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Ataque a tiros em escola no Canadá deixa 10 mortos e 25 feridos

Vítimas foram encontradas em escola de ensino médio e em uma casa; atiradora é uma mulher

Um ataque em uma escola e em uma residência de Tumbler Ridge, no Canadá, deixou nove pessoas mortas e outras 25 feridas nesta terça-feira (10). A atiradora também morreu, segundo as autoridades locais.

A polícia encontrou seis pessoas mortas e dezenas de feridos ao chegar à escola de ensino médio em Tumbler Ridge, cidade de apenas 2.400 habitantes no nordeste da Colúmbia Britânica, no início da tarde de terça-feira (10). Outras duas morreram em uma casa que, segundo a polícia, teria ligação com o ataque. Uma pessoa ferida no ataque à escola foi socorrida e morreu a caminho do hospital.

Cerca de outras 25 pessoas também estavam recebendo atendimento em um centro médico local, segundo a polícia.

A atiradora foi encontrada morta na escola com um ferimento autoinfligido. A polícia confirmou que a pessoa que realizou os ataques se assemelhava ao descrito em um alerta enviado pelas autoridades mais cedo nesta terça (10). Segundo a imprensa canadense, o alerta descrevia a suspeita como uma pessoa do sexo feminino de vestido e cabelos castanhos.

A polícia conhece a identidade da atiradora, mas não divulgou mais detalhes, e não informou se ela era menor de idade. Os policiais também não divulgaram os nomes das vítimas nem informaram quantas das pessoas mortas eram crianças.

“Não estamos em posição, neste momento, de compreender o que pode ter motivado essa tragédia”, afirmou o superintendente Ken Floyd, comandante do Distrito Norte da Real Polícia Montada do Canadá na Colúmbia Britânica em coltiva após o ataque. “Acredito que teremos dificuldade para determinar o ‘porquê’, mas faremos o possível para entender o que aconteceu”, disse.

Ataques a tiros em massa são raros no Canadá, país com leis sobre armas muito mais rígidas do que as dos Estados Unidos, e casos dessa magnitude em escolas são quase inéditos. O último ataque a tiros em escola dessa magnitude no Canadá ocorreu em 1989, quando um atirador assassinou 14 mulheres na École Polytechnique, em Montreal.

A polícia não divulgou informações sobre o tipo de arma usada no ataque de terça-feira. No Canadá, é ilegal comprar rifles de estilo militar — a categoria de armas usada em vários dos ataques mais letais em escolas nos EUA.

Este é o segundo homicídio em massa na Colúmbia Britânica em menos de um ano. Em abril passado, um homem jogou seu SUV contra uma multidão durante um festival de rua filipino em Vancouver, matando 11 pessoas.

Após a tragédia, as escolas de Tumbler Ridge foram fechadas pelo restante da semana, segundo o site do distrito escolar.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse que suas “orações e mais profundas condolências estão com as famílias e amigos que perderam entes queridos nesses atos horríveis de violência” em publicação na rede X. ICL.


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Mundo

Em recado a Trump, França e Canadá abrem consulados na Groenlândia

Ação é gesto de apoio à Dinamarca, que detém o território cobiçado por Donald Trump. Franceses e canadenses querem ampliar presença no Ártico.

A França e o Canadá abriram consulados na capital da Groenlândia, Nuuk, nesta sexta-feira (6), em uma forte demonstração de apoio aos groenlandeses e à Dinamarca. O movimento ocorre em meio às crescentes tensões geopolíticas na região do Ártico.

As duas nações se opõem à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar assumir o controle do território dinamarquês semiautônomo.

Nas últimas semanas, a ilha esteve no centro das tensões geopolíticas internacionais, após Trump afirmar que o controle dos EUA sobre o território seria uma prioridade de segurança nacional.

A renovada pressão do líder americano para adquirir a Groenlândia, onde os Estados Unidos já têm seu próprio consulado, alarmou os aliados europeus e gerou um amplo debate sobre a soberania e a segurança do Ártico.

De acordo com o g1, no mês passado, Trump recuou das ameaças de tomar a Groenlândia depois de dizer que havia firmado as bases de um acordo com o chefe da Otan, Mark Rutte, para garantir maior influência dos EUA sobre o território.

Até o momento, porém, não foi esclarecido quais seriam os termos do acordo e em que pé estariam as negociações.


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Brasil Mundo

Mal-estar se instala na Copa de 2026 nos EUA e cresce debate sobre boicote

Em encontros reservados, europeus começam a debater possibilidade de uma resposta diante da ofensiva de Trump pela Groenlândia.

O mal-estar está instalado. O desmonte da democracia por parte de Donald Trump e seus ataques contra aliados e adversários desencadearam uma reação de questionamentos sobre a Copa de 2026, nos EUA, México e Canadá.

Na semana passada, os chefes de 20 federações de futebol da Europa se reuniram de forma discreta na Hungria. Na agenda estava a crescente preocupação diante do desejo de Donald Trump de anexar a Groenlândia.

A pergunta que tiveram de tratar era óbvia: como o futebol reagiria diante de uma crise política ou militar com a Europa?

O que era apenas tratado em salas reservadas eclodiu quando Oke Gottlich, vice-presidente da Federação Alemã de Futebol, afirmou que havia “chegado a hora” de falar de boicote.

Não se descarta, por exemplo, que jogadores ou federações avaliem possibilidades de promover algum tipo de protesto. Dos 104 jogos da Copa do Mundo, 78 serão realizados nos EUA.

“Se Trump cumprir os anúncios e ameaças relacionados à Groenlândia e iniciar uma guerra comercial com a UE, é difícil imaginar os países europeus participando da Copa do Mundo”, disse o parlamentar de direita, Roderich Kiesewetter.

De acordo com uma pesquisa do instituto Insa, 47% dos entrevistados na Alemanha disseram que seriam favoráveis a um boicote caso os EUA anexem a Groenlândia. 35% recusaram a ideia de um protesto, enquanto 18% afirmaram não ter posição.

Em 2022, a Alemanha já liderou uma ação contra o governo do Catar e acabou ameaçada pela Fifa. O motivo era uma braçadeira que os jogadores levariam durante as partidas, promovendo a diversidade e a inclusão.

Em vez disso, a FIFA antecipou sua própria campanha “Não à Discriminação”. Em protesto, os jogadores da Alemanha cobriram a boca durante a foto oficial da equipe antes da estreia na Copa do Mundo contra o Japão “para transmitir a mensagem de que a Fifa está silenciando”.

A constatação dos dirigentes, porém, é que tomar tal decisão exigirá uma coragem política que talvez hoje não exista. Ao mesmo tempo, europeus e africanos admitem que lhes custaria muito saber que estarão fazendo parte da transformação de uma Copa do Mundo em um palco ao líder com traços autoritários.

Entre diplomatas e cartolas, a acusação é de que a Copa, uma vez mais, revela uma profunda hipocrisia. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o resultado foi sua expulsão de dezenas de eventos.

Em fevereiro de 2022, a Fifa e a Uefa emitiram o seguinte comunicado:

“A Fifa e a Uefa decidiram em conjunto que todas as equipes russas, sejam seleções nacionais ou clubes, ficarão suspensas da participação em competições da Fifa e da Uefa até novo aviso.”

Nos últimos meses, os EUA atacaram a Venezuela, Irã e Nigéria, além de ameaçar dezena de países e exigir a entrega de um território europeu. Se não bastasse, aplicou sanções contra europeus e latino-americanos. Trump ainda fez repetidas ofensas contra países mais pobres e até questionou a inteligência da população da Somália.

Não por acaso, o ex-treinador do Senegal, Gana, Camarões e de diversas seleções africanas, o francês Claude Le Roy, afirmou que não via motivo para evitar o debate sobre um boicote, diante da forma pela qual Trump se refere aos africanos.

Outro movimento vem sendo identificado entre torcedores, com abaixo-assinados contra a Copa surgindo em alguns países europeus. Ainda assim, cartolas ouvidos pelo ICL Notícias admitem que esses movimentos precisam ter um respaldo das instituições.

Numa tentativa de mostrar que o mal-estar não existe, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se apressou em anunciar em Davos, na semana passada, que mais de 500 milhões de ingressos já tinham sido solicitados.

Antecedentes
Para dirigentes europeus, são os líderes que precisam assumir suas responsabilidades. O histórico, porém, é citado como algo a não ser esquecido.

Em 1936, enquanto Hitler erguia sua máquina de morte e implementava a base do que seria o Holocausto, dirigentes esportivos e políticos em todo o mundo optaram por fechar os olhos aos abusos e fazer parte da Olimpíada em Berlim.

Um ano antes, meio milhão de americanos assinaram petições exigindo uma sede alternativa para os Jogo. Vários jornais, incluindo o New York Times, registraram objeções à participação dos EUA.

Líderes religiosos, reitores de universidades e sindicalistas criaram nos EUA o Comitê para o Jogo Limpo nos Esportes com o objetivo explícito de impedir que o país enviasse seus atletas de elite a Berlim. “Todos os americanos de bom senso e amantes do bom esporte devem se opor à nossa participação”, dizia um de seus panfletos, “porque o governo nazista está planejando deliberadamente usar os Jogos Olímpicos para promover seu prestígio político e glorificar suas políticas”.

Hitler sabia que os Jogos Olímpicos lhe proporcionariam uma oportunidade única para promover o “Reich de Mil Anos” que idealizava.

Os documentos das diferentes diplomacias não deixavam dúvidas de que todos sabiam o que estava em jogo. Sir Eric Phipps, embaixador britânico em Berlim, escreveu um telegrama para o Ministério das Relações Exteriores em 7 de novembro de 1935 o seguinte recado:

“O Chanceler (Hitler) está demonstrando um enorme interesse pelos Jogos Olímpicos. Na verdade, ele está começando a considerar as questões políticas sob a perspectiva de seu efeito sobre os Jogos. O governo alemão está simplesmente apavorado com a possibilidade de a pressão judaica induzir o governo dos Estados Unidos a retirar sua equipe e, assim, arruinar o festival, cujo valor material e propagandístico, em sua opinião, dificilmente pode ser exagerado.”

Aqueles que insistiram em ir ao evento sabiam da repressão contra os judeus e mesmo a diplomacia dos EUA sugeriu implementar o boicote.

“Caso os Jogos não sejam realizados em Berlim”, escreveu George Messersmith, cônsul-geral dos Estados Unidos em Berlim, a seus superiores no Departamento de Estado, “seria um dos golpes mais sérios que o prestígio nacional-socialista poderia sofrer em uma Alemanha em despertar e uma das maneiras mais eficazes que o mundo exterior tem de mostrar à juventude alemã sua opinião sobre a doutrina nacional-socialista.”

Para ele, era “inconcebível que o comitê olímpico americano mantivesse sua posição de que o esporte na Alemanha é apolítico, que não há discriminação”. “Outras nações estão olhando para os Estados Unidos antes de agirem, esperando por liderança; os alemães estão adiando o aumento da opressão econômica contra os judeus até que os jogos terminem. Os Estados Unidos deveriam impedir que seus atletas fossem usados por outro governo como instrumento político”, completou.

Mas o movimento nos EUA pelo boicote acabou fracassando, enterrando a pressão em outros países do mundo. Um voto na Associação de Atletas Amadores terminou com uma margem mínima de vantagem a quem defendia ir aos Jogos. De forma hipócrita, dirigentes dos EUA e de diversos países consideravam que deixar de ir ao principal evento do COI significaria o fim de suas carreiras no movimento olímpico.

O evento de Hitler acabaria tendo o maior número de delegações jamais visto até então. E o resto da história todos nós conhecemos.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Trump ameaça França, diz que ‘não há volta’ sobre Groenlândia e posta foto anexando Canadá e Venezuela

O presidente dos EUA ainda chamou decisão de Londres de ‘grande estupidez’ e anunciou reunião com líderes europeus nesta semana em Davos

Numa onda de ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na madrugada desta terça-feira (20) que irá colocar impostos de 200% sobre o vinho francês caso Emmanuel Macron não aceite aderir ao seu ‘Conselho da Paz’. Ele ainda criticou o Reino Unido e postou nas redes sociais fotos anexando Groenlândia, Canadá e Venezuela.

Trump confirmou que irá se reunir com líderes nesta semana na cidade suíça de Davos para tratar de seu desejo de tomar o território dinamarquês. Mas já avisou que não pensa em desistir.

“Tive uma ótima conversa telefônica com Mark Rutte, Secretário-Geral da OTAN, sobre a Groenlândia. Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça”, disse.

“Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás”, alertou.

“Nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo – e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”, completou.

Minutos depois, ele publicou nas redes sociais uma mensagem por telefone enviada por Emmanuel Macron, presidente da França. Nela, o francês indicava que poderia organizar uma cúpula especial do G7. Mas alertava: “não estou entendendo o que você está fazendo (sobre a Groenlândia)”.

No início da semana, ele chegou a escrever uma carta ao governo da Noruega sugerindo que foi a decisão de Oslo de não lhe dar o prêmio Nobel da Paz que teria motivado os EUA a defender apenas o seu interesse.

Ataques contra a França
Ainda nos EUA, Trump afirmou que a recusa da França de fazer parte de seu ‘Conselho de Paz’ não será tolerado.

“Eu vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas não precisa”, disse Trump, que ainda menosprezou Macron ao dizer que ele está no final de seu governo. “Ninguém sequer quer encontrá-lo”, afirmou o americano.

Trump convidou cerca de 60 países para fazer parte de seu projeto que tem como objetivo rivalizar com a ONU e ser o novo centro de decisões do mundo. Mas a estrutura prevê que apenas os EUA teriam o poder de veto, desmonta o sistema multilateral e coloca Trump como autoridade máxima.

Na segunda-feira, Paris sinalizou que irá declinar o convite, postura que também deve ser adotada pelo Brasil. As novas ameaças de Trump foram qualificadas pelos franceses como “inaceitáveis”.

Deboche do Reino Unido
Trump ainda criticou a posição de Londres em relação à devolução de territórios que, hoje, contam com bases americanas.

“Chocantemente, nosso “brilhante” aliado da OTAN, o Reino Unido, está planejando ceder a ilha de Diego Garcia, onde se encontra uma base militar vital dos EUA, para Maurício, e fazer isso SEM NENHUM MOTIVO”, disse.

“Não há dúvida de que a China e a Rússia perceberam esse ato de total fraqueza. Essas são potências internacionais que só reconhecem a FORÇA, e é por isso que os Estados Unidos da América, sob minha liderança, são agora, após apenas um ano, respeitados como nunca antes”, afirmou.

“O Reino Unido ceder terras extremamente importantes é um ato de GRANDE ESTUPIDEZ e é mais um na longa lista de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia precisa ser adquirida. A Dinamarca e seus aliados europeus precisam FAZER A COISA CERTA”, completou.

Fotos de mapas e exposição de conversas
Durante a madrugada, Trump ainda postou duas fotos. Uma delas mostra os mapas do Canadá, Groenlândia e da Venezuela pintados com a bandeira dos EUA, enquanto ele recebe líderes europeus no Salão Oval.

Em outra, ele finca uma bandeira dos EUA no território da Groenlândia.

Durante a madrugada, Trump ainda colocou em suas redes sociais prints de mensagens de líderes estrangeiros, entre eles o de Mark Rutte, chefe da OTAN. No texto laudatório ao americano, o europeu prometia que iria encontrar uma forma para lidar com a Groenlândia e se mostra submisso aos interesses da Casa Branca.

*Jamil Chade/Uol


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Brasil Mundo

Lula articula reação regional a ameaças de Trump e ofensiva na Venezuela

Presidente conversa com líderes da Colômbia, México e Canadá, condena uso da força, reage a ameaças militares dos EUA e defende soberania, multilateralismo e solução pacífica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou nesta quinta-feira (8) a articulação com líderes da América Latina em reação à ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e às novas ameaças de Washington à região, reafirmando a defesa da soberania, do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos.

Ao longo do dia, o presidente brasileiro realizou ligações telefônicas com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, e com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

A articulação ocorre em meio à escalada de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar países da região com ações militares no México e na Colômbia, a defender a ampliação da presença e do controle norte-americano sobre a Groenlândia e a anunciar a imposição de uma tutela política sobre a Venezuela.

Na conversa com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, Lula criticou o uso da força contra um país sul-americano, apontado pelos dois governos como violação do direito internacional, da Carta da ONU e da soberania da Venezuela, e defendeu que a crise seja resolvida por meios pacíficos, com diálogo e respeito à vontade do povo venezuelano.

O presidente brasileiro também informou que o Brasil iniciou o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, parte de um total de 300 toneladas arrecadadas para recompor estoques de produtos e soluções para diálise atingidos pelos bombardeios, de acordo com o Vermelho.

Com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, Lula reiterou o repúdio aos ataques contra a soberania venezuelana e à retomada de uma lógica de divisão do mundo em zonas de influência.

Os dois líderes reafirmaram a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre-comércio, além do compromisso com a cooperação em favor da paz, do diálogo e da estabilidade regional.

Na ligação com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, os dois líderes condenaram o uso da força sem respaldo na Carta da ONU e defenderam que o futuro da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo.

Lula e Carney também concordaram sobre a necessidade de reformar as instituições de governança global e manifestaram interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.

As conversas ocorrem após Trump intensificar a retórica de confronto com países da América Latina e do Atlântico Norte, dias depois de os Estados Unidos executarem seu primeiro bombardeio na América do Sul.

Nesta quinta-feira (8), em entrevista ao The New York Times, Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA vão “começar agora a atacar em terra” o território do México, sob o argumento de combater cartéis de drogas.

Trump disse que apenas “sua própria moral” constitui um limite para as ações do governo norte-americano no exterior. Questionado sobre o respeito ao direito internacional, Trump declarou que “não precisa” dessas normas e que a única coisa capaz de freá-lo é “sua própria mente”.O presidente norte-americano afirmou ainda que o controle dos Estados Unidos sobre a Groenlândia seria “psicologicamente necessário para o sucesso” e admitiu que a escolha entre a estabilidade da Otan e a incorporação do território poderia se tornar um dilema para seu governo.


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Política

O fator Reagan

Sim, o Canadá citou Reagan, que era contra tarifas e, cm isso, enfureceu Trump

Isso pode ser uma boa notícia para Lula.

Trump sentiu!

O Canadá, atento às duas filosofias econômicas diametralmente opostas de Trump e Reagan, apostou no confronto de ideias sobre tarifas e o homem laranja mordeu a isca com toda a força de sua mandíbula.

Agora, é isso que está na pauta do eleitorado republicano, já que Reagan é uma santidade para boa parte dos norte-americanos. Trump, por sua vez, ao saber disso, esperneou, mas já é tarde.

Foi uma bela sacada do Canadá, que bateu como pó de mico na pose impávida de Trump.

Lula pode ter dado a sorte de estar com Trump em seguida a esse episódio, e Trump, diante do discurso de integração Brasil e EUA de Lula, ter um outro entendimento sobre as tarifas contra o Brasil e seguir a filosofia de Reagan.

Trump opera de olho nas pesquisas de opinião de seu eleitor mais fiel, que também era fiel a Reagan

A conferir.


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Política

Canadá deu uma calça arriada em Trump

Trump enfurecido depois de desmascarado pelo Canadá manda suspender todos os acordos sobre tarifas que estavam em andamento.

O instável e ambicioso presidente americano ficou com a bunda de fora com a jogada de marketing às avessas que o Canadá o colocou numa cama de gato dirigindo um documentário em redes de TVs americanas em que Reagan, uma santidade neoliberal dos republicanos, senta a lenha em políticas de tarifas para defender a economia dos EUA.

Reagan aparece dizendo que tarifas são voos de galinha e que, no final das contas, os americanos e os próprios EUA acabam pagando a fatura.

O troço desceu quadrado porque o heroísmo de Trump acabou sendo ridicularizado.

O soberbo reagiu mal chamando o Canadá de manipulador e mandando degolar os acordos sobre tarifa ate aqui.

Se o faniquito de Trump é ou não temporário só seus interesses políticos vão badalar.


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Mundo

Canadá anuncia que reconhecerá Estado palestino na ONU em setembro

Decisão posiciona o país ao lado da França e do Reino Unido; outras nações como Austrália e Nova Zelândia poderão seguir o exemplo nos próximos meses

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou nesta quarta-feira (30/07) que o Canadá pretende reconhecer oficialmente o Estado da Palestina durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.

A declaração, realizada em coletiva de imprensa ao lado da ministra da Defesa, Anita Anand, posiciona o país ao lado da França, do Reino Unido e de outras nações que já sinalizaram apoio à criação de um Estado palestino independente.

“O Canadá pretende reconhecer o Estado da Palestina na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas”, afirmou Carney aos jornalistas. “Pretendemos fazê-lo porque a Autoridade Palestina se comprometeu a liderar uma reforma tão necessária”, complementou.

Ele afirmou que “preservar uma solução de dois Estados significa apoiar todas as pessoas que escolhem a paz em vez da violência ou do terrorismo”.

Segundo Carney, o reconhecimento canadense dependerá do cumprimento de certas condições, como a realização de eleições democráticas pela Autoridade Palestina em 2026, com a exclusão do Hamas do processo, e a adoção de reformas políticas.

“O Hamas deve libertar todos os reféns, se desarmar e não participar da governança da Palestina no futuro”, condicionou o premiê.

Reações
The Guardian destaca que posição canadense gerou reações imediatas. O embaixador de Israel no Canadá, Iddo Moed, afirmou que seu país “não se curvará à campanha de pressão internacional” e classificou a medida como um risco de imposição de “um estado jihadista”.

Após a declaração, o ex-presidente Donald Trump ameaçou retaliar comercialmente o Canadá insinuando dificuldade nas negociações de um novo acordo comercial, cujo prazo final se encerra em 1º de agosto.

“Uau! O Canadá acaba de anunciar que apoia a criação de um Estado para a Palestina. Isso tornará muito difícil para nós fecharmos um acordo comercial com eles. Ah, Canadá!!!”, escreveu no seu Truth Social.

Trump ameaçou aplicar uma tarifa de 35% sobre produtos canadenses que não estejam protegidos por acordos prévios.

*Opera Mundi


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Brasil

Em reunião da OMC, Brasil ataca tarifas e recebe apoio da UE, Canadá e BRICS

O Brasil criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos, sem citar diretamente Donald Trump, durante a principal reunião do Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, em 23 de julho de 2025.

O embaixador Philip Fox-Drummond Gough, Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, denunciou o uso de tarifas como ferramenta de coerção política, apontando que medidas unilaterais, como as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, violam os princípios da OMC, desestabilizam cadeias globais de valor e ameaçam a economia mundial com inflação e estagnação.

Ele alertou que tais ações representam um “atalho perigoso para a instabilidade e a guerra” e defendeu o multilateralismo e a reforma da OMC para fortalecer o sistema de comércio global.

A posição brasileira recebeu apoio de cerca de 40 países, incluindo membros do BRICS (como China, Rússia e Índia), a União Europeia e o Canadá. Esses países compartilharam preocupações sobre o uso de tarifas como pressão política, especialmente após Trump vincular as sanções comerciais à situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A delegação dos EUA rebateu, alegando que outros países descumprem as regras da OMC e que suas ações visam corrigir desequilíbrios comerciais.

O Brasil enfatizou a priorização de soluções negociadas, mas não descartou recorrer a mecanismos legais da OMC, apesar do sistema de solução de disputas estar paralisado devido a um boicote americano.

A União Europeia, que planeja tarifas retaliatórias de 30% sobre produtos dos EUA, e o Canadá, que também ameaçou retaliação, alinharam-se ao Brasil na defesa das regras multilaterais de comércio.

*Jamil Chade/Uol


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Brasil Mundo

Lula é convidado pelo Canadá para a Cúpula do G7

O governo do Canadá enviou uma carta oficial ao presidente Lula na última sexta-feira (30), convidando o chefe do Executivo brasileiro para participar da 51ª Cúpula de Líderes do G7, marcada para os dias 16 e 17 de junho, na cidade de Kananaskis.

O convite foi assinado pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e entregue pela Embaixada do Canadá no Brasil.

Segundo apuração da TV Globo, Lula sinalizou que pretende comparecer ao encontro, embora o Palácio do Planalto ainda não tenha confirmado a viagem. Caso aceite, esta será a segunda participação consecutiva do presidente brasileiro nas reuniões do grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A possível presença de Lula no Canadá também poderá marcar o primeiro encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já confirmou presença na cúpula. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também deve participar.

No ano passado, durante o G7 na Itália, Lula defendeu maior distribuição de renda e criticou a concentração do desenvolvimento da Inteligência Artificial “na mão de poucos”.

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