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Após novos ataques, Irã desafia poder dos EUA e diz que país deixou de ser uma superpotência

Ministro iraniano afirma que novos ataques expuseram fragilidade dos Estados Unidos

A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após a retomada dos ataques entre Irã e forças apoiadas pelos Estados Unidos. Em meio ao aumento das tensões, um ministro iraniano afirmou que a capacidade de resposta de Teerã demonstrou que os Estados Unidos “não são uma superpotência”, em uma declaração que reforça o discurso de resistência adotado pelo governo iraniano.

Segundo a autoridade, os ataques iranianos evidenciaram que Washington não conseguiu impedir ações militares do país nem garantir proteção absoluta aos seus aliados na região. O ministro argumentou que a reação do Irã alterou o equilíbrio estratégico do conflito e enfraqueceu a imagem de superioridade militar dos Estados Unidos.

As declarações ocorrem em um momento de elevada instabilidade, marcado por novos bombardeios, ameaças de retaliação e crescente preocupação da comunidade internacional com o risco de uma ampliação do confronto. Especialistas alertam que uma escalada envolvendo diretamente Estados Unidos, Irã e aliados regionais pode provocar impactos globais, afetando mercados, rotas comerciais e a segurança internacional.

Até o momento, autoridades americanas mantêm o discurso de que continuarão respondendo a qualquer ameaça contra seus interesses e aliados, enquanto o governo iraniano insiste que está preparado para ampliar sua reação caso novos ataques sejam realizados contra seu território. O cenário permanece volátil, com a diplomacia enfrentando dificuldades para conter o avanço das hostilidades.

Irã afirma que “vários” militares americanos morreram no Kuwait e no Bahrein, porém não se sabe o número.

Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. Bombardeio ocorre após naufrágio do acordo de cessar-fogo, em momento no qual Washington e Teerã vivem escalada militar.


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Irã pede explicações ao Brasil por apoio a Trump

A chancelaria do Irã pediu explicações à diplomacia brasileira, no domingo, sobre o posicionamento do Brasil frente aos acontecimentos, no Iraque, que culminaram na morte do general Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã. Soleimani foi atingido por um míssil americano.

Como o embaixador do Brasil naquele país, Rodrigo Azeredo, está de férias, a encarregada de negócios da embaixada, Maria Cristina Lopes, representou o governo brasileiro. A reunião foi confirmada pelo Itamaraty ao GLOBO, mas o teor da conversa não foi revelado.

“A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática”, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Na sexta (3), o Itamaraty divulgou uma nota respaldando o assassinato do general iraniano pelos Estados Unidos. “Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, diz um trecho do comunicado.

 

 

*Com informações do A Postagem

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Lava Jato manipulou impeachment de Dilma e eleição em 2018, diz Aloysio Nunes

Alvo de delação da OAS, ex-senador tucano diz que o STF deveria tomar providências contra os abusos da força-tarefa.

Alvo da delação de Léo Pinheiro (OAS), Aloysio Nunes (PSDB) agora admite que a operação Lava Jato manipulou o impeachment de Dilma Rousseff e a eleição presidencial de 2018.

Segundo Aloysio, a Lava Jato “vendeu peixe podre” para o Supremo Tribunal Federal quando vazou grampo ilegal (e isolado) de conversa entre Dilma e Lula, para forçar a opinião pública a pressionar para que o petista não assumisse a Casa Civil. Como consequência, o ministro Gilmar Mendes ratificou uma ação movida nesse sentido.

Nunes lembrou desse episódio para tentar amenizar a crítica ao PSDB, que sempre explorou os vazamentos da Lava Jato contra o governo do PT, e fomentou o impeachment de Dilma desde a derrota de Aécio Neves na eleição presidencial de 2014.

“Não só o PSDB [embarcou na Lava Jato sem senso crítico]. O Supremo Tribunal Federal acabou por barrar a posse do Lula com base em uma divulgação parcial de diálogo, feita por eles, Moro e seus subordinados, do Ministério Público. Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave”, comentou.

De acordo com o ex-senador tucano, se Lula tomasse posse na Casa Civil, provavelmente Dilma não teria sido derrubada do poder. “Lula, que dizem que foi um governo socialista, governou com a direita. Teria rapidamente condições de segurar a base política. (…) Foi exatamente por isso que eles [Lava Jato] procuraram barrar, como conseguiram, a posse de Lula.”

Aloysio disse também que o vazamento do grampo “evidentemente” foi uma “manipulação política do impeachment”. Além disso, a “divulgação da delação de [Antonio] Palocci nas vésperas da eleição presidencial” também foi “manipulação política da eleição presidencial. Isso feito de caso pensado, como os diálogos revelaram.”

Nunes, que afirmava no passado que ninguém poderia barrar a Lava Jato, agora se diz “profundamente chocado” com as ilegalidades reveladas pela imprensa e pela Vaza Jato, e afirma que o “Supremo tinha que tomar providências, uma vez que o Conselho Nacional de Justiça não sei se tomará.”

O ex-senador chefiava a Investe SP (agência de fomento de São Paulo) no governo João Doria (PSDB), mas abandonou o cargo em fevereiro de 2019, quando passou a ser alvo oficial da Lava Jato. Quando Dilma caiu, ele se beneficiou com a nomeação para ministro das Relações Exteriores do governo Temer.

A Vaza Jato revelou trechos da delação da OAS, discutidas em grupos de Telegram pelos procuradores de Curitiba, que apontam que “Aloysio teria pedido propina a campanhas do PSDB em troca da liberação de recursos de obras em São Paulo.” Ele nega as acusações.

 

 

*Com informações do GGN