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Política

O bolsonarismo está em acelerada decomposição

Não há qualquer surpresa na decomposição instantânea do bolsonarismo que aconteceu em três parcelas: em 2022, quando Bolsonaro perdeu a eleição para Lula, quando foi condenado a 27 anos de prisão e, agora, que ficará definitivamente em regime fechado.

Lógico, tudo isso era previsto pelo próprio clã, que caiu em desgraça, junto com o próprio líder da falange.

Na verdade, o bolsonarismo nunca foi ideológico, sempre teve um discurso reacionário para justificar a criação de uma federação de oportunistas da pior espécie. É o inferno do inferno, é o poço além do fundo, é a total falta de um cisco de caráter, de verdade, de projeto político, que fará projeto para o país.

Não sobrará poeira do bolsonarismo que foi mantido com muita grana e muitos interesses quando Bolsonaro se tornou presidente. Não tendo mais vantagens a oferecer aos correligionários do submundo do crime, que se encontram órfãos e, juntos, transformaram-se em presas fáceis para a Polícia Federal, Receita e Ministério Público que, quase todos os dias, é anunciada a prisão de algum bolsonarista por um naco de alguma forma de crime organizado, que chegou chegando ao poder sob a bênção de Bolsonaro.

Em 2026, quase não haverá vestígio de bolsonarismo nas eleições de outubro. Aliás, assim como Tarcísio, os atuais bolsonaristas, que ainda sobrevivem da rapa do tacho, farão declarações públicas negando qualquer relação com o condenado, digo, aqueles que ainda não estiverem presos, porque crime, com certeza, cometeram muitos.

E não se elegendo, perderão a imunidade e terão que se ajoelhar no milho na sala da justiça.

A realidade é que, essa Michelle esfuziante, pelo desprezo que trata a prisão de Bolsonaro, é emblemática, porque tal desprezo já está sendo condição sine qua non para quem está tentando correr do buraco que Bolsonaro está enfiado.


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Não há como Bolsonaro nutrir qualquer possibilidade de reeleição

Em resumo, o que se pode afirmar é que esse modelo econômico, que sustentou Bolsonaro até aqui na cadeira da presidência que, na verdade, é o precursor do fascismo tropical, não dá o menor sinal de que algo possa mudar o rumo que não seja o naufrágio de sua candidatura em outubro deste ano.

Dessa forma, Bolsonaro se vê sem opção, porque se soprar seus clarins de forma oposta à ferocidade canibalesca dos neoliberais, estes fincarão os dentes na sua jugular e ele cairá no tranco.

Então, qual ingrediente Bolsonaro vai dispor para mudar a receita dessa monarquia capitalista? Renovando as esperanças dos abutres, mas tentando, no varejo, mudar o sabor do paladar amargo que o brasileiro está sentindo na garganta, sobretudo no caixa do supermercado.

O Centrão acha que o problema pode ser resolvido se Bolsonaro abrir mais sorrisos e menos risos da cara do povo. Já Carluxo quer canalizar todos os esforços para que Bolsonaro aumente o confronto institucional, o que também não muda em nada o ânimo do povo com suas bravatas golpistas.

Alguns bolsonaristas, em total desespero, andam espalhando que Lula desistirá de sua candidatura, o que daria a Bolsonaro, segundo eles, a garantia de um segundo (des)mandato.

Essa tolice não tem qualquer base e segue a mesma lógica da vacina e do jacaré, da terra plana e do globalismo e sua conspiração planetária para dominar as nações.

Bolsonaro não pode falar algumas palavras, como arroz, feijão, óleo, gás de cozinha, banana, aipim, carne então, e os combustíveis, se ele abrir a boca para tocar nesse assunto, ele insultará o povo.

Para todo lugar que se olha, observa-se um retrato de terra arrasada, sem que tenha qualquer vestígio, rabisco, borrão de um projeto que possa, nem que seja por ilusão, tentar vender uma mentira econômica que mude o estado de decomposição que a candidatura de Bolsonaro apresenta.

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Vídeo: Falando em higiene das mãos contra o coronavírus, quem e o que vai salvar quem vive do lixão?

A quantidade de lixões no Brasil disparou depois do golpe em Dilma.

O crescimento médio foi 4,2% ao ano.

Estradas de terra cortam o Lixões de fora a fora e por elas trafegam caminhões abarrotados de resíduos.

O ar é insuportável, devido ao cheiro azedo misturado aos gases provenientes de decomposição de produtos descartados, principalmente domésticos.

É nesse ambiente que milhares de brasileiros buscam sobreviver na miséria que vivem nos dias que correm.

As condições são insalubres, contudo, não impedem a presença de milhares de homens e mulheres que disputam cada metro quadrado dos muitos lixões a céu aberto do Brasil em busca da sobrevivência.

Quem vai olhar para eles nessa hora?

A pandemia de coronavírus não escolhe suas vítimas, mas certamente as maiores vítimas serão os pobres e miseráveis, por serem o principal grupo de risco a partir de sua própria realidade social.

https://youtu.be/-njQUjX8JYM?t=2

 

*Carlos Henrique Machado Freitas