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Insanidade: Trump se compara a Hitler e Napoleão e diz não haver limites para seu poder

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não enxerga limites para o próprio poder após a assinatura de um acordo com o Irã que recuou de várias das exigências apresentadas inicialmente por Washington.

Em entrevista ao programa “The Axios Show”, divulgada na quinta-feira (18), Trump foi questionado pelo jornalista Marc Caputo sobre o que teria aprendido “sobre o exercício do poder ou os limites do poder” após o conflito envolvendo os dois países.

“Eu ainda não aprendi essa lição. Eu sei que existem limites, mas não há limites. Nós os derrotamos totalmente do ponto de vista militar”, respondeu o presidente americano.

A declaração veio após Trump abandonar a exigência de uma “rendição incondicional” do Irã e aceitar um memorando de entendimento que prevê a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do país persa e abre caminho para o fim de sanções econômicas. Em troca, o acordo não impõe restrições significativas ao programa nuclear iraniano.

A visão de Trump sobre poder também aparece em um novo livro dos jornalistas Maggie Haberman e Jonathan Swan, chamado “Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump” (“Mudança de Regime: Por Dentro da Presidência Imperial de Donald Trump”).

Segundo os autores, o presidente costuma exibir um documento que sustenta a tese de que ele seria mais poderoso do que figuras históricas como Alexandre, o Grande, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. DCM.

De acordo com o relato do livro, Trump argumenta que os grandes conquistadores do passado não dispunham dos meios de transporte e comunicação modernos. “Eles não tinham aviões, certo? Você não podia viajar por aí”, teria dito ao comentar sobre Alexandre, os Césares romanos e Guilherme, o Conquistador.

Os autores também afirmam que Trump demonstrava aparente satisfação ao se comparar a líderes autoritários como Mao Tsé-Tung, Adolf Hitler e Josef Stalin.

Na quinta-feira, o presidente americano publicou um documento em sua rede social do historiador Dave King. Entre comparações com conquistadores históricos e declarações de que seria “o chefe” dos demais líderes do G7, Trump reforçou uma concepção de poder absoluto baseada na capacidade de impor sua vontade a outras nações, invadindo, bombardeando e estuprando os povos.


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Brasil Mundo

Vídeo: Lula responde a Trump sobre “Brasil politicamente perigoso”: Não se meta!”

Presidente brasileiro rebateu declarações de Trump, que ainda propagou fake news sobre a prisão de “Bolsonaro Jr.” durante a cúpula do G7 na França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu publicamente, nesta quarta-feira (17), às declarações de Donald Trump sobre a política brasileira feitas ao fim da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Em coletiva de imprensa em Genebra, Lula afirmou que Trump “não pode violar a soberania e se meter nas eleições brasileiras” e defendeu a lisura do sistema eleitoral do país, após o presidente americano classificar o Brasil como “politicamente perigoso” e disparar fake news sobre “prisão de um Bolsonaro Jr.”

Lula reage a Trump e defende soberania brasileira
A resposta de Lula foi direta.

“Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema, é problema dele, afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse o presidente, em Genebra.

Lula acrescentou que espera apenas que Trump “não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”.

*Forum


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Política

Travou: O esgoto digital do bolsonarismo não funciona mais

Os números das pesquisas mostram que os ataques vindos do esgoto digital da campanha de Flavio, bateu biela, e a máquina parece emperrada. Daí a comfusão mental de Flavio desdizendo tudo o que disse sobre privatizações, Bolsa Família, fim da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, e por aí vai.

Flavio não está somente perdendo musculatura eleitoral, é um processo sarcopênico de um discurso esgotado. A tal guerra cultural, que nada mais era do que a tradução de um sistema de massificação digital, que atacava adversários como inimigos que deveriam ser banidos da vida nacional, faliu, morreu, e não segura nem os votos prometidos que Flavio tinha até o escândalo do Banco Master grudar na sola do seu sapato com a lavagem de dinheiro justificada com a aura de um filme do pangaré do seu pai, deixando claro que Vorcaro teve muitos benefícios públicoa durante o governo Bolsonaro, a partir do clã.

Flavio, como bem disse Valdemar da Costa Neto, estava no áudio cobrando de Voraro o cumprimento do acordo em espécie um dia antes do irmãozão camarada ser preso e ficar impossibilitado de pagar a outra parte da fatura.

Se antes, durante o governo Bolsonaro, a máquina de assassinatos de reputação funcionava com a lubrificação de Carluxo e seu gabinete do ófio, patrocinado pela Secom, o bolsonarismo não consegue superar a limitação de operar sem os milhões de verba pública.

Para piorar, Flavio, como opositor, tem que apresentar propostas alternativas ao governo Lula, mas elas não apareceram, pior, Flavio resolve xerocar o discurso social de Lula e deu uma cruzeta como um nó na cabeça dos bolsonaristas renitentes.

O fato é que, sem ter grana para bancar a sujeira e dar estabilidade ao esgoto bolsonarista, todos os tiros de balas de prata que Flavio usou contra Lula, mascaram miseravelmente. Pior para o clã.

Lula, macaco velho, campeão de eleição presidencial, usou o limão para fazer limonada, trazendo para si o inverso do que a campanha de Flavio previa.

Na verdade, Flavio está totalmente perdido, seu cálculo eleitoral foi feito por algum analfabeto e o tal estilismo estratégico afunda amais rápido a sua canoa.

Não há algoritmo possivel sem dinheiro e, vendo a geladeira do bolsonarismo vazia, os algoritmos acharam melhor dormir para passar a fome.

Claro que isso deixa o militante fascista, órfão, totalmente sem rumo por conta do discurso enviesado de Flavio em “defesa do social”, o que por si só, é uma gigantesca piada. Mas não deixa de ser extremamente revelador, já que suas intenções de voto deram uma recuada pesada na mesma proporção em que Lula avança sobre parte considetável do chamado eleitor indeciso ou independente.

Flavio está ansioso, suando frio com risco de repetir a caganeira que protagonizou num debate para a prefeitura do Rio de Janeiro.

Não pode ficar em silêncio, pois seria confessar que não tem nem pedra para jogar na vitrine de Lula.

A campanha do 01 não é só insuficiente para conduzir o corrupitaço Flavio ao topo da disputa, o embrulho de bosta, que vinha sendo tratado como o novo filé mignon da Faria Lima, não foi suficiente para suprir o odor que exala seu passado recente, somado ao perfil de suas rachadinhas, foramção de quadrilha e peculato, sem falar na traição ao Brasil em pleno EUA de Trump.


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Política

Lula avança e Flávio afunda mais sob o peso da traição

Difícil imaginar um candidato a presidente da República mais claramente envolvido em crimes do que Flávio Bolsonaro. Difícil contemplar um candidato à reeleição que, ao final de seu terceiro mandato, esteja mais bem posicionado do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não é por outras razões que derrete aos olhos do país a candidatura do senador, enquanto a de Lula não apenas se sustenta como agora se avulta ainda mais, atraindo o precioso nicho dos eleitores independentes, que serão decisivos para o resultado final.

Na iminência da virada do primeiro para o segundo semestre deste ano eleitoral, o cenário é, portanto, dramático para o filho de Jair Bolsonaro. A crise da campanha bolsonarista está exposta pela pesquisa mais recente, a Genial/Quaest, que aliás pinta em cores mais dramáticas o quadro já exposto pelo levantamento anterior, do judicioso instituto Atlas, censurado escandalosamente pela autoridade que deveria, em tese, zelar pela isonomia do pleito, o presidente bolsonarista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.

No primeiro turno, Lula, em ascensão, tem 39% das preferências, contra 29% de Flávio, em queda. No segundo turno, também cresceu para 6 pontos a distância de Lula para Flávio, antes empatados.

Ao contrário das aparências, uma eleição não é um concurso sobre a identidade dos candidatos. Os eleitores, na verdade, escolhem o caráter, os valores que entendem ser os melhores para o país. Ao escolher por um presidente, o país decide que identidade assumir, com que ideias se associar.

Neste caso das eleições presidenciais e gerais de 2026, o Brasil parece estar optando claramente por se distanciar de Flávio Bolsonaro por este estar associado a pelo menos dois crimes muito graves, os quais o país não quer ver abonados nas urnas: o crime do roubo e o da traição à pátria.

A boa notícia é essa: o Brasil de maneira muito clara não deseja estar vinculado ao crime. Quem aparecer ligado à atividade criminosa, por corrupção ou por esfaquear o próprio país em benefício do inimigo, receberá a repulsa da população. Isso demonstra que há um repositório imenso de respeito e profundo amor à pátria, um orgulho nacional, em todas as camadas da população. Há um núcleo forte de valores implantado no espírito da cidadania e da nacionalidade. É em torno dele que se constitui o país ao longo do tempo e do território.

Flávio Bolsonaro extraiu recursos superfaturados de Daniel Vorcaro e do Banco Master e os destinou ao seu grupo. Desenvolveu um esquema de ocultação do desvio desses recursos sob a forma do financiamento ao filme Dark Horse, usado como biombo para esquentar valores na verdade destinados a sustentar a ação do grupo bolsonarista nos Estados Unidos. O desígnio, que está a ponto de ser atingido, é atrair tarifas e sanções contra o Brasil. Como forma de derrotar Lula, querem afundar o Brasil.

Os recursos que sustentam essa campanha foram desviados de pensionistas de Estados e municípios. Estes foram enganados por promessas de retornos miraculosos que obviamente eram mentirosos.

O esquema sustenta o ócio nababesco de Eduardo Bolsonaro em mansão no Texas, de onde opera, por frustração e vingança, por torcida contra o Brasil, um lobby para atrair sanções contra o comércio brasileiro e principalmente contra o Pix.

Ao menos temporariamente, a trampa funciona. Após serem recebidos por Trump, Flávio e Eduardo lograram que os Estados Unidos anunciassem tarifas de 25% sobre as importações de produtos brasileiros. São esses dois crimes, corrupção e traição, que causam agora tanta repulsa aos brasileiros, como atesta a pesquisa Genial/Quaest.

É só o começo.

A marca da vingança do eleitorado apenas ensaia seu percurso.

Lula melhorou e Flávio caiu ao longo de um largo espectro do eleitorado: entre os chamados independentes, os evangélicos, os que ganham de 2 a 5 salários mínimos, no Norte, no Nordeste e no Sudeste. Nessa faixa, perde apenas no Sul. Parte da base eleitoral bolsonarista se esfarela a ponto de o próprio comando já dar a eleição por perdida antecipadamente. Começa a chegar a conta da nova inconfidência.

Para Lula, afinal, aparece o reconhecimento do resgate construído a partir de condições iniciais tão adversas como a conspiração golpista.

*247


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Política

Por que os institutos de pesquisa sumiram depois dos escândalos que envolvem Flavio Bolsonaro e Vorcaro?

Até dias atrás, enquanto algumas pesquisas indicavam o crescimento de Flavio Bolsonaro na disputa presidencial, o Brasil tinha se transformado na República das pesquisas, todos os dias saia uma pesquisa, quando não duas ou até três.

Institutos contratados pelo setor corporativo para animar a tropa agora, sumiram, evaporaram, sem data para dar novamente as caras.

Eram institutos de todas as qualidades. O importante era influenciar a opinião pública para entregar o país mais uma vez ao clã mais corrupto do Brasil.

Bastou estourar os escândalos em torno do filme Dark Horse, em que estão envolvidos R$ 134 milhões, mais uma saraivada de questões envolvendo a produtora do filme, fazendo o escândalo de Flavio com Vorcaro ganhar proporções hecatômbicas, Eduardo e Flavio tiveram a infeliz ideia de pedir a Trump para pressionar o Brasil a entregar o Pix em nome dos interesses das bandeiras de cartões de crédito dos EUA e tarifar as empresas e produtos brasileiros que, lógico, atingem frontalmente parte da economia brasileira, mesmo com o governo conseguindo, mais uma vez, mitigar a tática de um império em ruínas para o qual Trump não consegue solução e, por isso, é um dos presidentes da atualidade com o maior índice de rejeição em seu próprio país.

O fato é que, tudo isso junto e misturado, acabou por produzir uma meleca antiBolsonaro que só piora a cada dia para o clã. Então, é de se estranhar que, de uma hora para outra, a banda parou de tocar e não tem hora para recomeçar.


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Política

Eduardo Bolsonaro confessa que, para agradar Trump, quer o fim do Pix e a entrega das terras raras brasileiras aos EUA

O exército de robôs nas redes em defesa de Flavio Bolsonaro sobre o fim do Pix e a entrega das terras raras brasileiras a Trump, terá que caricaturar uma saída ou um labririnto para desdizer o que disse o apito de cachorro da campanha de Flavio.

Inacreditavelmente, Eduardo Bolsonaro confessa, ao estilo “exame de consciência”, que seria bom para o Brasil que entregasse as terras raras e, junto, acabasse com o Pix e assumisse o que ele classifica como algo paralelo, um sistema americano para dar lucro à banqueirada Tio Sam.

Mais do que tudo, espanta o sujeito dizer isso sem corar a bochecha, o que deixa absolutamente claro que isso, às escondidas, já vem sendo nutrido nessa relação promíscua entre Flavio, Eduardo, com Marco Rubio e Trump.

Só faltou dizer uma coisa, o que Eduardo o tempo todo, praticou quando seu pai foi presidente, que é se distanciar comercial e diplomaticamente da China para se submeter às ordens de Whasington, coisa que, aliás, Flavio repete em 2026, dizendo que entegaria as terras raras brasileiras ao governo Trump para dar uma vantagem aos EUA em relação à China.

O troço chegou a um nível tal de vulgaridade como estratégia política, na tentativa de produzir influência inimaginável de Trump, a favor de Flavio, na eleição brasileira.

O fato é que a declaração de Flavio nesta quarta (3) está sendo considerada por analistas políticos como o último prego  no caixão da candidatura de Flavio.

Não só isso, Flavio está sendo trocado por Michelle até em podcasts de mercenários bolsonaristas, o que certamente rflete o que rola  nos bastidores em torno da campanha de Flavio.

O ponto é o mesmo, o sobrenome de Michelle (Bolsonaro). Ou seja, a coisa sai da subintenção para a estratégia concreta de sobrevivência do clã.

Nnguém pode afirmar que é cedo, para o animal que comanda a tropa, tirar o filho e colocar a esposa, já que não tem outro filho para colocar no lugar.

Não é a glória, mas é o que Bolsonaro tem para fixar seu nome como líder da direita, independente de vencer ou não as eleições.

A verdade é que a candidtura de Flavio, babou. Não tem autoridade sequer para acessório de Bolsonaro entre os pares, que fará para o povo brasileiro.

Pior, ao invés de se desinfetar e infetar o próprio PL, Flavio, tudo indica, terá tsunamis ainda maiores contra si, vindo de Vorcaro ou coisa que o valha.

Já no entreguismo com sua sabujice a Trump, Eduardo entregou a rapadura, dizendo que o Brasil só ganharia se entregasse as terras raras aos EUA e desaparecesse com o Pix.


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Política

Por que o Pix se transformou num pedregulho na botina de Trump?

Agiota é agiota, nessa denominação, não existe absolutamente nada de positivo, a não ser a exploração nua a crua até de pagamentos feitos à vista em que as bandeiras americanas, no Brasil, ganham até sem casar um único tostão.

Pior, a maioria do comércio dá descomnto de 5% a 10% a quem paga serviço ou mercadoria em dinheiro vivo ou por Pix.

Não existe nada melhor para os profissionais da lei do menor esforço para se ganhar dinheiro, que jorra de uma fonte inesgotável, sobretudo para uma elite financeira global, como é o caso da agiotagem do Tio Sam.

Trump é tão pau mandado, tão sabujo das bandeiras americanas que ostentam cartões de crédito no Brasil, quanto o clã Bolsonaro é de Trump.

E se um Mastercard da vida quer o fim do Pix, Trump também quer, assim como Flavio. E se Flavio quer, é porque Bolsonaro também quer, porque, na verdade, Flavio nem existe sem o pai. Não só ele, absolutamente todos os filhos de Bolsonaro vivem par e passo com essa figura repugnante, que não tem classificação tão criminosa na história do Brasil.

Bolsonaro, como é sabido por todos, através da CPI do Genocídio, não comprava as vacinas, esperando quem daria mais propina por dose a ele e seu clã, como foi o caso da Covaxin. Lembram?

Pois bem, a coisa só não foi à frente porque a própria CPI denunciou, abortando a barbada que daria uma fortuna de propina ao clã.

Tudo isso custou a vida de mais de 700 mil brasileiros, e Bolsonaro sequer visitou um hospital durante a pandemia, nem um gesto de empatia num telefonema ao menos a uma família que perdeu ente ou entes queridos por covid.

Claro que Tump tem interesse de acabar com o Pix, porque o próprio tem negócios bilionários no sistema financeiro. Daí, a coisa fica mais premente.

Trata-se de um assunto perfeitamente entendido pela população brasileira, principalmente pelas camadas mais pobres, porque é uma das maiores fontes de renda das milícias, sobretudo do Rio de Janeiro, tão afeitas à família Bolsonaro.

Para encurtar o assunto, de forma objetiva, é só seguir o fio para entender por que o Pix se tornou um pedregulho na botina dos grandes capitalistas americanos, incluindo o próprio Trump e, consequentemente, os sabujos da escória global que essa gente tanto admira, oferecendo o brasileiro assado como almoço ou jantar desses abutres.


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Brasil Mundo

Analistas avaliam que nova ameaça tarifária de Trump escancara motivação política e prejudicará até os EUA

Analistas avaliam que Trump ignora dados e busca ‘reviver o pior que existe no imperialismo’

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira (1º). A medida ainda depende de decisão do presidente Donald Trump.

O episódio se soma à recente decisão de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, situação que fere a soberania do Brasil e abre brechas para intervenções militares diretas em território brasileiro.

Professor e pesquisador de Relações Internacionais, Ricardo Leães diferencia o atual possível tarifaço do anterior, que vigorou no ano passado. “Embora esse tarifaço seja de 25% e o outro seja de 50%, esse é mais grave. Naquela época já se sabia que o tarifaço seria contestado na Suprema Corte dos EUA, como foi, e poderia ser na prática acabado. Esse de agora acontece por um dispositivo legal que já está consagrado nos EUA, através de uma disputa, averiguação de questões concretas envolvendo o Brasil. Isso precisa ser levado em consideração, porque é muito mais difícil que o Brasil consiga fugir desse tarifaço pelas vias que foram utilizadas anteriormente”, afirma, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Leães pondera que, apesar do impacto econômico, a decisão de taxação não é comercial e que há uma explicação lógica para esses ataques. “Trump tinha um diagnóstico muito claro: de que os EUA estavam passando por um processo de desindustrialização, e um dos motivos para isso seria justamente a baixa das tarifas alfandegárias do país”, explica. “Só que o Brasil não se enquadra nessa lógica porque é um país que tem déficit nos EUA. Além disso, o Brasil também está passando por um processo de industrialização. Se lá atrás estava muito claro que a decisão de Trump foi política, agora ficou escancarado. É a questão do Pix, é a questão das decisões judiciais que afetaram as big techs dos EUA, se fala em desmatamento, no combate à corrupção, ao narcotráfico. Ou seja, todos os argumentos são usados para justificar o tarifaço, mas nenhum é comercial”. explica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a declarar que tudo que está acontecendo recentemente na relação dos EUA e Brasil é responsabilidade dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O analista internacional alerta, no entanto, que Lula não deve querer entrar em qualquer disputa de influência nesse sentido, porque Flávio é submisso e está disposto a tudo, inclusive, entregar o Brasil ao Trump. “Se o Lula oferece as terras raras, o Flávio vai oferecer terras raras e o Pix. Se o Lula oferecer terras raras e o Pix, o Flávio vai oferecer terras raras, Pix e qualquer outra coisa que seja de interesse de Trump.”

Leães também contesta a afirmação de que o imperialismo está em queda. “Donald Trump quer reviver os piores aspectos do imperialismo e não existe conciliação possível. Só o enfrentamento”, pontua.

Para a cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tanto a decisão sobre as facções criminosas como a recente recomendação da aplicação de um novo tarifaço não interessam a nenhum dos países. “É um equívoco absoluto. O tarifaço é descabido porque alterna argumentações sem ter qualquer relação comercial, e muito menos com interesse real aos brasileiros, e mesmo dos estadunidenses, que vão enfrentar mais prejuízos do que benefícios ao mercado interno”, avalia.

Goulart destaca que, se na questão das facções criminosas Flávio tentou amealhar algum ganho político, o caso da taxação é mais difícil, uma vez que o tarifaço é muito impopular, como ficou provado no ano passado. “[Flávio Bolsonaro] tem enfrentado uma queda expressiva entre jovens, entre evangélicos, entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos. Ele está perdendo o público menos radicalizado”, pontua.

*BdF


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Brasil Mundo

Trump declara guerra ao Pix, e Lula vai jogar a bomba na cabeça de Flávio Bolsonaro

O governo Donald Trump propôs ontem uma cacetada tarifária de 25% aos produtos brasileiros como punição por atos que, segundo ele, atrapalham empresas norte-americanas e listou, entre os culpados, a nossa verdadeira paixão nacional: o Pix. O governo Lula pretende associar a proposta de sanção contra o sistema de pagamento eletrônico à visita a Washington do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, na semana passada.

Em julho do ano passado, os EUA haviam aberto uma investigação comercial contra o Brasil e incluíram o Pix como possível prática desleal. A razão não era o Pix ser ruim para o povo brasileiro, mas ser bom demais sem depender deles.

A ferramenta virou mais do que um instrumento de pagamentos. É símbolo de eficiência estatal num país acostumado ao oposto. É inclusão financeira real. E, sobretudo, autonomia. Atacá-lo, portanto, não soa como debate técnico, mas como tentativa de enquadrar o Brasil ao papel de coadjuvante no sistema financeiro global.

Trump baixou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, em meados do ano passado, causando o fechamento de empresas e a perda de empregos no Brasil. Uma das razões apresentadas por ele foi o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O então deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se autoexilou nos EUA, disse que a decisão havia sido fruto de articulações que ele havia realizado junto à Casa Branca.

Em março, dirigindo-se ao público da principal conferência conservadora norte-americano, Flávio Bolsonaro pediu que os EUA aplicassem “pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente” visando a eleições “baseadas em valores de origem americana”.

Ao ameaçar punir o Brasil por causa do Pix, o governo Trump acaba dando um presente eleitoral a Lula. Porque tudo isso começou com uma família que não aceitava que o pai fosse punido por tentar um golpe de Estado.

O governo Lula vai jogar a bomba no colo da família Bolsonaro caso as negociações para evitar tarifas não prosperem. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirmou que vai continuar dialogando com o Brasil sobre a investigação aberta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio, mas avisou que uma decisão final sai até 15 de julho. Deixou uma lista longa de exceções, como carne bovina, café, frutas, aeronaves e, óbvio, terras raras.

Além do Pix, também são citadas na decisão supostas tarifas preferenciais desleais concedidas a outros países, ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de remover conteúdos de perfis de residentes nos EUA nas redes sociais e de responsabilizar financeiramente as empresas norte-americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas e restringindo seu acesso a ativos.

Também alega a insuficiência da aplicação de medidas anticorrupção e de proteção da propriedade intelectual, a falta de acesso ao mercado brasileiro de etanol e o desmatamento ilegal. Segundo o USTR, essas condições “oneram ou restringem o comércio”.

De uma maneira geral, os EUA reclamam que o Pix os deixou de fora de um dos maiores mercados do mundo. “O Brasil prejudicou injustamente empresas dos EUA envolvidas em serviços concorrentes de pagamentos eletrônicos, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix”, afirma o documento divulgado ontem pelo USTR.

“O duplo papel do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas procedimentais adequadas. O banco atuou como regulador para prejudicar prestadores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA e favorecer o Pix”, diz.

Cita que o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e determina que o sistema seja exibido na tela principal dos aplicativos das instituições participantes com destaque não inferior ao de qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência.

Também reclama que o Banco Central incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços ao exigir que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente a pessoas físicas e ao limitar a taxa que essas instituições podem cobrar de empresas por transações via Pix.

“Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que concorrentes concedam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, e o Brasil discrimina fornecedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA ao conceder essas vantagens apenas ao campeão nacional brasileiro”, afirmam.

Para o governo Donald Trump, “os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix representam um ônus ou restrição ao comércio dos EUA ao impor custos aos prestadores de serviços norte-americanos e ao forçar fornecedores dos EUA a promover seu concorrente brasileiro, sem compensação”.

A questão em jogo não é só o Brasil. Outros países vêm buscando entender o Pix e analisando sua replicação. Se isso ocorrer, vai ser um banho de água fria para os EUA. Ou seja, o Pix é tão bom que causa problemas a eles.

Imagine o Brasil dependente de uma plataforma estrangeira para pagamentos, como uma conectada ao WhatsApp ou ao Google. Sob uma lei como a Magnitsky, bastaria uma decisão em Washington para travar transações no país. Não é ficção, mas risco concreto quando se abre mão da soberania sobre a infraestrutura própria.

Para o brasileiro comum, isso não é análise geopolítica abstrata, mas cotidiano. O Pix paga contas, sustenta pequenos negócios, conecta famílias. Mexer com isso é mexer com a vida real. E, na política, isso tem consequência. Ironicamente, ao ameaçar sancionar o Pix, o governo Trump acaba ajudando o adversário eleitoral de seu preferido.

*Leonardo Sakamoto/Uol


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Política

Como o bolsonarismo instrumentalizou a política externa de Trump contra a soberania brasileira

Para o Planalto, a manobra não é apenas um ato de política de segurança, mas uma interferência direta no processo eleitoral brasileiro, articulada pelo bolsonarismo.

Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, decisão que ocorreu um dia após reunião do senador Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval e que pegou o governo brasileiro de surpresa, sem aviso prévio.

A medida entra em vigor de forma escalonada: a designação como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) tem efeito imediato, enquanto a classificação como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) passa a valer em 5 de junho. Para o Planalto, a manobra não é apenas um ato de política de segurança, mas uma interferência direta no processo eleitoral brasileiro, articulada pelo bolsonarismo para criar um trunfo de campanha e, possivelmente, desviar o foco de investigações em curso da Polícia Federal.

O anúncio e o impacto imediato
O comunicado do secretário de Estado Marco Rubio descreveu PCC e CV como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, afirmando que seus membros “orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros” e que sua influência se estende além das fronteiras do país.

A nota formalizou duas categorias distintas de designação com consequências jurídicas diferentes. A classificação como SDGT bloqueia automaticamente qualquer propriedade dos grupos localizada em território americano e proíbe cidadãos dos EUA de realizar transações com essas organizações. Já a designação como FTO, que entra em vigor em 5 de junho, torna ilegal fornecer qualquer apoio material ou recursos às facções, e obriga instituições financeiras americanas a reter fundos vinculados a elas e reportá-los ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro.

Na prática, a mudança de enquadramento jurídico altera profundamente a arquitetura da cooperação policial entre os dois países. O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo e uma das maiores referências no enfrentamento às facções desde 2005, classificou a decisão como “muito grave” e afirmou não ver “nenhum benefício prático” na medida.

Em entrevista ao podcast O Assunto, Gakiya explicou que, ao sair da esfera policial, as investigações deixam de ser conduzidas pelo FBI e pela DEA para passar à CIA e às forças militares americanas. “Quando passa a ser classificado e tratado pela CIA e pelos militares, há o sigilo dessas informações, que passam a ser classificadas como secretos e ultrassecretos ou confidenciais. Então, provavelmente nós vamos ter um decréscimo, um prejuízo na troca de informações”, afirmou.

O promotor também alertou para o risco de contaminação do sistema financeiro brasileiro. A Operação Carbono Oculto já havia revelado que o PCC utiliza postos de combustíveis e contas em fintechs para lavagem de dinheiro, em uma cadeia que alcança bancos regulares. “Se a gente for levar ao pé da letra essa classificação de terrorismo, você poderia sancionar bancos que não tiveram diretamente nenhum contato com nenhum integrante do PCC”, disse Gakiya, apontando que instituições financeiras sem qualquer envolvimento direto com as facções poderiam ser atingidas por vínculos indiretos na cadeia de recursos.

A articulação política
A sequência de eventos não deixa margem para dúvida sobre a cadeia de influência. A decisão do Departamento de Estado foi anunciada um dia após reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval, onde o senador apresentou a classificação das facções como prioridade do grupo político brasileiro. Segundo relatos do encontro, Trump perguntou a Flávio quais seriam as principais questões de interesse, e o senador respondeu elencando a designação terrorista como item central.

Na mesma semana, Flávio também se reuniu com Marco Rubio, que assinou o comunicado oficial. Ao voltar ao Brasil, o senador publicou vídeo nas redes sociais atribuindo a si a decisão e afirmando ter “trabalhado para que eles fossem tratados como terroristas”.

Durante a reunião na Casa Branca, os participantes apresentaram a Trump estimativas de que cerca de um quarto do território brasileiro estaria sob influência de organizações criminosas. O presidente americano teria reagido com surpresa, questionando se o Brasil ainda mantinha controle sobre seu próprio território, o que reforçou a narrativa, cultivada pelo bolsonarismo, de um suposto “Estado terrorista” em colapso sob o governo Lula. Flávio também alegou, segundo relatos do encontro, que o governo brasileiro seria conivente com o crime organizado e que as facções manteriam conexões com grupos terroristas internacionais.

A imprensa internacional tratou o episódio sem eufemismos. O New York Times afirmou que a decisão ocorreu “após nova pressão dos Bolsonaros” e citou um “lobby agressivo” dos filhos do ex-presidente. O Financial Times avaliou que “o momento da decisão deve fortalecer politicamente” a candidatura de Flávio à presidência.

A agência Associated Press, em publicação no Washington Post, lembrou que Lula havia afirmado repetidamente, em outras ocasiões, que interpretaria tal ação dos EUA como interferência eleitoral a seu favor. O que era leitura política do Planalto tornou-se, com o anúncio, fato consumado.

Risco à soberania e economia
O governo Lula não foi avisado previamente da decisão, segundo fonte ouvida pela GloboNews. A ausência de notificação diplomática prévia é, por si só, um indicador do nível de tensão na relação bilateral. O principal temor do Planalto é que a classificação sirva de pretexto jurídico para ações militares unilaterais dos EUA em território brasileiro, seguindo o padrão já adotado pela administração Trump em relação ao México e à Venezuela. O assessor presidencial Celso Amorim foi o primeiro a sinalizar publicamente o tom da resposta, afirmando que criar um “pretexto para intervenção é inaceitável”.

No campo econômico, o risco mais imediato envolve o sistema financeiro. O governo Trump já havia apontado o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, como potencial facilitador do fluxo de recursos ilícitos para as facções. Embora não haja, até o momento, documento oficial dos EUA que formalize sanções específicas ao PIX, o Planalto monitora a ameaça com atenção, sobretudo porque qualquer banco brasileiro com operações nos EUA pode ser afetado por vínculos indiretos com as facções, conforme o alerta do promotor Gakiya. A possibilidade de sanções a empresas e instituições financeiras brasileiras por conexões indiretas com o crime organizado é tratada internamente como cenário concreto, não hipotético.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi um dos primeiros a se manifestar publicamente, criticando a medida como violação da soberania nacional. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não”, afirmou. Rodrigues também condenou o que chamou de “ato de traição” da família Bolsonaro e alertou para danos potenciais nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional. O governador reforçou o argumento técnico do governo federal de que as facções operam por motivação financeira, diferentemente de grupos terroristas com base ideológica ou política, o que torna a classificação juridicamente questionável à luz da legislação brasileira.

O pano de fundo: investigações da PF
A decisão de Washington não ocorre no vácuo. Ela coincide com um momento de pressão crescente da Polícia Federal sobre o entorno bolsonarista. Em maio, a PF realizou duas operações, nos dias 15 e 26, que tiveram impacto direto sobre aliados próximos do grupo: o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) desistiu de sua candidatura ao Senado após ser atingido pelas investigações dos casos Refit e Banco Master. O caso Refit envolve Ricardo Magro, apontado como megasonegador e recém-incluído na lista vermelha da Interpol.

É nesse contexto que ganham relevância as informações levantadas sobre offshores em Delaware. Segundo o Fórum, Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, e Altieris Santana abriram em 12 de fevereiro a empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, uma offshore no estado americano de Delaware, conhecido paraíso fiscal onde estão listadas ao menos 15 outras offshores pertencentes ao Grupo Refit, de Ricardo Magro. Calixto e Santana são também controladores do fundo Havengate, que teria recebido aportes estimados em US$ 24 milhões a título de “patrocínio” de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, de Flávio Bolsonaro, dos quais US$ 10 milhões teriam sido efetivamente pagos.

A conexão entre a decisão de Trump e as investigações em curso não passou despercebida. Segundo análise da reportagem que originou essas informações, a medida pode blindar o grupo político ao desviar o foco da cooperação internacional necessária para investigar os paraísos fiscais de Delaware: ao transferir as operações do FBI e da DEA para a CIA e os militares, a classificação terrorista reduz a transparência e dificulta exatamente o tipo de cooperação policial que a PF precisaria para avançar nas investigações sobre offshores e fluxos financeiros no exterior.

Reações e desdobramentos
O Planalto trabalhou ao longo da sexta-feira (29) para fechar uma nota oficial que equilibre dois objetivos difíceis de conciliar: defender a soberania nacional sem parecer condescendente com o crime organizado, e reagir à manobra bolsonarista sem provocar um confronto aberto com Trump que possa custar caro na arena econômica. A estratégia, segundo interlocutores do governo ouvidos pela BBC News Brasil, é modular a resposta para evitar desgaste junto ao público interno a poucos meses das eleições. A nota deve reforçar as medidas recentes do governo contra o crime organizado e afirmar a disposição do Brasil para cooperação internacional técnica no combate às facções.

O modelo adotado é o mesmo da crise do “tarifaço” de 2025, quando Trump impôs taxas de 50% sobre produtos brasileiros e o Planalto respondeu com diplomacia presidencial direta, culminando em um encontro entre Lula e Trump na Malásia e na posterior redução das tarifas. Desta vez, a aposta é evocar os riscos ao PIX e ao sistema financeiro para criar pressão sobre Washington e reposicionar Flávio Bolsonaro como responsável pelos eventuais danos econômicos. Lula avalia um contato direto com Trump e não quer, segundo seus auxiliares, um enfrentamento público com o presidente americano.

Do lado da oposição, a medida foi celebrada como vitória política. Flávio Bolsonaro atribuiu a si o resultado, atacou Lula e agradeceu publicamente a Trump e Rubio. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou nas redes sociais em apoio à classificação. O governo Lula, por sua vez, avalia internamente que a decisão configura interferência direta no processo eleitoral brasileiro, leitura que já havia sido antecipada por assessores do presidente antes mesmo do anúncio e que agora orienta a resposta diplomática em construção.

*Forum


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