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Trump diz que Aiatolá Ali Khamenei morreu

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu nos ataques contra Teerã, neste sábado.

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu. “Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, afirmou.

“Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”, disse.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade. Como eu disse ontem à noite: “Agora eles podem ter imunidade, depois só terão a morte!” Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece”, disse.

“Esse processo deverá começar em breve, visto que, não apenas com a morte de Khamenei, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado. Os bombardeios pesados ​​e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!

Agradeço a sua atenção a este assunto.

PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”.

Nas redes sociais, a conta de Khamenei traz a mensagem: “que a paz esteja com ele”

Mais cedo, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, anunciou que os ataques aéreos destruíram o complexo que abriga o aiatolá Ali Khamenei e afirmou que “todas as indicações mostram que este tirano não está mais entre nós”.

À agência Reuters, uma fonte israelense afirmou que Khamenei morreu e que seu corpo foi achado. A imprensa israelense, entre eles o jornal Haaretz, também anunciou que o iraniano que lidera o país desde 1989 teria morrido.

O governo iraniano, por sua vez, afirmou que “não pode confirmar” a condição do líder supremo.

Nos bombardeios contra o Irã, neste sábado, um dos principais alvos foram os locais de residência de autoridades do país. Chefes militares estão entre os mortos.

Desde o início da ofensiva por parte de Israel e dos EUA, o governo do Irã não esclareceu onde estaria Khamenei.

Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano garantiu, nas primeiras horas do conflito, de que o líder supremo não estava em Teerã e que ele e o presidente do Irã estavam “sãos e salvos”.

Em sua declaração, Netanyahu convocou ainda iranianos a “irem às ruas em massa” para derrubar o regime. Segundo ele, os ataques os ajudarão a “se libertar da tirania”.

Ele afirma que eles têm uma “oportunidade única em uma geração” para derrubar o regime iraniano. “Saiam às ruas em massa” e “façam o trabalho”, diz ele. “É hora de vocês se unirem” e “se juntarem para uma missão histórica”, afirma.

A mensagem pedindo mobilização por parte dos iranianos também foi o tom usado por Donald Trump, nesta manhã. “Assumam o governo”, pediu o norte-americano.

Horas depois dos ataques, Trump afirmou que existem várias opções a partir de agora.

“Posso prolongar a situação e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: ‘Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir [seu programa nuclear]’”, disse ele ao site Axios.

Trump explicou que o ataque foi tomado depois diante da falta de progresso nas negociações nucleares desta semana. “Os iranianos chegaram perto e depois recuaram — chegaram perto e depois recuaram. Entendi, a partir disso, que eles realmente não querem um acordo”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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EUA e Israel fazem ataque coordenado contra o Irã, que, em resposta, dispara mísseis e ataca bases americanas

Explosões foram ouvidas em Teerã e ao menos outras quatro cidades. O Irã retaliou lançando mísseis contra Israel e atacando bases americanas no Oriente Médio.

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.

Mais cedo, fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.

Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio.

O que se sabe do ataque de EUA e Israel:

  • Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
  • Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
  • O espaço aéreo iraniano foi fechado.
    40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
  • Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

O que se sabe sobre a retaliação do Irã:

  • Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
  • Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes – países que têm bases norte-americanas.
  • Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
  • Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
  • 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.

*G1


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EUA podem atacar o Irã ‘dentro de 24 horas’, diz agência

Os Estados Unidos estão retirando funcionários de suas bases instaladas no Oriente Médio por “precaução” após o Irã alertar os países vizinhos de que as estruturas seriam atacadas em caso de intervenção estrangeira, conforme uma fonte norte-americana informou nesta quarta-feira (14/01) à agência Reuters. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump ameaçou Teerã de “ações muito fortes” caso houvesse registros de manifestantes mortos nos protestos em curso no país persa.

Ao veículo, dois oficiais europeus admitiram que uma intervenção militar norte-americana parecia provável. Um deles, por sua vez, alertou que um eventual ataque poderia ocorrer “nas próximas 24 horas”. Ainda segundo a Reuters, um funcionário israelense indicou que “parecia que Trump havia tomado a decisão de intervir”.

Na Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior dos Estados Unidos na região, o governo catari confirmou em comunicado que as evacuações “estão sendo realizadas em resposta às atuais tensões regionais”, embora o Comando Central do Pentágono não tenha feito nenhum anúncio público de imediato.

Os protestos massivos no território iraniano começaram em 29 de dezembro. De caráter pacífico, os manifestantes, em sua maioria comerciantes, reivindicavam melhoria na situação econômica nacional – que incluem problemas como desvalorização do rial (moeda local) e inflação, decorrentes das sanções impostas pelo Ocidente.

No entanto, ao longo dos dias, os protestos se tornaram violentos, com registros de vandalismo e assassinatos, no que as autoridades locais denunciaram as manobras imperialistas de Washington e Tel Aviv (via serviço do Mossad), argumentando que ambos estavam orquestrando a participação de grupos armados infiltrados para gerar caos e, assim, servir de pretexto para intervenções armadas.

Recentemente, o presidente norte-americano publicou em suas redes sociais uma declaração que incitava uma intervenção militar no Irã, e pediu para que os manifestantes locais, a quem os chamou de “patriotas”, continuassem nas ruas para “tomar as instituições”. Além disso, o republicano anunciou a imposição de uma tarifa de 25% para parceiros comerciais do país persa, como medida punitiva contra Teerã.

Pentágono apresentou a Trump opções para alvos no Irã
De acordo com a apuração do jornal New York Times, o Pentágono apresentou uma ampla gama de opções a Trump para alvos no Irã, incluindo o programa nuclear iraniano e os locais de mísseis balísticos. O veículo também informou que outras opções, contudo, não estão descartadas, como por exemplo um ciberataque ou um ataque contra o aparato de segurança interna do Irã.

“Um ataque está a pelo menos alguns dias de distância e pode provocar uma retaliação vigorosa do Irã”, afirmou uma fonte ao NYT.

Segundo as autoridades do Pentágono, a Marinha dos Estados Unidos possui atualmente três contratorpedeiros lançadores de mísseis na região do Oriente Médio, incluindo o Roosevelt, que nos últimos dias entrou no Mar Vermelho. Além disso, a Marinha também possui pelo menos um submarino lançador de mísseis na região.

Ataque pode ser ‘maior erro’ dos EUA
O presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da câmara baixa do Parlamento da Rússia, Leonid Slutsky, afirmou que uma intervenção militar norte-americana no Irã teria potencial de desestabilizar toda a região.

“Se a Casa Branca decidir por uma agressão contra Teerã, será o maior erro de Washington”, disse Slutsky, em comentário publicado pela agência estatal russa TASS. Também criticou que os protestos no Irã estão sendo alimentados por potências estrangeiras. “Políticos ocidentais efetivamente aprovaram isso ao pedir aos manifestantes que continuem os confrontos de rua e derrubem as autoridades legalmente eleitas”.

*Opera Mundi


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Trump impõe taxa sobre quem exportar ao Irã; Brasil pode ser afetado

Medida é a primeira sinalização de que a Casa Branca irá escalar a pressão contra Teerã por conta dos protestos. Brasil vendeu mais de US$ 3 bi ao mercado iraniano e pode ser prejudicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre os produtos de todos os países que tenham algum tipo de comércio com o Irã. O Brasil, portanto, pode ser um dos afetados pelas novas tarifas.

Em 2024, o mercado iraniano consumiu mais de US$ 3 bilhões em produtos brasileiros e se tornou o quinto maior destino das vendas nacionais no Oriente Médio.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, afirmou o presidente dos EUA.

A medida faz parte de uma escalada contra o regime em Teerã, diante dos protestos que ganham dimensões inéditas nos últimos dias. O objetivo é isolar o país, romper alianças que ainda possam existir entre os iranianos e parceiros comerciais, criar uma escassez no país e a falta de abastecimento, principalmente de itens essenciais.

Trump também espera cortar o governo iraniano de qualquer tipo de abastecimento de suprimentos que possa permitir que o regime seja viável economicamente.

Trump chegou a dizer que poderia usar força militar e também indicou que os iranianos estariam dispostos a negociar. Mas o gesto desta segunda-feira sinaliza que a Casa Branca decidiu iniciar uma ofensiva.

A medida, ainda que afete o Brasil, tem um impacto bem maior para outros parceiros como a China e Índia. O Irã ainda faz parte do Brics, depois que o bloco passou por uma expansão há dois anos.

No caso das exportações brasileiras, elas estão essencialmente concentradas no setor agrícola e representam 1% do comércio do país com o mundo.

Em 2025, as exportações de milho do Brasil ao mundo atingiram 41,59 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% e com receita de US$ 8,6 bilhões. O Irã liderou as compras, seguido por Egito e Vietnã.

*Jamil Chade/ICL


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Guerra: Ali Khamenei alerta os Estados Unidos, ‘se necessário, responderemos além do que eles podem imaginar’

Líder supremo do Irã faz seu primeiro pronunciamento após as ameaças de Donald Trump contra a sua segurança,

Em pronunciamento televisionado e transmitido para todo o país nesta quarta-feira (18/06), o líder supremo do Irã, aiatolá Seyed Ali Khamenei, fez um discurso duro em resposta às crescentes ameaças dos Estados Unidos e aos ataques de Israel.

Foi sua primeira aparição pública após as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, contra a sua vida e contra Teerã. O presidente dos Estados Unidos postou na plataforma Truth Social nesta terça-feira (17/06) que a morte de Khamenei “ainda” não está nos planos, chamando-o de “alvo fácil”. Trump disse saber onde ele “está escondido”. “Mas está seguro lá. Não vamos tirá-lo (matá-lo!), ao menos não ainda”.

Em resposta, o líder supremo do Irã disse que o país não aceitará nem uma guerra imposta nem uma “paz imposta”, alertando que sua nação “não se renderá a nada que venha imposto por qualquer potência estrangeira”. Ele também afirmou que as ameaças não têm efeito sobre o Irã, e que qualquer tentativa dos EUA de atacar o país resultará em “danos irreparáveis para os próprios americanos”.

O aiatolá Khamenei destacou a coragem e a resiliência da população iraniana, descrevendo seu comportamento como “decente, corajoso e oportuno”. Ele disse que a mobilização popular e militar no país demonstra “um crescimento espiritual, racional e patriótico que os inimigos jamais compreenderão”.

Ele também afirmou que o Irã está unido, preparado e determinado a resistir, seja no campo de batalha, seja no campo diplomático.


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Riscos da escalada
Ao comentar diretamente as ameaças de Trump, Khamenei ironizou a retórica americana e respondeu com uma frase carregada de simbolismo religioso e histórico: “Em nome do nobre Haidar, a batalha começa”, evocando o Imam Ali (conhecido como Haidar), figura reverenciada no islamismo xiita, símbolo de resistência, justiça e coragem no campo de batalha.

No discurso, o líder também alertou sobre os riscos de uma escalada que vá além do conflito regional. “Aqueles que conhecem a história e o espírito da nação iraniana jamais ousariam falar conosco na linguagem da ameaça. A nossa resposta sempre foi e sempre será a resistência digna”, afirmou.

Khamenei finalizou com uma advertência direta: “Se eles (os norte-americanos) acreditam que podem submeter esta nação com armas ou chantagens, estão profundamente enganados. O Irã sabe se defender. E, se necessário, responderemos além do que eles podem imaginar”.

*Opera Mundi

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Irã responde a ataques de Israel e atinge centro do Mossad

Forças de Defesa de Israel anunciam morte de Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas.

Os ataques entre Irã e Israel continuaram na madrugada desta terça-feira (17/06), com novos bombardeios e lançamento de mísseis dos dois lados. Esta é a quinta madrugada consecutiva de confrontos diretos desde que Israel realizou o primeiro ataque, na sexta-feira (13/06), contra instalações militares e nucleares no território iraniano.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) informou um ataque bem-sucedido com mísseis contra um centro do Mossad em Tel Aviv, que também abrigaria a diretoria de inteligência militar de Israel (AMAN), na madrugada desta terça-feira (17/06). Segundo o comunicado, mesmo com a proteção de sofisticados sistemas de defesa aérea, as instalações foram atingidas e estão em chamas.

As Forças de Defesa de Israel (FDI), por sua vez, informaram que caças israelenses destruíram “dezenas de instalações de armazenamento e lançamento de mísseis terra-terra, bem como lançadores de mísseis terra-ar” no oeste do Irã.

Tel Aviv também confirmou a morte de Ali Shadmani, identificado como o novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã. Shadmani havia assumido o posto após a morte de Gholamali Rashid, assassinado na semana passada.


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Complexo midiático
Na noite desta segunda-feira (16/06), Israel bombardeou a sede da emissora estatal iraniana, a IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting), em Teerã. O ataque ocorreu enquanto a jornalista Sahar Emami estava no ar e causou uma destruição significativa no prédio, interrompendo transmissões locais por horas.

Um funcionário da IRIB, Masoumeh Azimi, não resistiu aos ferimentos causados pela onda de choque da explosão, segundo a Press TV iraniana. A mesma fonte informou que vários outros jornalistas também ficaram feridos.

Ao menos quatro mísseis atingiram o complexo midiático em Teerã, que abrigava redações, canais de televisão e uma produtora de desenhos infantis. Especialistas em direito internacional criticaram duramente o ataque, destacando que jornalistas e instalações de mídia são protegidos pelas Convenções de Genebra e que atingi-los deliberadamente constitui crime de guerra.

As autoridades iranianas classificaram o bombardeio como uma tentativa de “silenciar o país perante a comunidade internacional”, enquanto Israel alegou que a emissora era utilizada para “operações de guerra cibernética e disseminação de propaganda militar”.

A resposta do Irã veio na forma de múltiplos lançamentos de mísseis contra território israelense durante a madrugada. Alertas foram emitidos para que a população buscasse abrigo após a detecção de novas ondas de projéteis. Sirenes de ataque aéreo soaram em Tel Aviv, Jerusalém e Herzliya, onde um prédio foi atingido e um estacionamento de ônibus destruído.

Houve relatos de explosões na região central de Israel e de impactos diretos na área metropolitana de Gush Dan, nos arredores de Tel Aviv. Segundo os bombeiros, um dos mísseis causou um incêndio na região, mas não há registro de vítimas fatais.

Diante do agravamento do conflito na região, a Índia emitiu um alerta para que seus cidadãos deixem imediatamente Teerã. “O governo aconselha os residentes que dispõem de transporte próprio a deixarem a cidade, diante da evolução da situação”, informou a chancelaria indiana em nota. Dados oficiais de 2024 apontam que cerca de 10 mil cidadãos indianos vivem atualmente no Irã.

Estudantes já começaram a deixar Teerã, alguns atravessando a fronteira com a Armênia, localizada a centenas de quilômetros ao noroeste da capital iraniana. O alerta indiano foi emitido após declarações de Donald Trump, que, de forma enfática, pediu que “todos” deixassem imediatamente Teerã. A capital iraniana tem cerca de 10 milhões de habitantes.

*Opera Mundi

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Irã dispara mais de 100 mísseis e atinge Tel Aviv, Haifa e Petah Tikva

Os ataques entre Irã e Israel se intensificaram na madrugada desta segunda-feira (16/06), após mísseis iranianos atingirem cidades israelenses, resultando em 8 mortos e 87 feridos.

A escalada começou em resposta ao ataque israelense que destruiu parte da infraestrutura nuclear iraniana e matou altos oficiais da Guarda Revolucionária. Incêndios foram registrados em Haifa, enquanto Israel retaliou com bombardeios em Teerã, mirados em depósitos de combustível, instalações militares e setores estratégicos como petróleo e gás.

Novos ataques ocorreram na província de Ilam, incluindo a destruição de um prédio do corpo de bombeiros. Os bombardeios israelenses resultaram na morte de três membros da Guarda Revolucionária, sendo um deles o chefe de inteligência.


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O governo iraniano demandou que a AIEA condene Israel, enquanto o Iraque sinalizou aos mediadores que não aceitará discutir um cessar-fogo até que os bombardeios cessem. O parlamentar iraniano destacou o direito do Irã à legítima defesa e prometeu uma forte resposta à agressão israelense, de acordo com a All Jazeera e Opera Mundi.

Desde o início da ofensiva, o número total de mortos no Irã chegou a 224, grande parte civis. Em Israel, após os ataques de hoje e anteriores, o total de vítimas fatais subiu para 22.

Autoridades dos EUA confirmaram que ajudaram na interceptação de mísseis iranianos, mas negaram participação nos ataques israelenses.

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Irã alerta israelenses para deixarem o país porque a resposta a Israel será devastadora

O Irã emitiu um alerta severo aos moradores dos territórios ocupados por Israel, advertindo sobre uma iminente resposta militar de grande escala.

Reza Sayyad, porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, declarou que a resposta abrangerá todas as áreas ocupadas, pedindo evacuação imediata dos residentes. A ação é uma retaliação aos recentes ataques israelenses em território iraniano, incluindo Teerã.

Sayyad enfatizou que aqueles que permanecem nas áreas ocupadas devem estar cientes de que estas se tornarão inabitáveis em breve.O coronel detalhou que o Irã já atacou centros sensíveis do regime sionista, incluindo instalações militares, centros de decisão e residências de comandantes.

Sayyad afirmou que as Forças Armadas iranianas têm um banco de dados completo dos alvos na região e a capacidade de atacar a qualquer momento.

Ele alertou à população civil israelense a não se colocar em risco ao residir perto de alvos sensíveis, destacando que nem os abrigos subterrâneos garantirão segurança.

Sayyad criticou o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, por colocar a população em risco por interesses pessoais, afirmando que as ações do regime sionista levarão a sua própria derrota. Ele advertiu que ignorar os alertas do Irã resultará em “dias ainda mais duros” para os civis israelenses.

Os recentes ataques israelenses a Teerã resultaram na morte de altos comandantes, cientistas nucleares e civis, culminando em uma escalada militar entre os países.

Esta retórica iraniana indica uma disposição para uma resposta militar significativa, aumentando a tensão e o risco de um conflito em toda a região do Oriente Médio, com possíveis repercussões na estabilidade internacional.


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Teerã planeja levar Trump ao Tribunal Internacional pelo assassinato de Soleimani

O chefe do judiciário iraniano declarou que pretende processar Donald Trump pelo assassinato de Soleimani.

O major-general Qassem Soleimani, chefe da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, morreu em Bagdá, no dia 3 de janeiro, após os seu veículo ser atingido por um míssil lançado por um drone americano.

A morte de Soleimani afetou profundamente as relações entre o Irã e os EUA.

O governo iraniano pretende processar o presidente dos EUA, Donald Trump, pelo assassinato do major-general Soleimani, afirmou o chefe do Judiciário do Irã, Ebrahim Raisi.

“Ele deve ser processado e levado a tribunal na frente do mundo todo”, afirmou Raisi nesta segunda-feira, durante uma reunião de autoridades judiciais, citado pela Agência de Notícias Fars.

A alta autoridade judicial pediu aos juristas que “manifestassem seu protesto” e alertou que, se o Irã não buscar justiça no caso de “um crime tão horrível”, não terá mais autoridade moral para julgar crime algum.

“Em nossa opinião, como o mártir Soleimani era um símbolo de combate ao terrorismo e apoio aos oprimidos, seu assassinato viola todas as leis”, acrescentou Raisi.

O Comitê de Direitos Humanos e o Ministério das Relações Exteriores do Irã devem registrar uma queixa formal contra Donald Trump junto a organizações internacionais, informou Raisi.

Raisi também esclareceu que o Irã planeja prosseguir com o processo contra Trump, mesmo se o seu mandato presidencial for encerrado.

 

 

*Com informações do Sputnik

 

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Irã prende embaixador britânico por ‘incitar’ protestos em Teerã

Autoridades iranianas prenderam por algumas horas o embaixador britânico em Teerã, Rob Macaire, neste sábado (11), segundo o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab.

Segundo publicado pela agência iraniana Tasnim, o diplomata foi detido em frente à universidade Amir Kabir por incitar protestos contra o governo.

Milhares de pessoas foram às ruas da capital iraniana para se manifestar contra a queda de um Boeing 737 em Teerã, que segundo o governo iraniano, foi abatido involuntariamente pelo sistema de defesa antiaéreo do país.

“A prisão de nosso embaixador em Teerã sem base ou explicação é uma flagrante violação da lei internacional”, afirmou Raab em um comunicado, segundo publicado pela agência AFP.

O ministro afirmou ainda que o Irã estava em um “momento de encruzilhada”, e deveria escolher entre “marchar rumo a um status de pária” ou “tomar medidas para diminuir as tensões e se engajar em um caminho diplomático à frente”.

EUA pedem para Irã de desculpar

Os Estados Unidos, por sua vez, pediram para que o Irã se desculpasse pela detenção do embaixador.

A prisão “violou a Convenção de Viena, a qual o regime tem um longo histórico de violação. Pedimos ao regime para que se desculpe formalmente ao Reino Unido por violar seus direitos e para que respeite os direitos de todos os diplomatas”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagous, por meio do Twitter.

Todas as 176 pessoas que estavam a bordo da aeronave, que pertencia a uma companhia ucraniana, morreram, entre elas quatro britânicos. A maioria dos passageiros era iraniana, mas também havia 63 canadenses e outras nacionalidades a bordo, enquanto a tripulação era ucraniana.

Johnson diz que trabalhará ao lado de Canadá e Ucrânia

“Vamos fazer tudo o que podemos para apoiar as famílias das quatro vítimas britânicas, e assegurar que tenham as respostas e o desfecho que merecem”, disse neste sábado o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

O chefe de governo afirmou ainda que o Reino Unido trabalhará ao lado do Canadá, Ucrânia e outros parceiros internacionais para garantir “uma investigação transparente” sobre o caso.

 

 

*Com informações do Sputnik