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Plano de Israel é mais um passo para eliminar população palestina da Faixa de Gaza

Decisão de tomar a Cidade de Gaza foi criticada por países como Reino Unido, Alemanha e Arábia Saudita

Israel anunciou na sexta-feira que planeja tomar a Cidade de Gaza – no que seria uma escalada o genocídio palestinos que já dura 22 meses. Analistas ouvidos pelo Brasil de Fato concordam que a medida é mais uma etapa rumo à eliminação da população do enclave.

“Este plano é mais um passo para ‘limpar’ a área de palestinos e, talvez até construir novos assentamentos em Gaza, que foram desmontados em 2005. Inclusive já tem pessoas mobilizadas dentro de Israel para fazer isso”, disse à reportagem o doutor em relações internacionais e pesquisador da questão palestina Arturo Hartmann .

Atualmente, militares israelenses controlam 88% da Faixa de Gaza. A ofensiva militar aprovada almeja dominar esse último bolsão controlado pelo Hamas – que já disse que irá resistir. Há temor dentro de Israel de que o aumento dos combates no norte de Gaza coloque em risco a vida dos cerca de 20 prisioneiros israelenses que seguem em poder do grupo.

Hartmann lembra que Israel deseja desde o início do genocídio levar adiante a ocupação total de Gaza. “Na primeira semana, em outubro de 2023, vazou um plano da inteligência israelense no qual uma das possibilidades políticas para Gaza era o controle e a ocupação militar israelense e a instalação de um governo que não fosse ligado às forças políticas do Palestina”, diz ele.

Nesta semana o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel não pretende governar a Faixa de Gaza, apenas ter controle militar. A administração da terra palestina ficaria a cargo de uma força estrangeira de ocupação comandada por países árabes aliados de Israel. Mas Hartmann duvida que a ideia saia do papel.

“Acredito que nenhum país árabe vai embarcar nessa, inclusive por pressão popular dentro desses países. A Arábia Saudita já declarou hoje que é contra esse plano do Netanyahu, e alguma força palestina vai ter que surgir para se acoplar ao poder israelense, que tope colaborar com seu governo. Esse é um cenário mais difícil de Israel encontrar.”

Mais devastação
De acordo com o plano aprovado pelo gabinete de segurança de Israel, o Exército israelense “prepara-se para tomar o controle da Cidade de Gaza”, a maior concentração urbana do território, ao mesmo tempo em que distribui ajuda humanitária à população civil fora das zonas de combate. O plano foi duramente criticado em todo o mundo.

A Alemanha reagiu anunciando a suspensão das exportações de armas para Israel no uso em Gaza, e a Arábia Saudita criticou o plano israelense. Turquia, Austrália e Espanha condenaram a decisão de Israel, o Reino Unido qualificou como “erro”, a China declarou estar “muito preocupada” e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu a Israel para “reconsiderar” seu plano.

A nova fase do genocídio deve causar o deslocamento de um milhão de pessoas que ainda vivem na Cidade de Gaza. O analista da BBC Paul Adams disse que o destino da maior cidade do enclave pode em breve ecoar o de Rafah. Em maio de 2024, Israel isolou a cidade ao sul e ordenou que sua população civil – cerca de um milhão de pessoas – se retirasse. A maioria fugiu para o noroeste, para a área costeira conhecida como al-Mawasi.

O então presidente dos EUA, Joe Biden, disse que uma invasão a Rafah representaria um “limite” para seu governo, mas com a população civil praticamente extinta, o exército israelense levou adiante a destruição de Rafah, argumentando que a presença de combatentes do Hamas tornava necessária a limpeza da cidade.

“Um ano depois, a cidade antes movimentada mal existe. A menos que haja um avanço diplomático antes do início de outubro, o que resta da Cidade de Gaza pode seguir o mesmo caminho”, diz Adams.

À Al Jazeera, o professor de segurança internacional no King’s College London Rob Geist Pinfold afirmou que não há “nenhuma lógica militar” no plano israelense de tomar a Cidade de Gaza.

“Os militares israelenses são totalmente contra esse plano. Eles dizem que seus soldados estão cansados, não têm os recursos disponíveis e que isso colocará em risco os reféns e prisioneiros que o Hamas mantém. Este é um plano puramente político com lógica política. É usar os militares para fins políticos”, disse ele.

Tornar Gaza inabitável para forçar a saída da população palestina “é o plano a longo prazo de Netanyahu”, segundo o analista.

A jornalista palestino-brasileira, mestra e doutoranda em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), Soraya Misleh disse que Israel “busca a solução final na contínua nakba (tragédia em árabe) que já dura mais de 77 anos, que exige limpeza étnica e genocídio, como o estamos assistindo há quase dois anos.

Ela ressalta que o plano conta com cumplicidade internacional, principalmente o apoio de do presidente estadunidense Donald Trump e que espera que o governo brasileiro rompa relações diplomáticas com Tel Aviv.

“Há 40 anos, o então presidente José Sarney, que não era de esquerda, impôs sanções ao apartheid sul-africano. É hora de o presidente Lula fazer o mesmo em relação ao apartheid israelense. Israel está dando mais uma motivação para que se tome essa decisão”, diz ela, lembrando que manifestações ocorrem em várias capitais brasileiras neste sábado (9) marcando a data e exigindo ações do governo brasileiro.

Neste sábado também o Conselho de Segurança da ONU (CSNU) fará reunião de urgência para abordar o plano de Israel de tomar o controle da Cidade de Gaza.

*BdF


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Brasil Mundo

Putin liga para Lula em conversa de 40 minutos; o que os presidentes falaram

‘Tarifaço’ dos EUA foi um dos assuntos; Presidentes buscam fortalecer relações comerciais

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste sábado (9) a fim de falar das negociações com os Estados Unidos sobre eventual acordo de paz com a Ucrânia. “O presidente Lula enfatizou que o Brasil sempre apoiou o diálogo e a busca de uma solução pacífica e reafirmou que o seu governo está à disposição para contribuir com o que for necessário, inclusive no âmbito do Grupo de Amigos da Paz, lançado por iniciativa de Brasil e China”, disse o Palácio do Planalto em nota.

Putin irá se reunir pessoalmente com o presidente Donald Trump na próxima sexta-feira (15/8). O encontro será realizado no Alasca, nos Estados Unidos, e tratará da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que já se alastra há três anos. O governo dos EUA tem aumentado a pressão sobre o Kremlin para assinar um cessar-fogo permanente, com medidas de asfixia econômica.

Trump passou a mirar parceiros comerciais da Rússia. Na última semana, o presidente norte-americano anunciou tarifas adicionais às importações da Índia que chegam aos EUA. O motivo é a compra de petróleo russo por parte do país asiático. O encontro entre Trump e Putin no Alasca, estado norte-americano localizado no extremo norte do continente e a 88 quilômetros da Rússia, foi criticado pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que não irá participar das tratativas.

“O presidente Trump anunciou os preparativos para seu encontro com Putin no Alasca. Muito longe desta guerra, que assola nossa terra, contra nosso povo, e que, de qualquer forma, não pode terminar sem nós, sem a Ucrânia”, escreveu em publicação no X. Na ligação, que durou cerca de 4o minutos, Lula e Putin também falaram sobre o “cenário político e econômico” e a relação comercial entre ambos os países dentro do Brics, bloco que é alvo de incômodo de Trump.

Putin teria parabenizado Lula pela cúpula de líderes realizada no Rio de Janeiro, no início de julho, da qual o presidente russo não participou. Dias depois do encontro de líderes, Donald Trump anunciou tarifas de 50% para produtos brasileiros, que se concretizou na última quarta-feira (6).

As discussões pelo fortalecimento do uso de moedas locais, alternativas ao dólar, foram criticadas por interlocutores da diplomacia norte-americana e impulsionaram as novas tarifas contra o Brasil. Dentre as medidas de contenção, o Palácio do Planalto tem reforçado a busca por novos mercados para os produtos que não escaparam do tarifaço de Trump, que, apesar de desidratado, ainda mira produtos-chaves, como o café e a carne bovina.

*aRede


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Mundo Política

The Economist: ‘Mais late do que morde’: Trump mira o Brasil, mas efeito de tarifas é limitado

A revista The Economist publicou em 8 de agosto de 2025 que as tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, iniciadas em 6 de agosto, são mais uma ameaça política do que um golpe econômico significativo.

A medida é vista como retaliação pela situação jurídica de Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe.

Apesar do tom agressivo, cerca de 700 produtos, como aviões, petróleo, celulose e suco de laranja, foram isentos, enquanto setores como café, carne e frutas seguem taxados.

O impacto econômico deve ser moderado, já que apenas 13% das exportações brasileiras dependem dos EUA, contra 25% há duas décadas, enquanto a China absorve 28%.

Lula reagiu com firmeza, afirmando que o Brasil não será “tutelado”, mas optou pela diplomacia, garantindo isenções via pressão de empresas.

A revista alerta que consultar o BRICS para retaliar, como Lula sugeriu, pode escalar o conflito comercial, já que Trump vê o bloco como “antiamericano” e ameaçou tarifas adicionais.


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Mundo

Países condenam ocupação total de Gaza aprovada por Israel

Turquia, China, Reino Unido, Alemanha e outras nações se manifestam; medida levará ao deslocamento de mais de 1 milhão de palestinos

Reunido na noite desta quinta-feira (07/08), o Gabinete de Segurança de Israel aprovou o plano para ocupar militarmente a Cidade de Gaza, o primeiro passo segundo a mídia israelense para uma estratégia de ocupação total da região. A medida prevê o envio de tropas terrestres para 25% do território que ainda não estão sob controle direto de Israel.

“As Forças de Defesa de Israel (IDF) se prepararão para assumir o controle da Cidade de Gaza, ao mesmo tempo em que fornecem ajuda humanitária à população civil fora das zonas de combate”, diz o comunicado o oficial emitido nesta sexta-feira (08/08) pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na plataforma X.

Israel endossou cinco condições para um cessar-fogo: o desarmamento do Hamas, o retorno de todos os reféns, a desmilitarização de Gaza, o controle de segurança israelense e uma administração civil pós-guerra excluindo o Hamas e a Autoridade Palestina.

O Hamas se manifestou nesta sexta-feira (08/08): “a aprovação do gabinete sionista dos planos de ocupar a Cidade de Gaza e evacuar seus moradores constitui um novo crime de guerra que o exército de ocupação pretende cometer contra a cidade. Alertamos a ocupação criminosa que esta aventura criminosa lhe custará caro e não será uma jornada fácil”.

Com a decisão, cerca de 1 milhão de palestinos serão obrigados a deslocarem para áreas de evacuação no sul do enclave. A proposta de ocupação total — e a consequente evacuação forçada até o dia 7 de outubro — gerou duras críticas de países, organismos internacionais e, também, políticos, militares e familiares dos reféns israelenses. Acompanhe a repercussão:

Alemanha, China, Turquia, Reino Unido
Em reação à medida, a Alemanha afirmou que irá suspender as exportações militares que poderiam ser usadas em Gaza. O chanceler do país Friedrich Merz, disse ser um direito de Israel desarmar o Hamas e buscar a libertação dos reféns israelenses, mas salientou: “o governo alemão acredita que a ação militar ainda mais dura na Faixa de Gaza decidida pelo gabinete israelense na noite passada torna cada vez mais difícil ver como esses objetivos podem ser alcançados”.

Escócia, Finlândia, Holanda, Espanha
Na Escócia, o primeiro-ministro John Swinney afirmou que a decisão israelense “é completa e totalmente inaceitável” e apelou para uma mobilização da comunidade internacional a favor de um cessar-fogo.

A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, também se declarou “extremamente preocupada” com a fome iminente e reforçou o pedido por uma trégua imediata e pela libertação dos reféns.

O ministro das Relações Exteriores da Holanda, Caspar Veldkamp, afirmou em comunicado no X que “o plano do governo de Netanyahu de intensificar as operações israelenses em Gaza é um movimento errado. A situação humanitária [de Gaza] é catastrófica e exige melhorias imediatas. Esta decisão não contribui de forma alguma para isso e também não ajudará a levar os reféns para casa”.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

Embaixada dos Estados Unidos faz ameaça direta aos ministros do STF

Representação diplomática em Brasília adverte aliados de Alexandre de Moraes sobre possíveis sanções pela Lei Magnitsky

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta quinta-feira (7) sua ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com um ataque direto ao ministro Alexandre de Moraes e seus aliados. A ameaça partiu de uma publicação oficial da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que afirmou:

“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto.”

O tweet traduz a posição de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, que desde a noite de quarta-feira (6) vem fazendo ameaças diretas a autoridades brasileiras. As declarações, publicadas na rede X (antigo Twitter), deixaram claro que qualquer autoridade que “ajudar ou incentivar condutas sancionadas” poderá ser alvo das mesmas penalidades. A escalada se deu após a decisão do ministro Moraes de decretar prisão domiciliar contra Jair Bolsonaro.

Em outro comunicado divulgado pelo Departamento do Hemisfério Ocidental, o governo norte-americano reforçou as críticas à atuação do ministro:

“O ministro Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua a usar instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!”

Beattie, por sua vez, foi ainda mais incisivo: “Os aliados de Moraes, na Corte e em outras esferas, estão fortemente advertidos a não colaborar com comportamentos sancionados. Estamos monitorando a situação de perto.” Segundo o 247, a linguagem adotada reflete um tom hostil e sem precedentes nas relações diplomáticas entre os dois países desde a redemocratização brasileira.


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Brasil Mundo

Lula e primeiro-ministro da Índia para aumentar cooperação em comércio e tecnologia em resposta às tarifas de Trump

Reuters – O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordaram nesta quinta-feira em aumentar a cooperação em comércio, tecnologia, energia, defesa, agricultura, saúde e laços interpessoais, informou o gabinete de Modi em um comunicado.

O presidente Lula conversou por telefone durante cerca de uma hora com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nesta quinta-feira (7), em articulação direta para enfrentar os efeitos das tarifas unilaterais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa, segundo nota oficial do Palácio do Planalto, reforçou o compromisso de Brasil e Índia com o multilateralismo e com a busca de uma resposta coordenada às medidas protecionistas norte-americanas. A informação foi publicada no site do governo federal nesta quinta-feira.

Lula e Modi também destacaram os avanços da visita oficial do primeiro-ministro indiano ao Brasil, realizada em 8 de julho, e concordaram em intensificar a cooperação bilateral em áreas estratégicas. Os dois países, até o momento os mais afetados pelo tarifaço de Trump, estão coordenando ações conjuntas para ampliar o comércio e reduzir a vulnerabilidade diante de medidas unilaterais.


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Mundo

Israel mata lenda do futebol palestino e já soma mais de 1,5 mil mortos na fila por comida em Gaza

Ex-jogador da seleção Suleiman Al-Obeid foi morto por ataque enquanto aguardava ajuda humanitária

O ex-atacante da seleção da Palestina Suleiman Al-Obeid foi morto nesta quarta-feira (06/08) por forças israelenses no momento em que aguardava por ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pela Federação Palestina de Futebol (PFA, na sigla em inglês), que publicou uma nota com detalhes sobre o caso.

Ele se torna mais uma vítima de uma prática que se tornou comum. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1.560 palestinos foram mortos por forças israelenses enquanto tentavam acessar ajuda humanitária em Gaza.

Entre os 83 palestinos mortos nesta terça-feira (05/08), 58 foram executados por soldados israelenses enquanto se aproximavam de centros de distribuição de alimentos operados pelo Fundo Humanitário Global (GHF), apoiado por Estados Unidos e Israel.

Nascido em 1984, na Cidade de Gaza, Al-Obeid tinha 41 anos, era casado e pai de cinco filhos – dois meninos e três meninas. A federação afirma que ele estava entre os civis que esperavam por alimentos quando foi atingido por disparos. Conhecido por sua habilidade e velocidade, acumulava apelidos como “Pelé do futebol palestino”, “gazela” e “joia negra”.

A carreira do atacante começou no clube Khadamat Al-Shati (Serviços da Praia). Mais tarde, ele se transferiu para o Centro Juventude Al-Amari, na Cisjordânia ocupada, e em seguida defendeu o Gaza Sports Club. Com passagem pela seleção nacional, Al-Obeid disputou 24 partidas internacionais e marcou mais de 100 gols em sua trajetória.

Imagem

Esporte sob ataque
Com a morte de Al-Obeid, o número de integrantes da comunidade esportiva palestina mortos desde o início da guerra de Israel contra Gaza chegou a 662, segundo a federação. Desses, 321 faziam parte diretamente da estrutura do futebol – entre jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes e funcionários de clubes.

Grupos de defesa dos direitos humanos têm cobrado da Federação Internacional de Futebol (Fifa) a suspensão de Israel por violações cometidas contra atletas palestinos. A PFA também denuncia a presença de clubes israelenses sediados em assentamentos ilegais na Cisjordânia participando de competições nacionais – o que contraria as normas da própria Fifa contra a discriminação.

Fome e ataques nas filas de ajuda
A ofensiva israelense sobre Gaza, iniciada em 7 de outubro de 2023, já matou ao menos 61.158 pessoas e deixou mais de 151 mil feridos, segundo o Ministério da Saúde do enclave. A fome se agrava: o Programa Mundial de Alimentos da ONU alertou que famílias palestinas estão passando dias sem comer. O número de mortes por inanição chegou a 193, sendo cinco delas nas últimas 24 horas.

Organizações da ONU e agências humanitárias criticam as autoridades israelenses por restringirem severamente a entrada de ajuda e profissionais de saúde na Faixa de Gaza. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de equipes médicas impedidas de entrar aumentou em quase 50% desde março – 102 profissionais, incluindo cirurgiões e especialistas, foram barrados.

Segundo o vice-porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haq, Israel só permite que a ajuda chegue por dois pontos de passagem: Karem Abu Salem (Kerem Shalom) e Zikim. “Isso atrasa nosso trabalho num momento em que todos os obstáculos deveriam ser removidos para salvar vidas”, disse Haq.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

A enorme lambança de Trump contra o Brasil foi, na verdade, contra os Estados Unidos

O superávit comercial de US$ 1,3 bilhão que os Estados Unidos tiveram com o Brasil em junho foi o quinto mais alto, individualmente, entre os países com quem o país faz transações comerciais.

A informação está nas planilhas que o Departamento de Comércio Americano disponibilizou ao anunciar os dados da balança comercial do mês.

No período, os EUA registraram um déficit global de US$ 60 bilhões.
No mesmo mês de 2024, a relação comercial com o Brasil tinha sido favorável aos EUA em US$ 881 milhões.

Segundo os dados, os EUA exportaram US$ 4,9 bilhões para o Brasil em junho e importaram US$ 3,6 bilhões entre bens e serviços no mês.

No acumulado do primeiro semestre, o superávit americano somou US$ 4,5 bilhões, ante US$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano passado.

Holanda US$ 6,2 bilhões. América do Sul e Central US$ 4,4 bilhões.
Reino Unido US$ 2,2 bilhões. Austrália US$ 1,6 bilhão. Hong Kong US$ 1,6 bilhão. Brasil US$ 1,3 bilhão.


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Mundo

Genocídio em Gaza: Israel bloqueia entrada de mais de 22 mil caminhões de ajuda

Cerca de 17 mil crianças sofrem de desnutrição severa e mais de 650 mil entrarão em risco nas próximas semanas; 181 pessoas já morreram de fome

Autoridades de Gaza denunciaram neste domingo (03/08) que Israel mantém bloqueados mais de 22 mil caminhões de ajuda humanitária nos postos de fronteira com o enclave palestino. Os veículos aguardam liberação para entrar na região.

A política de bloqueio israelense, apontam, “impede deliberadamente a entrada deles como parte de uma política sistemática de fome, bloqueio e caos”. Nas últimas 24 horas, seis adultos morreram de fome em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local. Ao todo, 181 pessoas morreram por inanição, entre elas, 94 crianças e bebês.

A situação é descrita como “desesperadora”. Cerca de 17 mil crianças sofrem de desnutrição severa, e mais de 650 mil menores de cinco anos estão em risco grave de desnutrição aguda nas próximas semanas. No total, 1,1 milhão de crianças estão na região.

Dados do Gabinete de Imprensa local indicam que Israel está permitindo a entrada de apenas 14% da ajuda humanitária diária necessária. Segundo informações repassadas à Al Jazeera, apenas 674 caminhões entraram na Faixa de Gaza desde 27 de julho, quando houve um leve alívio nas restrições, o que corresponde a uma média de 84 caminhões por dia.

Organizações humanitárias calculam que Gaza precisa de no mínimo 600 caminhões por dia, incluindo alimentos, medicamentos e combustíveis, para atender às necessidades básicas da população. O bloqueio prolongado foi classificado por autoridades palestinas como crime de guerra. A ONU exige a reativação dos 400 centros de distribuição que operavam sob sua responsabilidade antes do endurecimento do cerco israelense em março.

Deslocamentos mortais
Atualmente, apenas quatro centros da Fundação Humanitária para Gaza (GHF), vinculada a Israel e aos EUA, estão em operação — forçando a população a longos deslocamentos sob risco de sucessivos ataques.

Esses deslocamentos se tornaram mortais. De acordo com a ONU, entre 27 de março e 31 de julho, ao menos 1.373 palestinos foram mortos ao tentar acessar comida e suprimentos — 859 em centros da GHF e 514 enquanto aguardavam caminhões — atingidos por franco-atiradores, drones e tanques do Exército israelense.

O grupo de resistência Hamas afirmou estar aberto a permitir que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) entregue ajuda humanitária aos prisioneiros israelenses detidos. A condição para isso é que Israel abra corredores humanitários e garanta, de forma segura, o amplo acesso da população aos suprimentos.

Em meio à catástrofe, no sábado (02/08), a Autoridade Nacional Palestina pediu à comunidade internacional que aumente a pressão política sobre Israel para liberar a entrada dos caminhões e evitar uma tragédia ainda maior entre os dois milhões de palestinos em Gaza.

*Opera Mundi


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Mundo

Trump quer parecer estar em todos os lugares porque não está em lugar nenhum

Manipular a opinião pública mundial parece ser a meta de Trump.
A intensidade de suas ações está muito aquém de sua efetividade.

A leitura acurada que se faz desse tipo de comportamento controverso, é a de quem só fogueteia vitórias, sobretudo quando colhe fracassos.
Trump não entregou nada que prometeu do tal EUA Grande outra vez.

No final, ninguém tem dados concretos sobre o que de fato está acontecendo com a economia dos EUA.

Projeções feitas na base da terapia de choque, nunca foram boas conselheiras.

Por isso Trump quer moldar o Banco Central dos EUA a modo e gosto.

O fato é que Trump vinha vendendo uma série de vitórias, mesmo que na vida real enfrentasse uma série de fatos adversos.

Fatos não se curvam à vontade de sonhos. A concretude é mais fria e dura, muitas vezes impávidas.

Na verdade, essa sua volatilidade só produziu incertezas.

Para investidores, isso significa que o mercado é, ao mesmo tempo, lindo e feio, ruim e ótimo.


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