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Recado do Washington Post a Bolsonaro: Um golpe não será tolerado

Washington Post faz uma descrição perfeita não só de Bolsonaro como um presidente absolutamente incompetente, como denuncia seu ímpeto golpista e tem se preparado para tentar uma aventura antidemocrática para, numa cada vez mais possível derrota pra Lula, não entregar o poder. O jornal já convoca a comunidade internacional, mas sobretudo os EUA para avisarem ao fascista tropical que um golpe na democracia brasileira não será tolerado. Com isso, Bolsonaro se isola de vez do planeta.

Editorial do jornal The Washington Post – O BRASIL ESTÁ vivendo um dos piores picos de infecções por covid-19 que o mundo já viu. Na quarta-feira, ele registrou 3.869 mortes, um recorde que representou quase um terço de todas as mortes por coronavírus no mundo naquele dia. Não há fim para a onda à vista: graças à impressionante incompetência do presidente Jair Bolsonaro e seu governo, apenas 2 por cento dos brasileiros foram totalmente vacinados e as medidas de bloqueio necessárias para retardar novas infecções, incluindo de uma variante virulenta que surgiu no Brasil, são praticamente inexistentes.

Em vez de lutar contra o coronavírus, Bolsonaro parece estar preparando as bases para outro desastre: um golpe político contra os legisladores e eleitores que poderiam removê-lo do cargo. Com alguns no Congresso ameaçando impeachment, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emergindo como um potente adversário nas eleições do ano que vem, Bolsonaro despediu o ministro da Defesa nesta semana e os principais comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica saíram juntos de suas posições.

Não foram dadas explicações, mas o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, era conhecido por seu tratamento à distância de um presidente que se referiu às Forças Armadas no mês passado como “meus militares”. O Sr. Bolsonaro escolheu seu ex-chefe de gabinete para substituir o Sr. Azevedo e Silva e nomeou um policial próximo à sua família como o novo ministro da Justiça. As medidas foram suficientes para levar seis prováveis ​​candidatos à presidência a emitir uma declaração conjunta alertando que “a democracia do Brasil está ameaçada”. “O claro plano de apoio do Bolsonaro”, escreveu o editor-chefe Brian Winter no Americas Quarterly, “é ter tantos homens armados do seu lado quanto possível no caso de um impeachment ou um resultado adverso na eleição de 2022”.

Embora as instituições democráticas do Brasil sejam relativamente fortes após mais de três décadas de consolidação, há motivos para preocupação. Bolsonaro expressou abertamente sua admiração pela ditadura militar que governou o país nas décadas de 1960 e 1970. Admirador de Donald Trump, ele adotou a tática do ex-presidente dos EUA de alertar sobre fraude nas próximas eleições e exigir que os sistemas de votação eletrônica sejam substituídos por cédulas de papel. Ele apoiou as alegações de Trump sobre fraude eleitoral, e seu filho, um legislador que visitou Washington, D.C., na véspera de 6 de janeiro, expressou consternação porque o ataque ao Capitólio não teve sucesso.

O Congresso brasileiro pode propor o impeachment de Bolsonaro por sua péssima gestão da pandemia, incluindo minimizar sua gravidade, resistir às medidas de saúde pública e promover curas charlatanescas. Mas as democracias dos Estados Unidos e da América Latina devem prestar atenção à medida que as eleições do próximo ano se aproximam – e deixar claro para Bolsonaro que uma interrupção da democracia seria intolerável. O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também.

*Whashington Post

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Valor Econômico: Bolsonaristas na PM da Bahia executaram Adriano da Nóbrega

A colunista Maria Cristina Fernandes escreveu em sua coluna no jornal Valor Econômico que bolsonaristas da PM da Bahia já entregaram a Jair Bolsonaro duas ações de interesse da família presidencial: a execução do miliciano Adriano da Nóbrega, ligado a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro; e o motim na PM que foi instrumentalizado pela deputada Bia Kicis.

A informação foi divulgada no artigo “Bolsonaro entrincheirado”. No texto, a jornalista comenta que as mudanças de Jair Bolsonaro no governo, que culminaram na “maior crise militar já vista desde a redemocratização”, “decorreu de um presidente da República que se entrincheira para proteger os filhos.”

Bolsonaro trocou os comandos das Forças Armadas e ainda botou um aliado no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Enquanto a reforma ministerial chamava atenção da mídia, um deputado bolsonarista movimentava um projeto de lei na Câmara dos Deputados, para ampliar os poderes de Bolsonaro sobre as polícias militares em plena pandemia.

“Um esboço do Estado policial apareceu no projeto de lei do líder do PSL, Vitor Hugo (BA), que dá poderes a Bolsonaro sobre polícias estaduais. Ainda que não passe, o projeto, que o vice Hamilton Mourão define como ‘pura espuma’, cumpre a função de manter mobilizadas células bolsonaristas das polícias militares Brasil afora. A da Bahia entregou não apenas a execução de Adriano da Nóbrega, ex-PM bolsonarista da milícia carioca, como o motim do fim de semana”, escreveu Fernandes.

*Com informações do Valor

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Lula pede que Supremo declare suspeição de Moro em processos sobre Atibaia e instituto

A defesa do ex-presidente Lula (PT) entrou com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que a declaração de parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no processo do tríplex de Guarujá seja estendida para as ações relativas ao sítio de Atibaia e aos imóveis do Instituto Lula.

Os advogados do petista afirmam que há “identidade de situações jurídicas” entre os processos e solicitam que sejam declaradas nulas todas as provas e decisões tomadas nos dois casos.

A petição é direcionada ao ministro Gilmar Mendes. O responsável pelo caso era o ministro Edson Fachin, mas o magistrado ficou vencido no julgamento da matéria, e a previsão é que o magistrado que dá o voto vencedor torna-se o relator do processo.

Gilmar pode tomar uma decisão individual provisória ou submeter a discussão direto à Segunda Turma do STF.

No último dia 23, a turma concluiu o julgamento sobre o tríplex e declarou que Moro agiu com parcialidade à frente do caso.

Antes disso, em 8 de março, em outro habeas corpus apresentado por Lula, Fachin já havia anulado todas as condenações do petista e retirado os processos contra ele da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato.

O ministro mandou as investigações para a Justiça Federal do Distrito Federal e determinou o retorno à fase da análise do recebimento da denúncia.

A decisão de Fachin será julgada pelo plenário do Supremo em 14 de abril. Caso seja revertida, Lula dependerá da extensão da declaração de parcialidade de Moro aos outros processos para ter de volta os direitos políticos e poder disputar as eleições de 2022.

Isso porque o ex-presidente já foi condenado em duas instâncias no processo do sítio de Atibaia, o que gera a inelegibilidade. Nesse processo, a condenação em primeira instância não foi proferida por Moro, mas ele conduziu o início das investigações, com a autorização para coleta de provas e de depoimentos.

“Como se vê, mostra-se impossível dissociar-se a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro —já reconhecida por essa colenda Segunda Turma— das outras duas ações penais que tramitaram contemporaneamente em desfavor do aqui paciente e que também foram presididas pelo então magistrado”, afirma a defesa no pedido apresentado ao STF na quinta-feira (1) à noite.

Os advogados afirmam que os ministros deixaram claro nos votos que a quebra de parcialidade “deu-se justamente em virtude da visão e do comportamento do ex-juiz em relação” a Lula.

“Assim, para além da mácula ao famigerado caso ‘Tríplex no Guarujá’, há que se reconhecer desde logo a também patente contaminação do caso ‘Sítio de Atibaia’, bem como no caso ‘Imóveis para o Instituto Lula’”, diz a defesa.

Em relação a este último caso, o Ministério Público Federal no Paraná afirmou, em denúncia, que parte das propinas pagas pela Odebrecht em contratos da Petrobras foi destinada para a aquisição de um terreno na zona sul de São Paulo onde seria construída a sede do Instituto Lula.

O terreno, comprado por um amigo e antigo sócio de Marcelo Odebrecht, acabou não sendo utilizado para o instituto e foi vendido. A denúncia também diz que o dinheiro foi usado para comprar um apartamento vizinho à cobertura onde mora o ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). Lula se tornou réu nessa ação em 2016, mas nunca houve uma sentença.

Os advogados de Lula afirmam que o ex-presidente e sua família “jamais foram beneficiados por qualquer dos dois imóveis indicados na denúncia” ou “receberam qualquer vantagem indevida de contratos da Petrobras”.

*Com informações da Folha

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Política

O CQC do empresário Marcelo Tas não criou Bolsonaro, açucarou o fascista

Marcelo Tas, em sua infinita mediocridade, diria mais, no seu complexo provinciano, nunca foi capaz de assumir qualquer posição, como é comum nesse tipo de sujeito, oportunista neocon, que sempre viu no entretenimento digital, no que existe de mais jocoso, uma oportunidade para fazer dinheiro.

E é aí que entra o cinismo do moço, no CQC, fingiu não saber de quem se tratava o fascista Bolsonaro, envolvido com diversos tipos de crimes para açucará-lo e docilizá-lo para uma juventude alienada.

Se Tas não chega a ser um Olavo de Carvalho, do ponto de vista concreto, ele o é na desfaçatez e, por isso, como ser humano comum, não conseguiu segurar o tranco da bela entrevista que Lula deu a Reinaldo Azevedo e partiu para a mentira movida pelo ódio.

Desmoralizado nas redes, Tas passou a dar socos no ar, com aquele moralismo lugar comum, e seguiu tomando caixote dos internautas, lógico.

O problema de Tas é o duplo papel que exerce em que, de um lado, por uma ganância infinita, defende bordões de salão nos lugares com os quais o provinciano se deslumbra, ao mesmo tempo em que precisa parecer cult e acaba por ficar em um não lugar.

Assim, não tendo base para colocar os pés, sai caçando borboletas e tomando cascudos naquela cabeça oca para perder um pouco da arrogância e ser obrigado a repetir o mantra dos falidos tucanos, de que petista é igual a bolsonarista, coisa de sujeito chulé que não tem qualquer embasamento para um debate que não seja “profundo” como um pires.

No CQC, Marcelo Tas caramelizou esse genocida fascista que já matou 330 mil brasileiros.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Manifesto dos seis pode abrir caminho para fuga da Terra dos Mortos para a terra dos semimortos

O que Lula deixou claro na entrevista a Reinaldo Azevedo nesta quinta-feira, quando desafiou o tal mercado para um debate, é que o mercado sobre o qual a mídia tanto fala, é puro terraplanismo econômico.

Lula foi ao ponto ao dizer que a tal frente de “centro direita” Ciro Gomes (PDT), Eduardo Leite (PSDB), João Amoêdo (Novo), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Luciano Huck (sem partido), tirando Ciro que, covardemente, foi para Paris logo depois do primeiro turno em 2018, todos apoiaram a candidatura de Bolsonaro, mostrando que a direita neoliberal é uma maçaroca só.

Não só isso. O fundamentalismo neoliberal jogou o Brasil nesse inferno, e não há diferença entre Bolsonaro e a tal frente de centro-direita.

Essa frente neoliberal “democrática” é uma cepa do bolsonarismo. Ciro quis privatizar a água, Dória, o Butantã, Mandetta, o SUS, e Amoedo, tudo.

O artigo de hoje de Reinaldo Azevedo, na Folha, “Manifesto dos seis pode abrir caminho para fuga da Terra dos Mortos” não é um equivoco, mas uma tentativa que a direita pode fazer para derrubar Bolsonaro e manter o poder nas mãos do fundamentalismo neoliberal.

Por isso, Lula fez muito bem quando desancou o terrorismo econômico da mídia que usa essa figura mística e etérea do mercado e, junto, colocou Paulo Guedes abaixo de cachorro com sua privataria sem propósito algum, além de destruir o patrimônio nacional.

E como vemos, Lula, como ninguém, sabe passar essa mensagem ao povo. Tanto que a imprensa não derrotou Lula, o que ela fez foi destruir todo o aparelho judiciário do Estado para condenar e prender Lula, pois sabia muito bem que somente isso tiraria a vitória de Lula em 2018, como tirou.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Colapso: Pesquisa aponta risco de falta de oxigênio em 625 cidades e “kit intubação” em 1.141

Levantamento divulgado na quinta-feira (1º) analisou a situação de 2.433 municípios, o equivalente a 45,9% do total.

Ao todo, pelo menos 625 municípios do país correm risco de falta de oxigênio, enquanto em 1.141 pode acabar o chamado “kit intubação”, utilizado em pacientes que desenvolvem a versão mais grave da covid-19.

Os dados foram divulgados na última quinta-feira (1º), pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), na segunda edição de uma pesquisa que acompanha a situação das diferentes cidades brasileiras ao longo da pandemia.

:: Leia também: Alerta de falta de oxigênio em SP e no DF amplia mapa do colapso nacional ::

O estudo avaliou a situação de 2.433 municípios, o que representa 45,9% do total do país, e engloba cidades de todos os estados. Os números partem de informações colhidas junto aos prefeitos entre os dias 29 e 31 de março.

O levantamento observou ainda outros elementos do cenário da saúde pública local e identificou que 61,9% dos lugares pesquisados não adotaram lockdown esta semana.

A média móvel de mortes por covid-19 no país está atualmente em 3.117, a maior deste o início da pandemia. Na última quinta (1º), por exemplo, 3.769 óbitos foram registrados nas últimas 24 horas.

Entre as cidades pesquisadas, 37,1% estão em lockdown. O estudo considerou o conceito como fechamento total das atividades não essenciais. Já o percentual de municípios que hoje adotam a restrição na circulação de pessoas à noite chegou a 82,2%, enquanto 17,5% dos prefeitos disseram não adotar a medida hoje.

:: Leia também: Covid: três grandes cidades brasileiras com menores taxas de mortes tiveram lockdown ::

Sobre medidas de distanciamento social no final de semana, 88% têm restrições e 11,8% não têm. Já a antecipação de feriados, assim como ocorre esta semana em São Paulo (SP), por exemplo, conta com 15,3% de adesão no universo da pesquisa.

No quesito “aulas presenciais”, 89,4% dos lugares suspenderam a atividade e 9,9% mantêm as escolas abertas nesta semana.

A distribuição de vacinas também foi observada pela Confederação, segundo a qual 98% dos municípios receberam lotes de imunizantes ao longo deste período. Ao todo, 68,4% deles foram destino desse tipo de remessa por duas vezes na semana, enquanto 24,4% receberam somente uma vez.

*Com informações do Brasil de Fato

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Saúde

Fiocruz: Crise sanitária do país trava voos com insumos para vacinas

A crise sanitária no país tem feito com que fabricantes internacionais de suprimentos para vacinas enfrentem dificuldades para enviar remessas de reagentes e insumos para o Brasil. O cenário se dá em meio a reduções de previsões de entregas de imunizantes em abril.

Ao UOL, Maurício Zuma, diretor da Bio-Manguinhos —unidade da Fiocruz que produz a vacina Oxford/AstraZeneca— disse que já “acendeu o alerta amarelo” para possíveis atrasos nas entregas ao PNI (Plano Nacional de Imunização) após negativas de empresas estrangeiras em realizar voos para o país.

Segundo ele, os recordes de mortes e novas cepas da doença são os motivos da resistência de companhias internacionais em enviar voos. Com isso, a produção de imunizantes da Fiocruz contra a covid-19 corre risco, já que os materiais são considerados fundamentais para a linha de produção.

Insumos descartáveis e reagentes químicos estão entre os itens de difícil compra no momento. Zuma diz que a alta demanda por esses suprimentos no mercado internacional é outro entrave enfrentado hoje para a aquisição.

Os setores comercial e de logística da Fiocruz tentam agora viabilizar voos alternativos e empresas dispostas a pousar no Brasil, segundo Zuma. O pesquisador teme contudo que novas desistências afetem a linha de produção em breve.

Questionado, o diretor da Bio-Manguinhos não soube informar quais foram as empresas que se recusaram a pousar no Brasil e os seus países de origem. O UOL encaminhou então a demanda à assessoria de imprensa da Fiocruz que, por meio de nota, admitiu dificuldades com o transporte internacional e citou outros motivos para o cancelamento de voos.

“As companhias aéreas estão com a malha reduzida e se deparando com constantes problemas com falta de tripulação. Tal cenário gera o aumento de prazos para recebimento de cargas, com atrasos e reprogramação de voos. Programações de embarque são postergadas, voos são cancelados ou passamos pela situação de falta de espaço para nossas cargas em aeronaves”, diz o comunicado.

Maurício Zuma, diretor da Bio-Manguinhos da Fiocruz “Hoje, nos esforçamos para trazer volumes maiores de cargas e evitar a escassez desses produtos. Mas, se tivermos cancelamentos desse tipo à frente, quando a produção [de vacinas] for maior, teremos problemas”, completa.

Questionado se a crise sanitária no Brasil pode afetar a vacinação, Zuma respondeu que essa “pode ser uma consequência do agravamento de toda a crise”.

A produção de vacinas da Fiocruz depende de mais de 500 itens, entre suprimentos químicos e utensílios laboratoriais —para alguns desses insumos, como frascos e embalagens, a Fundação Oswaldo Cruz tem autossuficiência. Para outros, depende da importação, pois não há produção nacional para suprir as exigências técnicas da vacina.

*Com informações do Uol

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Vivaldo Barbosa: O PDT e Ciro já estão do outro lado

Candidatos já se apresentaram como tais e assinaram manifesto. Manifesto para defender a democracia ameaçada, dizem.

Esta ênfase na defesa da democracia nos desperta questões, pois invocaram a campanha das Diretas Já, quando nenhum deles participou das diretas. Mandetta e Ciro estavam no PDS (novo nome da ARENA, de apoio ao regime militar) na época das diretas, e o PDS não veio pra rua, claro; o banqueiro Amoedo certamente era de apoio aos militares; Huck não estava em lugar nenhum; Dória e Leite, não se sabe onde estavam, mas nas ruas nunca vieram.

A campanha das diretas está a merecer análise mais particularizada, mas já é possível observar que foi uma pena ter ficado meio na superfície, a eleição do Presidente, e não ter aproveitado aquela extraordinária mobilização para exigir transformações mais profundas. Como uma ação política grandiosa como aquela nunca é em vão, a Constituinte, 3 a 4 anos mais tarde, recuperou as questões já postas no Brasil pelo trabalhismo: reestruturação do Estado Nacional em sua capacidade de intervir na economia, direitos trabalhistas e Previdência social, direitos à saúde e à educação como deveres do Estado. A tal ponto que para implantar o neoliberalismo, FHC teve que mutilar a Constituição de 88 em aspectos fundamentais. E as diretas só vieram com a Constituinte para 1989. Brizola queria evitar esta demora e chegou a propor diretas em 1986 com prorrogação do mandato de Figueiredo, para evitar as manobras que adiaram. Foi dura e injustamente criticado.

Agora, os candidatos dizem que há ameaça à democracia que dizem defender.

Muitos atribuem esta troca de Ministério de Bolsonaro como tentativa de golpe. É claro que Bolsonaro sempre procura farejar esta possibilidade. Mas sua incompetência política e incapacidade não permitem qualquer resultado. Todo governo acuado e desprestigiado como este procura fazer alterações no Ministério para distrair e desviar atenções. Mas Bolsonaro saiu menor ainda: criou uma situação no mínimo áspera e incômoda com os generais. Isto se estende e inibe apoios.

Esta insistência na situação de golpe parece ter propósito definido: criar uma situação de tensão em que tanto Bolsonaro fica como ameaça permanente, quanto Lula e sua candidatura se tornam igualmente ameaça pelo fortalecimento de Bolsonaro como polo único para enfrentar Lula. Esta situação de ameaças ajuda na construção de alternativa de conteúdo neoliberal para evitar rupturas, mas de continuidade das políticas desde Temer e Guedes/Bolsonaro. O manifesto serve para isto.

Fiquemos fora disto.

Outra questão é que os defensores da democracia, todos, participaram do golpe contra Dilma e Lula e da eleição de Bolsonaro. Mandeta é o exemplo mais nítido: seu voto no impeachment da Dilma, sua participação na campanha do Bolsonaro e ter sido Ministro do Bolsonaro. Exceto o Ciro. Mas o Ciro, com seus ataques a Lula e Dilma e ao PT, repete os argumentos dos que procuram se justificar pelo golpe.

Neste ambiente, e com a pandemia se agravando, dá para perceber que querem rifar o Bolsonaro e colocar o Mourão. O governo Bolsonaro/Guedes já não mais existe, a pandemia batendo 4.000 mortes por dia, o caos instalado nos hospitais país afora, seria preciso vir o Mourão para dar conta do recado; reunir mais forças para enfrentar o vírus; fazer as recomendações mais corretas de isolamento, máscaras, álcool, etc, tentar obter algum êxito até o ano que vem. Mais importante: colocaria alguém para realizar a mesma política do Guedes sem ele e reuniria as forças políticas do PSDB/FHC até à Rede Globo e todo o conservadorismo. Com o Império junto, claro. Para enfrentar Lula em ambiente de mais normalidade, purificado do bolsonarismo, todos jurando arrependimento. Mas se não der para colocar Mourão, já terão isolado Bolsonaro e construído outra candidatura.

Diante de nós, a tarefa de exercitar a sabedoria política. Eles certamente juntarão inúmeros grupos políticos, numa enorme frente, com muitos recursos, dos grupos econômicos ao Império. Mas não levarão o povo brasileiro com eles. Porque a nossa será uma frente de conteúdo e visão transformadora, de recuperação e avanço nos direitos da nossa gente. Eles serão o que são e que sempre foram: portadores da pesada herança do colonialismo e da escravidão. Nós, seremos o que somos e que sempre fomos: sempre ao lado das lutas do nosso povo. E como nossas referências que nos tornam inconfundíveis: Getúlio, Jango, Brizola e Lula. Todos vítimas dos que hoje dizem defender a democracia.

O PDT e Ciro já estão do outro lado. Não são mais trabalhistas e brizolistas. Me faz lembrar um verso de Drummond: apenas um quadro na parede, e como dói.

*Vivaldo Barbosa – Foi Deputado Federal, Constituinte, Secretario de Justiça de Brizola.

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Entrevista de Lula a Reinaldo Azevedo arrebenta na internet, quase 300 mil telespectadores

Em uma entrevista de uma hora e vinte minutos, Lula falou sobre vários temas, como a Lava Jato e ex-juiz Sérgio Moro, o governo de Jair Bolsoanro, a pandemia do novo coronavírus, defendeu o legado dos seus governos e os da ex-presidente Dilma Rousseff.

No mesmo horário da entrevista de Lula na Bandnews, Jair Bolsonaro fazia sua tradicional live semanal. Internautas registraram a diferença de audiência no youtube entre as duas transmissões. Enquanto a entrevista de Lula chegou a ter 279 mil pessoas ao vivo, a live de Bolsoanro tinha 13 mil pessoas assistindo.

Ao ser questionado sobre o manifesto assinado por presidenciáveis de direita e centro-direita, como Ciro Gomes, o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, os governadores João Doria e Luciano Huck e o apresentador da Globo Luciano Huck, Lula saudou a defesa da democracia, mas disse que ela veio tarde demais.

“Essa gente, todos eles tiveram a chance em 2018 de deixar a democracia garantida votando no Haddad. Essa gente preferiu votar no Bolsonaro. Ciro só foi para Paris”, afirmou Lula.

Lula fez um apelo para que Jair Bolsonaro administre as crises do País: “Deixa de ser ignorante, presidente. Para de brigar com a ciência. Para de falar para os seus milicianos, fale para os 200 milhões de brasileiros”.

Lula também afirmou que a “Lava Jato oficializou o roubo” no Brasil. Ele lembrou que a operação “premiou todos os ladrões”, que fizeram esquemas de delações premiadas.

“Todos agora estão fumando charuto cohiba, aquele charuto cubano, e tomando rum cubano às nossas custas”, disse.

Na entrevista, Lula também afirmou que o Brasil está vivendo um genocídio, causado “pela irresponsabilidade de um único homem, que brinca com a doença, que zomba da doença, que inventa remédio”, referindo-se a Jair Bolsonaro.

“Estamos vivendo um genocídio. Não um genocídio de estado como foi o genocídio contra os negros ou contra os indígenas, porque é um genocídio praticado pela irresponsabilidade de um único homem, que brinca com a doença, que zomba da doença, que inventa remédio”.

Veja algumas reações

https://twitter.com/rafaelmmartins/status/1377745530768478211?s=20

*Com informações do 247

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Ao vivo: Reinaldo Azevedo entrevista Lula. Assista

Assista:

*Da redação

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