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Política

De Tarcísio de Freitas para Claudio Castro: ‘Eu sou você amanhã’

Tarcísio está para São Paulo como Cláudio Castro está para o Rio de Janeiro

Há uma tentativa permanente de apresentar Tarcísio de Freitas como um gestor técnico, moderado e distante dos excessos do bolsonarismo. Mas basta observar sua trajetória política e a forma como governa São Paulo para perceber que essa narrativa não resiste aos fatos. Tarcísio está para São Paulo assim como Cláudio Castro está para o Rio de Janeiro: ambos são produtos políticos de Jair Bolsonaro e governam sob a mesma lógica de subordinação ao projeto bolsonarista.

Os dois chegaram ao poder impulsionados pelo capital político do ex-presidente, construíram suas carreiras ancorados na mesma base eleitoral e compartilham prioridades semelhantes. Em vez de representar uma ruptura com o bolsonarismo, funcionam como suas principais vitrines administrativas nos dois estados mais relevantes do país.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro acumulou crises políticas, denúncias envolvendo aliados, dificuldades na segurança pública e uma gestão frequentemente marcada por investigações sobre contratos e pelo desgaste institucional. Ainda assim, manteve sua fidelidade ao núcleo bolsonarista, transformando o Palácio Guanabara em uma extensão do projeto político da extrema direita.

Em São Paulo, Tarcísio procura cultivar uma imagem mais sofisticada, mas suas decisões revelam a mesma orientação ideológica. O governador confronta políticas ambientais, flexibiliza mecanismos de proteção, adota um discurso de enfrentamento contra adversários políticos e frequentemente se alinha às pautas defendidas por Bolsonaro. Mesmo quando busca dialogar com setores do mercado ou do empresariado, evita romper com a base que o elegeu.

A principal diferença entre ambos está na embalagem, não no conteúdo. Castro tem um forma de governar mais explícita, enquanto Tarcísio investe na construção de uma aparência de moderação. Um prefere o confronto direto; o outro administra a própria imagem com maior cuidado. Mas, no momento das decisões políticas relevantes, ambos convergem para o mesmo campo.

Essa estratégia de distinguir Tarcísio do bolsonarismo interessa tanto aos seus apoiadores quanto a setores que desejam apresentá-lo como uma alternativa eleitoral mais palatável. Entretanto, separar o governador paulista de Bolsonaro exige ignorar sua origem política, suas alianças e a coerência de suas escolhas desde que assumiu o governo.

Em essência, Tarcísio e Cláudio Castro representam duas versões de um mesmo projeto: um bolsonarismo adaptado às características de cada estado, mas comprometido com os mesmos valores, os mesmos aliados e a mesma visão de poder. A diferença entre eles está menos na direção que seguem do que na forma como se apresentam ao eleitorado.

Ou seja, Tarcísio representa o efeito orloff de São Paulo em relação ao Rio de Janeiro, eu sou você amanhã.

Isso significa dizer que toda a bandalha que virou a política no Rio de Janeiro com crime organizado, milícia, misturados com a Alerj e governo Claudio Castro, já se repete em São Paulo com o escândalo do envolvimento dos coronéis que comandam a Segurança Pública de Tarcísio.


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Cotidiano

Ventos fortes espalham destruição no Sudeste, feridos em SP e mais de 400 mil sem luz no Rio

Ventania provoca destruição em São Paulo e deixa mais de 400 mil consumidores sem energia no Rio

A passagem de uma intensa frente fria, acompanhada por rajadas de vento de grande intensidade, provocou um rastro de destruição entre a quarta e a quinta-feira no Sudeste do país. Em São Paulo, a ventania deixou ao menos dez pessoas feridas após a queda de árvores, estruturas e objetos arrastados pelo vento. No Rio de Janeiro, a situação também foi crítica: mais de 400 mil consumidores permaneciam sem energia elétrica horas após o temporal, enquanto equipes das concessionárias trabalhavam para restabelecer o serviço.

Na capital paulista, a força dos ventos derrubou árvores sobre veículos e vias importantes, provocando congestionamentos, interrupções no trânsito e transtornos ao transporte público. A Defesa Civil emitiu alertas para a população evitar deslocamentos durante o pico da tempestade, diante do risco de novos acidentes. Os feridos sofreram, principalmente, lesões provocadas pela queda de galhos e estruturas metálicas.

Entenda por que ventou tanto no Rio nesta terça-feira | G1

No estado do Rio de Janeiro, os ventos também provocaram danos à rede elétrica. A interrupção no fornecimento de energia atingiu centenas de milhares de consumidores em diferentes municípios da Região Metropolitana e da capital, afetando residências, comércios e serviços públicos. Em diversos bairros, moradores relataram longas horas sem luz e dificuldades de comunicação.

Os impactos do mau tempo também atingiram a mobilidade urbana. Houve interrupções e atrasos em diferentes modais de transporte, além de quedas de árvores que bloquearam ruas e avenidas. As concessionárias de energia informaram que reforçaram suas equipes para acelerar os reparos, mas alertaram que a normalização completa poderia levar várias horas, em razão do grande número de ocorrências simultâneas.

Qual foi a velocidade do vento de quarta-feira, em São Paulo? | Exame

Meteorologistas explicam que o episódio foi provocado pela combinação entre uma massa de ar frio e um sistema de baixa pressão, capaz de gerar rajadas intensas e mudanças bruscas nas condições atmosféricas. A previsão indica que o tempo deve permanecer instável em parte do Sudeste, mantendo o risco de novos temporais localizados e ventos fortes nos próximos dias.

O episódio reforça a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes e provocado impactos crescentes sobre o fornecimento de energia, a mobilidade e a segurança da população nas grandes cidades brasileiras.

Ventos fortes causam cinco mortes em São Paulo e Rio de Janeiro | CNN Brasil

Aeroportos ainda registram cancelamentos após vendaval
O aeroporto de Congonhas tem três voos cancelados na manhã desta quinta-feira (30) por ajuste de malha aérea, segundo a concessionária Aena. Na quarta-feira (29), houve 32 chegadas e 22 partidas canceladas devido às condições meteorológicas.

“Toda a infraestrutura do Aeroporto de Congonhas está disponível para pousos e decolagens, além de todos os serviços para atendimento aos passageiros”, afirmou a concessionária.

A operação segue normal no Aeroporto de Guarulhos, de acordo com a Gru Airport. Ontem, dois voos tiveram de ser alternados.


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Política

Investigações do crime organizado chegam cada vez mais perto do pré-candidato do clã e podem fazê-lo desistir da disputa

Segundo Merval Pereira, O Globo, “Conexões pessoais” no Rio ameaçam candidatura de Flávio Bolsonaro. PL avalia substituição.

Em artigo publicado na edição deste domingo (12) de O Globo,  Merval Pereira, afirma que a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro pode ser inviabilizada antes mesmo de sua oficialização pelo PL, diante do avanço das investigações sobre o crime organizado no Rio de Janeiro. Confira trechos:

A escolha de Flavio pareceu um erro no início, mas consolidou-se quando ficou claro que uma maioria da direita estava sendo levada para o extremismo da famiglia, tornando-se refém do populismo radical que elevou Bolsonaro a líder antiesquerdista. A fraqueza intrínseca de Flavio, porém, revela-se insuperável, além de seu telhado de vidro. (…)

Tudo indica que ele pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Uma análise da gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio e interventor no governo do Estado do Rio de Janeiro, destaca que o estado há muito tempo está refém de um grupo político que vem se revezando no poder através do uso da máquina pública. Está sendo demonstrado agora que essa máquina era baseada na corrupção. (…)

Mais uma vez no Rio de Janeiro estamos diante de exemplo que vem de cima. Desde o pequeno desvio, até a corrupção em alto nível, tudo faz com que o Estado não produza bem-estar para a população. Ao contrário, quando, como agora, há um governo que planeja o futuro e varre a corrupção, há avanços. O senador Flavio Bolsonaro, indicam as investigações, está envolvido diretamente nesse esquema criminoso que dominava o governo do Estado do Rio, e por isso está tendo dificuldades para montar sua própria chapa no Estado. Os candidatos ao Senado foram todos inviabilizados pelas ações policiais. O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, candidato em potencial ao governo do Estado, é do mesmo grupo que está sendo investigado, e provavelmente não terá a oportunidade de assumir o governo interino. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nos próximos dias pela impossibilidade de realizar-se duas eleições no período de três meses, permanecendo o presidente do Tribunal de Justiça na interinidade até a eleição. (…)

*DCM


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Política

Vídeo: Flávio Bolsonaro e a máfia do Rio de Janeiro

Falar de Flavio Bolsonaro não é uma tarefa qualquer dada à  interminável lista de envolvimento dele com todo tipo de crime e de criminoso.

É em torno dos esquemas, montados por Flavio, que a milícia e tráfico se somam para alçar mais poder na política carioca e fluminense. Mas a coisa não para aí, e uma gama de todos tipos e gostos de contraventores que, via clã Bolsonaro, sobretudo Flavio, está junto e misturado dentro do esquema político comandado por Flavio, que levou o Rio de Janeiro ao cume do caos.

Agora, Flavio, pretende se tornar presidente da República e transformar esses esquemas em caráter nacional, do Oiapoque ao Chuí.

Náo acredito que Flavio tenha deixado seu pai no chinelo nos esquemas do Rio, na verdade, ele deu continuidade, com outros membros do clã, ao que Jair Bolsonaro começou,

O vídeo abaixo, de Pedro Dória, que está longe de ter qualquer simpatia pelo PT, Lula e afins, ligados à esquerda, ganha uma dimensão inapelavelmente gigantesca, porque traça um panorama cirúrgico de um esquema que hoje comove o Brasil, tal a degradação política carioca e fluminense.

Sim, como disse o ionistro do STF, Flavio Dino, não há nada na história do Brasil que se compare a esse vulcão de banditismo produzido por uma escória gerenciada por Flavio Bolsonaro.

É muito importante assistir a esse vídeo e compartilhá-lo ao menos até o fim da fala de Pedro Dória sobre Flavio Bolsonaro e seu projeto de poder para o Palácio do Planalto, arrastando um bonde de criminosos para comandar o país. Isso é trágico só pelo fato de um sujeito como esse ser candidato à Presidêncoa da República debaixo das barbas da justiça, sem qualquer impedimento, mesmo com tudo o que se sabe desse marginal.

Assista:


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Política

O velório do bolsonarismo: Atos da extrema direita na Paulista e Rio fracassaram

Na Paulista, apenas 20 mil pessoas e No Rio de Janeiro, a USP contabilizou 4,7 mil participantes em Copacabana

A manifestação organizada por lideranças da direita neste domingo (1º), na avenida Paulista, reuniu somente cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP/Cebrap) em parceria com a ONG More in Common. Ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53.

Um sistema de Inteligência Artificial identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada.

Ao final do ato na Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou a participação como positiva. “Achei que foi um bom número. Como sempre, os brasileiros aqui dando a cara a tapa, vindo pra rua, mostrando que não têm medo de perseguição”, declarou.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela More in Common estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana.

Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país.

*ICL


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Política

Assista à manifestação no Rio de Janeiro: Congresso inimigo do povo

As manifestações contra o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria em São Paulo e Rio de Janeiro terão transmissão ao vivo, neste domingo (14). Das 27 unidades federativas, 18 convocaram os atos para hoje.

No Rio, os atos acontecem no Posto 5 de Copacabana, e reúnem diversos artistas, com direito a apresentação de Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Gil, Chico Buarque e outros. Em São Paulo, o portal Diário do Centro do Mundo (DCM) acompanha o ato, além de receber o deputado estadual Leonel Radde (PT-RS) para bate-papo com os jornalistas. A manifestação ocorre na Avenida Paulista, no coração da grande SP.


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Política

Sob o governo Claudio Castro, a maior matança do Rio de Janeiro

A megaoperação da polícia no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) resultou em pelo menos 64 mortes, tornando-se um dos episódios mais letais de operações policiais na história recente da cidade.

O evento ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, e a resposta da comunidade foi imediata, com moradores levando aproximadamente 60 corpos para a Praça São Lucas.

A veracidade desses números ainda é incerta, podendo haver mais vítimas que não foram contabilizadas oficialmente.

Historicamente, essa operação superou os números de mortes anteriores em ações policiais como a da Favela do Jacarezinho e a da Vila Cruzeiro, marcando uma escalada de violência nas políticas de segurança pública sob a administração de Cláudio Castro.

De acordo com o ICL, moradores relataram que muitos corpos ainda se encontravam nas áreas altas dos morros, enquanto Raull Santiago, ativista presente no local, descreveu a operação como um evento brutal e sem precedentes, destacando o sofrimento das famílias.

As reações a essa operação foram intensas, com uma nota de 27 organizações da sociedade civil denunciando as ações da polícia e afirmando que “segurança pública não se faz com sangue”. As entidades defenderam que a operação é um reflexo da violência estrutural e do fracasso das políticas de segurança do estado.

A Polícia Civil e Militar do Rio, com cerca de 2.500 agentes na Operação Contenção, foi mobilizada para prender líderes do crime organizado e realizar buscas em território fluminense. No entanto, os bloqueios nas ruas e a subida do nível de alerta nas operações da cidade indicam que a situação chegou a um ponto crítico.

O governador Cláudio Castro expressou que a operação não se trata de uma abordagem convencional de segurança pública, mas sim de um estado de defesa, sugerindo a necessidade de uma colaboração com forças federais, já que o estado se encontra isolado em seus esforços para combater o CV.

Os relatos contínuos de violência e a luta da comunidade refletem um ciclo vicioso de dor e desespero, exacerbando a percepção de que a política de segurança do Rio falha em proteger os cidadãos. Santiago, em sua descrição perturbadora, enfatizou a dor dos familiares em luto, destacando o impacto emocional que essas perdas têm sobre a comunidade.

As condições nos locais de alta criminalidade são descritas como insuportáveis, com moradores clamando por intervenção e solução.A comunidade enfrenta uma realidade assustadora, onde a violência não parece ter fim, e as operações policiais, em vez de trazer segurança, muitas vezes resultam em mais mortes e sofrimento.

As vozes de desespero e dor ecoam em ruas que, em teoria, deveriam ser protegidas pelas forças do estado. A busca desesperada por respostas para a insegurança expõe a gravidade da crise de segurança ao qual o Rio de Janeiro está submetido.

Por fim, diante do luto e das exigências por justiça e mudança, a sociedade civil continua a se mobilizar, clamando por uma abordagem mais humana e eficaz para a segurança pública, questionando a lógica da militarização e da violência como métodos de resolução de conflitos.

As vozes dos moradores e ativistas se tornam cada vez mais essenciais, representando não apenas as vítimas, mas também a esperança de que um futuro diferente se torne possível, onde a vida e a dignidade sejam respeitadas.

Matança


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Política

Vídeos – Rio de Janeiro: 2500 policiais, bombas e tiroteios em ação contra 100 membros do CV

Os moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, acordaram nesta terça-feira (28) em meio a intensos confrontos entre forças de segurança e criminosos do Comando Vermelho (CV). A megaoperação, batizada de Operação Contenção, cumpre 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão contra traficantes ligados à facção. Segundo balanço parcial, quatro suspeitos morreram e 23 foram presos.

A ofensiva mobiliza cerca de 2.500 agentes das forças de segurança, incluindo policiais civis, militares e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

As investigações apontam que pelo menos 30 dos procurados são do Pará e que líderes do CV se refugiam nas 26 comunidades que compõem os complexos do Alemão e da Penha. Durante as primeiras horas da operação, foram apreendidos dez fuzis, duas pistolas e nove motocicletas.

O cenário na região foi de guerra. Traficantes reagiram a tiros, ergueram barricadas em chamas e lançaram bombas com drones contra as tropas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Colunas de fumaça podiam ser vistas de vários pontos da cidade.

Um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi atingido de raspão na perna. Três pessoas inocentes também ficaram feridas: um homem em situação de rua, baleado nas costas, foi levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas; uma mulher foi atingida enquanto treinava em uma academia; e outro homem foi ferido em um ferro-velho.

O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, afirmou que toda a ação foi planejada pelo governo estadual. “Toda essa logística é do próprio estado do RJ. São aproximadamente 9 milhões de metro quadrado de desordem no estado do Rio de Janeiro”, disse o G1.

Segundo ele, cerca de 150 mil pessoas vivem nas áreas afetadas. “Essa é a realidade. Lamentamos profundamente as pessoas feridas, mas essa é uma ação necessária, planejada, com inteligência e que vai continuar”, declarou o secretário.

O governador Cláudio Castro reforçou a continuidade das operações e destacou o papel do Estado no enfrentamento às facções.

“Estamos atuando com força máxima e de forma integrada para deixar claro que o poder é do Estado. Os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem, os trabalhadores. Seguiremos firmes na luta contra o crime organizado”, afirmou.

*DCM


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Economia Mundo

BRICS preparam resposta ao pacote tarifário de Trump

Chanceleres negociam declaração conjunta contra restrições unilaterais ao comércio mundial.

Os chanceleres do BRICS se reunirão no Rio de Janeiro nos dias 28 e 29 para discutir uma resposta conjunta ao pacote tarifário dos EUA, implementado durante o governo de Donald Trump. Além da crise comercial, as discussões incluirão o financiamento para ações contra as mudanças climáticas.

O pacote tarifário, que havia sido suspenso temporariamente, impõe tarifas sobre produtos de quase todos os países, visando proteger a indústria norte-americana, causando quedas nas bolsas e aumentando o risco de recessão. A China, como maior economia do bloco, continua sujeita a essas tarifas.

O embaixador brasileiro, Mauricio Carvalho Lyrio, destacou que o grupo pretende reafirmar seu apoio ao comércio multilateral e criticar as medidas unilaterais. Ele também mencionou a necessidade de fortalecer a Organização Mundial do Comércio (OMC), cujas funções de mediação estão comprometidas desde as ações de Trump em 2019, segundo o Congresso em Foco..

Essa reunião serve como preparação para a cúpula de chefes de Estado do BRICS, agendada para julho no Rio, onde o ministro Mauro Vieira liderará os debates. A reunião busca transformar-se em uma plataforma contra práticas protecionistas, também abordando financiamento climático, o papel do Sul Global no comércio e a reforma da governança internacional, além de apoiar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

 

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Política

Polícia Federal indicia governador bolsonarista do Rio de Janeiro por corrupção e peculato

Cláudio Castro é suspeito de envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro público quando ocupava os cargos de vice-governador e vereador na capital fluminense.

A Polícia Federal (PF) indiciou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, mas não informou os detalhes do indiciamento, nem os crimes que estão sendo imputados a ele. De acordo com a PF, o inquérito está sob segredo de Justiça. Pelo mesmo motivo, nem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nem a Procuradoria-Geral da República (PGR) deram informações sobre o caso.

Apuração do UOL apontou, no entanto, que o bolsonarista é acusado de crimes de corrupção passiva e peculato por desvio de recursos públicos. Segundo o portal, o irmão de consideração de Castro, Vinícius Sarciá, também foi indicado sob acusação desses mesmos delitos.

O indiciamento é parte da Operação Sétimo Mandato realizada em dezembro de 2023 pela PF. Na ação, a corporação cumpriu mandados de busca e apreensão para investigar supostas propinas em contratos para projetos sociais do governo do estado. Castro não foi alvo de mandados da operação, mas, na ocasião, o governo do estado informou que a Sétimo Mandato não trazia nenhum novo elemento à investigação, que já transcorria desde 2019, e que não havia nenhuma prova contra o governador.

Nota de Cláudio Castro
Nesta terça-feira (30), a assessoria de imprensa do governo do estado divulgou nova nota, na qual informa que a defesa de Castro está entrando com pedido de nulidade do relatório do inquérito que indicia o chefe do governo fluminense.

“Causa estranheza o fato de, em todos esses anos, o governador sequer ter sido convocado a prestar qualquer esclarecimento sobre os fatos. As informações que sustentam a investigação são infundadas e a defesa reitera que tudo se resume a uma delação criminosa, de um réu confesso, em documentos que estão sob segredo de Justiça e continuam a ser vazados, o que vem sendo contestado junto aos tribunais superiores em razão de sua absoluta inconsistência”, afirma o texto.

A nota diz ainda que o governador confia na Justiça e que está seguro de que tudo será esclarecido até o fim do processo legal.