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Debate no SBT: câmera flagra Ciro cochichando com Bolsonaro

Durante o debate dos presidenciáveis no SBT, Ciro Gomes (PDT) foi flagrado cochichando com o presidente Jair Bolsonaro (PL). O momento foi capturado durante uma das perguntas e respostas entre Ciro e a candidata pelo União Brasil, Soraya Thronicke.

No debate, Ciro Gomes estava no lado direito de Jair Bolsonaro (PL). O candidato do PDT coloca a mão sobre a boca e fala algo enquanto a senadora se defendia de algumas acusações que o presidente fez anteriormente.

Os principais candidatos à Presidência da República participaram neste sábado (24/9), do debate ao vivo. São eles: Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União), Felipe d’Ávila (Novo) e Padre Kelmon (PTB). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou que não compareceria devido a um conflito de agenda.

*Com Correio Braziliense

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O quê ou quem está por trás do “destrambelhado” Ciro Gomes?

Segundo Noblat, Ciro quer se transformar num produto político em 2026 que substitua Bolsonaro no coração dos reacionários.

Ciro seria uma espécie de bolsoprime.

Lula, no programa do Ratinho, fez espaguete de Ciro Gomes. No bom popular, disse que Ciro surtou, mas junto o desmascarou recobrando uma informação bastante interessante, que Ciro, quando ministro da Fazenda de Itamar Franco, não fez rigorosamente nada de forma concreta para baixar os juros.

Lula dá uma desancada em Ciro, dizendo:

“Eu acho que o Ciro está surtando. Eu vi o Ciro falar para você aqui: ‘não, porque a taxa de juros está muito alta, porque o Brasil pagou 500 bilhões’. Ele foi ministro da Fazenda durante três meses. Você sabe qual era a taxa de juros quando ele foi ministro? 55%. Se ele tiver memória curta, é importante ele lembrar, que ela reduziu apenas para 49%”.

Certamente Lula sabe que o tamanho da encrenca dessa espécie de Bolsonaro genérico em que Ciro se transformou, é bem maior. E que, de lobo solitário que ataca Lula e o PT, e implode o próprio PDT, Ciro não tem nada, ou não seria bancado por fundações internacionais nessa sua nova embalagem.

O fato é que Ciro exagerou na dose, passou muito do ponto, sendo admirado e elogiado até por Sergio Moro.

Daí pode-se observar a que regra moral ele atende. E talvez explique melhor esse candidato fabricado em condições pouco transparentes, já que Moro, um agente do Estado, operou como um agente dos interesses dos EUA para degradação das empresas brasileiras e da própria política nacional, junto com a Globo, que desde que existe, trabalha incessantemente para amesquinhar o debate nacional para confundir a sociedade com informações objetivamente confusas.

Ciro parece não estar interessado, pelo menos não no momento, em ter uma atitude voltada à ampliação de seu eleitorado em 2022, mas preencher uma lacuna em 2026 para uma direita destruída em 2016, com o golpe em Dilma. E o bolsonarismo, fruto do vácuo deixado pela direita tradicional, representada pelo PSDB, hoje dizimada.

Seria bom, portanto, buscar com mais paciência, informações profundas sobre esse personagem caricato em que se transformou Ciro Gomes para descobrir quem o está nutrindo como um borralho de Bolsonaro.

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Renuncia Ciro: Em carta, líderes progressistas latino americanos pedem que pedetista apoie Lula

Na medida em que o tempo aperta o passo contra Bolsonaro, mais mole fica seu chão e mais o fantasma da cadeia, por seus inúmeros crimes, agiganta-se.

É esse encontro com a justiça, que Bolsonaro terá depois das eleições, quando perder o poder.

O fato é que é perceptível a alteração de sua musculatura política e a redução da massa muscular que, no passado o levou ao poder.

As pesquisas, mesmo com metodologias e resultados diferentes, apontam para duas  direções, reconfigurando, dia após dia, a imagem gráfica dos institutos de pesquisa e, em todas elas a boca do jacaré não para de abrir, mostrando Lula subindo e Bolsonaro estagnado, quando não descendo.

É certo que o jogo só acaba quando termina. Não dá para contar com o pão que ainda está para ir ao forno, mas o que se observa é que quanto mais se aproxima o dia 2 de outubro, menos oscilações são reveladas com menos chances reais de Bolsonaro reverter ou ao menos amenizar o quadro cada dia mais desfavorável.

Se Bolsonaro tentou utilizar eleitoralmente sua ida ao funeral da rainha e sua fala na ONU, que foram exclusivamente voltadas a transformar tudo num grande picadeiro, para personalizar sua imagem nos dois eventos, o resultado é  um desempenho pífio.

No caso da ONU, fez discurso totalmente eleitoral e sem conteúdo e o evento em que aproveitou a morte da rainha para se promover, produziram resultados opostos, projetando uma imagem não de um chefe de Estado, mas de uma figura sem noção que acreditou que pudesse conseguir alguns votos com aquela paspalhice nababesca regiamente patrocinada por verba pública.

Leia a carta na íntegra

Caro colega Ciro Gomes:

Os abaixo assinados são militantes da esquerda latino-americana, profundamente antiimperialistas e comprometidos com a emancipação de nossos povos e a criação da Grande Pátria. Somos também pessoas que amam e admiram o Brasil e seu povo; à cultura primorosa daquele país: sua música, sua literatura, suas pinturas, sua gastronomia, suas diversas manifestações artísticas e também a longa luta de seu povo para ter acesso a uma vida mais plena, espiritual e materialmente.

Sabemos que você foi um lutador pelas boas causas do povo brasileiro ao longo de sua vida. É por isso que a perplexidade que nos leva a escrever-lhe esta carta e que nos move a enviar-lhe esta mensagem fraterna porque é incompreensível para nós, na atual situação brasileira, sua insistência em apresentar sua candidatura presidencial para o primeiro turno das eleições presidenciais eleições no Brasil, neste 2 de outubro, que sem o menor exagero pode ser considerado um ponto de virada histórico. Por quê? Porque a escolha fundamental não será entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio “Lula” da Silva, mas entre fascismo e democracia. E você, um homem político, inteligente e com larga experiência atrás de você, sabe muito bem que sua candidatura não tem absolutamente nenhuma chance de chegar às urnas, muito menos vencer no primeiro turno. A dura realidade é que, mantendo sua candidatura, caro camarada Ciro, a única coisa que você fará é dispersar forças, enfraquecer a força do bloco antifascista, com todas as suas contradições, facilitar a vitória de Bolsonaro e, eventualmente, abrir caminho para um novo golpe. Apesar de sua boa vontade, infelizmente você não está em condições de fazer nenhum bem, nenhum bem, e está em condições de causar grandes danos ao Brasil e ao seu povo. Você não será capaz de fazer o bem apesar de suas intenções porque suas chances de ganhar são zero. Ao enfraquecer a candidatura unitária de Lula, ao dispersar as forças do bloco que se opõe ao fascismo, o que você fará objetivamente (além de suas intenções, que não duvidamos são boas) será pavimentar o caminho para a perpetuação de Bolsonaro no poder.

Parece-nos que por causa de sua carreira você não deve entrar na história do Brasil por aquela porta indigna, como a de um homem que, tendo lutado pelas boas causas de seu povo e alcançado importantes resultados, em uma instância crítica e decisiva para seu país comete um erro e abre as portas para um processo que semeia morte e destruição em seu país e que, sem dúvida, também o terá como uma de suas vítimas. Não se pode ignorar a natureza perversa do atual presidente do Brasil. Suas palavras e promessas, mesmo aquelas que ele possa ter feito a você, são completamente inúteis. Bolsonaro é um personagem imoral, um fanático alucinado sem princípios morais que deixou mais de 700.000 brasileiros e brasileiras morrerem sem fazer o menor esforço para salvá-los. Ele também é um traidor em série, comparável apenas aos piores personagens de Shakespeare. E ele não hesitará por um momento em traí-lo assim que for conveniente para ele.

Ainda há tempo de reparar seu erro, companheiro Ciro. Dirija-se aos seus apoiadores agora e diga-lhes que a urgência da luta contra o fascismo não lhes deixa outra escolha a não ser apoiar a candidatura presidencial de Lula. Peça-lhes aquele voto, crucial para derrotar no primeiro turno o capitão (assim, com letras minúsculas) e seus esquadrões armados; crucial também para impedir a perpetuação no poder de um homem que exaltava a figura do canalha que torturou Dilma Rousseff. Você, por causa de sua história e de suas ideias, tem que fazer o impossível para impedir que uma figura tão monstruosa fique mais um dia no Palácio do Planalto. Além disso, devido à sua idade, não temos dúvidas de que ele continuará sendo uma figura de destaque na política brasileira. Que não é a vez dele, que as circunstâncias o obrigam a esperar. Não se esqueça que a paciência é um dos traços que definem os grandes líderes políticos.

Nada mais por enquanto. Esperamos que você aprecie o senso de solidariedade nesta mensagem. Receba um abraço fraterno de seus companheiros lutadores de toda a América Latina e Caribe.

Primeiras adesões

Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz, Argentina

Rafael Correa, ex presidente del Ecuador

Stella Calloni, periodista, ArgentinaR

Raúl Zaffaroni, ex Juez de la Corte Suprema, Argentina

Atilio Boron, politólogo, Argentina

Piedad Córdoba, Senadora, Colombia

Amado Boudou, ex vicepresidente de la Argentina

Gabriela Rivadeneira, ex presidenta Asamblea Nacional, Ecuador

Fernando Buen Abad, filósofo, México

Ignacio Ramonet, periodista, Francia/España

Ernesto Villegas, República Bolivariana de Venezuela

Hugo Moldiz, Bolivia

Xavier Lasso, periodista, Ecuador

Katu Arkonada, País Vasco/Bolivia

Jorge Lara Castro, ex canciller, Paraguay

Hernando Calvo Ospina, cineasta, Colombia

Esteban Silva, docente universitario, Chile

María Seoane, periodista, Argentina

Mempo Giardinelli, escritor, Argentina

Juan Eduardo Romero, diputado PSUV, Asamblea Nacional, Venezuela

Alicia Entel, docente universitaria, Argentina

Gilberto López y Rivas, antropólogo, México

Daniel Jadue, Alcalde de Recoleta, Chila

Mario Giorgi, Radio UNDAV, Argentina

Claudia V. Rocca, Rama Argentina de la Asociación Americana de Juristas

María Fernanda Barretto, escritora colombo-venezolana

Daniel de Santis, docente universitario, Argentina

José Seoane, docente universitario, Argentina

Paola Gallo Peláez, Co-presidenta del MOPASSOL, Argentina

Jorge Cantor, Argentina

Rodolfo Hamawi, docente universitario, Argentina

Emilio Taddei, docente universitario, Argentina

Julio Ferrer, periodista, Argentina

Juan Ramón Quintana Taborga, ex ministro, Bolivia

Andrea V. Vlahusic, Co-presidenta del MOPASSOL, Argentina

Héctor Bernardo, periodista, Argentina

María Fernanda de la Quintana, periodista, Argentina

Jorge Elbaum, docente universitario, Argentina

Carlos López López, Parlamentario del Mercosur

Ana María Ramb, escritora, Argentina

Pamela Dávila, periodista, Ecuador

Telma Luzzani, periodista, Argentina

Florencia Saintout, presidenta, Instituto Cultural de la provincia de Buenos Aires, Argentina

Ramón Grossfogel, docente universitario, Puerto Rico

Rafael Urrejola Ditborn, periodista, Chile

Paula Klachko, docente universitaria, Coord. REDH/Cap. Argentino

Henry Morales, Coord. Movimiento Tzuk Kim Pop, Guatemala

Manuel Santos Iñurrieta, dramaturgo, Argentina

Carlos Bedoya, Coord. Latindadd, Perú

Alexia Massholder, docente universitaria, Argentina

Claudio Katz, economista, Argentina

Marcelo Rodríguez, doce

*Com Forum

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Dirigente nacional do PDT pede afastamento por ataques de Ciro a Lula: “Me constrange muito”

O ex-deputado estadual Haroldo Ferreira (PDT-PR), que é membro do diretório nacional do PDT e vice-presidente da Fundação Leonel Brizola, pediu afastamento do partido em carta encaminhada ao presidente da sigla, Carlos Lupi, nesta segunda-feira (19).

O motivo para a decisão de Ferreira são os ataques a Lula (PT) direcionados pela campanha de Ciro Gomes, candidato da legenda à presidência.

À Fórum, o dirigente pedetista disse que a postura de Ciro o “constrange” e que “não representa o PDT de Leonel Brizola”. “Isso me incomoda e me constrange muito. E não é só contra o Lula. É um tipo de campanha, de ataques pessoais, querendo intuir que Lula está velho, está doente (…) Isso não representa o PDT, principalmente o PDT de Brizola, que apoiou o Lula, apesar de todas as diferenças das épocas históricas, em função da democracia”, declarou.

Na carta, Haroldo Ferreira afirma ser “lamentável” que Ciro “tenha adotado uma estratégia errática de tentativa de desconstrução da imagem de Lula, ao invés de focar no PND, Programa Nacional de Desenvolvimento, que contém propostas para o Brasil real de fato, em que sempre acreditamos”.

“Meu ambiente de convivência política, do campo progressista, democrático, trabalhista, socialista, do SUS, saúde pública e coletiva, ambiental e reforma sanitária brasileira, nos cobra pela atitude política de nossa candidatura presidencial (…) Isto posto, informo ao Presidente que passo a defender a bandeira da liberdade e do estado de Direito democrático, engajado na campanha eleitoral de Luís Inácio Lula da Silva, e que assim o destino o queira futuro Presidente do Brasil”, prossegue.

Confira abaixo a íntegra da carta:

“Prezado Presidente Carlos Lupi,

A despeito do apreço e consideração que lhe tenho, assim como identificação com o trabalhismo brizolista, cabe-me o dever pessoal de lhe encaminhar meu pedido de afastamento da Vice Presidência da Fundação Leonel Brizola, Nacional e Regional do Paraná, bem como do Diretório Nacional do PDT, para, como Dirigente, não incorrer em ato de infidelidade partidária.

Como estamos vivenciando, o Brasil passa por momento crucial de garantia de nossas liberdades individuais e coletivas, com ataques constantes, persistentes e orquestrados de fragilização de nossas Instituições Democráticas.

Instituições que foram duramente conquistadas e inseridas na Carta Constitucional Federal de 1988, após sacrifícios da Nação, de brasileiros e brasileiras que enfrentaram as forças da Ditadura com perdas, mortes, desaparecimentos, exílios e torturas.

Malgrado este momento em que o PDT Nacional, através da candidatura presidencial de Ciro Gomes, marqueteado por João Santana, imprime uma campanha odiosa contra o principal candidato de oposição ao regime bolsonarista, lhe impondo pesadas críticas, inclusive, no campo pessoal e familiar.

De tal forma que Ciro Gomes, seja hoje, dentro do nosso campo político, o principal detrator de Lula, servindo direta ou indiretamente, de linha auxiliar para a candidatura oficial de situação.

Tal conduta equivocada, além de não agregar eleitoralmente, nos afasta do campo progressista nacional, nos isola em um gueto indefinido ideológico, inexpressivo de articulação, negando a história dos posicionamentos de Brizola, como em 1989, ao apoiar Lula, apesar de diferenças existentes à época.

É lamentável que Ciro Gomes, homem nacionalista, preparado e provado na luta política, tenha adotado uma estratégia errática de tentativa de desconstrução da imagem de Lula, ao invés de focar no PND, Programa Nacional de Desenvolvimento, que contém propostas para o Brasil real de fato, em que sempre acreditamos.

Meu ambiente de convivência política, do campo progressista, democrático, trabalhista, socialista, do SUS, saúde pública e coletiva, ambiental e reforma sanitária brasileira, nos cobra pela atitude política de nossa candidatura presidencial.

Constrange-me, sobremaneira, a repercussão dos ataques pessoais ao Lula, como munição eleitoral, nas redes sociais, impulsionados por bolsonaristas.

Isto posto, informo ao Presidente que passo a defender a bandeira da liberdade e do estado de Direito democrático, engajado na campanha eleitoral de Luís Inácio Lula da Silva, e que assim o destino o queira futuro Presidente do Brasil.

Respeitosamente,

Haroldo Ferreira, médico – Paraná”

*Com Forum

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Opinião

Ciro, o candidato de Tik Tok

Ciro é aquele candidato que tem solução fácil para um problema difícil. Até aí, nada de original. Isso sobra na história política desse país, pata tanto, é só pegar Collor, FHC, Bolsonaro via Paulo Guedes.

Mas nesses tempos de internet e vídeos curtos, tipo Tik Tok, Ciro se transformou num especialista em trazer, numa única frase, as soluções mais complexas do Brasil.

Por isso mesmo não pôde deixar de lançar mão do slogan que virou seu martelete, de que é o candidato mais preparado, sempre depois de uma frase de efeito, de uma solução rocambolesca para situações estruturais que não se resolve com coelhos e cartolas.

Dito isso, vamos à questão de fundo sobre esse momento tão delicado porque passa o país, em que, mais do que nunca, exige uma posição cartesiana para que consigamos, através de uma campanha de voto útil, buscar a vitória de Lula no primeiro turno.

Sejamos realistas, para não contar com a única coisa que Ciro Gomes pode nos oferecer, a sua mesquinhez.

Para Ciro, o Brasil é do tamanho do seu umbigo de vedete sem público. Por isso não esperem dele um ato de grandeza social e política.

Um democrata, que quer que todos os seus oponentes desistam da disputa eleitoral para lhe dar vitória por WO, presta?

Essa história de que Ciro é o único que tem programa, é pura balela. Por que o gênio não conseguiu com esse feito, uma mísera aliança?

Ciro não fará nada pelo país, pelos brasileiros. Sairá do pleito batendo a porta dos fundos como playboy arrogante que é.

Ciro é um pavão que tem o pé maior que o corpo. Por isso sempre vira um peru de natal que morre de véspera.

Esses roncos caricaturescos de Ciro, associando-se ao pior do comportamento bolsonarista, dizem quem ele é.

O gabola, que vive de auto elogio vazio, traz para o debate uma engenhosa invenção maravilhosa, carregada de lero-lero, e só.

Daí que, ano após ano, eleição após eleição, Ciro e suas ideias “sofisticadas” que beiram ao humorístico, ganham menos adeptos.

Também por isso, Ciro utiliza recursos para atacar covardemente Dilma numa mal disfarçada misoginia, e dar asas à inveja doentia que tem de Lula.

Digo isso e poderia dizer muito mais sobre a personalidade ególatra do boquirroto Ciro Gomes, porque não se pode esperar nada dele.

Teremos todos que cavar, à unha, os dois pontinhos para Lula levar o caneco no 1º turno. O país precisa disso, e o povo pobre, mais do que nunca.

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O triste fim de Ciro Gomes, rebaixado por si mesmo a cabo eleitoral de Bolsonaro

Na semana passada, Ciro Gomes foi entrevistado pela Jovem Pan, a emissora alinhada à extrema direita bolsonarista. Na entrevista, o apresentador do programa Pânico, Emílio Surita, confessou o medo do país virar socialista se Lula vencer a eleição: “eu falo para os jovens com a idade dos meus filhos: vão embora do Brasil, porque se for o que a gente tá vendo aí [eleição do Lula], vamos ser um país pobre, velho e socialista”.

Essa síndrome de Regina Duarte, que trata a esquerda como um monstro que assombra a democracia, é um espantalho que os reacionários utilizam há muito tempo e que foi decisivo para sustentar o golpe de 64. A tese de Surita não encontra nenhum respaldo nos fatos. Afinal de contas, Lula governou por oito anos e essa possibilidade jamais foi cogitada, muito pelo contrário. Foi o período em que o capitalismo esteve mais pujante, e os banqueiros lucraram como nunca.

O delírio do apresentador do Pânico é aceito apenas entre os integrantes da seita fanatizada pelas ideias conspiracionistas de Olavo de Carvalho. O mínimo que se esperava de Ciro Gomes, um candidato que se diz progressista, era o enfrentamento desta mentira que embala o antipetismo alucinado e que tanto mal faz ao país. Mas não foi o que aconteceu. O pedetista legitimou o devaneio de Surita: “eu estou muito angustiado com isso. A minha maior preocupação é essa, porque as nações se suicidam. Se não derrotarmos a classe dirigente brasileira agora — talvez já seja tarde — a nação brasileira será destruída”. E concluiu colocando a cereja no bolo conspiracionista: “Você tem toda razão!”.

Ciro Gomes é um homem inteligente e sabe que não há a menor possibilidade de mudança de regime caso a chapa Lula/Alckmin saia vencedora do pleito. Mesmo assim, prefere dar asas à imaginação dos reacionários na esperança de abocanhar alguns votos desse eleitorado.

A estratégia adotada pelo candidato é a de tratar Lula e Bolsonaro como sendo dois lados de uma mesma moeda autoritária e populista. Na prática, trata-se da mais pura relativização do fascismo e do golpismo. Bolsonaro é o presidente que passou quatro anos disseminando ideias fascistas e ameaçando de maneira permanente a democracia. Lula governou por dois mandatos de maneira absolutamente democrática e saiu com avaliação positiva de quase 90% da população. Colocá-los em pé de igualdade é, no mínimo, desonesto.

Ciro Gomes flerta com a mesma relativização do fascismo e do golpismo que tornou Bolsonaro um candidato palatável para boa parte do eleitorado. Não é à toa que hoje ele vem sendo acusado de atuar como linha auxiliar do bolsonarismo. Na ânsia em subir nas pesquisas a qualquer custo, o pedetista tem alimentado a urubuzada fascistoide com a velha carniça antipetista de sempre. Mas, como mostram as pesquisas, a tática não tem funcionado.

Ciro virou um levantador de bolas para a campanha de Bolsonaro. Vídeos dele atacando Lula viraram febre nas redes sociais bolsonaristas. Suas falas têm sido usadas como munição para atacar Lula e o PT. Um levantamento do O Globo em redes bolsonaristas mostra que Ciro tem sido tratado ironicamente como “cabo eleitoral de Bolsonaro”. Em alguns desses grupos circula o trecho de uma entrevista dada em 2020 seguido da legenda “Ciro Gomes falando bem de Bolsonaro”.

O general Heleno, por exemplo, afirmou ao compartilhar um outro vídeo de Ciro: “Conservadores estão proibidos de falar, então deixem o Ciro falar”. No vídeo, Ciro Gomes diz haver conexões entre o PT e o PCC e chama o partido de “organização criminosa”. Temos aqui um general golpista se sentindo representado por uma fala de Ciro contra o candidato com maior potencial para impedir a permanência dos golpistas no poder.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Ciro fazia críticas justas, importantes e necessárias a Lula e ao PT. Eram críticas duras, mas que não ultrapassavam os limites do bom senso nem surfavam a onda do antipetismo inconsequente. Ciro reconhecia os serviços prestados por Lula à democracia e não o tratava como um Bolsonaro canhoto, como faz hoje. Em uma palestra na faculdade de Sorbonne na França naquele ano, fez a seguinte afirmação: “Lula fez o mais extraordinário programa de proteção social que a história do capitalismo mundial conhece. A parte mais conhecida é o Bolsa Família, mas é uma rede de proteção social que simplesmente tirou 40 milhões de pessoas da classe D (…) Genialmente ele concilia com a plutocracia brasileira e extrai, por conta dessa dinâmica de preços generosamente altos do estrangeiro, excedente para alocar. A despesa social do Brasil cresceu de 15% pra 22%.”

Há quatro anos, Ciro Gomes reconhecia Lula como o político responsável pelo mais extraordinário programa de proteção social da história do capitalismo mundial. Chegou a classificar como “genial” a conciliação de Lula com a “plutocracia brasileira” — a mesma conciliação que hoje ele ataca ferozmente e diz ser responsável por todos os males da nação. O Lula elogiado em 2018 é o mesmo a quem Ciro chama hoje de “maior corruptor da história moderna brasileira”. O “mais extraordinário programa de proteção social da história” hoje é tratado por ele como distribuição de “migalhas para os pobres”.

Ainda nas eleições de 2018, na sabatina do Jornal Nacional, disse que Lula foi um “bom presidente”, que a população brasileira “sabe disso”, e que não poderia comemorar a prisão do, segundo ele, “o maior líder popular do país”. Muito diferente do Ciro de 2022, que culpa Lula pela eleição de Bolsonaro e enche a boca para falar de sua prisão, mesmo sabendo que suas condenações foram anuladas pela Justiça.

O que aconteceu nesses quatro anos para acontecer essa mudança drástica de opinião? Ora, Lula deixou a presidência em 2010. A opinião de Ciro sobre ele e seu governo mudou drasticamente sem ter ocorrido nenhum fato novo. O pedetista mudou porque entende que atacar Lula o fará um candidato palatável para o mesmo antipetismo alucinado que elegeu Bolsonaro. As críticas atuais voam nas asas do moralismo lavajatista que ele tanto criticou em um passado recente. É puro oportunismo eleitoral, mas um oportunismo eleitoral burro, porque as pesquisas mostram que a estratégia não tem funcionado.

Agora Ciro Gomes se vende também como o candidato antissistema, que não faz conchavos, que só não fez alianças significativas por opção. Trata-se de mentira absoluta. Ciro Gomes tratou de alianças políticas com vários políticos, nem todos conhecidos por terem uma reputação ilibada. Ele chegou a jantar com ACM Neto e Luciano Bivar do União Brasil para discutir aliança. Conversou também com Gilberto Kassab do PSD. No ano passado, aproximou-se de Alckmin para fechar uma aliança para 2022. Hoje, diz que a chapa Lula/Alckmin é “uma vergonha para o Brasil”, um “conchavo vergonhoso”, e que esse tipo de aliança é o que faz a “população ter nojo da política”.

Diferentemente do que diz, os fatos evidenciam que o seu isolamento político não se deu por uma opção nobre do candidato, mas porque ele não foi capaz de construir alianças. A culpa é do próprio Ciro, que acreditou que subiria nas pesquisas atacando o campo progressista e piscando para o eleitorado reacionário. O fato é que ele não conseguiu alianças significativas porque não tem votos para oferecer. Ciro Gomes ao menos conseguiu o palanque dos tucanos em Minas Gerais. Sabe quem articulou essa aliança com o PDT? O impoluto Aécio Neves.

Em 2018, com Lula preso e com o antipetismo no seu auge da sua popularidade, defendi que o PT abrisse mão de chapa para apoiar Ciro Gomes para presidente. Isso porque Ciro aparecia nas pesquisas como o candidato democrata com maior potencial para derrotar o candidato golpista no segundo turno. Hoje as coisas mudaram. O antibolsonarismo supera o antipetismo, Lula está livre e é o favorito segundo as pesquisas.

O Datafolha desta sexta-feira (9) sugere que a estratégia suicida de Ciro Gomes tem favorecido Bolsonaro. Enquanto Lula e Tebet mantiveram suas porcentagens, Ciro oscilou 2 pontos para baixo, enquanto Bolsonaro oscilou 2 pontos para cima.

Em tempos em que a polarização se dá entre democracia e golpismo/fascismo, Ciro Gomes decidiu agora empunhar a bandeira da antipolarização. E faz isso de maneira hipócrita, rasteira e pouco inteligente. E ainda rejeita com todas as forças a possibilidade de apoiar Lula no segundo turno contra Bolsonaro: “Eu não cogito nem sequer mentalmente essa possibilidade”. Para ele será muito difícil escolher entre um democrata e um golpista no segundo turno.

O pedetista hoje culpa Lula pela existência do bolsonarismo mas, ironicamente, são suas falas que alimentam esse monstro todos os dias. Ciro não ganhará a eleição e sairá dela tendo cultivado um eleitorado rancoroso que coloca democratas e fascistas no mesmo saco sem o menor pudor. O que encaminhou o Brasil para o abismo bolsonarista foi o mesmo antipetismo alucinado que hoje Ciro mimetiza na esperança vã de conquistar votos. Ciro saiu definitivamente do campo progressista para virar o encantador de serpentes bolsonaristas.

*João Filho/Intercept Brasil

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Até ser atacado pelo insano misógino, Ciro se confundiu com Bolsonaro

Ciro, além de um discurso extremamente elitista, empolado e sem apresentar fontes de seus dados questionáveis, parece ter como sina ser engolido pela própria inveja que tem de Lula desde 2018.

Não por acaso, atacou muito mais Lula do que Bolsonaro. Mais do que isso, fez questão de esquecer Bolsonaro até que, por impulso raivoso, o cachorro louco o atacou, lembrando de um episódio seu de misoginia tão grosseiro quanto os que Bolsonaro protagoniza todos os dias contra mulheres.

Aí sim, Ciro partiu pra cima do, até então, aliado no debate de ontem, Jair Bolsonaro.

Detalhe, isso não é coincidência ou qualquer outro adjetivo que o valha.

Ciro Gomes frequentemente se comportou da mesma forma em 2018, preferindo atacar sempre o PT nos debates, assim como regou a semente do fascismo que hoje o Brasil vive.

Não é sem motivos que a única pessoa que Bolsonaro cumprimentou no final do debate, foi Ciro Gomes, respaldado na ideia de que Ciro não era adversário, mas alguém que também tinha em Lula seu alvo preferencial.

Hoje, mais uma vez, Ciro, no Twitter, imita Bolsonaro num ataque tão baixo e cheio de ódio contra Lula quanto o ataque abominável de Bolsonaro a Vera Magalhães que tem, na origem, o preconceito em seu odioso tratamento.

Ciro sabe que Lula jogou uma casca de banana e o pimpão caiu como pato. Mas sua origem de oligarca do Nordeste, tradicionalmente raivoso, tirou-lhe o sono e o fez estampar, hoje, seu rancor contra Lula no twitter e, em seguida, sentindo a péssima repercussão, acovardou-se e apagou o post, mostrando quem é e como seu preconceito é infinitamente maior que ele.

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Ciro Gomes, o Coalhada da eleição

Pesquisa mostra que eleitores enxergam Ciro como alguém que fala muito sem dizer nada.

O que se consegue extrair daquele extrato bíblico de palavras que o verborrágico Ciro coloca na mesa?

Na verdade, Ciro vive daquele jogo e perde e ganha, que serve muito mais para confundir do que explicar qual de fato é sua proposta genial que ao menos não desapareça como pó em ventania, como já é tradicional em sua fala, 5 minutos depois dos seus palavrórios tecnocráticos, em que os ingredientes centrais terminam sempre em ataques baixos a Lula.

O fato é que Ciro utiliza esse expediente que nem o próprio acredita ou entende o que fala. A impressão que dá é que seu subconsciente, com um pouco mais de juízo, tenta tirá-lo daquela emboleira de linha que ele faz para dar uma de sabichão e apresente algum conteúdo como semente de algo que possa trazer um contrafreio a sua sopa de letrinhas.

As pesquisas revelam o próprio Ciro que meio imita Bolsonaro, que embola vários assuntos no mesmo saco e, no final, quem o defende, não o porquê.

Ciro impressiona por um tipo de inteligência fugaz que sai do nada para chegar em lugar nenhum fora de sua própria lógica. Para a população, seu discurso não passa de uma pescaria de palavras que mistura sardinha com tubarão e bacalhau com tucunaré.

Daí o empolado gabola roda, roda e não sai do lugar, fazendo lembrar o personagem Coalhada, de Chico Anísio, mas hein!

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Política

Não sei se Duvivier foi bem no debate, mas sei que Ciro foi mal

Não dá para dizer que Gregório Duvivier foi bem no debate com Ciro Gomes, mas simplesmente Ciro não o deixou falar. Talvez a intenção de Ciro tenha sido mesmo essa, a de criar o famoso nem nem, nem Duvivier, nem Ciro. pelo menos foi assim que vimos Ciro tentando ajeitar um debate que fosse o seu número, denunciando que o sujeito não queria que a bola rolasse.

Foi uma cena dantesca. O mesmo Ciro, que vive gesticulando com o corpo e braços, tentou asfixiar a fala do seu convidado com uma conversação típica de quem, ao invés de utilizar argumentos sólidos, vive de palavrórios.

Na verdade, Ciro quis fazer um programa para ninguém ver e, depois, narrar sua versão à distância que desse larga margem de vantagem ao dono do programa.

Em alguns momentos Ciro parecia um inquisidor, daqueles primitivos. Na cabeça do sábio seria fácil encurralar Duvivier e, quando ele conseguisse se safar de seu cerco, se esconderia atrás das folhagens para não dar nenhuma resposta afirmativa ou ao menos concluir um raciocínio que fechar soube expor com dois toques na bola. Mas não adianta, Ciro cismou que tem que ser uma caricatura de Bolsonaro.

Ciro sentiu quando Duvivier fez críticas a ele, do contrário, não o convidaria para o programa. Antes, porém, Ciro tinha excomungado seu oponente utilizando os dispositivos mais baixos que os bolsonaristas utilizam quando se sentem encurralados.

Mas se passou pela cabeça de Ciro que o debate lhe rendesse uma imagem gloriosa, bem ao seu estilo triunfalista, o tiro saiu pela culatra, isso é evidente, mas também é natural, primeiro, para quem quer escolher seus adversários na disputa eleitoral e, lógico, Lula não pode.

Na realidade, esse é o único problema de Ciro, Lula, como pontuou Duvivier. Ciro ainda ressignificou o bordão dos irmãos Gomes, quando Lula estava preso, eles queriam que Haddad, que tinha quatro vezes mais votos, desistisse da candidatura em prol, e é bom que isso bem claro, de uma suposta ida de Ciro para o segundo e, que lá, segundo suas fantasias, comeria Bolsonaro com farinha.

Agora, com Lula, a coisa piorou, e Ciro não argumenta, faz pirraça, dá tremelique. E foram seus faniquitos que, no curto espaço que tinha, Duvivier, pacientemente, o desconcertou.

Bolsonaro só aceita o resultado da eleição, se ganhar. Ciro só aceita se Lula não participar. No final, os dois, Ciro e Bolsonaro querem a mesma coisa.

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Marcos Coimbra: “Metade dos eleitores de Ciro podem abandoná-lo e dar vitória a Lula no 1º turno”

Para o sociólogo do Instituto Vox Populi há uma fidelidade baixa do eleitorado de Ciro ao candidato.

O sociólogo Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, afirmou no Fórum Café desta sexta-feira (6) que parte do eleitorado de Ciro Gomes pode abandoná-lo antes das eleições e, com isso, ser o empurrão final para que o ex-presidente Lula vença o pleito no primeiro turno.

Diferentemente de Lula e Bolsonaro, que têm mais de 80% de voto firme e consolidado no seu eleitorado, Ciro Gomes tem um pouco menos de 50% de voto definido entre suas eleitoras e eleitores. Se esta metade que não é voto firme migrar para Lula, a eleição está resolvida no primeiro turno: “Metade dos eleitores de Ciro podem abandoná-lo e dar vitória a Lula no 1º turno”.

E, da mesma forma como o eleitorado de Moro, um eleitorado com afinidade ideológica com Bolsonaro, migrou quase todo para Bolsonaro, o eleitorado de Ciro irá naturalmente migrar para Lula, avaliou o sociólogo.

A situação de Ciro Gomes é tão difícil que ele está em terceiro lugar no Ceará, o estado onde fez sua carreira política. “Ciro tem metade das intenções de voto de Bolsonaro no Ceará, não sei o que ele espera que aconteça no próprio estado dele. O fato é que lá acontece o mesmo que no resto do país: quem é progressista está escolhendo Lula e quem é conservador está com Bolsonaro. Esta é uma eleição com apenas dois candidatos, mesmo no Ceará, onde ele não chega a dois dígitos”, afirmou o sócio do Instituto Vox Populi.

Marcos Coimbra apresentou o resultado da agregação das pesquisas presenciais e não-presenciais realizada sistematicamente pelo Vox Populi no Fórum Café, além de um mapa de votação em cada eleição desde 2002 e o mapa das pesquisa mais recentes nos estados, demonstrando que o cenário para Lula é melhor que o da eleição de 2006

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