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Brasil

Apelos de Lula, Petro e Guterres na ONU lembram que oligarquias são a raiz do desastre global

“Aqueles que têm o poder de destruir a vida não nos escutam […] ainda que representemos a grande maioria”, declarou Gustavo Petro durante discurso na ONU.

O mundo está à beira do desastre, mas ninguém assume a responsabilidade por isso, pareceu ser a conclusão do primeiro dia do chamado “debate geral” da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

Talvez por isso, o secretário-geral, António Guterres, condenou o que chamou de “impunidade” global, ao abrir, nesta terça-feira (24), a sessão inicial do debate geral, junto com “a desigualdade” e “a incerteza”, um trio que está levando a civilização à beira de desastres, e essa rota é insustentável. “Estamos nos aproximando do inimaginável, um barril de pólvora que está envolvendo o mundo inteiro”, advertiu Guterres, e assinalou que as guerras, a mudança climática e a desigualdade estão piores do que nunca. Ao mesmo tempo, convidou aos participantes: “os desafios que enfrentamos podem ser resolvidos”.

Ele ressaltou a impunidade, onde “as violações e abusos ameaçam o próprio alicerce do direito internacional e da Carta da ONU”. Acrescentou que “o nível de impunidade no mundo é politicamente indefensável e moralmente intolerável”, onde governos acreditam que podem violar as convenções internacionais e a Carta da ONU, “invadir outro país ou destruir sociedades inteiras” sem consequências. Assinalou os casos da Ucrânia e de Gaza, aos quais chamou “um pesadelo sem fim que ameaça levar toda uma região”; condenou os atos do Hamas, mas afirmou que “nada pode justificar o castigo coletivo do povo palestino”, que incluiu também a morte de mais de 200 funcionários da ONU. Guterres detalhou as injustiças da desigualdade econômica e também da mudança climática, insistindo que a única solução é multilateral e urgente. E que não há muito tempo.

Lula na ONU
O desfile anual de mandatários e altos representantes dos 193 países membros começou, por tradição, com o presidente do Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva, uma das vozes mais poderosas do Sul Global, elevou o alerta sobre o rumo atual do planeta.

Lula falou sobre os esforços do Brasil para impulsionar um acordo para frear as guerras em Gaza e na Ucrânia, e advertiu que esses conflitos demonstram o fracasso da comunidade internacional.

Da mesma forma, deplorou um sistema econômico internacional que se “converteu em um Plano Marshall ao contrário, onde os mais pobres financiam os mais ricos”. Os mais ricos, afirmou, duplicaram suas fortunas e pagam menos impostos que os pobres, proporcionalmente 60% da humanidade é agora mais pobre — ante o qual o Brasil está promovendo uma proposta para estabelecer normas mínimas de impostos globais.

Outras vozes do Sul Global
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou, com um discurso lírico, que nesse fórum da ONU “aqueles que têm o poder de destruir a vida não nos escutam”, [não escutam] os que não têm armas de destruição em massa ou grande quantidade de dinheiro, “ainda que representemos a grande maioria”.

Ele advertiu ainda que “a floresta amazônica está queimando” e isso implica o fim do mundo. Acusou que, “quando Gaza morrer, toda a humanidade morrerá”, pois as crianças palestinas “são o povo escolhido de Deus”. O que ele chamou de “oligarquia mundial” da mudança climática, das guerras, das punições econômicas contra países desobedientes como Cuba, e concluiu que a pergunta agora para o mundo é: a vida ou a ganância? Indicou que chegou a hora de pôr fim à oligarquia mundial e substituí-la por uma democracia dos povos. Que já não se precisa ouvir os Biden, Xi, Putin e os europeus, mas sim os povos.

*Diálogos do Sul

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Cotidiano

Apostas matam: a história da mãe que tirou a própria vida e deixou dívida de R$ 500 mil

Ângela chegou a pedir ajuda a influenciadores que divulgam as bets – ninguém respondeu; e deixou recado no grupo de apostas Blaze avisando que ia se matar.

Por Heloisa Villela – ICL

Ângela Maria Camilo da Paz tinha 39 anos quando decidiu que não podia mais resolver as dívidas que acumulou nas bets. Apostas matam. Ela se suicidou no dia 12 de dezembro e deixou três filhos: um de 9, outro de 11 e um de 18. A criança de nove anos volta e meia pergunta por que a mãe não a levou também. O menino foi visto no cemitério do Cariri, no Ceará, com água e um pacote de bolacha, conversando com o túmulo da mãe, preocupado que ela não comia nem bebia água há muitos dias.

Irmã de Ângela, Jéssica Lobo não fazia ideia do que estava acontecendo. Ela mora em São Paulo, onde tem um salão de beleza, e diz que Ângela era a pessoa que cuidava das contas da família. Super responsável, super centrada, nunca deu sinais de que estava envolvida com apostas on-line. Mas, depois da morte da irmã, Jéssica foi descobrindo aos poucos o tamanho do problema. O terreno da família e a casa da mãe já estavam vendidos, sem falar nos vários cartões e dívidas que Ângela contraiu em nome da mãe, analfabeta.

apostas matam

Dívida com apostas é de mais de R$ 500 mil
Ao todo, a dívida acumulada é de mais de R$ 500 mil e ela ainda não sabe quem é a pessoa que comprou a casa que a Ângela nem poderia vender, já que não era a proprietária. Dois dias depois do suicídio, um homem telefonou dizendo que tinha comprado o imóvel e não podia perder o dinheiro que investiu na transação. Jessica ainda não sabe como vai resolver esse problema, os empréstimos que a irmão pediu para nove pessoas diferentes e os cartões da mãe no vermelho.

Desde que perdeu a irmã e descobriu todos os problemas financeiros da família, Jessica expôs tudo nas mídias sociais. Depois das postagens, acabou entrando em contato com pessoas que estão passando por problemas graves por causa das apostas. Ela hoje administra nove grupos de whatsapp com um total de 3.832 pessoas.

Em cada grupo, um psicólogo voluntário dá apoio a elas. São brasileiros do Maranhão, do Ceará, de São Paulo e do sul do país. Ou seja, de todos os lugares. “A gente acha que está em uma situação difícil, que não pode ter nada pior, mas tem”, disse Jessica ao ICL. “Uma mãe de Roraima foi ameaçada por um agiota que tirou foto, na porta da escola, apontando uma arma para a cabeça da filha dela. Ela chegou em casa, pegou a filha e fugiu. Caiu no mundo”, contou.

Ângela reclamava dos jogos de apostas
Quando Jessica conseguiu acessar a conta que a irmã usava para os jogos, encontrou depósitos que datavam de dois anos atrás. Um deles no valor de R$ 100 mil. “Pronto, vendeu a casa”, pensou. Uma pessoa que emprestou dinheiro à Ângela contou que sabia do problema. “Então por que não contou pra gente enquanto era tempo?”, perguntou Jessica. Ela hoje vê que é preciso alertar as famílias para esse problema quase sempre invisível. A pessoa joga no celular, no computador, e ninguém em casa se dá conta.

Jessica recuperou as conversas da irmã no grupo batizado de “vip” na empresa de apostas Blaze. Os diálogos mostram como Ângela reclamava dos jogos, dizia que não ganhava nunca e pedia mudança no limite de depósitos para poder fazer saques. Em uma das trocas de mensagens, ela fala em sair, que não tinha mais condições de continuar e pergunta sobre ofertas de prêmios, um deles no valor de R$ 50 mil reais. São diferentes métodos para manter a pessoa envolvida com os jogos.

Ângela chegou a pedir ajuda a pessoas desconhecidas – influenciadores que divulgam as bets. Ninguém respondeu. “Para a gente, da família, ela nunca disse nada”. Ela também deixou recado gravado no grupo de apostas Blaze avisando que ia se matar. “A única resposta deles foi aconselhar minha irmã a dar uma parada nos jogos”, conta Ângela, indignada.

A resposta, por escrito, na chamada sala vip, recomenda que ela reveja os gastos com os jogos se estiver tendo dificuldades financeiras. “Então o traficante te vende droga por meses depois vem na sua casa e diz pra você parar um pouquinho de consumir?”, pergunta. Ela acha que o Brasil precisa adotar leis para enfrentar o problema.

 

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Política

X pede ao STF retomada da plataforma no Brasil

A rede social formalizou nesta quinta-feira ao Supremo um pedido para que a plataforma retome as atividades no Brasil.

Reuters – A rede social X formalizou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que a plataforma retome as atividades no Brasil após informar que cumpriu com todas as exigências que a levaram a ter seu funcionamento suspenso, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do caso.

A companhia, do bilionário Elon Musk, teve seu funcionamento suspenso no país no final de agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por não ter nomeado um representante legal no país nem cumprido com as ordens judiciais de retira de determinados conteúdos e contas. A decisão de Moraes foi posteriormente confirmada pela Primeira Turma da corte.

A informação sobre o pedido do X foi publicada primeiramente pela Folha de S.Paulo e confirmada pela Reuters.

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Mundo

Israel rejeita proposta dos EUA e aliados para cessar-fogo com o Hezbollah

Governo israelense afirmou que exército foi ordenado a ‘combater’ o grupo libanês ‘com força total’.

O governo de Israel rejeitou a proposta de cessar-fogo com o Hezbollah, uma organização política e paramilitar libanesa, feita pelos Estados Unidos e seus aliados.

“Não haverá cessar-fogo no norte. Nós vamos continuar lutando contra a organização terrorista Hezbollah com toda a nossa força até a vitória e o retorno seguro dos moradores do norte para suas casas”, escreveu o ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, em suas redes sociais, nesta quinta-feira (26).

Mais cedo, uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que o Exército foi ordenado a continuar “combatendo” o Hezbollah “com força total”.

Escalada do conflito

Os países haviam proposto uma trégua de 21 dias para frear o avanço do conflito. Na madrugada desta quinta-feira (26), 23 sírios morreram na cidade libanesa de Younine, em decorrência de ataques aéreos feitos pelas Forças Armadas de Israel contra instalações do Hezbollah. Entre as vítimas, no entanto, a maioria são mulheres e crianças, de acordo com o prefeito Ali Qusas.

Israel começou a atacar o Líbano na semana passada, quando ocorreram centenas de explosões de pagers e walk talkies, tecnologias obsoletas escolhidas justamente para evitar interceptações. Um informe do ministro da Saúde do Líbano, Firass Abiad, apontou para 37 mortos e 3.539 feridos.

Na segunda-feira (23), Israel iniciou os ataques aéreos, matando 558 pessoas e ferindo cerca de 1.8 mil. Segundo as autoridades libanesas, é o número mais alto em um dia desde o fim da guerra civil no país (1975-1990).

O que dizem os países envolvidos?

O governo israelense diz que a investida contra o Hezbollah é necessária para permitir que seus cidadãos voltem para o norte de Israel, quase um ano após terem deixado suas casas devido a ataques do grupo libanês em apoio aos palestinos da Faixa de Gaza. O Hezbollah é aliado do Hamas e vem lançando foguetes do Líbano em direção ao norte de Israel desde outubro de 2023.

Por sua vez, o primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, afirmou que o governo de Benjamin Netanyahu vem matando civis em território libanês, durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), no começo da semana. “Israel está violando nossa soberania ao enviar seus aviões de guerra e drones para nossos céus”, disse Mikati.

“Os libaneses rejeitam a guerra e acreditam na estabilidade. Israel nunca parou de violar as resoluções adotadas pela ONU. O Líbano não está pedindo por caridade”, completou.

Por sua vez, o Irã, patrocinador do Hezbollah, disse nesta quarta (25) que o Oriente Médio enfrenta uma “catástrofe em grande escala” e advertiu que Teerã apoiará o Líbano “por todos os meios” caso Israel intensifique sua ofensiva contra o Hezbollah.

“A região está à beira de uma catástrofe em grande escala. Se não for controlada, o mundo enfrentará consequências catastróficas”, declarou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também em reunião da ONU, acrescentando que seu país “apoia o povo do Líbano por todos os meios”.

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Mundo

Putin emite alerta nuclear ao Ocidente sobre Ucrânia

As inovações delineadas por Putin incluem uma ampliação das ameaças sob as quais a Rússia consideraria um ataque nuclear.

MOSCOU (Reuters) – O presidente Vladimir Putin advertiu o Ocidente nesta quarta-feira que a Rússia poderia usar armas nucleares se fosse atingida por mísseis convencionais, e que Moscou consideraria qualquer ataque a ela apoiado por uma potência nuclear como um ataque conjunto.

A decisão de mudar a doutrina nuclear oficial da Rússia é a resposta do Kremlin às deliberações dos Estados Unidos e do Reino Unido sobre a permissão ou não para que a Ucrânia dispare mísseis convencionais ocidentais contra o território russo.

Putin, na abertura de uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, disse que as mudanças eram uma resposta a um cenário global em rápida mudança, que havia gerado novas ameaças e riscos para a Rússia.

O chefe do Kremlin, de 71 anos, principal tomador de decisões sobre o vasto arsenal nuclear russo, disse que queria enfatizar uma mudança importante em particular.

“Propõe-se que a agressão contra a Rússia por qualquer Estado não nuclear, mas com a participação ou apoio de um Estado nuclear, seja considerada como um ataque conjunto à Federação Russa”, disse Putin.

“As condições para a transição da Rússia para o uso de armas nucleares também estão claramente fixadas”, disse Putin, acrescentando que Moscou consideraria tal medida se detectasse o início de um lançamento maciço de mísseis, aeronaves ou drones contra ela.

A Rússia, disse Putin, também se reservou o direito de usar armas nucleares se ela ou Belarus fossem alvo de agressão, inclusive por armas convencionais.

Putin disse que os esclarecimentos foram cuidadosamente calibrados e condizentes com as ameaças militares modernas que a Rússia enfrenta — confirmação de que a doutrina nuclear estava mudando.

A atual doutrina nuclear russa publicada, estabelecida em um decreto de Putin de 2020, diz que a Rússia pode usar armas nucleares no caso de um ataque nuclear por um inimigo ou um ataque convencional que ameace a existência do Estado.

As inovações delineadas por Putin incluem uma ampliação das ameaças sob as quais a Rússia consideraria um ataque nuclear, a inclusão da aliada Belarus sob o guarda-chuva nuclear e a ideia de que uma potência nuclear rival que apoie um ataque convencional contra a Rússia também seria considerada como um ataque a ela.

Em 2022, os Estados Unidos estavam tão preocupados com o possível uso de armas nucleares táticas pela Rússia que alertaram Putin sobre as consequências do uso dessas armas, de acordo com o diretor da Agência Central de Inteligência, Bill Burns.

Há meses, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, vem pedindo aos aliados de Kiev que deixem a Ucrânia disparar mísseis ocidentais, incluindo os de longo alcance norte-americanos e britânicos, no território russo para limitar a capacidade de Moscou de lançar ataques.

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Israel e seu delírio bélico, racista e genocida chegam ao Líbano

Ataques aéreos de Israel no Líbano colocam região à beira de uma guerra em grande escala, com risco de uma invasão israelense por terra na nação libanesa.

Nos últimos dias, Israel intensificou seus ataques aéreos contra o Líbano, matando meio milhar de pessoas e lesionando mais de 1.645, no dia mais letal para o Líbano desde a guerra de 2006 entre Israel e o grupo de resistência Hezbollah. Milhares de libaneses continuam fugindo para Beirute depois dos massivos ataques de Israel na zona sul do país.

Entre os mortos havia mulheres e crianças; milhares de pessoas fugiram em automóveis e caminhonetes carregadas com pertences e cheios de passageiros – às vezes várias gerações em um veículo –, partindo do sul para Beirute, que recebeu uma nova onda de ataques mais tarde, dirigidos contra Ali Haraki, comandante da frente sul do Hezbollah, que sobreviveu à ofensiva destruidora israelense.

O ministro libanês da Saúde, Firass Abiad, declarou em conferência de imprensa que os impactos atingiram hospitais, centros médicos e ambulâncias. O governo ordenou o fechamento de escolas e universidades na maior parte do país e começou a preparar refúgios para pessoas deslocadas do sul. Israel afirmou ter atingido 800 locais no sul do Líbano, no vale oriental de Bekaa e na região norte, perto da Síria.

Israel levou a região à beira de uma guerra em grande escala e se teme que o ataque possa ser precursor de uma incursão israelense por terra no Líbano. A ameaça de uma guerra aberta aumentou nas últimas semanas.

Ingerências externas
Os Estados Unidos, que têm 40 mil soldados no Médio Oriente, enviarão um pequeno número de tropas adicionais a esta região, ante a possibilidade de que as operações bélicas se intensifiquem e se descontrolem até desembocar em uma guerra regional mais ampla, informou ontem Pat Ryder, porta-voz do Pentágono.

A missão de paz da ONU no Líbano (FINUL) advertiu que os bombardeios de Israel, “não só são violações do direito internacional, como podem constituir crimes de guerra. Qualquer nova escalada desta perigosa situação poderia ter consequências devastadoras e de grande alcance, não só para quem vive em ambos os lados da Linha Azul (a divisória entre o Líbano e Israel), como também para a região em geral”, advertiu.

*Diálogos do Sul

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Radicalismo de Elon Musk causa debandada de usuários do X, diz Financial Times

Segundo o FT, muitos usuários deixaram a plataforma completamente, enquanto outros não aparecem mais.

Em artigo publicado em suas redes sociais, o Financial Times, tradicional jornal inglês de economia, aponta a acentuada saída de usuários da plataforma X por causa das postagens e declarações extremistas de seu proprietário, Elon Musk.

“Esse êxodo tem sido particularmente evidente na Grã-Bretanha, tendo ganho tração desde que Musk começou a postar coisas como ‘a guerra civil é inevitável’ durante os motins que eclodiram durante o verão”, diz o texto.

Segundo o FT, muitos usuários deixaram a plataforma completamente, enquanto outros simplesmente não aparecem.

“Seja como for, a atividade caiu de forma notável. Dados da Similarweb mostram que usuários diários ativos no Reino Unido caíram de 8 milhões há um ano para apenas cerca de 5,6 milhões agora. A mesma coisa está acontecendo em outros lugares, e não apenas em lugares onde a plataforma foi proibida, como o Brasil. Durante o mesmo período de 16 meses, os utilizadores ativos do X nos EUA caíram cerca de um quinto”, relata o artigo, segundo o ICL.

A publicação mostra um gráfico em que fica claro o declínio de usuários tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos:

Além disso, outro gráfico revela que a debandada do X é bem maior entre usuários identificados como progressistas:

Outro dado: a plataforma Bluesky experimentou um rápido crescimento depois que Musk fez postagem falando de “guerra civil” no Reino Unido por causa da imigração:

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Mundo

Hezbollah dispara míssil balístico contra sede do Mossad, perto de Tel Aviv

Segundo grupo libanês, ataque mirou prédio onde agência de espionagem planejava explosões de pagers e walkie-talkies; dispositivo foi interceptado pela defesa aérea israelense.

O Hezbollah disparou um míssil balístico em direção à sede do Mossad, perto de Tel Aviv, nesta quarta-feira (25/09). De acordo com o grupo libanês, o ataque teve como alvo o prédio onde a agência de inteligência e espionagem israelense planejava seus ataques usando dispositivos de comunicação, como pagers e walkie-talkies.

“A Resistência Islâmica lançou um míssil balístico ‘Qader 1’ às 6h30 (03h30 GMT) na quarta-feira, 25-9-2024, visando a sede do Mossad nos arredores de Tel Aviv”, confirmou o Hezbollah em comunicado. “Esta sede é responsável pelo assassinato de líderes e pela explosão de pagers e dispositivos sem fio.”

De acordo com o exército israelense, os sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar o míssil disparado da área de Nafakhiyeh, no Líbano. Não houve relatos imediatos de vítimas.

Trata-se da primeira vez que o grupo, aliado do Hamas e apoiado pelo Irã, reivindica um ataque com mísseis balísticos desde outubro de 2023, quando as tensões com Israel se agravaram em decorrência da guerra em Gaza contra os palestinos.

O recente lançamento que, segundo o movimento, ocorreu “em apoio ao povo de Gaza” e “em defesa do Líbano e de seu povo”, é uma resposta à maior operação de ataques israelenses contra o território libanês iniciada nesta semana. Os bombardeios coordenados pelas forças de Israel já mataram pelo menos 569 pessoas no país, deixaram milhares de feridos e promoveram um deslocamento massivo.

Enquanto isso, o Hezbollah também reivindicou nesta quarta-feira um ataque de foguetes no norte de Israel, incluindo a região ocupada das Colinas de Golã e perto do Monte Carmelo, afirmando que tinham como alvo bases do exército.

Por outro lado, a emissora catari Al Jazeera relatou que, durante a noite do dia anterior até o amanhecer, Tel Aviv conduziu uma série de ataques aéreos, tratando-se de “uma das maiores campanhas de sua história”, com o uso de pelo menos 250 caças.

Ameaça de ofensiva terrestre no Líbano
De acordo com o jornal The Times of Israel, o chefe do Comando Norte das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), major-general Ori Gordin, declarou na terça-feira (24/09) que os militares israelenses precisam estar “fortemente preparados” para uma ofensiva terrestre no Líbano.

“Entramos em outra fase da campanha. A operação começou com um golpe muito significativo nas capacidades do Hezbollah, com ênfase nas capacidades [de foguetes], e um golpe muito significativo para os comandantes e membros da organização”, disse o alto funcionário israelense.

“Precisamos mudar a situação de segurança. Precisamos estar muito preparados para entrar [no Líbano] em uma manobra [terrestre]”, acrescentou.

As tensões entre Israel e o Hezbollah, que apoia o Hamas e a libertação da Palestina, têm se intensificado desde 8 de outubro de 2023. O ápice foi em julho deste ano, após a morte de duas lideranças: Ismail Haniyeh, líder do gabinete político do Hamas; e Fuad Shukr, alto comandante do Hezbollah. Atribuindo os assassinatos a Israel, o movimento libanês garantiu que responderia contra as forças inimigas.

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Mundo

BRICS deve liderar reconstrução de Gaza junto com palestinos, diz presidente da Federação Palestina do Brasil

Ualid Rabah destaca papel do Brasil e do Sul Global no apoio à Palestina e condena Israel: ‘pior genocídio da história’.

Uma futura reconstrução da Faixa de Gaza – arrasada por Israel desde o dia 7 de outubro de 2023 – deve ser liderada pelos países do BRICS e pelos próprios palestinos, sem participação de potências ocidentais. Essa é a opinião de Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe-Palestina do Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Rabah classificou positivamente a atuação do Brasil diante do massacre cometido pelas forças israelenses em Gaza e destaca o papel ativo que o país pode ter nos esforços para reconstruir o enclave palestino.

“A reconstrução de Gaza não pode ficar sob o monopólio ocidental. Isso não é mais possível. Nada que diga respeito à Palestina pode ser liderado pelo Ocidente, especialmente pelos Estados Unidos. Então, o nosso esforço é para que o Brasil lidere nos Brics ou faça um esforço nesse sentido”, afirmou.

Desde o início do massacre recente, iniciado em outubro do ano passado após ataques do Hamas, mais de 42 mil palestinos já foram mortos por Israel em Gaza, que também destruiu diversos locais cruciais de infraestrutura e importantes para a manutenção da vida no território.

“É uma tentativa de causar o colapso da capacidade reprodutiva de uma sociedade inteira. Esse é o genocídio de novo tipo, nunca foi visto”, afirmou Rabah.

O presidente da Fepal ainda mencionou o papel ativo da diplomacia chinesa, que mediou um acordo histórico entre Hamas, Fatah e outras 12 organizações palestinas em busca de unidade. “É preciso haver uma unidade Palestina e aí entra o papel da China. A Palestina e os palestinos devem encontrar um meio de reconciliação de todas as forças políticas e sociais. E das organizações não apenas partidárias ou daquilo que nós designamos como resistência”, disse.

Em termos financeiros, Rabah menciona os números citados pela União Europeia, que já disse ser necessário um investimento de US$ 90 bilhões (mais de R$ meio trilhão) para reconstruir Gaza. Para ele, deveria existir apoio da ONU e de uma comunidade de países do chamado Sul Global, mas sem a participação do Ocidente.

“É preciso reconstruir Gaza plenamente e é preciso acabar com o bloqueio a Gaza. É preciso que tudo isso aconteça em um processo de reconhecimento do Estado da Palestina, dentro de um consenso interno palestino e dentro de um consenso internacional, com base nas regras estipuladas. Deve haver, dentre essas regras, o direito de retorno dos palestinos. Sem isso, não haverá paz, nem para palestinos, nem para os que se tornaram israelenses”, disse.

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Política

Brasil e Índia firmam parceria para exploração de Petróleo e Gás no Oceano Índico

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta segunda-feira, 23, que o Brasil e a Índia vão cooperar na exploração de petróleo e gás.

Durante o evento ROG.e, anteriormente conhecido como Rio Oil & Gas, que ocorre esta semana no Rio de Janeiro, Silveira revelou que a Petrobras avalia o potencial de exploração em reservas offshore no Oceano Índico.

“A Petrobras tem expertise e estuda a possibilidade de estar com eles (Índia) nesse desafio de conhecer essa fronteira no Oceano Índico”, disse Silveira.

O ministro também participou de um encontro na última sexta-feira (20) com o ministro de Petróleo da Índia, Hardeep Puri, onde ambos os países emitiram um comunicado conjunto.

O documento reafirma o compromisso de ampliar a presença de empresas indianas no Brasil, explorando novas oportunidades de investimento em ativos de produção.

A Índia é o terceiro maior importador de energia e petróleo do mundo, com um destaque particular para sua posição como quarto maior importador mundial de gás natural liquefeito (GNL), conforme dados da Invest India, a agência de promoção de investimento do governo indiano.