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Brasil pedirá explicações a Trump por ‘desrespeito aos direitos fundamentais’ de 88 brasileiros deportados algemados dos EUA

Este é o primeiro episódio de tensão entre os governos de Lula e do novo presidente dos Estados Unidos.

O Brasil pedirá explicações ao governo de Donald Trump pelo que chamou de “desrespeito aos direitos fundamentais” de 88 migrantes irregulares brasileiros deportados dos Estados Unidos, que foram algemados durante a viagem, informou o Ministério de Relações Exteriores brasileiro.

Este é o primeiro episódio de tensão entre os governos do novo presidente dos Estados Unidos e de Luiz Inácio Lula da Silva, que manifestou seu desejo de preservar a “relação histórica” entre Washington e Brasília no dia da posse de Trump, em 20 de janeiro.

Segundo o Itamaraty, será apresentado um “pedido de explicações ao governo norte-americano sobre o tratamento degradante dispensado aos passageiros no voo” procedente dos EUA que aterrissou na noite de sexta-feira (24) em Manaus, afirmou a chancelaria brasileira em sua conta no X.

Um nota oficial do governo no sábado confirmou um total de 88 brasileiros a bordo da aeronave.

A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, disse à imprensa que na aeronave também havia “crianças com autismo, com algum tipo de deficiência, que passaram por situações muito graves”.

“A gente ia amarrado no pulso, na cintura e na perna, não tinha água, a gente pedia para ir no banheiro e não deixavam”, declarou à AFP Edgar Da Silva Moura, um técnico de informática de 31 anos que chegou deportado no voo após sete meses detido nos EUA. “Estava muito quente, pessoas desmaiaram”, adicionou.

Luis Antonio Rodrigues Santos, um trabalhador autônomo de 21 anos relatou o “pesadelo” de pessoas com “problemas respiratórios” que passaram “quatro horas sem ar condicionado” devido a problemas técnicos, que também afetaram “uma turbina que não estaria funcionando”.

“Já mudou muita coisa [com Trump] (…), imigrantes tratados como criminosos”, afirmou.

‘Desrespeito aos direitos fundamentais’

O Ministério da Justiça ordenou “a retirada imediata das algemas” quando o avião chegou ao país, e repudiou o que chamou de “flagrante desrespeito aos direitos fundamentais” dos seus cidadãos.

As autoridades brasileiras enfatizaram que “a dignidade da pessoa humana” é “um dos pilares do Estado Democrático de Direito” e configura “valores inegociáveis”.

A aeronave tinha como destino Belo Horizonte, mas devido a um problema técnico teve que aterrissar em Manaus, cidade prevista originalmente como escala. “Os brasileiros que chegaram algemados foram imediatamente liberados das algemas”, informou a PF, “em garantia da soberania brasileira em território nacional”.

As autoridades forneceram colchões, atendimento médico e água para os passageiros, que precisaram permanecer a noite toda em uma sala do aeroporto.

O presidente Lula ordenou no sábado que um avião da Força Aérea fizesse o transporte dos deportados para o seu destino final. O voo chegou às 21h10 a Belo Horizonte segundo a Força Aérea. O voo, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, na capital mineira, precisou fazer um pouso de emergência em Manaus devido a problemas técnicos.

Na manhã de sábado (25), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou Lula sobre uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil. O ministério tomou conhecimento da situação dos brasileiros pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues.

Ao tomar conhecimento da situação, o presidente determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final

Política anti-imigrante

Nos primeiros dias de seu mandato, Trump ordenou várias medidas contra os imigrantes em situação irregular no país, incluindo deportações, o envio de tropas à fronteira com o México e a prisão de 538 pessoas em situação irregular, conforme relatado pela Casa Branca.

Na sexta-feira, 265 pessoas foram deportadas dos Estados Unidos para a Guatemala.

Trump atacou durante sua campanha os imigrantes ilegais, descrevendo-os como “selvagens”, “animais” e “criminosos”. O republicano prometeu a maior campanha de deportações da história dos Estados Unidos, onde vivem cerca de 11 milhões de pessoas em situação irregular.

Uma fonte do governo brasileiro disse que os deportados que chegaram a Manaus viajaram “com seus documentos pessoais”, o que mostra que estavam “de acordo” com o retorno ao país. Eles poderão “permanecer em liberdade” no Brasil, após terem sido detidos nos Estados Unidos com “decisão final de deportação sem possibilidade de recurso”, detalhou a fonte.

*BdF

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Brasil

Brasil já é a sétima maior economia do mundo em paridade do poder de compra

A PPC é um método de comparação entre as economias que leva em conta o custo de bens e serviços em diferentes países.

Dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que o Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com maior paridade do poder de compra (PPC). Segundo o levantamento, o país aparece à frente de nações como Indonésia, França e Reino Unido. A lista é liderada pela China.

A PPC é um método de comparação entre as economias que leva em conta o custo de bens e serviços em diferentes países. Em vez de usar apenas taxas de câmbio de mercado, que podem distorcer o valor real da economia por variações cambiais ou especulação, a PPC ajusta os valores para refletir quanto é possível comprar em cada país com a mesma quantidade de dinheiro.

Biggest Economics in the World 🌎 (PPP)

1. 🇨🇳 China – $37.07T
2. 🇺🇸 United States – $29.17T
3. 🇮🇳 India – $16.02T
4. 🇷🇺 Russian Federation – $6.91T
5. 🇯🇵 Japan – $6.57T
6. 🇩🇪 Germany – $6.02T
7. 🇧🇷 Brazil – $4.7T
8. 🇮🇩 Indonesia – $4.66T
9. 🇫🇷 France – $4.36T
10. 🇬🇧 United Kingdom – $4.28T

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Política

Não existe extrema direita no Brasil, o que existe é um antipetismo vigarista, barulhento ou maroto, mas são todos golpistas

Desde que Lula venceu a eleição em 2002, a direita brasileira, e temos que pensar na complexidade disso, não aceita Lula, Dilma, Dirceu, enfim, o PT governando o país. O nome, Partido dos Trabalhadores, causa urticária na oligarquia.

Aqui, criamos dois tipos de fascismo. O fascismo miliciano e o fascismo boa praça. O primeiro, o bolsonarista, é tão violento quanto a milícia. Já o segundo, é o da mídia que se vende como direita democrática. Gigantesca piada.

No final das contas, essas duas correntes de interesses dos poderosos ajoelham e rezam pela mesma cartilha da Faria Lima.

A matemática é a mesma, da Globo e do PL de Bolsonaro. Tanto que Paulo Guedes sempre foi o elo desses dois mundos que fazem de conta que são inimigos, mas têm o mesmo escrúpulo antipetista, antitrabalhador, antipreto e antipobre.

Bolsonaro tentou dar o golpe do dia 8 de janeiro mas fracassou. A Globo e congêneres comandaram, junto com Cunha, Moro, Temer e Aécio, o golpe em Dilma.

Essa mesma mídia orquestrou todos os roteiros da farsa do mensalão e do petrolão, para condenar e prender as principais lideranças do PT.

Acho que estamos escaldados para saber quem fez carreira fiscista nesse país. Seja ela miliciana ou “democrática”

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Política

Brasil não tem oposição, mas um amontoado de furúnculos com cheiro de defunto

O motor que move a “oposição” ao governo Lula, é de uma mediocridade sambada, que nem a Inteligência Artificial dá conta.

Começa pela Faria Lima, com as previsões patéticas do mercado que nunca se encontram com a realidade.

Assim os fieis da rua dos ricos, usam esses clichês especulativos pra fazer uma oratória que decalca a tática da patrãozada.

É uma sessão permanente de ataques que se desfaz na próxima nevoa criada por outra futrica,

Isso mostra que a desordem capitalista se esgoela pra tentar se desprender das próprias armadilhas, num sobressaltado cenário de guerra pela guerra, antecipando a disputa presidencial de 2026.

Não estamos subestimando a capacidade destrutiva dessa direita neofascista que atua hoje no Brasil. Seria um suicídio político comprar essa ideia.

Mas os amantes de golpes, não estão diante de um cartão postal equivalente à carga de ódio que carregam.

Ainda hoje fiquei ouvindo o super Carlos Andreaza que se encantava com a indumentária fascista de Moro no auge dos holofotes da Lava Jato, segundo a insuspeita Vera Magalhães

Carlos Andreaza é neto de Mário Andreazza, ministro dos transportes durante a ditadura militar brasileira.

A mesma ditadura que endividou o Brasil com o FMI e produziu a hiperinflação que devorou a economia nacional e só foi de fato estancada nos governos Lula.

Mas Andreaza, sentindo que o factoide de Níkolas com o PIX, babou, murchou, sobretudo depois do vídeo arrasador de Erika Hilton, resolveu falar de economia, arcabouço fiscal, para não chegar em lugar nenhum na sua “análise”.

E se o titular do Estadão anda em círculos e faz uma observações mais rasas que um pires, está instalada a oposição de mentiras, fofocas, futricas e leva e traz.

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Brasil bate recorde histórico de turistas internacionais em 2024 com mais de 6,6 milhões de visitantes

Resultado supera grandes eventos como 2014, quando o Brasil foi sede da Copa do Mundo FIFA, e 2016, quando recebeu os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Em 2024, o Brasil alcançou um marco histórico no turismo internacional, recebendo mais de 6,6 milhões de turistas estrangeiros, número que supera o recorde anterior de 2018, quando o país registrou 6,6 milhões de visitantes. Este resultado representa o melhor desempenho desde o início da série histórica, em 1970, e aproxima o Brasil da meta do Plano Nacional de Turismo (PNT), que visa atingir 8,1 milhões de turistas até 2027.

“Este é um momento de celebração. Conquistar 6,621 milhões de turistas estrangeiros é uma prova de que estamos no caminho certo. Esse crescimento é reflexo da melhoria na infraestrutura do país e da nossa presença em feiras internacionais, que atraem investimentos para o Brasil”, destacou Ana Carla Lopes, secretária executiva do Ministério do Turismo, durante a comemoração do recorde no Aeroporto Internacional de Brasília.

O desempenho de 2024 reforça a maturidade do setor turístico brasileiro, que tem se mostrado cada vez mais capaz de atrair turistas internacionais. O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que este ano entrou para a história como um marco para o turismo nacional. “O Brasil tem mostrado sua capacidade de receber turistas de todo o mundo, com o apoio do Governo Federal, que tem investido na valorização cultural e na promoção da imagem do país no exterior”, ressaltou Sabino.

Este resultado impressionante supera até mesmo os anos de grandes eventos como 2014, quando o Brasil foi sede da Copa do Mundo FIFA, e 2016, quando recebeu os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Juntos, esses dois anos somaram 12,9 milhões de turistas, mas 2024 se destaca como o melhor ano da série histórica.

Além dos esforços em promoção internacional, o Brasil tem investido fortemente na melhoria da infraestrutura turística, com obras de modernização e expansão que abrangem todo o território nacional. “Temos apoiado o setor com recursos do Fungetur, que têm estruturado toda a cadeia turística, deixando o país ainda mais preparado para receber os turistas. Ao mesmo tempo, estamos promovendo nossos destinos em grandes eventos internacionais, mostrando ao mundo o que o Brasil tem de melhor”, afirmou o ministro.

Confira as principais ações para o fomento do turismo no Brasil:

  • Estratégia: O Ministério do Turismo tem trabalhado em diversas frentes para atrair turistas internacionais, incluindo a inauguração do primeiro Escritório da Organização Mundial do Turismo
  • (OMT) nas Américas e no Caribe, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2023. A iniciativa coloca o Brasil entre os principais players globais, com foco no desenvolvimento sustentável da região.
  • Marca Brasil: Em parceria com a Embratur, o Ministério do Turismo tem promovido a “Marca Brasil” em grandes eventos internacionais, destacando a imagem do país no exterior com ênfase na sustentabilidade, diversidade e inclusão no turismo.
  • Vários Mundos: O Brasil lançou a marca “Visit South America: um lugar, vários mundos”, em colaboração com Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. O objetivo é promover os destinos desses países de forma integrada, com foco em atrativos naturais, gastronômicos e de hospitalidade.
  • Futuro: O Governo Federal anunciou investimentos de R$ 63,6 milhões para 2025, com novos editais do Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI) para atrair voos internacionais. A previsão é gerar 500 mil novos assentos e registrar 7,48 milhões de assentos internacionais para o verão 2024/2025, um aumento de 19% em relação ao ano anterior.
  • COP 30 e BRICS: O Brasil se prepara para eventos de grande porte em 2025, como a COP30, que acontecerá em Belém, no Pará, e a reunião do BRICS, em Brasília. Esses eventos devem atrair milhares de visitantes internacionais ao país.

*Diário de Goiás

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Caso Lira: Para a extrema direita, o Brasil se restringe ao próprio bolso de seus parlamentares

O hábil manipulador Athur Lira, está enfiando seus comparsas, na maior roubada. Além de não conseguir nada sobre os 4,2 bi com Dino, ta levando pela proa um pente fino da PF que vai acabar em cadeia para todo mundo.

A glória de Lira vai ser a de fazer, ele e todos os seus cúmplices puxarem uma cana dura por corrupção com o orçamento público.

É esticar a corda da forca, num exemplo de auta-maldade e ainda levar pro purgatório seu bonde inteiro do orçamento secreto.

O sujeito, com suas asas de ganso, está dando de bandeja, o caminho do ouro que eles usaram como um malandro manco e amarrotado que sairá disso, com as orelhas murchas e um par de algemas.

A conferir

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Faria Lima x Brasil

Esta sabotagem orquestrada pela Faria Lima contra o Brasil e os brasileiros, só termina se Lula prometer que fará como Bolsonaro.

Devolver 34 milhões de brasileiros para a miséria.

Cobrar imposto de quem ganha até cinco mil e não cobrar nada dos milionários, sobretudo dos especuladores, agiotas e rentistas.

A XP e congêneres, assim como os grandes bancos como Bradesco e Itaú, sequestraram o país via Banco Central “independente”, o resto é conversa mole dessa máfia financeirista.

Foi o próprio Andre Esteves do BTG Pactual que disse em palestra que, tanto Campos Neto quanto Lira, comem em sua mão. Ligam para ele para receber instruções de suas criminosas ações contra o povo brasileiro que se mata de trabalhar e é explorado por essa malta de abutres da nação.

É isso, quem manda no futuro de nossas crianças, se viverão ou não, são as aves de rapina.

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Brasil registra maior queda em emissões de gases do efeito estufa em 15 anos

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Em um movimento que marca um importante avanço na luta contra as mudanças climáticas, o Brasil registrou em 2023 a maior queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos últimos 15 anos. Dados divulgados pelo Observatório do Clima através do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg) indicam uma redução de 12% em comparação ao ano anterior. O país emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e), frente aos 2,6 bilhões de GtCO2e emitidos em 2022. A principal razão para essa diminuição foi a queda significativa no desmatamento da Amazônia, apontam os dados.

A redução do desmatamento na Amazônia, que foi de 30,6% no período de agosto de 2023 a julho de 2024, é atribuída ao fortalecimento das políticas de controle ambiental, em especial a reativação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), sob o governo do presidente Lula (PT). Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), essa redução evitou a perda de aproximadamente 2.800 km² de floresta em relação ao ano anterior, preservando um vasto bioma que é fundamental para a regulação climática global.

No entanto, o avanço na preservação da Amazônia contrasta com os números de outros setores. A agropecuária, por exemplo, que representa 28% das emissões nacionais, registrou aumento de 2,2% em suas emissões, acumulando o quarto recorde anual consecutivo. Esse aumento está associado principalmente à expansão do rebanho bovino e ao uso de fertilizantes nitrogenados. “O desafio para o setor, bastante suscetível aos impactos da crise climática, é alinhar a mitigação das emissões de gases de efeito estufa com a eficiência da produtividade”, explica Gabriel Quintana, analista de ciência do clima do Imaflora, organização que colabora no cálculo das emissões agropecuárias do Seeg.

Além da agropecuária, o setor de energia também registrou um aumento de 1% nas emissões, impulsionado pelo crescimento no consumo de combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, em um cenário de recuperação econômica que impulsionou o PIB do país em 2,9% em 2023. Outros segmentos, como processos industriais e resíduos, também viram um leve aumento em suas emissões, mantendo-se estáveis em níveis ainda elevados.

Apesar da expressiva redução no desmatamento, a dependência brasileira da preservação da Amazônia para alcançar as metas climáticas do Acordo de Paris ainda é uma questão que exige atenção. David Tsai, coordenador do Seeg, afirma que o país “excessivamente dependente do que acontece na Amazônia, já que as políticas para os outros setores são tímidas ou inexistentes”.

Com a aproximação da COP29, que acontecerá de 11 a 22 de novembro em Baku, no Azerbaijão, o Brasil se prepara para reafirmar seus compromissos com a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que prevê uma redução de 37% nas emissões até 2025, em relação aos níveis de 2005, e de 43% até 2030.

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FMI projeta crescimento de 3% para o Brasil em 2024 e Lula celebra: ‘surpreendendo os pregadores do caos’

A nova projeção representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação à previsão anterior, de 2,1%, realizada em julho deste ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2024, elevando a estimativa para 3%, conforme apontado no relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (22). A nova projeção representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação à previsão anterior, de 2,1%, realizada em julho deste ano.

Em resposta à atualização, o presidente Lula (PT) celebrou o resultado e destacou a superação das expectativas. “O Brasil segue crescendo com muito trabalho, surpreendendo os pessimistas e pregadores do caos”, ironizou o presidente, reforçando a mensagem de otimismo com o desempenho econômico do país.

O FMI atribuiu o crescimento mais robusto a um “consumo privado e investimento mais fortes na primeira metade do ano devido a um mercado de trabalho apertado, transferências governamentais e problemas menores do que o esperado decorrentes das enchentes”. No entanto, o Fundo alerta que o cenário pode se deteriorar em 2025, quando o crescimento deverá moderar para 2,2% devido à política monetária restritiva e à esperada desaceleração do mercado de trabalho.

Ainda que o desempenho surpreendente no primeiro semestre tenha sido impulsionado por um mercado de trabalho aquecido, inflação controlada e aumento da renda, o FMI prevê uma desaceleração com a redução dos estímulos fiscais e o possível aumento da taxa básica de juros. Atualmente em 10,75%, a expectativa do mercado é que a Selic encerre o ano em 11,75%, após as últimas reuniões do Banco Central.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre em 3 de dezembro. No segundo trimestre, a economia brasileira apresentou uma expansão de 1,4%, superando as expectativas de analistas e reforçando o cenário de crescimento acima do esperado.

Apesar da revisão positiva do FMI, a projeção ainda fica ligeiramente abaixo da estimativa oficial do governo brasileiro, que espera um crescimento de 3,2% para 2024. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), já indicou que novas revisões poderão ser feitas conforme os resultados continuem a surpreender positivamente.

O relatório do FMI também trouxe previsões para a inflação, com expectativa de 4,3% em 2024 e 3,6% em 2025.

América Latina e emergentes – O relatório do FMI também destacou a América Latina, cuja projeção de crescimento foi elevada para 2,1% em 2024, impulsionada principalmente pela revisão para o Brasil. No entanto, o Fundo cortou a previsão de crescimento para 2025, que agora está em 2,5%.

As perspectivas para as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, permanecem em 4,2% para 2024, enquanto a previsão para 2025 foi reduzida para 4,2%. Para o México, o FMI revisou para baixo a projeção de crescimento em 2024, que agora é de 1,5%, refletindo um cenário mais desafiador para o país.

Enquanto o Brasil surpreende, a economia global enfrenta desafios com os ajustes monetários e as incertezas geopolíticas, influenciando o cenário econômico global nos próximos anos.

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Lula denuncia na ONU forças de extrema-direita no Brasil e nos EUA e aponta crise democrática

‘A extrema-direita tem um discurso identitário às avessas’, afirmou o presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um alerta nesta terça-feira (24) sobre as tentativas de golpes da extrema-direita no Brasil e condenou a agenda defendida por esse campo político. Em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), o chefe de Estado criticou propostas anti-imigração, como as defendidas pelo candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e destacou a importância da preservação da democracia, da agenda ambiental e do respeito aos direitos humanos.

“A extrema-direita também se tornou viável eleitoralmente ao organizar os descontentes em torno de um discurso identitário às avessas. Culpam migrantes, mulheres e minorias pelos problemas da atualidade. E fazem isso tensionando os limites das instituições democráticas”, afirmou durante o discurso na ONU.

“Ceder diante dessas narrativas é cair em uma armadilha. Recuar não vai apaziguar o ânimo violento de quem ataca a democracia para silenciar e retirar direitos. Não há contradição entre coesão social e o respeito à diversidade. O pluralismo nos fortalece. A democracia em sua plenitude é a base para promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas, livres do medo e da violência. Ela é fundamental para um mundo de paz e prosperidade.”

De acordo com o presidente, “a História nos ensinou que a democracia não pode ser imposta”. “Sua construção é própria de cada povo e de cada país. Para resgatar sua legitimidade, precisamos recuperar sua essência, e não apenas sua forma”, continuou.

Em seu pronunciamento, Lula afirmou que a “participação social é um dos principais caminhos para o fortalecimento da identidade democrática”. “A democracia não é um pacto de silêncio. Precisamos ouvir movimentos sociais, estudantes, mulheres, trabalhadores, empreendedores, minorias raciais, étnicas e religiosas”, disse.

“Proteger quem defende os direitos humanos, o meio ambiente e a democracia também é imprescindível. A experiência brasileira mostra que o equilíbrio entre os poderes constituídos, a resiliência e o fortalecimento das instituições são cruciais na proteção desses princípios. Somente uma democracia revigorada nos permitirá equacionar os dilemas de nossas sociedades e do mundo contemporâneo.”