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Mundo

Altman aponta confluência entre nazismo e sionismo após gesto de Musk

Jornalista judeu criticou o silêncio das entidades judaicas após o gesto nazista do bilionário.

Breno Altman usou as redes sociais nesta terça-feira (21) para criticar o silêncio generalizado de entidades judaicas, que se recusaram a condenar de maneira enfática o gesto nazista feito pelo bilionário de extrema-direita Elon Musk durante um evento realizado após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, ao discursar, Musk bateu com a mão direita sobre o coração, com os dedos bem abertos, depois estendeu o braço direito para fora, enfaticamente, em um ângulo ascendente, com a palma para baixo e os dedos juntos. Em seguida, ele se virou e fez o mesmo gesto com a mão para a multidão atrás dele. Musk foi acusado de promover o nazismo, mas algumas entidades judaicas, como a Liga Anti-Difamação, discordou. Ele rejeitou as críticas ao gesto com a mão como um ataque “desgastado”.

Segundo Altman, o silêncio das entidades sionistas evidencia o que ele chama de “confluências” com a ideologia nazista. Para ele, judaísmo e nazismo não são necessariamente opostos, mas compartilham, na sua visão, o objetivo de estabelecer um Estado baseado em princípios racistas.

“O silêncio de entidades sionistas acerca da saudação hitleriana de Elon Musk simboliza confluência entre nazismo e sionismo. Essas doutrinas nunca foram efetivamente contrapostas. Sionismo não é sobre enfrentar nazismo ou antissemitismo, mas sobre criar um Estado racista judaico”, escreveu Altman na plataforma X.

Disse Altman:

“O silêncio de entidades sionistas acerca da saudação hitleriana de Elon Musk simboliza confluência entre nazismo e sionismo. Essas doutrinas nunca foram efetivamente contrapostas. Sionismo não é sobre enfrentar nazismo ou antissemitismo, mas sobre criar um Estado racista judaico.”

Após tomar posse, Trump assinou um decreto para criar um grupo consultivo chamado Departamento de Eficiência Governamental com o objetivo de realizar cortes drásticos no governo dos EUA, atraindo ações judiciais imediatas que contestam suas operações.

O grupo — apelidado de “DOGE” — está sendo dirigido por Elon Musk e tem metas grandiosas de eliminar agências federais inteiras e cortar três quartos dos empregos do governo federal.

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Política

Lula: ‘se não enfrentarmos mentiras, a democracia pode cair em nome do fascismo e do nazismo’

Presidente afirmou que as democracias estão enfrentando graves riscos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (16) que não se deve temer o enfrentamento às mentiras e aos golpistas, ao alertar para os riscos que as democracias sofrem ao redor do mundo.

Em cerimônia de sanção da regulamentação da reforma tributária, no Palácio do Planalto, Lula afirmou: “temos que fazer a disputa pela democracia, sistema que está correndo risco no mundo todo”.

Ele também critcou as “pessoas travestidas de políticos” e alertou que, caso o enfrentamento seja abandonado, há o risco de democracias serem derrubadas em nome do “fascismo e do nazismo”.

As declarações surgem após a Receita Federal recuar e revogar normas que ampliariam a fiscalização sobre a plataforma Pix de pagamentos. A decisão se deu em meio à divulgação de notícias falsas envolvendo a suposta cobrança de impostos sobre o Pix e o desgaste do governo em razão das mentiras.

Nós não devemos ter medo de enfrentar as mentiras. Não podemos ter medo de enfrentar quem tentou dar um golpe nesse país. E temos que fazer a disputa pela democracia, sistema que está correndo risco no mundo todo. (Lula)

Entraram em vigor, em 1º de janeiro de 2025, normas, posteriormente anuladas, da Receita Federal que ampliavam a fiscalização sobre o uso da plataforma Pix de pagamentos.

De acordo com as regras, publicadas pelo governo federal em setembro de 2024, bancos e outras instituições financeiras passariam a informar ao Fisco dados básicos referentes a algumas movimentações financeiras, definidas em níveis mais elevados de renda para pessoas físicas e jurídicas. O Ministério da Fazenda previu uma queda no volume de informações enviadas à Receita Federal devido ao alívio concedido aos clientes de menor renda dos bancos tradicionais.

No entanto, o governo federal foi acusado de supostamente aumentar os impostos sobre a classe média, em meio à disseminação de notícias falsas pela extrema-direita sobre uma suposta tributação do Pix.

 

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Política

Arquivos revelam novas informações sobre conexões estreitas do Credit Suisse com nazistas

Banqueiros suíços frequentemente negligenciaram o roubo de ativos judaicos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O banco suíço Credit Suisse ocultou de forma deliberada laços mais profundos com os nazistas do que se acreditava anteriormente, suprimindo informações sobre contas bancárias ligadas ao regime nazista e dificultando o progresso de investigações. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal neste sábado (4).

Duas comissões independentes, realizadas na década de 1990, concluíram que banqueiros suíços frequentemente negligenciaram o roubo de ativos judaicos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e frustraram tentativas posteriores das vítimas da perseguição nazista e de seus parentes para recuperar seu dinheiro. Após as investigações nos anos 1990, o Credit Suisse e o UBS concordaram em pagar US$ 1,25 bilhão em compensação a sobreviventes do Holocausto e seus descendentes.

Em 2021, o ombudsman independente Neil Barofsky deu início a uma nova investigação sobre os vínculos do Credit Suisse com os nazistas. No entanto, foi afastado pela instituição sob a justificativa de que teria ultrapassado os limites impostos pela gestão do banco para o escopo da apuração. Posteriormente, Barofsky foi reintegrado e retomou seu trabalho, o que levou à descoberta inicial de documentos relacionados a dezenas de indivíduos e entidades vinculados às atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial.

A investigação revelou que o Credit Suisse ocultou deliberadamente seu envolvimento, deixando de compartilhar informações completas sobre o que sabia, segundo o jornal. O inquérito mais recente ainda está em andamento, com os participantes estudando e digitalizando milhares de caixas contendo documentos dos arquivos do banco.

*Sputnik

 

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Assassino de Aracruz usava símbolo nazista no braço e é filho de PM que postou foto de Hitler

Adolescente invadiu duas escolas e assassinou três pessoas, além de ter deixado outras onze feridas.

O adolescente que invadiu armado duas escolas de Aracruz (ES) e que assassinou três pessoas, além de ter deixado outras onze feridas, nesta sexta-feira (25), promoveu o ataque utilizando um símbolo nazista em seu uniforme. Segundo a Rádio CBN Vitória, o atirador usava uma braçadeira de suástica no braço. Já imagens que circulam nas redes sociais dão conta de que a braçadeira seria de uma runa odal, também considerada um símbolo nazista.

O governador do estado, Renato Casagrande (PSB), confirmou nesta sexta (25) à tarde que o adolescente foi preso. Além de se manifestar sobre a prisão nas redes sociais, Casagrande anunciou luto oficial de três dias “em sinal de pesar pelas perdas irreparáveis”.

Pai PM e foto de Hitler

O pai do adolescente que promoveu o ataque às escolas é Policial Militar no Espírito Santo e, em sua conta no Instagram, exibe postagem do livro mais conhecido do nazista Adolf Hitler, “Minha Luta” (em alemão, Mein Kampf), acompanhado da mensagem “Ler é uma das chaves para expansão da consciência”.

Ataques

Em entrevista à Rádio CBN, o prefeito de Aracruz, Luiz Carlos Coutinho, disse que há outros professores em estado grave. De acordo com ele, no momento do ataque ao Colégio Estadual Primo Bitti os alunos estavam em seu horário de recreio. Então o atirador entrou na sala dos professores e efetuou os disparos.

Após sair da escola pública, o atirador se dirigiu a um colégio particular da cidade, acompanhado de outra pessoa, que teria lhe dado cobertura. Lá, fez novos disparos, onde tirou a vida de uma aluna de aproximadamente 12 anos. De acordo com Coutinho, além dela, um outro aluno quebrou o pé ao fugir do atentado e foi submetido a tratamento médico.

Dois suspeitos

A Polícia trabalha com dois suspeitos. Um, que já está preso, adentrou nas escolas e fez os disparos. Já o outro, do lado de fora, teria dado retaguarda ao atirador.

Após sair da escola pública, o atirador se dirigiu a um colégio particular da cidade, acompanhado de outra pessoa, que teria lhe dado cobertura. Lá, fez novos disparos, onde tirou a vida de uma aluna de aproximadamente 12 anos. De acordo com Coutinho, além dela, um outro aluno quebrou o pé ao fugir do atentado e foi submetido a tratamento médico.

*Com Forum

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Opinião

Prestar solidariedade a Vera Magalhães envolve visitar um passado recente

Vera Magalhães virou alvo da violência bolsonarista. Não são lobos solitários que investem contra o corpo e a dignidade da jornalista. São agentes bem orientados por um tipo de lógica de morte que há mais de quatro anos controla esse país em todos os níveis.

O bolsonarismo precisa da violência de gênero como um vampiro precisa de sangue. Esse é um dos pilares que estruturam a sociedade que bolsonaristas querem erguer.

Bolsonaro tem, mais do que um plano de governo, um projeto de sociedade.

Nessa sociedade bolsonarista, homens andam armados, mulheres se curvam. Homens mandam, mulheres obedecem.

Nesse projeto de sociedade, florestas viram pó, corrupção tá liberada (chamam rachadinha que é para não assustar), pessoas negras não apitam muito, LGBTQs podem morrer porque não fazem falta.

Vera Magalhães foi escolhida por essa turma covarde para virar, literal e simbolicamente, o rosto do inimigo.

A experiente jornalista foi, durante os 13 anos de administrações petistas, oposição bastante eloquente. E, ainda assim, seguiu podendo falar abertamente o que pensava de Lula, de Dilma e do PT sem ser agredida.

Também dizia o que achava de Sergio Moro, tão veementemente adorado que chegou a ser chamado por ela de enxadrista.

A Lava Jato nunca teve um olhar mais atento por parte dela, que deixou de ver o enviesamento escancarado da operação.

Não precisaríamos da Vaza Jato para notar que alguma coisa errada estava se passando. Não precisaríamos da Vaza Jato para perceber quem era Sergio Moro. Bastava recorrer ao episódio do Banestado, aliás.

Enquanto Dilma foi alvo da fúria covarde da extrema-direita, Vera calou. Quando Cora Ronai e Miriam Leitão ridicularizaram a roupa e o andar de Dilma na posse, Vera calou.

Quando a caravana de Lula foi recebia a pauladas no sul do Brasil, Vera disse que pedradas faziam parte da política.

Quando Lula foi ao velório de dona Marisa, Vera debochou e sugeriu que casássemos com alguém que não fosse fazer comício em seu velório.

Quando Manuela D’Avila foi 62 vezes interrompida no Roda Viva, Vera disse que era do jogo e que estava acostumada a atuar em ambientes cheios de homens, indicando que Manuela fazia drama ao reclamar da impossibilidade de concluir um pensamento sequer.

Quando Boulos foi contratado como colunista da Folha, Vera democraticamente sugeriu que ele fosse desligado dado que, segundo ela, Boulos estava associado ao banditismo.

Prestar solidariedade a Vera envolve resgatar como viemos parar aqui. Visitar o passado não é nossa maior qualidade e, justamente por evitarmos a viagem, repetimos e aprofundamos os erros.

Mas só podemos crescer e melhorar se olharmos para o que fizemos e entender como e por que erramos. Isso vale para nossas vidas pessoais e vale para nossa história enquanto sociedade e nação.

Como, afinal, viemos parar nesse lugar de tanta dor e violências?

Viemos parar aqui quando naturalizamos a candidatura de um homem como Jair Bolsonaro e, para não eleger mais o PT, fingimos que ele era parte aceitável da política.

Viemos dar aqui quando, em 2018, entrevistamos Jair Bolsonaro como se ele fosse um candidato absolutamente normal, apenas mais um na disputa.

Viemos parar aqui quando deixamos de nomear a proximidade de Bolsonaro com horrores como o fascismo, o nazismo e o racismo.

Viemos dar aqui quando elevamos Paulo Guedes à categoria de alguém inteligente e preparado.

Viemos dar aqui quando resolvemos dizer que havia uma certa “ala moderada” entre os militares.

Viemos parar aqui quando apoiamos o Impeachment absurdo de uma presidente legitimamente eleita.

Quando elevamos os chiliques de Aécio Neves ao lugar do aceitável.

Quando buscamos de todas as formas legitimar o afastamento de Dilma e fingimos não estar vendo o machismo e a misoginia nos ataques que ela sofria. Vera Magalhães não poderia estar passando pelo que está passando.

Sua ideologia, suas simpatias políticas e seus afetos não justificam agressões, ataques, abusos, assédios. Apenas um país que já não mais opera democraticamente tolera esse tipo de violência.

Prestar solidariedade a Vera Magalhães exige que refaçamos o caminho até aqui para que ele nunca mais se repita, e para que nenhuma outra mulher tenha que passar pelo que ela está passando.

Que Lula seja eleito para que Vera possa, outra vez, fazer oposição sem ser destruída em sua dignidade e no seu direito de opinar.

*Milly Lacombe/Uol

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Uncategorized

Kim Kataguiri, do MBL, é das piores pessoas que já surgiram neste país

Dizer que Kim Kataguiri defendeu a legalização do nazismo, mas não suas práticas, já é um nonsense total. Mas esquecer que o MBL nasceu como um movimento abertamente racista, é imperdoável.

Como Fernando Holiday e Kim Kataguiri, as duas figuras mais destacadas desses fascistas ficaram conhecidos e passaram a ser admirados por uma parcela francamente fascista da sociedade?

Quando atacavam pesadamente o movimento negro, quando não só combatiam as cotas ou qualquer política de reparação, mas ridicularizavam os negros de forma absolutamente escancarada.

Esse recrudescimento autoritário de Bolsonaro sobre o qual a sociedade não tem controle, teve no MBL um dos pilares mais sólidos para chegarmos aonde chegamos.

Sergio Camargo, a quem Bolsonaro usa para vomitar seu racismo, nada mais é que uma imitação de Fernando Holiday que, no MBL, sempre cumpriu esse papel de Kim Kataguiri.

Kim, já como deputado, se fartou de negar os horrores da escravidão em um país de cinco séculos em que quatro deles teve escravidão.

A justificativa era a de sempre, combater as cotas raciais e nesse discurso estava embutido todo ódio e ressentimento contra os negros.

Kim, do MBL, é das piores pessoas que já surgiram neste país. Ele é daquele tipo de cínico que prega ódio dissimulado.

Não é sem motivos que o MBL foi um braço do golpe contra Dilma e abraçou a campanha de Moro por ter condenado Lula sem provas de crime.

O discurso do MBL de Kim contra os negros é o de que as cotas estimulam um comportamento mimado dos beneficiados. Isso sempre foi dito que sangue nos olhos por Fernando Holiday apoiado por Kim.

Agora, com medo de ser cassado e preso por defender a legalização do nazismo no Brasil, fala que sempre repudiou o racismo. Não cola.

Para piorar, Kim disse que defendeu a legalização do nazismo em defesa da “liberdade de expressão”, mas vai processar quem usar a liberdade de expressão para chamá-lo de nazista.

O fato é que a língua de Kim serviu como cama de gato contra ele, confessando sua defesa pela legalização do discurso nazista através da legalização de um partido nazista.

Já chega de aturar gente que faz discurso nazifascista dizendo que pensa o oposto, como é prática comum de Bolsonaro, o responsável pela morte de 640 mil brasileiros por covid, atacando as vacinas em nome da defesa da vida dos brasileiros, repetindo o mesmo discurso contra as crianças.

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Política

Kim Kataguiri será cassado

O ex-bolsonarista, hoje, morista, Kim Kataguiri, já subiu no cadafalso.

A própria direita, de olho em seus votos, está mais interessada em cassar o sujeito.

O PP do Arthur Lira já colocou a fila para andar na câmara porque em 2018 kataguiri teve 464 mil votos e os bolsonaristas estão de olho nesses votos.

A articulação nos bastidores pra sua cassação já colocou Katuguiri no telhado e tirou a escada.

O PT e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) defenderam nesta quarta-feira que o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) tenha o mandato cassado após afirmar que o nazismo não deveria ter sido criminalizado na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Bolsonaristas pediram que o parlamentar, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), renuncie. A declaração dele foi dada durante participação no Flow Podcast exibida na última segunda.

De acordo com Renan Calheiros, Kataguiri desrespeitou vítimas do Holocausto, extermínio em massa de milhões de judeus em câmaras de gás realizado pelos nazistas, sob a liderança de Adolf Hitler. Nessa esteira, afirmou que o caso deve ser apurado pelas autoridades e que a apologia ao nazismo não é protegida pelas liberdades de opinião ou de expressão.

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Política

Quando Eduardo Bolsonaro quer criminalizar nazismo e comunismo, ele quer relativizar o nazismo

Esse tal projeto de Eduardo Bolsonaro que diz criminalizar quem defende o nazismo e o comunismo, tem um forte cheiro de enxofre.

Na verdade, isso é um método prático de tratar o nazismo sem o seu teor totalitário, sem trazer à baila quais foram as práticas que levaram Hitler ao poder, porque, na realidade, foi dessa forma, vendendo intolerância, racismo, homofobia, xenofobia e tantas outras pragas, que o nazismo e o antissemitismo tiveram ascensão na Alemanha.

Isso foi rememorado pela campanha de Bolsonaro em 2018 e seguiu, no governo, construindo essa narrativa adaptada para o Brasil.

Um exemplo claro disso é a tentativa de reduzir os horrores de quatro séculos de escravidão que viveu um país que tem pouco mais de cinco séculos de existência, quando o governo Bolsonaro declara oficialmente, através de um de seus membros indicado pelo próprio presidente para assumir a Fundação Palmares e difundir as suas ideias, Sergio Camargo que disse que a escravidão foi boa para os negros no Brasil. Alguém ouviu de Bolsonaro ou do clã alguma declaração repudiando a fala de Camargo?

A intenção é suprimir qualquer objetivo que coloque a escravidão dos negros no Brasil na pauta do debate nacional.

Também por isso, essa usina de produção de factoides, como a de Eduardo Bolsonaro equiparando o nazismo e o comunismo, tem o mesmo objetivo de minimizar o mal produzido pelos nazistas e, de certa forma, admitindo ou ao menos baixando a temperatura das críticas que o nazismo sofre mundo afora.

Salvo as diferenças entre o nazismo na Alemanha e a escravidão dos negros no Brasil, a razão teórica que embasa essa besteira dita por Eduardo Bolsonaro, sublinhada por Rodrigo Constantino, tem como objetivo resultar no avanço da intolerância ou pelo menos limitar o debate sobre direitos humanos, democracia e a participação da sociedade nos debates políticos.

Isso não é por acaso, saiu do já famoso laboratório da janela aberta que a extrema direita está usando no mundo para construir novas porções de nazifascistas necessárias para legalizar o nazismo, como quer Monark, Kim Kataguiri e tantos outros do MBL que hoje apoiam Moro, principal responsável pela chegada de um fascista na Presidência da República.

Foi nessa fogueira planejada que Eduardo botou mais carvão e, por isso, o aferrado bolsonarista Adrilles Jorge fez aquela cena bizarra reproduzindo o gesto nazista. Usando a mesma esponja, poucos dias atrás, Monark comparou homofobia a beber refrigerante e questionou se opinião racista é crime.

O mesmo pode-se dizer da teria de Constantino quando minimiza a libertação dos judeus do campo de concentração pelos soviéticos, desclassificando assim o feito para, na verdade, naturalizar as atrocidades sofridas pelos judeus.

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MBL, que apoiou Bolsonaro e hoje está coligado com Moro, também defende a legalização do nazismo no Brasil

Como bem escreveu Glauber Braga: “Há coincidências na atividade política? Acho que não, mas se existem são poucas. É coincidência que o MBL apoie Moro? Não, é “afinidade”.

Certa vez, um amigo me disse: “um neoliberal é um fascista de férias.” Discordo, essa turma nunca tira férias.”

Nisso é melhor não mexer, pois o que vai exalar não é coisa boa.

Depois de ver seus patrocinadores cortarem o patrocínio por defender a legalização do nazismo no Brasil, Monark, que faz um programa lixo bolsonarista chamado Flow Podcast, sentiu que a barra pesou e o tempo fechou pro lado dele.

“Discordamos e repudiamos veementemente as declarações e ideias expressas durante o último Flow Podcast, transmitido nesta segunda-feira (7)”, declarou a Puma Brasil”.

O sujeito tentou consertar o estrago gravando um vídeo em que disse que estava fazendo o programa bêbado. O resultado é que triplicaram os xingamentos contra ele.

Kim Kataguiri, que fazia parte do programa e fez coro com Monark, também foi espinafrado. Para piorar, o ex-bolsonarista, hoje, morista, MBL passou a defender Kim e entornou ainda mais o caldo.

Aliás, foi para Kim Kataguiri que Moro mostrou a nota fria que o TCU anda dizendo que é picaretagem.

Os Estúdios Flow demitiram o apresentador Monark, do Flow Podcast, que gerou polêmica ao defender leis para a permissão de organizações nazistas em partido políticos.

De acordo com os estúdios, a decisão foi tomada conforme “determinam todos os preceitos de boa prática, nossa visão e missão, as quais os Estúdios Flow compactua e segue, lamentando profundamente o episódio ocorrido”.

A tradução literal disso é: quanto mais mexe na merda, mais ela fede.

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Política

Há uma onda neonazista no Brasil? É o que dizem os números e especialistas no tema

Na esteira da ascensão de Bolsonaro, dados mostram aumento de grupos com ideais inspirados no nazismo.

A ascensão da extrema direita e a vitória do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 estão diretamente ligadas aos dados que apontam o avanço do neonazismo no Brasil. É o que apontam números e especialistas consultados pelo Brasil de Fato.

O aumento de grupos extremistas, o crescimento de crimes de apologia ao nazismo e a intensa disseminação de conteúdos com teor neonazista na internet foi identificada em pesquisas publicadas nos últimos meses.

O interesse da academia e de veículos de imprensa sobre o tema reflete uma preocupação cada vez maior expressa por pesquisadores, organizações e movimentos ligados à questão judaica e organizações populares.

“É uma coisa que nosso campo acompanha e que, de alguma maneira, ocorre de forma cada vez mais aberta e pública. É um crescimento absolutamente considerável e perigoso”, afirma Douglas Belchior, da Coalizão Negra por Direitos.

O nazismo prega a destruição de todos os povos e indivíduos que possam contaminar a presumida pureza da raça ariana. Essa ideologia foi posta em prática por Adolf Hitler nas décadas de 1930 e 1940, como política de Estado, na Alemanha e nos países invadidos pelo ditador.

De 1941 a 1945, seis milhões de judeus foram executados nos campos de extermínio nazistas. O genocídio do povo judeu ficou conhecido como Holocausto e é reconhecido como um dos episódios mais traumáticos da história da humanidade. Entre as vítimas dos nazistas, estiveram judeus, negros, gays, pessoas com deficiência física ou mental, ciganos, comunistas e testemunhas de Jeová.

O que dizem os números?

O Brasil de Fato reuniu três estatísticas importantes divulgadas nos últimos meses que se relacionam à existência de uma “onda neonazista” no país. Entenda o que cada um deles aponta:

1) Mapeamento identifica 530 núcleos neonazistas

Nos últimos meses, diversos trabalhos quantificaram a ocorrência de manifestações neonazistas. Uma das pesquisas de maior destaque é da antropóloga Adriana Dias, que investiga o tema desde 2002.

Em levantamento divulgado pelo Fantástico em janeiro deste ano, ela mostrou que existem pelo menos 530 núcleos extremistas de teor neonazista no Brasil, um universo que pode chegar a 10 mil pessoas.

O número representa um crescimento de 270,6% de janeiro de 2019 a maio de 2021. Dias apontou ainda que os núcleos nazistas se concentravam na região Sul do Brasil, mas se espalharam para as cinco regiões do país.

2) Crimes de apologia crescem, segundo levantamento

Um levantamento do jornal O Globo publicado em maio do ano passado mostrou que as denúncias apuradas pela Polícia Federal para crimes de apologia ao nazismo também explodiram. Até pouco tempo atrás, eram raros os inquéritos, entre 4 e 20 a cada ano.

A virada se deu em 2019, quando foram abertas 69 investigações de apologia do nazismo. A situação piorou em 2020, quando os policiais federais investigaram 110 casos — um novo inquérito a cada três dias, em média.

Levando em conta as 36 ocorrências investigadas pela PF nos cinco primeiros meses de 2021, é possível esperar que o ano passado tenha mantido a tendência de alta dos dois anteriores.

3) Brasil é sétimo lugar em ranking sobre nazismo na internet

A SaferNet Brasil, organização não-governamental que atua mapeando denúncias anônimas de crimes e violações contra os direitos humanos na internet, localizou 2.516 páginas (hospedadas em 666 domínios) no Brasil em 2020. O país está na sétima colocação global do ranking publicado pela ONG.

‘Sinal de alerta’, aponta autora de livro

Na visão da advogada Milena Gordon Baker, autora do livro Criminalização da Negação do Holocausto no Direito Penal Brasileiro, todos esses indicativos de aumento das ideias nazistas no Brasil deveriam acender um sinal de alerta:

“Os estudos do genocídio mostram que existe uma pirâmide do ódio. Tudo começa de maneira sutil e vai piorando pouco a pouco. Primeiro, na base da pirâmide, constrói-se uma imagem estereotipada de determinado grupo oprimido. Depois começam o preconceito generalizado, a discriminação, o discurso de ódio.”

“Em seguida, vem a supressão de direitos. Mais tarde, surgem os ataques físicos. Por fim, já no topo da pirâmide, assentado sobre todos os estágios anteriores, vem o genocídio. Normalmente passa-se de uma etapa para a outra sem que se perceba. É por isso que não podemos baixar a guarda”, afirma Baker.

Período coincide com ascensão de Bolsonaro

O período do crescimento das ocorrências nos estudos coincide com o período da gestão Bolsonaro no governo federal. O diretor-acadêmico do Instituto Brasil-Israel, Michel Gherman, é contundente ao afirmar, em seu canal no Youtube, que “Bolsonaro é nazista”.

Segundo ele, a falsa tese adotada por bolsonaristas de que o nazismo seria ideologicamente de esquerda mascaram o teor nazista do presidente.

“A perspectiva de o nazismo ser de esquerda é uma das referências importantes do negacionismo histórico, que coloca o nazismo a partir de lentes exclusivamente ideológicas, e não historiográficas”, sustenta.

“Bolsonaro se afirma como um amigo dos judeus. Isso tem duas dimensões. A primeira dimensão é que isso, mais uma vez, tal qual o nazismo ser de esquerda, afasta possíveis afirmações de que ele é nazista. Afinal de contas, como é que o nazista pode ser amigo dos judeus? Como é que o nazista pode ter bandeira de Israel? Como é que o nazista pode dizer que se aproxima do estado de Israel?”, questiona Gherman.

Nesse sentido, o acadêmico defende que bandeiras de Israel e símbolos sionistas são usados como cortina de fumaça para esconder a ideologia nazista do presidente: “[Servem] Para passar o pano no nazismo, para limpar a sua imagem”.

Bolsonarismo e nazismo: via de mão dupla

Na visão de Odilon Caldeira Neto, professor de História Contemporânea da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a associação entre o nazismo e a figura do presidente pode ser estabelecida, mas é complexa.

O pesquisador, que é um dos coordenadores do Observatório da Extrema Direita no Brasil, aponta que é preciso entender o que diferencia o “bolsonarismo” do próprio Bolsonaro.

“É bom sempre separar o governo Bolsonaro, essa instância mais institucional de representação, um governo como tal, do que é o bolsonarismo (…). O bolsonarismo é um fenômeno que transcende ao governo em si. Ele não é tutelado pelo governo”, diz.

Caldeira Neto afirma, contudo, que o governo federal, em diversas oportunidades, sinalizou aos apoiadores mais radicalizados, ligados inclusive ao pensamento neonazista: “A presença de símbolos fascistas ou nazistas não é apenas fruto exclusivamente da associação de indivíduos e militantes neonazistas ao bolsonarismo. Muitas vezes, esse é um esforço do próprio governo”.

“A utilização de slogans, de figuras de linguagem, de simbologias nazistas ou fascistas, é também parte do esforço de se compreender como parte de uma história de uma trajetória da extrema direita brasileira e internacional”, defende.

No ano passado, o Brasil de Fato mostrou cinco momentos em que membros do governo e bolsonaristas adotaram símbolos do movimento fundado por Adolf Hitler, responsável pelo assassinato de seis milhões de judeus.

“É uma via de mão dupla: de um lado, são os movimentos e lideranças do neonazismo tentando imprimir a sua faceta no bolsonarismo e no governo Bolsonaro; de outro lado, é o governo buscando radicalizar as suas bases por meio da chave, dos lemas e das imagens do imaginário fascista e nazista na atualidade”, explica Caldeira Neto.

Encontro com representantes da direita neonazista alemã

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