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Lula avança e já abocanha 1 em cada 5 eleitores que votaram em Bolsonaro no 2º turno em 2018

Detalhamento da pesquisa PoderData divulgado nesta segunda-feira (7) mostra que Lula (PT) avançou 8 pontos percentuais entre eleitores que declaram ter votado em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições em 2018.
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Levantamento realizado nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro mostra que 21% – 1 em cada 5 – dos eleitores que escolheram Bolsonaro na disputa contra Fernando Haddad (PT) pretendem votar em Lula nas eleições de outubro.

Na pesquisa anterior, realizada nos dias 16 e 18 de janeiro, Lula e Sergio Moro (Podemos) herdavam, cada um, 12% dos eleitores do presidente.

Moro oscilou negativamente e agora tem 10% dos votos do ex-chefe no segundo turno em 2018. Bolsonaro, que registrava 58% na pesquisa anterior, agora tem apoio de 54% dos eleitores que o escolheram na eleição passada.

Ciro Gomes (PDT) fica com 4% e João Doria (3%). Última a lançar a pré-candidatura, André Janones (Avante) herda 2% dos votos de bolsonaristas arrependidos, à frente de Rodrigo Pacheco (PSD) e Simone Tebet (MDB), ambos com 1%.

Entre os eleitores que votaram em Haddad no segundo turno, 72% declaram que votarão em Lula. Nenhum deles – 0% – pretende votar em Moro. Ciro herda 12% desses votos, Doria 3% e Janones 1%. Os demais, assim como Moro, ficaram em 0%.

Entre os que declaram voto branco ou nulo em 2018, 75% dizem que votarão em Lula e 10% em Bolsonaro. Moro e Ciro tem 2% da preferência desses eleitores. Felipe D’Ávila (Novo) e Alessandro Vieira (Cidadania) herdam 1%.

Ruim ou péssimo para 30% de seus eleitores

Entre aqueles que declaram ter votado em Bolsonaro, 30% o avaliam como ruim ou péssimo. Outros 47% dizem que o presidente é bom ou ótimo e 21% o classificam como regular.

A pesquisa ouviu 3 mil pessoas em 238 cidades nas 27 unidades da Federação de 31 de janeiro a 1º de fevereiro de 2022. O registro no TSE é BR-09445/2022. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

*Com informações da Forum

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“Seja o primeiro dos vencidos a apoiar Lula”, disse Brizola a Ciro em 2002. “Será importante na sua trajetória para o futuro”

Por Luís Costa Pinto, do 247 – Há 20 anos, na semana derradeira de uma campanha intensa que terminaria por sagrar o petista Luiz Inácio Lula da Silva enfim vitorioso depois de três derrotas consecutivas em eleições presidenciais, Leonel Brizola convocou o então candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, para um almoço reservado. Ciro fez questão de levar o jornalista que o assessorava: eu. O relato desse encontro só viria a público quando o 3º volume de “Trapaça – Saga Política no Universo Paralelo Brasileiro” estivesse, enfim, nas livrarias físicas e virtuais (o que só acontecerá em março deste ano, em razão de atraso na produção da Geração Editorial provocados, entre outros fatores, pelas intermitências da pandemia). Em razão do centenário de Leonel de Moura Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, ex-deputado, uma das personalidades políticas mais fortes e marcantes da cena nacional, ocorrer no dia seguinte ao cometimento de mais um ato de insensatez por parte de Ciro Gomes (agora no PDT, sigla que foi fundada por Brizola ao voltar do exílio), antecipo-o aqui.

O relato que segue sempre esteve guardado em minha memória jornalística, além de dormir por duas décadas nas cadernetas de anotações que mantenho de passagens relevantes do dia a dia. Ele revela a dimensão do personagem Brizola e o diapasão que o separa de alguém como Ciro que, mesmo com 40 anos de vida pública, como ele se jacta de ter, não compreendeu o papel que a História lhe reserva:

Eis o trecho do livro:

“Em quatro dias, depois das declarações estapafúrdias sobre o papel de Patrícia Pillar, Ciro Gomes havia perdido seis pontos percentuais de intenções de votos entre eleitoras mulheres em todo o Brasil – caindo de 25% para 19%. José Serra, por sua vez, ganhara os mesmos seis pontos e passara de 15% para 21%. A partir dali e por mais um mês, a campanha do candidato do PPS viveu pequenos momentos de grandes desencontros e, para mim, pelo menos um grande encontro.

No dia 2 de outubro, última quarta-feira antes do primeiro turno da eleição, tínhamos entregado os pontos. Não havia mais chance de qualquer virada de última hora contra José Serra, do PSDB, capaz de forçar um segundo turno entre Ciro e Lula do PT. O petista venceria quaisquer adversários nos ensaios de segundo turno. A meta de todos passou a ser, portanto, sair com honrosos 12% a 15% dos votos e ficar em terceiro lugar na disputa.

No dia seguinte ocorreria o último debate entre os quatro candidatos melhor posicionados – pela ordem, Lula, Serra, Ciro e Garotinho – na TV Globo. Sem agenda eficaz de campanha, Ciro ficou no Rio. Estava um pouco deprimido. Tomei café no hotel, na Avenida Atlântica, e fui encontrá-lo na casa de Patrícia Pillar. Esperei bastante, cerca de uma hora e meia, até ser recebido. O candidato estava numa sessão de relaxamento.

– Tem compromisso para o almoço? – perguntou quando me viu.

– Não – respondi. – Mas, agora que bate onze horas. Quer almoçar já?

– Venha almoçar comigo e com o Brizola.

Imaginei que seria um compromisso político. Fizemos o tempo passar ligando para alguns colunistas e editores de jornais, finalizando os tópicos centrais do debate do dia seguinte. Antes de uma da tarde saímos em direção a Copacabana, onde morava o ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Ao chegar ao prédio dele, numa esquina da Atlântica, estranhei a ausência de outras pessoas ou lideranças políticas. Tocamos a campainha. Pouco menos de um minuto depois, de calça jeans e calçando meias sem sapatos, camisa quadriculada em tons de azul, uma faca na mão e um pano de prato sobre o ombro, o engenheiro Leonel Brizola abriu a porta.

– Entrem. Estou só, é folga da moça que me ajuda – convidou. – Seremos só nós três. Vamos comer na cozinha mesmo. Estou terminando de cozinhar… rabada com agrião. Gostam?

Respondemos automaticamente que sim. E, mesmo que não gostássemos, as respostas não seriam diferentes. Ciro ficou conversando algo em torno de culinária e de cozinhas regionais. Eu aproveitei para observar ao redor. Não tinha dúvida do privilégio absoluto que era estar ali, na casa dele, no outono de um dos maiores políticos da História brasileira, salgando as feridas de uma campanha eleitoral em que amadurecia na derrota.

Brizola pôs uma garrafa de vinho, rótulo uruguaio, sobre a mesa retangular da pequena copa e nos avisou que era um Tannat. Mas, se quiséssemos, mudaríamos a uva. Não ousamos fazê-lo, claro. O velho lobo de tantas crises e tantas eleições não admitiu ajuda. Enquanto provava o caldo da rabada para saber se deveria colocar mais pimenta, ou não, reservava os maços de agrião. Avisou que o acompanhamento seria apenas pão.

– Meus amigos – começou a palestrar com o timbre gauchesco que se converteu em sua marca característica. – E não é que o sapo barbudo vai vencer? – disse aquilo e sorriu, referindo-se à piada que soltara em 1989, quando disputou palmo a palmo contra Lula a passagem ao segundo turno para enfrentar Collor. – Teremos um governo do PT, mas, não será um governo de esquerda exatamente como pensamos que podia ser, ousado; também não será um desastre como nossos adversários torcem, acusando-o de atrapalhado. Lula não tem nada de comunista, de extremista. Vai engolir a todos. Fique próximo dele, Ciro. Seja o primeiro a dar apoio incondicional a ele para o segundo turno – aconselhou.

– Não sei se é o melhor para mim, governador. Estou muito machucado pelo tanto que apanhei – respondeu o cearense.

– Esqueça isso. Vocês têm a mesma raiz, são do mesmo solo. Cresceram no mesmo terreno. Durante muito tempo insisti no erro de exigir posicionamentos do Jango que ele não podia assumir. Ficamos afastados por causa disso. Nossos adversários são as elites, o atraso, o Brasil conservador e arcaico defendido pela mídia, sobretudo pela Rede Globo. Se você tivesse chegado até aqui com chances de derrotar Lula, a Globo estaria com você como apóia Serra. Não fique atrás de Garotinho, e esse é o seu desafio. Cuidado com o Garotinho. Ele vai terminar inventando alguma história para dizer que você desistirá no último dia para apoiá-lo.

– Sem chance! – protestou Ciro.

– Sei disso. Mas ele dirá. O objetivo é desgastar você. Dou um conselho: seja o primeiro dos vencidos a apoiar Lula. Isso será muito importante na sua trajetória para o futuro. E você pode ser a voz ponderada alertando-o contra a Globo.

Eu acompanhava a conversa enquanto destrinchava os ossinhos do rabo do boi, separando carne e gordura e reservando o resto. O agrião fora posto na panela no momento preciso – nem antes da hora, o que o deixaria amargo e excessivamente murcho, nem depois, evitando que ficasse excessivamente crocante e travoso. Havia xícaras com as quais podíamos beber apenas o caldo formado durante o lento cozimento do prato principal.

– É para sentir o sabor exato do cozido. Os estancieiros uruguaios fazem assim. E no frio, ajuda a aquecer – explicou Brizola. Desde então, adotei como hábito pessoal beber caldos durante almoços ou jantares com carnes ensopadas ou mesmo com feijão. – Comida tem de reconfortar, não só alimentar – ainda ensinou.

Servi-me de mais uma taça de vinho. Esvaziei a primeira garrafa. O ex-governador perguntou se Ciro mudaria a uva. Negativa aceita, ele me pediu para abrir uma segunda garrafa do ótimo Tannat do Uruguai. Apurei o ouvido.

– Cuide para não errar mais em declarações sobre a Patrícia Pillar. No dia seguinte, é ela quem estará com você. O resto, some: só perseguem o poder. Não se intimide com essas pancadas. Elas são feitas para intimidá-lo – seguiu aconselhando Brizola.

– Sei disso, governador. Foi uma grande trapaça que fizeram comigo.

– Ciro, Ciro: se não há trapaça, não há política. A história da humanidade e a vida de cada um de nós é uma coleção de trapaças. O segredo é a forma como as superamos e quão vivo estaremos para contar a nossa versão.

Seguiram-se digressões sobre o caráter de Anthony Garotinho, sobre o erro que Brizola admitia ter cometido ao se conservar distante de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco deposto e perseguido pela ditadura militar, exilado entre 1964 e 1979.

– Juntos, teríamos vencido o Fernando Collor em 1989 e o Lula e o PT teriam amadurecido melhor – disse ele. Ainda lamentou a forma como Ciro fora triturado no Jornal Nacional depois da declaração sobre Patrícia Pillar.

– Até ali, a Globo tinha dúvidas sobre a viabilidade de apoiar Serra ou você. Naquele episódio, emboscaram-no na esquina e atiraram. Só tinham uma forma de fazer o serviço: bem feito. Destruíram você, para evitar riscos de uma volta por cima.

Ciro Gomes encheu os olhos d’água e mudou de assunto. Servi três xícaras de café que Brizola tinha acabado de coar. Olhei o relógio redondo, azul, sobre o portal da copa. Faltavam cinco minutos para três horas. Chegara a nossa hora. Teríamos de fazer, ainda, um media training para o debate do dia seguinte.

– Estarei sempre aqui. Tenha-me como um amigo – disse o ex-governador gaúcho e fluminense, tocando carinhosamente as costas de Ciro e conduzindo-o até a porta.”
Trecho do capítulo 2 (“Reencarnações”) do volume 3 de Trapaça – Saga Política no Universo Paralelo Brasileiro, que está no prelo e em produção pela Geração Editorial. Será lançado em março de 2022 e haverá pré-venda na Internet.

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Pesquisa Ipespe: Lula segue absoluto na frente

Bolsonaro aparece com 24%, Sergio Moro com 9% e Ciro Gomes com 7%. Doria, Tebet, Pacheco e Felipe D’Avila têm desempenho pífio.

Pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (14) mais uma vez mostra o ex-presidente Lula na liderança, com 44% dos votos no levantamento estimulado.

Na sequência aparecem Jair Bolsonaro (PL), com 24%, Sergio Moro (Podemos), com 9%, Ciro Gomes (PDT), com 7%, João Doria (PSDB), com 2%, Simone Tebet (MDB), Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe D’Avila (Novo), com 1%.

A pesquisa ainda traça outro cenário, sem Moro e com Alessandro Vieira (Cidadania).

grafico

Em caso de segunda turno, Lula vence em todos os cenários. Contra Bolsonaro, segundo colocado na pesquisa, o petista tem 56% ante 31%. Contra o ex-juiz Moro, Lula tem 51% ante 32%.

O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de janeiro de 2022 com 1.000 entrevistados ouvidos por telefone por meio do Sistema CATI IPESPE. A margem de erro máximo estimada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09080/2022.

*Com informações do 247

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PDT vota a favor da PEC dos precatórios e Ciro suspende candidatura até que votos sejam revertidos

Câmara aprova em 1º turno projeto que muda teto de gastos para Bolsonaro dar Auxílio Brasil de R$ 400 em ano eleitoral. Votação final será hoje ou terça,

O partido orientou o voto “sim”, a favor da PEC, mas seis deputados votaram contra. Outros 15 foram favoráveis ao texto. Três não votaram.

Nome do PDT para disputar a Presidência da República em 2022, Ciro Gomes afirmou na manhã desta quinta-feira que vai deixar sua pré-candidatura “em suspenso” em razão da postura da bancada do partido durante votação da PEC dos Precatórios na Câmara, nesta madrugada. Ele disse não poder “compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas”.

Decisivo para a vitória do governo nesta madrugada, o PDT contribuiu com 15 fundamentais votos a favor do Palácio do Planalto. Somente seis deputados, de uma bancada de 24, votaram contra a proposta, que passou por uma margem de quatro votos a mais que o mínimo necessário, de 308.

“Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios. A mim só me resta um caminho: deixar minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo”, escreveu Ciro em seu perfil no Twitter.

O PDT foi convencido a votar a favor da PEC no fim da tarde da quarta-feira, quando pesou um acordo feito com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que colocaria para votar um projeto de lei que destina aos professores 60% do que a categoria tem direito dessas dívidas, mas que será escalonada em três anos. Mesmo assim, os votos decisivos da bancada geraram bate-boca em plenário após a votação. Paulo Ramos (RJ), contrário à PEC, saiu gritando com André Figueiredo (CE), ex-líder da bancada.

*Com informações de O Globo

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Sem discurso, a tucana empalhada, Vera Magalhães, usa Ciro Gomes como boi de piranha para atacar Lula

Tentando ressuscitar as almas perdidas da tumba tucana, o Globo entrou de sola convocando ninguém menos que a empalhada tucana, Vera Magalhães para escrever aqueles artigos bolsonaristas que ficaram famosos como o “Uma escolha difícil”, entre um professor que foi o melhor ministro da Educação desse país, Fernando Haddad, e uma toupeira que viria a se transformar no maior genocida do planeta.

Lógico que, dessas duas classificações, ninguém pode acusar Vera de ser pró-genocídio, mas pelos artigos que sempre escreveu, demonstra ter uma queda pelas toupeiras que, aliás, são abundantes na mimosa Faria Lima, que Vera jura ser o centro do mundo.

Deixando à parte os pobres bichinhos, a fala de Vera Magalhães utilizando Ciro Gomes como boi de piranha, ou seja, como gado tucano, volta a se derreter de paixão pelo mais tucano dos juízes, Sergio Moro, dando um bico no ex-clero sagrado, o STF, que disse com todas as letras que Moro, na hora de julgar Lula, foi rigorosamente parcial.

E o que é um juiz parcial senão um vigarista, um trapaceiro? Uma figura totalmente contaminada pelo mau-caratismo. E como disse o deputado Glauber Braga (Psol), um juiz corrupto e ladrão. E é a partir dessa torneira curitibana que jorra uma água imunda, que Vera quer recontar a marmota do combate à corrupção num país em que, no final das contas, foi provado que o corrupto era o juiz.

A moça apela dizendo que João Santana e Ciro Gomes conhecem muito bem os intestinos do PT, sendo Ciro fundador do PSDB que, quando rompido com os tucanos, disse que a privataria de FHC foi o maior assalto ao patrimônio público da história do Brasil.

Mais que isso, disse que FHC, o deus supremo de Vera Magalhães, comandou um esquema sórdido que destruiu as empresas estatais criadas com o suor do povo.

Lógico que Vera engoliu essa parte na sua autofagia jornalística, esquecendo-se que Ciro substituiu FHC na pasta da economia no governo Itamar.

Mas o mais grave é que ela foi uma espécie de rainha de bateria dos horrores do bolsonarismo e que, portanto, é tão inconsequente quanto culpada de ter ajudado de forma decisiva, com seu artigo histórico, a colocar na presidência da República o monstro de marfim e todos os dejetos que o rodeiam.

Mas, entre um gole e outro do seu trôpego artigo, ela diz que quem tem que fazer autocrítica é o PT.

Seja como for, a moça jura que vai salvar as almas penadas do túmulo do tucanato, inclusive o impoluto Aécio, que andam vagando na rabeira das pesquisas eleitorais requentando uma história esturricada, desmoralizada internacionalmente para fazer com que os mortos vivos do PSDB ressurjam de suas catacumbas políticas.

O lado bom da história é ver essa gente tendo que comer pão dormido, tendo que encarar aquele arroz queimado da madrugada quando todas as portas do comércio de alimentos estão fechadas, e fazer um mexido com ovo choco dos mais fedorentos e tentar enfiar goela abaixo de seus leitores como se fosse o banquete da Poliana de Platão.

Afinal, foi para isso que que o BolsoDória colocou a moça no Roda Viva, que disse, sem corar, que Lula, disparado nas pesquisas, não era player para ser entrevistado por ela.

Trocando em miúdos, o artigo de Vera, que partiu para a baixaria, é uma confissão antecipada de derrota da terceira via que nunca existiu e jamais existirá.

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CNT/MDA: Lula dispara e pode vencer no primeiro turno, 49%

Pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (5), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispara na liderança da corrida presidencial, com 49% dos votos, excluindo os que não souberam ou não responderam. O petista pode ser eleito ainda no primeiro turno.

Em segundo lugar aparece Jair Bolsonaro (sem partido), com 32% do eleitorado.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o ex-juiz Sérgio Moro dividem a terceira colocação, com 7% dos votos cada.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fica na quarta posição, com 3%.

De acordo com o levantamento, se for incluir na pesquisa os percentuais de branco/nulo (8,6%) e indeciso (7,8%), Lula assegura 41,3% dos votos, contra 26,6% de Bolsonaro, seguido por Ciro (5,9%), Moro (5,9%), Dória (2,1%), e pelo ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta (1,8%).

*As informações são do 247

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Ciro, como cloroquina eleitoral, usa a pandemia para atacar Lula e Dilma

Não adianta, Ciro Gomes se transformou num retalho decalcado de Bolsonaro.

O velho “Cirão das massas” tem como estratégia ser um candidato palatável para a elite.

Ele faz bravata “técnica” na base do chutão e da botinada como se fosse zagueiro do 7 x 1 do time de Felipão.

Em entrevista ao UOL, do nada, Ciro atacou Lula, mostrando que não tem capacidade de fazer um debate diferente do que a mídia estabeleceu como verdade única e, para ter seu apoio, ele age dessa forma.

Ciro não surpreende ninguém.

Ele, como qualquer covarde, fugiu para a França antes do segundo turno de 2018, deixando claro que só pensa em si e jamais no país.

Pior, se não tem argumentos para se opor ao projeto político do PT, usa o de Aécio, Bolsonaro, e de outros corruptos que levaram o país ao caos em que se encontra.

Se Lula mostra grandeza ao dizer que conversa com Ciro, mesmo depois de seus ataques baixos por obsessiva vontade de ser presidente, Ciro, ao contrário, não consegue deixar de ser miúdo até mesmo para a sua imagem que já é nacionalmente fraca.

Por isso, Lula é Lula e Ciro é Ciro. Cada qual com seu tamanho na história do Brasil.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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“Para Bolsonaro não faz diferença se vão morrer mais ou menos pessoas”, diz Dr Miguel Srougi, da USP

“Agir sem isolamento social para impedir aglomerações de pessoas pode ser preponderante para sabermos se vamos ter mil ou 10 mil mortes. A postura do presidente é incorreta. Para ele não faz diferença se vão morrer mais ou menos pessoas.” (Miguel Srougi)

Bolsonaro está absolutamente incorreto, diz professor de Medicina da USP.

Ao contrariar ações de importantes países do mundo diante da pandemia da covid-19, defender que a quarentena prejudicará a economia, não manter o próprio isolamento social e criar conflitos com governadores e membros do governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresenta uma postura “absolutamente incorreta”. A opinião é de um dos principais médicos do Brasil, o urologista Miguel Srougi, 73, professor titular na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

“Existe uma disfunção política em um momento muito difícil para o Brasil e para o mundo na área de saúde. A simples ideia [de Bolsonaro] de não agir, sem isolamento social para impedir aglomerações de pessoas, pode ser preponderante para sabermos se vamos ter mil ou 10 mil mortes”, afirma o urologista.

Segundo a avaliação do professor da USP, “tecnicamente, o que está sendo feito no Brasil é correto graças a governadores e a um ministro competente. Já a postura do presidente é absolutamente incorreta. Ele se sensibilizou com o apelo de grandes empresas de que não podiam parar e menosprezou vidas. Para ele, não faz diferença se vão morrer mais ou menos pessoas”.

Médico do hospital Vila Nova Star, onde Bolsonaro ficou 10 dias internado em setembro do ano passado, Srougi é reconhecido por ter tratado políticos importantes enquanto trabalhava no hospital Sírio-Libanês, casos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de sua ex-mulher, Marisa Leticia, do também ex-presidente Michel Temer (MDB) e do ex-ministro Ciro Gomes, entre outros.

Enquanto tratava o câncer na próstata de Paulo Maluf (PP-SP), em 2018, por exemplo, o médico afirmou que cuidava de todos seus pacientes sem fazer distinção da orientação partidária, política ou moral, como determina sua ética profissional. “Vejo no paciente uma pessoa que precisa de ajuda. E faço de tudo, tecnicamente, para ajudar meu paciente”, comenta. Para Srougi, o grave momento “requer um governo forte”. Ele acredita que “mudanças profundas” vão ocorrer no planeta em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus. E não coloca as empresas como propulsoras desse processo.

O estado vai voltar a ter um papel muito grande, porque nessas horas é o governo que atua. Se dependêssemos das grandes empresas neste momento, todos nós iríamos morrer. Os ricos têm que ajudar os pobres, ou todos vão morrer, diz o médico Miguel Srougi.

“Se seguíssemos o que Bolsonaro sugere, surgiria um pico incontrolável, irreversível, e as pessoas morreriam nas calçadas. Ele entende que esse é um preço que a sociedade tem que pagar para salvar a estrutura empresarial. Há pessoas no governo que estão flertando com as trevas, com a morte, com tudo o que há de ruim”, acrescenta o médico da USP.

A saúde versus a economia

Segundo Miguel Srougi, 20% das pessoas com coronavírus apresentam sintomas. Desses, 5% são obrigados a se internar, e entre 1% e 2% morrem. 80%, se apresentam sintomas, são baixos.

Além disso, o período de “incubação”, ou seja, desde o momento em que o paciente teve contato com o vírus até apresentar sintomas, é de cinco a seis dias, em média, mas há casos que variaram entre dois e 24 dias.

“É uma doença importada. Sem dúvida, pegou a classe dos afortunados, que viajam mais. Agora já está comunitária, e aí atinge todo mundo. É triste saber que as pessoas mais simples são as que menos conseguem se isolar, com trabalhos informais, manuais e presenciais, e que não podem trabalhar com computador. Essas pessoas serão as mais atingidas”, afirma.

Falta sentimento e dignidade a quem desconsidera quarentena.

 

 

*Luís Adorno/Uol

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Lula: “O epicentro da crise é o Bolsonaro”

De quarentena há 21 dias em São Bernardo do Campo, desde que voltou da Alemanha, “sem por os pés para fora de casa”, o ex-presidente Lula não reclama da vida.

No final da tarde de segunda-feira, ele falou com o UOL por telefone sobre como está passando estes dias, outra vez confinado, agora por conta da pandemia.

A localização da casa alugada é mantida em sigilo, “para evitar aglomerações”, e respeitar o isolamento social imposto pelo Ministério da Saúde.

“Quando eu cheguei, consultei três médicos. Como eu não tinha nenhum sintoma, eles me falaram que não precisava fazer exames, só ficar em casa. Agora estou aqui, na bela companhia da Janjinha (apelido da namorada Rosângela da Silva, que acompanhou a entrevista por telefone). Não posso reclamar de nada. Aqui tem quintal, tem espaço para andar, bem melhor do que a cela em Curitiba, de 15 metros quadrados, onde passei 580 dias”.

Esta semana ele conversou bastante com Fernando Haddad, candidato do PT que o substituiu na última eleição presidencial, um dos articuladores do manifesto dos partidos de oposição que pede a renúncia do presidente Jair Bolsonaro, divulgado na véspera.

“Eu gostei da iniciativa do manifesto, acho que ficou muito bom. Na ideia inicial, era para ser assinado só pelos candidatos à Presidência da República em 2018 (além de Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos) e os governadores. Mas alguém vazou o documento enquanto esperavam as assinaturas dos governadores e só acabou entrando o Flávio Dino, do Maranhão, representando o PCdoB. Foi dado um passo importante pelos partidos de oposição porque, além da pandemia, temos um problema grave no Brasil hoje, que é o comportamento do Bolsonaro. Ele é o epicentro da crise que vivemos”.

Nesse ponto da conversa, Lula vira novamente líder da oposição e parte para o ataque como nos velhos tempos.

“Esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia. A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo”.

Aos que estranharam a ausência do nome dele no manifesto, Lula explica que não foi candidato em 2018, e a decisão coube aos partidos.

“O importante foi o Ciro Gomes ter entrado, não era correto eu assinar. PT, PDT, PSOL, PCdoB e o PSB têm-se reunido toda semana. Quando os partidos entenderem que eu devo participar dessas conversas, não terei problema nenhum, estarei pronto para falar com o Ciro. O importante agora é afastar o Bolsonaro”.

Aos 74 anos, Lula quer casar de novo, mas não tem pressa. Habituado a ajudar nos afazeres domésticos desde quando era casado com Marisa Letícia, Lula gosta de cozinhar e vai para a pia lavar pratos. No caso dele, a quarentena já é uma lua de mel.

“Não marcamos o casamento ainda, mas minha vida agora é uma eterna lua de mel. Eu sou um cara agraciado por Deus. Quando tudo parecia esvair-se na minha vida, surgiu a Janjinha”. Por ter o mesmo sobrenome, Lula brinca que ela “já é minha parente há muito tempo…”.

Vida que segue.

 

 

*Ricardo Kotscho/Uol

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O momento exige coragem e Ciro sempre se mostrou um covarde

A vida… “O que ela quer da gente é coragem” (Guimarães Rosa).

E Ciro é um covarde.

Pouco importa que Ciro pareça ser o que não é, porque todos sabem o que ele verdadeiramente é. Não tem moral para reivindicar nada. Sua “valentia” se resume a si próprio. Teve coragem de abandonar o país na hora do pega pra capar na última eleição, o que mostra que sua coragem é igual a de Bolsonaro que, possivelmente, infectado pelo coronavírus, juntou-se a manifestantes mais dementes que ele para roncar valentia, mas com o risco de disseminar o vírus aos que se aproximaram dele, e não foram poucos.

Ciro, lacrador com Vera Magalhães, é tão inócuo quanto Bolsonaro ao arrotar combate à corrupção. Na questão central, Vera e Ciro se confundem pelo mesmo discurso na “escolha difícil” entre Haddad e Bolsonaro.

Não foi exatamente com esse discurso que Ciro, covardemente, rumou para Paris depois de trabalhar como um louco para rachar a esquerda?

Respeito quem faz opção pelas labaredas retóricas de Ciro, mas não me venham tentar introduzir um modelo de terceira via herdado da mistura de Aécio, Marina e Bolsonaro, porque é esse discurso com passos de bolero (dois pra lá, dois pra cá) que Ciro Gomes faz, porque, na verdade, todo o circo linguístico que arma parecendo comentarista da Jovem Pan, coronelizado, termina no refrão que interessa à mídia e ao mercado, de que os erros do PT criaram o Bolsonaro.

Além dessa falácia ser estúpida, porque é uma gigantesca mentira, ela escancara que Ciro pode ser tudo, menos um quadro de esquerda, que fará um representante dela.

Como diz o ditado popular, palavras o vento leva. Quero ver valentia não na hora de enfrentar jornalista afinada com o discurso central do boquirroto, isso não passa de uma réplica do próprio Bolsonaro “lacrador”. Gostaria de ver Ciro enfrentando, com a mesma volúpia, sua mesquinhez, seu egoísmo, sua incapacidade de superar a visão miúda sobre política quando o país mais precisou dele, e ele, de forma inacreditavelmente covarde, se absteve do debate se refugiando na França.

A mim, Ciro não engana, como nunca enganou. Sempre foi um apologista do “tudo, menos o PT”.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas