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Bolsonaro tem que ser interditado: o Brasil não tem governo, não tem vacina e não sabe quando terá

A conta chegou.

Catástrofe, este é o sinônimo da calamidade provocada por Bolsonaro no Brasil. Seu desastroso comportamento levou o país a um flagelo de quase 2.400 mortes nas últimas 24 horas.

A deterioração do governo Bolsonaro se acelera mais rápido do que a destruição que ele provoca no país e a catástrofe que representa hoje para 270 mil famílias brasileiras.

Não há nada que se assemelhe a uma destruição com proporções parecidas hoje no mundo. Pior, Bolsonaro não consegue esconder o seu abatimento físico e moral provocado por uma tragédia que o próprio atiçou desde o primeiro caso de covid no Brasil.

Não existe sequer um contrato assinado com fornecedores de vacinas, somente palavrórios e, para piorar, Bolsonaro mentiu descaradamente em sua fala hoje dizendo que tratou de importar vacina de Israel, o que é uma absoluta mentira, depois de sentir o seu chão tremer com o discurso histórico de Lula na coletiva que ecoou não só no Brasil como um todo, mas também no exterior, tendo Bolsonaro como alvo.

Com Bolsonaro no poder, o caos é irreversível, por incompetência, por incapacidade de compreender a dimensão da tragédia, além de uma bateção generalizada de cabeça em um governo comandado por militares absolutamente nulos, incapazes de uma atitude que ao menos maquie uma organização.

Militar hoje no Brasil só faz uma coisa, tentar proteger um genocida através de cartilhas ameaçadoras em proteção ao traste que eles escarraram das Forças Armadas.

Bolsonaro tem que ser interditado, e será. O que se faz urgente é a aceleração desse processo para poupar o máximo de vidas possível, porque, se ele continuar, milhares e milhares de vidas serão dizimadas.

O ministério da Saúde que tão cedo terá vacina para imunizar a população:

O Ministério da Saúde admitiu que a campanha de vacinação dos brasileiros contra a #COVID19 pode parar por conta da falta de doses dos imunizantes.

Pazuello reduz pela 5ª vez em 8 dias a disponibilidade de vacina.

*Carlos Henrique Machado Freitas

*Foto destaque: Os Divergentes

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Bolsonaro corre para a TV e passa recibo pra Lula, defende tratamento precoce com kit cloroquina

Mentiroso compulsivo, Bolsonaro morde a isca, vai para a TV e parte para a mentira, dizendo que fez acordo com Israel para receber vacina, o que é absolutamente caô, cascata, fake news. Não tem nada de vacina com Israel, uma turma de idiotas, incluindo Ernesto Araújo, foi lá para buscar informações sobre um spray contra a covid que foi testado em somente 30 pessoas.

Com a boca torta do cachimbo fascista, o negacionista Bolsonaro repetiu o seu velho discurso do tratamento precoce oferecendo o kit cloroquina, mostrando que o sujeito é mesmo um psicopata que tem ideia fixa e, novamente, atropela a ciência e rubrica tudo o que Lula falou dele, dando margem para a mídia, que vinha destacando o excelente discurso de Lula, compará-lo ao desastre que Bolsonaro provocou no momento seguinte.

Isso chama “pedir para apanhar”. Deve ter achado pouco o sacode que Lula deu no inacreditável idiota.

Para piorar, Bolsonaro falou que o Brasil vai produzir vacina e que vai vacinar toda a população brasileira e exportar vacina para a América Latina. Ele só esqueceu de dizer que o Brasil não tem vacina sequer para três dias e que nunca na história do país uma campanha de vacinação foi tão desgraçadamente desastrosa, a ponto de produzir um morticínio que chega a 270 mil mortes por única e exclusiva culpa dele.

Se Bolsonaro quis ocupar o espaço que lula tirou dele, só aumentou e muito o espaço de Lula e se reduziu a pó de merda.

Para piorar um pouco mais, Bolsonaro cita várias vacinas, mas não a CoronaVac.

*Da redação

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Lula faz uma grande sombra em Bolsonaro

A diferença de Lula para Bolsonaro é algo infinitamente gritante, tanto que ele toma todos os espaços da mídia e, simplesmente, desloca Bolsonaro para um vácuo no baixo clero, mesmo sendo “presidente da República”.

Lula, em seu pronunciamento, foi Lula e mostrou um Bolsonaro como ele é, como nunca deixou de ser, o representante da mediocridade nacional que usou uma falsa facada para fugir do debate, enquanto Lula já abre sua fala convocando todos os setores da sociedade para o debate, coisa que Bolsonaro não tem a menor condição de fazer, porque é burro, tosco e depende de uma adoração cega via discurso do ódio para sobreviver. Bolsonaro faz exatamente o oposto do que fez Lula.

Lula colocou Moro como alguém que não fez qualquer arranhão em sua posição focada no povo em toda a sua trajetória. Com isso, Moro ficou aquém de Bolsonaro, o medíocre dos medíocres, o empregado de troco miúdo de Bolsonaro.

Lula falou com a autoridade de Lula que tem uma obra magnífica para mostrar e autoridade para cobrar de um governo inepto, apoplético em que o presidente não tem a mínima noção de como se governa um país.

O resultado de tudo isso não poderia ser outro. Neste momento não se fala em outra coisa que não seja a tragédia provocada por Bolsonaro que, nas últimas 24 horas matou quase 2 mil brasileiros e o papel central de Lula como quem entrou na arena para liquidar o monstro.

Lula não deixou barato, foi propositivo com a objetividade de um goleador com a bola dominada correndo em direção ao gol para resolver a parada.

Lula falou para todos os brasileiros, até para os que o odeiam, ao contrário de Bolsonaro que fala com sua horda de escolhidos e combinados no chiqueirinho, porque não tem cacife político, intelectual ou histórico para falar de verdade com o povo.

Lula chegou como um transatlântico fazendo sombra na canoa furada de Bolsonaro, da qual muita gente está desembarcado. Lula, por sua vez, está oferecendo na sua imensa embarcação uma outra viagem para os brasileiros, viagem que eles conhecem quando, em seu governo, podiam comer uma picanha e beber uma cerveja no fim de semana, sonhar e ver seus filhos entrando em universidades públicas criadas e ou reformadas por Lula, no momento em que o comando do país enxerga a ciência e o conhecimento como algo ameaçador, um inimigo mortal.

Lula fez melhor, lembrou os brasileiros como eles foram felizes no período em que governou o país e como até os que o odeiam, por questão de preconceito de classe, viveram infinitamente melhor do que vivem agora com esse mito de papelão.

Em síntese, Lula chegou chegando, gigante.

*Carlos Henrique Machado Freitas

*Foto destaque: G1

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Assista ao vivo o pronunciamento e entrevista coletiva de Lula

Presidente da República entre 2003 e 2010, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede nesta quarta-feira (10/03) a primeira entrevista coletiva após deixar de ser inelegível. Na última segunda-feira (08/03), ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as condenações dadas ao ex-presidente em processos relacionados à Operação Lava-Jato, que fez com que o petista recuperasse os direitos políticos.

A entrevista acontece no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, cidade do interior paulista. Ela seria realizada nessa terça-feira (09/03), mas foi adiada após Gilmar Mendes, ministro do STF, incluir na pauta do dia da Segunda Turma da Corte a análise do recurso sobre a suspeição do ex-juiz e Sérgio Moro nas ações contra Lula.

É imperdível o pronunciamento e a entrevista coletiva de Lula.

Assista:

*Com informações do Estado de Minas

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Em 24 horas, um furacão chamado Lula varreu a nação

Um país que teve em seu comando nesses últimos quatro anos duas figuras de envergadura moral nenhuma, como Temer e Bolsonaro, por conta de uma campanha dirigida contra o povo brasileiro, tendo como alvo seu maior representante, Lula, não poderia assistir passivamente a volta à cena central de quem tirou da miséria uma grande massa popular.

Estamos há quatro anos sob o comando dos papudos do mercado, de quem nada produz, de quem sempre viveu da carniça arrancada das costas de quem de fato trabalha.

Lula, o nosso maior estadista, foi o cérebro de um outro Brasil durante 13 anos de governo do PT, botou novamente o pé nas quatro linhas do campo e os raros miolos da direita brasileira se agitaram.

Isso mesmo, Lula voltou, o que, numa roda de samba de terreiro, significa que o Saci rodopiou!

A prova da popularidade de Lula está também na intenção sabotadora daqueles que usam todos os meios de comunicação para difamá-lo, denunciando, com isso, que tipo de tapera essa gente transformou o país em tão pouco tempo.

Lula, mesmo diante de uma condenação infame, jamais baixou a cabeça, e avisou que viria com tudo para cima de seus algozes. E assim está fazendo, engolindo com gosto cada um dos que compõem a quadrilha Moro que se aliou ao clã Bolsonaro para produzir essa tragédia a que assistimos no Brasil em que, somente em 24 horas vitimou quase 2 mil brasileiros e quase 270 mil em números totais até agora. Isso, no mesmo momento em que Bolsonaro não financia mais 71% das UTIs no Brasil e, muito menos tem vacinas para uma semana e sem a menor perspectiva de quando voltará a ter.

Então, quando vem a notícia de que o ex-presidente com a maior aprovação da história do país, 87%, tornou-se novamente elegível, junto, veio a euforia da população, até porque, por ironia da realidade, sob o comando de Lula, O Brasil, num recorde absoluto de vacinação, imunizou contra a gripe H1N1 em 90 dias mais de 80 milhões de brasileiros, num período em que o país nunca foi tão feliz e que todos os brasileiros faziam parte da mesma festa.

O que vemos agora é que o bonde do ódio aos pobres do Bolsa Família voltou à carga, com a mesma quantidade de gente que cabe em um bonde diante de um mar sem fim de brasileiros. Essa minúscula parcela da sociedade tenta fazer do ódio, mais uma vez, a multiplicação de seus infinitos preconceitos nutridos pelas classes dominantes que estão sempre dedicadíssimas a construir uma tramoia para que o trabalho de todos produza riqueza para 1% da população que tem o comando institucional do país e, por isso, se acha proprietária e dona dos destinos da nação, mas não é e jamais será.

Os fracassos de Temer e Bolsonaro, dois dos piores lacaios do país, provaram mais uma vez que, com o poder nas mãos, a elite econômica brasileira destrói o desenvolvimento, negocia nas sombras as riquezas e patrimônios do país, sem a menor decência e arrasta com ela a energia de cada brasileiro, mentindo uma mentira sistemática de quem age friamente para destruir o próprio povo.

Por isso, Lula, que tem uma capacidade impressionante de mobilização do povo, em 24 horas devolveu à população a esperança que ela havia perdido no país. Isso não é pouca coisa.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Bernie Sanders, líder do Partido Democrata, comemora anulação dos processos contra Lula

O senador norte-americano Bernie Sanders, que tentou se lançar enquanto candidato da ala esquerda do Partido Democrata em 2016 e 2020 nos Estados Unidos, comemorou a anulação das condenações contra o ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato de Curitiba. A anulação foi definida pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (8).

Segundo Sanders, foi “uma grande notícia que sua condenação altamente suspeita tenha sido anulada. É uma importante vitória da democracia e da justiça no Brasil”. “Como presidente, Lula fez um incrível trabalho para diminuir a pobreza no Brasil e de se posicionar pelos trabalhadores”, lembrou o senador.

Fachin anulou nesta segunda-feira, 8, todas as condenações contra o ex-presidente Lula, proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro e pela juíza Gabriela Hardt no âmbito da Operação Lava Jato.

Ele concedeu habeas corpus para declarar a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar quatro processos que envolvem Lula –o do triplex, o do sítio de Atibaia, o do Instituto Lula e o de doações para o mesmo instituto.

Na decisão, Fachin declara a “nulidade” dos atos decisórios, inclusive do recebimento das denúncias contra Lula.

O habeas corpus agora contemplado por Fachin foi apresentado pelos advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins em 3 de novembro de 2020.

Com a decisão do ministro do STF, o ex-presidente Lula volta a ser elegível. Todo o cenário político muda com a decisão.

*Com informações do 247

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Se a mídia diz que a volta de Lula interessa a Bolsonaro, então, interessa à mídia que o apoiou

A Polarização que a mídia está fabricando tem, de um lado, o presidente que tirou 40 milhões da miséria e, do outro, eleito pela por ela própria, um genocida que já matou 265 mil brasileiros.

A mídia acha mesmo que alguém acredita que, numa disputa entre Bolsonaro e Lula, ela não ficará novamente do lado de Bolsonaro, como fez em 2018?

Não dá para entender por que o baronato midiático segue tratando a população como idiota se a mídia perdeu quatro eleições consecutivas e só não perdeu a quinta para Lula, porque o seu juiz dos holofotes, o vigarista de Curitiba, em mais um de seus golpes baixos, prendeu Lula para ser ministro.

Então, um Josias de Souza e tantos outros tucanos que ainda seguem velando o defunto empalhado do PSDB, têm que procurar um argumento minimamente inteligente, até porque, desde que o tucanistão terceirizou a sigla para a mídia, ela só enterrou a legenda e seus principais caciques que, hoje, não aparecem sequer entre os sete primeiro colocados, como mostrou a pesquisa do Estadão no último domingo.

Alguém precisa avisar para essa turma que é mais fácil o Elvis voltar a cantar do que um tucano voltar a sentar na cadeira da presidência.

Aliás, as carpideiras têm que se conformar, pois não estão sendo mais pagas para chorar pitangas para as múmias tucanas.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Curitiba sempre foi incompetente para julgar Lula, dizem especialistas

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para processar e julgar o ex-presidente Lula nos casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia, da compra do terreno e de doações para o Instituto Lula.

.O que o ministro admitiu na decisão é que não havia conexão entre os supostos crimes que o Ministério Público Federal atribuía a Lula e a investigação de atos de corrupção na Petrobras, a não ser o fato de que a construtora OAS faria parte de um cartel de empreiteiras que atuava de forma ilícita em contratações celebradas com a petroleira.

Fachin reconhece que a acusação “não cuida de atribuir ao paciente [Lula] uma relação de causa e efeito entre sua atuação como Presidente da República e determinada contratação realizada pelo Grupo OAS com a Petrobras S/A, em decorrência da qual se tenha acertado o pagamento da vantagem indevida”.

As mensagens trocadas entre procuradores e obtidas por hackers, que integram o material de uma reclamação no Supremo, mostram que os próprios autores estavam cientes da fragilidade desse elo: o então chefe da força-tarefa Deltan Dallagnol classificou a teoria como “capenga”.

A ConJur ouviu especialistas sobre a decisão de Fachin.

Decisão tardia
Para Lenio Streck, jurista e colunista da ConJur, “Fachin reconheceu hoje o que deveria ter sido reconhecido há 3 anos”. “Ele decidiu que havia incompetência territorial e assim baixou os casos que tratam da suspeição (que contaminaria toda a ‘lava jato’ e não só Lula)”.

Considerado o “pai” da “lava jato”, o procurador Celso Tres, que na década de 1990 atuava nas investigações da CC5 do Banestado, disse que a incompetência de Curitiba para julgar Lula sempre foi evidente.

“Lá nada ocorreu. Mesmo o inspirador nome, ‘lava jato’, foi do posto de combustível localizado em Brasília. Curitiba não é sede da Petrobras, não é sede da administração pública federal, muito menos do exercício funcional dos políticos envolvidos”, afirmou.

Ele também lembrou que “a ConJur fez eloquente levantamento de cerca de mil mandados (prisão, condução, busca e apreensão), sendo que apenas 3% foram compridos no Paraná, prova inequívoca que lá só havia o processo, nada de fatos”. “Porém, esta tardia declaração de incompetência no STF é nada mais que evasiva para não declarar a também evidente suspeição de Moro.”

O criminalista Alberto Zacharias Toron disse que a decisão faz justiça, ainda que tardiamente. “Justiça tardia, mas sempre em boa hora. A melhor parte da decisão vem representada pela impossibilidade de renovação dos atos processuais, pois, com a anulação, é forçoso o reconhecimento da prescrição em relação ao ex-presidente Lula”.

Flávia Rahal, criminalista, diz que “a competência universal da 13ª Vara Federal de Curitiba sempre foi das mais evidentes ilegalidades da operação ‘lava jato'”. “A questão foi apresentada ao STF diversas vezes, mas acabou rejeitada. Agora, ainda que tardiamente, o Ministro Fachin assentou que Lula foi preso e cumpriu pena por ordem de juiz incompetente. É fundamental que os atos praticados pelo ex-juiz continuem a ser revistos pela nossa Suprema Corte.”

Priscila Pamela, advogada criminalista e presidente da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP, concorda que a anulação demorou a vir.

“A decisão do Ministro Fachin é tardia, muito tardia. A incompetência do juízo vem sendo alegada pelas defesas desde o início da operação. Nunca houve elementos que pudessem vincular os casos a Curitiba, ao contrário. O posto de gasolina que deu origem à operação ficava em Brasília, os atos de ofício pelos quais o ex-presidente Lula foi acusado (nomeações de diretores da Petrobrás) foram realizados em Brasília, a própria sede da Petrobrás não fica em Curitiba, enfim, nada havia que pudesse legitimar a competência da 13ª Vara de Curitiba”, pontua.

“Destaco a morosidade da decisão, porque para além dos 580 dias em que Lula permaneceu preso, a omissão no reconhecimento da incompetência do juízo retirou o ex-presidente — candidato com maior intenção de votos — da corrida eleitoral e os prejuízos para a nossa democracia restaram evidentes. A decisão ainda reconhece a inocência do ex-presidente, pois reconhece não haver relação direta de suas ações com os desvios da Petrobras. Toda a acusação foi baseada em atos de ofício consistentes na nomeação de diretores da Petrobrás e se não houve relação direta desses atos com os desvios, não há crime a ser imputado a ele”, conclui.

Eleições
Alexandre Fidalgo, do Fidalgo advogados, diz que embora a decisão de Fachin tenha sido tomada no âmbito penal, ela terá reflexos eleitorais imediatos, uma vez que o ex-presidente volta a ter direitos políticos.

“As condenações criminais em 2ª instância produziram o óbice da candidatura do ex-presidente Lula quando solicitada. No atual momento, com a nulidade, não há mais essa condição impeditiva, porque inexiste condenação criminal proferida por órgão colegiado a atrair a incidência da Lei da Ficha Limpa”, afirma.

Já Ana Fuliaro, que atua na mesma banca, diz que “o impedimento que existia [no que diz respeito a Lula] era apenas no âmbito do sufrágio passivo, ou seja, de ser candidato”. “O sufrágio ativo sempre esteve preservado, razão pela qual podia votar e manifestar-se politicamente. Seu voto em 2018 esteve submetido a questões de execução penal e não de direito eleitoral.”

A constitucionalista Vera Chemim diz que diante da lentidão natural do andamento processual, a tendência é que Lula permaneça elegível até 2022, “até porque, mesmo que fosse condenado em primeira instância, precisaria de uma confirmação daquela condenação pela segunda instância”.

Além disso, prossegue, a decisão de Fachin “demanda um agravo por parte da Procuradoria-Geral da República, no sentido de encaminhar a questão ao Plenário do STF, por se tratar de um tema extremamente relevante e complexo, além de polêmico”.

Incompetente
Para Adib Abdouni, especialista em direito constitucional e criminal, “o decreto anulatória era medida que se impunha, haja vista que no campo jurídico processual penal restou demonstrado à exaustão pela defesa técnica que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar processos relacionados ao tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula, à míngua de sua relação direta com os crimes cometidos no âmbito da Petrobras, de sorte que a partir desse momento fica restaurado o direito constitucional público subjetivo do réu ao devido processo legal”.

Conrado Gontijo, criminalista e doutor em Direito Penal, diz que a decisão reconhece algo já afirmado pelo STF em outros processos: que a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba não é absoluta.

“Essa decisão, todavia, não deve interferir no julgamento dos recursos que tratam da parcialidade — manifesta — do ex-juiz Sergio Moro. O tema da parcialidade, até para que o país conheça o nível de absurdo perpetrado por Sergio Moro e a força-tarefa da ‘lava jato’ de Curitiba, deve ser analisado com profundidade pelo STF”, conclui.

David Metzker, advogado criminalista e sócio da Metzker Advocacia, considerou a decisão “importante e acertada”. “Todavia, me parece que determinar arquivar os demais Habeas Corpus, mormente aqueles que estão em julgamento e com pedido de vista, não seja o caminho certo. Além disso, a amplitude dos efeitos de uma possível decisão no caso da suspeição seria maior que a atual decisão. Entendo que o julgamento sobre a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro deva continuar.”

Fernando Parente, do Guimarães Parente Advogados, diz que “a decisão está correta do ponto de vista legal. “O Código de Processo Penal determina a competência a partir do local do fato. Constituição Federal diz que o juiz deve ser o juiz natural e imparcial.”

Leandro Pachani, do Marcílio e Zardi Advogados, diz que a decisão de Fachin “consolida um entendimento externado há temos no meio jurídico: que não existe o tal juízo universal da 13ª Vara Criminal de Curitiba”. “A atual decisão confere devida importância aos princípios do juiz natural e do devido processo legal ao estabelecer de forma didática e contundente a ausência de elementos mínimos para considerar a prorrogação de competência em feitos envolvendo a Petrobras e o ex-presidente.”

Belisário dos Santos Júnior, ex-secretário de Justiça de SP, diz que “há forte justificativa para a decisão, até porque os ilícitos não diziam respeito ou não envolviam diretamente a Petrobras”. “Nesse sentido, já havia jurisprudência para reduzir a competência de Curitiba, favorecendo a de Brasília. Mas, para o mundo político, a decisão incendeia as discussões sobre 2022.”

Ação Penal 5046512-94.2016.4.04.7000/PR (Tríplex do Guarujá)
AP 5021365-32.2017.4.04.7000/PR (Sítio de Atibaia)
APS 5063130-17.2018.4.04.7000/PR (sede do Instituto Lula)
AP 5044305-83.2020.4.04.7000/PR (doações ao Instituto Lula)

*Com informações do Conjur

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Anatomia de um embuste. Ou: Dallagnol me atacou em papo com Moro, seu chefe

Quando se afirma que Lula foi condenado sem provas por Sergio Moro, que nem juiz era da causa, muitos tendem a entortar o nariz e se sair com boçalidades como: “Ah, então quer dizer que não houve corrupção na Petrobras e que diretores da empresa não fizeram nenhuma safadeza?”

A pergunta é estúpida. Não quer dizer nada disso. Não quer dizer nem mesmo que Lula seja inocente — desde, claro!, que se saiba de que crime é acusado. A questão que interessa à democracia é outra: saber se foi condenado com ou sem provas.

E Lula foi condenado sem provas. Já chego lá. O JURISTA REINALDO AZEVEDO Deltan Dallagnol protagonizou o seu show grotesco em 14 de setembro de 2016, data da apresentação da denúncia. Dois dias depois, lá estava ele a conversar com Sergio Moro no Telegram. E evidencia preocupação com as críticas deste escriba e do jurista e professor Lenio Streck:

“Ainda, como a prova é indireta, ‘juristas’ como Lenio Streck e Reinaldo Azevedo falam de falta de provas. Creio que isso vai passar só quando eventualmente a página for virada para a próxima fase, com o eventual recebimento da denúncia, em que talvez caiba, se entender pertinente no contexto da decisão, abordar esses pontos”.

Vejam que coisa… Em 2016, o ex-chefão da Lava Jato estava preocupado com as minhas críticas, né? Uma informação relevante: pouco me importa que ele me chame “jurista”, com aspas, como a indicar que jurista não sou. E não sou mesmo. Mas Streck é um dos mais importantes do país. Tentaram me tirar do debate no ano seguinte com uma farsa. Não conseguiram.

A DENÚNCIA

A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal é explícita: afirma, com todas as letras, que os recursos que resultaram no tal tríplex do Guarujá derivaram de três contratos mantidos por consórcios integrados pela OAS com a Petrobras: um para obras na Refinaria Getúlio Vargas-Repar e dois para a Refinaria Abreu e Lima. Você não precisa acreditar só em mim. Acredite em você. A íntegra está aqui.

Transcrevo o trecho com o miolo da acusação:

Com efeito, em datas ainda não estabelecidas, mas compreendidas entre 11/10/2006 e 23/01/2012, LULA, de modo consciente e voluntário, em razão de sua função e como responsável pela nomeação e manutenção de RENATO DE SOUZA DUQUE [RENATO DUQUE] e PAULO ROBERTO COSTA nas Diretorias de Serviços e Abastecimento da PETROBRAS, solicitou, aceitou promessa e recebeu, direta e indiretamente, para si e para outrem, inclusive por intermédio de tais funcionários públicos, vantagens indevidas, as quais foram de outro lado e de modo convergente oferecidas e prometidas por LÉO PINHEIRO e AGENOR MEDEIROS, executivos do Grupo OAS, para que estes obtivessem benefícios para o CONSÓRCIO CONPAR, contratado pela PETROBRAS para a execução das obras de “ISBL da Carteira de Gasolina e UGHE HDT de instáveis da Carteira de Coque” da Refinaria Getúlio Vargas – REPAR e para o CONSÓRCIO RNEST/CONEST, contratado pela PETROBRAS para a implantação das UHDT´s e UGH´s da Refinaria Abreu e Lima – RNEST, e para a implantação das UDA´s da Refinaria Abreu e Lima – RNEST. As vantagens foram prometidas e oferecidas por LÉO PINHEIRO e AGENOR MEDEIROS, a LULA, RENATO DUQUE, PAULO ROBERTO COSTA e PEDRO JOSÉ BARUSCO FILHO [PEDRO BARUSCO], para determiná-los a, infringindo deveres legais, praticar e omitir atos de ofício no interesse dos referidos contratos.” COMO SE FAZ NO DEVIDO PROCESSO LEGAL? Ora, se a acusação era essa, o MPF estava obrigado a apresentar provas de que, dos contratos listados, saíram os recursos que resultaram no tal tríplex — que, reitero, ficou provado, não pertencia a Lula.

COMO SE FAZ NO DEVIDO PROCESSO LEGAL?

Ora, se a acusação era essa, o MPF estava obrigado a apresentar provas de que, dos contratos listados, saíram os recursos que resultaram no tal tríplex — que, reitero, ficou provado, não pertencia a Lula.

Ocorre que isso não aconteceu. As provas jamais apareceram. O processo se transformou numa longa tentativa de provar que o tal apartamento pertencia a Lula, o que também não conseguiram. Reitero: a empresa de que Sergio Moro agora é sócio, a Alvarez & Marsal, que fez a recuperação judicial da OAS, asseverou que o imóvel pertencia à construtora.

Então veio a sentença de Moro. Também nesse caso, você pode acreditar no que seus olhos leem se quiser. A íntegra está aqui.

Moro condena Lula e simplesmente esquece a denúncia, o que é fabuloso. Vale dizer: o ex-presidente se tornou réu por uma coisa e acabou sendo condenada por outra — e, pasmem!, também sem provas, só com base na conversa de delatores que asseguravam que Lula sabia de tudo o que se passava na Petrobras. Ainda que verdade fosse: qual era mesmo a acusação?

DALLAGNOL SUGERE A SENTENÇA A MORO

Voltem lá ao diálogo em que Dallagnol faz ironia com o meu nome e com o de Lenio Streck. Ele, claramente, pede a Moro que aborde em sua decisão, ao aceitar a denúncia e tornar Lula réu, os pontos do seu PowerPoint — o que o então juiz efetivamente fez.

Mas não o fez apenas na aceitação da denúncia. A sua sentença é uma longa e mal escrita catilinária contra Lula, seguindo os passos da fantasia vendida pelo ex-chefe da Lava Jato de Curitiba na encenação do PowerPoint.

Ou por outra: Moro ignorou o conteúdo da denúncia e condenou o ex-presidente pelo, digamos, conjunto da obra. Escrevo de outro modo: Lula foi condenado porque era Lula.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

E, então, vieram os embargos de declaração. A defesa do ex-presidente quis saber em que trecho da sentença estavam as provas de que o tríplex, que de Lula não era, tinha origem nos tais contratos, como afirmou o Ministério Público. E então recebeu esta fabulosa resposta:

“Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente”.

Bom, então ele nem era o juiz da causa, como agora reconhece Edson Fachin, ainda que possa fazê-lo por motivos nem tão nobres. E Moro tentou justificar assim a sua sentença:

“A corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do preço do apartamento e do custo da reforma da conta geral de propinas, não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade formal do imóvel”.

Não há uma só evidência nos autos de que haveria uma “conta geral de propinas” da OAS. Isso foi arrancado de Léo Pinheiro, que estava interessado em fazer a segunda delação — a primeira tinha sido anulada —, que, por sua vez, jamais apresentou uma miserável prova.

Eis a anatomia de uma barbárie judicial.

O juiz que juiz não era da causa condenou um réu sem provas, com base num único depoimento de alguém que estava desesperado para fazer uma delação. O resto ele recheou com as divagações de Dallagnol em seu PowerPoint.

O resto ele recheou com as divagações de Dallagnol em seu PowerPoint.

E ainda sou obrigado a ouvir os lamentos de algumas carpideiras, que choram o fim da Lava Jato, dizendo que, assim, não teremos um país decente.

São pessoas que acreditam que país decente se constrói condenando sem provas aqueles de quem elas não gostam ou que ameaçam seus interesses.

*Reinaldo Azevedo/Uol

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Lula já entra em campo hoje em coletiva às 13:30h

Lula não deixou sequer a bola quicar, volta para a disputa com um tesão de 30 e uma arrancada e fome de gol de um estreante de 18 anos em pleno Maracanã lotado pra fazer o que faz como poucos craques no assunto, Política com P maiúsculo.

Nada valeu a mídia adiantar sua defesa, Lula já está com a bola dominada e, em uma arrancada só, fica de cara com o gol para o delírio do povo brasileiro.

Lula não quer polarizar com ninguém, quer fazer gol. Quem está escolhendo adversário pra ele, como sempre, é a mídia, associando-se novamente ao verme e, consequentemente ao vírus. Ela já nem dá mais bola para quantos brasileiros Bolsonaro está matando por dia, tal a cegueira que a disputa de classe provoca na mídia nativa que, na verdade, é um panfleto dos abutres da banca e do rentismo.

O fato é que hoje Lula, sem deixar a bola quicar, já convocou uma coletiva para as 13:30h para anunciar a sua entrada em campo, de estalão. A direita que corra a trás, porque o homem está com fome de gol e o povo, como sempre, está na geral com ele.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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