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Após copiar defesa do Pix e do Bolsa Família, Flávio Bolsonaro rouba até slogan de Lula: “A esperança vai vencer o medo”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a copiar as bandeiras de Lula e do PT em evento neste sábado (20), em Guarulhos, na Grande São Paulo. Durante o lançamento da pré-candidatura de André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo, o pré-candidato à Presidência disse que aceitou a disputa porque a “missão foi dada” por Jair Bolsonaro e encerrou o discurso usando uma frase-símbolo do atual presidente: “a esperança vai vencer o medo este ano”.

A fala repetiu o mote consagrado por Lula em 2002 e retomado pelo PT em diferentes momentos da disputa contra o bolsonarismo. No mesmo discurso, Flávio prometeu ser “radical” para cumprir o que chamou de “pacto contra a fome”, outra bandeira diretamente ligada à trajetória política de Lula, que lançou o Fome Zero no primeiro ano de governo e transformou o combate à insegurança alimentar em marca de sua chegada ao Planalto.

A guinada não apareceu isolada. Na segunda-feira (15), em evento da revista Veja, Flávio já havia defendido o Bolsa Família, principal programa social criado nos governos petistas. O senador afirmou que o benefício virou “direito adquirido” do povo brasileiro e que “ninguém tem o direito de tocar ou acabar” com o programa. Também propôs ampliar o período de proteção para beneficiários que consigam emprego formal ou abram uma empresa.

A tentativa de se aproximar da agenda social de Lula contrasta com o histórico do governo Jair Bolsonaro, que extinguiu o Bolsa Família em 2021 e o substituiu pelo Auxílio Brasil. O programa voltou a se chamar Bolsa Família no terceiro governo Lula, em 2023, com valor mínimo de R$ 600 e adicionais para crianças, gestantes e adolescentes.

Flávio também passou a defender outras pautas caras ao governo Lula, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta foi uma promessa de campanha de Lula e virou uma das vitrines econômicas do Planalto. Em entrevistas recentes, o senador ainda disse rejeitar nova reforma da Previdência e prometeu manter a valorização do salário mínimo, outro eixo tradicional da política social petista.

O movimento revela uma mudança de cálculo na pré-campanha bolsonarista. Depois de apostar em uma plataforma de segurança pública com encarceramento em massa, endurecimento penal, castração química de estupradores e combate ao PCC e ao Comando Vermelho, Flávio tenta ocupar também o terreno da proteção social. O problema é que, nesse campo, suas novas promessas soam como tentativa de se apropriar justamente das bandeiras que o bolsonarismo combateu, desmontou ou tentou rebatizar quando esteve no poder.


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Governo Lula registra Pix como propriedade intelectual em meio a disputa com os EUA

Sistema de pagamentos brasileiro ganha status de marca de alto renome

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou na quarta-feira (10) que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu ao Pix o status de marca de alto renome, com associação formal ao Banco Central. A classificação representa um nível elevado de proteção jurídica no país e impede o uso indevido da marca em qualquer segmento, mesmo fora do setor financeiro.

Segundo o ministro, trata-se de um reconhecimento raro e com forte peso institucional. Marcas de alto renome são aquelas amplamente conhecidas pelo público e que acumulam, ao longo do tempo, reputação, confiança e prestígio, garantindo proteção reforçada pela legislação brasileira de propriedade industrial.

Proteção ampliada e caráter institucional
Com o novo status, o Pix passa a ter salvaguardas mais amplas contra usos não autorizados, independentemente do ramo de atividade. De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, esta é a primeira vez que uma marca vinculada a um órgão governamental recebe essa classificação no país.

A formalização deve ser publicada na próxima semana. O anúncio foi feito durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado Conselhão, realizada no Ministério das Relações Exteriores.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou de um momento simbólico em que posou com uma bandeira estilizada em homenagem ao sistema de pagamentos, com a frase “O Pix é do Brasil” no centro de um círculo azul.

Contexto político e disputa narrativa
A decisão ocorre em um cenário em que o Pix tem sido alvo de disputas políticas e debates públicos mais intensos desde o fim de 2024. Naquele período, mudanças em regras de monitoramento de transações pela Receita Federal geraram reação da oposição, que chegou a afirmar, de forma incorreta, que haveria taxação do sistema.

As declarações contribuíram para desgaste político do governo, levando à revogação das medidas após forte repercussão negativa, impulsionada inclusive por conteúdos virais nas redes sociais.

Pressões externas e críticas internacionais
Além do ambiente doméstico, o Pix também passou a ser mencionado em discussões internacionais.

Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos publicou críticas ao sistema de pagamentos brasileiro em relatório sobre práticas econômicas.

Nesse contexto, o governo brasileiro tem reforçado o discurso de defesa do Pix como infraestrutura pública estratégica e símbolo de soberania digital, argumento que ganhou ainda mais espaço diante de tensões comerciais e políticas com os Estados Unidos.

A valorização do sistema de pagamentos também se insere na estratégia do governo de reforçar a imagem de políticas públicas digitais bem-sucedidas.

O Pix, lançado pelo Banco Central, consolidou-se rapidamente como o principal meio de transferência financeira instantânea no país, tornando-se um dos projetos mais populares da administração pública recente.

*ICL


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Por que os institutos de pesquisa sumiram depois dos escândalos que envolvem Flavio Bolsonaro e Vorcaro?

Até dias atrás, enquanto algumas pesquisas indicavam o crescimento de Flavio Bolsonaro na disputa presidencial, o Brasil tinha se transformado na República das pesquisas, todos os dias saia uma pesquisa, quando não duas ou até três.

Institutos contratados pelo setor corporativo para animar a tropa agora, sumiram, evaporaram, sem data para dar novamente as caras.

Eram institutos de todas as qualidades. O importante era influenciar a opinião pública para entregar o país mais uma vez ao clã mais corrupto do Brasil.

Bastou estourar os escândalos em torno do filme Dark Horse, em que estão envolvidos R$ 134 milhões, mais uma saraivada de questões envolvendo a produtora do filme, fazendo o escândalo de Flavio com Vorcaro ganhar proporções hecatômbicas, Eduardo e Flavio tiveram a infeliz ideia de pedir a Trump para pressionar o Brasil a entregar o Pix em nome dos interesses das bandeiras de cartões de crédito dos EUA e tarifar as empresas e produtos brasileiros que, lógico, atingem frontalmente parte da economia brasileira, mesmo com o governo conseguindo, mais uma vez, mitigar a tática de um império em ruínas para o qual Trump não consegue solução e, por isso, é um dos presidentes da atualidade com o maior índice de rejeição em seu próprio país.

O fato é que, tudo isso junto e misturado, acabou por produzir uma meleca antiBolsonaro que só piora a cada dia para o clã. Então, é de se estranhar que, de uma hora para outra, a banda parou de tocar e não tem hora para recomeçar.


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Entreguista: Eduardo Bolsonaro reforça “Tariflávio” ao sugerir negociar Pix com os EUA

Existe uma diferença fundamental entre ser ingênuo e ser útil ao adversário. Eduardo Bolsonaro, ao sugerir que o Brasil poderia negociar o Pix com Washington, citando o sistema de pagamentos Zelle norte-americano como exemplo, cruzou essa fronteira com desenvoltura. E, de lambuja, jogou mais lama na candidatura do próprio irmão, que anda atolado com o apelido de “Tariflávio”.

O timing foi péssimo. O governo Trump anunciou um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, e o documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) listou o Pix nominalmente como algo que a Casa Branca considera irrazoável. Uma semana após Flávio Bolsonaro visitar Trump buscando ajuda para a sua candidatura, os EUA colocaram o sistema de pagamentos brasileiro na mira, levando o senador a ser responsabilizado por isso nas redes. E a resposta de Eduardo foi sugerir que o inegociável é negociável, dada uma suposta similaridade entre os sistemas, se Lula não estiver no poder.

“Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix. Como por exemplo o Zelle. O Pix dos Estados Unidos é o Zelle. Então, dá para você ir para a mesa de negociação dos americanos com bons argumentos. Dá para sentar, dá para negociar. Eles têm interesses que se complementam, como terras raras”, disse em entrevista à TMC.

O Pix é uma das infraestruturas de transferência de dinheiro mais democráticas que o mundo já construiu. É o meio pelo qual um trabalhador informal recebe seu sustento, pelo qual a feirante recebe do cliente sem ter que pagar taxa de cartão, que o motorista de aplicativo ou o taxista recebem a corrida, que grandes empresas recebem pagamentos de forma imediata.

A Febraban, entidade que representa os maiores bancos do país (e que não é exatamente um bastião do lulismo), teve que vir a público em reação à decisão de Trump para dizer o óbvio: o Pix não é um produto comercial, é uma infraestrutura pública de pagamentos, aberta a bancos nacionais e estrangeiros, inclusive norte-americanos. DCM.


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