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Política

Vídeo: Jamil Chade: “A imagem do Brasil está destruída”

“O Brasil também sai de uma diplomacia progressista, que buscava ampliar direitos, para uma diplomacia reacionária”, alertou o jornalista Jamil Chade, que há décadas cobre o Itamaraty. Em entrevista à TV 247, Chade destaca que a imagem do Brasil sob Bolsonaro já era “extremamente negativa” com a Amazônia e ficou ainda pior com o descaso ante a pandemia. “Brasil virou um país a ser evitado”.

“A imagem do Brasil está destruída”. Esse é o alerta do jornalista Jamil Chade, que há 20 anos mora em Genebra, Suíça, e tornou-se um especialista em questões referentes à Organização das Nações Unidas (ONU) e à diplomacia brasileira. Em entrevista concedida à TV 247, ele disse que “o Brasil deixou de ser o país do diálogo” com o Itamaraty nas mãos de Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo.

“O governo Bolsonaro estabelece um antes e um depois na política externa. O Brasil nunca havia declarado uma aliança a um governo, como fez com Trump. Brasil também sai de uma diplomacia progressista, que buscava ampliar direitos, para uma diplomacia reacionária”, expôs o jornalista.

Chade afirmou também que “o mundo não conhecia os absurdos que Bolsonaro dizia”. “A imagem se torna extremamente negativa com a Amazônia e fica ainda pior com a pandemia.O Brasil virou um país a ser evitado”, completou.

Histórico recente da diplomacia brasileira

O jornalista fez um breve balanço dos papéis dos governos anteriores frente ao Itamaraty. Segundo ele, “houve coerência na política externa dos governos FHC, Lula e Dilma. O objetivo era fortalecer a posição do Brasil” e que “o ativo brasileiro era o diálogo”.

“FHC reinseriu o Brasil em vários tratados. Lula deu mais protagonismo ao Brasil e Dilma representou continuidade. O abalo vem a partir do governo Temer, mas até ele tinha como regra o diálogo”, concluiu o jornalista.

Assista:

 

*Do 247

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Política

De mãos vazias, Bolsonaro faz pronunciamento à nação sem mostrar um feito sequer em 2 anos de governo

Independente de sua política genocida durante a pandemia, o que coloca o Brasil em 2º lugar em números absolutos de morte por Covid, o governo Bolsonaro não tem o que mostrar, mas o que esconder depois de 2 anos de um governo débil economicamente, flácido de ideias, sem força moral para propor alguma coisa útil para o povo e, sobretudo, franzino em seu caráter institucional.

O Brasil é governado por um tolo, um fraco, sem qualquer empenho no comando do país.

O Brasil nunca se viu tão desanimado, instável e débil.

Não é uma questão de mudança de direção, é falta de direção, que fará padrão, essa palavra que significa um mínimo de civilidade.

As pessoas ainda não entenderam que o Brasil está totalmente à deriva sendo escorado pelos interesses e normas do mercado e pela burocracia do Estado.

Ou seja, temos uma administração fraudulenta até para um padrão de administração de condomínio.

O governo Bolsonaro não é uma crise permanente por acidente. É projeto de quem não tem a mínima ideia de como se governa um país.

Mas nada disso é novidade. Todos sabiam de sua total incapacidade por ter atuado 28 anos no legislativo sem apresentar um único projeto sequer de sua autoria.

O camarada é um nulo, um inútil convicto.

Bolsonaro só disse bobagens em cadeia de rádio e televisão e, na contramão dos discursos de outros líderes mundiais, ele não citou o distanciamento social nem a vacinação, dizendo que o Brasil é referência mundial de combate à Covid.

É um cínico? É. Mas o que ele falaria em seu pronunciamento?

Não se trata de um idiota que não pensa antes de agir. É um idiota apoplético, que vive vermelho de cólera, exaltado e furioso porque tem uma família de criminosos.

Sobre governar o país, ele não sabe aonde começa a cabeça e termina o rabo do bicho.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Flávio Dino chama Bolsonaro de “besta-fera”: “Coisa de Satanás querendo desviar atenção do nascimento de Jesus”

Governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino ficou indignado com declaração de Bolsonaro que disse querer armar o “cidadão de bem” em ameaça a João Dória.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se mostrou indignado com as declarações de Jair Bolsonaro (Sem Partido) nesta quinta-feira (24), véspera de Natal, quando o presidente incitou seus seguidores, com a promessa de armar o “cidadão de bem”, contra João Doria (PSDB), mandatário de São Paulo.

Dino chamou Bolsonaro de “besta-fera” e afirmou que o presidente faz “coisa de Satanás” para desviar a atenção do nascimento de Cristo.

“Na noite de Natal, a besta-fera fez suas apologias absurdas de armas e violência, além de difundir mentiras. Coisa de Satanás querendo desviar atenção do nascimento de Jesus Cristo. Mas tenho convicção de que a Palavra é mais forte e a nossa Nação vai se libertar desse mal”, tuitou.

Em sua live semanal, Bolsonaro criticou a viagem de Doria aos Estados Unidos dizendo que quer o “cidadão de bem armado” para acabar com essa “brincadeirinha”, em relação ao decreto do tucano que fez com que o estado retornasse à fase vermelha do plano de contenção do coronavírus.

“Eu quero o cidadão de bem armado. O povo armado O povo armado acaba esta brincadeirinha de ‘vai ficar todo mundo em casa e eu vou passear em Miami’”, afirmou.

 

*Com informações da Forum

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Para que serve a Corte de Haia?

Em live, o cachorro louco, ocupante da cadeira da Presidência da República, sabendo que as mortes por Covid-19 podem ter passado de 230 mil brasileiros por conta de subnotificação, como alertou o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, ironiza e ataca o isolamento e o uso de máscaras.

Mas não para aí.

Mostrando o perigo que representa para a saúde da população, Bolsonaro amplia seus urros animalescos para aterrorizar e desinformar, incentivando as pessoas a não tomarem a vacina.

Ora, se os quatro tipos de crimes julgados nesse tribunal de Haia são crimes de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crimes de agressão, Bolsonaro já cometeu todos durante a pandemia e mais uma meia dúzia.

*Da redação

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Mundo

Pentágono entra em alerta vermelho após fala de Trump sobre Lei Marcial

O Pentágono e os líderes militares de Washington D.C. estão em alerta vermelho, cautelosos com o que Donald Trump pode fazer durante os seus últimos dias na presidência.

Os comandos militares responsáveis por Washington D.C. estão engajados em planos secretos de emergência em caso de as Forças Armadas serem convocadas a manter ou restaurar a ordem civil durante o período de tomada de posse e transição, escreve Newsweek.

De acordo com um oficial que falou com o portal sob condição de anonimato, o plano está sendo mantido em segredo da Casa Branca e de apoiadores de Trump no Pentágono por receio de que possa ser reprimido.

“Há mais de 40 anos tenho ligação com o [setor] militar e nunca vi discussões como as que estão decorrendo agora, e a necessidade de tais discussões”, afirmou um oficial aposentado, que atualmente faz parte de uma empresa da área de defesa e que tem sido conselheiro de líderes superiores do serviço.

O Pentágono não descarta que o atual presidente possa mobilizar os seus apoiadores para obstruir o processo de transição de poder ao futuro governo de Joe Biden.

As fontes expressaram extrema preocupação de que o Departamento de Defesa norte-americano possa ser arrastado para uma crise.

“Agora, por causa do coronavírus, o presidente tem poderes de emergência sem precedentes, e algumas [pessoas] podem convencê-lo – especialmente se der ouvidos a certos apoiadores – de que ele [Trump] tem poderes ilimitados e está acima da lei”, disse um juiz advogado-geral aposentado.

O juiz aposentado admitiu que o presidente dos EUA, sendo também o comandante supremo das Forças Armadas, pode declarar lei marcial em circunstâncias excepcionais. No entanto, os militares certamente não vão obedecer a nenhuma ordem que viole a lei, ponderou.

Anteriormente, veículos de comunicação dos EUA relataram que Trump teria convidado seu ex-chefe de Segurança Nacional, Michael Flynn, para discutir sobre como reverter o resultado das eleições presidenciais após o ex-funcionário, em entrevista a Newsmax, ponderar a opção de usar a lei marcial e as Forças Armadas norte-americanas para forçar novas eleições.

 

*Com informações do Sputnik

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Mundo

Vídeo – Atentado?: Carro explode em Nashville, nos EUA, e deixa feridos

Nas redes sociais, diversos vídeos mostram o estrago causado pela explosão que atingiu vários prédios na região. Assista.

A explosão de um carro no centro de Nashville, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, na manhã desta sexta-feira (25) deixou ao menos três pessoas feridas e está sendo tratado pela polícia como um “ato intencional”, possivelmente um atentado.

“A explosão foi significativa, como você pode ver. O departamento de polícia, seus parceiros federais, o FBI e o ATF estão conduzindo uma investigação em grande escala. Nós acreditamos que o explosão foi um ato intencional”, disse Don Aaron, porta-voz da polícia de Nashville, segundo a Agência Reuters.

Nas redes sociais, diversos vídeos mostram o estrago causado pela explosão que atingiu vários prédios na região. O carro explodiu no momento em que policiais estavam a caminho do centro da cidade para verificar a denúncia de um veículo suspeito no local.

https://twitter.com/iaras2007/status/1342492487387115520?s=20

https://twitter.com/alesaucerreal/status/1342500571786391553?s=20

*Com informações da Forum

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Levantamento revela que o Brasil já pode ter superado 220 mil mortes por Covid-19

São 33 mil óbitos registrados como síndrome respiratória sem causa específica; ministério diz ter protocolos.

O Brasil já pode ter ultrapassado a marca de 220 mil mortes pelo novo coronavírus. Oficialmente, o país registrou nesta quinta-feira (24) 190 mil óbitos em decorrência da Covid-19.

Levantamento da Vital Strategies —organização global composta por especialistas e pesquisadores com atuação junto a governos— estima a omissão de quase 33 mil mortes no balanço. Esses casos entraram nas estatísticas como SRAG (síndrome respiratória aguda grave) sem uma causa específica.

No entanto, esses pacientes que foram a óbito tinham três ou mais sintomas clínicos de Covid. Com isso, mesmo que os testes dessem negativo, os casos deveriam ter sido diagnosticados como suspeitos, segundo protocolo da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A Vital Strategies já compartilhou os dados com profissionais do Ministério da Saúde. Procurada pela Folha, a pasta afirmou que os casos são revisados e só depois incluídos no sistema de monitoramento.

Os dados foram coletados no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe), da própria pasta.

Segundo a médica epidemiologista e especialista sênior da Vital Strategies Fátima Marinho, são 242.249 mortes por SRAG neste ano, até o 14 de dezembro.

Desse total, 68.631 não tiveram a causa especificada, mas 32.923 dos pacientes registraram sintomas de Covid. Isso resultaria em potenciais 221.208 mortes em razão do novo coronavírus.

A SRAG é uma condição do paciente que pode ser causada tanto pelo novo coronavírus quanto por outros vírus respiratórios, como o H1N1, agente infeccioso da Influenza A. Ela é a principal causa de mortes de pessoas com Covid.

Para especialistas ouvidos pela Folha, o país tem uma significativa subnotificação de mortes causadas pelo novo coronavírus.

Marinho, da Vital Strategies, disse que os sintomas mais comuns encontrados nos casos analisados foram dispneia (falta de ar), tosse e saturação do oxigênio menor do que 95%.

Essas são, inclusive, os principais sintomas verificados em pacientes que morreram de SRAG causada pela Covid-19 no país, diz a epidemiologista.

A especialista criticou os procedimentos de investigação e notificação do Ministério da Saúde definidos para municípios.

“Se já tem uma epidemia no país, não tem motivo para requerer o histórico epidemiológico da pessoa [contato com alguém com Covid ou viagem para áreas afetadas]. Esses cidadãos morreram em plena pandemia e no pico das mortes. Não tem por que não classificar ao menos como suspeitas”, disse.

No Brasil, o Ministério da Saúde permite que casos sejam confirmados e notificados também por diagnóstico clínico, ou seja, por análise do médico feita com base em sintomas e histórico do paciente.

Ao todo, são cinco critérios aceitos para confirmação de casos: laboratorial; clínico-epidemiológico; por imagem; clínico; laboratorial em indivíduo assintomático, como profissionais de saúde e outros grupos mais expostos ao risco de infecção.

Responsável pelo levantamento, Marinho diz que pesquisa da Vital Strategies em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) buscou provar que há casos de Covid-19 nos dados de SRAG não especificados. Para isso, um estudo, ainda não divulgado, foi realizado em três municípios brasileiros.

De 2.000 mortes avaliadas de pacientes com três sintomas ou mais da nova doença e resultado negativo para o coronavírus, 90% foram confirmados como Covid após realização de necropsia.

“Queríamos mostrar que a maioria desses casos é Covid-19. São pessoas que correspondem aos critérios clínicos, não têm histórico epidemiológico, mas moram em área com muitos casos”, afirmou Marinho.

Para ela, a base de dados do Ministério da Saúde mostra que é preciso investigar mais os casos. Marinho já se reuniu com servidores da área epidemiológica da pasta para tratar do assunto.

Na avaliação da especialista, ainda falta no Brasil uma coordenação por parte do Ministério da Saúde.

“A gente precisa ter um critério que defina casos de Covid-19. Com certeza a gente não está identificando todos os casos de morte pela doença nem todos os casos. Há mortes de pacientes por Covid-19 em casos não especificados, isso não tenho nenhuma dúvida. Temos ao menos 20% a mais de mortes do que está sendo divulgado hoje”, disse.

Marinho citou a Colômbia como exemplo de notificação. Segundo ela, o país sul-americano tem usado critérios clínicos para mortes com características de Covid mesmo com testes negativos, inconclusivos ou que não tenham sido realizados (caso o paciente tenha tido contato com infectados).

O coordenador do InfoGripe e pesquisador em saúde pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Marcelo Gomes, compartilha da visão de Marinho de que há mortes por Covid-19 nos casos classificados como não especificado.

Segundo ele, muitos casos não são detectados em testes por diversos motivos, como tempo de início dos sintomas até a realização do teste, qualidade e tipo da coleta realizada, armazenamento e transporte até a chegada ao laboratório.

De acordo com Gomes, das mortes por SRAG no país com identificação do vírus, 99% têm relação com o Sars-Cov2, isso sugere que nos casos não identificados, boa parte seja Covid-19.

“A gente não consegue precisar exatamente quantos casos que testaram negativo e entraram nessa estatística são Covid-19, mas podemos dizer que uma grande parte está associada à doença”, afirmou.

 

*Com informações do Uol

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Política

Bolsonaro esvazia comissão contra trabalho infantil

Decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recriou a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), que ele extinguira em 2019, mas excluiu a participação de entidades nacionais, internacionais e da sociedade civil.

Segundo o decreto, de 14 de dezembro, a Conaeti passa a ser uma comissão tripartite, com seis representantes do governo, seis de confederações empresariais e seis de centrais sindicais.

Os representantes do governo serão dos ministérios da Economia; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Educação; da Cidadania; da Saúde e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O texto diz ainda que poderão ser convidados até seis especialistas representantes de outros órgãos, entidades ou organismos internacionais para participarem das reuniões, mas eles não terão direito a voto —na prática, atuarão como observadores.

mbros plenos, com direito a voz e voto, as entidades tinham papel na elaboração, coordenação e avaliação de ações e no monitoramento do Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil.

“Houve um retrocesso social muito grande”, afirmou a procuradora Ana Maria Villa Real, coordenadora nacional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância).

“Sem desmerecer a importância das entidades sindicais, a especificidade da defesa e da promoção dos direitos da criança e do adolescente transcende os interesses que são inerentes às lutas classistas, travadas tradicionalmente entre os sindicais laborais e patronais.”

Desde que a comissão foi extinta, em abril de 2019, até agora, o plano nacional ficou paralisado, diz a procuradora. Nisso, segundo ela, o governo brasileiro descumpriu o artigo 227 da Constituição Federal, que dá prioridade absoluta aos direitos da criança e do adolescente, além das convenções 138 e 182 da OIT, que estabelece a idade mínima do trabalho e proíbe as piores formas de trabalho infantil, respectivamente.

Chamou a atenção ainda o fato de o decreto ter sido publicado às vésperas da virada para 2021 –designado pela ONU como Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, com vistas a erradicação de todas as formas de trabalho infantil em 2025.

“Essa demora [na recriação da comissão] distanciou o Brasil do alcance dessa meta e também sinalizou que a prevenção e a erradicação do trabalho infantil não são prioridade do Estado brasileiro.”

Segundo o IBGE, de 2016 a 2019, caiu de 2,125 milhões para 1,768 milhão o contingente de 5 a 17 anos no trabalho infantil, uma redução de 357 mil crianças e adolescentes. Ainda são 706 mil os submetidos às piores formas de trabalho.

“O cumprimento da meta [de 2025] torna-se ainda mais improvável devido ao agravamento da crise socioeconômica por causa da pandemia de Covid, pela desestruturação de políticas públicas de prevenção e erradicação do trabalho infantil e da ausência de apoio às famílias em situação vulnerável e pela redução dos recursos financeiros para as ações de fiscalização do trabalho pelo governo federal”, disse Isa Oliveira, secretária executiva do Fnpeti em nota.

“Os efeitos sobre o atual contexto devem ser captados pelas pesquisas de 2020 e 2021.”

“É alarmante, preocupante”, afirmou Carlos Silva, vice-presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), categoria responsável pela fiscalização do trabalho infantil. “Esse cenário de adversidades tão agigantado pela pandemia vai exigir uma resposta de maior articulação do governo brasileiro.”

“É preciso que tenhamos um sistema de fiscalização forte e que existam sistemas e políticas públicas de prevenção, e isso só funciona quando é articulado com todos os representantes de todos os níveis da federação.”

“Essa nova formação da comissão é governista e corporativista, o que compromete o cumprimento das atribuições do órgão. É notório que o governo Bolsonaro não tem interesse na erradicação da exploração do trabalho infantil; o próprio presidente deu declarações em defesa”, afirmou o advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos da infância e juventude.

Esta não é a primeira mudança em políticas voltadas à criança e ao adolescente do governo Bolsonaro.

Em setembro, o governo recriou a Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, que ele tinha extinto em 2019, mas retirou suas principais atribuições.

A comissão deixou de ter papel de articulação de políticas públicas para tornar-se órgão de consulta e estudos. Outro retrocesso foi a omissão, em relatório do Disque Direitos Humanos, do encaminhamento dado e das respostas recebidas a denúncias de violações, apontada por reportagem da Folha.

Em nota, o Ministério da Economia afirmou que o enfrentamento adequado ao trabalho infantil “só pode ser alcançado através da ação integrada de diversos órgãos de governo dos mais diferentes níveis (federal, estadual e municipal) e setores (trabalho, educação, assistência social, saúde, entre outros); do sistema de garantia de direitos; de entidades da sociedade civil; do Ministério Público; com apoio, inclusive, de organismos internacionais”.

Mas não explicou por que esses órgãos passaram a ter caráter consultivo, afirmando, por outro lado, que o “tripartismo é a principal forma de diálogo social, princípio fundador da OIT”.

Disse ainda que pediu para as entidades que indiquem especialistas.

 

*Carolina Vila-Nova/Folha

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Bolsonaro fala muito para tentar esconder que, em dois anos, seu governo produziu uma barbárie social no país

Governo Bolsonaro aumentou e muito a desigualdade social no Brasil, aprofundando a tragédia iniciada por Temer depois do golpe em Dilma.

Foi a retomada da velha agenda neoliberal tucana, tanto com Temer quanto Bolsonaro.

O resultado está aí.

Uma obra planejada para segregar milhões de brasileiros que teve maciço e massivo apoio da mídia, judiciário e dos endinheirados, em consonância com os partidos de direita, cujos componentes se uniram densa e espessamente para chegar a essa profunda cicatriz social a que chegamos depois do golpe.

O papel de Bolsonaro nesses dois anos foi o de buscar a sobrevivência jurídica do seu clã e produzir gritarias “ideológicas” para animar seu pasto e, com isso, o nefasto neoliberalismo e os crimes da família passarem de boiada.

Na prática, Bolsonaro já caminhou metade do tempo de seu mandato, deixando até aqui uma devastação ambiental em que milhões de animais silvestres foram mortos na Amazônia e no Pantanal sob seu comando com seus “dias de fogo”

Na pandemia, Bolsonaro já tirou a vida de mais de 190 mil brasileiros com seu negacionismo programado para matar.

Guedes teve todo o tempo e divulgação na mídia esta semana para vender terreno na lua. Não pode fazer balanço da trágica política econômica que empurrou do barranco para o buraco duas dezenas de milhões de brasileiros a miséria absoluta.

Então, o negócio é seguir chutando pra onde o nariz aponta para vender ilusões futuras, já que tirou o retrovisor de seu ministério para não ter que ver a terra arrasada que produziu no país nesses dois anos.

Por tudo isso e muito mais, Bolsonaro berra, gesticula, ataca a esmo para tentar esconder um país jogado nas sombras numa tragédia anunciada.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Bolsonaro só chegou ao poder porque mídia e judiciário mudaram os conceitos de moral no Brasil

Nada traduz com mais fidelidade os motivos da chegada de Bolsonaro ao poder do que a ambivalência moral da mídia e do judiciário brasileiro.

Os dois usaram as práticas mais imorais para dar sentimento coletivo de moral às suas próprias imoralidades.

Mídia e judiciário, mutuamente e de forma simultânea, vendem valores morais a partir dos interesses políticos que defendem.

Esses interesses nunca são a favor do povo, mas da elite econômica.

Não é sem motivos que noivos e padrinhos posaram armados em casamento em Goiás. Eles são o exemplo de uma parcela da sociedade que, em nome do amor, comemoram com símbolos de ódio. Eles, certamente, em nome da moral, votaram em um dos políticos mais corruptos e envolvido com os esquemas mais criminosos da história do Brasil.

Mas como um troço desses se deu, principalmente na parcela mais letrada da sociedade?

Como essa gente foi alvo fácil de um pensamento fascista que berra patriotismo enquanto detona o país a mando dos neoliberais?

Bolsonaro na presidência não é acidente, é projeto de poder das classes dominantes. As mesmas que, no Brasil, dominam as redações e o sistema de justiça.

Bolsonaro é literalmente a elite brasileira sem máscaras.

Não é sem motivos que a fome e a miséria não estão de volta ao país.

É essa elite que, através da mídia e do judiciário, naturaliza a barbárie social que está sendo promovida por Guedes e Bolsonaro.

Essa é a “regra de ouro” dos abastados.

A ética da reciprocidade entre pares, entre mídia e elite, entre o judiciário e os donos da terra.

A leitura moral que tanto a mídia quanto o judiciário brasileiros fazem é pelos olhos da nobreza paratatá.

É a “papa-fina da alta sociedade” que dá as cartas da nossa verdadeira constituição, em nome de uma democracia de mercado.

É daí que vem o princípio moral hegemônico no Brasil.

Foi isso que colocou na presidência da República um genocida que matou, em uma semana, mais do que 63 países juntos em toda a pandemia.

A Globo, ontem, deu um gigantesco espaço pra Guedes vender terreno na lua. Isso mostra que, se a direita não tiver candidato, os Marinho vão de Bolsonaro outra vez. Detalhe, com o fiu fiu de Bial.

*Da redação

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