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Brasil Mundo

Brasil teme ‘nova aventura’ de Trump na região para desviar atenção de Irã

Flávio e Eduardo Bolsonaro fazem pressão nos EUA por ação sobre terrorismo

Membros do governo brasileiro temem que a baixa popularidade de Donald Trump nos EUA e o impasse na guerra no Irã possam levar o republicano a fazer “novas aventuras” na América Latina.

A avaliação de Brasília é de que, diante do conflito, a “grande perdedora” por enquanto tem sido a credibilidade do presidente dos EUA como parceiro internacional e mesmo de imagem perante seu próprio eleitorado.

A preocupação, portanto, é de que a região seja usada para “salvar” a reputação de Trump como líder de um esforço para retomar uma postura de hegemonia no mundo. Atos “diversionistas” poderiam ser usados para tirar o foco da opinião pública dos EUA da crise no Irã.

Nesta semana, pesquisas apontaram que 59% dos americanos desaprovam o governo Trump, o pior índice do republicano em seus dois mandatos. Se não bastasse, cresce a resistência da opinião pública dos EUA diante de uma guerra no Irã que começa a se prolongar, sem uma solução em vista.

A avaliação do governo é que pode existir algum tipo de ingerência dos EUA nas eleições na Colômbia, ainda que de forma sutil. Nos últimos meses, a realidade é que o presidente colombiano Gustavo Petro se beneficiou na opinião pública do embate com Trump. Mas, nas eleições de maio, não se descarta alguma ação por parte da Casa Branca, ainda que não seja no uso de militares.

Uma situação ainda mais crítica vive Cuba. O Brasil notou que, diante do impasse no Irã, o governo americano voltou a falar publicamente sobre a ilha no Caribe.

Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA
Outro fator que está sendo acompanhado de perto pelo governo Lula é a ação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. Neste fim de semana, os dois estarão na reunião da ultradireita norte-americana, no Texas, e Brasília acredita que vão fazer campanha para que os EUA declarem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas.

Brasília acredita que, enquanto houver uma negociação entre Brasil e EUA nesse aspecto, a Casa Branca irá evitar seguir o caminho proposto pelos filhos do ex-presidente brasileiro. A estratégia que o Brasil usa é a de tentar talhar o lobby bolsonarista, ocupando o espaço político na relação bilateral.

Caso haja uma ofensiva de Trump nesse aspecto, a preocupação mais imediata do Brasil é de que sanções financeiras sejam estabelecidas contra empresas nacionais.

Existe ainda, num médio prazo, o risco de que isso seja transformado em instrumento para justificar uma ação militar contra focos específicos no país.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Trump peida, dá de fasto, Irã ironiza e sabotadores tropicais ficam de mãos vazias

O jornal Financial Times diz que vê estado mental de Trump como risco global.

Trump, de joelhos, correu para avisar ao mundo que está em negociação com o Irã, dizendo que suspendeu ataques contra alvos estratégicos.

Irã dá de ombros e diz que não existe qualquer negociação e que Trump apenas recuou, peidou, deu de fasto, como quelquer pangaré diante de uma cobra no caminho da roça.

Trump passou os últimos dias ameaçando os iranianos, espinafrando aliados, colocando a economia mundial em absoluto colapso e, agora, o pedófilo anuncia, a modo e gosto, uma suposta negociação com o Irã, afirmando ter ordenado aos militares que não disparem nem estilingue contra infraestruturas energécas daquele pais.

A verdade é que deu ruim e o cagão, depois da lambança que arrumou contra o próprio pé, agora tenta arrumar uma saída honrosa e vira piada no país persa.

A embaixada do Irã no Afeganistão afirmou que a declaração de Trump é resultado de uma estratégia que produziu um mata-leão no fanfarrão, obrigando o bufão a bater três e com vontade a palma da mão na lona. Isso acontece depois de, por vários dias, arrotar que havia vencido a guerra e anunciar a tal operação Fúria Épica.

O porcalhão agora diz que tem o prazer de, na cara dura, informar que EUA e Irã tiveram conversas produtivas a respeito de uma resolução das hostilidades dos EUA e Israel no Oriente Médio, O imperador dos tolos mandou essa sem ruborizar.

Trump, com a bunda de fora, depois de rasgar a calça no traseiro, acabou criando um impacto imediato no mercado mundial, O preço do barril de petróleo no Brasil, por exemplo, caiu 13% para tristeza dos sabotadores. O troço foi anunciado tão de estalão que o Irã retrucou e repudiou, desmentindo Trump, afirmando que não abrirá o Estreito de Ormuz em 48 horas coisa nenhuma, como anunciado pela Casa Branca.

Na verdade, quem deu o ultimato em Trump, foram os próprios cidadãos americanos, que vêm nessa guerra com o Irã uma lambança generalizada de Trump, transformando o sujeito no cidadão mais malquisto dentro dos EUA.

Irã contesta o palavrório do boquirroto, dizendo que não tem qualquer conversa com o ronca e fuça e que, na realidade, não passa de conversa fiada de derrotado como forma de declarar recuo para não ter uma derrota e sair de cena de forma ainda mais humilhante.


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Política

Irã reafirma soberania sobre Estreito de Ormuz e adverte: ‘navios dos EUA não passarão’

Presidente Donald Trump convoca China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para uma força-tarefa no estreito

O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri, respondeu às alegações de Donald Trump de que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto, afirmando que a rota “ainda não foi fechada militarmente e está apenas sob controle”.

Em uma postagem no X, ele rebateu os comentários do líder da Casa Branca, dizendo: “Os norte-americanos alegaram falsamente a destruição da marinha do Irã. Depois, alegaram falsamente a escolta de petroleiros. Agora, estão até pedindo reforços a outros países.”

O presidente dos Estados Unidos afirmou neste sábado (14/03), em uma publicação na Truth Social, que “especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar” o estreito enviariam navios de guerra “em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro”. Ele citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido entre os países que esperava que contribuíssem.

Trump ainda disse que os EUA já haviam “destruído 100% da capacidade militar do Irã”, ao mesmo tempo em que admitia que Teerã ainda poderia “enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance” ao longo do canal.

Ele prometeu que, enquanto isso, Washington “bombardearia impiedosamente a costa e afundariam continuamente barcos e navios iranianos”, prometendo deixar o estreito “ABERTO, SEGURO e LIVRE”.

Vale ressaltar que na semana passada, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse ao canal de notícias estadunidense CNBC que os EUA não estavam preparados para escoltar navios através do estreito.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também esclareceu que o estreito estava fechado apenas para “petroleiros e navios inimigos e seus aliados”, e não para toda a navegação. Já Mohsen Rezaee, membro do Conselho de Discernimento do Interesse do Irã — um órgão influente próximo ao líder supremo —, afirmou: “Nenhum navio americano tem o direito de entrar no Golfo”.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

Brasil revoga visto de enviado de Trump que visitaria Bolsonaro e fala em ‘má-fé’

Americano escondeu que queria visitar Bolsonaro; Lula vincula rejeição ao visto negado por Trump para Padilha

Darren Beattie, enviado do governo Trump para o Brasil, tem seu visto revogado para a viagem que iria fazer ao país, na próxima semana. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A medida amplia o mal-estar entre os dois governos que, até agora, não conseguiram encontrar uma data comum para um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Enquanto os desentendimentos aumentam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Para o governo brasileiro, ceder apenas para que a reunião ocorra não seria a estratégia mais adequada para defender a soberania do país. A avaliação de Brasília é de que Trump “respeita quem se respeita” e, se não houver a viagem, “não será o fim do mundo”.

Fim da “química”?
Ainda assim, a lista dos embates entre Brasil e EUA volta a crescer, colocando em questão a suposta “química” entre os dois presidentes.

Não existe acordo sobre como tratar dos grupos criminosos, com os EUA insistindo que precisam ser qualificados como terroristas;
As tarifas ainda não foram todas retiradas;

Novas investigações comerciais foram abertas contra o Brasil;
Brasil rejeitou pedido de Trump para receber estrangeiros deportados:
Ministros e autoridades brasileiras continuam com vistos suspensos para ir aos EUA.

Visto
E, agora, os vistos voltam ao centro da agenda. O Itamaraty, por sua parte, insiste que apenas está adotando as mesmas regras que existem nos EUA caso um pedido de visto venha com informações falsas.

No último dia 6, Beatti pediu visto ao consulado do Brasil em Washington e, numa nota oficial do Departamento de Estado, alegou que faria a viagem para ter reuniões oficiais com o governo Lula e para participar de um evento sobre minérios raros.

O Brasil concedeu o visto, sem questionamento. Mas, no dia seguinte, foi anunciado que ele iria visitar Jair Bolsonaro na prisão e que havia solicitado autorização ao ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Beatti é próximo aos filhos de Bolsonaro e, nas redes sociais, questionou a eleição de Lula no Brasil e com frequência ataca a esquerda.

Para o governo brasileiro, ficou evidenciado que existiu uma manobra na solicitação de vistos e que nenhuma reunião estava organizada para ocorrer com as autoridades nacionais.

A avaliação de Brasília era de que ele ganhou o visto a partir de uma informação falsa e que, portanto, o documento deveria ser cancelado. O Itamaraty, nesta sexta-feira, confirmou que houve o cancelamento do visto.

O governo Lula insiste que visitar a oposição não é proibido. Mas o gesto de negar informação na concessão do visto foi recebido como uma provocação por parte da ala mais radical do trumpismo.

A revogação do visto, portanto, foi uma forma de colocar um limite às atitudes do Departamento de Estado.

Lula vincula revogação ao visto negado para Padilha
Num discurso nesta sexta-feira, Lula vinculou a revogação do visto norte-americano ao fato de que Trump tenha vetado a entrada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado”, disse Lula.

A revogação, porém, não cita a reciprocidade entre os dois países e fala apenas na informação enganosa do pedido dos EUA.

“À época do referido pedido ao consulado-geral, não constava qualquer menção a eventual interesse do visitante em realizar encontros ou visitas não relacionadas aos objetivos oficialmente comunicados. Assim, o processamento e a concessão do visto ocorreram exclusivamente com base na justificativa então apresentada pelo Departamento de Estado”, disse.

*JamilChade/ICL

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Mundo

Ataques acontecem em todo o Irã sem perspectiva de acordo

Centenas de pessoas foram mortas e centenas de milhares foram deslocadas na região, enquanto a guerra entra em sua segunda semana.

Em uma postagem nas redes sociais na manhã de sábado, o presidente Trump prometeu que o Irã seria em breve “atingido com muita força” e que o ataque aéreo israelense-americano, que já durava uma semana, se expandiria para atingir novas “áreas e grupos de pessoas”.

Anteriormente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em um pronunciamento televisionado que a exigência de rendição incondicional feita por Trump era “um sonho que nossos inimigos levarão para o túmulo”. Pouco depois do discurso de Pezeshkian, sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Catar, um sinal de que os ataques retaliatórios do Irã ainda estavam em andamento.

O Sr. Pezeshkian, aparentemente buscando amenizar a raiva contra o Irã no mundo árabe, também pediu desculpas às nações do Golfo Pérsico por lançar ataques em seus territórios. Esse comentário parece ter levado o Sr. Trump a afirmar que o Irã havia se “rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”.

Mas o presidente iraniano afirmou posteriormente nas redes sociais que o Irã continuaria tentando danificar as bases americanas no Golfo. “Não atacamos nossos países amigos e vizinhos”, disse ele. “Em vez disso, temos como alvo bases, instalações e estruturas militares americanas na região.”

Os detalhes dos ataques americanos ao Irã no sábado permanecem obscuros. Autoridades americanas de alto escalão informaram o público sobre os combates pela última vez há dois dias. Na sexta-feira, os militares dos EUA divulgaram um comunicado afirmando que as forças americanas atingiram pelo menos 3.000 alvos desde o início da guerra no fim de semana anterior, um aumento significativo em relação aos 2.000 ataques registrados no início da semana, mas forneceram poucos detalhes.

Ataques israelenses atingiram o Aeroporto Mehrabad em Teerã durante a noite, incendiando-o, segundo informações militares. Os alvos eram aviões ligados à Guarda Revolucionária do Irã, informou o exército. Moradores de Teerã descreveram enormes bolas de fogo e fumaça subindo ao céu.

O número de mortos no Irã também permanecia envolto em incerteza. No início desta semana, a Sociedade do Crescente Vermelho havia informado que quase 800 pessoas haviam sido mortas, mas não forneceu uma atualização oficial desse número nos últimos dias. Na sexta-feira, o embaixador do Irã na ONU elevou o número de mortos para mais de 1.300.

Eis o que mais abordaremos:

Baixas americanas: Esperava-se que o Sr. Trump estivesse presente quando os corpos dos primeiros militares americanos mortos no conflito com o Irã chegassem à Base Aérea de Dover, em Maryland, na tarde de sábado.

Relatório de inteligência: Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência, concluído antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem ataques contra o Irã, previa que mesmo um ataque militar em larga escala contra o país dificilmente derrubaria seu governo teocrático, de acordo com autoridades americanas informadas sobre o trabalho.

Aeroporto de Dubai: O Aeroporto Internacional de Dubai anunciou no sábado que retomou parcialmente suas operações, após ter informado anteriormente que todos os voos estavam suspensos.

Líbano: Durante a noite, aviões de guerra israelenses bombardearam repetidamente os arredores do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah onde os militares israelenses haviam alertado centenas de milhares de moradores para fugirem ou enfrentarem perigo iminente. Cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas no Líbano, segundo estimativas do Conselho Norueguês para Refugiados.

Missão fracassada: O exército israelense informou que suas forças especiais também lançaram uma rara incursão no leste do Líbano na madrugada de sábado para buscar — sem sucesso — os restos mortais de Ron Arad, um soldado israelense considerado desaparecido em combate desde a década de 1980. A incursão provocou confrontos nos quais pelo menos 41 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, fará um pronunciamento à nação esta noite, segundo a televisão estatal iraniana. No sábado, altos funcionários iranianos demonstraram publicamente divergências sobre sua estratégia de guerra, com o presidente afirmando que o Irã cessaria os ataques a países árabes vizinhos e comandantes militares o contradizendo. Espera-se que Larijani tente projetar uma mensagem mais coesa em seu discurso.

Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã na noite de sábado, informou o Ministério da Defesa do país em um comunicado. Os fortes ruídos ouvidos em todo o país foram causados ​​pelas interceptações realizadas pelos sistemas de defesa aérea e por caças, acrescentou o ministério.

Em uma postagem nas redes sociais na manhã de sábado, o presidente Trump prometeu que o Irã seria em breve “atingido com muita força” e que o ataque aéreo israelense-americano, que já durava uma semana, se expandiria para atingir novas “áreas e grupos de pessoas”.

Anteriormente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em um pronunciamento televisionado que a exigência de rendição incondicional feita por Trump era “um sonho que nossos inimigos levarão para o túmulo”. Pouco depois do discurso de Pezeshkian, sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Catar, um sinal de que os ataques retaliatórios do Irã ainda estavam em andamento.

O Sr. Pezeshkian, aparentemente buscando amenizar a raiva contra o Irã no mundo árabe, também pediu desculpas às nações do Golfo Pérsico por lançar ataques em seus territórios. Esse comentário parece ter levado o Sr. Trump a afirmar que o Irã havia se “rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”.

Mas o presidente iraniano afirmou posteriormente nas redes sociais que o Irã continuaria tentando danificar as bases americanas no Golfo. “Não atacamos nossos países amigos e vizinhos”, disse ele. “Em vez disso, temos como alvo bases, instalações e estruturas militares americanas na região.”

Os detalhes dos ataques americanos ao Irã no sábado permanecem obscuros. Autoridades americanas de alto escalão informaram o público sobre os combates pela última vez há dois dias. Na sexta-feira, os militares dos EUA divulgaram um comunicado afirmando que as forças americanas atingiram pelo menos 3.000 alvos desde o início da guerra no fim de semana anterior, um aumento significativo em relação aos 2.000 ataques registrados no início da semana, mas forneceram poucos detalhes.

Ataques israelenses atingiram o Aeroporto Mehrabad em Teerã durante a noite, incendiando-o, segundo informações militares. Os alvos eram aviões ligados à Guarda Revolucionária do Irã, informou o exército. Moradores de Teerã descreveram enormes bolas de fogo e fumaça subindo ao céu.

O número de mortos no Irã também permanecia envolto em incerteza. No início desta semana, a Sociedade do Crescente Vermelho havia informado que quase 800 pessoas haviam sido mortas, mas não forneceu uma atualização oficial desse número nos últimos dias. Na sexta-feira, o embaixador do Irã na ONU elevou o número de mortos para mais de 1.300.

Eis o que mais abordaremos:

  • Baixas americanas: Esperava-se que o Sr. Trump estivesse presente quando os corpos dos primeiros militares americanos mortos no conflito com o Irã chegassem à Base Aérea de Dover, em Maryland, na tarde de sábado.

  • Relatório de inteligência: Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência, concluído antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem ataques contra o Irã, previa que mesmo um ataque militar em larga escala contra o país dificilmente derrubaria seu governo teocrático, de acordo com autoridades americanas informadas sobre o trabalho.

  • Aeroporto de Dubai: O Aeroporto Internacional de Dubai anunciou no sábado que retomou parcialmente suas operações, após ter informado anteriormente que todos os voos estavam suspensos.

  • Líbano: Durante a noite, aviões de guerra israelenses bombardearam repetidamente os arredores do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah onde os militares israelenses haviam alertado centenas de milhares de moradores para fugirem ou enfrentarem perigo iminente. Cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas no Líbano, segundo estimativas do Conselho Norueguês para Refugiados.

  • Missão fracassada: O exército israelense informou que suas forças especiais também lançaram uma rara incursão no leste do Líbano na madrugada de sábado para buscar — sem sucesso — os restos mortais de Ron Arad, um soldado israelense considerado desaparecido em combate desde a década de 1980. A incursão provocou confrontos nos quais pelo menos 41 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

*New York Times


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Mundo

Trump ameaça ‘destruição completa’ do Irã se não houver rendição

Republicano atribui decisão iraniana de cessar ataques a países do Golfo Pérsico como suposta ‘fraqueza’; país persa reafirma que não irá se render

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que neste sábado (07/03) o Irã será alvo de novos e mais intensos ataques militares, em meio à ofensiva perpetrada por Washington e Tel Aviv contra o país persa.

“Hoje, o Irã será duramente atingido! Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã“, disse o presidente dos Estados Unidos, em sua Truth Social.

A declaração ocorre depois do presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciar que cessará os bombardeiros contra os países do Golfo Pérsico, a menos que ocorram ataques destas nações contra o Irã. Desde o início do conclave no último sábado (28/02), o país persa vem retaliando as bases militares norte-americanas localizadas nos países vizinhos.

Em sua postagem, Trump atribuiu a decisão iraniana ao ataque “implacável dos Estados Unidos e de Israel” e avaliou a medida como um sinal de rendição: “o Irã, que está sendo duramente atacado, pediu desculpas e se rendeu aos seus vizinhos do Oriente Médio, prometendo que não atirará mais neles”, escreveu.

“Essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel. Eles buscavam dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perde para os países vizinhos do Oriente Médio”, acrescentou Trump.

Ele ainda afirmou que o país persa “não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘o perdedor do Oriente Médio’, e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!”.

Rendição está fora de questão, diz Irã
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, no entanto, deixou mito claro que as exigências de rendição incondicional de Washington não serão aceitas: “os inimigos do Irã levarão para o túmulo seus sonhos de nossa rendição incondicional”, disse em mensagem divulgada na manhã deste sábado (07/03).

Já sobre o fim dos bombardeios aos países do Golfo, ele afirmou: “estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não temos dúvidas, nem hesitação, em defender a honra e a autoridade do nosso país. Os alvos apropriados dos esforços de mediação devem ser aqueles que, ao subestimarem o povo iraniano, incendeiam a região”.

*Opera Mundi


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Mundo

Trump diz que Aiatolá Ali Khamenei morreu

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu nos ataques contra Teerã, neste sábado.

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu. “Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, afirmou.

“Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”, disse.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade. Como eu disse ontem à noite: “Agora eles podem ter imunidade, depois só terão a morte!” Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece”, disse.

“Esse processo deverá começar em breve, visto que, não apenas com a morte de Khamenei, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado. Os bombardeios pesados ​​e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!

Agradeço a sua atenção a este assunto.

PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”.

Nas redes sociais, a conta de Khamenei traz a mensagem: “que a paz esteja com ele”

Mais cedo, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, anunciou que os ataques aéreos destruíram o complexo que abriga o aiatolá Ali Khamenei e afirmou que “todas as indicações mostram que este tirano não está mais entre nós”.

À agência Reuters, uma fonte israelense afirmou que Khamenei morreu e que seu corpo foi achado. A imprensa israelense, entre eles o jornal Haaretz, também anunciou que o iraniano que lidera o país desde 1989 teria morrido.

O governo iraniano, por sua vez, afirmou que “não pode confirmar” a condição do líder supremo.

Nos bombardeios contra o Irã, neste sábado, um dos principais alvos foram os locais de residência de autoridades do país. Chefes militares estão entre os mortos.

Desde o início da ofensiva por parte de Israel e dos EUA, o governo do Irã não esclareceu onde estaria Khamenei.

Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano garantiu, nas primeiras horas do conflito, de que o líder supremo não estava em Teerã e que ele e o presidente do Irã estavam “sãos e salvos”.

Em sua declaração, Netanyahu convocou ainda iranianos a “irem às ruas em massa” para derrubar o regime. Segundo ele, os ataques os ajudarão a “se libertar da tirania”.

Ele afirma que eles têm uma “oportunidade única em uma geração” para derrubar o regime iraniano. “Saiam às ruas em massa” e “façam o trabalho”, diz ele. “É hora de vocês se unirem” e “se juntarem para uma missão histórica”, afirma.

A mensagem pedindo mobilização por parte dos iranianos também foi o tom usado por Donald Trump, nesta manhã. “Assumam o governo”, pediu o norte-americano.

Horas depois dos ataques, Trump afirmou que existem várias opções a partir de agora.

“Posso prolongar a situação e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: ‘Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir [seu programa nuclear]’”, disse ele ao site Axios.

Trump explicou que o ataque foi tomado depois diante da falta de progresso nas negociações nucleares desta semana. “Os iranianos chegaram perto e depois recuaram — chegaram perto e depois recuaram. Entendi, a partir disso, que eles realmente não querem um acordo”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Sumiço de provas contra Trump nos arquivos Epstein é ‘assustador para democracia’

Ligações do republicano com criminoso sexual têm sido ocultadas, enquanto outros nomes aparecem, aponta o professor

Nesta quinta-feira (26) aconteceu o depoimento de Hillary Clinton no caso Jeffrey Epstein, no qual a ex-secretária de Estado afirmou não se lembrar de ter conhecido o financista e sugeriu que os senadores deveriam questionar o próprio Trump sobre suas ligações com a rede criminosa. “O que é preocupante é que as ligações óbvias com Trump têm sido disfarçadas e deixadas de lado. É isso que precisaria ser investigado. Inclusive, quando Hillary faz essa relação, ela sabe muito bem para onde está levando a conversa”, aponta Paulo Borba Casella, professor de direito internacional público da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Ao Conexão BdF, ele destaca a gravidade do envolvimento de tantas personalidades com a rede criminosa de Jeffrey Epstein. “É um número enorme de pessoas. Até o Noam Chomsky aparece. É assustador ver os tentáculos da rede Epstein e o estrago que já fizeram”.

O professor revela um fato ainda mais alarmante: “A gente teve a informação recente de que parte dos arquivos que relacionam Trump a possíveis agressões sexuais contra mulheres não estão mais disponíveis nos relatórios das investigações”.

Sobre as implicações legais para o presidente, Casella é enfático. “Ele não é um réu primário. Já foi acusado de outros delitos sexuais e já pagou grandes quantias em casos anteriores para se livrar de processos por mulheres que tinham sido assediadas e mesmo atacadas por ele.”

Para o professor, o desaparecimento das provas é um escândalo democrático. “O que é assustador para um regime democrático, como se diziam até agora, é que essas informações relativas ao atual dirigente sumam dos arquivos. Isso é escandaloso e nunca poderia ser aceito.”

A pressão sobre o Irã
Sobre a escalada contra o Irã, Casella contextualiza a posição estadunidense que agem por procuração para supostamente proteger seu aliado na região, que é Israel. “Mas tem também uma coisa altamente destrutiva por parte dos Estados Unidos em quererem atacar o Irã. Querem fazer do Irã o que fizeram há algumas décadas com o Iraque, que foi arrasado pelos Estados Unidos.”

“Esse duplo padrão é inaceitável. Israel tem um programa nuclear que não deixa ninguém fiscalizar, ao arrepio dos acordos internacionais de monitoramento e de visitas periódicas pela Agência Internacional de Energia Atômica. Esse jogo de pressão com parâmetros totalmente desiguais em relação a situações parecidas é absolutamente injustificável”, aponta.

O professor lembra que já havia um acordo firmado com o Irã durante a gestão Obama. “Quem jogou fora esse acordo foi o próprio Trump, com aquela arrogância e falta de cuidado. Disse que o acordo não era bom e que ele ia negociar um muito melhor. Estamos vendo esse ‘muito melhor’ agora.”

Ele conclui que a postura estadunindense é inaceitável sob qualquer ponto de vista. “Nenhum país pode se sentir confortável e aceitar publicamente esse tipo de pressão. ‘Olha, eu boto todo o meu poder militar e se você não negociar, vai ficar muito ruim para você.’ A inércia da comunidade internacional em torno de mais essa agressão americana é assustador e preocupante.”

Sobre a capacidade militar dos EUA, Casella pondera. “Análises dizem que toda essa mobilização cenográfica de porta-aviões e aviões teria poder de fogo por alguns dias, mas não seria o suficiente para um conflito prolongado.”

“De cara, dispara o preço do petróleo, dispara o preço do ouro e da prata. Cria-se uma enorme apreensão com relação aos 20% do comércio de petróleo e gás que passam pelo Estreito de Hormuz. O regime iraniano já disse que, se atacado, poderia restringir ou fechar a passagem, pelo menos temporariamente”, contextualiza.

Para Casella, os efeitos seriam globais: “Se esse ataque abusivo, descabido e provavelmente ineficaz acontecer, pode apostar que tem confusão que repercute para o mundo inteiro, principalmente na região, mas com reflexos para todo o planeta.”

*BdF


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Departamento de Justiça ocultou informações sobre Trump no caso Epstein, diz NPR

Ao menos 53 páginas de entrevistas do FBI, incluindo acusações de abuso sexual de menor, foram suprimidas dos arquivos

A NPR revelou nesta terça-feira (24/02) que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos reteve uma série de documentos dos arquivos Epstein que comprometem o presidente norte-americano Donald Trump, incluindo alegações de abuso sexual contra menores.

Registros que poderiam implicar o atual presidente norte-americano também foram removidos do banco de dados público ou nunca chegaram a ser divulgados, aponta a reportagem, contabilizando mais de 50 páginas apagadas de entrevistas conduzidas pelo FBI. O Departamento de Justiça alega que os documentos podem ser confidenciais, duplicados ou vinculados a investigações federais em andamento.

Após a divulgação da reportagem, o deputado democrata Robert Garcia (Califórnia), à frente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados, anunciou uma investigação paralela sobre a supressão dos documentos. A alegação de abuso sexual contra Trump está sendo investigada pelos democratas.

“Ontem, revisei os registros de evidências não editados no Departamento de Justiça. Os democratas responsáveis pela supervisão podem confirmar que o Departamento de Justiça parece ter retido ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente que acusou o presidente Trump de crimes hediondos”, afirmou Garcia, nas redes sociais.

A Casa Branca reagiu às revelações afirmando que o presidente foi “totalmente exonerado” em relação a Epstein. Em nota enviada à NPR, a porta-voz Abigail Jackson declarou que o republicano teria feito mais pelas vítimas do que qualquer outra figura pública, citando a liberação de documentos e a assinatura da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

Abuso sexual
Os registros ligados à mulher que acusou Trump de abuso sexual ao FBI apontam que o suposto crime ocorreu em 1983, quando ela tinha 13 anos de idade. A acusadora foi entrevistada quatro vezes pelo FBI, mas apenas a primeira entrevista, realizada em julho de 2019 e que não menciona Trump, aparece no acervo público.

Ela relatou ter sido apresentada a Trump por Epstein e que, na ocasião, ele “a forçou a abaixar a cabeça em direção ao seu pênis exposto, que ela mordeu em seguida”. Segundo o relato, Trump a atingiu “na cabeça e a expulsou” do local.

Dos 15 documentos listados referentes à acusadora, apenas sete constam no banco de dados dos arquivos de Epstein. Entre os documentos faltantes estão anotações dos agentes que acompanharam três das entrevistas.

A reportagem também destaca outra menção a Trump, encontrada nos arquivos de Maxwell, relativa a seis entrevistas concedidas ao FBI, entre setembro de 2019 e setembro de 2021. Ao detalhar como os abusos de Epstein e Maxwell começaram, a vítima, também de 13 anos, menciona ter sido levada ao clube Mar-a-Lago de Trump.

Ao ser mostrada por Epstein a Trump, o financista teria dito: “essa é boa, hein?’”. A acusadora afirma que ambos riram e que ela “se sentiu desconfortável, mas, na época, era muito jovem para entender o porquê”. Segundo a reportagem, em outra entrevista, ainda offline, a mãe da vítima relatou ter ouvido da menina que “um príncipe e Donald Trump visitaram a casa de Epstein”, o que a fez “pensar que, se eles estavam lá, como Epstein poderia ser um criminoso?”

A NPR menciona ainda uma circular do FBI relacionando Trump e Epstein, no final de julho e início de agosto de 2025. A lista incluía inúmeras alegações escabrosas e os agentes classificaram a maioria das acusações como não verificáveis ou não credíveis.

*Opera Mundi


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Política

Mais que um candidato ao quarto mandato da Presidência da República, Lula é um sentimento nacional

A história de Lula é pura poesia, é a encarnação do povo brasileiro em sua diversidade cultural, política e social.

Há quem ache isso um acinte, um abuso de quem veio do nada, da fome mais cruel e seca à condição inegável do maior líder da geopolítica global.

Trump achou Lula simpático, carismático e objetivamente positivista além de humano nas causas mais caras aos que sofrem pela fome, pela guerra, pela ganância de quem aproveita das guerras para produzir fome e desumanização em nome da ganância. Ainda assim, Lula fala com todos, inclusive com os senhores da guerra e da fome, como Trump, que está longe de ser um déspota exclusivo, dentro e fora dos EUA.

O império americano, hoje, em franca decadência, é o resultado de um punhado de presidentes que, em maior ou menor grau, produziram tragédias e desgraças humanas para se apropriar de uma coroa capitalista capaz de esmagar quem a desafiasse ou simplesmente quem desagradasse os supostos reis do neocolonialismo contemporâneo.

Ainda assim, Trump, de boca própria, fez questão de dizer na tribuna de honra da ONU, para a morte em vida dos bolsonaristas, que Lula é o cara.

Sim, Trump usou outras palavras para decalcar a frase de Obama.

Mas o que há de tão especial em Lula para ser tão amado e querido dentro do Brasil e tão admirado mundo afora? A própria expressão do povo brasileiro, a cordialidade genuína do cidadão comum, invisível para as escalas do poder privado do mecado, aqueles que não entendem o sentido da vida que, infalivelmente, nasce e morre.

Essa simples sabedoria popular, tão inequívoca, é que produz o poduziu na Avenida a Acadêmicos de Niterói, uma homenagem a seu próprio espelho.

Afinal, o que é a arte senão a inexorável expressão do humano a partir de sua própria identidade cultural?

Entendo que é difícil para as cabeças colonizadas desse país de classe dominante antinacional compreender isso e agirem como agem contra Lula na disputa pelo poder contra quem de fato representa o povo, suas crenças e seus sentimentos, sua forma de ser, de viver e de existir.


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