco da modernização é o principal blindado produzido para transporte de tropas no Brasil, o VBTP Guarani, um 6×6 desenvolvido em parceria com a indústria nacional e projetado para mobilidade em terrenos diversos, equipado com proteção balística e capaz de integrar-se a sistemas digitais.

Outra modernização deve ser o programa ASTROS 2020, sistema de artilharia de foguetes de alta precisão produzido pela Avibras e capaz de operar com mísseis táticos.

O objetivo é aumentar a capacidade de dissuasão do Exército Brasileiro com mísseis que alcançam até 300 km. De acordo com a Forum, o shoot-and-scoot (sistema que “atira e sai” rapidamente) brasileiro é considerado um dos sistemas de artilharia mais poderosos de sua geração e, entre 2025 e 2026, com o novo aporte aprovado para a Defesa, o Exército Brasileiro deve reformular o sistema ASTROS com a inclusão de sistemas de IA, mísseis e drones.

De acordo com as Forças Armadas, o Astros deve ser renomeado para “Fogos” e passar por melhorias técnicas, como a junção de três plataformas de lançamento verticais em um único “guarda-chuva”, sistema de direção de tiro superior.

Os blindados brasileiros, como o EE-9 Cascavel, veículo de seis rodas desenvolvido para auxiliar em missões de reconhecimento de terreno, devem passar por melhorias tecnológicas que prolongarão sua vida útil, com novos sensores e sistemas de tiro e comunicações.

Submarino nuclear
Uma das apostas mais ambiciosas das Forças Armadas brasileiras é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que inclui quatro submarinos convencionais (da classe Riachuelo) e o primeiro submarino de propulsão nuclear das Américas, SN-10, desenvolvido em parceria com a Itaguaí Construções Navais (ICN).

O SN-10 deve entrar em fase final de comissionamento, testes de desempenho, homologação naval e incorporação à frota da Marinha do Brasil entre 2032 e 2034, equipado com armamento ofensivo de alta capacidade, capaz de lançar torpedos pesados, como o franco-brasileiro F21 Artemis, além de mísseis antinavio, como o Exocet SM39, e minas navais.

Um dos elementos centrais do novo aporte é o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e a redução da defasagem do setor.

Como nota à Agência Senado o autor do projeto de lei que viabilizou o novo aporte, Carlos Portinho (PL-RJ), o Brasil já acumula anos de juros do contrato de entrega dos caças Gripen, negociados com a fabricante sueca Saab e a Embraer durante o governo Dilma, por atrasos de pagamento. O valor das perdas, segundo ele, “já equivale ao valor de duas aeronaves” Gripen.

Apesar disso, o primeiro caça F-39E Gripen desenvolvido totalmente em território brasileiro deve ser apresentado pelo presidente Lula nesta quarta-feira (25). Das 36 aeronaves contratadas, 15 terão montagem final em solo brasileiro.

Até então, a Força Aérea Brasileira (FAB) conta com 11 aeronaves F-39 Gripen entregues e em operação ou em fase de testes. As entregas devem se estender até 2032.


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Justiça

Justiça suspende compra de blindados do Exército que seria fechada hoje por R$ 5 bilhões

Assinatura de contrato para compra de veículos militares italianos ocorreria nesta segunda, às vésperas do fim do governo Bolsonaro.

De acordo com Malu Gaspar, O Globo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), suspendeu nesta segunda-feira a compra de 98 blindados italianos pelo Exército Brasileiro, que seria fechada nesta segunda-feira (5), menos de um mês antes do final governo Jair Bolsonaro.

Os veículos chamados de “caçatanques”, custariam mais de R$ 5 bilhões aos cofres públicos e seriam comprados do consórcio italiano Iveco-Oto Melara (CIO). Trata-se do primeiro lote de uma aquisição de 221 unidades pretendidas pelo Exército, que seriam entregues até 2037.

A decisão, de caráter liminar, impede a assinatura do contrato administrativo que ocorreria nesta segunda-feira.

O desembargador Wilson Alves de Souza atendeu a uma ação popular apresentada pelo advogado Charlles Capella de Abreu. Na peça, ele questiona o investimento nos veículos militares em face dos cortes de R$ 5,7 bilhões no fim deste ano – que provocaram, entre outros reflexos, cortes no pagamento de bolsas e paralisações de serviços em universidades.

O desembargador também acatou o argumento de que não havia emergência na aquisição dos “caçatanques”, uma vez que há modelos similares na frota do Exército. E considerou que a aquisição seria uma “medida irrisória”, já que representariam uma renovação de menos de 5% da frota de blindados, no momento em que a segurança nacional não está ameaçada.

“Nesse contexto, vê-se claramente que o ato atacado não atende aos pressupostos de conveniência e oportunidade, pois é evidente a falta de razoabilidade, desvio de finalidade, ilegalidade e até mesmo de elementar bom senso, pois outra classificação não há quando ao mesmo tempo em que se faz cortes de verbas da educação e da saúde por falta de dinheiro, se pretende comprar armas em tempos de paz”, escreveu o desembargador ao deferir o pedido.

O edital de consulta pública para a compra dos blindados foi publicado em março de 2021 e o consórcio italiano foi o primeiro colocado no certame. A convocação para a assinatura do contrato, no entanto, só ocorreu no último dia 25.

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Os homens de Bolsonaro: Fabio Wajngarten é o Queiroz da Secom

Não foi à toa que Bolsonaro deu aquele faniquito contra a imprensa encerrando a coletiva depois de perguntado sobre a corrupção que envolve Fabio Wajngarten, da Secom, é uma tentativa preocupada de impedir a difusão de algo muito maior que está por trás desse personagem que veio à luz por conta da parceria pouco republicana entre ele e os beneficiados com as maiores verbas da Secom, através de sua empresa.

Pode-se dizer que Wajngarten está para Bolsonaro no submundo dos endinheirados como Queiroz está para o submundo da milícia.

Se Queiroz, durante mais de três décadas, foi a ponte forte entre Bolsonaro e Rio das Pedras, Wajngarten era o principal elo entre a campanha de Bolsonaro e, agora o governo, com o jet set do dinheiro. Os dois são personagens chave de uma teia que garantiu o alcance de Bolsonaro ao seu objetivo. Ou seja, nem Queiroz e, muito menos Wajngarten são o que parecem ser.

Bolsonaro é quem escolhe estrategicamente como tratar a imagem dos dois, mesmo que a imagem verdadeira deles escorra entre os dedos e cause cada vez mais estragos no figurino de Bolsonaro, até aqui controlados pela operação cerca frango. Se somar isso à trama que envolve o assassinato de Marielle, à pressão de Moro sobre o porteiro e mais uma série de catimbas envolvendo gente de confiança de Bolsonaro para que a coisa não se revele como de fato é, se entenderá melhor como funciona o nazismo tropical e não aquela paspalhice protagonizada por Roberto Alvim, com roteiro, direção e cenário grotescos para se transformar no centro das atenções por um motivo até agora tão mal explicado quanto a sua conversão de ateu para cristão, assim como de esquerda para a extrema direita.

O fato é que o governo Bolsonaro cheira mal, traz o mesmo odor de sua campanha que envolveu personagens do intermúndio dos poderes paralelos do Estado para se formar uma equação capaz de criar uma grande fraude e cercá-la de proteção institucional para que a blindagem garantisse que seu mandato e os crimes do seu clã se mantivessem intocáveis.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo – Fascismo carioca: Witzel usa caveirão para derrubar barracos na Cidade de Deus

Moradores da Cidade de Deus fizeram uma manifestação, na manhã desta terça-feira, interditando por cerca de 1h30 a Rua Edgard Werneck e a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moradores, duas das principais vias que cortam a comunidade da Zona Oeste do Rio.

O protesto aconteceu durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e chegou até os acessos da Linha Amarela na região.

Os moradores dizem que blindados da Polícia Militar derrubaram moradias durante a entrada do Bope em vielas da comunidade; confira alguns desses momentos!