Categorias
Mundo

CEO da Cloudflare revela que tráfego do Twitter está diminuindo há meses

O CEO da Cloudflare, Matthew Prince, revelou nesta semana que o tráfego do Twitter vem diminuindo há meses. A situação, que já era preocupante, parece ter se intensificado nos últimos dias.

No entanto, ao contrário do que muitos podem pensar, o Threads, rival recém-lançado da rede do passarinho azul, pode não ser o único culpado pela queda. Na verdade, o principal inimigo do Twitter é o próprio Twitter.

Queda brusca do Twitter começou antes do Threads
Caso você não saiba, a Cloudflare opera uma das maiores e mais rápidas redes do mundo. A companhia é dona de um dos maiores CDNs (Content Delivery Network) do globo. É justamente por isso que ela tem acesso aos dados de tráfego de praticamente toda a internet.

A empresa divulgou um gráfico que mostra o desempenho do tráfego do Twitter. A imagem, que ironicamente foi publicada tanto no Twitter quanto no Threads, mostra que a rede social de Elon Musk vem caindo em acessos desde o início do ano. Porém, houve uma queda acentuada no final de junho e início de julho.

A diminuição drástica nos acessos aconteceu antes mesmo do lançamento do Threads. No dia 1º de julho, a rede social limitou o acesso aos tweets para quem não está logado e criou um limite de visualização de publicações. O Threads só foi lançado no dia 6 de julho, o que sugere que a queda no tráfego do Twitter já estava em curso antes do lançamento do rival.

Além disso, a decisão do Twitter de permitir que apenas usuários logados visualizem tweets também afetou sua presença no Google. Segundo o SE RoundTable, o número de links do Twitter mostrados nas buscas caiu em 50% desde a implementação dessa medida. Deu tão errado que a própria plataforma voltou atrás alguns dias depois.

Ainda é cedo para dizer que é o fim

A situação do Twitter é delicada. Mas não é surpreendente. A rede social tem enfrentado uma série de desafios nos últimos anos, incluindo a disseminação de desinformação, abuso online e a dificuldade de monetizar sua base de usuários. Além disso, a chegada de novas plataformas, como o Threads, aumentou a concorrência no espaço das redes sociais.

Matthew Prince, CEO da Cloudflare, sugeriu que a queda no tráfego do Twitter é um sinal de que a plataforma está perdendo relevância. Ele argumentou que o Twitter não é mais “o lugar para estar”, como era há quinze anos. Além disso, ele observou que não faz muito sentido comercial estar no Twitter, já que a receita de publicidade continua a cair à medida que empresas e usuários abandonam a plataforma.

No entanto, apesar dos desafios, o Twitter ainda tem uma base de usuários fiel e engajada. A plataforma continua sendo um importante canal de comunicação para muitas pessoas, incluindo políticos, jornalistas e celebridades. Além disso, o Twitter tem feito esforços para melhorar sua plataforma, incluindo a introdução de novos recursos e a tomada de medidas para combater o abuso online.

No final das contas, o futuro do Twitter dependerá de sua capacidade de se adaptar e inovar em um ambiente de mídia social cada vez mais competitivo. A queda no tráfego é certamente um sinal de alerta, mas ainda é cedo para dizer se é o início do fim para a plataforma.

*Com Hardware

Apoie o Antropofagista com qualquer valor

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental.

Caixa Econômica, Agência: 0197

Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Política

Escola Segura: operação pede exclusão de 270 contas do Twitter

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou na noite deste sábado (8/4) as primeiras ações da operação Escola Segura. A iniciativa começou após a comoção nacional com o ataque em uma creche de Blumenau (SC), onde quatro crianças foram assassinadas. A ideia do ataque teria partido de grupos na internet, informa o Metrópoles.

Segundo Dino, a operação já solicitou a exclusão de 270 contas do Twitter, que veiculavam hashtags relacionadas a ataques contra escolas. Os conteúdos e os autores das postagens estão em investigação.

Além disso, foram cumpridos mandados de busca com apreensão de sete armas “e prisão de suspeito”. Dino ainda afirmou que houve solicitação para a plataforma TikTok retirar do ar duas contas que estavam viralizando “conteúdo que incitava medo nas famílias”.

Operação Escola Segura

Na data do ataque em Blumenau, Dino convocou uma reunião com todos os delegados de todas as delegacias de combate a crimes cibernéticos do país.

Durante o encontro, coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), delegados falaram sobre as limitações que se deparam, durante as investigações, quando necessitam de dados das plataformas que administram as redes sociais.

Dino anunciou, após a reunião, um edital de R$ 150 milhões para fortalecer as rondas escolares e uma investigação da Polícia Federal (PF) de grupos nazistas no Brasil.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Opinião

A Suprema Corte dos EUA contra algoritmos?

O responsável pela seleção não é quem produziu o conteúdo. É o YouTube. Ou o Twitter. Ou o Facebook. Ou o TikTok.

Pedro Doria*

A Suprema Corte americana começou a analisar um caso muito difícil, que poderá mudar para sempre a cara da internet. Os pais de Nohemi Gonzalez, uma universitária de 23 anos que morreu num ataque terrorista em Paris, estão processando o YouTube. Seus advogados alegam que os três responsáveis pelo ataque à casa de shows Bataclan, em 2015, foram radicalizados após assistirem a uma série de vídeos produzidos pelo Estado Islâmico (EI) e recomendados pelo site.

A praxe da Corte americana é escolher os casos que julgará. Ela não é obrigada a aceitar nenhum, mas, sempre que considera haver uma questão constitucional importante, entra no debate. Os advogados submetem aos nove juízes seus argumentos por escrito e, depois, são convidados a uma ou mais sessões de sustentação oral. É quando os ministros têm a oportunidade de compreender melhor como cada lado vê o tema em debate. A primeira sessão foi na última terça-feira.

O que está sendo testado é a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Bill Clinton, em 1996. É a lei que rege a internet no país desde então. Naquela época, quando a indústria digital no Vale do Silício se concentrava ainda em hardware e software, e a internet não passava de promessa, a Seção 230 possibilitou o desenvolvimento da rede. Em essência, definiu que uma empresa com presença na web não poderia ser responsabilizada legalmente pelo que dizem usuários que publicam em seus sites. Em 1996, poucos sites ofereciam espaço a comentários. Havia também espaços de discussão, fóruns, começando a se popularizar. Não existiam ainda blogs, muito menos redes sociais. Não havia algoritmos de recomendação.

Este é o argumento dos advogados da família Gonzalez: a lei pode proteger o YouTube de qualquer coisa que o EI tenha decidido publicar, mas a recomendação por algoritmo é diferente. A partir do momento em que o YouTube pinça um vídeo específico dentre milhões para sugerir a quem assiste, aí o exercício de expressão não é mais dos terroristas. O YouTube, como qualquer outro serviço baseado em algoritmos, se exprime por meio das escolhas de conteúdo que faz. O responsável pela seleção não é quem produziu o conteúdo. É o YouTube. Ou o Twitter. Ou o Facebook. Ou o TikTok.

Alguns ministros expressaram em suas perguntas dúvidas a respeito desse argumento. Afinal, mecanismos de seleção de conteúdo baseados em algoritmos tornaram a internet viável. Foi a revolução que o Google produziu quando apresentou seu sistema de buscas ainda no final do século passado. Havia outros sites de busca que apontavam para os locais na rede onde as palavras-chave estavam presentes. O Google, porém, fazia mais que oferecer uma lista de centenas ou milhares de links. Usava um algoritmo para recomendar hierarquicamente os melhores resultados de busca.

A internet se tornou útil ali.

Tornar as empresas responsáveis pelo que seus algoritmos recomendam, quiseram saber os ministros, não poderia abrir uma imensa onda de processos que trariam impactos econômicos inimagináveis? Afinal, a rede se ergue sobre tais algoritmos.

A pergunta que os juízes da Suprema Corte americana parecem fazer é onde está a linha divisória. Por óbvio, outras indústrias são responsáveis pelos danos que suas decisões internas produzem. Quando falamos de algoritmos, a partir de que momento as gigantes da tecnologia passam a ser responsáveis? A Suprema Corte tomará uma decisão neste ano — e ela pode ser até não decidir nada. Por enquanto.

*O Globo

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6
PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Janones rivaliza e supera irmãos Bolsonaro no Twitter, diz análise

Aliado de Lula tem adotado o estilo dos bolsonaristas em postagens em seu perfil.

O deputado federal André Janones (Avante-MG) não só tem rivalizado com os filhos parlamentares do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais como vem superando o alcance de cada um dos três no Twitter.

Entre 28 de agosto e 9 de setembro, Janones quase obteve, sozinho, o número de curtidas, comentários, menções e compartilhamentos totalizados por Carlos (Republicanos-RJ), Flávio (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) juntos, segundo análise da empresa Vox Radar. Ele tem adotado o estilo dos bolsonaristas em postagens em seu perfil.

Ao todo, foram 1,56 milhão de interações relacionadas ao nome do aliado de Lula (PT), contra 1,7 milhão das recebidas pelos irmãos Bolsonaro. Especializada em análise de redes sociais, a Vox Radar não descarta perfis considerados falsos de suas amostras.

“Apesar de ter um universo de seguidores consideravelmente menor do que a soma dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Janones tem conseguido emplacar uma estratégia de mobilização no Twitter que gera engajamento em um patamar elevado”, afirma o CEO da Vox Radar, João Yamim.

“Isso faz com que ele e os conteúdos que o menciona sejam alvo de muitas interações, sobretudo em um contexto eleitoral como o atual”, segue ele. Antes de renunciar à disputa pela Presidência e declarar seu apoio em Lula, André Janones tinha em 2022 uma média diária de 5,5 mil menções no Twitter, segundo a Vox Radar.

*Mônica Bergamo/Folha

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Lula no Trending Topics do Twitter. O nome disso é fenômeno

Segundo a colunista de O Globo, Malu Gaspar, logo após a entrevista de Lula no JN, em que ele tratora o bobo da corte, Bolsonaro bateu o martelo, não vai ao debate na Band no próximo domingo.

Em compensação, Bolsonaro vai hoje ao programa Pânico da Jovem Pan, que se trata de um puxadinho da Secom, sobretudo no arsenal financeiro que é casado nos termos do acordo.

Por isso, não se espantem se os entrevistadores da Jovem Pan perguntarem a ele o que ele faz para ficar com a pele tão “bonita”.

Aliás, quem quiser ter um diagnóstico perfeito da entrevista de Lula no JN, é só observar que, mesmo fazendo críticas pontuais e genéricas a Lula, Dora Kraemer, da and News, admitiu que ele deu de mil a zero em Bolsonaro.

A notícia de que ele afinou diante da grandeza de Lula, tem um sentido muito mais específico, pois estamos falando que Bolsonaro está diante de um fracasso seguido de outro.

Sua entrevista no JN foi trágica, deixando claro que estamos diante de um presidente mais burro, mentiroso e frouxo da história da República.

Daí, o arregão, depois da chinelada que Lula deu no JN, numa entrevista impecável, achou mais prudente não encarar Lula de frente no debate da Band, coisa completamente compreensível em se tratando de um sujeito que passou 28 anos como aspirante do baixo clero e que, por incapacidade da direita de produzir um nome competitivo em 2018, gerou não só esse, que é o presidente mais idiota da história que está em segundo lugar nas pesquisas.

O fato é que, quem assiste pelo Youtube a coletiva dos bem remunerados, contratados de Bolsonaro na Jovem Pan hoje pela manhã, vendo aquela bateção de cabeça, tem uma noção clara no estrago na campanha de Bolsonaro que Lula fez no Jornal Nacional.

Ou seja, ninguém ao Trending Topics do Twitter por acidente.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação e reflexão de qualidade e independência.

Caixa Econômica Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

#BolsonaroDay: internautas relembram mentiras ditas pelo presidente

No ‘Dia da Mentira’, brasileiros lembram de falas do presidente que foram contestadas e desmentidas.

Pelas redes sociais, internautas usaram o 1º de abril, conhecido como dia da mentira, para relembrar as mentiras ditas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), utilizando a hashtag #BolsonaroDay. No Twitter, o assunto ficou entre os mais comentados desta manhã.

Internautas citam algumas frases ditas pelo presidente que foram contestadas ou até mesmo desmentidas. Um dos assuntos mais comentados pelos opositores é a questão da pandemia de covid-19, em que o presidente negou a gravidade do vírus, defendeu medicamentos sem eficácia para tratar a doença e recusou a compra de diversas vacinas utilizadas pelo mundo.

A página Desmentindo Bolsonaro, ao longo do dia de hoje, fará uma postagem a cada 30 minutos mostrando as afirmações falsas do presidente. “Uma das mentiras mais criminosas do presidente Jair Mentira foi vender a ilusão para uma parte da população de que a ‘imunidade de rebanho’ por contaminação seria a solução para a pandemia”, escreve o perfil, acompanhado de um vídeo mostrando a contradição de Bolsonaro.

As redes sociais também usam a hashtag #BolsonaroDay para relembrar outras mentiras do presidente, como ter negado que estaria ao lado do centrão para governar ou até a promessa de que acabaria com a política de preços internacionais da Petrobras.

“Bom dia! Hoje é dia de homenagear o maior mentiroso do Brasil. Parabéns, Jair Bolsonaro! #BolsonaroDay”, escreveu o senador Humberto Costa (PT-PE). A página Quebrando o Tabu também usou o dia da mentira para desmascarar o presidente. “Sabe por que o dia da mentira pode ser chamado de #BolsonaroDay? Joga no Google “Bolsonaro mente” e descobre… O Bolsonaro mente sobre kit gay, rachadinha, meio ambiente, vacinas, máscaras, urnas eletrônicas…difícil achar um assunto em que ele não mente”, tuitaram.

Confira algumas publicações:

https://twitter.com/jandira_feghali/status/1509844318802092032?s=20&t=KG_eAg4I9gh4boitmvXUmg

https://twitter.com/artemisagauche/status/1509718787934887943?s=20&t=mFeEPMQ7K1i1I2cJcEF4lw

*Com Rede Brasil Atual

Siga-nos no Telegram

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Mundo

Numa vergonhosa censura, Google, Facebook e Twitter “restringem” conteúdo da Sputnik Brasil e marcam perfil pessoal de jornalista

Em uma decisão de censura aos canais estatais russos, o Google bloqueou as agências Sputnik e RT dentro da plataforma YouTube na última sexta-feira (11), como uma represália à operação especial da Rússia na Ucrânia.

Jornalistas e associações brasileiras que defendem a liberdade de imprensa repudiaram o movimento de retaliação. Em nota, a Sputnik Brasil classificou as medidas de estrangulamento do acesso por parte das plataformas Google, Twitter e Meta (que detém o Facebook, o Instagram e o WhatsApp) como “uma caça às bruxas em grande escala”.

Além disso, o Twitter Brasil rotulou a conta pessoal de um jornalista da Sputnik Brasil com os dizeres “Russia state-affiliated media” (mídia afiliada ao Estado da Rússia, em tradução livre), o que pode ser caracterizado como uma perseguição personalista a um profissional da imprensa.

“O Twitter rotulou meu perfil pessoal como ‘mídia estatal russa’ argumentando que minha página particular na rede social é controlada pelo governo russo — o que é mentira. Tenho um perfil nessa rede há muitos anos e uso a página para divulgar meu trabalho assim como para me divertir e emitir opiniões diversas — da mesma forma que qualquer usuário comum”, disse o repórter, que preferiu não se identificar por temer um número ainda maior de represálias.

Ele argumenta que se trata de uma medida injusta e que, na sua opinião, essa política cria um clima de medo e de perseguição contra jornalistas.
“Há casos contra jornalistas independentes em outros países relatados na própria plataforma”, desabafou.

Site  da Sputnik é tirado do ar na Polônia - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2022

Site da Sputnik é tirado do ar na Polônia

O repórter acrescentou, ainda, que a rede social ofereceu um e-mail para contato em caso de dúvidas, mas o endereço retorna uma mensagem padrão direcionando a uma página de reclamações sem opções viáveis para o caso.

Críticas à rotulação do Twitter
A retaliação foi notada por usuários do Twitter e pela jornalista Rita Lisauskas, colunista do jornal Estadão e da Rádio Eldorado, que criticou publicamente a decisão da rede social.

“Quando baniram o Trump, era uma pessoa específica comprovadamente espalhando mentiras e discurso de ódio. Acho que a plataforma estava certa em agir. Agora, você sinalizar que uma mídia é russa (e sabemos que é) da mesma forma (estética) que você sinaliza que uma notícia é falsa ou enviesada, você está semioticamente fazendo com que as pessoas desconfiem daquele veículo. E a matéria tá perfeita. Vai ter indicação que a BBC é ‘mídia estatal inglesa’? Não vai, né? Qual o problema de a Sputnik ser portal russo?”, comentou, respondendo a uma pergunta de um seguidor.

Diferentemente de outros veículos vinculados a governos, caso da alemã Deutsche Welle, da britânica BBC, ou da italiana Ansa, as mídias estatais russas vêm sofrendo uma série de restrições no mundo todo nas últimas semanas.

O conjunto de medidas restritivas começou no ano passado, mas se intensificou após a Rússia começar a operação especial na Ucrânia. No final de fevereiro, o Facebook e o Instagram bloquearam o acesso a várias contas que pertencem à Sputnik em diversos países europeus.

As medidas ocorreram um dia após a União Europeia anunciar o bloqueio das transmissões da RT e da Sputnik nos países do bloco, em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia.

A página do Instagram já está indisponível para membros da equipe da Sputnik nos seguintes países: Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Hungria, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e República Tcheca.

No começo de março, a gigante norte-americana Apple anunciou o banimento em sua plataforma dos aplicativos da RT e da Sputnik fora da Rússia. A empresa norte-americana também baniu a venda de produtos na Rússia.

Já no dia 2, os 30 sites da agência Sputnik ao redor do mundo foram alvos de um ataque cibernético do tipo DDoS, que gerou instabilidade nas edições locais. Em seguida, o órgão regulador de imprensa da Alemanha publicou, no último dia 5, uma declaração em que aplica uma multa de 25.000 euros (R$ 138.344,63) ao canal RT, que deve ser paga obrigatoriamente até 16 de março.

No início daquela semana, a UE proibiu a RT de transmitir no bloco sobre a operação militar especial da Rússia na Ucrânia.

Ícones do Facebook e do Messenger Kids da empresa em um iPhone em Nova York, 16 de fevereiro de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 24.01.2022

“Isso não é mais um ato de censura ou uma política de dois pesos e duas medidas, é uma caça às bruxas em grande escala, uma guerra de informação completa contra a mídia russa desencadeada pelo Ocidente. A agência Sputnik já respondeu ao chefe da Comissão Europeia, que anunciou a decisão de proibir os sites e a rádio Sputnik e o canal de TV RT na UE, propondo estender as sanções a toda a Internet: ‘Propomos que a União Europeia não se conforme com medidas pequenas, mas proíba imediatamente a Internet inteira'”, disse a agência em comunicado.

Repúdio das associações jornalísticas

Em conversa com a Sputnik Brasil, as maiores entidades da defesa dos direitos do livre exercício do jornalismo condenaram as retaliações sofridas pelas agências, além da estigmatização dos profissionais que nelas trabalham.

“A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) repudia toda e qualquer tentativa de censura à liberdade de expressão e de opinião”, disse a organização, por meio de uma nota encaminhada pelo vice-presidente Cid Benjamin.

A ABI informou ainda que está estudando possibilidades de medidas legais que a Sputnik Brasil poderia tomar, eventualmente, em relação a essas plataformas.
Já a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Maria José Braga, apontou parcialidade por parte do Google, do Twitter e do Facebook.

Aplicativo do RT em smartphone diante de logotipo do RT e da Sputnik em 28 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2022

“Essas grandes plataformas digitais estão agindo parcialmente, tomando um lado, que é o lado de demonizar a Rússia como se houvesse uma ação individual do país em relação à Ucrânia, sem levar em conta a violação de acordos que levaram ao conflito. Infelizmente, as plataformas fogem do debate público, inclusive quanto à moderação transparente de conteúdo. É censura prévia e direcionamento de conteúdo, segundo interesses que elas próprias passam a defender”, criticou ela.

A FENAJ defende, ainda, uma regulação pública para moderação de conteúdos com absoluta transparência para essa moderação.

“As plataformas não podem ter esse poder absurdo para moderação. Elas precisam ser reguladas pelos Estados nacionais porque estão trabalhando acima dos Estados nacionais. Há um abuso na atuação das grandes plataformas, e elas estão atendendo os interesses dos Estados Unidos e da OTAN. Isso fica ainda mais evidente quando a retaliação mira em profissionais qualificados da imprensa”, alertou Braga.

O que dizem Google, Twitter e Meta

Procuradas pela agência Sputnik Brasil, as plataformas emitiram comunicados genéricos sobre a decisão. O Twitter — que rotulou um profissional da agência no Brasil — não respondeu o motivo pelo qual marcou a conta pessoal do jornalista.

“Dando continuidade ao nosso trabalho de oferecer mais contexto e clareza à forma como as pessoas interagem com meios de comunicação afiliados a Estados ou governos, continuamos revisando e atualizando a lista destas contas. No contexto da guerra na Ucrânia, aplicamos o rótulo a contas que se enquadram em nossa política de mídia governamental e afiliada ao Estado – uma política que está em vigor desde agosto de 2020. Também adicionamos rótulos a publicações que compartilham links para sites de mídias afiliados ao Estado russo. Mais informações sobre a atuação do Twitter na guerra da Ucrânia podem ser encontradas aqui”, disse a rede social em resposta aos questionamentos.

Perguntados o motivo que levou à decisão e o porquê de outras agências estatais não receberem o mesmo selo — a britânica BBC e a alemã Deutsche Welle, por exemplo —, o Twitter se recusou a responder.

“Por enquanto, é o que temos sobre o assunto. Se tiver algo novo, entramos em contato”, resumiu a plataforma.

O Facebook, por sua vez, não respondeu às perguntas feitas: apenas direcionou um link resumindo o posicionamento da empresa Meta, que controla a plataforma, o Instagram e o WhatsApp.

“A resposta para as suas perguntas está na seção: ‘Transparência sobre veículos de imprensa estatais’, no link que segue”, resumiram.

Questionados, em seguida, por que tal mensagem não se aplicava para outras emissoras estatais europeias, declararam que não tinham mais nada a compartilhar.

Já o YouTube, site de vídeos controlado pelo Google, se manifestou por intermédio de um comunicado.

“Na semana passada, tomamos uma série de ações para impedir a disseminação de desinformação e interromper campanhas de desinformação on-line. Isso inclui reduzir as recomendações, pausar a monetização e limitar o alcance da mídia financiada pelo Estado russo em nossos serviços. Continuamos monitorando as últimas orientações e atualizações de sanções, à medida que a situação evolui”, disse o texto.

“As Diretrizes da Comunidade do YouTube proíbem conteúdo que negue, minimize ou banalize eventos violentos documentados, portanto conteúdos sobre a invasão russa à Ucrânia que violam essa política serão removidos. Sob a mesma perspectiva, o YouTube também bloqueou globalmente canais associados a veículos de comunicação financiados pelo governo russo”, finalizou a nota.

*Com Sputnik

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso.

Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197

Operação: 1288

Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768 – CPF

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Política

Rejeição a Bolsonaro cresce no Twitter após Rússia atacar Ucrânia

A rejeição a Jair Bolsonaro (PL) cresceu nas redes sociais desde o início dos ataques da Rússia contra a Ucrânia, após horas de silêncio do chefe do Executivo sobre o conflito que teve início nesta madrugada. No Twitter, até o início da tarde, 77% das interações de usuários sobre o presidente foram negativas nesta quinta-feira, 24, segundo pesquisa Modal/AP Exata. O número é 13 pontos maior do que o registrado ontem, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ainda não havia iniciado os bombardeios, informa o Uol.

A reprovação a Bolsonaro veio acompanhada de uma queda na confiança no governo. Apenas 9,9% dos internautas publicaram mensagens favoráveis à gestão do presidente, ante 15% que se manifestavam dessa forma na última quarta-feira, 23.

De um dia para o outro, menções ao governo também revelaram um maior sentimento de medo (de 19% para 25%) e raiva (de 15% para 18,5%).

Segundo a pesquisa, a maior parte dos usuários que criticam Bolsonaro rejeitam a posição solidária que o presidente manifestou em relação à Rússia após sua última visita ao país e vinculam tal postura a uma suposta simpatia por Moscou.

O levantamento também mostra que internautas temem declarações desastrosas do presente. “Muitos perfis referem que há uma aliança de ‘ditaduras comunistas’ contra as democracias liberais e lamentam que o PR não condene o ataque à Ucrânia”, mostra o levantamento.

O estudo da Modal/AP Exata indica ainda que, resultado disso, a hashtag “Deus Bolsonaro” ficou entre as mais comentadas no Twitter, com muitas publicações pedindo que o presidente não se manifestasse. “Pelo amor de Deus, Bolsonaro”, escreveram diversos internautas.

Bolsonaro também foi alvo de críticas por ignorar o conflito na Ucrânia e participar de uma nova motociata em São José Rio Preto na manhã desta quinta-feira, 24. Na ocasião, disse apenas que “comunismo é um fracasso, socialismo é uma desgraça.” Até então, apenas o vice-presidente Hamilton Mourão tinha se manifestado sobre o caso, ao dizer que o Brasil “não está neutro”.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Twitter apaga vídeo com a fúria de Malafaia contra a vacina para crianças

Em mais uma derrota de Bolsonaro e dos negacionistas, o vídeo de Malafaia irado, babando ódio contra a vacinação de crianças foi removido pelo twitter.

Malafaia é o retrato de mais uma frente ideológica fracassada de Bolsonaro.

O histriônico pastor bolsonarista associava a vacinação contra a Covid em crianças a assassinato, classificando de “infanticídio”. Os internautas reagiram, exigiram que seu vídeo fosse removido e assim foi feito.

Como bem disse a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo: “Felizmente entre nós, não viceja a mobilização anti-vax, com retórica de liberdade individual irrestrita”.

“Não é difícil para a opinião pública brasileira observar que a despeito do grande impacto da nova variante, e tendo alcançado uma boa taxa de imunização, o resultado constatado é o aumento exponencial de casos, porém sem repercussão de mortes ou ocupação de leitos de terapia intensiva até agora”.

Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Política

FGV: Bolsonaro cai e deve perder a liderança digital para Lula

No Twitter, por exemplo, o presidente já aparece tecnicamente empatado com Lula (PT).

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV sobre o desempenho dos presidenciáveis nas redes sociais aponta para tendência de queda de Jair Bolsonaro (PL) em todas as plataformas, segundo Painel da Folha.

É a primeira vez que a liderança de Bolsonaro nas redes aparece ameaçada.

No Twitter, por exemplo, o presidente já aparece tecnicamente empatado com Lula (PT). Já no YouTube, Ciro Gomes (PDT) ficou bem próximo no número de engajamento em postagens.

A FGV analisou 82,2 milhões de interações nos perfis oficiais de Bolsonaro, Lula, Ciro, Marina Silva (Rede), João Doria (PSDB) e André Janones (Avante). As postagens foram entre os dias 1 de novembro e 19 de dezembro.

No YouTube, Ciro chegou a ficar à frente de Bolsonaro em três das sete semanas analisadas. O pedetista apresentou picos durante a última semana após ser alvo de uma operação da Polícia Federal em 15 de dezembro.

A chegada de Lula em Bolsonaro se deu também no Instagram e, segundo a FGV, a melhora no desempenho do petista tem relação com posts sobre sua viagem à Europa e a entrevista concedida ao podcast Podpah.

Sergio Moro se manteve como terceiro candidato com mais interações no Twitter e no Instagram. Janones se destaca no Facebook, onde é o terceiro colocado em interações, mas tem baixa atividade nas outras plataformas. Marina e Doria apresentam baixa interação em todas as redes.

No início de dezembro, o chefe da diretoria da FGV, o sociólogo Marco Aurélio Ruediger, que disse ao Painel que a grande repercussão do Lula no Podpah poderia marcar um novo momento de participação da esquerda nas redes sociais, ambiente que tem sido de domínio hegemônico da direita nos últimos anos.

Ruediger também afirmou à época que o modelo das lives de Jair Bolsonaro (PL) mostrava desgaste.

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768