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‘Se continuar candidato, será destruído até outubro’: é hora de Flávio Bolsonaro desistir da pré-candidatura?

Analistas alertam para desidratação do filho do ex-presidente, que pode ser pressionado a abrir mão do pleito eleitoral

A divulgação das conversas entre o pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, provocou uma hecatombe na política brasileira. Ainda sob escombros, a extrema direita já reflete sobre os rumos da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cientistas políticos escutados pelo Brasil de Fato falaram sobre a continuidade da pré-candidatura da extrema-direita. “Com (o senador) Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro jogados no olho do furacão, uma coisa é certa, a direita e a extrema direita perderam muito nestas duas semanas, vão ter que rebolar para se recolocarem no jogo eleitoral. O jogo está sendo jogado, contudo, é bom termos em conta que nem todas as cartas estão na mesa, muita coisa ainda deve aparecer das investigações dos escândalos do Master, o que embolará ainda mais o lado direito do tabuleiro das eleições”, afirma José Henrique Artigas, professor de Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba (CCHLA-UFPB).

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é uma peça-chave para compreender a relação de Vorcaro com o bolsonarismo. O parlamentar foi apontado pela Polícia Federal como “braço político” do banqueiro para se aproximar do Congresso Nacional e teria recebido mesadas de R$ 300 mil a R$ 500 mil, de acordo com as investigações.

Meses antes de apresentar uma emenda que propunha a alteração no valor-teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que favoreceria o Banco Master, Nogueira comprou um imóvel em São Paulo que custou R$ 22 milhões.

A relação de Nogueira e Vorcaro se tornou pública em 7 de maio deste ano. Desde então, Flávio Bolsonaro não citou mais seu aliado em entrevistas e materiais para as suas redes sociais. Em março deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se referiu ao senador do PP como o “vice dos sonhos” para uma chapa presidencial.

Na última quarta-feira (13), o site Intercept Brasil divulgou áudios de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse”, que contará a vida de seu pai. Durante as conversas, o senador chama o banqueiro de “irmão” e os dois deixam transparecer uma relação íntima.

A proximidade de Flávio e seu núcleo político do escândalo do Banco Master foi fatal para a campanha do senador ao Palácio do Planalto, para o cientista político Rudá Ricci. “Se continuar candidato, ele será destruído até outubro. Se eu estou no comando das articulações políticas da direita, neste momento, trabalharia para afastar Flávio imediatamente”, diz.

O primeiro aliado a soltar a mão de Flávio foi o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato à presidência. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou.

“Entenda, o pessoal do Zema não quer que o Flávio desista, eles querem que o Flávio sangre em praça pública até outubro. Dessa forma, haverá um chamado ao voto crítico em Zema ou no Ronaldo Caiado”, explicou Ricci.

Para Artigas, somente um eleitor se manterá fiel a Flávio. “Parte do eleitorado bolsonarista, especialmente aquele mais aguerrido, o bolsonarismo raiz, mostrou-se historicamente fiel mesmo em face das mais graves denúncias e condenações contra o clã Bolsonaro, o que pode sugerir que, mesmo fortemente impactada, a campanha de Flávio possa ser mantida e sustentada pelos grupos mais radicalizados do bolsonarismo, embora sem o mesmo potencial eleitoral e competitivo que vinha demonstrando nas pesquisas de intenção de voto até agora.”

Porém, alerta Artigas, “o bolsonarismo raiz representa a menor parte do eleitorado que vinha expressando intenção de voto em Flávio Bolsonaro, de sorte que os áudios vazados certamente terão uma expressiva repercussão negativa na campanha do PL, com grande possibilidade de inviabilizar sua competitividade se mantida a candidatura de Flávio.”

A relação de Nogueira e Vorcaro se tornou pública em 7 de maio deste ano. Desde então, Flávio Bolsonaro não citou mais seu aliado em entrevistas e materiais para as suas redes sociais. Em março deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se referiu ao senador do PP como o “vice dos sonhos” para uma chapa presidencial.

Na última quarta-feira (13), o site Intercept Brasil divulgou áudios de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse”, que contará a vida de seu pai. Durante as conversas, o senador chama o banqueiro de “irmão” e os dois deixam transparecer uma relação íntima.

A proximidade de Flávio e seu núcleo político do escândalo do Banco Master foi fatal para a campanha do senador ao Palácio do Planalto, para o cientista político Rudá Ricci. “Se continuar candidato, ele será destruído até outubro. Se eu estou no comando das articulações políticas da direita, neste momento, trabalharia para afastar Flávio imediatamente”, diz.

O primeiro aliado a soltar a mão de Flávio foi o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato à presidência. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou.

“Entenda, o pessoal do Zema não quer que o Flávio desista, eles querem que o Flávio sangre em praça pública até outubro. Dessa forma, haverá um chamado ao voto crítico em Zema ou no Ronaldo Caiado”, explicou Ricci.

Para Artigas, somente um eleitor se manterá fiel a Flávio. “Parte do eleitorado bolsonarista, especialmente aquele mais aguerrido, o bolsonarismo raiz, mostrou-se historicamente fiel mesmo em face das mais graves denúncias e condenações contra o clã Bolsonaro, o que pode sugerir que, mesmo fortemente impactada, a campanha de Flávio possa ser mantida e sustentada pelos grupos mais radicalizados do bolsonarismo, embora sem o mesmo potencial eleitoral e competitivo que vinha demonstrando nas pesquisas de intenção de voto até agora.”

Porém, alerta Artigas, “o bolsonarismo raiz representa a menor parte do eleitorado que vinha expressando intenção de voto em Flávio Bolsonaro, de sorte que os áudios vazados certamente terão uma expressiva repercussão negativa na campanha do PL, com grande possibilidade de inviabilizar sua competitividade se mantida a candidatura de Flávio.”

*BdF


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Imprensa internacional diz que campanha de Flávio Bolsonaro afunda antes de começar

Ligação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, repercutiu em jornais estrangeiros

A imprensa internacional tem repercutido a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O áudio revelado pelo site Intercept Brasilabalou a pré-campanha de Flávio à presidência. Interlocutores do seu partido já especulam a possibilidade de substituição na cabeça de chapa.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg indica que a campanha de Flávio pode ter acabado antes de começar: “Mensagens de áudio vazadas que ligam o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, ao homem no centro de um escândalo de fraude bancária bilionária, ameaçam afundar a campanha do senador de direita antes mesmo de ela começar.”

No texto, a reportagem indica que as revelações são as “mais explosivas” dentro do amplo escândalo do Banco Master, “uma saga que abalou o setor financeiro e inflamou a fúria dos brasileiros com a má conduta da elite.”

O jornal ainda salienta que o áudio “reforça a ligação direta entre a estrutura de poder político de Bolsonaro e de Vorcaro: na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, alegando que o influente parlamentar usou sua influência para ajudar o Vorcaro a expandir os negócios do banco em troca de propinas e subornos.”

O Clarín destaca na sua manchete que Flávio pediu dinheiro para o filme de seu pai ao banqueiro preso. O jornal argentino expõe aos seus leitores que o Banco Master está envolvido em um “enorme escândalo de corrupção”.

O La Nación, também da Argentina, tem dado bastante repercussão ao tema, evidenciando que o escândalo de corrupção avança sobre o senador, com uma crise de “proporções incalculáveis” que já afeta a sua pré-campanha. Segundo o jornal, a ligação entre o senador e Vorcaro ameaça reconfigurar o cenário político na véspera da eleição. Para completar, o texto ainda coloca que Flávio agora está potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência.

O espanhol El Mundo avaliou que o prejuízo à candidatura de Flávio é significativo, que a direita está em uma zona de turbulência e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, surge como uma alternativa a ele.

A agência de notícias britânica Reuters destacou que os mercados financeiros foram abalados com a ligação do senador com um “banqueiro desonrado”. A agência ressalta que o dólar voltou a subir e a bolsa a cair com a revelação. Além disso, a reportagem passa pelo histórico fraudulento do Master e a possível derrocada de Flávio na disputa eleitoral, além de lembrar aos leitores que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos por conspirar por um golpe de Estado.

Por fim, a agência Associated Press, dos Estados Unidos, indica na manchete que Flávio é pré-candidato e que ele negou irregularidades no pedido de dinheiro a Vorcaro. No entanto, a reportagem replicada pelo The Washington Post evidencia a hipocrisia de Flávio, que, horas antes da revelação feita pelo Intercept, negou a jornalistas qualquer ligação com o banqueiro, sendo que já havia feito isso no mês de março, quando foi revelado que seu nome estaria entre os contatos do banqueiro. Vermelho.

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Operação revela infiltrados na PF ligados ao esquema de Daniel Vorcaro

Decisão de André Mendonça aponta uso de policiais da ativa e aposentados para acessar dados sigilosos da PF

A decisão do ministro André Mendonça que autorizou novas prisões na Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14) revelou um dos pontos mais delicados identificados pela Polícia Federal no caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master: a suspeita de que policiais federais da ativa, aposentados e até uma delegada federal teriam atuado para abastecer uma estrutura clandestina com informações sigilosas.

A PF descreve uma engrenagem paralela de obtenção de dados reservados, consultas ilegais em sistemas internos e circulação clandestina de informações sobre investigações policiais.

Segundo a decisão, o grupo investigado não operava apenas com hackers e operadores financeiros. A estrutura também contava com pessoas ligadas à própria Polícia Federal para levantar informações de interesse do núcleo central da organização.

“O conjunto probatório sugere atuação funcional desviada, mediante utilização indevida de sistemas internos para obtenção de dados sigilosos de interesse da organização”, escreveu André Mendonça.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao ICL Notícias que a corporação atua de maneira “técnica e imparcial”, e que a PF “corta na própria carne quando necessário”. Também afirmou que a investigação serve para “valorizar a quase totalidade dos policiais federais, que agem com correção e dedicação”.

Nomes dos envolvidos
O principal nome citado é o do agente da Polícia Federal Anderson Wander da Silva Lima. Segundo a investigação, Anderson utilizava sua posição dentro da corporação para fazer consultas em sistemas restritos da PF e acessar dados migratórios, informações sobre inquéritos e registros reservados de pessoas ligadas a Daniel Vorcaro.

A decisão afirma que o agente atuava em colaboração com Marilson Roseno, apontado pela PF como liderança operacional de “A Turma”, núcleo acusado de intimidar alvos, obter informações clandestinas e monitorar investigações.

Anderson teria recebido vantagens econômicas e presentes em troca dos acessos indevidos. Por causa disso, André Mendonça decretou a prisão preventiva do agente.

A rede dentro da PF
Outro ponto considerado grave pela PF envolve a delegada federal Valéria Vieira Pereira da Silva. Segundo a decisão, Valéria acessou um inquérito conduzido pela Polícia Federal em São Paulo sem justificativa funcional aparente.

De acordo comCleber Lourenço, ICL, a investigação aponta que a delegada, embora lotada em Minas Gerais, fez consultas relacionadas a procedimento de interesse direto da estrutura investigada.

“A análise dos registros sistêmicos evidencia acessos incompatíveis com a lotação funcional da servidora e sem vínculo aparente com atribuições institucionais legítimas”, afirma a decisão.

No caso da delegada, o ministro aplicou medidas cautelares. Valéria foi afastada da função pública, proibida de manter contato com servidores e policiais federais e impedida de acessar dependências da PF. A decisão também determinou a entrega do passaporte.

Outro servidor citado é Francisco José Pereira da Silva, agente aposentado da PF e marido da delegada. Segundo a investigação, Francisco atuaria como intermediário informal da circulação de dados sigilosos, reduzindo a exposição direta da delegada.

A PF afirma que ele participava das interlocuções com integrantes do grupo e auxiliava na movimentação clandestina das informações obtidas dentro da corporação.

Francisco também recebeu medidas cautelares. Foi proibido de manter contato com policiais federais, acessar dependências da corporação e deixar o país sem autorização judicial.

Outro nome citado é o de Sebastião Monteiro Júnior, também policial federal aposentado. Segundo a decisão, Sebastião mantinha contato frequente com Marilson Roseno, Henrique Moura Vorcaro e Manoel Mendes Rodrigues, apontado como operador do braço da organização no Rio de Janeiro.

A investigação afirma que Sebastião participava de reuniões reservadas e utilizava mecanismos típicos de estruturas clandestinas, como linhas internacionais e mensagens temporárias. O servidor aposentado teve prisão preventiva decretada.

“A dinâmica observada revela comportamento compatível com estratégias de ocultação comunicacional e atuação coordenada com integrantes do núcleo operacional”, escreveu Mendonça.

Outro trecho da decisão reforça a suspeita de que a estrutura investigada buscava monitorar o andamento de investigações policiais e acessar informações internas da própria PF.

Segundo André Mendonça, Marilson Roseno buscou ajuda de policiais e ex-policiais para obter informações sigilosas relacionadas a procedimentos de interesse de Henrique Moura Vorcaro.

“Esse episódio reforça, em tese, que a estrutura clandestina mobilizada por Marilson e pela ‘Turma’ não atuava apenas para intimidação ou cobrança, mas também para obter informações sigilosas sobre investigações de interesse direto de Henrique”, afirma a decisão.

A decisão também menciona Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional do grupo. Embora já estivesse preso anteriormente, André Mendonça determinou sua transferência para o Sistema Penitenciário Federal.

Segundo a decisão, mesmo preso, Marilson teria continuado a exercer influência sobre a estrutura investigada e teria mantido acesso indireto a informações sigilosas.

Divisão de tarefas da organização criminosa
A Polícia Federal sustenta que o grupo possuía divisão de tarefas, operadores especializados e estrutura profissionalizada.

Enquanto um núcleo atuava em ataques digitais, invasões telemáticas e monitoramento eletrônico, outro seria responsável pela obtenção de dados sigilosos, intimidação presencial e proteção dos interesses do núcleo central da organização.

Ao justificar as medidas cautelares e prisões preventivas, André Mendonça afirmou que os elementos reunidos indicam risco concreto de continuidade criminosa, destruição de provas e comprometimento das investigações.

A decisão também menciona a possibilidade de rearticulação da estrutura clandestina mesmo após fases anteriores da Operação Compliance Zero.


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A Turma: O esquema pesado de Daniel Vorcaro no mundo da criminalidade

Esquema de Vorcaro “A Turma” – Com base em investigações da PF (Operação Compliance Zero, fase 6 – maio/2026)

Polícia Federal investiga o grupo ligado a Daniel Vorcaro (ex-controlador do Banco Master) e seu pai Henrique Moura Vorcaro como uma organização criminosa com dois núcleos principais

Núcleo central é Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e operadores financeiros.

Braço operacional “A Turma”: Grupo de intimidação, vigilância e ameaças (chamado de “milícia privada” pela PF).

Braço digital “Os Meninos”: Ataques cibernéticos, hackers, monitoramento ilegal de autoridades, PF, MPF, FBI, Interpol etc.

O esquema custava cerca de R$ 1 milhão por mês em “mão de obra”.Braço Carioca (“A Turma” no RJ) – Ligação com Jogo do Bicho e MilíciasLíder local: Manoel Mendes Rodrigues (descrito como operador do jogo do bicho / bicheiro).

Composição do grupo: Operadores do jogo do bicho.
Milicianos (paramilitares).
Policiais (ativos e aposentados/cooptados).

Essa estrutura atuava como “força privada” ou “mão de obra intimidatória” a serviço dos Vorcaro. fazia ameaças presenciais.
intimidações físicas, levantamentos de informações e presença ostensiva para coagir desafetos (ex.: credores, ex-funcionários, críticos do banco).

Exemplo Concreto (citado na decisão do STF), Em junho/2024, em Angra dos Reis (RJ):Grupo se deslocou para a Marina Bracuhy e um hotel.

Ameaçaram o comandante de uma embarcação e um ex-chefe de cozinha ligados a Daniel Vorcaro.

Manoel se identificou como “amigo de Daniel” e “que mexia com jogo do bicho”.

Hierarquia Simplificada

Núcleo Central (Vorcaro pai e filho)

Coordenação (ex.: Felipe Mourão)

Braço RJ “A Turma” (Manoel – bicheiro)
├── Operadores Jogo do Bicho
├── Milicianos
└── Policiais (corruptos/cooptados)



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Documentos do BC mostram como diretoria de Campos Neto permitiu Daniel Vorcaro assumir controle do Master

Durante dois anos a diretoria do Banco Central presidida por Ilan Goldfajn, cujo mandato se encerrou em 28 de fevereiro de 2019, analisou pedido formalizado por Daniel Vorcaro em 15 de setembro de 2017 para assumir o controle acionário do então Banco Máxima, que posteriormente passou a se chamar Banco Master.

Depois da longa e criteriosa análise, a diretoria comandada por Ilan indeferiu o pedido, seguindo o Voto 20/2019-BCB, de 13 de fevereiro de 2019, de Sidnei Corrêa Marques, então Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução [DIORF] do BC.

O indeferimento decorreu, fundamentalmente, do fato de Daniel Vorcaro não conseguir demonstrar o atendimento de dois requisitos exigidos em norma do CMN – Conselho Monetário Nacional para se tornar controlador de um Banco: i] licitude dos recursos utilizados para a compra das ações representativas do controle, e ii] capacidade econômico-financeira para não só efetivar a compra, mas para, adicionalmente, no futuro arcar com novos aportes de capital na instituição caso necessário, como era o caso concreto do Banco Máxima, que repetidamente apresentava prejuízos e recebia alertas de desenquadramento de limites de capital.

Na análise que durou dois anos, foram constatadas inconsistências relevantes a respeito da origem dos R$ 40 milhões que Daniel Vorcaro utilizou para adquirir 56,87% do capital do Banco Máxima para, desse modo, passar a ser seu dono.

No voto, Sidnei Marques destacou que “na análise da origem dos recursos utilizados por Daniel Vorcaro para integralização dos mencionados aumentos de capital, foram verificadas várias inconsistências que se mostraram de difícil superação”.

Apesar, no entanto, das “inconsistências de difícil superação” –eufemismo para dizer que Vorcaro não conseguiu comprovar a regularidade, licitude ou legalidade da origem dos R$ 40 milhões utilizados para se tornar controlador do Banco Máxima–, os ventos mudaram a favor de Daniel Vorcaro a partir da nomeação de seis dos nove diretores do BC começada em 28 de fevereiro de 2019, dentre eles o presidente Roberto Campos Neto. Foi quando a diretoria do BC passou a ter maioria de membros indicados por Paulo Guedes e Bolsonaro.

Se sob a presidência de Ilan o pleito de Vorcaro foi escrutinado durante dois anos e finalmente indeferido, sob a presidência de Campos Neto o banqueiro não precisou mais que oito meses para obter a almejada autorização para assumir o controle acionário do Banco Máxima.

O voto 218/2019-BCB, de João Manoel Pinho de Mello, sucessor de Sidnei Corrêa Vasques como diretor do DIORF a partir de 28 de fevereiro de 2019, é uma peça essencial para se entender os meandros do processo que permitiu a Vorcaro alcançar seu objetivo.


A decisão da diretoria de Campos Neto que atendeu o pleito de Vorcaro foi adotada em 14 de outubro de 2019, e só foi possível graças [i] à omissão da falta de comprovação da origem lícita e legal dos R$ 40 milhões usados por Vorcaro para se tornar o acionista majoritário, e [ii] à adoção de um enquadramento atípico e sem amparo técnico e legal no voto do diretor Pinho de Mello.

Essa é a conclusão a que se chega a partir da análise de documentos obtidos junto ao Banco Central por meio da Lei de Acesso à Informação [LAI] relativos ao processo interno nº 156967, que trata do pleito de Daniel Vorcaro para assumir o controle do Banco Máxima.

No voto de Pinho de Mello aprovado pela diretoria de Campos Neto em 14 de outubro de 2019, foi omitido o apontamento relevante do diretor Sidnei Marques, de que Daniel Vorcaro “não apresentou qualquer documento ou informação que demonstre, de forma clara e inequívoca, a origem dos recursos utilizados na aquisição do controle e nos aumentos de capital da instituição, não estando satisfeitos, por conseguinte, os comandos normativos que exigem a demonstração da regular origem dos recursos”.

Como já mencionado, a operação de transferência do controle societário do Banco Máxima foi contratualizada em 15/9/2017 entre o controlador original Saul Sabbá e Daniel Vorcaro “mediante aquisição de ações representativas de 56,87% do capital do Banco Máxima por R$ 40 milhões”.

No conjunto da operação, Vorcaro venderia parte da sua participação societária, assim mesmo permanecendo como maior sócio individual do Máxima, com 46,57% das ações do capital social.

A documentação analisada por Sidnei evidenciou, porém, que “os recursos utilizados para a aquisição das ações de Saul Sabbá, no valor de R$ 40 milhões, e para os aportes adicionais de capital promovidos por Daniel Vorcaro, tiveram origem na distribuição de resultados da empresa Viking Participações Ltda, que, por sua vez, decorreu de reavaliação de ativos”.

O diretor Sidnei identificou que para simular capacidade econômico-financeira que de fato não tinha para assumir 56,87% do capital do Máxima, Vorcaro informou a “reavaliação de ativos” e super valorizou em 4.858% o empreendimento Via Expressa, que passou de R$ 1,9 milhão para R$ 90,3 milhões, e em 635% a Fazenda Taquaral, reavaliada de R$ 10,6 milhões para R$ 63,7 milhões.

Para Sidnei, havia “considerável fragilidade em relação aos números apresentados nesses laudos” feitos por empresas avaliadoras contratadas por Vorcaro para auferir aquelas valorizações forjadas.

Além de inflar os valores de ativos próprios, Vorcaro também mencionou um financiamento para totalizar os R$ 40 milhões que permitiram a ele deter, no final da operação, a maioria acionária do Banco Máxima em vias de se tornar Banco Master.

A esse respeito, Sidnei Marques identificou que “não ficou demonstrada, nos documentos apresentados na instrução do pleito, a capacidade econômica e financeira de Daniel Vorcaro para obter os recursos necessários para o pagamento do financiamento referido”.

Para a diretoria de Ilan, que acolheu a recomendação de indeferimento do Voto do diretor Sidnei, “é primordial que os pretensos controladores comprovem capacidade econômica e financeira, não só para fazer face à aquisição do controle [condição não atendida, como já mencionado], mas também para capitalizar a instituição sempre que for necessário no curso de seu funcionamento, inclusive em razão de prejuízos futuros, tais quais os registrados nos últimos anos” nos balanços do Máxima.

Sidnei mencionou, ainda, o emaranhado empresarial engendrado por Vorcaro para aparentar acréscimo irreal de recursos financeiros mediante criação de redes de empresas, holdings, subsidiárias, sociedades vinculadas etc, num esquema de espiral financeira para simular aumento de capital de modo artificial.

Quanto a esse aspecto, o diretor relatou que “a fiscalização deste Banco Central apurou que expressiva parcela de recursos para realizar a aquisição das ações do atual controlador foram originados no próprio Banco Máxima, mediante transferências em sequência de recursos entre a instituição, empresas de propriedade de Daniel Vorcaro e fundos de investimentos. Inquirido, o interessado [Vorcaro] não apresentou elementos que elucidassem essa questão de forma clara e inequívoca”.

Nem mesmo os sócios apresentados por Vorcaro que comprariam parte de suas ações no limite de permanência dele com 46,57% satisfizeram exigências legais, pois se recusaram a comprovar previamente a origem de recursos para a aquisição, “o que não se pode admitir, já que se trata de pressuposto para a concessão da autorização”.

Diante das inconsistências, obscuridades, valores inflados e presumível ilicitude da origem de recursos, Sidnei Marques argumentou que “fica patente o não atendimento ao comando normativo vigente pelos citados pretensos controladores”, pois Vorcaro não conseguiu demonstrar regularidade, licitude ou legalidade dos R$ 40 milhões.

Em razão dessa realidade, o diretor determinou “o indeferimento do pleito de transferência do controle acionário do Banco Máxima”, e instou a DEORF – Diretoria de Organização do Sistema Financeiro a “adotar as providências necessárias à implementação da decisão deste Colegiado”, que neste caso corresponderia ao desfazimento do contrato assinado em 15/9/2017 por Daniel Vorcaro e Saul Sabbá e à anulação do negócio, mantendo, desse modo, o controle do Máxima com Saul Sabbá.

[ii] o enquadramento atípico pela diretoria de Campos Neto
Para burlar a decisão de 13 de fevereiro da diretoria anterior e assim conseguir atender o pleito de Daniel Vorcaro, a diretoria do BC presidida por Campos Neto adotou um enquadramento administrativo atípico, sem amparo técnico e legal, como se verá adiante.

No seu voto, João Manoel Pinho de Mello, sucessor de Sidnei Corrêa Marques na DIORF, percorreu um caminho engenhoso para engendrar a solução favorável ao banqueiro.

Num ato com potencial indício de improbidade administrativa, Pinho de Mello omitiu [1] a falta de comprovação de licitude dos R$ 40 milhões utilizados por Daniel Vorcaro para se tornar acionista majoritário do Máxima, e, também, [2] a falta de capacidade econômico-financeira de Daniel Vorcaro – aspectos que foram enfaticamente ressalvados no voto de Sidnei Marques. Isso feito, Pinho de Mello passou a considerar Vorcaro como detentor de 46,58% do capital do Máxima, e, portanto, o controlador efetivo do banco.

Partindo deste fato consumado, o voto de Pinho de Mello de outubro de 2019 então passou a analisar o caso como se fosse de “alteração na estrutura de controle acionário”, e não mais de “transferência de controle acionário”, como no voto de Sidnei Marques de fevereiro de 2019.

Existe uma diferença enorme, que entretanto parece sutil, no objeto dos dois votos. Como mostra a imagem acima das ementas dos votos, em fevereiro de 2019 o BC indeferiu a transferência do controle acionário, ao passo que em outubro de 2019 o BC aprovou a alteração na estrutura de controle acionário.

A diferença de terminologia não é semântica, mas de enquadramento legal. Transferência do controle caracteriza mudança drástica do controle acionário; ocorre mudança completa dos integrantes do grupo, ao passo que alteração do controle pode significar modificações do grupo acionário, como, por exemplo, exclusões, inclusões de sócios.

Ocorre, contudo, que em fevereiro de 2019 o BC determinou o desfazimento do contrato entre Saul Sabbá e Daniel Vorcaro. Isso significa, portanto, que do ponto de vista legal, a transferência de controle não se consumou, porque não foi autorizada pelo BC, e então Vorcaro não poderia ser considerado detentor de 46.58% do Máxima.

Em razão disso, o BC não poderia, em outubro de 2019, alterar o controle da estrutura acionária considerando Vorcaro como membro da sociedade. Procedendo como procedeu, a diretoria de Campos Neto aceitou como lícito o que foi indeferido pela diretoria anterior por ser irregular ou por apresentar “carência de licitude”, para dizer de modo eufemístico.

Num passe de mágica, no seu voto Pinho de Mello desprezou [1] as “várias inconsistências que se mostraram de difícil superação” e [2] a falta de comprovação “clara e inequívoca” da origem dos R$ 40 milhões, para então consignar fantasiosamente “que a origem dos recursos foi regularmente demonstrada por todos os novos acionistas, conforme avaliado pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro”.

Pinho de Mello sustentou que os recursos se originaram em “vários aportes de capital deliberados entre março e junho de 2019” – portanto, já em período subsequente ao indeferimento da transferência de controle para Daniel Vorcaro.

E, “considerando também a reavaliação do acervo patrimonial de Daniel Vorcaro, reputo [Pinho de Mello] atendida” a demonstração da capacidade econômico-financeira de Vorcaro aceitando como real as valorizações forjadas de 4.858% do empreendimento Via Expressa e de 635% da Fazenda Taquaral.

Segundo um técnico de carreira do BC consultado, “à rigor, o BC sequer poderia atender nova solicitação de Vorcaro, porque não foi demonstrada a origem lícita dos R$ 40 milhões para adquirir o controle de capital do Banco Máxima, e tampouco sanadas as graves inconsistências apontadas no voto de Sidnei Corrêa Marques como de difícil superação”.

Diretoria de Campos Neto viabilizou esquema mafioso de Daniel Vorcaro
A aprovação atípica do negócio pela gestão de Campos Neto foi o primeiro passo para Daniel Vorcaro fundar o Banco Master e, após, colocar em prática o esquema mafioso que movimentou dezenas de bilhões de reais neste que é considerado o maior escândalo bancário e financeiro do Brasil.

A responsabilidade da gestão de Campos Neto nessa mega fraude é incontestável. Além de reabrir o processo para atender o pleito de Daniel Vorcaro, ao longo do seu mandato concluído em 31 de de dezembro de 2024 Campos Neto desprezou inúmeros alertas do Fundo Garantidor de Crédito, da Comissão de Valores Mobiliários e de outras instituições financeiras.

À medida que o Banco Central complemente as informações solicitadas via LAI e forneça a cópia integral do processo, se poderá conhecer as razões para a diretoria de Campos Neto não ter anulado o contrato entre Saul Sabbá e Vorcaro em obediência à deliberação da diretoria comandada por Ilan Goldfajn; e, ainda, por ter iniciado nova análise do pleito logo após a assunção da diretoria do BC indicada por Paulo Guedes e Bolsonaro.

*Jeferson Miola/Viomundo


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Exército transferiu R$ 39 milhões ao Banco Master em consignados, aponta relatório

O Exército credenciou o Banco Master para operações de empréstimos consignados a militares da ativa e da reserva e repassou R$ 39 milhões à instituição em pouco mais de um ano. O valor corresponde aos descontos realizados diretamente nos contracheques dos militares para pagamento de crédito concedido pelo banco.

Os dados constam em um relatório de inteligência financeira (RIF) elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento foi enviado em março à CPI do Crime Organizado no Senado, que foi encerrada na semana anterior sem aprovação de relatório final.

O relatório aponta duas possíveis irregularidades relacionadas ao destino dos recursos. Uma delas envolve o recebimento dos repasses com débito imediato dos valores pelo banco, o que pode indicar movimentações consideradas suspeitas.

A outra hipótese mencionada trata da concentração dos recursos em uma mesma titularidade. Segundo o RIF, esse tipo de operação dificulta a identificação de outros beneficiários das transferências realizadas.

O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em 18 de novembro do ano passado. Após a medida, o Exército rescindiu unilateralmente o contrato de credenciamento no dia 24 do mesmo mês.

Em nota, o Exército afirmou que não houve prejuízo aos cofres públicos. “Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas.”

A Força declarou ainda que atua apenas como intermediária nas operações. “O Comando do Exército, via Centro de Pagamento, atua apenas como interveniente, efetuando o desconto autorizado no contracheque e realizando o repasse mensal à entidade consignatária [Master].”

O banco foi credenciado após participação em edital público e apresentação de requisitos legais e financeiros. A defesa de Daniel Vorcaro não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem na terça-feira (14).


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O real motivo da guerra virtual entre os pavões fascistas

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Nao é pela entrega das terras raras do Brasil, muito menos pela entrega do Pix na bandeja para Trump se lambuzar, como querem Flavio Bolsonaro, Eduardo e Nikolas Ferreira, a guerra no ninho dos ratos e camundongos é por outro motivo.

O que fez Eduardo atacar a beata de camisola da igreja de Lagoinha  com uma saraivada de insultos nas redes e ser rebatido pelos dois moleques fascistas, foi uma espécie de x-tudo que explodiu publicamente entre 3 e 4 de abril de 2026, numa mistura de gatilhos imediatos nas redes, somados às rusgas não confessadas, mas acumuladas em nome de uma suposta lealdade que, na verdade, não passa de disputa de poder dentro do inferno bolsonarista.

Isso não tem nada de ideologia, todos são entreguistas da extrema direita do PL A briga, textualmente é por influência digital, ego e cobrança de apoio total à candidatura de Flavio à Presidência da República.

É o famoso, quem manda em quem. e, como sabemos, manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Eduardo criticou publicamente o perfil, space liberdade, que é uma sucursal do capeta, porque o administrador do coliseu do coisa ruim, afirmou, com todas as letras, que não votaria em Flavio Bolsonaro.

Eduardo entreguista, que operou contra o Brasil nos EUA no caso das tarifas de Trump, disse que o sujeito é um entreguista, que nesse submundo do umbral é considerado até elogio, um cafuné no ego do sacripanta da casa.

Já Nikole do batom não se fez de rogada e compartilhou um post do mesmo perfil sem atacar Eduardo e Flavio, usando ataques a Lula como prova de amor à família miliciana.

O problema é que Eduardo, o grande anão moral, já tinha sapecado esse perfil como traidor maldito do clã. Não bastasse, o “influenciador” do bigodinho escrotinho, com um nomezinho ainda mais fuleirinho,  Kim Paim, criticou Nikolas por ter compartilhado o perfil alemão. Em seguida, a coisa ganhou dimensão de guerra de piolhos dentro do próprio ninho.

Nikolas mandou aquele kkk da Ku Klux Klan brejeira e aquela espécie de risinho dos imbecis, deixou Eduardo possesso com o comparsa André Valadão.

Ou seja, o cheiro de enxofre das fezes arremessadas por ambas as partes, tomou o ambiente digital insuportável e, além de dizer que o pouca sombra de BH tinha desrespeitado a família real, acusou o office boy do capeta de usar os algoritmos das próprias redes para dar visibilidade a quem deseja a morte fulminante do papai Jair com um raio na testa, dizendo que o sujeito comemorou a prisão do genocida golpista e que, por isso, ele odeia a família.

Flavio, no entanto, enfiou a viola no saco e ficou mudo, assim como o zero apoio público de Nikolas à sua candidatura, e aí está o buraco negro do furdunço neonazista.

O kkk de Nikolas soou como provocação e falta de lealdade ao beija-mão do condenado a 27 anos de cadeia e atual porta-voz dos presos da Papuda.

Na verdade, toda essa meleca nada tem a ver com catimbas de rachas antigos. A omissão de Nikolas, que causou ressentimentos, é bem outra e, sobretudo muito objetiva, o duendezinho não quer exaltar a candidatura de Flavio para não ser centrifugado para o esgoto que a lama de sua ficha corrida, que será exposta, de casos escabrosos de Flavio, vai jorrar.

O problema não é o que Nikolas quer, mas sim o que ele não quer, que é virar ingrediente de uma massa fétida, que será apresentada à população,  sobre o gerente da família em Rio das Pedras e Muzema, mas não só isso, as suas armações criminosas em hospitais federais cariocas que estavam sob seu controle na era em que seu papai detinha a caneta da presidência da República.

Ou seja, meus caros, o diabo ensinou a Nikolas essa maneira subjetiva de desistir dos Bolsonaro, mas principalmente de Flavio, e o custo político e eleitoral da exposição em foto oficial ao lado do queima-filme. Certamente pensou, entre pilantrão e pilantrões, fico com a igreja Lagoinha de Daniel Vorcaro e André Valadão.

A boa notícia é que essa guerra entre Nikolas e o clã continua rolando no X e deve render muito mais capítulos e exposição de vísceras. Enão, preparem a pipoca.

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Caso Master: ex-chefe do BRB deu aval para financiar mansão de Flávio Bolsonaro

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco, investigado por rombo bilionário no caso Master, aprovou contrato milionário do imóvel onde mora o senador

A queda de Paulo Henrique Costa da presidência do Banco de Brasília (BRB), em novembro de 2025, encerrou um dos ciclos mais controversos da instituição. Indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em 2019, Costa atravessou o governo de Jair Bolsonaro como um aliado estratégico, mas sucumbiu à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, o ex-executivo deixa um rastro de prejuízos ao erário e a digital no financiamento que permitiu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, adquirir uma mansão cinematográfica na capital federal.

O aval para o “herdeiro” e as taxas de ocasião

Em 2021, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para que Flávio Bolsonaro comprasse um imóvel de R$ 5,97 milhões no luxuoso Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul. A mansão, de 2.400 m², foi financiada com taxas nominais entre 3,65% e 3,71% ao ano (mais IPCA) — valores que, na época, eram impraticáveis para o cidadão comum sem conexões políticas.

Embora o banco tenha classificado a operação como “taxa de mercado”, o financiamento exigiu o aval direto da diretoria colegiada presidida por Costa. Apadrinhado por Ibaneis Rocha, Costa chegou a ser cogitado para a vice-presidência do Banco do Brasil — ideia abortada para evitar que o escândalo da mansão respingasse na vitrine do governo federal.

O “operador” e a sombra das rachadinhas

A origem dos recursos para a manutenção desse patrimônio remete ao papel de Fabrício Queiroz. Policial militar reformado e amigo de Jair Bolsonaro desde a década de 1980, quando serviram juntos na Vila Militar, Queiroz tornou-se o braço direito da família. O ex-assessor é apontado pelo Ministério Público como o “operador financeiro” de um esquema de peculato (a rachadinha) no antigo gabinete de Flávio na Alerj. Queiroz coordenava a coleta de salários de assessores e gerava um fluxo de dinheiro vivo que, segundo os promotores, servia para pagar despesas pessoais da família e irrigar transações imobiliárias.

Segundo as investigações do Ministério Público, o esquema funcionava através de um ciclo de valorização artificial: Flávio adquiria imóveis por valores subfaturados na escritura, pagando a “diferença” por fora com o dinheiro vivo arrecadado por Queiroz, para depois revendê-los pelo preço real de mercado. De acordo com o Vermelho, os investigadores acreditam que essa manobra permitiu que, entre 2010 e 2017, o senador registrasse um lucro oficial de cerca de R$ 3 milhões em 19 salas e apartamentos, “limpando” o dinheiro da rachadinha dos funcionários da Alerj sob a aparência de ganho imobiliário. Atualmente, Queiroz ocupa o cargo de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema (RJ), nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL), mantendo-se abrigado em uma prefeitura controlada pelo partido do clã.

Quitação antecipada: seis parcelas atípicas

Em julho de 2024, após o STF consolidar as decisões que anularam as provas do caso das rachadinhas por questões processuais (o que não significa inocência, mas incapacidade técnica de usar os dados bancários), Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor da mansão de forma fulminante. A quitação de R$ 3,4 milhões foi realizada através de seis pagamentos extras atípicos. Os valores individuais das parcelas espantam pela magnitude: R$ 198.150; R$ 355.000; R$ 420.000; R$ 680.000; R$ 750.000 e um último aporte de R$ 997.000. O senador alega que os valores vieram de sua antiga franquia de chocolates e de seu salário, mas a robustez desses depósitos em um curto intervalo de tempo ainda carece de esclarecimento.

Candidato a delator premiado

A demissão de Costa em 2025 decorre da descoberta de que o BRB adquiriu carteiras de crédito consignado do Banco Master sem lastro real, gerando um rombo bilionário. O cenário se agrava com a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis. Os investigadores analisam se fundos ligados ao Master e à Reag Investimentos foram usados para escoar capital ilícito através do banco gerido por Costa.

Paulo Henrique Costa vive hoje o isolamento dos investigados. O BRB, sob nova gestão, cobra dele R$ 978 mil em empréstimos pessoais. Assim como Daniel Vorcaro, do Banco Master, Costa agora busca fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O temor nos bastidores do PL e do centrão é que, para salvar a própria pele, o ex-presidente do BRB detalhe como a máquina do banco público foi moldada para servir aos interesses privados de aliados do clã bolsonarista.


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O escândalo Master/ Vorcaro não deixa dúvidas nas artérias do sistema de capitais, quem vale menos, vale mais

Dizem as más línguas que foi André Esteves, do BTG Pactual, quem, em disputa canibalesca por lucros e dividendos, operou de forma cirúrgica uma alta dosagem de óleo de rícino que produziu essa lama podre saída dos intestinos do Banco Master, que se confunde com o próprio Vorcaro.

Especulação à parte, Esteves é um pavão do mesmo quilate de Vorcaro. Talvez seja até um pouco mais grosso no trato com a coisa delicada dos altos poderes, mas gosta de exibir suas compras em público, se possível, em palestras com músicas de filme de suspense quando o mocinho entra em ação.

Foi assim que, todo gabola, ele revelou que, de forma recorrente, recebia telefonemas de Campos Neto, quando presidente do BC, e de Arthur Lira, quando presidente da Câmara.

Sim, isso não é pouca coisa, Se observar bem, desde a chegada de Lira ao poder máximo da Câmara dos Deputados e de Campos Neto, colocado na presidência do Banco Cetral por Bolsonaro, que o Brasil se viu entre a cruz e a caldeirinha, entre o orçamento secreto da Câmara e a pornográfica taxa Selic, que produzia, em tempo real, na vida dos brasileiros um verdadeiro desastre com a maior taxa de juros reais do mundo.

Então, uma pergunta inevitável, até quando seremos ou estaremos em condição de sequestro institucional sob o comando da agiotagem mais coroada?

Isso acontece num país em que a direita deu para atacar a escola, o estudo, a ciência, o conhecimento, a cultura e as artes. E é desse filão de estupidez que figurões dos intermúndios dos sistemas concatenados no topo da pirâmide operam distante dos olhos da população.

André Esteves e Daniel Vorcaro, assim como outros ratos e ratazanas do sistema financeiro, tratam das suas próprias vidas e enriquecimento relâmpago, fazendo de várias formas centrifugações bilionárias que os ambençõem como deuses das marcas que projetam. Ou seja, é a vida maravilhosa em que o potencial financeiro de cada um que cresce todo santo dia, transforma-se num trabalho terapêutico com inúmeras situações e oportunidades que a sabedoria dos espertos lhes ensinou.

Cabe então, a pergunta, como chegamos a isso? As instituições do Estado deixam isso acontecer sem penetrar na garganta rumo ao umbigo desse sistema sem ao menos produzir um filtro em prol da sociedade que impeça a produção de esporões cada vez maiores no calcanhar dos pés descalços do Brasil.


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Política

O amigo de Vorcaro

Mensagens trocadas por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, indicam que o empresário se referia ao presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), como um “grande amigo de vida”.

Em diálogo com sua namorada, a blogueira Martha Graeff, Vorcaro apresenta o parlamentar — uma das principais figuras do centrão — como alguém muito próximo. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”, escreveu ele em maio de 2024.

O diálogo faz parte do conjunto de mensagens e documentos sob análise da CPMI do INSS.

Meses depois, em agosto, Vorcaro voltou a mencionar o senador em conversa com Martha. Na mensagem, afirmou que “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro”. Segundo ele, a proposta ajudaria bancos médios e reduziria o poder das grandes instituições. “Está todo mundo louco”, acrescentou.

“Wow amor. Louca pra saber de tudo ao vivo”, respondeu Martha.

Naquele período, Ciro Nogueira havia apresentado uma emenda para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor da garantia oferecida pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A proposta foi incluída na PEC que tratava da autonomia do Banco Central.

A emenda foi criada às 17h57 e modificada pela última vez às 18h09. A mensagem de Vorcaro para a namorada foi enviada pouco mais de uma hora depois, às 19h44.

banco master

A emenda passou a ser apelidada de “emenda Master”, por supostamente favorecer o banco. Os CDBs do Banco Master chegaram a oferecer rendimentos de até 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e destacavam, em campanhas de marketing, a proteção do FGC para transmitir segurança aos investidores.

Diante da resistência de entidades do setor bancário, a proposta acabou sendo engavetada.

Também há uma conversa entre Vorcaro e o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP). Na mensagem, o parlamentar escreveu: “Oi, amigo, precisamos fazer a videoconferência eu, você e Ciro”. O ex-banqueiro respondeu: “Opa. Vamos. Só me chamar”.

O senador afirmou, por meio de sua assessoria, que troca mensagens com centenas de pessoas e que esse tipo de interação não significa proximidade pessoal.

“Ciro Nogueira volta a destacar que está tranquilo quanto às investigações da Polícia Federal nas denúncias que envolvem o empresário, uma vez que não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”, completou, em texto enviado à Folha de S. Paulo.

Além disso, reportagem de Aguirre Talento, Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, revela que a Polícia Federal identificou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro conversas com o senador Ciro Nogueira, além de registros em que o empresário determinava o pagamento a uma pessoa identificada apenas como “Ciro”, sem menção ao sobrenome.

Procurado pelo jornal, o senador disse não ter proximidade com o banqueiro e negou ter recebido qualquer quantia. A seguir, a íntegra da nota enviada ao Estadão:

“Associar meu nome ao recebimento de qualquer tipo de pagamento por ter o primeiro nome citado em diálogos, sem oferecer outra informação, tais como sobrenome ou cargo, é um ato irresponsável, inconsequente e até leviano. Segundo o IBGE, existem mais de 11 mil pessoas com o nome Ciro no Brasil, incluindo um ‘Ciro’ entre os advogados que atuam na defesa de Vorcaro, segundo informações de minha assessoria.

Inferir que se refere a mim, senador Ciro Nogueira, é definitivamente uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia. Informo que, embora conheça Daniel Vorcaro, assim como conheço centenas de empresários, ele jamais pertenceu ao meu círculo de amizades próximas. Estou absolutamente tranquilo quanto aos resultados das investigações da Polícia Federal, uma vez que, reafirmo, não tenho envolvimento algum com as denúncias relacionadas ao empresário”.

*ICL


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