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A direita que pensava o país foi engolida pelo fisiologismo brutal e pela corrupção cínica

Para Amadeu, é preciso que a esquerda coordene, no próximo ano, uma forte campanha contra os partidos do Centrão evidenciando essas duas caraterísticas.

“Esses partidos são muito nefastos para o Brasil. Não são partidos que têm uma política que você discorda, são como cupins, que vão corroendo por dentro”, afirma Amadeu. “E da maneira mais cínica dizem que são honestos”, acrescenta.

Amadeu ainda declara que “o que aconteceu com a direita e a centro-direita que pensava o país como proposta, é que elas foram engolidas pelo fisiologismo mais brutal e pela corrupção mais cínica”.

O sociólogo destaca que é bem difícil fazer o que ele propõe, porque ao mesmo tempo que a esquerda tem que explicar com fatos o que são esses partidos, é preciso também fazer campanha para eleger seus próprios candidatos.

Amadeu comenta sobre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que publicou um vídeo afirmando que Deus lhe deu uma “missão” para concorrer ao cargo no próximo ano.

“É sempre isso. O Flávio que tem uma casa, que ele não explica de onde vem o dinheiro – quer dizer, a extrema direita tem predileção por não colocar o dinheiro nas redes bancárias – mas mais do que isso, ele usa Deus de cabo eleitoral”, diz Amadeu.

“Então, é preciso que as pessoas falem ‘olha, é Deus sendo transformado num cabo eleitoral de um cara que é notoriamente vazio de proposta, que só tem interesses familiares e que, obviamente, a classe dominante mais podre do Brasil, os ruralistas, os fascistas, mais o capital financeiro, se junta com ele”, complementa o sociólogo.

Para Amadeu, esses políticos “hegemonizaram a direita e romperam com a democracia”. “Eles estão indo num caminho que, não à toa, você já vê o Tarcísio falando: ‘olha, temos que demitir o CEO’. CEO seria o presidente da República. Não, Tarcísio, o presidente da república não é o CEO. Ele não dirige uma empresa, ele dirige um Estado, ele é um estadista. Quem quer transformar o estado em CEO é você

“Então, esses caras, eles vão para ganhar a eleição do ano que vem, para eleger maioria no Congresso e destruir direitos sociais para dar dinheiro para o agro e para o capital financeiro. Nós estamos numa situação muito delicada, então nós precisamos ganhar energia, porque no ano que vem o bicho vai pegar”, finaliza Amadeu.

Candidatura de Tarcísio
Em relação a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ele seria o melhor candidato para a extrema direita, de acordo com Amadeu. Antes do anúncio de Flávio Bolsonaro (PL) como substituto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a expectativa era que Tarcísio fosse a principal opção.

“Mas eu acho que o Tarcísio mesmo prefere ser governador. Porque o interior de São Paulo é um interior que vota na extrema direita hoje. Então, a chance dele ganhar é maior, apesar que ele está fazendo coisas absurdas”, diz Amadeu.

“Tarciso vai ter repercussões muito negativas da água, de todas as ações contra o sistema universitário, de ciência e tecnologia, que demora para chegar na população. E muitas vezes nem chega, né?”, analisa o sociólogo.

Amadeu também ressalta o poder da máquina do PSD, através de Gilberto Kassab, para a candidatura de Tarcísio, visto que o atual Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo deseja ser vice do governador no próximo ano.

*Sergio Amadeu/Forum


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Direita, que direita tem no Brasil?

Comecemos pelo começo. Esse catado de botequim não consegue formar um time que várzea, simplesmente porque não sabe quem é a bola.

O dono da birosca, no caso, Bolsonaro, entregou a camisa para uma penca de oportunistas que não tem qualquer ideologia, projeto político ou coisa que o valha.

Nem para tourada, esses chucros prestam, Novidade nenhuma, Bolsonaro foi durante três décadas, o representante mais legítimo do baixo clero no Congresso. Aquilo, que é considerado a xepa da xepa, o próprio confessa isso, tal a sua limitação moral e intelectual.

O esquema, sob o comando de alguém rico é aprontar gritaria contra a esquerda, sem a menor capacidade argumentativa. O negócio é chamar Lula de ladrão, o PT de comunista e cantar vitória eleitoral sem ao menos saber explicar o motivo.

Lembrem-se da quantidade de desconhecidos que chegou ao Congresso pelas mãos de Bolsonaro. Gente que foi divinizada por uma mídia comprada pela Secom de Bolsonaro que, nitidamente, sofre de um deficit cognitivo aquém de Bolsonaro, sendo obrigada a seguir, passo a passo, a caminhada fracassada do líder dos tolos.

O número de parlamentáres do qual Bolsonaro se cercou e que elegeu em 2018 e 2022 naquelas jogadas imundas de política feita em fundo de quintal, formou esse bloco de burrice histórica, gigante.

Por isso mesmo não há qualquer diálogo do Congresso com os demais poderes.

Essa direita, se é que se pode chamar de direita, foi vitaminada pelo poder, enquanto Bolsonaro tinha um, e criou um correio próprio e direto na base de estrume, um bando de canalhas que, a mando de Bolsonaro, sempre operou para obstruir qualquer diálogo político. Simplesmente porque nenhum deles tem qualquer neurônio para tanto.

Como chamar esse troço de direita?

Vale qualquer classificação, dessas comuns no mundo da vagabundagem, da indecência, do despudor, da ignorência continuada e da pasmaceira ideológica. Tudo arquitetado e regido pelo clã Bolsonaro, do contrário, não teriam apoio do todo poderoso. Deu no que deu.

Nem para carregadores de piano, eles serviram. é um  bonde de nulos, ou Bolsonaro, mesmo com a máquina na mão e todas as sujeiras que utilizou, não teria perdido a eleição para Lula.

Bolsonaro é um fenõmeno às avessas que sempre operou em busca de poder, sem qualquer preocupação com ideologia, sempre foi o oportunismo barato em estado puro.

Então, fica a pergunta, como esses paspalhos farão diferença num debate nacional em 2026? Se ficarem quietos, serão devorados pela esquerda; se falarem alguma coisa, serão engolidos da mesma forma.

Simplesmente porque não têm a menor ideia para afirmar o que é direita e esquerda. Nesse nível.


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A direita não tem candidato porque não tem qualquer projeto de país

A direita tenta convencer as pessoas que não tem candidato porque Bolsonaro está preso,

O fato é que isso pouco importa. Nna verdade, vender Bolsonaro ainda é mais caro do que vender todos os pangarés juntos, Tarcísio, Zema, Caiado e Ratinho.

Bolsonaro não poderia prometer que faria um governo igual ao aonterior, porque matou por covid 700 mil pessoas, colocou 33 milhões de brasileiros na mais absoluta miséria, devolveu o Brasil ao mapa da fome, desemprego nas alturas e preços, sobretudo dos alimentos, não tem graça comentar.

Na realidade, se Bolsonaro fosse candidato, faria de tudo para se afastar daquele Bolsonaro que arrasou com o Brasil, na economia, na saúde, na ciência, na educação, enquanto fazia lobby pesado pela bilionaríssima indústria intrnacional de armas.

Um sujeito desse já entraria na disputa eleitoral escondendo-se de si próprio, a não ser que quisesse dizer que, se vencesse, faria um governo ainda pior do que fez.

Esse é somente mais um problema da direita e, Bolsonaro como candidato, só dobrar a aposta daquela tragédia de quatro anos que nós brasileiros vivemos.

Dessa gente, não sai nada que não seja o desmonte do país.

No campo das ideias, a ideia inexiste, da moral, não tem graça comentar. Basta pegar a folha corrida dessa turma que está sendo caçada como ratos pela Polícia Federal, para confirmar o desastre. Até 2026, 80% do bolsonarismo oficial estará na cadeia em solidariedade ao chefe.

Essa é a vida real da direita brasileira, não a direita vendida como fábula por supostas pesquisas que ainda dão algum caldo para a fantasia dos caçadores de ETs e devotos de pneu.


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Só uma mídia golpista para levar a sério Pablo Ortellado do tal Monitor do Debate Político

Dizer que Pablo Ortellado tem zero credibilidade para determinar o número de pessoas em manifestações da esquerda e da direita, chega a ser boboca.

Lógico que, agora, na grande mídia, essa figura inclassificável, tenta esconder seu passado bufônico quando se apresentava como o principal importador das táticas de manifesação, os black blocs, da tal jornada de junho de 2013, que tinha o claro objetico de golpear Dilma.

Não dá para perder tempo, gastar vela com um defunto ruim. A única coisa que falo, para determinar de quem se trata, é que ele é um fanático olavista, a ponto de escrever que “Olavo de Carvalho era um dos maiores intelectuais da nossa geração,” nesse nível.

Por isso Ortellado tem um padrão duplo na sua “avaliação” ou “metodologia”, que, na maior cara dura, hipertrofia as manifestações bolsonaristas e utiliza a mesma contabilidade para reduzir drasticamente o tamanho das manifestações de esquerda no Brasil.

Mas ele, literalmente, tem zero credibilidade. Daí estar aonde está como colunista de O Globo, Folha, palpiteiro na GloboNews, e por aí vai.

Entãoi, quando vejo esse nome, Monitor de Debate Político, sinceramente, não perco meu tempo com essa gigantesca mentira.


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Esquerda põe o pé na forma, enquanto a direita esculhambada chuta para onde o nariz aponta

Há algo de novo no ar que precisa ser muio comemorado, e Glauber Braga foi ao ponto quando explicou sua vitória nesta quarta, na Câmara. “A mobilização popular venceu”.

Essa mistura entre a esquerda parlamentar e o próprio governo com a mobilização da sociedade nas redes, tem dado retornos fundamentais conta a guerra santa que a cruzada fascista promove na tentativa de salvar da forca o próprio pescoço e não ser devolvida para o inferno, junto com Bolsonaro.

Se é o próprio Arthur Lira que diz que a direita está uma esculhambação, quem sou eu para discordar de um dos mais ardis manipuladores da República.

Até porque a vitória de Glauber na Câmara significou a derrota de Lira na manipulação do orçamento secreto, incansavelmente denunciada por Glauber Braga.

Mas não é só isso, as agressões da Polícia Legislativa, que atingiram muitos parlamentares de esquerda, também atingiram parte significativa de jornalistas da grande mídia. E a grita não foi pequena, a nota da ABI só confirma isso.

Por isso, os deputados de esquerda, em bloco, acionaram o MPF contra Motta por ser o mandante daquele inaceitável choque de truculência.

Para piorar, a própria direita confirma o que já se sabia, que Carla Zambelli está na iminência de fazer uma delação explosiva, se nada for feito por ela pelo comando do bolsonarismo.

Entre a cruz e a caldeirinha, preferiram salvar o pecoço da criminosa, que está presa na Itália, mesmo sabendo que a já carcomida direita oportunista, havia sofrido um tranco irreversível quando os parlamentares de direita da Alerj salvaram da prisão, Rodrigo Bacellar, um comprovado criminoso que se associou ao Comando Vermelho via TH Joias, a ponto de instruí-lo a apagar as provas de seus crimes, o que acabou com o discurso dos fascistas da direita de combate à criminalidade

Ou seja, a direita está numa marafunda e num mato sem cachorro, já que o cachorro louco, Jair Bolsonaro, está na cadeia e Tarcísio, além de não gozar milímetro da confiança do clã Bolsonaro, segue fazendo cara de poodle para a burguesia “civilizada”, na tentativa de fazer omelete sem quebrar os ovos.

Trocando em miúdos, a esquerda, em plena entrada do ano eleitoral, parece estar com metrônomo e diapasão nas mãos, organizada para se juntar à sociedade e, numa só pulsação, repudiar cada vacilo de uma direita formada por ratos que, ironicamente, vivem um barata voa total, depois da condenação e prisão de Bolsonaro.


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Jogo político: direita se rebela em Santa Catarina contra Bolsonaro

A disputa política em Santa Catarina esquenta, com reações contra a candidatura de Carlos Bolsonaro à senador.

A política em Santa Catarina está fervendo com descontentamentos em relação à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado. Com aproximadamente 16 mil habitantes, Pouso Redondo é um dos 295 municípios onde ele busca votos para as próximas eleições. Porém, a movimentação não está sendo bem recebida por todos.

Um vídeo do prefeito Rafael Tambosi, do PL, chocou muitos ao criticar abertamente a “forçação de barra” da candidatura do filho do ex-presidente, que deseja transferir seu domicílio eleitoral para o estado. O clima tenso evidencia uma insatisfação crescente entre as lideranças locais que temem serem vistas como “gado” ao aceitarem essa imposição.

A reação da classe política catarinense
Com um cenário onde a desconfiança predomina, o prefeito de Joinville, a maior cidade do estado, expressou sua indignação: “Entendo isso como uma agressão ao Estado. Não conheço Carlos pessoalmente, mas essa crítica eu faria a qualquer outro que quisesse se mudar para um estado meramente por uma questão de oportunidade de voto”. Assim, dentro da direita, as lideranças começaram a se unir em torno de um descontentamento que se torna cada vez mais palpável.

Adriano Silva, do partido Novo, não hesitou em criticar a candidatura de Carlos, refletindo o que muitos pensam numa reunião com outros prefeitos influentes de Santa Catarina. Os prefeitos de Chapecó, João Rodrigues, e da capital Florianópolis, Topázio Neto, também se mostraram reticentes com a situação. Rodrigues enfatizou que “o catarinense não tem aceitado muito bem o Carlos como candidato”, sugerindo que a popularidade da família Bolsonaro no estado pode estar em declínio.

Expectativas e desafios para a campanha de Carlos Bolsonaro
De acordo com o Globo, os números das últimas eleições beneficiaram Bolsonaro na região, onde o ex-presidente teve 69% dos votos em 2022. No entanto, com as recentes mudanças políticas e sociais, o futuro da candidatura de Carlos permanece incerto. Topázio Neto alertou que com três candidatos surgindo no lado da direita, a fragmentação pode ser fatal em um cenário onde a esquerda tende a unir esforços em torno de um único nome forte, como o de Décio Lima, atual presidente do Sebrae.

A resistência ao nome de Carlos Bolsonaro é vista como natural em meio à incerteza, já que há um ano até a eleição, os sentimentos no estado poderiam ser profundamente afetados. Com a recente prisão de Jair Bolsonaro, especula-se que os efeitos na imagem do ex-presidente também repercutiriam nas candidaturas da família na região.

O gambito político da família Bolsonaro
Informações de bastidores revelam que Jair Bolsonaro havia tentado persuadir Corol de Toni a desistir de sua candidatura, numa estratégia criticada por muitos como machista. Esse distanciamento em relação às lideranças políticas locais reflete uma estratégia que pode não ser viável a longo prazo, especialmente diante da crescente insatisfação com a transferência de votos que não sente raízes na comunidade local.

Em uma tentativa de reafirmar a presença da família no cenário político, Jair Renan, filho mais novo de Bolsonaro, foi eleito o vereador mais votado em Balneário Camboriú. Contudo, mesmo com essa vitória, sua popularidade na política local não permanece infalível, e ele tem sido alvo de críticas por sua falta de posicionamento em questões relevantes.

O que esperar do futuro político em Santa Catarina?
O cenário atual propõe um ato de equilíbrio. Embora a família Bolsonaro tenha margem de manobra baseada em sua popularidade anterior, a situação é dinâmica. As divergências entre os candidatos da direita e as lideranças locais sublinham um descontentamento que pode moldar os resultados das próximas eleições.

Os próximos meses prometem ser decisivos para a candidatura de Carlos e para o próprio futuro político da família Bolsonaro em Santa Catarina. Os políticos locais devem assegurar que suas vozes sejam ouvidas na construção de um futuro que respeite a autonomia e a opinião do eleitor catarinense. O caminho à frente pode exigir uma nova abordagem, senão a resistência poderá se transformar em uma reviravolta nas urnas.

Em um ambiente político em transformação, a luta pela representatividade e a autenticidade na política parece estar apenas começando, e a dificuldade em manter a coesão na direita pode ser apenas o início de desafios maiores a serem enfrentados nas urnas de 2024.


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Em 2026, a direita pode não ter candidato competitivo, mas o sistema financeiro estará com ela antes, durante e depois do pleito

Isso captura uma tensão real no tabuleiro político brasileiro às vésperas de 2026.

Ela reflete um ceticismo comum entre analistas e eleitores da direita: a fragmentação de lideranças pode enfraquecer o campo no pleito, mas o alinhamento com o sistema financeiro (a “Faria Lima”) oferece uma rede de segurança que transcende o voto, garantindo influência econômica e midiática antes, durante e após a eleição.

Essa nossa triste e urgente realidade.

Em resumo: sim, pode não haver um candidato “competitivo” unânime. A direita depende de um endosso de Bolsonaro (que sinaliza apoio a múltiplos, exceto Lula), mas a prisão dele em novembro de 2025 só acelera a desunião.

Campanhas da direita terão ar-condicionado: mídia paga, pesquisas favoráveis e narrativas anti-inflação. A Veja (agosto de 2025) relata que banqueiros temem “candidaturas radicais” pós-prisão de Bolsonaro, forçando apoio a moderados.

Se vencerem (probabilidade de 45-50% contra Lula, per AtlasIntel), reformas como corte de gastos e abertura comercial são “cobrança” implícita. Se perderem, o lobby financeiro pressiona o Congresso (dominado por centro-direita) para barrar pautas petistas, como taxação de super-ricos.

No fim, 2026, para a direita não é sobre ideologia, mas sobre quem controla o caixa. A direita tem o dinheiro – e isso compra tempo, aliados e narrativas. Se quiserem vencer de verdade, precisam de estratégia, não só gritaria.

Mas só tem trombeteiros manjados.


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A direita virou um saco de gatos

Com menos de um ano para o primeiro turno das eleições de 2026 (4 de outubro, segundo o TSE), a direita brasileira realmente parece um “saco de gatos” – bagunçada, dividida e mais reativa do que estratégica.

Teatralizada de A a Z, essa federação de reacionários está de olho nas suas próprias imaginações.

A direita está presa num ciclo de oportunismo.

Com menos de um ano para as eleições de 2026, Tarcísio emerge como o nome mais viável da oposição para enfrentar Lula, equilibrando o bolsonarismo radical com apelos ao centro e ao mercado.

A direita não tem um pré-candidato com pinta de alguém que pensa minimamente o Brasil.

A matança promovida por Claudio Castro no Rio ouriçou o bonde inteiro da escumalha conservadora.

Todos estão enxergando longe, mas para trás, buscando aquilo que “nutre”, um discurso de momento sem dados, selvagem e sem qualquer esboço de projeto de país.

Está uma zona e Bolsonaro ainda nem foi para a Papuda. Quando isso ocorrer de fato, vai ser osso com osso atrás dos restos mortais do bolsonarismo.

O fator “emoção” vai imperar ainda mais.

A sensação de hospício será fatal. 24 horas por dia de frenesi em todos os canais da política de direita.

O momento da vida política da direita é trágico.

É visão do inferno no sentido literal do termo sem obtenção de um facho de luz.

O efeito final disso será uma derrota acachapante da direita pra Lula.
No primeiro turno.


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Direita está perdida, sem dosimetria e dividida, cobra candidato para 2026

O destaque é para as tensões internas na direita brasileira às vésperas das eleições presidenciais de 2026. O texto analisa o impasse entre o Centrão (bloco de partidos de centro-direita como PP, União Brasil e Republicanos) e o bolsonarismo raiz, em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recupera popularidade, conforme pesquisas como a Quaest de início de outubro.

O PL da Dosimetria é uma proposta articulada pelo Centrão para reduzir penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É uma versão “light” da anistia total defendida pela extrema-direita, que preservaria a inelegibilidade de Bolsonaro, mas aliviaria prisões longas.

O Centrão vê isso como um “gesto de pacificação” para unir a direita, mas o texto ainda não foi votado rapidamente, o que gera frustração. Deputados como Claudio Cajado (PP-BA), enfatizam que a aprovação depende de Bolsonaro para evitar uma direita “desorganizada” em 2026.

Críticos, como o governo Lula, tratam a iniciativa como “invenção da direita” para enfraquecer condenações do STF (Supremo Tribunal Federal).

A divisão na direita
Bolsonarismo raiz vs. Centrão: Há um acirramento entre o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que insiste em candidaturas familiares (ele próprio à Presidência ou Michelle/Flávio como vice), e líderes do Centrão, que descartam acordos com “filho 03” de Bolsonaro. Isso opõe o clã Bolsonaro a figuras como Ciro Nogueira (PP) e Gilberto Kassab (PSD).

Nomes em disputa

Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP Go), governador de SP, favorito do Centrão para unificar a direita contra Lula. No entanto, sinaliza recuo, priorizando reeleição e aguardando “consenso” de Bolsonaro.

Ratinho Júnior (PSD-PR), governador do Paraná, alternativa viável para o Planalto, com apoio de Kassab.

Michelle Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são tolerados como vice, mas não como cabeça de chapa.

A divisão é agravada por eventos recentes, como tarifas impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros (em julho de 2025), que expuseram rachas – Eduardo Bolsonaro foi acusado de articulação pró-Trump.

Pressão do Centrão ao Planalto

Líderes como Arthur Lira (PP-AL), Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Michel Temer (MDB) cobram uma “virada de página”: aprovação rápida da dosimetria em troca de um nome unificado para 2026.

Sem isso, preveem desvantagem contra Lula, que lidera cenários eleitorais.

O Planalto, por sua vez, reage com exonerações de aliados do Centrão (como após a derrubada da MP alternativa ao IOF, que custará R$ 17 bilhões em arrecadação até 2026). Isso sinaliza fim da “redução de danos” e uma postura mais dura, com Lula capitalizando o “bom momento” político.

Essa dinâmica reflete uma reconfiguração na política brasileira: a direita, dominante por uma década, agora está “na defensiva”, dilacerada entre extremismo e moderação, enquanto a esquerda retoma bandeiras como nacionalismo e anticorrupção.

O Centrão, pragmático, busca redesenhar o tabuleiro para evitar uma derrota em 2026.


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O pileque da direita e a ressaca da mídia

Em resumo, a direita tem opções, mas nenhuma “cola” a família Bolsonaro ao Centrão sem rupturas.

Como alertou um analista no Estadão, uma vitória fora da família, como Tarcísio, poderia deixar o bolsonarismo em “limbo político”, enquanto radicais preferem até uma reeleição de Lula para manter a narrativa de “vítimas do sistema”

A impaciência é palpável a um ano do pleito, e o foco está em demissões ideológicas ou brigas fratricidas, não em uma pauta unificada.

Até porque, jamais a direita brasileira, criada e moldada por oportunistas, teve um cisco de pauta além do Estado mínimo para as camadas mais pobres da população e um Estadão para a velha oligarquia nas deliciosas tetas dos cofres públicos para os bem nascidos.

A Mídia dá seu faniquito de impaciência e amplifica o caos.

A imprensa tradicional (Globo, Estadão, Folha) quer que o nome de Tarcísio seja carimbado logo como candidato da direita para confeitar o bolo do lambe-botas de Trump.

Outros nomes no tabuleiro do baixo clero, como os três patetas Caiado, Zema e Ratinho Jr, colocaram-se à disposição, mas sem unidade, viram medíocres medidores de força no 1º turno, uma estratégia arriscada que pode diluir ainda mais os votos.

Trocando em miúdos, Jair Bolsonaro, inelegível até 2030 e condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado (confirmado pelo STF em setembro de 2025), continua sendo o “fiador” informal da direita, mas sua ausência das urnas cria um limbo.

Ou seja, há um gigantesco vácuo de liderança, porque não há um candidato claro.

Pesquisas recentes, como a Quaest de julho, mostram que alternativas como Tarcísio de Freitas (SP) e Michelle Bolsonaro têm intenções de voto (15% e 13%, respectivamente), mas sem o aval explícito de Bolsonaro, ninguém avança.

Eduardo Bolsonaro, exilado nos EUA desde fevereiro e com mandato sob risco de cassação, oscila em 8%, mas sua radicalidade verborrágica afasta o Centrão.

A impaciência da base é justificada.

Sem um nome de peso nacional em 2026, a direita não só perde a disputa pelo Planalto, mas também influência no Congresso.


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