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Cotidiano

São Sebastião decreta calamidade após temporal deixar desabrigados

Deslizamentos isolam áreas devido a volume de água recorde na cidade do litoral de SP, diz prefeito.

A cidade de São Sebastião (197 km de SP) decretou estado de calamidade pública neste domingo (19) após as fortes chuvas que atingem o litoral norte de São Paulo causarem deslizamentos de terra em diversas áreas do município, informou o prefeito Felipe Augusto (PSDB) por meio das suas redes sociais. A programação do Carnaval para o dia foi cancelada.

A cidade havia registrado 23 mortes até as 20h. Em Ubatuba, uma criança de 7 anos morreu nesta madrugada após uma pedra deslizar e atingir a casa em que estava.

“Assinamos agora um decreto de calamidade pública em nossa cidade, em razão das chuvas. Mais de 600 milímetros em alguns pontos da cidade. Solo encharcado, deslizamentos, desabamentos, bairros inteiros isolados”, disse o prefeito de São Sebastião.

Alguns bairros estão sem sinal de telefonia celular e sem o fornecimento de energia elétrica. Há ressaca no mar, dificultando o acesso a algumas regiões.

Segundo o prefeito, pode haver mais vítimas. Ele disse numa transmissão em suas redes sociais durante a tarde que “diversas casas estão desmoronando e muitas pessoas estão debaixo dos escombros”.

A Defesa Civil do município informou que os volumes registrados pelos pluviômetros são “excepcionais e recordes para a cidade”. Na Barra do Una, Juquehy, Cambury e Boiçucanga choveu mais de 400 milímetros durante a madrugada, em um período de quatro horas. Há estações em que os volumes ultrapassam 600 milímetros em 24 horas.

A prefeitura abriu escolas para receber famílias desabrigadas. Em locais mais afetados, como a travessa Antônio Tenório, no Itatinga, moradores estão sendo removidos para esses abrigos.

Até o momento, os locais abertos para receber a população são as escolas municipais Professora Patricia Viviani Santana, da Topolândia; Escola Cambury, em Cambury; Instituto Verde Escola, em Barra do Sahy; Professor Antonio Luiz Monteiro, de Boiçucanga; e Maria Virginia Silva, de Barra do Una; e também a Creche Débora Tavares Bahia, no Jaraguá.

O fundo social do município está recebendo doações para distribuir as famílias afetadas, desde itens de higiene pessoal, produtos de limpeza e alimentos até móveis e eletrodomésticos.

Chuvas provocam morte, interdição de estrada e calamidade pública no Litoral

Os pontos de arrecadação são o Fundo Social, na Rua Capitão Luiz Soares, 33, e as regionais da Secretaria de Serviços Públicos. Para mais informações sobre como ajudar é possível entrar em contato pelo telefone (12) 3892-4991.

O volume de chuva fora do comum em São Sebastião pode ser classificado como um “evento climático extremo”, segundo a meteorologista Ana Avila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas da Unicamp.

“O Brasil não tem um histórico de eventos extremos frequentes, embora registre fenômenos intensos, mas esse é um evento extremo de chuva”, afirma.

Modelos meteorológicos emitidos com 48 horas de antecedência indicavam precipitações com volume de 200 milímetros para o litoral, o que já representava uma condição de risco. Porém, a concentração da chuva em algumas localidades, sobretudo em São Sebastião, é o que explica a extrapolação.

Choques de diferentes sistemas climáticos foram responsáveis pela ocorrência. O transporte de umidade e calor da região amazônica encontrou, sobre a Serra do Mar, uma frente fria que avançava a partir do sul do continente. “Isso estava previsto, mas ocorreu de forma mais intensa e concentrada”, diz Avila.

Ela explica que estas são condições incomuns, mas que eventualmente ocorrem no país, embora não seja possível “isolar a questão das mudanças climáticas dos eventos extremos que estão acontecendo com mais frequência”.
Endereços para abrigo em São Sebastião

  • Creche Débora Tavares Bahia – Av. Dário Leite Carrijó, 2.211 – Jaraguá
  • EM Prof.ª Patrícia Viviani Santana – Av. Prof. José Machado Rosa, 899 – Topolândia
  • EM Cambury – R. Olímpio Faustino, 155 – Praia de Camburi
  • Instituto Verde Escola – Av. Marginal, 44 – Praia Barra do Sahy
  • EM Prof. Antonio Luiz Monteiro – Estr. do Cascalho, 1.409 – Boicucanga
  • EM Maria Virgínia Silva – R. Valinhos, 136 – Barra do Una

*Com Folha

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Vídeo – Lula: É preciso cuidar dos mais pobres e governo deve usar quanto dinheiro for necessário para salvar vidas

Petista diz manter quarentena, comenta crise do coronavírus e prega solidariedade: “É preciso cuidar dos mais pobres”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva distribuiu em vídeo gravado para seu canal no YouTube sua primeira manifestação pública depois de retornar da Europa. Depois de 12 dias de agendas naquele continente, Lula testou negativo para coronavírus ao chegar ao Brasil e decidiu, mesmo assim, submeter-se a uma quarentena. O objetivo é se preservar e evitar riscos em contatos com pessoas próximas.

No vídeo, Lula classifica como patética a entrevista coletiva concedida pela equipe liderada pelo presidente Jair Bolsonaro. “Não era possível eu ficar quieto”, disse. E fez um apelo: “Eu estou cuidando de mim e quero que você cuide de você. E é obrigação do governo cuidar das pessoas, não de seu ego”.

O ex-presidente afirma que o governo não deve colocar a preocupação com a questão fiscal à frente do combate à pandemia e precisa investir recursos para que o país supere a pandemia da Covid-19 com o menor sacrifício possível da população. “Depois nos preocupamos todos com a recuperação do país.”

Lula elogiou a cobertura da imprensa no esforço de produzir informação sobre a pandemia observou ainda a contradição de Bolsonaro, que falou em instaurar estado de calamidade pública. “Primeiro ele diz que é histeria, depois diz que é calamidade.”

Assista:

 

 

*Paulo Donizetti de Souza/Rede Brasil Atual

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Coronavírus matou o bolsonarismo

Não parece que há cinco dias um presidente genocida foi aplaudido por psicopatas como ele, por ter estimulado a proliferação do coronavírus no país, negando a ciência, a informação e seu próprio Ministério da Saúde, sem falar da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Lógico que esse fato não é algo isolado, ele apenas alcançou a profundidade da estupidez que orbita no universo do bolsonarismo puro sangue, que utilizou sempre os meios subterrâneos das fake news para alavancar múmias fascistas dos sarcófagos e fornecer material suficiente para construir uma cadeia de estupidez que prometia exterminar com a educação, a pesquisa, a ciência, a tecnologia, a cultura e toda e qualquer forma de conhecimento.

Na mira do comando bolsonarista, estava o próprio Estado, o famoso privatiza tudo, para que o setor privado explorasse potencialmente cada atividade desse país. Ou seja, o bolsonarismo sempre trabalhou pelo interesse do status quo.

Por isso o bolsonarismo importou campanhas de fake news, prometendo desenvolvimento nas reformas e na destruição do Estado e dos direitos dos trabalhadores.

Agora, o país está diante de uma realidade nua e crua, que foi o absurdo da PEC do tetos dos gastos públicos que cortou verbas da saúde e educação e, consequentemente da pesquisa e da ciência. Tudo para agradar ao sistema financeiro.

Ninguém imagina que um boboca fantasiado como um palhaço Malaquias de verde e amarelo tem a mínima noção de que é manipulado como um boneco de ventríloquo para repetir todas as sandices do comando fascista.

São doentes mentais que, estimulados a pensarem como, mostram todo o destemor que têm do ridículo e mergulham potencialmente no submundo do bolsonarismo tarefeiro.

Mas, diante da calamidade que se agiganta e do repúdio cada vez mais crescente das ações de Bolsonaro e de seus filhos psicopatas, o bolsonarismo, grosso modo, recuou.

E se eles mantêm a ideia de não raciocinar, outros cérebros estão lhes impedindo de abrir a boca fazendo com que a mantenham fechada, por segurança dos próprios idiotas. Em muitos casos, muitos bolsonaristas já participam de escrachos contra Bolsonaro.

Pessoas que, se não foram à manifestação do dia 15 de março, ao menos convocou outros tantos adestrados para defender o “mito” que acabou levando às ruas tímidas ovelhas de um rebanho cada vez menor.

O fato é que, com o país a cada dia mais de cabeça para baixo, Bolsonaro já enfrenta um pesado tribunal do povo, que já o condenou como principal agente de proliferação do coronavírus no país e, consequentemente cada morte ou cada infectado vai lhe custar uma fatura impossível de ser paga, assim como os bolsonaristas.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas